Minha coleção - André Ribeiro: Um dos maiores acervos sobre os Rolling Stones do Brasil

Por Maurício Rigotto
Escritor e colecionador
Collector's Room

André, obrigado por aceitar expor a sua fascinante coleção. Apresente-se aos nossos leitores.

Bem, Maurício. Eu sou jornalista, sou de Porto Alegre e tenho 39 anos. Sou casado e tenho uma filha de 1 ano e 10 meses chamada Paola. Ela, naturalmente, já é grande fã dos Stones. Inclusive já toca guitarra imaginária.

Fui incumbido de entrevistá-lo por eu ser fanático por Rolling Stones. Fiquei muito impressionado com o seu acervo. Como começou essa paixão pela banda?

Cara, a primeira lembrança que tenho dos Stones é de 1978, quando eles lançaram o Some Girls, que foi um grande sucesso. Mas eu tinha 7 anos, então essa lembrança é muito remota. Eu veraneava em Rondinha Velha, no Litoral Norte Gaúcho, perto de Torres. Lá eu tinha um amigo mais velho, o Zé, que ouvia o Tattoo You. Eu achei aquilo bacana. Ele botava o disco pra impressionar as gurias. “Stones chama mulher”, ele dizia. Mas eu fui mesmo ficar louco pelos Stones por volta de 1982, 1983. A Rádio Ipanema FM tinha sido inaugurada há pouco e havia um programa chamado Central Rock. Felizmente o apresentador, Ricardo Barão, era fã dos Stones e fazia especiais sobre a banda. Naquela época, eu ouvia de tudo no rock. Mas lembro que fiquei totalmente doido quando escutei os bootlegs da tour de 1981 e várias canções dos anos 60. Aquilo mudou minha vida. Na hora percebi que tinha encontrado a trilha sonora que me acompanharia para sempre.


Qual a quantidade de itens da sua coleção?

Huuum. Isso muda a todo dia. Não passa dois ou três dias sem eu receber alguma coisa. A minha coleção em termos mundiais é irrelevante. Tenho amigos colecionadores dos Stones de vários cantos do mundo, como Alex (Chile), Marcelo Tejera (Argentina), Garry Mafaldi (Estados Unidos), Matt Lee (Inglaterra), entre outros, que possuem infinitamente mais coisas. De qualquer maneira, há poucos colecionados sérios dos Stones no Brasil. Assim, a minha coleção ganha relevância por isso. Eu tenho em torno de 350 cds e 300 dvds dos Stones. Mas eu não coleciono apenas vídeos e discos, poderia ter mais se quisesse fazer número. Eu coleciono todo tipo de coisas, como pinturas. Eu tenho uma peça autêntica do Ronnie Wood, chamada Pensive, por exemplo. Não sei se existe outra na América do Sul. Talvez tenha, mas eu não conheço. Eu coleciono, então, cds, dvds, pôsters, pinturas, bonecos, camisetas, livros, jornais, revistas, itens como baquetas (tenho uma usada pelo Charlie em Barcelona 2007) e todo e qualquer tipo de memorabília que puderes imaginar.


DVDsAlinhar ao centro

Quando você percebeu que não era apenas mais um fã da banda, mas um sujeito que coleciona todo e qualquer material referente ao grupo?

Isso é difícil de responder, mas eu acho que a partir do momento que arrumei grana para poder comprar as coisas. Não é barato ser colecionador e fã dos Stones. É difícil saber exatamente, mas duvido que exista outro artista com tanto material de coleção quanto os Stones. São quase 50 anos de carreira. Com a internet, isso ficou fora de controle. Hoje em dia praticamente não há show dos Stones que não tenha um bootleg em cd e ou dvd. Quase todos os dias alguém lança um livro sobre a banda ou algum tipo de item de coleção. Mas acho que, como colecionador, eu fiquei louco de uns 4 anos para cá. Antes eu era um fã louco, mas não era um colecionador louco. São coisas diferentes. A minha coleção cresceu demais nestes últimos anos. Talvez o fato de eu ter deixado de ser um fã anônimo e ter ficado relativamente famoso entre os fãs dos Stones pelo mundo, tenha tornado impossível deixar de colecionar mais e mais, porque todos os dias alguém me fala de alguma coisa que saiu em algum canto do mundo. E a gente vai atrás.


CDs

Quantos shows dos Stones você já assistiu?

Vergonhosamente apenas seis. Se fosse uma pessoa organizada, poderia ter assistido a uns 15 pelo menos. Mas infelizmente sempre me atrapalhei. Então, eu vi os Stones em São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Buenos Aires (2) e Lisboa (1).


CDs

Você também é fã de Beatles?

Não. Eu não gosto da música dos Beatles. Apesar de serem bandas contemporâneas, nem vejo muito como comparar as bandas. Os Stones começaram como grupo de blues, passearam pelo soul e se firmaram no rock and roll. Voltaram para blues e flertaram com o country, além de tocarem também vários outros ritmos. Mas fundamentalmente os Stones são uma banda de blues e rock and roll. Os Beatles sempre tiveram uma perspectiva muito mais pop, com raízes muito mais do pop branco americano do que no negro, como é o caso dos Stones. Então, embora se possa até comparar alguns momentos das bandas, no todo são coisas muito diferentes. Os Stones têm 48 anos de carreira. Os Beatles tiveram menos de dez. Os Stones evoluíram e sofreram todo o desgaste natural do tempo. Os Beatles “morreram” jovens. Não há como comparar as bandas e nem eu vejo como um fã dos Stones, que não seja eclético, possa gostar da música dos Beatles.


Alguns box-sets, palhetas, baqueta...

Além de Rolling Stones, quais outros artistas você aprecia e acompanha a carreira?

Eu acompanho apenas os Stones. Eles são a melhor e maior banda do mundo ontem, hoje e sempre. Os Stones são os artistas mais importantes do Sécuro XX, tanto pela influência musical que têm até hoje, quanto pela influência social. Nenhuma banda ou artista mexeu tanto com os costumes como os Rolling Stones. Hoje em dia, os mais jovens podem achar isso besteira, mas pergunte às pessoas que estavam na Inglaterra dos anos 1960. Os Stones meteram a porta abaixo, derrubando um monte de preconceitos e abrindo os olhos da sociedade. Não é à toa que foram presos, perseguidos e considerados inimigos número 1 das autoridades da época. Pois os Stones são tão imensos, que anos depois a mesma sociedade se curvou a eles e hoje eles têm status de chefes de estado. Desta maneira, não há como seguir outros artistas. Qualquer pessoa que suba em cima de um palco depois de 1963, deve muito, ou quase tudo, aos Stones, porque além tudo o que argumentei, os Stones ainda criaram toda a base para as bandas com guitarras e o que se conhece hoje em termos de concertos de rock. Mas, claro, gosto muito do The Faces (a segunda melhor banda para mim), Chuck Berry, Muddy Waters, etc.


Pintura a óleo 'PENSIVE', autêntica de Ronnie Wood

Você ouve outros gêneros além de rock?

Os Stones tocam blues, country, soul, jazz, valsa, rap.... tocam toda a gama da música pop, embora a espinha dorsal seja o rock e o blues. Para que ouvir outras coisas? Precisa? Eu ao menos acho que não.... risos.

Você já esteve com algum dos Rolling Stones?

Infelizmente o mais perto que estive dos Stones foi de vê-los na primeira fila dos concertos. Mas tive contatos muito legais com Bernard Fowler e Tim Ries, que integram a banda de apoio dos Stones há anos.



Gravuras autênticas de Ronnie Wood e baqueta usada por Charlie Watts em Barcelona em 2007

Você tem itens de deixar outros fãs babando, como pinturas a óleo originais de Ronnie Wood, palhetas, baquetas, etc. Como essas peças chegaram até você?

Cada peça tem uma história. A Pensive, a pintura do Ronnie, me foi vendida através do Matt Lee, um grande colecionador inglês dos Stones. O Matt tem contato com galerias de arte e comprei a Pensive de uma galeria de Los Angeles. Tenho outras duas gravuras feitas pelo Ronnie, que foram compradas por um amigo numa exposição em São Paulo. Anos depois, ele me vendeu as gravuras. A baqueta do Charlie me foi vendida por um garoto que trabalhou na montagem do palco do concerto de Barcelona-2007. As palhetas se acha facilmente pelo ebay - originais ou cópias. Aliás, a internet tornou tudo mais fácil. Hoje se acha de tudo. Basta ter como pagar o preço. E costuma ser bem caro.



Pinturas a óleo do artista norte-americano Tom Noll. A primeira chama-se 'Farewell Kiss Mick Jagger' e a segunda 'Our Keith'

Você edita o Stones Planet, o maior e mais atualizado blog sobre a banda do Brasil. Você começou editando um fanzine. Quando iniciou essa dedicação ao grupo?

Ah! Belo tema. Deixa tentar explicar. Tudo começou quando ingressei no Rolling Stones Fan Club Office em 2006, eu acho. Era esse fan club, criado em 1964, que editava o Stones Planet Fanzine. A editora era uma norte-americana grande amiga minha, uma das maiores fãs dos Stones em todo mundo, chamada Tamara Guo (Blue Lena). Eu passei a colaborar com o fanzine escrevendo artigos. Eu era o correspondente sul-americano. Cobri dois shows de Bernard Fowler, em Buenos Aires, e o lançamento do livro Sexo, Drogas e Rolling Stones, no Rio de Janeiro, para o fanzine. Pude entrevistar Bernard Fowler e Tim Ries, por exemplo, para a revista. Mas eu sentia falta de algum veículo informativo sobre os Stones em português. Pedi autorização e peguei o nome do fanzine emprestado, Stones Planet, juntei a ele a palavra Brazil. Daí nasceu o www.stonesplanetbrazil.blogspot.com em setembro de 2007. Quando o fanzine e o fan club acabaram faz um ano, Stones Planet Brazil, Keith Shrine (da Blue Lena) e Stones Planet Belgium (de Sandra Polfliet) se associaram e hoje trocamos informações. Tenho de ressaltar que também conto com a ajuda duas jovens amigas, a Danny e a Karen, que me dão uma força sempre que estou impedido de atualizar o blog.

O Stones Planet é muito bem informado, geralmente as notícias sobre a banda são publicadas em primeira mão no seu blog. Como funciona essa rede de informações? Vocês têm contatos em todo o mundo?

Cara, isso dá um trabalho danado. Sério, precisa muita dedicação. Não se trata o blog como uma brincadeira. Embora ele seja 100% amador, sem grana envolvida, o tratamento é de um veículo de informação profissional. Nós tentamos fugir da besteira. Nosso foco são os verdadeiros fãs. Discussões bobas, não entram no blog, o que muitas vezes nos rotula de antipáticos, mas é preço que resolvi pagar para ter um veículo sério. Grande parte do conteúdo do blog vem dos messageboards especializados em Stones Shidoobee e IORR, mas com o tempo o blog ganhou notoriedade e credibilidade. Então, conseguimos uma boa rede de contatos com amigos fãs de todo o mundo e também com algumas pessoas que fazem parte de alguma forma do círculo íntimo dos Stones. Isso faz com que certas informações cheguem antes para nós, o que deixa algumas pessoas desconfiadas (já fomos chamados de mentirosos, impostores, etc), mas tudo que está no blog é sério. Há erros, claro, nem seria louco de achar que não cometemos erros. Mas tentamos ter as informações mais confiáveis. Ficamos muito orgulhosos quando um rapaz argentino chamado Fabian nos escreveu dizendo que Stones Planet Brazil era para ele como Chuck Berry foi para Keith Richards, já que ele criara um blog inspirado no nosso. Hoje Corazón de Stone é um veículo fantástico e com muita satisfação trocamos informações a todo momento. Respostas como essas, nos dão força para continuar.



Exile on Main St. e afins

Você é jornalista por formação. Você também atua como jornalista em outras áreas ou sua dedicação é exclusiva aos Rolling Stones?

Eu sou jornalista esportivo. Nada relativo aos Stones. Já escrevi algumas coisas sobre a banda, mas não há qualquer relação entre a minha vida profissional e os Stones. Adoraria ser o novo Bill German (ex-editor do Beggars Banquet, fanzine oficial dos Stones, e que recentemente lançou o livro Under Their Thumb, contando sua história com a banda). Aliás, o Bill é um dos nossos melhores contatos.



Alguns livros

Você me contou que, pela praticidade do CD, não lida muito com vinil. Mesmo assim você tem a discografia completa em long-plays? Não acha as capas e a arte mais interessante nos bolachões?

Cara, eu acho e sempre achei os lps muito mais legais. Pelas capas e pelos encartes, principalmente. Não sou tão doido pelo som. Embora menos romântico, acho os cds com melhor som e bem mais fáceis de cuidar. Além disso, há a questão do espaço. Os lps ocupam espaço demais. Eu tinha perto de uma centena de lps dos Stones. Vendi ou troquei quase tudo por cds e outros itens de coleção. Infelizmente algumas coisas ficam pelo caminho. Prefiro nem pensar nisso, porque ficaria deprimido. Hoje tenho pouca coisa em vinyl, como um Box especial do Sticky Fingers, o Superdeluxe Boxset do Exile on Main Street e o single de Plundered my Soul. Mas nem me fale em música em computador. Isso eu desconsidero. Tem de estar em CD e com estojo, no mínimo.



Box-sets

Entre tantos itens, qual você considera o seu disco e vídeo mais raro?

Nossa!. Cara, hoje em dia com a internet não existe nada raro. Ao menos não em cd. Os lps são mais legais por isso. Há grandes raridades em lps, mas em cd e dvd tudo ficou acessível, basta querer e procurar. Tenho um vídeo do Mick Taylor no show de São Paulo dos anos 1990, que penso ser muito raro. Acho que não mais do que umas 2 ou 3 pessoas têm isso além de mim. Vou citar esse para te dar uma resposta objetiva.

Há algum disco ou vídeo que você procura há anos e ainda não encontrou?

Há coisas que quero comprar, mas que ainda não houve condições por falta de oportunidade. Há muito material dos Stones. É uma coisa absurda. Tenho amigos que têm 3 mil cds dos Stones e outros com mais de 1,5 mil dvds. Hoje meu sonho de consumo é um case chamado Stones Touring Party. É uma maleta de viagem com itens de coleção do Exile on Main Street. Também quero discos de ouro e platina autênticos dos Stones e uma guitarra assinada pela banda. Por enquanto, são sonhos de consumo. Por enquanto...



Desenho original do artista espanhol Tinot

Quais discos você considera o melhor e o pior dos Rolling Stones?

Melhor é muito difícil e pior ainda mais difícil de responder. Cito sempre o Tattoo You como meu preferido para dar uma resposta. Mas a verdade é que não tenho uma preferência. Quanto ao menos sensacional, o Dirty Work.

Se você tivesse que fazer uma coletânea com as vinte melhores músicas dos Stones, qual seria o repertório?

Bá, que ruim hein? Deixa tentar... Beast Of Burden, Tumbling Dice, Sweet Virginia, Start me Up, Dead Flowers, Wild Horses, Brown Sugar, Jumpin Jack Flash, Honk Tonk Woman, Out of Time, Get off of my Cloud, All About You, Don´t Stop, Jiving Sister Fanny, Crazy Mama, Starfucker, She´s So Cold, No Expectations, You Can´t Always Get What you Want..... ufa, deixei umas 400 canções de fora. hahaha



Camiseta da tour de 1981

Cite cinco músicas dos Stones que você não gosta.

Não existe uma sequer.

Qual o melhor disco dos Stones de cada década?

Hum, meramente para te dar resposta....Let it Bleed, Exile on Main Street, Tattoo You, Voodoo Lounge, Exile on Main Street Rarities (cd com as dez faixas extras do Remaster de 2010 do Exile). Mas olha, repito, meramente para te responder, porque não tenho preferência mesmo.



Festival Knebworth box-set

Brian Jones ou Mick Taylor?

Ambos, cada um foi perfeito para a sua época.

Mick Taylor ou Ron Wood?

A mesma coisa, cada um foi perfeito para sua época.



Poster e ingresso do Festival Knebworth 1976

Bill Wyman ou Daryl Jones?

Bill Wyman é um Rolling Stone.

O que você achou do material adicional da nova edição do Exile on main St.?

Excelente. É espantoso como os Stones têm munição guardada. Teremos muita coisa boa para surgir nos próximos anos.


André com Bernard Fowler

Você disse que sua coleção é minúscula se comparada a de outros amigos que possui em diversos países. O que lhe faltaria para atingir esse mesmo patamar?

Nossa! Alguns milhares de dólares.


Encontro com Bernard Fowler

Você acha que vai chegar um dia em que sua coleção estará completa ou sempre haverá novos itens a serem buscados?

Ah, em se tratando de Stones nunca estará completa. Há sempre muita coisa a ser buscada e sempre é lançada muita coisa nova. Ninguém tem tudo dos Stones e nunca vai ter.



Poster A Bigger Bang Tour

Antigamente, os Stones lançavam um disco por ano, ou até mais, além de vários singles. Nos anos noventa foram apenas dois discos de inéditas e nos anos 2000 somente o Bigger Bang. Você acha que banda ficou preguiçosa?

Eu acho que os Rolling Stones têm 48 anos de estrada. Qual outra banda com o mesmo tempo está em atividade? Qual outra banda lançou tantos discos? Os Stones são extremamente profissionais e sabem o momento certo de lançar produtos no mercado. Isso é um negócio e embora não sejam lançados álbuns de inéditas como antes, não existe um ano sequer sem que seja lançado algum cd, dvd, livro, filme ou seja lá o que for dos Stones. Tenta lembrar de 2005 para cá... Cara, eu não conseguiria lembrar de tudo. É coisa demais. Hoje a banda está muito acima disso, de lançar discos todos os anos. Eles podem se dar ao luxo de só colocar novos álbuns de inéditas no mercado quando entendem ser o momento certo. E ainda podem lançar uma imensa série de outros produtos.


Stones Planet fanzine

Nos anos sessenta e setenta, os singles e outtakes da banda, de tempos em tempos, eram lançados em miscelâneas como High Tide and Green Grass (1966), Through the Past, Darkly (1969), No Stone Unturned (1973) e Metamorphosis (1975). Esse tipo de disco não foi mais lançado, salvo a coletânea Rarities (2005), que pouco acrescentou. Nós que colecionamos bootlegs conhecemos a grande quantidade existente de material inédito de excelente qualidade. Você acha que a banda só vai abrir os seus acervos após encerrar suas atividades?

Acho que eles começaram a abrir o baú. Note, o box do Get Yer Ya-Ya´s Out! saiu com cinco canções oficialmente inéditas. O Exile tem dez canções “novas”. Acho que é um processo natural que ocorrerá com o tempo. É só esperar.



Aftermath e Spirit of Brian Jones fanzines

Eu acredito que os Rolling Stones só irão acabar quando falecer um dos integrantes. Você acha que podemos esperar novos discos e novas turnês, incluindo novamente a América do Sul?

Eu acredito que sim. É uma coisa que parece certa que os Stones irão voltar para a estrada. Possivelmente em 2011, mas não há nada confirmado. Não vejo nenhum dos Stones sentado em casa brincando com os netos por muito tempo. Enquanto tiverem saúde estarão em atividade. Não existe razão para não estarem. Não sei se voltarão à América do Sul, mas é praticamente uma certeza que haverá nova tour.



Posters

Em 1979, ano em que a banda tirou férias, Ronnie Wood e Keith Richards formaram a banda New Barbarians. A partir dos anos oitenta, durante os períodos de recesso da banda, Mick Jagger lançou discos solo, Keith Richards gravou e excursionou com os X-pensive Winos, Charlie Watts formou um quinteto de jazz... Hoje em dia apenas Ron Wood mantém a sua carreira solo em atividade. Você acha que Mick e Keith estão menos interessados em música que em outros tempos?

Não. O que acontece é que os Stones têm trabalhado demais. Veja. Eles gravaram o A Bigger Bang em 2005. Ficaram dois anos em tour, terminando os concertos apenas na segunda metade de 2007. Junto a isso saiu o dvd Biggest Bang... em 2008 veio o filme Shine a Light, o dvd e o cd da trilha. Em 2009, a Universal relançou os discos a partir de 1971. E em 2010 saiu o novo Exile. Isso tudo requer muito trabalho. Há muito desgaste, horas de estúdio, de entrevistas pra divulgação, de participações em eventos, etc, etc, etc. Embora não tenham um disco novo ou não estejam na estrada, os Stones estão em plena atividade.

E cada um tem seus projetos pessoais. O Charlie excursionou recentemente com banda de boogie woogie. O Keith participou de disco de gente como Sheryl Crow e Dirty Strangers. O Keith também está relançando o disco dos Winggles Angels com faixas novas... não tem fim nunca. Os Stones não param.



Beggar's Banquet fanzine oficial, de Bill German


André, agradeço novamente pelo ótimo bate papo. Deixe suas considerações finais aos leitores do Collector’s Room.

Pó, eu que tenho de agradecer. É raro ter a chance de manter um papo qualificado desta maneira. É exatamente isso que buscamos em Stones Planet Brazil. Chegar aos verdadeiros fãs dos Stones. Só tenho a agradecer e gostaria de convidar a todos os amigos ligados em Stones a nos visitarem em www.stonesplanetbrazil.blogspot.com. Obrigadão e abraço!



Comentários

  1. Nossa! Muito legal essa entrevista! Estou na procura com minha coleção de LP's e singles dos Stones, e essa estrevista é um ânimo!

    Parabéns pelos itens e continue assim!

    Stones forever!

    Acho que faltou algumas perguntas, como "qual LP/CP mais raro da coleção"... perguntas mais específicas ajudam a gente que tem uma coleção ainda no começo, a conhecer algumas pérolas que numa pesquisa normal não aparece.

    Mesmo assim, parabéns pela coleção!

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  2. Gostei bastante da entrevista, e penso parecido com o André a respeito do blog: se é pra fazer, tem que fazer bem feito, e espero estar conseguindo, com a ajuda de todos vocês, fazer isso aqui na Collector´s.

    Abraço.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Obrigado, amigos. Foi uma grande honra conceder esta entrevista, que já foi postada em www.stonesplanetbrazil.blogspot.com

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  5. Eu entendi bem...ou ele só ouve rolling stones ...

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  6. Oi Fabio, isso mesmo.

    :-)

    Keep on Rolling

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  7. "Hoje a banda está muito acima disso, de lançar discos todos os anos."

    Nossa...esse comentário me surpreendeu. Nunca vi alguém ser fã a esse ponto, botar a banda que gosta nesse pedestal.
    Ronaldo

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  8. Oi Ronaldo, é uma frase marqueteira, mas que acabou profecia. "Os Rolling Stones não são apenas uma banda, são estilo de vida", Andrew Loog Oldham.

    "Os Rolling Stones são como o ar, a água ou a comida, indispensáveis à minha vida", André Ribeiro, em Sexo, Drogas e Rolling Stones, página 95.

    Abração

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  9. Muito show andré!!!
    Os meus mais sinceros parabéns!!!

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  10. Olha o grande Leandro, pioneiro em blogs dos Stones no Brasil com o seu Stones Brazilian Club. Cara, tu tá nos enrolando, qdo volta o blog?
    abraço

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  11. Espetacular a devoção pelos Stones, sensacional a entrevista com o Andre Ribeiro.

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  12. A entrevista foi bacana, mas discordo de algumas coisas que o André falou.
    Os Stones realmente trafegam por vários estilos, como R&B, soul, rock, country, disco... Mas isso, a meu ver, não justifica ouvir APENAS Stones.
    Muito pelo contrário! Considero isso um incentivo pra conhecer as diferentes influências da banda e também a influência - nada pequena - que eles exercem nos diversos artistas não só do rock.
    Eu entendi que ele ouve otras coisas, Chuck Berry, Faces,mas a imagem que passa é que os Stones já tão de bom tamanho. E eu acho que isso não é bom pra imagem da banda. Uma banda cujos fãs se limitam a conhecer apenas ela ganha o aspecto de seita com um monte de fãs 'torcedores'. Ao menos é assim que eu entendo.
    No mais eu discordo de que Stones e Beatles não tenham muito a ver. A partir do Help, ou talvez do For Sale, os Beatles adentraram novas formas de composição que fugiam um poco daquele 'iê-iê-iê' do início. Os Stones, além de músicas como "Tell Me (You're Coming Back)", que fugiam da fórmula tanto do blues como do soul, a partir do Aftermath [ou tvz antes] iniciaram uma fase onde o foco eram as melodias e os arranjos.
    Acho que no período de '66 a '68, as duas bandas não foram tão díspares em sua musicalidade.
    É isso. Valeu!

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  13. It's only The Rolling Stones, but he likes them. Yes, he does.

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  16. Oi Groucho KCarão,

    Eu consegui e nao consegui me explicar como posso ver pela tua interpretação.

    Bem, eu só ouco Stones, sim. Alguma coisa de Chuck Berry, Muddy Waters ( sem serem os stones tocando ou sendo), The Faces e pouca coisa mais além do que cerca os Stones. Gosto mto de Neil Young, mas ouco mto pouco. Pq? Simplesmente pq nao tenho vontade de ouvir outras coisas. só por isso.

    Qto aos beatles, tu concordaste comigo, até se pode comparar as bandas por um breve momento, 1966-1967, talvez. como eu disse na entrevista, dá pra comparar alguns breves momentos. Mas os Stones têm 48 anos de carreira e tu só consegue comparar 2 ou 3 anos do trabalho, de alguma forma, meio distante, mas consegue. mas no grosso, sao coisas mto diferentes. Tu nao tem como comparar o some girls...por exemplo. os beatles tiveram menos de 10 anos, os stones quase 50, entao a carreira e o legado dos stones é imensamente maior do que 1, 2 ou 3 anos, 1 ou 2 discos.

    por isso, nao tem como comparar as coisas. Talvez possa comparar com Pretty Things, coisas assim, mas nao com os Stones. Não dá pra reduzir os stones a 2 anos, um breve momento em 48 anos de carreira. Os beatles e tantas bandas, foram bandas dos anos 60. Os stones sao dos anos 60, 70, 80, 90, 2000... e tamos entrando pra sexta década. E mesmo nos anos 60, tu vais encontrar talvez meia dúzia de cancoes parecidas, que talvez lembrem de alguma forma, como Mothers Little Helper, embora jamais os beatles escrevessem uma letra dessas.... mas musicalmente, até dá pra comparar. Mas sao breves momentos. Ou os beatles fariam Street Figthing Man, Satisfaction, etc? não, nao fariam.
    Essa costumeira comparação de coisas tao diferentes sempre me incomodou um pouco, pq as duas bandas têm conceitos musical completamente distintos, exceto por esse ou aquele breve momento.

    é isso ai, valeu!!!

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  17. Esqueci de comentar, qto a fãs torcedores ou seita, é mais ou menos isso ai mesmo. Os Stones sao meu time e minha religiao. E felizmente nossa seita e time tem alguns milhares de seguidores pelo mundo. :-)

    IORS but I love it!

    abração e valeu pelo papo e perdao por alguma coisa.

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  18. Bela entrevista, e concordo como André: não tem como comparar Beatles com Stones. Além da carreira do Stones ser muito maior, o grupo teve fases muito distintas dentro dessa extensa carreira, enquanto os Beatles dividem-se em apenas duas fases (pré e pós Dylan)

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  19. Acho Beatles e Stones duas bandas essenciais e distintas. Ignorar uma ou outra me soa como desperdício, pois ambas são fenomenais. E mais uma coisinha que não foi citada: os Stones no início praticamente clonavam os Beatles, e só foram se destacar quando saíram da sombra do Fab Four e encontraram a sua identidade. Dúvidas? Their Satanic é uma resposta má sucedida a Sgt Peppers, por exemplo.

    E dê-lhe rock!

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  20. Oi Ricardo,

    Os Stones clonavam os Beatles? Cara, exceto por uma meia duzia de cancoes, como referimos antes, que podem ser comparadas ( mas clonadas?), os Stones dos anos 60 eram uma banda de Rhythm and blues/soul/rock and roll e os beatles eram uma banda de baladas pop e alguma coisa de rock and roll, com cara de pop branco pra ser aceito e vender, tipo Elvis.
    Francamente, não vejo relação possivel entre as bandas, exceto por serem contemporâneas e por inteligentemente as duas bandas alimentarem disputas por interesses comerciais. Mas fora isso...

    Qto ao Satanic, ele foi numero 3 nos estados unidos e numero 2 na inglaterra. disco de ouro nos dois paises. nao tem como ser mal sucedido com esses dados.
    Maluquice da cabeça do Mick, o disco traz coisas mto boas como 2000 man, 2000 light years from home, she´s a rainbow, in another land.... sempre me soou mto mais como um deboche e resultado de mto lsd. é um disco divertido.

    mas enfim, sinceramente, esse papo de beatles x stones morreu nos anos 60. é extremamente aborrecido ainda ficar em cima da mesma tecla. há coisas bem melhores pra abordar, na minha opinião. como disse antes, os beatles sao uma banda dos anos 60, os Stones sao dos 60, 70, 80, 90, 2000 e entando em 2011.

    saludos a todos

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  21. André, valeu por responder prontamente, e me desculpe a demora em retornar aqui.

    Acho que os Stones podem ser comparados com os Beatles, pelo menos do Aftermath até o Their Satanic, mas acho que até depois ainda têm alguns pontos comuns. No entanto, clonar eu acho que é um exagero despropositado. Os primeiros discos dos Stones claramente seguem uma linha distinta daquela dos Beatles. A propósito, Their Satanic Majesties Request me lembra bem mais Pink Floyd que Beatles e é BEM superior ao Sargento Pimenta. [POLÊMICA!!!]

    Mas voltando ao ponto que eu discuti da otra vez: acredito que ouvir somente a banda não pegue bem pra imagem da própria banda. Por exemplo, se um fã do Guns 'n' Roses diz que o Guns é a melhor banda da história sem conhecer ao menos as principais bandas de hard rock, qual o respaldo que tem essa afirmação? Eu acho que ouvir otras coisas é importante até pra você perceber o lugar da sua banda preferida na história da música, as influências que ela recebeu, quem ela influenciou, a importância dela naquele[s] contexto[s]!

    É isso. Valeu!

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  22. Ola meu velho,

    Ahaaah, acho que nao soube me explicar bem. Eu ouvi de tudo. Tipo, de Pretty Things e The Who a Black Crowes e Dirty Strangers, passando por Iron Maiden e AC/DC.
    O que quis dizer é que hoje em dia, de uns anos pra cá, não ouço mais. Ou raramente ouço, pq me dei conta que não me interessavam mais. Mas esse processo levou anos. Eu gosto mto do Rush, por exemplo, só que hoje em dia não ouço mais. Há tanta coisa dos Stones pra ver, ler e ouvir, que acaba nao sobrando tempo pro resto... acho q é mais ou menos isso. Mas nao quer dizer que nao reconheça virtude e talento em outros artistas, como Neil Young. outro cara de qm gosto mto.

    qto à semelhança com os Beatles, tu tens razao sim, e talvez eu mais uma vez eu nao tenha conseguido me expressar direito. Houve talvez no Aftermath, Flowers e December´s Children canções que tinham alguma semelhança, muito mais pelos instrumentos que o Brian introduzia. Mas ficamos por ai.
    Mas concordo com o Ricardo que os Stones passaram a ser stones, originais e com som proprio, a partir de 1968, com o Beggars Banquet. Antes, a banda transitava entre os heróis do passado, como Muddy Waters e Chuck Berry e as novidades da onda, o que era uma necessidade mercadológica.
    Houve em Satisfaction, Get of off my Cloud, The Last Time, etc... indicios do que viriam a ser os Stones, todos temas mto originais na época, mas o som da banda mesmo se formou com o Beggars e com o lançamento de Jumping Jack Flash.

    Obrigado pelo papo, feras. Em outros espaços uma mera divergência de pontos de vista já causaria uma guerra.

    parabéns pela maturidade do blog!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  23. ah, tb acho o Their Satanic mto mais legal do que o nobre Sargento Pimenta. :-)

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  24. André, nós é que agradecemos a sua entrevista. E, quando quiser falar sobre música com gente que é apaixonada pelo assunto e respeita opiniões alheias - como você pode ver aqui -, venha para a Collector´s que será sempre muito bem-vindo.

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  25. Que bom que discordâncias, opiniões conflitantes e polêmicas, possam ser discutidas por nós,amantes de música, mantendo o devido respeito pela opinião contrária. Fico orgulhoso em mantermos tão alto nível. O André usou o termo certo, isso é maturidade.

    Quando formulei as perguntas e questionei se o André também era fã de Beatles, foi por mera curiosidade, pois eu sou fanático pelas duas bandas. Porém, nunca as comparo e não tive essa intenção. Como disse Mick Jagger nos anos sessenta: "São grupos diferentes, eu não comparo porque não há como comparar. Você pode nos preferir ou preferir a eles, é diplomático."

    Tenho os Stones tatuados em um braço e os Beatles tatuados no outro braço. Não concordo com o André, quando disse que "nem eu vejo como um fã dos Stones, que não seja eclético, possa gostar da música dos Beatles." Para mim são as duas melhores bandas que já existiram, que desestabilizaram o showbusiness, os contratos com gravadoras e levaram a música pop a outro patamar. Os Beatles e os Rolling Stones para mim estavam muito a frente de todos os outros grupos da época, mas realmente não cabe comparações, cada um é único na história da música.

    Achei a entrevista muito prazerosa de se fazer e fico feliz com sua repercussão. O André foi muito bacana e atencioso, inclusive depois da entrevista já trocamos algum material em video. Creio que é mais um amigo que o música me trouxe.

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  26. Grande Maurício. Concordo com tudo escrito abaixo: "Para mim são as duas melhores bandas que já existiram, que desestabilizaram o showbusiness, os contratos com gravadoras e levaram a música pop a outro patamar. Os Beatles e os Rolling Stones para mim estavam muito a frente de todos os outros grupos da época, mas realmente não cabe comparações, cada um é único na história da música."

    Abraço, e vamos nessa!

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  27. Valeu, senhores. A maturidade conquistada aqui não é fácil. Eu sei valorizar o trabalho dos amigos, pq sei o qto é difícil.

    Há um movimento até pra criação de um blog/site pra colecionadores sul-americanos dos Stones. Se tiverem alguma dica, sugestao, já q têm experiência no tema, adoraríamos ouvi-los.
    Meu email é andreribra@hotmail.com.

    saludos a todos.

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  28. Olá André é todo pessoal da collector's.

    André, todo dia abro seu blog para acompanhar as novidades da banda que me formou como homem e que, sim, é a minha religião.

    Infelizmente, somente hoje eu pude ver essa entrevista.

    Como você, claro que eu já ouvia Stones antes de surgir a paixão, mas nunca mais, por toda a minha vida, vou esquecer uma tarde em 1981 quando coloquei a agulha sobre It's Only Rock'n'Roll! Meu coração se contorceu sob o fogo devastador que invadiu meu corpo.

    Eu, certamente, não sabia onde queria chegar, mas já conhecia claramente qual a trilha sonora!

    Pra terminar, a cada dia que passa, principalmente nos últimos cinco anos, eu só ouço Stones!!!

    PS.: Pondo mais lenha na foqueira, os Beatles são muito chatos!

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  29. Ganhei uma pequena coleção dos Stones, mas não curto esse tipo de música e que ia vende los, alguém tem interesse? São 20 volumes alguns duplos e mais dois livros da biografia.

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  30. Não vejo pecado nenhum em o André praticamente só curtir os Stones. É um direito dele, assim como também é de direito um cara só curtir os Beatles. O importante ė termos a liberdade de termos nossas preferências, desde que não prejudiquemos o próximo. Dessa forma, eu, por exemplo, adoro os Stones, mas também curto bastante muitas outras bandas. Mas foi, principalmente, através dos Stones (e dos Beatles também, por que não), que vim a conhecer nomes como Bo Diddley, Chuck Berry, Sam Cooke, Otis Redding, Muddy Waters, T Bone Walker, Howlin' Wolf, Elmore James, John Lee Hooker, Robert Johnson, Taj Mahal, Otis Spann, Champion Jack Dupree, Pinetop Perkins, Eddie Boyd, Freddie King, Solomon Burke, ............ putz, é gente demais!!!!!!! Mas vamos lá, John Mayall's Bluesbreakers, Chicken Shack, Peter Green's Fleetwood Mac, Paul Butterfield Blues Band, Ten Years After, Cream, Rory Gallagher, Dr. Feelgood.............. Chega?!?!? Eu poderia ficar aqui listando inúmeros e inúmeros grandes músicos que também fazem minha cabeça, mas haja saco, né? Mas uma coisa tenho que repetir: foram os Stones que me levaram a essa turma toda. E esse processo se iniciou quando há muitos e muitos anos atrás ouvi pela primeira vez o England's Newest Hitmakers que me foi trazido dos States, em 1964, se não me engano. Assim tenho por esse disco um carinho muito especial! Hoje tenho até netos, but I'm still crazy after all there years!!!!!!
    Quanto ao André, só tenho que dar meus parabéns a ele pelo fantástico Stones Planet Brazil.

    ROLLING STONES GATHER NO MOSS!

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