25 de mar de 2010

Discos Fundamentais: Creedence Clearwater Revival - Cosmo´s Factory (1970)

quinta-feira, março 25, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

O Creedence Clearwater Revival é um caso raro na música. Todos aqueles sons que você conhece do grupo, e que tocam até hoje nas rádios, foram compostos por uma única pessoa, o vocalista e guitarrista John Fogerty, e lançados em apenas dois anos. Entre 1968 e 1970 o Creedence gravou cinco discos que contém o melhor de toda a sua obra. O melhor deles é Cosmo´s Factory, que está comemorando 40 anos agora em 2010.

Cosmo´s Factory chegou às lojas no dia 25 de julho de 1970, alcançou a posição número um da Billboard e rendeu três singles de sucesso: "Lookin´ Out My Back Door", "Travellin´ Band" e "Up Around the Bend". Além dessas faixas, contém outros hinos eternos do Creedence, como "Run Through the Jungle", "Who´ll Stop the Rain" e "Long as I Can See the Light".

O álbum traz o ápice da união entre o country, o blues e o rock, tão característica no som do grupo, devidamente embalada por linhas vocais marcantes e refrões inesquecíveis. O disco conta também com uma releitura do clássico da soul music "I Heard It Through the Grapevine", gravada anteriormente por Marvin Gaye, mas que encontrou aqui a sua versão definitiva, com longos e inspirados solos de John Fogerty, compositor, vocalista, guitarrista e líder da banda.

Celebrando os 40 anos de Cosmo´s Factory, foi lançada uma versão dupla do disco, que conta com um CD extra com três faixas bônus: um take alternativo de "Travelin´ Band", uma versão ao vivo gravada em 1970 de "Up Around the Bend" e uma jam de estúdio, onde a banda toca "Born on the Bayou" ao lado do organista Booker T.

O Creedence é uma das mais importantes e influentes bandas da história, e Cosmo´s Factory é o seu melhor trabalho. Se você curte música, esse é um disco que você tem que ter na sua coleção.


Faixas:
A1 Ramble Tamble 7:09
A2 Before You Accuse Me 3:24
A3 Travelin' Band 2:07
A4 Ooby Dooby 2:05
A5 Lookin' Out My Back Door 2:31
A6 Run Through the Jungle 3:09

B1 Up Around the Bend 2:40
B2 My Baby Left Me 2:17
B3 Who'll Stop the Rain 2:28
B4 I Heard It Through the Grapevine 11:05
B5 Long as I Can See the Light 3:33

Rigotto´s Room: A Sensational Alex Harvey Band

quinta-feira, março 25, 2010

Por Maurício Rigotto
Escritor e Colecionador

Hoje dei uma olhada em minhas mais recentes colunas aqui publicadas. Nas últimas semanas, escrevi textos sobre o Led Zeppelin, os Rolling Stones, Paul e Ringo, David Bowie, Jimi Hendrix e outros nomes consagrados do rock, artistas que até quem não é ligado em rock sabe quem são e conhece suas músicas. Não que eu esteja sendo previsível e, como diz o adágio, esteja “chovendo no molhado”, mas me dei conta de que aprecio em demasia a obra de alguns artistas e/ou bandas que, sabe-se lá o porquê, são ilustríssimos desconhecidos da grande maioria das pessoas, incluindo até muitos dos aficionados em rock. Poderia citar dezenas de exemplos de artistas que considero geniais, que lançaram discos esplêndidos, e que, por alguma inexplicável injustiça, jamais saíram do ostracismo. Não o farei, focarei em um único exemplo, assim, estarei dando a minha humilde contribuição para que mais pessoas possam vir a conhecer o nosso ilustre anônimo. Agora, chega de parágrafo introdutório e vamos falar da Sensational Alex Harvey Band.

A primeira vez que ouvi falar em Alex Harvey foi em minha adolescência, em 1987, quando comprei o novo disco da banda baiana Camisa de Vênus, um álbum duplo chamado Duplo Sentido, e nele havia uma música chamada "A Canção do Martelo", e no encarte dizia que era uma versão de "Hammer Song", de um tal Alex Harvey. Perguntei a Marcelo Nova de quem se tratava e ele me respondeu que Alex era o líder da Sensational Alex Harvey Band, uma ótima banda de rock dos anos setenta. Fiquei deveras curioso em conhecer o som da banda, mas ainda ficaria um bom tempo sem saciar essa curiosidade. Quem tem menos de trinta anos não imagina o quanto vivíamos na Idade da Pedra nos anos oitenta. Não havia internet – nem Google ou YouTube, evidentemente – e, a menos que, por uma grande casualidade, se encontrasse uma matéria em alguma revista importada, não havia nem sequer aonde pesquisar por informações mais precisas sobre bandas obscuras. Conseguir discos importados era quase impossível, pois além de ser dificílimo o acesso, eram extremamente caros. Até que chegou o dia em que encontrei o disco Framed (1972), e imediatamente me tornei um grande apreciador desse genial artista.


Alex Harvey nasceu em Glasgow, na Escócia, em 1935, e passou a adolescência toda ouvindo música, tornando-se um profundo conhecedor de skiffle, dixieland jazz, country, blues, vaudeville, e também de novos gêneros como o rock and roll de Chuck Berry e Little Richard e o rockabilly de Gene Vincent e Eddie Cochran. Em 1958 formou a sua primeira banda, a Alex Harvey Band, logo rebatizada como Alex Harvey and The New Saints. Somente em 1964 lançou o seu primeiro disco, já como Alex Harvey and His Soul Band, que passou totalmente despercebido. No ano seguinte lançou o álbum solo The Blues, e levaria mais quatro anos para conseguir gravar o seu terceiro disco, Roman Wall Blues. Apesar de tocar muito em bares e clubes, a primeira década de sua carreira musical não encontrou nenhum resquício de sucesso, servindo apenas para Alex adquirir uma grande cancha de palco. No final de 1969, estava tocando guitarra em uma banda que acompanhava a primeira encenação da peça Hair em Londres, quando uma perspectiva para a década seguinte veio a se esboçar.

O irmão mais novo de Alex, Leslie Harvey, era guitarrista do Stone The Crows – uma boa banda que revelaria a ótima vocalista Maggie Bell – quando Peter Grant contratou o grupo. Com o Stone The Crows tendo o mesmo empresário que o Led Zeppelin, parecia que portas se abririam e oportunidades viriam a surgir. Leslie sugeriu que Peter fosse ouvir o seu irmão Alex. O empresário redarguiu que já conhecia o trabalho e o potencial de Alex, tendo inclusive planos de vir a trabalhar com ele. Porém, Alex estava sem banda e não conseguia encontrar os caras certos para acompanhá-lo.


Em 1972, durante um ensaio do Stone The Crows, Leslie Harvey toca com as mãos molhadas em um fio desencapado do microfone e morre eletrocutado aos 27 anos. Alex, abalado com a morte do irmão e desiludido com a sucessão de fracassos em sua carreira, resolve voltar à Escócia, onde passa a afogar as mágoas enchendo a cara em pubs. Foi em um desses bares de sua cidade natal que Alex encontrou um amigo que o chamou para irem assistir ao Tear Gas, uma banda local que fazia um som muito doido e anárquico, misturando Frank Zappa, Jeff Beck, Captain Beefheart e Jimi Hendrix a performances absolutamente teatrais. Quando Alex Harvey viu e ouviu a Tear Gas, imediatamente exclamou fascinado: “São eles! É a banda que eu sempre procurei para me acompanhar.” Em poucos dias Alex se uniu a Tear Gas e juntos formaram a Sensational Alex Harvey Band, gravando em seguida o álbum Framed.

O primeiro disco da Sensational Alex Harvey Band é fenomenal, onde se destacam canções poderosas como "Midnight Moses", "Isobel Goudie", "Framed", "Hammer Song", "There’s No Lights on the Christmas Tree Mother", "They’re Burning Big Louie Tonight" e "St Anthony", além de uma surprendente cover de "I Just Want to Make Love to You", de Muddy Waters. Alex Harvey se reinventou e o som da Sensational Alex Harvey Band é uma mistura de hard blues com glam rock. Sua voz forte e marcante se encaixa perfeitamente nos arranjos bem elaborados da banda, e finalmente, aos 37 anos, Alex Harvey experimenta um pouco de sucesso.

A banda, formada por Alex Harvey (guitarra e vocal), Zal Cleminson (guitarra e vocal), Chris Glen (baixo), Ted McKenna (bateria) e Hugh McKenna (teclados), entra em um ritmo frenético de turnês, onde se consolidam como uma grande banda de palco, com Alex chamando a atenção como um dos mais performáticos e provocadores frontman do rock. Lançam os discos Next (1973), The Impossible Dream (1974), Live (1975) e Penthouse Tapes (1975). No ano seguinte, aos 40 anos, Alex lança o seu maior sucesso, a faixa "Delilah". Seguem lançando bons álbuns como Tomorrow Belongs to Me (1976) e SAHB Stories (1976). Em 1977, Alex lança um disco solo e a banda lança um disco sem ele, creditado a Sensational Alex Harvey Band (Without Alex). No ano seguinte voltam a se reunir para gravar o seu último álbum de estúdio, Rock Drill.


Em 1979, Alex Harvey and The New Band lançam o excelente álbum The Mafia Stole My Guitar, incluindo ótimas covers de "Shakin’ All Over" (Johnny Kidd and The Pirates, também gravada pelo The Who) e a antiga canção de cabaret "Just a Gigolo".

Em 04 de fevereiro de 1982, um dia antes de seu 47° aniversário, Alex Harvey tocou na Bélgica com a sua nova banda, The Electric Cowboys, e ao sair do palco sofreu um ataque cardíaco. Na ambulância, no caminho do hospital, sofreu um segundo ataque do coração, desta vez fulminante. Ainda em 1982 é lançado o seu álbum póstumo Soldier on the Wall.

Depois de sua morte, vários lançamentos da Sensational Alex Harvey Band foram aparecendo com o tempo. Destaque para os imperdíveis BBC Radio 1 Live in Concert (1995), Live on the Test (1995) e British Tour '76 (2004). Os remanescentes da SAHB voltaram a se reunir em 2004 e seguem se apresentando pelo Reino Unido.

Encerro por aqui o meu modesto tributo a esse genial contestador. Espero ter contribuído para manter a sua memória viva entre os amantes dos bons sons.

22 de mar de 2010

Podcast Collector´s Room #26 - Funk setentista

segunda-feira, março 22, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Tem podcast novo da Collector´s Room no ar! Nessa nova edição produzimos um programa especial dedicado ao funk setentista, pra todo mundo entender o que realmente é o funk e como o gênero, que nasceu nas comunidades negras norte-americanas, não tem nada a ver com aquilo que é produzido no Rio de Janeiro e vendido Brasil afora como "funk". Um programa com muita música e pouco papo, pra você ouvir no volume máximo e nunca mais confundir uma coisa com a outra!


Se gostou das músicas, pegue o tracklist abaixo. E, se curtiu o programa, deixe a sua opinião nos comentários e recomende o podcast da Collector´s Room para todos os seus amigos que gostam de bons sons!

Tracklist:

Baby Huey - Running
Álbum: The Baby Huey Story - The Living Legend (1971)

Betty Davis - If I´m Luck I Might Get Picked Up
Álbum: Betty Davis (1973)

War - Heartbeat
Álbum: Why Can´t We Be Friends? (1975)

Curtis Mayfield - Super Fy
Álbum: Super Fly (1972)

Gil Scott-Heron - The Bootle
Single: The Bootle (1974)

Eric Burdon & War - Spill the Wine
Single: Spill the Wine / Magic Mountain (1970)

Deodato - Also Sprach Zarathustra
Álbum: Prelude (1972)

Miles Davis - Miles Runs the Voodoo Town
Álbum: Bitches Brew (1970)

Tim Maia - You Don´t Know What I Know
Tim Maia - Rational Culture
Álbum: Racional (1974)

Aaron Neville - Hercules
Single: Hercules (1972)

Baby Huey - California Dreaming
Álbum: The Baby Huey Story - The Living Legend (1971)

A história de A Saucerful of Secrets, o segundo disco do Pink Floyd

segunda-feira, março 22, 2010

Por Pier Carllo Lombardo
Com edição de Ricardo Seelig
Colecionador

Venho aqui falar sobre fatos relacionados ao segundo disco do Pink Floyd, o magnífico A Saucerful of Secrets.As informações foram extraídas do livro Inside Out, escrito pelo próprio baterista do grupo, Nick Mason.

Bem, o primeiro acontecimento importante é a entrada de David Gilmour para a banda. De início a ideia era de ter dois guitarristas - o próprio Syd Barrett, questionado por seus companheiros de grupo, aprovou a entrada de Gilmour, que na época fazia parte de uma banda chamada Jokers Wild.Segundo o que Nick Mason diz no livro, eles tinham interesse nas habilidades de Gilmour na guitarra, enquanto David teria com o Pink Floyd tudo que não tinha em sua banda, como contrato, shows, salário e equipamentos adequados, apesar de o Jokers Wild ser um dos grupos locais mais comentados de Cambridge.

Um pouco antes do Natal de 1967 o convite foi feito, e David, em questão de dias, aprendeu rapidamente o repertório do Pink Floyd. Devido a essa rapidez, Syd Barret, que antes havia concordado em ter um guitarrista de apoio, se viu ameaçado, pois os demais membros claramente enxergavam Gilmour como um possível substituto para Syd. Uma curiosidade é que o pessoal chegou para David e prometeu um salário de 30 libras semanais, mas a verdade é que ele iria ganhar um quarto disso.

Apesar desse pequeno mal estar entre Barrett e o pessoal da banda, no começo de 1968 o Pink Floyd tinha algumas apresentações agendadas e, portanto, queriam experimentar o som com as duas guitarras. Entretanto, o comportamento de Syd não poderia ter sido pior - ele estava mais distante, agressivo e incontrolável do que nunca. Ao vivo ele se esforçava o menos possível, como se quisesse protestar devido ao fato de que não era mais o principal compositor e músico do grupo. Um exemplo claro do descontentamento de Syd ocorreu na sessão de ensaios no salão de uma escola em West london, onde o vocalista gastou horas ensinando à banda os acordes e melodias de uma nova música sua, mas, assim que o pessoal pegava o espírito, ele mudava e invertia os acordes, refazendo as partes apenas para irritar o restante do grupo. A canção se chamava "Have You Got It Yet?".

Mas a coisa ficou realmente complicada em fevereiro de 1968. Acontece que a banda tinha uma apresentação em Southampton. Na van, a caminho do show, alguém perguntou "Hey, precisamos mesmo pegar o Syd?", e alguém respondeu "Não, que se foda, deixe ele por lá!". Ficava claro que o desejo da banda era fazer sucesso, e Syd Barrett, naquele momento, seria uma ameaça. Nesse show sem Syd, apesar de eles terem ensaiado como quarteto Gilmour conseguiu segurar a onda direitinho, fazendo as partes de guitarra e todas as partes de vocais de Syd. Isso apenas provou, infelizmente, o quanto Syd Barrett havia se tornado desnecessário nas apresentações ao vivo grupo.

Os problemas não pararam por aí. O pessoal do Pink Floyd não informou a decisão sobre chutar Syd da banda. mas o fato era que, em termos de contratos e direitos autorais, Syd era uma peça muito forte. O música havia composto quase todo o The Piper of The Gates of Dawn, além de ter criado o nome e definido a identidade da banda. Porém, em uma reunião formal com os managers de Syd, que stavam a par da situação, dissolveram a parceria. Todos entendiam que Syd Barrett não estava mais apto a se apresentar ao vivo e a tocar com o Pink Floyd. Com a antiga parceria desfeita, um novo manager foi contratato, Bryan Morrison, substituindo o antigo, Peter O´Rourke

Gravando o álbum

A Saucerful of Secrets foi gravado nos estúdios Abbey Road e significou, segundo Nick Mason, o maior esforço da banda naquele período. Além de estarem desfalcados de Syd Barrett, eles insistiam em ousar e criar músicas que colocavam à prova suas habilidades como compositores. Mas parece que deu certo.

Esse trabalho contém a final, mas poderosa, chama da presença de Syd Barrett no grupo, afinal "Jugband Blues" era dele e foi gravada com a banda em um momento de lucidez. Syd se despede dos fãs e apresenta-se consciente de seu estado degradante. Há uma frase que ilustra de forma direta sua despedida: "I´m most obliged to you for making it clear that I´m not here". Obviamente essa música já tinha o overdub da voz de Syd gravado. Na época, o produtor Norman Smith perguntou a Barrett se ele tinha ideias para as melodias e acordes. Syd respondeu: "Não, deixe eu usar o exército da salvação".

Ainda existiam outras músicas de Syd, como "Old Woman with a Casket" e "Vegetable Man". São músicas que seriam usadas para singles - e dariam ótimos singles - mas elas nunca foram devidamente terminadas, tendo seus master tapes engavetados.
Peter, o manager da época, viu Syd escrever "Vegetable Man" em poucos minutos. Era terrível ler a letra, pois era um auto-retrato dele - "sou um homem vegetal". Esses indícios nos levam a concluir que existiam momentos em que Syd sabia a dimensão de sua doença.


Voltando às gravações de A Saucerful of Secrets, Rick Wright contribuiu para duas músicas - "See-Saw" e "Remember a Day", que tem uma batida de bateria, segundo Mason, muito diferente do usual.

Roger contribuiu com três canções - "Corporal Clegg", "Let There Be More Light" e "Set The Controls for the Heart of the Sun". Essas faixas soavam muito bem com a produção de Norman Smith, melhor do que a própria banda estava acostumada. "Corporal Clegg" é, liricamente, uma versão mais bem humorada de "The Gunner´s Dream", e "Let There Be More Light" era dedicada a Pip Carter, um dos membros mais antigos da máfia de Cambridge.

"Set The Controls for the Heart of the Sun" era um tema construído de acordo com os alcances vocais de Roger Waters, e também, para Nick Mason, uma de suas faixas favoritas, pois nele pôde usar a percussão de forma não usual e bastante experimental. Ele se inspirou na música "Blue Sands", a trilha tocada pelo baterista Chico Hamilton no filme Jazz on a Summer´s Day.

A faixa-título foi mapeada e dividida em três movimentos. Esse planejamento era utilizado na música erudita, durante o período clássico. Roger e Nick mapearam e dimensionaram a música. Apesar do planejamento do esqueleto ela tem partes de improvisação, é amorfa e, em alguns momentos, torna-se tensa e imprevisível. Uma evolução para época. Alguém aqui conhece, ou já ouviu falar de algo sequer parecido com essa faixa naqueles tempos? Não vale "Revolution #9" dos Beatles, porque é bastante diferente e foi gravada um ano depois.

A faixa que dá nome ao álbum possui planejamento, mas também total liberdade. Os quatro membros trabalharam livremente nela, e a segunda parte, denominada "Rats in the Piano", possuía a marca registrada da banda, com efeitos sonoros bastante usados no começo de carreira. Na parte final foram usados melotrons e até orgãos, gravados no famoso Royal Albert Hall.

A capa

A capa de A Saucerful of Secrets foi criada pela então iniciante empresa Hipgnosis, onde Storm Thorgerson e Aubrey Powell criaram o que era fantasticamente correto para a época. Foram usadas treze sobreposições de impressões a cores, tudo utilizando os estúdios alugados da Royal College of Art, estúdio esse que não dispunha de muitos recursos técnicos, forçando os designers a improvisarem bastante.O resultado agradou tanto que Bryan Morrison os contratou futuramente para outros trabalhos.

O lançamento

O lançamento de A Saucerful of Secrets foi em 29 de junho de 1968, com o Pink Floyd sendo convidado a tocar no primeiro concerto gratuito do Hyde Park ao lado de Roy Harper e Jethro Tull. Segundo Nick Mason, foi um evento maravilhoso, o público recebeu muito bem a banda e o tempo ajudou bastante.

Essas são as principais observações sobre o maravilhoso A Saucerful of Secrets, um álbum importante na trajetória do Pink Floyd e que, na minha humilde opinião, é tão bom e revolucionário quanto a estreia com The Piper at the Gates of Dawn.

Façam comentários, acrescentem ou corrigam as informações, para descobrirmos mais sobre esse prato de segredos.

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