Minha Coleção – Regis Tadeu: 21 mil CDs e 14 mil LPs!


Por Ricardo Seelig

Desde que criei a Collector´s Room, lá em setembro de 2005 ainda no Whiplash!, os leitores sempre me pediam para que entrevistasse o Regis.

Depois, quando a Collector´s ganhou o seu próprio site, em outubro de 2008, os pedidos se intensificaram, e cada vez mais, toda vez que perguntava que coleção as pessoas que queriam conhecer, o nome do Regis era citado inúmeras vezes.

Pois bem, chegou a hora! Hoje você vai conhecer uma das maiores e mais espetaculares coleções de discos do Brasil – e, porque não, do mundo. Um exemplo do que o amor pela música e a paixão pelos discos pode fazer na vida de uma pessoa. Uma prova de que qualidade e quantidade podem andar juntas!

Acomode-se na cadeira, levante o som e seja bem vindo a uma viagem fantástica pelo mundo dos discos, guiada pelo meu amigo e brother Regis Tadeu, um dos caras que mais entende de música no Brasil!

Ah, um último detalhe: entre todas as entrevistas que já fiz com colecionadores, a coleção do Regis é a maior que já encontrei!


Regis, em primeiro lugar, apresente-se aos nossos leitores: quem você é e o que você faz?

Bem, atualmente sou colunista e o responsável pelas críticas de CDs e DVDs do portal do Yahoo!. Além disto, tenho lá os programas "Na Galeria do Regis" – que podem ser assistidos neste endereço acima -, "Regis Visita" (http://colunistas.yahoo.net/posts/5113.html e http://colunistas.yahoo.net/posts/3120.html) e "Na Mira do Regis". Também tenho o meu próprio programa de rádio na USP FM, o "Rock Brazuca".

Durante muitos anos fui editor-chefe e diretor de redação das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo, Batera, Teclado & Áudio e Mosh. Também fui jurado do Programa Raul Gil e tinha um quadro fixo no programa Superpop, no qual eu detonava CDs ruins. Bem, já está bom, né? (risos)

Qual foi o seu primeiro disco? Como você o conseguiu, e que idade você tinha? Você ainda tem esse álbum na sua coleção?

A primeira vez que entrei em uma loja para comprar um disco foi, se não me falha a memória, em 1971. Eu já era totalmente tarado por música por conta de alguns compactos que meu pai – um militar extremamente severo, “linha dura” -, tinha dos Beatles - sabe-se lá por quê – e, principalmente, pelo estímulo de minha mãe, uma dona de casa muito sábia em sua simplicidade. Desde que eu era um bebê ela sempre colocava o rádio ligado perto de mim, a fim de fazer com que eu comesse tudo o que estava no prato (risos). Ela adorava contar como naquela época eu ficava em transe quando ouvia “O Calhambeque”, do Roberto Carlos (risos).

Bem, quando eu tinha 11 anos de idade ela me deu um presente de Natal maravilhoso: uma grana para comprar um disco importado, um artigo de extremo luxo naquela época! Lembro de ter entrado em êxtase de tanta alegria! Conversando com alguns vizinhos, ela soube que havia uma loja na Rua Dom José de Barros, no centro de São Paulo, que vendia discos de rock importados. Ela me levou até lá e disse que eu poderia escolher o disco que quisesse. Lembro nitidamente da cena: eu, ainda garoto, cercado de discos lacrados em plásticos transparentes que brilhavam de uma maneira inacreditável. Eu simplesmente não sabia o que fazer, o que escolher ...

Foi então que surgiu um vendedor bem cabeludo, com um longo cavanhaque, chamado Amauri – jamais vou esquecer daquele cara. Ele viu que eu estava parecendo uma barata dentro de um tonel de açúcar e perguntou o que eu queria.

Depois de dizer a ele que queria um “disco de rock importado”, mas que não sabia nem por onde começar, ele se abaixou e disse “Bicho, tenho um negócio aqui para você que vai mudar a sua vida”. Ele me levou até a prateleira dos LPs importados e puxou um disco que trazia uma paisagem rural meio nebulosa, com uma casa velha ao fundo e uma mulher esverdeada vestida de preto na frente, no meio da vegetação. Era o primeiro disco do Black Sabbath!!!

Sem saber muito bem o que fazer – eu estava acostumado a ver capas dos discos dos Beatles e de histórias infantis -, resolvi aceitar a sugestão do vendedor e levei o disco para casa. Quando coloquei a agulha da minha vitrolinha no disco já estranhei o fato de o ruído ser praticamente inexistente se comparado a de um disco nacional. Mas nada havia me preparado para o que senti quando comecei ouvir a chuva, o trovão, o sino e ... AQUELA GUITARRA!!! Cara, eu me caguei de medo na hora! (risos) Minha mãe, coitada, ouviu também e ficou pálida como uma vela (risos). Juro por Deus: mesmo apavorado, fiquei ouvindo a música “Black Sabbath” umas vinte vezes seguidas, tamanho o fascínio que aquela canção despertou em mim. Só fui ouvir a faixa seguinte, “The Wizard”, uns três dias depois (risos). E passei uma semana dormindo com a luz do meu quarto acesa (risos). Ainda nos dias de hoje sinto um estranho calafrio quando ouço a canção “Black Sabbath”. Chame isto de uma “apavorante e deliciosa memória afetiva” (risos).

Porque você começou a colecionar discos, e com que idade você iniciou a sua coleção? Teve algum momento, algum fato na sua vida, que marcou essa mudança de ouvinte normal de música para um colecionador?

Na verdade, eu mesmo não me considero um “colecionador”, já que este tipo de pessoa compra tudo a respeito de determinados artistas e bandas, mesmo os discos ruins. Pelo contrário, eu só compro os discos que gosto. Por isto, creio que a minha “discoteca” começou imediatamente após esta experiência extraterrestre com o primeiro disco do Black Sabbath. Senti uma necessidade quase fisiológica de ouvir outros sons, conhecer novas bandas que pudessem me proporcionar uma sensação tão forte quanto aquela.

Alguém da sua família, ou um amigo, o influenciou para que você se transformasse em um colecionador?

Minha mãe, mesmo não tendo qualquer conhecimento musical, sempre me estimulou a ouvir música e, principalmente, a ler. Por isto, ela sempre que podia me dava uma graninha para comprar pelo menos um LP por mês, e toda semana comprava livros da espetacular série “Grandes Clássicos da Literatura Juvenil”. Então, ao mesmo tempo em que eu descobria Led Zeppelin, Deep Purple e Slade, lia obras de Julio Verne, Mark Twain, Miguel de Cervantes, Lewis Carroll, Victor Hugo. Não tenho a menor dúvida de que a união rock + literatura me transformou no cara que sou hoje - para o bem e para o mal (risos).

Tive alguns amigos na rua em que morava que foram muito importantes pra ampliar o meu conhecimento musical na época. Meu melhor amigo naqueles tempos, Luis Antonio Zordan, me apresentou Pink Floyd, Rolling Stones e Genesis; outro, Paulo, me mostrou pela primeira vez discos do Focus e do Emerson, Lake & Palmer. A partir daí, foi uma bola de neve montanha abaixo (risos).

Inicialmente, qual era o seu interesse pela música? De que gêneros você curtia? O que o atraía na música?

Meu interesse era total e absoluto. Eu simplesmente queria ouvir tudo o que caía em minhas mãos e ouvidos. Comecei obviamente pelo hard rock, mas logo ampliei o meu raio de ação para as bandas progressivas que citei anteriormente, incluindo aí o Yes, claro. Depois, entrei para os maravilhosos
universos do Slade e do Status Quo, e daí “fui embora” ...

Sinceramente, eu não conseguiria definir em palavras a atração que sentia – e ainda sinto – pela música. É muito mais que “ser transportado para outro universo”, “atingir um alto estado espiritual”, estas baboseiras que todo mundo cita para parecer profundo e sensível. Não dá para definir em palavras.


Você é considerado a “Imelda Marcos dos discos” (risos). Quantos discos você tem?

(Risos) É, a comparação faz sentido. Bem, para ser o mais sucinto possível, na minha última contagem, feita há seis meses, eu tinha aproximadamente 21 mil CDs e 14 mil LPs. Hoje em dia, devo ter um pouquinho mais que isto (risos).

Qual gênero musical domina a sua coleção? E, atualmente, que estilo é o seu preferido? Essa preferência variou ao longo dos anos, ou sempre permaneceu a mesma?

Sem dúvida, o gênero que predomina é o rock, em todas as vertentes possíveis e imagináveis, mas há generosas proporções de jazz, blues, soul music, rhythm n’ blues, funk – não estas merdas cariocas que insistem em embalar com este rótulo – MPB, trilhas sonoras e música erudita.

Vinil ou CD? Quais os pontos fortes de cada formato, para você?

Não sou nada radical neste sentido, embora reconheça a vantagem da sonoridade analógica de um sem número de LPs gravados anteriormente aos anos 80. Da mesma forma, existe uma quantidade imensa de álbuns que tiveram um inequívoco upgrade quando foram passados para a versão digital.
Cada caso tem que ser analisado individualmente neste sentido. Agora, não posso negar que me entristece muito a diferença que existe entre as artes gráficas dos LPs e dos CDs. Como sou um velhinho, ainda guardo comigo o prazer de manusear a capa de um LP, verificando os detalhes das imagens, as letras, os encartes, ...

Existe algum instrumento musical específico que o atrai quando você ouve música?

Como sou baterista, evidentemente a bateria é a primeira coisa que costumo “decodificar” em uma canção, seguida da guitarra e dos outros instrumentos na sequência. Na verdade, minha cabeça é como uma pequena mesa de mixagem (risos). Como consigo analisar cada instrumento envolvido em uma canção de uma maneira isolada, isto me ajuda bastante na hora de emitir a minha opinião a respeito de um disco e do trabalho geral de um artista ou de uma banda.


Qual foi o lugar mais estranho onde você comprou discos?

Uma butique em Ilhabela. Eu e minha namorada na época estávamos naquela cidade com um grupo de amigos e, fazendo um passeio pelo centro, ela resolveu entrar em uma loja para comprar biquínis e dar uma olhada em algumas bijouterias. Lá dentro, sem ter o que fazer, comecei a dar uma perambulada pelo ambiente e logo vi uma pilha de vinis no fundo da loja, colocados no chão. Perguntei à dona da loja se os discos estavam à venda e ela respondeu que sim, que o irmão havia se casado recentemente e não tinha espaço para “velhos LPs” no novo apartamento. Quando me abaixei para olhar o que havia ali, não pude acreditar: entre algumas porcarias, estavam ali versões nacionais novinhas de antigos álbuns do Wishbone Ash, Silverhead, Nektar, Jane, Guru Guru, Starz e mais uma porrada de bandas obscuras, tipo Coven, Bulldog, Ace e Osibisa. Cada disco custando o equivalente a uma coxinha de padaria!!! Nem preciso dizer que comprei tudo e saí da loja pulando como um babuíno adrenalizado. Minha namorada achou que eu tinha cheirado Detefon (risos).

Qual foi a melhor loja de discos que você já conheceu?

No Brasil, nenhuma loja chegou aos pés da saudosa Nuvem Nove. Além de ter discos inacreditáveis a preços justos, o atendimento ali era espetacular, principalmente do proprietário, o engraçadíssimo José Carlos Damiano, e sua esposa Júlia. Além disto, todos os vendedores que passaram por lá eram profundos conhecedores de música e uma figuraças, todos simpaticíssimos. Quer dizer, todos menos um. Tinha um panaca lá, fanático por Engenheiros do Hawaii, que certa vez me tratou muito mal por conta de uma crítica negativa que escrevi a respeito da banda favorita dele. Quando o José Carlos (Zé, para os íntimos) soube disto, passou uma descompostura tão elegante no tal funcionário que o mesmo passou a baixar a cabeça toda vez que eu entrava na loja.

Conte-me uma história triste na sua vida de colecionador.

A única tristeza foi a de ter me entusiasmado com o surgimento do CD e ter vendido uma boa quantidade de LPs para adquiri-los em sua versão digital. Por isto, arrependido, passei os anos seguintes recomprando estes discos. Graças a Deus, todos eles estão de volta às minhas estantes.

Como você organiza a sua coleção? Dê uma dica útil de como guardar a coleção para os nossos leitores.

Não tem segredo: ordem alfabética, seguida pela ordem de lançamento. Sem esse papo de “guardar por estilos”, “por décadas” ou o cacete a quatro. Isto acaba dando uma confusão dos diabos. A única dica que posso dar é que as pessoas devem manusear seus discos – sejam eles CDs ou LPs – com o
mesmo carinho que dedicam aos seus filhos. Só isso.

Além da música, que outros fatores o atraem em um disco?

A arte da capa, as pessoas envolvidas na produção – sou um fanático leitor de fichas técnicas – e o contexto histórico em que cada álbum foi concebido.


Quais são os itens mais raros da sua coleção?

Putz, pergunta difícil ... Hoje em dia, com o advento dos CDs e, principalmente, do download de MP3, o conceito de “raridade” caiu por terra. Até discos autografados por seus criadores deixaram de ter o devido valor. Creio que os mais raros sejam uma edição do Chega de Saudade, do João Gilberto, autografado pelo próprio e pelo Tom Jobim, que escreveu o texto da contracapa; as duas coletâneas dos Beatles – a vermelha e a azul – em vinis com as respectivas cores; o We’re na American Band, do Grand Funk, com a capa metalizada em dourado, vinil amarelo e os quatro adesivos originais lançados na época, que só existem 500 cópias no mundo; uma caixa de veludo de Chopin com 20 LPs que registram todas as obras que o compositor fez exclusivamente para piano; a edição em vinil original do Paebirú, do Zé Ramalho com o recentemente falecido Lula Cortês ...

Você tem ciúmes da sua coleção?

A palavra “ciúmes” talvez seja muito amena para definir o que sinto pelos meus discos. Não empresto nenhum deles para quem quer que seja. Quem é meu amigo e está a fim de ouvir algum disco que eu tenha, ganha um arquivo em MP3. Se for uma pessoa bem bacana, ganha uma cópia em CD-R, com capinha e tudo.

Quando você está em uma loja procurando discos, você tem algum método específico de pesquisa, alguma mania, na hora de comprar novos itens para a sua coleção?

Nenhum método. Vou olhando tudo, todos os gêneros, sem exceção. Pode ser um sebo sensacional ou uma lojinha humilde na periferia de qualquer cidade onde eu esteja. Tudo é olhado com calma e atenção. Afinal de contas, para quem já comprou discos raros em uma bijouteria em Ilhabela, nenhum local deve ser ignorado (risos).


O que significa ser um colecionador de discos?

Como escrevi anteriormente, o colecionador é aquele cara que compra tudo de um determinado artista ou banda, independente se o disco é bom ou ruim, se a edição é nacional, uruguaia, tailandesa ou marciana. Por isto, não sou um colecionador, já que eu jamais teria um disco que não gostasse. Já vi algumas vezes o raríssimo – e péssimo! - primeiro LP do Roberto Carlos, Louco por Você, que vale uma fábula, independente do seu estado. Porra, para quê vou comprar aquela merda? (risos)

Regis, o que mudou da época em que você começou a comprar discos para os dias de hoje, onde as lojas estão em extinção? Do que você sente saudade?

Mudou tudo. Literalmente. Salvo raríssimas exceções, não existem mais lojas de discos como no passado. O que você tem hoje em dia é um amontoado de discos em um determinado local, onde você é atendido por gente que está a fim de vender as suas tralhas o mais rápido possível e desencalhar o estoque. Sinto falta do atendimento personalizado feito por gente que entende do
assunto, que é capaz de chegar para você e dizer “Olha, este disco é muito ruim. Não o compre. Leve este outro, que é mais bacana”.

Você é um dos jornalistas musicais mais conhecidos e respeitados do Brasil. Como você vê o mercado brasileiro atualmente? O que há de melhor e o que há de pior na música hoje em dia?

Obrigado pelas palavras gentis. O mercado brasileiro de discos hoje em dia é uma piada. Os lançamentos se reduziram drasticamente – hoje, só os discos de medalhões, como U2, Iron Maiden e Coldplay, têm garantia de que receberão edições nacionais compatíveis com as versões importadas. Muitos artistas e bandas passaram a ser solenemente ignorados pelas poucas gravadoras que restaram no Brasil, incluindo aquelas especializadas em heavy metal, que sempre foram as mais profícuas em lançamentos.

O melhor dos dias atuais é a possibilidade de qualquer pessoa ouvir o que quiser dentro deste oceano de downloads e streamings. O pior é a quantidade de lixo que é lançado aqui e no mercado internacional com a única intenção de faturar milhares de dólares em cima da ignorância de uma juventude dominada por asnos adolescentes.


O que você acha desse papo de que música boa só existiu nos anos 1960 e 1970, e de que hoje não se faz música de qualidade?

A pessoa que diz uma asneira deste porte deve beber óleo de máquina de costura no café da manhã. Nunca houve uma época na história da humanidade em que se ouviu tanta música – boa e ruim, não importa aqui – quanto nos dias de hoje. Basta apenas que a preguiça e a má vontade sejam deixadas
de lado e que se tenha curiosidade em saber o que anda rolando em termos musicais no planeta. Esse papo de 'música boa era aquela do passado' serve apenas para alimentar o discurso de gente burra, preguiçosa e incompetente.

Qual é o melhor disco de 2011, até o momento?

Até agora, a melhor coisa que ouvi foi o mais recente disco do Dropkick Murphys, Going Out in Style.

Regis, muito obrigado pelo papo. Pra fechar, o que você está ouvindo e recomenda aos nossos leitores?

No exato momento em que respondo a estas perguntas, estou ouvindo uma ótima e obscura banda de rock and roll norueguesa, o Backstreet Girls. Os caras surgiram nos anos 80, estão na ativa até hoje e todos os seus discos são sensacionais!

Comentários

  1. Caraca fantastico !! Coisa linda ver esse grande Acervo..Seria bacana um dia montar um exposição com isso deve ter muitas coisas que já não se encontram por ai !!

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  2. O bom é que ele nem precisa pintar as paredes da casa. Ninguem vai ver mesmo...

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  3. Poxa, eu já gostei muito do Regis Tadeu, mas depois dele ter escrotizado o Kamelot, eu perdi boa parte da afeição que eu tinha por ele

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  4. Adorei seu comentário, Fernando.

    E Rubens, eu também não concordo com o Regis em relação do Kamelot - eu adoro a banda -, mas não vai ser por isso que eu vou deixar de admirar o trabalho do cara.

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  5. Eu discordo de muita coisa que o Régis fala e nem por isso deixo de admirá-lo. Ele já falou mal de um monte de bandas que gosto. Mas nem por isso deixarei de respeitá-lo e afirmar que é um dos maiores críticos musicais do país.

    Aliás, eu acho é engraçado quando ele consegue irritar fãs de alguns grupos, me divirto demais. Ah, e eu gosto do Kamelot e do Régis. Nenhum dos dois paga minhas contas mesmo, então sigo ouvindo Kamelot e lendo Régis Tadeu.

    Sobre a matéria, nem tem o que dizer, deu até vertigem de olhar para as paredes (risos).

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  6. Outro exemplo foi o último do Mr. Big, que ele recentemente classificou como "um dos maiores fiascos de todos os tempos" ou algo parecido. E tanto eu como o Cadão elogiamos o disco. Nem por isso vamos pegar em armas ou deixar de reconhecê-lo.

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  7. "Eu discordo de muita coisa que o Régis fala e nem por isso deixo de admirá-lo. Ele já falou mal de um monte de bandas que gosto. Mas nem por isso deixarei de respeitá-lo e afirmar que é um dos maiores críticos musicais do país.

    Aliás, eu acho é engraçado quando ele consegue irritar fãs de alguns grupos, me divirto demais. Ah, e eu gosto do Kamelot e do Régis. Nenhum dos dois paga minhas contas mesmo, então sigo ouvindo Kamelot e lendo Régis Tadeu."

    Assina embaixo, Jay!

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  8. Não. eu não deixei de reconhece-lo como um grande crítica, mas o jeito como ele falou foi muito estranhp. Ainda assim eu fiz o comentario antes de ler a entrevista.

    Lendo eu pude reelembrar como ele é um dos maiores conhecedores e jornalista de música do Brasil.

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  9. E tambem ele estava sem inspiração na época que ele fez essa crítica, mas ele melhorou com os posts do Motorhead e a que ele questinou o Setilist das bandas.

    Mas não se engane eu aprecio o trabalho dele a um tempo consideravel, só fiquei um pouco chateado com aquela crítica. eu pensei que ele ia falar muito bem do Kamelot, entretanto...

    Mas só para voce ver como eu ainda aprecio o trabalho do Regis, eu li toda essa entrevista, e também queria ter a sorte de achar raridades numa loja qualquer.

    E eu vou ouvir o disco que ele indicou do Drokick murphys, parece ser bem interessante esse Punk Celta

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  10. O Régis Tadeu é a pessoa mais intragável que tive o desprazer de conhecer, não tenho um pingo de respeito pelo seu trabalho. Só para se ter uma idéia de como o cara é um escroto vejam essa história com o Paulo (ex-Nuvem Nove, Engenharia do Vinil), que poderia ter ficado de fora né? Xingar o cara de “panaca” a troco do quê? E se ele tem tanta consideração pelo ex-dono da falida Nuvem Nove não deve saber que o tal José Carlos Damiano faz parte dos que promovem “o discurso de gente burra, preguiçosa e incompetente” de que música boa só existiu nas décadas de 60 e 70.
    Agora quanto à coleção é espantosa em termos de quantidade.

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  11. Foi muito bom, eu ter lido essa entrevista e lido os seus comentários, me fizeram reelembrar como o Regis Tadeu é um
    bom crítico ainda que escorregue as vezes (raro). eu mesmo sou grande fã das resenhas dos dois, e o engraçado foi que o
    eu escutei Kamelot motivado pelas resenhas do Cadão, e depois disso me apaixonei pela banda.

    Valeu pela reportagem.

    Obs: depois disso eu li ele criticando Therion, Rhapsody, Sonata e Avantasia e fiquei abismado com a ignorancia dele, tá bom que o cara não gosta de metal melódico, mas usar esses argumentos de tr00zinho é muito patetico. Achar que o Rhapsody usa playback na guitarra do Luca Turill
    é muito para mim. aliás esse é um dos maiores Mitos da história do metal melódico.

    É melhor eu parar de ler o que ele fala sobre Heavy Metal, pois senão isso não vai dar certo.

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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  13. Olha, a Collector's já publicou dezenas de entrevistas sensacionais, com grandes colecionadores. Mas essa com o Regis, junto com a do Marco Gonçalves, foi uma das melhores, na minha opinião. Respostas abrangentes, indo fundo na questão... curti pacas!

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  14. Eu acompanho o que o Regis escreve a um tempinho e pelo que eu percebo o metal melódico é talvez o único estilo no qual ele deixa o lado pessoal influenciar demais a crítica, mas como eu não sou fã do estilo pra mim é indiferente...
    De bandas que eu gosto ele já "falou mal" de Smashing Pumpkins e Opeth (puxando pela memória).

    Sobre ele ser "intragável" ou o que seja, isso é uma característica pessoal dele, não desmerece o trabalho e o conhecimento que ele tem.

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  15. O fato de achar o cara "intragável" não quer dizer que o trabalho dele não seja bom. Afinal de contas, as críticas servem para abrir discussões mesmo, que sinceramente pra mim é muito bom. Qual a graça de bater um papo com várias pessoas que gostam das mesmas coisas e concordam com tudo? Graças a Collector's Room iniciei minha coleção e conheci várias bandas. Algumas gostei, outras não, mas sempre é prazeroso procurar novos sons. Com relação a entrevista do Régis, também senti muito medo a primeira vez que ouvi "Black Sabbath", mas como ele, ouvi várias vezes seguidas a música, voltei no tempo quando ele falou isso. Parabéns pela coleção Régis e obrigado ao Cadão por me proporcionar essa ótima leitura. Abraço!

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  16. Eu penso que quando alguém critica o mainstream todos os verdadeiros amantes da música ficam gratificados. Mas é inevitável que o crítico também se volte contra os seus aliados. Nestas horas eles sentem-se indignados e reagem: quem fulanopensa que é? Ora,é o mesmo que anteriormente bem exprimiu aquilo que você pensa, mas nâo publica, sobre o lixo que impera nomainstream

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  17. Sou fã deste cara e foi assustador ver sua coleção. É simplesmente perfeita doido! Tem criticos que vc lê indepedente do seu gosto pessoal. Vc lê pq o cara é muito bom, e este é o caso de Regis. E dai que ele escreve detonando uma banda que eu gosto? Pouco me importa, alias até acho legal eu curti algo que o critico não gosta! Agora se esse coitado for se mudar, vai dar um trabalho levar isso tudo com ele...
    Sem falar no mofo que deve ter estas paredes hein.

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  18. Lembrei agora de um video dele em um show do Manowar que é de chorar de rir ele tirando onda, apenas com o que lhe é respondido por esses "metaleiros" acéfalos fãs do manowar. Procurem no youtube que é fácil de achar.

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  19. Puta merda! Que coleção espetacular! Meu queixo está arrastando no chão aqui.

    Mas o que mais me deixou feliz foi ler o seguinte, sobre itens mais raros:

    ...We’re na American Band, do Grand Funk, com a capa metalizada em dourado, vinil amarelo e os quatro adesivos originais lançados na época, que só existem 500 cópias no mundo...

    Eu tenho um!!!!!!!!!!!! Sabia que era raro, mas não tanto!

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  20. Muito boa a entrevista. A coleção do "Homi" é fantástica. Parabéns!

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  21. A coleção dele é muito fera! É muito legal tbm a relação dele com o primeiro disco do Black Sabbath... Também me identifiquei com a forma dele 'colecionar' tipo, sem comprar os Discos q ele acha ruim de uma banda. Sou assim tbm =]
    O Regis entende muito,e nem poderia ser diferente, com uma coleção dessas e com tds esses anos no meio, tinha mesmo que manjar muito. O que eu não curto nele é esse jeitão exagerado de provocar e polemizar, e olha que provocar e polemizar é necessário, mas não da forma que ele faz. É o jeito que ele achou de sempre sair ganhando... Ele fica em evidência com uma parcela muito grande de fãs agindo assim, pois conta com os aplausos daqueles q compartilham da sua opinião esculachadora a respeito da banda X e do album Y e com as vaias e esbravejamentos incessantes dos fãs da banda e album esculachados. É um jeitão 'à moda antiga' de expremir opinião...

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  22. Obrigado pelos comentários, galera.

    E preparem-se, porque vem mais entrevistas legais por aí.

    Abraço.

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  23. A coleção dele é fantástica, está de parabéns, e tb pelas boas respostas que ofereceu a todas as perguntas.
    Por outro lado, não conservo nenhum respeito por seu trabalho, por uma questão conceitual. Pra quê gastar tanta energia e inteligência se dignando a arrumar os mais estapafúrdios adjetivos e analogias estúpidas (como as que ele usou até nessa entrevista) pra detonar as coisas que ele não gosta? O cara tem canais na mídia, conhecimento e uma base de leitores e usa pra quê? Ao invés de ajudar as pessoas a mergulharem nesse "oceano de downloads e streamings" e encontrarem e curtirem coisas boas, não...prefere ficar destilando sua acidez (que sempre me soa como recalque) pra coisas que a mídia já expõe incessantemente. Usa a inteligência de uma forma negativa - pra tentar crescer e ficar por cima da situação. Por esse tipo de profissional, não conservo o mínimo de consideração e nenhuma admiração.
    Vai na TV pra ficar quebrando discos...vira atração da mesma juventude acéfala que critica...
    Abraço!
    Ronaldo

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  24. Achei o ponto de vista do Stepping Stone interessante. Realmente,ao nadar contra a maré pode não ser interessante acabar pro promovê-la ainda mais.

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  25. Muito boa a entrevista!!
    Pessoal, só uma coisa : ainda bem que tem gente que critica as bandas que gostamos! Assim podemos refletir sobre as críticas e a partir daí mudar ou permanecer com a nossa opinião!!

    Abraços!

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  26. Eu nem vou comentar nada sobre o Regis Tadeu pq nunca li nenhuma virgula de alguma resenha que ele já fez.
    Só digo que as resenhas atendem ao seguinte principio para além da opinião do jornalista é dizer o que se deve escutar ou não enfim o que deve ou não ser vendido agora se isso é mal intencionado eu já não sei depende do lugar social do jornalista.
    E destarte penso eu se você souber disso não tem problema em ouvir tal e banda e ler os comentários de qualquer jornalista por pior que seja.
    Obs: O Régis quando falou em ouvir na internet falou bem pq disco ruim é uma desgraça mesmo e então baixar o disco faz bem pq evita desgostos a posteriori.

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  27. Admiro muito o Régis seu trabalho e seu conhecimento musical, que me serve também como referência. Acho tolice deixar de curtir o trabalho de alguém porque ele ou qualquer pessoa falou mal da sua banda preferida. Ele já falou de várias que eu curto, mas meu... e daí, sabe... Tudo é passível de discussão, ou no caso da internet... Não gostou fecha a página e pronto.

    De resto... inveja MASTER desta coleção aí... Affe...

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  28. Giovani Saydelles · Santa Maria, Rio Grande do Sul


    Queria ter a oportunidade de mandar um Email pro Regis pra ele vir na minha cidade conhecer a loja de discos onde eu sou cliente... ele disse que aquelas lojas do passado não existem mais...porém, então sou privelegiado pq a Exclusive cds é a loja mais foda que eu conheço. O cidadão que manda lá, conhece tudo o que vocês possam imaginar, além de ser gente finissima. Issoo ae, espero um dia ter essa oportunidade de levar o Regis lá.

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  29. Giovani, eu conheço a Exclusive. Na minha adolescência tinha amigos que moravam em Santa Maria, fiz vestibular aí, meu irmão morou alguns anos. Sempre ia na Exclusive, que ficava em uma casa de esquina, no segundo piso. A loja ainda é no mesmo lugar?

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  30. Yes !

    A Excluzive ( com "z" ) segue firme sob a batuta do Gilberto Ramalho (Betão) e Ângela, no mesmo lugar, Rua Andradas esquina Serafim Valandro.

    e-mail: excluzive_cds@hotmail.com
    Tel (55) 3223 6031

    Tá cheio de vinil raro e vende pelo Mercado Livre, com excelente reputação.

    Bom proveito !

    Ricardo Bressan

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  31. Cara chato pra cacete. Não existe nenhuma resenha ou comentário dele que não seja arrogante e prepotente. Tem a assinatura dele, eu não leio.

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  32. Colecionador,nao entender nada de musica!

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  33. Eu gostaria de cumprimentar o entrevistado pela sua devoção à boa música. Como ele mesmo explica na entrevista, ele só compra Lps ou Cds quando apresentam qualidade, diferentemente de um Colecionador, que compra tudo, mesmo quando não gosta. De certa forma, ele me lembra o Flávio Cavalcante, que tinha um Programa de grande audiência na TV Tupi. No programa, ele apresentava as músicas que haviam sido lançadas pelas Gravadoras, elogiando o(s) autor(es), quando as músicas o agradavam. Quando ele não gostava da música, ele quebrava o Lp e o jogava na cesta do lixo, diante das câmeras. Na época atual, quase a totalidade dos novos lançamentos não tem qualidade nenhuma, são verdadeiros "lixos", muitas delas transformadas em "chicletes" pela massiva publicidade que cerca os lançamentos e pelos bailarinos que rebolam nos Cenários, contorcendo-se em gestos sensuais, seguindo coreografias adrede preparadas para seduzir as plateias.

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