15 de abr de 2011

Minha Coleção – João Pacheco: 8 mil LPs, 1.000 compactos e 1.000 CDs!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Ricardo Seelig

Nessa edição do Minha Coleção bati um papo com João Pacheco, um dos maiores colecionadores de discos de São Paulo. Além disso, João é também um dos mais respeitados e requisitados negociantes de LPs da Rua Benedito Calixto, a famosa 'rua dos discos'. E aí, vai um disquinho aí?

João, em primeiro lugar, apresente-se aos nossos leitores: quem você é e o que você faz?

Ricardo, primeiramente quero dizer que é um prazer ter sido convidado para essa entrevista aqui na Collector´s Room. Meu nome é João Pacheco, tenho 45 anos e sou gerente de projetos em um órgão estadual do estado de São Paulo.

Qual foi o seu primeiro disco? Como você o conseguiu, e que idade você tinha? Você ainda tem esse álbum na sua coleção?

Putz, faz tempo (risos) e espero que você não esteja se referindo aos disquinhos (compactos) de músicas infantis (risos). Acho que meu primeiro disco eu ganhei. Se não estou enganado foi o Queen – Live Killers. Ganhei de um inquilino do meu pai. O cara era bem maluco e curtia muito rock. Devia ter
uns 14 ou 15 anos. Realmente eu não sei o que fiz com esse disco, o fato é que não o tenho mais.

Você lembra o que sentiu ao adquirir o seu primeiro LP?

Cara, lembro. Uma sensação de liberdade, de autonomia e, assim por dizer, de rebeldia. Meu primeiro disco foi comprado com o dinheiro de meu trabalho, e ainda por cima era de rock. Foi bem legal, pois até então, para mim, era quase impossível comprar um disco. Eu comprava fitas-cassetes e gravava os discos dos meus amigos.

Porque você começou a colecionar discos, e com que idade você iniciou a sua coleção? Teve algum momento, algum fato na sua vida, que marcou essa mudança de ouvinte normal de música para um colecionador?

Então, eu ouço música há muito tempo, mas colecionar discos mesmo deve ter sido com 19/20 anos. Acho que aquela sensação que eu te falei na resposta anterior foi o fato marcante. Poder, além de ouvir a música, saber a ficha técnica do álbum, quem toca qual instrumento, ler as letras (quando as edições nacionais permitiam (risos), admirar a capa, etc, etc, foi algo que despertou em mim uma sede de conhecimento, e daí para ser um colecionador (mesmo que eu não soubesse exatamente que estava me tornando um) foi um passo.

Alguém da sua família, ou um amigo, o influenciou para que você se transformasse em um colecionador?

Acho que da minha família, não. Eu tive alguns amigos que começaram essa jornada junto comigo. Acho que descobrimos junto o interesse por colecionar e adquirir os discos de nosso agrado. O legal era que nem sempre dava para a gente “duplicar” nossas coleções. Assim, eu comprava alguns títulos e os outros compravam outros. Dessa forma, nosso conhecimento e gosto musical aumentaram muito.

Inicialmente, qual era o seu interesse pela música? De que gêneros você curtia? O que o atraía na música?

Então minha jornada foi, e é, bem variada. Acho que minha primeira experiência com a música foi através do rádio na minha infância. Minha mãe escutava muito rádio e fazia os afazeres domésticos cantarolando. Isso sempre me marcou, até hoje me lembro de um monte de músicas que ela cantava (algumas preferia não lembrar (risos)). Daí para a 'bicho grilice' da adolescência foi um passo. Muito Clube da Esquina, mineiros, Raul Seixas, etc. Finalmente, quando entrei no colégio, fui para a turma do heavy metal - lembrando que na época isso significava Deep Purple, Black Sabbath, Led Zeppelin, AC/DC.

O que sempre me atraiu na música foi o sentimento ('feeling'). Sempre me pareceu uma forma de expressão, quer seja de nossas alegrias ou de nossas tristezas, de nossos medos ou de nossas esperanças. Ouvimos música para expressarmos nossos sentimentos.


Quantos discos você tem?

Olha, nem dá para fazer um gênero e falar que não sei, pois sou bem metódico e tenho tudo relacionado em um banco de dados (risos). Tenho uns 8.000 LPs, uns 1.000 compactos e uns 1.000 CDs.

Qual gênero musical domina a sua coleção? E, atualmente, que estilo é o seu preferido? Essa preferência variou ao longo dos anos, ou sempre permaneceu a mesma?

O gênero predominante é rock, qualquer que seja a subdivisão (heavy, hard, progressivo, folk, punk, etc). Tenho também uma parcela significativa de blues, jazz, funk, soul e música brasileira.

Atualmente estou em uma onda bem de folk-rock, mas o folk-rock europeu. Estou ouvindo muito bandas e/ou artistas ingleses, irlandeses e franceses. Essas preferências sempre variaram. Já tive minhas fases heavy/hard, progressiva, punk, pop, etc. O importante é que não abandonei nenhuma. Continuo gostando das bandas que eu achava legais, tenho os seus discos e escuto sempre que me der vontade. Esse é o verdadeiro barato de ser colecionador (risos).

Vinil ou CD? Quais os pontos fortes de cada formato, para você?

Pô, acho que por uma das respostas anteriores nem preciso te falar, não é? (risos). Meu barato é o vinil, adoro o som, a arte gráfica das capas e o encarte, que não preciso por os óculos para ler (risos). No meu modo de ver o CD foi super importante para mostrar o que estava oculto, isto é, para conhecermos artistas e/ou bandas que nunca viríamos a conhecer no formato LP. Para quem curte o som dos anos 50, 60, 70 e 80, a música prensada no vinil bate as reedições em CD de uma maneira incontestável. Talvez o DVD-aúdio tenha um som que possa se igualar ao vinil, o CD não.

Mas não sou totalmente purista: ainda que eu compre os LPs de bandas novas, a música que está gravada ali é a mesma do formato digital.

Existe algum instrumento musical específico que o atrai quando você ouve música?

Acho que são dois: flauta e gaita. Dificilmente eu não gosto de uma banda de rock que tenha algum desses instrumentos.

Qual foi o lugar mais estranho onde você comprou discos?

Acho que foi no meio dos anos 90 dentro de um carro – um Corcel amarelo dos anos 70. Um negociante de discos apareceu com esse Corcel velho, caindo aos pedaços e cheio de discos, e falou se eu queria olhar. Olhei para o Corcel, olhei para os discos e pensei “não estou fazendo nada mesmo, o máximo que pode acontecer é eu pegar tétano” (risos). Pô, o cara tinha comprado uma coleção fantástica de punk, new wave e bandas dos anos 80. Tudo importado e quase sem uso. Nem preciso dizer que a quantidade que comprei superou em muito o valor do Corcel (risos).

Outra situação que, se não foi o lugar mais estranho que eu comprei discos, foi com certeza a situação mais esdrúxula que já vivi comprando. Um dia fui a uma loja que tinha acabado de ser inaugurada para ver os discos. A loja era razoavelmente bem servida, mas os discos estavam sem preços, você tinha que perguntar ao vendedor. Separei alguns e fui perguntar. A minha surpresa foi que o cara agiu da seguinte forma: pegou o álbum (no caso era um de música clássica – Carmina Burana, do Carl Orff), puxou o disco, analisou o selo e falou: “Uhn, Carl Orff, Carmina Burana, selo tal, prensado em 1985, metade da década passada (estávamos nos 90's), acho que deve valer uns XX reais”. Pô, o cara põe o preço com base na data de prensagem??? (risos). Nem preciso falar que não levei nenhum disco, né?


Qual foi a melhor loja de discos que você já conheceu?

Ricardo, aí você me coloca em uma fria com os donos de lojas que eu frequento e já frequentei (risos). Acho que todas que frequentei tiveram suas fases de auge e de decadência. Depende muito da rotatividade dos discos.

Mas, para eu não ficar em cima do muro, citarei algumas em suas fases áureas: a Cactus Discos quando era na Rua José Bonifácio no Centro, a Nuvem Nove no Itaim, a loja do Toninho da praça do Patriarca, a LC Discos na Avenida Brigadeiro Luis Antônio (do meu amigo Carlos, que depois montou outra grande loja – a Sweet Jane), a Record Runner na Brigadeiro Faria Lima (que vinha com a proposta de trazer LPs novos para venda) - todas essas em São Paulo.

No Rio não posso deixar de citar a Satisfaction, a Halley e a Chess Carlitos (grandes aquisições nessas lojas). Em Recife tinha a loja do Bernardo, que ficava em cima de uma padaria. E outras tantas que a memória não permite mais lembrar.

Conte-me uma história triste na sua vida de colecionador.

Acho que a história mais triste que me aconteceu foi a fase da compulsão, de querer ter um disco seja a que custo fosse. Briguei (ainda bem que foi temporariamente) com um grande amigo (que tenho até hoje) por um disco. Isso não foi legal. Ainda bem que serviu de lição.


Como você organiza a sua coleção? Dê uma dica útil de como guardar a coleção para os nossos leitores.

Bem, a única separação que faço é a dos discos de música clássica, de trilhas sonoras, de rock/música brasileira e de rock/blues/jazz/etc. Guardo todas em ordem alfabética, dentro dessas quatro categorias. Como você pode ver pelas fotos, guardo todos devidamente plastificados, em estantes de madeira (madeira mesmo) e de pé, com bastante ventilação para evitar umidade e mofo, e ao abrigo do sol.

Além da música, que outros fatores o atraem em um disco?

A capa, com certeza. As capas dos discos dos anos 70 são maravilhosas, verdadeiras pinturas. Têm capa dupla, tripla, quádrupla, etc. Algumas apresentam texturas diferentes e várias sacadas interessantes. Essas mesmas capas no formato CD perdem totalmente o interesse.

Quais são os itens mais raros da sua coleção?

Acho que os mais raros devem ser os de rock nacional: Módulo 1.000, Lula Côrtes e Zé Ramalho, Marconi Notaro, Os Lobos, Spectrum, Bango, etc. Porém, na parte de rock internacional tenho também muita coisa rara de rock progressivo, de hard rock e de folk-rock.

Você tem ciúmes da sua coleção?

Qual colecionador sério não tem (risos)? Salvo raras exceções, não empresto meus discos para ninguém. A única pessoa que limpa minha coleção sou eu. Também não gosto muito que fiquem manuseando meus discos. Sou possessivo mesmo (risos).


Quando você está em uma loja procurando discos, você tem algum método específico de pesquisa, alguma mania, na hora de comprar novos itens para a sua coleção?

Acho que não. Começo sempre procurando nas separações básicas: rock, MPB, blues, etc. Mas sempre acabou olhando tudo. Já encontrei vários discos excelentes em separações que não tinham nada a ver com o conteúdo. Por exemplo: já encontrei na separação de música latina vários discos de rock latinoamericano. Pensando bem, até que tem lógica (risos).

O que significa ser um colecionador de discos?

Significa amar a música. Só coleciono discos de cuja música eu gosto. Não sou daqueles colecionadores que tem determinado disco só porque é raro. Tenho o disco porque a música ali tocada tem seu valor e, principalmente, me diz alguma coisa.

O que mudou da época em que você começou a comprar discos para os dias de hoje, onde as lojas de discos estão em extinção? Do que você sente saudade?

Ah, muita coisa! A oferta era muito maior. Você saía de uma loja e já entrava em outra. Existiam lojas em quase todos os bairros de São Paulo. Hoje, a oferta é muito mais restrita. Estão concentradas principalmente no Centro de SP e nas feiras de antiguidades.

Olha, vão me chamar de velho e de saudosista, mas o que eu sinto falta mesmo é da troca de informações que existia nas lojas. Naquela época não existia internet, os livros em língua portuguesa eram praticamente inexistentes e os livros importados quase impossíveis de serem adquiridos (pelo preço alto). A grande fonte de informação que a gente tinha era ou o próprio vendedor ou outros colecionadores. E a loja de discos era o ponto de encontro dessa “tribo”. Era ótimo passar um dia de sábado nas lojas ouvindo música, trocando informações e, é claro, bebendo (risos).


João, você é um dos mais conhecidos negociantes de discos de São Paulo, com uma grande reputação junto aos colecionadores. Como você entrou nessa, e quando começou a vender discos?

Pôxa, sou? Que bom, eu não sabia (risos). Entrei nessa para vender discos que eu tinha e que não gostava. É, na época, você precisava comprar o disco, se não gostou azar o seu (risos). Comecei a vender esses discos em 1991, juntamente com o meu amigo e ex-sócio David Griman, e não parei mais. Até hoje estou nessa.

Você tem um estoque de discos específico para negociar, certo? De onde vem esses álbuns que você vende?

Sim, tenho. Ainda que eu me autodenomine um “traficante viciado” (risos), eu não vendo os discos da minha coleção de maneira nenhuma. Alguns amigos brincam que, se um dia isso acontecer, ou eu fico doente ou eu morro de desgosto (risos). A maioria vem de trocas e compras no próprio local onde
vendo. Outras vêm de outros colecionadores que decidem (não sei bem o porquê) vender suas coleções, e como são meus amigos sempre me procuram.

Você está sempre na já famosa Benedito Calixto, a chamada “rua dos discos” de São Paulo. Como começou essa história de diversos negociantes se reuniram nesse local para vender discos, atraindo colecionadores não só de São Paulo, mas de todo o Brasil para esse ponto?

A “rua dos discos” foi uma grande sacada nossa no começo dos anos 2000. A Praça Benedito Calixto em Pinheiros iria passar por uma reforma, e levamos a ideia para a associação que administra a feira, que seria interessante termos um espaço onde pudéssemos reunir as várias pessoas que comercializassem discos. A ideia foi aprovada e hoje, concordando com você, é um grande 'point' nacional dessa cultura vinílica, atraindo colecionadores não só do Brasil, mas do mundo todo.

Quais são, no Brasil e no mundo, os colecionadores que você mais admira?

No Brasil: em memória o Big Boy, e vivo o Kid Vinil. No mundo existem vários, talvez o que tem mais semelhanças com o meu modo de colecionar seja o Denis Meyer, autor do livro Hard Rock Anthology 1968-1980.

Qual foi o disco mais raro que já passou pela sua mão?

Para venda foi o Spectrum – Geração Bendita, vendido pelo meu ex-sócio (pelo menos o mais caro – risos). Pela a minha coleção o disco não passa, fica (risos).

O que você acha desse papo de que música boa só existiu nos anos 1960 e 1970, e de que hoje não se faz música de qualidade?

Papo furado. Podemos até não gostar, no geral, muito do que se faz hoje, mas existem várias bandas excelentes fazendo um trabalho musical da mais alta qualidade. Por exemplo, tive uma surpresa enorme ao ouvir um disco de uma banda “porreta” de Recife – Anjo Gabriel, que lançou um disco duplo em formato de LP. Psicodelia misturada com progressivo e hard rock da melhor qualidade.

Qual é o melhor disco de 2011, até o momento?

2011? Ainda estou ouvindo os dos anos 90 (risos). Brincadeiras a parte, o único que eu ouvi de 2011 e achei um puta disco foi do R.E.M – Collapse Into Now. Os caras fizeram um disco fantástico, que está no mesmo patamar do GReen.

João, muito obrigado pelo papo. Pra fechar, o que você está ouvindo e recomenda aos nossos leitores?

Ricardo, eu é que agradeço a oportunidade de contar um pouco da minha história. Atualmente, como te falei, estou em uma fase bem folk-rock europeu, estou ouvindo muito Bread, Love & Dreams, Malicorne, Subway, Planxty, Mr. Fox, Dr. Strangely Strange, Dulcimer, Mushroom, Caedmon. Quem gostar do estilo e não conhecer esses artistas pode se aventurar que não irá se arrepender.

Communic: capa, título e tracklist do novo álbum!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Ricardo Seelig

O excelente trio norueguês de prog metal Communic anunciou detalhes sobre o seu quarto álbum. Intitulado The Bottom Deep, o disco chegará às lojas europeias dia 22 de julho via Nuclear Blast, e sucede Payment of Existence, de 2008.

O CD foi produzido por Dan Swanö, que já trabalhou com Dark Funeral, Marduk e Opeth, e teve a arte de capa criada por Eliran Kantor (Sodom, Master, Testament, entre outros).

Confira abaixo o tracklist de The Bottom Deep:

1. Facing Tomorrow
2. Denial
3. Flood River Blood
4. Voyage of Discovery
5. In Silence With My Scars
6. My Fallen
7. Destroyer of Bloodlines
8. Wayward Soul
9. The Bottom Deep
10. In Union We Stand (bonus track)

Campanha: Rock in Rio, Eu Vou Ficar em Casa!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Ricardo Seelig

A edição 2011 do Rock in Rio é, disparada e indiscutivelmente, a pior edição do festival. Nenhuma atração de peso, artistas já ultrapassados, pouco destaque ao rock - nada, nada mesmo, que atraia e justifique a compra do ingresso.

Tudo bem, o Motörhead irá tocar, mas a banda está prestes a excusionar pelo Brasil e, menos de seis meses depois, voltará para o Rock in Rio. Não dá! O Metallica também seria interessante, mas o grupo tocou aqui no ano passado e não está promovendo nenhum álbum específico. E, para piorar, estão sendo confirmadas turnês de nomes como Judas Priest, Pearl Jam, Whitesnake, Aerosmith, Eric Clapton e um sem número de artistas a poucos dias da realização do festival.

Portanto, por essas e inúmeras outras razões, lanço aqui a campanha Rock in Rio, Eu Vou Ficar em Casa. Se você também pensa assim, copie a imagem acima deste post e coloque no seu site, dê RT, coloque no Facebook, enfim, divulgue essa iniciativa de quem, assim como eu e você, estamos cansados e sem paciência para um festival que vive do passado e não sabe o que anda rolando no mundo.

Pra fechar com chave de ouro, só falta anunciarem o Caetano e o Gil ...

Black Sabbath: review do DVD Paranoid Classic Albums!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Fabiano Negri

Cotação: *****

O clássico Paranoid, do Black Sabbath – que fez 40 anos em 2010 – ganhou um especial da série Classic Albums, que saiu em DVD no Brasil pela ST2. É um lançamento imperdível para qualquer fã do Sabbath que se preze. O álbum é dissecado através de entrevistas exclusivas – incluindo os quatro membros originais - e imagens de arquivo, com destaque para as demonstrações musicais que Tony, Geezer e Bill fazem durante o documentário.

Em posse das fitas originais, o engenheiro de som Tom Allom vai mostrando – em takes alternativos das canções – como a banda era eficiente na época, precisando de poucas sessões para que a música estivesse pronta. É muito bacana perceber o respeito mútuo que existe dentro do Sabbath original, e como todos eram muito importantes no processo de composição.

Muitas histórias são bem detalhadas, como a mudança do título do álbum de War Pigs para Paranoid – que foi inteiramente composta em apenas 20 minutos, e que os próprios integrantes da banda achavam que era uma faixa simples demais, só para preencher espaço no disco – e sobre a letra de “Faires Wear Boots”, que a banda credita a Ozzy, mas o mesmo – pra variar – não se lembra de ter feito e muito menos sobre o que ele quis dizer.


Além do programa original o DVD conta com 42 minutos de extras, tendo como destaque a demonstração do mestre Bill Ward que, mesmo com todos os excessos e loucuras, continua um baterista único e com muita lenha pra queimar.

Vendo esse DVD podemos entender melhor o que se passava na cabeça desses quatro senhores - moleques na época -, que haviam acabado de sair da classe operária para o estrelato mundial, mas que não perderam sua visão caótica do mundo e criaram esse álbum denso, pesado e realista!

Excelente para os já iniciados, e melhor ainda para quem está começando a conhecer e quer entender o impacto e a importância do Black Sabbath no mundo.


Black Sabbath: quatro faixas gravadas ao vivo em 1970, incluindo “Blue Suede Shoes”!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Ricardo Seelig

Essa é pra matar os fãs do Black Sabbath do coração: o excelente site Wolfang's Vault disponibilizou quatro faixas gravadas ao vivo pelo Black Sabbath em 1970, na tour promocional de seu primeiro álbum.

As músicas foram gravadas dia 25 de maio de 1970 durante a participação do grupo no lendário programa alemão Beat Club, na cidade de Bremen. Tocando para uma pequena audiência, o Black Sabbath apresentou a faixa-título de seu primeiro álbum, uma surpreendente versão da clássica “Blue Suede Shoes” de Carl Perkins, e duas músicas até então inéditas - “Paranoid” e “Iron Man” -, que só seriam lançadas alguns meses mais tarde no álbum Paranoid, que chegou às lojas dia 18 de setembro de 1970.

Para ouvir as quatro faixas, incluindo a versão histórica de “Blue Suede Shoes”, clique nos players abaixo:

Listen to more Black Sabbath at Wolfgang's Vault.


Listen to more Black Sabbath at Wolfgang's Vault.


Listen to more Black Sabbath at Wolfgang's Vault.


Listen to more Black Sabbath at Wolfgang's Vault.


Iron Maiden: Seventh Son of a Seventh Son em quadrinhos!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Igor Soares

O editor do jornalzine NFL Zine e da revista em quadrinhos NFL Comics, Hamilton Tadeu, lançou recentemente uma edição especial com a adaptação do álbum Seventh Son of a Seventh Son do Iron Maiden. A revista traz, em suas 52 páginas, a adaptação de todo o disco, esboços de capas, rascunhos de páginas e estudos de personagens, além de todas as letras das oito músicas do álbum com as respectivas traduções.

Hamilton, além de adaptar o álbum em forma de roteiro, também coloriu, letreirou e diagramou a revista. Os desenhos e grande parte da arte final ficaram por conta de Fred Macedo, e a arte final complementar aos cuidados de Omar Viñole, do estúdio Banda Desenhada. Rafael Victor é o outro artista que ajudou na colorização de algumas páginas.

A revista é toda colorida em papel offset 75 gramas, capa em couché e custa a bagatela de R$5,00. Os interessados em adquirir um ou mais exemplares devem escrever para nflcomics@hotmail.com ou acessar fotolog.com/nflcomics e ver se na sua cidade há um lugar onde a revista está sendo vendida. Há descontos para a compra a partir de 5 unidades.

Veja abaixo algumas páginas da história!


Behemoth: novo lançamento reunindo EPs antigos!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Ricardo Seelig

Ainda se recuperando do transplante de medula pela qual passou o vocalista e guitarrista Nergal recentemente, o Behemoth anunciou o lançamento de Abyssus Abyssum Invocat, que reúne os EPs Conjuration e Slaves Shall Serve, de 2003 e 2006, respectivamente.

Abyssus Abyssum Invocat chegará às lojas no próximo dia 7 de junho e conta com todas as faixas dos dois EPs devidamente remasterizadas, além da inclusão de bônus e músicas ao vivo, comentários de Nergal a respeito das composições e uma nova arte exclusiva.

Confira abaixo o tracklist:

Conjuration

1. Conjuration Ov Sleep Daemons
2. Wish
3. Welcome to Hell
4. Christians to the Lions (live)
5. Decade Ov Therion (live)
6. From the Pagan Vastlands (live)
7. Antichristian Pheomenon (live)
8. Lam (live)
9. Satan's Sword (I Have Become) (live)
10. Chant For Ezkaton 2000 (live)

Slaves Shall Serve

1. Slaves Shall Serve
2. Entering the Pylon Ov Light
3. Penetration
4. Until You Call on the Dark
5. Demigod (live)
6. Slaves Shall Serve (live)
7. Lam (live)
8. As Above So Below (live)

The Decemberists: assista o clipe de "This is Why We Fight"!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Ricardo Seelig

O Decemberists finalmente lançou o primeiro clipe de seu excelente último disco, The King is Dead. A bolacha já rendeu três singles, "Down by the Water", "January Hymn" e "This is Why We Fight", mas apenas a último ganhou um vídeo.

No clip, a ótima faixa é trilha sonora para um cenário pós-apocalíptico que lembra filmes como Mad Max.

Dê o play abaixo e confira:



Lançamentos da semana - 17 a 22/04/2011!

sexta-feira, abril 15, 2011

Por Ricardo Seelig

Semana farta em lançamentos! Temos o novo do Hot Tuna, compilação de outtakes dos Beatles, a estreia do Belle Brigade, o retorno de Paul Simon, o doentio - e ótimo - Septic Flesh, o novo álbum do Scar Symmetry, Nazareth não querendo morrer, Meat Puppets respirando, John Mayall provando que está vivo, Morrissey dando as caras, o espetacular novo álbum do Foo Fighters, Duff McKagan e sua banda, Ben Waters em um disquinho repleto de participações especiais - e extremamente recomendável, o novo single do Beady Eye, EP ao vivo da Duffy, Alex Skolnick detonando também no jazz, prévia do novo álbum do Arch Enemy e mais um monte de outros sons chegando.

Então, acomode-se na cadeira e sirva-se à vontade!


ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE