7 de out de 2011

Black metal: novo livro de fotografias com ícones do gênero

sexta-feira, outubro 07, 2011

Chega às lojas no próximo dia 16/10 o livro Chants of Evil: The Visions of the Breathing Darkness. Com 96 páginas, a obra conta com imagens de ícones do black metal produzidas do fotógrafo holandês Chérie.

Todas as fotos foram tiradas em shows no período de 2008 a 2011, incluindo festivais como Wacken e Metalfest, e abrangem mais de 60 bandas de black metal. Em formato A4 e com capa dura, o livro traz imagens de nomes como Behemoth, Enslaved, Gorgoroth, Immortal, Marduk, Mayhem, Rotting Christ, Triptykon, Venom e Watain, e é um interessante documento sobre o black metal, um estilo que, além da violência sonora, sempre esteve fortemente ligado ao impacto visual, seja através do corpse paint ou do aparato cênico das bandas.

Veja uma prévia em PDF e acesse o site oficial.

6 de out de 2011

SuperHeavy: crítica do álbum 'SuperHeavy' (2011)

quinta-feira, outubro 06, 2011


Por Adriano Mello Costa

Nota: 4

Quantos dos chamados supergrupos já foram montados na história? Desde a segunda metade dos anos 60, músicos e artistas se unem em projetos diferentes daqueles em que são conhecidos. Caso houvesse uma balança para medir o nível de qualidade, pode-se afirmar com certa naturalidade que os lados estariam mais ou menos com o mesmo peso. Se do lado ruim temos coisas como Asia, Neurotic Outsiders, A Perfect Circle, The Good The Bad & The Queen e Fantomas, do lado bom aparecem ótimos nomes como Travelling Wilburys, Temple of the Dog, Racounters, Them Crooked Vultures e Chickenfoot.

E, em 2011, eis que Mick Jagger resolve aparecer com um projeto para alterar o equilíbrio dessa balança. Junto com Joss Stone, Dave Stewart (ex-Eurythmics e atual produtor requisitado), Damian Marley (um dos trocentos filhos de Bob Marley) e A. R. Rahman (compositor da trilha sonora de Quem Quer Ser Um Milionário?), o vocalista da instituição chamada Rolling Stones desembarca com a estreia do SuperHeavy na praça. Em disco do mesmo nome se unem e confundem pop, reggae, rock e influências multiculturais. A intenção – anunciada pelos próprios – é misturar tudo em busca de uma nova sonoridade.

Ao ouvir as 12 faixas da versão normal (a versão deluxe traz mais quatro canções), não dá para afirmar se essa nova sonoridade foi alcançada. Aliás, se isso chegou a acontecer, foi para o lado ruim. Na verdade, o álbum é, em sua grande maioria, uma intensa confusão de ritmos, vocais e pretensões que, ao objetivar colocar em cada música pelo menos um pouquinho do universo de cada artista, resulta em trapalhadas. A maior toada se baseia no reggae e quase não ultrapassa isso. Os momentos em que ela não ocorre são raros, como na balada “Never Gonna Change”, cantada por Jagger e que, não obstante, é dos poucos momentos agradáveis.

São muitas as faixas que não funcionam. Em “Unbelievable”, Jagger não convence, e em “One Day One Night” consegue ainda piorar, se arrastando em um vocal constrangedor e ridículo. Em “Energy” temos uma canção rasgada e urgente que usa diversas fórmulas e não se dá bem em nenhuma. Em “Satyameva Jayathe”, que tem os vocais cantados em urdu, tudo parece que vai bem no início, mas novamente a miscelânea de ideias acaba estragando tudo. Outros momentos esquecíveis são o rock insosso de “I Can't Take It No More”, a balada mela cueca “World Keeps Turning” e pop retrô forçado “Rock Me Gently”.

No que realmente se salva em SuperHeavy, tem a já citada “Never Gonna Change”, o reggae moderninho que fala de amor da faixa-título e o single “Miracle Worker”, com Joss Stone bem no balanço de um reggae com intervenções de Damian Marley.

No final, é interessante perceber que em um disco que objetiva atingir novos sons, os melhores momentos residem, principalmente, nas composições mais simples. Não que se queira fechar os ouvidos para propostas inovadoras ou novos temas que sejam criados, o problema não é esse, e sim que essa proposta resulta em canções (muito) ruins. Um desastre anunciado, infelizmente.

P.S.: das quatro canções da versão deluxe, tirando a horrível “Mahiya”, as outras, mesmo não sendo nada demais, poderia facilmente constar na versão principal.



Faixas:
  1. SuperHeavy
  2. Unbelievable
  3. Miracle Worker
  4. Energy
  5. Satyameva Jayathe
  6. One Day One Night
  7. Never Gonna Change
  8. Beautiful People
  9. Rock Me Gently
  10. I Can''t Take It No More
  11. I Don't Mind
  12. World Keeps Turning

Bônus da versão deluxe:

  1. Mahiya
  2. Warring People
  3. Commond Ground
  4. Hey Captain

Nazareth: novo box do grupo nas lojas

quinta-feira, outubro 06, 2011

Acabou de sair um novo box do Nazareth. Intitulada The Naz Box, a caixa contém 69 faixas divididas em 4 CDs, e foi lançada pela gravadora inglesa Salvo Records no último dia 19/09.

The Naz Box traz nada mais nada menos que 29 faixas nunca lançadas, entre gravações ao vivo e b-sides. Nove dessas músicas são gravações de estúdio totalmente inéditas, retiradas diretamente do arquivo pessoal do guitarrista Manny Charlton.

Todas as faixas foram remasterizadas, e o box vem com um livro de 64 páginas com textos do respeitado jornalista Joel McIver, além de dezenas de fotos raras e inéditas.


Sem dúvida, um box que vale a pena!

Miles Davis: nova coletânea chega às lojas brasileiras

quinta-feira, outubro 06, 2011


Boa notícia para os fãs do maior gênio da história do jazz. Chega às lojas brasileiras no final de outubro We Want Miles, kit com dois CDs e um DVD que passa a limpo a trajetória de Miles.

Os discos contém 23 faixas de toda a carreira do músico, tendo como ponto de partida as colaborações com Charlie Parker em 1945 e indo até o seu último álbum, Tutu, lançado em 1986. O problema é que quem, como eu, já possui a compilação The Essential Miles Davis, de 2001, não terá porque adquirir essa nova coletânea, já que o tracklist é absolutamente igual.

Já o DVD traz o documentário The Miles Davis Story, que em pouco mais de duas horas conta a trajetória do trompetista. O filme, com legendas em português, foi produzido pelo canal inglês Channel 4 e contém entrevistas raras de Miles, sua família e outros músicos.

Confira abaixo o tracklist de We Want Miles:

CD 1
  1. Now's the Time
  2. Jeru
  3. Compulsion
  4. Tempus Fugit
  5. Walkin'
  6. 'Round Midnight
  7. Bye Bye Blackbird
  8. New Rhumba
  9. Generique
  10. Summertime
  11. So What
  12. The Pan Piper
  13. Someday My Prince Will Come

CD2
  1. My Funny Valentine
  2. E.S.P.
  3. Nefertiti
  4. Petis Machins (Little Stuff)
  5. Miles Runs the Voodoo Town
  6. Little Church
  7. Black Satin
  8. Jean Pierre
  9. Time After Time
  10. Portia

Lynyrd Skynyrd confirmado no SWU

quinta-feira, outubro 06, 2011

Conforme noticiei com exclusividade em 25/08, o SWU acaba de confirmar que o Lynyrd Skynyrd tocará na edição 2011 do festival. A maior banda da história do southern rock virá ao Brasil pela primeira vez em sua longa carreira, e para uma única apresentação, no dia 13 de novembro, mesma data em que tocam Tedeschi Trucks Band, Chris Cornell, Duran Duran, Peter Gabriel e Ultraje a Rigor. Ou seja, será histórico!

Além do Skynyrd, o SWU anunciou também o Hole, banda liderada por Courtney Love, a viúva de Kurt Cobain.

Queen: Lady Gaga pode ser a nova vocalista da banda

quinta-feira, outubro 06, 2011

Por essa ninguém esperava: Lady Gaga pode ser a nova vocalista do Queen! De acordo com a NME, a cantora está em conversações para sair em turnê com a lendária banda inglesa. O guitarrista Brian May confirmou o fato, dizendo que “Gaga é muito criativa e é alguém que eu e Roger Taylor conversamos sobre canto, sobre ser a 'frontwoman' da banda. Além disso, ela não é apenas uma cantora, já que compõe o seu próprio material”.

Não há nada confirmado, mas é uma possibilidade. May trabalhou com Lady Gaga em seu último disco, Born This Way, na faixa “You & I”, uma das melhores do álbum. É claro que os fãs mais tradicionais do Queen irão surtar com essa possibilidade, mas olhando com isenção para a carreira da banda e para a figura de Freddie Mercury, o nome de Lady Gaga não é tão estranho assim. Tirando o fato de ela ser uma cantora e não um cantor, o resto está de acordo com a história de Freedie e do Queen: Gaga é uma ótima cantora, é performática, teatral e espalhafatosa, como o falecido Mercury.

Pessoalmente, eu gostaria de ouvir o que pode sair dessa união. E vocês?

5 de out de 2011

Ryan Adams: crítica do álbum 'Ashes & Fire' (2011)

quarta-feira, outubro 05, 2011


Nota: 8,5

O retorno de Ryan Adams com Ashes & Fire é uma espécie de recomeço. Um dos compositores mais prolíficos de sua geração, o norte-americano encerrou a sua colaboração com os Cardinals, banda que o acompanhava desde 2004. Isso, aliado ao fato de Ryan ter casado com a atriz e cantora Mandy Moore em 2009 e largado a bebida e as drogas, marcam um novo período em sua carreira.

Ashes & Fire é um disco predominantemente acústico, com letras que refletem o momento atual vivido por Adams. As composições são exercícios de beleza sutis, que acolhem o ouvinte em suas melodias. Produzido pelo lendário Glyn Johns (Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin e inúmeras outras lendas), o álbum apresenta canções despidas de arranjos grandiosos, construídas a partir do violão e da voz de Ryan. Ambos são os elementos principais de todas as faixas. Essa característica dá ao disco um clima relaxante, esvaziando a mente do ouvinte.

A associação com Neil Young acaba sendo inevitável. Há uma relação, ainda que tênue, com Comes a Time, lançado pelo canadense em 1978. A presença de Norah Jones ao piano e nos backing vocals (nesse caso, acompanhada por Mandy Moore) em várias faixas reforça a ternura inerente à obra de Ryan Adams. Há uma ou outra bem-vinda reminiscência country que, aliada a economia instrumental, mantém o clima interiorano característico dos discos de Adams.

Excelente compositor, Ryan Adams aponta para um novo caminho em sua trajetória. O excesso de ideias que sempre o levou a gravar e lançar discos como uma necessidade patológica dá lugar a uma criatividade mais controlada e focada no resultado final. As músicas são muito bem construídas, exibindo uma maturidade até então inédita em seu trabalho, que sempre foi marcado pela emoção transbordante. O resultado é um grande álbum, dono de uma beleza sutil e tocante.

Um dos melhores discos da carreira de Ryan Adams, sem dúvida.



Faixas:
  1. Dirty Rain
  2. Ashes & Fire
  3. Come Home
  4. Rocks
  5. Do I Wait
  6. Chains of Love
  7. Invisible Riverside
  8. Save Me
  9. Kindness
  10. Lucky Now
  11. I Love You But I Don't Know What to Say

4 de out de 2011

Review de show: Guns N' Roses – Rock in Rio, 02/10/2011

terça-feira, outubro 04, 2011

Por Fabiano Negri

Nunca fui daqueles que critica Axl Rose por ter continuado o Guns N' Roses sem os membros originais. Acredito que com esforço, dedicação e talento – que obviamente Axl possui – as coisas sempre podem funcionar. Acredito também que grande parte da crítica especializada pega demais no pé do cara, e que Chinese Democracy está longe de ser o desastre musical que todos falam.

Por isso, eu estava com muita expectativa com relação ao show do Guns no Rock in Rio. Amparado pela excelente apresentação que assisti em São Paulo no ano passado, tinha quase certeza que essa seria uma ótima oportunidade para o novo Guns N' Roses mostrar o seu trabalho e provar que existe vida após Slash. Pois é, eu estava errado.

Axl Rose é um caso sem solução. Já começou a causar confusão quando perdeu seu vôo para o Brasil e teve que ser rastreado e trazido em um jato particular. Algumas pessoas dizem que ele estava completamente fora de si quando foi colocado no avião, e que chegou por aqui sem emendar uma frase na outra. Não posso afirmar nada disso, mas não duvido que seja verdade.

Após o show do System of a Down, boatos davam conta de que Axl não queria subir ao palco e que, inclusive, estaria disposto a pagar uma multa para que isso não acontecesse. Ao que parece houve até confronto entre os seguranças pessoais de Axl e os do Rock in Rio. Mais uma vez, digo: são boatos, mas …

O Guns N' Roses entrou no palco às 2:40h da manhã de segunda-feira para tocar para uma plateia exausta, que aguardou debaixo de uma chuva torrencial a chegada de seu ídolo. Na verdade, pessoas do mundo todo estavam ligadas pela TV e internet para assistir essa apresentação. O mínimo que poderíamos esperar era um grande show. Pouco me importa o fato do cara estar gordo, velho e feio – coisa que parece importar muito para algumas pessoas -, o que eu quero ver é disposição e uma boa performance.

Já na entrada, com “Chinese Democracy”, deu para perceber que a sintonia entre Axl e a banda não era das melhores. Enquanto o grupo apresentava um show coeso, Axl seguia ofegante, sem seu drive habitual e com muita dificuldade para sustentar as notas. É claro que ouvir ao vivo a trinca “Welcome to the Jungle”, “It's So Easy” e “Mr Brownstone” levanta qualquer defunto, mas para quem estava assistindo em casa a realidade era outra. A impressão é que após os últimos shows da tour do ano passado – em que se encontrava em ótima forma física, mental e psicológica -, Axl ficou sem ensaiar e encontrar a banda. Ficou muito evidente o descaso dele com a situação, o que deixa em xeque até que ponto ele realmente gostaria de estar ali, fazendo os shows que são agendados.

O único momento que gerou certa empolgação foi na execução de “Estranged”, música épica de Use Your Illusion II. No comentário após a canção, Axl deixou claro que não esteve com o grupo nos últimos meses. Ele disse que não cantava a música há 18 anos, e que a banda talvez a tivesse executado por três ou quatro vezes na última semana. Para bom entendedor, meia palavra basta. De qualquer forma, foi o melhor momento do show.

Que fique claro que o grupo não têm nenhuma culpa pelo fiasco da apresentação. Contando com músicos mediados e outros de alto gabarito – como o guitarrista Ron Thal e o baterista Frank Ferrer -, a banda fez a sua parte, veio ensaiada e demonstrou boa vontade para interagir com o público. É um time que pode render um bom caldo com o devido incentivo e planejamento.

Os maiores constrangimentos ficaram para o final. Em “November Rain”, a falta de voz ficou em segundo plano quando, na estrofe após o segundo solo, Axl errou a letra, se perdeu completamente martelando notas erradas no piano e não conseguiu se recuperar, fechando a cara até o final da música. Coisa parecida aconteceu em “Patience”, só que dessa vez ele baixou a cabeça e ficou chutando poças de água no palco. O fechamento se deu com uma versão desanimada de “Paradise City”, onde a expressão de Axl era de total entrega dos pontos.

Eu sei que quem estava no show curtiu. A pressão do som e a energia da galera passam uma boa maquiagem na situação. Pela TV tudo soou real, frio e melancólico.

Será que Axl Rose quer realmente fazer essas tours? Ele está mentalmente preparado para isso? Se quer, porque deixar a banda ensaiar sozinha enquanto engorda e perde o timing de palco em casa? Por que quis dar sumiço um dia antes do show? Por que não trabalha em um disco novo com os membros atuais? E, acima de tudo, por que falta com respeito para alguns dos fãs mais devotados do mundo, que são capazes de aplaudir até apresentações amadoras e desanimadas como essa?

A verdade é que ele não quer. A chama há muito tempo se apagou, mas a máquina o obriga a fazer isso. Basta querer enxergar …

Para fechar, esse não é o relato de um crítico que quer malhar a banda. É o relato de um fã que acompanha – e curte – o trabalho de Axl desde 1987.

Metallica e Lou Reed: álbum terá 4 versões diferentes

terça-feira, outubro 04, 2011

Lulu, o álbum da parceria entre o Metallica e Lou Reed, será lançado dia 31 de outubro em quatro formatos diferentes.

Será disponibilizada uma edição em CD duplo normal, outra em CD duplo com o pôster em formato de tubo (como já noticiamos aqui), uma chamada Deluxe Book 2CD com capa dura, e, é claro, uma edição em vinil duplo.

Veja as fotos das versões abaixo:






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