10 de ago de 2012

Rolling Stones na capa da nova Rolling Stone Brasil

sexta-feira, agosto 10, 2012
Os 50 anos dos Rolling Stones não poderiam passar batidos pela Rolling Stone brasileira. A nova edição da revista traz uma matéria especial sobre esse momento histórico, em um número para guardar com carinho em casa.

Além disso, a edição 71 tem matérias com Alabama Shakes, Elvis Presley, Tom Zé, Green Day, Batman e muito mais.

Abaixo, você lê um trecho da matéria especial sobre os Stones presente na nova RS brasileira, que já está nas bancas de todo o país:

Talvez devêssemos simplesmente falar com o primeiro que aparecesse pela frente e fundar uma banda de rock com essa pessoa. Talvez isso dê sorte, em um lugar mágico como este. Mas falar com quem exatamente? As pessoas que esperam o trem na estação de Dartford ao meio-dia mais parecem artistas solitários. Uma pequena Missy Elliott, um jovem Notorious B.I.G., um indiano muito magro metido em um paletó. Na plataforma 2, o sol ofusca a vista. O trem das 12h30 para Londres, vindo da estação Charing Cross, já está chegando.

A estudante espalhafatosa de óculos de sol e iPod – ela iria querer fazer música à la Katy Perry. O senhor mais velho sentado ali atrás no banco lê um livro de economia – ele deve tocar flauta na orquestra de advogados. Se nesse dia de primavera de 2012, na estação de trem localizada no condado inglês de Kent, houvesse alguém na plataforma com um velho disco de blues debaixo do braço, essa sim seria uma doce e grande sensação, tal como foi há 51 anos.

Exatamente neste lugar, na manhã do dia 17 de outubro de 1961, uma terça-feira, Mick Jagger, 18 anos, esperava o trem, no seu caminho diário até a London School of Economics. Sabe-se lá por que, ele trazia consigo um LP de Chuck Berry e outro de Muddy Waters. Esse foi o motivo para chamar a atenção de Keith Richards, 17 anos, que iria pegar o mesmo trem na plataforma 2, a caminho da escola de artes na cidadezinha de Sidcup. Richards e Jagger conheciam-se superficialmente, mas agora tinham assunto. A conversa durou apenas 15 minutos, que era o trajeto até Sidcup. O importante é que se entenderam. A reação em cadeia começara. A pedra começou a rolar.

“O quê?”, espantam-se os dois funcionários uniformizados da estação de Dartford quando descobrem que no seu local de trabalho praticamente foram fundados os Rolling Stones. “E eles não colocam sequer uma plaquinha comemorativa?”, irrita-se o mais jovem, gorducho, com os dentes da frente tortos. “Um fato tão importante! Isso é típico dos nossos tempos: o que vale é só dinheiro, dinheiro, dinheiro. Não interessam mais as ideias. Se hoje tivéssemos algo como a Revolução Industrial, ela seria cancelada por falta de interesse!”

De fato, o escultor londrino Anthony Hawken há quase dois anos está empenhado em angariar 150 mil libras para colocar uma estátua da dupla Jagger/Richards na frente da estação. De resto, os velhos heróis já são suficientemente festejados atualmente, neste jubileu em 2012. São 50 anos de Rolling Stones, meio século depois do primeiríssimo show da banda, com filme, livro ilustrado e coisas extraoficiais em quantidade três vezes maior vindo pela frente. É que em 12 de julho de 1962, uma quinta-feira – cerca de nove meses após aquele encontro na estação – Jagger e Richards apresentaram-se pela primeira vez com sua própria banda. Foi no Marquee Club, na Oxford Street, em Londres, tocando clássicos do blues e rock and roll, como “Baby What’s Wrong?”, de Jimmy Reed, ou “Down the Road Apiece”, de Don Raye, e abrindo a apresentação de Long John Baldry, patriarca da cena R&B londrina. Como para tanto precisavam de um nome, se intitularam de Rollin’ Stones, sem a letra “g”, inspirando-se em uma canção do herói Muddy Waters. Os aspirantes ao Olimpo do rock eram Jagger (18 anos) nos vocais; Richards (18) e Brian Jones (20) nas guitarras; Dick Taylor (18) no baixo, Ian Stewart (23) no piano. E já começam aí os problemas.

Alguns dizem que naquela noite quem estava na bateria era Mick Avory (futuro membro do The Kinks) – outros dizem ter sido um certo Tony Chapman. Em um carta enviada ao jornal Jazz Newsescrita no dia 2 de julho, Brian Jones escreveu que nas baquetas estaria Earl Phillips, um veterano do blues que tinha tocado com Muddy Waters e Howlin’ Wolf. Claro que Phillips não tocou – era malandragem de Jones para alavancar o interesse no show. Existem poucas fotos dessa apresentação, mas nenhum tipo de gravação. Um set list escrito às pressas pelo pianista Stewart é associado ao show, mas parece demasiado longo, contendo 18 músicas. Ou seja, são pouquíssimos os detalhes a cerca de um evento de tamanha magnitude e importância. Naturalmente, em 12 em julho de 1962, ninguém poderia imaginar que justamente aquela noite viria a ser o marco fundamental para os capítulos definitivos da história do rock.



Ouça “Keep on Swinging”, a nova música do Rival Sons

sexta-feira, agosto 10, 2012
O Rival Sons divulgou a primeira música do seu aguardado terceiro disco, Head Down. O álbum será lançado dia 17 de setembro, e já pode ser adquirido em pré-venda na Amazon - clique no anúncio na barra direita do blog e adquira o seu.

“Keep on Swinging” é uma ótima composição e, mesmo mantendo a influência de Led Zeppelin, a sombra da banda de Jimmy Page aparece mais equilibrada e não tão explícita quanto no trabalho anterior, Pressure & Time (2011). Merece destaque a mudança de andamento antes do solo, que dá um clima meio psicodélico para a faixa.

Ouça o novo som dos norte-americanos no player abaixo:

Discografia comentada: The Black Keys

sexta-feira, agosto 10, 2012
A história do Black Keys é cercada de improbabilidades. Executando um rock garageiro, áspero e imerso na tradição do blues, o duo formado pelo vocalista e guitarrista Daniel Quine Auerbach e pelo baterista Patrick J. Carney construiu uma carreira sólida e crescente ao longo dos anos graças a discos que mostram uma evolução notável e um aprimoramento - tanto sonoro quanto estético - inquestionável. Não abrindo mão da liberdade artística e fazendo exatamente aquilo que acreditam, Auerbach e Carney levaram o Black Keys rumo ao topo, e hoje são um dos principais nomes do rock em todo o mundo.

O primeiro encontro da dupla rolou quando os dois ainda eram meros garotos em sua cidade natal, Akron, no estado norte-americano de Ohio. Interessados em música, Dan e Patrick seguiram o conselho de um amigo em comum e resolveram tentar levar um som juntos. Ambos tinham apenas 8 e 9 anos e vinham de universos totalmente diferentes. Auerbach era capitão do time de futebol da escola e tinha bastante popularidade. Já Carney era o oposto, fechado e totalmente outsider. Mesmo assim, tornaram-se amigos e começaram a levar um som.

Já na adolescência, Dan, após uma breve e frustrada passagem pela universidade, resolveu que queria ser músico e tentou ganhar a vida tocando nos bares da cidade. Como Akron tem uma população de apenas 200 mil habitantes, o guitarrista percebeu que teria poucos lugares para mostrar o seu talento e que, para tocar na região, teria que gravar uma demo mostrando o seu talento. Nisso, lembrou-se que o amigo Patrick tinha um equipamento de gravação em casa e entrou em contato com ele. Carney cedeu o equipamento e também o porão de sua casa para que as sessões fossem realizadas, enquanto Daniel saiu atrás de outros músicos para a gravação. Acontece que ninguém apareceu e Auerback e Carney resolveram gravar como um duo alguns blues antigos e ideias que surgiram na hora.

A coisa deu certo, funcionou de imediato e demonstrou a forte química entre os dois. Enviaram a demo para algumas gravadoras e um pequeno selo de Los Angeles chamado Alive apostou na dupla. Para batizar a banda, se inspiraram em um artista esquizofrênico chamado Alfred McMoore que tinha o hábito de deixar recados em secretárias eletrônicas classificando os seus pais, quando estava chateado com eles, como “black keys” - “teclas pretas”.

The Big Come Up (2002)

O disco de estreia do Black Keys, The Big Come Up, chegou às lojas em 14 de maio de 2002. Gravado entre janeiro e março daquele ano no porão de Patric Carney - o baterista também foi responsável pela produção -, o álbum apresenta uma sonoridade propositadamente crua e áspera, sem maiores requintes. É um disco de blues em sua essência, já demonstrando a capacidade de Dan Auerbach em criar ótimos riffs e os andamentos peculiares criados por Carney. As treze faixas parecem saídas de algum disco perdido da década de 60 e honram a tradição do gênero desenvolvido por Robert Johnson, Muddy Waters e tantos outros. Destaque para a abertura com o blues tortíssimo “Busted”, os ecos de Bo Diddley em “Do the Rump” (do bluesman Junior Kimbrough, grande ídolo da dupla), a ótima “I’ll Be Your Man” (utilizada pela HBO como abertura da série Hung e também na trilha de Rescue Me, série do FX), “Countdown”, “The Breaks” e as competentes releituras de “She Said, She Said”, dos Beatles, e “Run Me Down”, de Muddy Waters. The Big Come Up é um trabalho bem tradicional, e sua produção básica torna essa característica ainda mais forte. O disco foi relançado em janeiro de 2012 em vinil, com o LP em 14 cores diferentes. Uma boa estreia (Nota 7,5)

Thickfreakness (2003)

Novamente produzido por Patrick Carney, Thickfreakness foi gravado também no porão do baterista em apenas uma sessão, que durou 14 horas. São onze faixas, sendo duas delas covers - para “Have Love Will Travel” de Richard Berry e “Everywhere I Go”, novamente de Junior Kimbrough. O disco marca a estreia do duo em uma nova gravadora, saindo da Alive e indo para a Fat Possum. Gravado em dezembro de 2002, Thickfreakness desembarcou nas lojas em 8 de abril de 2003. A recepção da crítica foi ótima, com o álbum sendo eleito pela conceituada revista norte-americana Time o terceiro melhor daquele ano. A sonoridade aqui é propositalmente abafada, com vocais meio distorcidos e estourados. Pesado e sujo, Thickfreakness é superior ao debut e rendeu três singles: “Set You Free” (primeira amostra do caminho que o grupo seguiria nos príximos anos), “Hard Row” (com um ótimo riff de Auerbach) e “Have Love Will Travel”. Além delas, destaque para a ótima faixa que dá nome ao álbum, “Hurt Like Mine”, a viajante “Everywhere I Go”, “No Trust” e a excelente “Midnight in Her Eyes”. Curiosidade: a banda recebeu uma gorda oferta no valor de 200 mil libras para licenciar uma das suas músicas para um comercial de maionese de uma marca inglesa, mas, aconselhados por seu manager, Dan e Patrick recusaram a oferta para não seram vistos como “vendidos”. Um passo bem dado à frente, que mostrava um futuro promissor (nota 8)

Rubber Factory (2004)

O terceiro trabalho do Black Keys marca várias mudanças na carreira do grupo. Em primeiro lugar, os caras precisaram abrir mão do estúdio caseiro onde gravaram os dois primeiros discos, já que o prédio que abrigava o cubículo foi vendido. A dupla resolveu então montar um estúdio em uma fábrica de pneus abandonada de Akron, alugada pelo preço de 500 dólares mensais e rebatizada como Sentient Sound. Um dos equipamentos utilizados na gravação foi comprado por Patrick no eBay diretamente de um dos técnicos de som do Foreigner! Além disso, apesar do sucesso de crítica, a turnê anterior havia dado prejuízo, e Dan e Patrick resolveram enfim ceder às dezenas de ofertas que recebiam para liberar suas músicas para comerciais de TV. A primeira foi “Set You Free”, usada em um comercial da Nissan, que deu início a um processo que já colocou sons dos caras em mais de 300 campanhas publicitárias. A produção agora era assinada pela dupla e não mais apenas por Patrick Carney. Gravado entre janeiro e maio de 2004, o disco chegou às lojas em 7 de setembro daquele ano e foi o primeiro álbum do Black Keys a figurar no Billboard 200, na posição 143. A capa é uma montagem criada por Michael Carney, irmão do baterista. Aqui temos treze faixas, sendo duas delas covers - “Grown So Ugly” de Robert Pete Williams e “Act Nice and Gentle”, composta por Ray Davies, dos Kinks. A sonoridade está sutilmente mais aparada em Rubber Factory, mas mantém a aspereza tradicional. A mixagem deixou tudo meio sem peso e com excesso de tons agudos, em um resultado bem diferente dos dois primeiros discos. Destaque para “All Hands Against His Own”, a malandra “The Desperate Man”, a bucólica “The Lenghts”, “Grown So Ugly” e “10 A.M. Automatic” (utilizada em um comercial da American Express). Alguns críticos classificaram o disco como “new indie rock blues”. Pessoalmente, acho um trabalho inferior a Thickfreakness (nota 7,5)

Magic Potion (2006)

O quarto álbum do Black Keys marca a estreia da banda na Nonesuch Records, gravadora onde permanece até hoje. Este trabalho é o elo de ligação entre a sonoridade fincada no blues dos três primeiros discos e o crescimento e desenvolvimento de uma personalidade cada vez mais forte e marcante que se daria nos trabalhos seguintes. Lançado em 12 de setembro de 2006 e novamente com produção da própria dupla, Magic Potion traz onze faixas, e dessa vez nenhum cover. A gravação foi feita novamente no porão da cada de Patrick, como nos dois primeiros LPs. Inspirados, Auerbach e Carney saíram de lá com o seu melhor registro até então. Abusando dos riffs e com a bateria sempre torta surpreendendo a cada faixa, Magic Potion emplacou quatro singles - a linda balada “You’re the One”, a pedrada “Your Touch”, “Strange Desire” e “Just Got to Be”. A rifferama de Dan conduz composições que transitam entre o mais puro rock garageiro - como “Just a Little Heat” e “Give Your Heart Away” - e o nascimento de uma sonoridade que seria depurada a fundo nos próximos anos - como ouvimos em “Your Touch” e “Just Got to Be”, por exemplo. Um excelente disco, e, como já dito, o melhor da carreira do Black Keys até então (nota 8,5)

Attack & Release (2008)

O disco da virada na carreira do Black Keys. Attack & Release marca a estreia da parceria entre a banda e o produtor Danger Mouse, responsável por todos os álbuns desde então. Com maestria e de maneira brilhante, Mouse aparou as arestas e formatou o som do duo para o grande público, dando início a um processo de crescimento na popularidade da banda que não tem data para acabar. São onze faixas inéditas, todas de autoria da dupla, gravadas entre 9 e 23 de agosto de 2007 e lançada em 1 de abril de 2008. A estreia do grupo em um estúdio de verdade, com um produtor profissional, fez bem demais à música do Black Keys. O resultado foi imediato, com o disco estreando na décima-quarta posição no Billboard 200. Mas todo esse banho de loja não descaracterizou o som do do Black Keys, muito pelo contrário. Foi justamente com a inclusão de Danger Mouse no processo que o grupo encontrou a sua cara definitiva e partiu para vôos cada vez mais altos. O play abre com a linda “All You Ever Wanted”, seguida pelo single “I Got Mine” - os outros dois foram para a ótima “Strange Times” e “Same Old Thing”. Há momentos absolutamente brilhantes em Attack & Release como “Psychotic Girl”, por exemplo, construída a partir de uma melodia de banjo. As composições são todas fortes e mostram uma banda pronta para conquistar o mundo (nota 9)

Brothers (2010)

A obra-prima do Black Keys. Novamente produzido por Danger Mouse, mas agora em parceria com Mark Neill e a própria banda, Brothers é um dos melhores discos de rock das últimas décadas. São quinze faixas inspiradas, um desfile de singles e hits que impressiona. O álbum alcançou a terceira posição na Billboard, e com justiça. Lançado em 18 de maio de 2010, Brothers caminhou rumo a topo puxado por excelentes singles como “Tighten Up”, “Howlin’ for You”, “Everlasting Light” e “Next Girl”. Soando mais pop do que nunca, mas, ao mesmo tempo, mantendo a sonoridade garageira, Dan e Patrick conquistaram crítica e público. O trabalho ganhou 4 estrelas na Rolling Stone, Q e Uncut, além de ter sido eleito o segundo melhor álbum de 2010 pela Rolling Stone, o sétimo pela Time e constar nas listas de melhores de 2010 da Paste e da Spin. Aqui o negócio é o seguinte: se você nunca ouviu o Black Keys, comece com Brothers. As músicas são hipnotizantes e feitas sob medida para conquistar novos fãs. Na minha opinião, Brothers, apesar da pouca idade, já pode ser considerado um clássico. Curiosidade: a capa do álbum homenageia The Howlin’ Wolf Album, lançado pelo blueman em 1969. Espetacular, e ponto final! (nota 10)

El Camino (2011)

Quando todo mundo pensava que seria impossível superar o disco anterior, o Black Keys retornou no final de 2011 com um álbum tão bom quanto. Novamente com Danger Mouse na produção, El Camino manteve a força do trabalho anterior e conseguiu soar ainda mais pop. Puxado pelo empolgante single “Lonely Boy”, o álbum chegou ao segundo posto do Billboard 200. Inspirados no rock, soul, rockabilly e glam, Dan Auerbach e Patrick Carney gravaram um dos melhores registros do novo milênio. Há detalhes desconcertantes em El Camino, como os backing vocals celestiais de “Dead and Gone” e a influência pesada de Led Zeppelin em “Little Black Submarines”. O riff de “Gold on the Ceiling” beira o genial, enquanto “Money Maker” resgata o clima dos primeiros trabalhos. Um bem sacado tempero western dá as caras em “Run Right Back”, enquanto a sensual “Sister” é perfeita para passar momentos iluminados em boa companhia. El Camino parece uma coletânea de grandes sucessos devido à sua enorme qualidade. De maneira justa, colocou o Black Keys no estágio em que se encontra atualmente, como uma das maiores e mais respeitadas bandas de rock do mundo. Outro disco excelente! (nota 10)

Além dos álbuns oficiais, o Black Keys lançou diversos EPs ao longo da carreira. O melhor deles, disparado, é Chulahoma: The Songs of Junior Kimbrouh (2006), com sete faixas compostas pelo bluesman que mais faz a cabeça da dupla. Há ainda The Moan (2004), The Live EP (2007) e Live From Suma (2008), além do ao vivo iTunes Session, de 2010. Mas Chulahoma é o auge desses disquinhos, um registro excelente de blues e que paga tributo a uma das maiores inspirações do grupo.

Se você ainda não conhece o The Black Keys, aproveite esta discografia comentada e mergulhe já na discografia da banda. Você vai emergir fascinada por uma das melhores bandas de rock surgidas nos últimos anos, pode ter certeza!


Ouça duas músicas inéditas do Red Hot Chili Peppers

sexta-feira, agosto 10, 2012
O Red Hot Chili Peppers divulgou um ambicioso plano de lançamentos que prevê colocar no mercado 18 músicas inéditas até o início de 2013. Todas essas faixas foram gravadas durante as sessões de estúdio do último disco do grupo, I’m With You (2011), e chegarão ao mercado em compactos em vinil de 7 polegadas.

O primeiro disquinho tem lançamento agendado para o próximo dia 14 de agosto, mas suas duas músicas - “Long Progression” e “Strange Man” - já caíram na rede. Achei ambas bem medianas e sem maiores atrativos, bem com cara de sobras mesmo.

Para ouvi-las, clique nos players abaixo:

9 de ago de 2012

Ouça “Unsustainable”, a nova do Muse

quinta-feira, agosto 09, 2012
É fã do Muse? Tá sentado? Então prepare-se, porque o novo som do trio inglês é surpreendente! 

A segunda faixa divulgada do novo álbum do grupo, The 2nd Law, vem com muita influência de dubstep e praticamente nenhum vocal de Matt Bellamy. Tá bem na linha de Skrillex, principal nome do dubstep, e com pouquíssimas características do Muse - com exceção da onipresente grandeza e megalomania.

Não dá pra dizer se o disco inteiro seguirá nessa linha, mas que é muito diferente de tudo o que a banda já fez, isso é.

Ouça abaixo e conte pra gente o que achou de “Unsustainable”:

Ultraje a Rigor grava clipe para cover dos Raimundos

quinta-feira, agosto 09, 2012
Promovendo o split O Embate do Século, lançamento da gravadora Deck que traz duas das bandas mais legais do rock brasileiro, Ultraje a Rigor e Raimundos, interpretando uma as músicas da outra, o grupo do vocalista e guitarrista Roger Moreira lançou um clipe para a releitura de “I Saw You Saying (That You Say That You Saw)”.

O vídeo faz alusão à época do cinema mudo e reforça o clima divertido da canção. Assista abaixo:



E aqui você confere o tracklist do disquinho, que já está à venda em todo o Brasil:

  1. Ultraje A Rigor – Puteiro Em João Pessoa
  2. Ultraje A Rigor – O Pão Da Minha Prima
  3. Ultraje A Rigor – Eu Quero Ver O Oco
  4. Ultraje A Rigor – I Saw You Saying (That You Say That You Saw)
  5. Ultraje A Rigor – Me Lambe
  6. Ultraje A Rigor – Papeau Nuky Doe
  7. Ultraje A Rigor – Selim
  8. Raimundos – Rebelde Sem Causa
  9. Raimundos – Nós Vamos Invadir Sua Praia
  10. Raimundos – Ciúme
  11. Raimundos – Mim Quer Tocar
  12. Raimundos – Inútil
  13. Raimundos – Eu Gosto De Mulher
  14. Raimundos – Nada A Declarar


Music Trends discute o futuro da música no Multishow HD

quinta-feira, agosto 09, 2012
Boas novas na TV! Estreou semana passada, dia 01/08, no Multishow HD, o programa Music Trends, a primeira produção nacional do canal. A ideia da série é discutir o futuro da música, apresentando e falando sobre novos artistas.

O legal é que esse debate conta com algumas das principais figuras do jornalismo musical brasileiro como Marcelo Costa (editor do Scream & Yell), Lúcio Ribeiro (Popload), Pablo Miyazawa (Rolling Stone), Flávia Durante (Revista TPM), Renata Simões (Multishow), Guilherme Guedes (Tenho Mais Discos Que Amigos), entre outros. A apresentação é da dupla Marina Bortoluzzi e Lucas Liedke.

Cada episódio aborda uma linha de raciocínio. O primeiro, intitulado Time Off, fala de bandas e artistas que buscam no passado a inspiração para fazer a música de hoje, do nosso presente. Na estreia são discutidos nomes como Black Keys, Lana Del Rey e Mumford & Sons, e mais uma penca de grupos interessantes.

Gostei muito, e por isso estou trazendo estes programas até vocês. Vale a pena tirar um tempinho para assistir o Music Trends, pois a produção é muito boa e a informação é de qualidade.

O primeiro episódio está nos três players abaixo. Enjoy!


E aqui está a grade de programação com as datas de estreias e reprises de toda a série:

Episódio 1: Time Off
01/ago 20:00 – 00:00 – 03:00
02/ago 07:00 – 17:05
03/ago 11:50
04/ago 08:50
05/ago 09:00
07/ago 08:25

Episódio 2: Nowdismo
08/ago 20:00 – 00:00 – 03:00
09/ago 07:20 – 17:00
10/ago 11:45
11/ago 08:10
12/ago 09:00
14/ago 08:00

Episódio 3: Happy To Be
15/ago 20:00 – 00:00 – 03:00
16/ago 07:10 – 17:05
17/ago 12:30
18/ago 08:35
19/ago 09:10
21/ago 08:25

Episódio 4: Twisted Future
22/ago 20:00 – 00:10 – 03:10
23/ago 07:00 – 17:00
24/ago 12:00
25/ago 08:00
26/ago 08:55

Assista “Mamãe no Face”, o novo clipe de Zeca Baleiro

quinta-feira, agosto 09, 2012
Zeca Baleiro está de trabalho novo. O Disco do Ano, seu décimo-primeiro álbum, saiu em abril pela Som Livre, e agora o cantor e compositor maranhense lançou um clipe para uma das faixas do play.

“Mamãe no Face” conta, através de uma letra irreverente e inteligente, a suposta reação da crítica e do mercado ao disco. Com sacadas peculiares e cheias de ironia, Zeca mostra que continua afiado.

Assista abaixo:

Brendan Benson: crítica de What Kind of World (2012)

quinta-feira, agosto 09, 2012

Quinto álbum solo de Brendan Benson, What Kind of World é uma grata surpresa. O cantor e guitarrista norte-americano, que a maioria conhece por ter sido parceiro de Jack White no Raconteurs, é responsável por um disco sólido e coeso, que entra forte na briga pelo posto de melhor do ano.

Produzido pelo próprio Benson, What Kind of World traz doze faixas que variam entre o rock e o pop, com toques de country em alguns momentos e ecos dos trabalhos solos dos Beatles em outros. Grande compositor, Brendan explora uma ampla gama de sonoridades, dando o seu toque pessoal em cada uma delas. Com melodias bem construídas, arranjos econômicos e refrões certeiros e prontos para conquistar, Benson construiu um disco excelente, que cresce a cada audição.

A referência mais adequada para a sonoridade de What Kind of World é o Big Star, pilar do power pop setentista. Benson é uma espécie de Alex Chilton contemporâneo, com a mesma capacidade de esculpir pequenas jóias pops. E é justamente o brilho reluzente dessas jóias que faz de What Kind of World um álbum especial. Há também uma certa influência de Todd Rundgren e até mesmo do Cheap Trick em certos momentos, tornando as músicas agradáveis já de saída.

Destaque para a faixa-título, a baladaça “Bad For Me”, o balanço de “Keep Me”, a sombria “Pretty Baby”, “Thru the Ceiling” e o country meio Gram Parsons “On the Fence”, que fecha o disco em grande estilo.


Mesmo sem o brilhantismo de Blunderbuss, estreia solo do chapa Jack White, Brendan Benson fez um trabalho excelente. Com um ar meio nostálgico e grandes composições, What Kind of World é daqueles tipos de discos que, quanto mais ouvimos, mais gostamos. 

Basta apertar o play para descobrir um trabalho que irá estar ao seu lado por um longo tempo. Experimente!

Nota: 8,5

Faixas:
  1. What Kind of World
  2. Bad For Me
  3. Light of Day
  4. Happy Most of the Time
  5. Keep Me
  6. Pretty Baby
  7. Here in the Deadlights
  8. Met Your Match
  9. Thru the Ceiling
  10. No One Else But You
  11. Come On
  12. On the Fence

B.B. King na capa da nova edição da The Blues Magazine

quinta-feira, agosto 09, 2012

O imortal B.B. King está na capa da nova edição da The Blues Magazine, publicação lançada pela revista inglesa Classic Rock exclusivamente para o gênero. O veterano bluesman bateu um papo com a revista sobre o início de sua carreira, revelando histórias incríveis.

Bonnie Raitt, Robert Cray, Tab Benoit, Ian Siegal & The Mississippi Mudbloods, Hubert Sumlin e outros também marcam presença, além da segunda parte com os melhores álbuns de blues lançados por artistas britânicos e um CD gratuito com 15 faixas de novos talentos do blues como Joanne Shaw Taylor, Oli Brown e Jo Harman.

Para comprar a sua, clique aqui.

8 de ago de 2012

As sensacionais versões de Kendra Morris para clássicos do Metallica e do Pink Floyd

quarta-feira, agosto 08, 2012
A cantora nova-iorquina Kendra Morris está trabalhando em um projeto muito legal. A ideia da artista é regravar, de maneira totalmente diferente, alguns clássicos do rock. E ela não economizou na criatividade!

Suas versões para “Ride the Lightning”, do Metallica, e “Shine On You Crazy Diamond”, do Pink Floyd, beiram o espetacular. Dando uma roupagem soul às composições, Kendra realçou detalhes e tornou ambas mais sombrias - no caso do clássico do Metallica - e sensuais - falando do Pink Floyd.

A bela vocalista também mandou bem em uma regravação de “Wicked Game”, maior sucesso de Chris Isakk.

Para ouvir, clique abaixo:

Lollapalooza pode trazer Pearl Jam, Black Keys, Jack White e Franz Ferdinand ao Brasil em 2013

quarta-feira, agosto 08, 2012
Segundo o jornalista Lúcio Ribeiro, da Popload, um dos caras mais bem informados da imprensa musical brasileira, a edição 2013 do Lollapalooza Brasil promete, e muito.

Antes, as coordenadas: a organização do festival já confirmou que a edição do ano que vem acontecerá nos dias 29, 30 e 31 de março (feriado de Páscoa) novamente no Jockey Club, em São Paulo. Em 2013 o Lolla ganhou um dia a mais em relação à primeira edição em solo brasileiro, que rolou em abril deste ano. A escalação oficial será anunciada em setembro, seguida pelo início da venda de ingressos.

Mas, conforme informações da Popload, algumas atrações já estariam confirmadas. O Black Keys já teria assinado o contrato para tocar no Lolla Brasil, enquanto as negociações com Jack White estariam no estágio final. Vale lembrar que ambos tocaram na recente edição do Lolla norte-americano, que rolou em Chicago no último final de semana. Seria a primeira vez que o Black Keys tocaria em nosso país, assim como veríamos pela primeira vez uma apresentação solo de Jack White - o cantor e guitarrista já se apresentou por aqui com o White Stripes. 

Além disso, estariam bem encaminhadas as negociações com o Pearl Jam - na verdade, informações dão conta de que a banda de Eddie Vedder já assinou o contrato com a organização do festival - e também com o Franz Ferdinand.

Se todas essas bandas forem confirmadas, a segunda edição do Lollapalooza Brasil será espetacular. Alguém duvida?

Graveyard anuncia detalhes de seu novo single

quarta-feira, agosto 08, 2012
Lights Out, o aguardado terceiro álbum do quarteto sueco Graveyard, será lançado no próximo dia 26 de outubro pela Nuclear Blast. 

Enquanto o disco não chega, a banda divulgou detalhes sobre o primeiro single do trabalho. A faixa “Goliath” será lançada em vinil de 7 polegadas, e também liberada para download oficial, em 21 de setembto. O compacto terá no lado B a inédita “Leaving You”, que não estará em Lights Out, e será lançado com quatro capas e em quatro cores diferentes. Ou seja, item de colecionador à vista.

Mantendo a evolução que vem apresentando, o Graveyard tem tudo para lançar um dos grandes discos de 2012. O sucessor do ótimo Hisingen Blues (2011) está a caminho, e promete ser excelente!

Biografia dos Beatles em quadrinhos sairá em novembro no Brasil

quarta-feira, agosto 08, 2012
Novidade no front. Baby’s in Black – O Quinto Beatle, graphic novel do alemão Arne Bellstorf que aborda o início da carreira dos Beatles, será lançada no país em novembro, durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Trata-se de um capítulo pouco conhecido da história de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. 

Baby’s in Black foi publicada originalmente na Alemanha em 2010 e em diversos países, como Estados Unidos, Espanha, Itália, Holanda, Inglaterra, Reino Unido, França e Dinamarca. A edição da editora 8Inverso terá 208 páginas, formato 17 x 24 cm, capa e miolo em preto e branco, com tradução do jornalista Augusto Paím. O preço ainda não foi definido.

Confira a sinopse de Baby´s in Black — O Quinto Beatle: A História de Astrid Kirchherr & Stuart Sutcliffe:

Hamburgo, 1960. Astrid Kirchherr terminou seu curso de arte e agora trabalha como assistente para seu antigo professor. Seu relacionamento com Klaus Voormann, um jovem designer gráfico, aos poucos fenece. Em uma noite de outubro, depois de outra discussão, Klaus retorna tarde da noite, empolgado com o que descobrira em St. Pauli, o bairro boêmio de Hamburgo: um grupo de jovens ingleses toca rock and roll num bar chamado Kaiserkeller. Quando Astrid decide acompanhar o namorado ao tal lugar naquela noite, ela não imagina que sua vida está prestes a mudar.

Assim, somos introduzidos à história que mostra o início dos Beatles antes de seu estouro como fenômeno pop e o envolvimento de Astrid com Stuart Sutcliffe, o quinto Beatle e grande amigo de John Lennon. A graphic novel de Arne Bellstorf explica a influência de Astrid sobre o visual dos Beatles e faz um retrato do difícil começo da banda que viria mudar a história da música e da cultura popular para sempre.

Abaixo você vê o primeiro preview divulgado pela 8Inverso.




7 de ago de 2012

Green Day na capa da nova Billboard Brasil

terça-feira, agosto 07, 2012

O trio norte-americano Green Day está na capa da nova edição da Billboard brasileira. A revista fala sobre os 25 anos de carreira da banda e o novo lançamento do grupo, a trilogia Uno!, Dos! e Tre!.

A nova Billboard tem também matérias com Alanis Morissette, Megadeth, Fiona Apple, Alabama Shakes, Marcelo Yuka e outros artistas, além das seções fixas tradicionais.

Você pode comprar a Billboard em bancas de todo o Brasil. Maiores informações sobre a revista e a nova edição podem ser conferidas no site oficial da publicação.

Ouça “I Will Wait”, a nova música do Mumford & Sons

terça-feira, agosto 07, 2012
O Mumford & Sons divulgou a faixa “I Will Wait”, presente em seu novo disco, Babel. O segundo álbum da banda tem lançamento marcado para 24 de setembro e uma missão duríssima: ser o sucessor do debut Sigh No More, de 2009, que vendeu mais de 2 milhões de cópias só nos Estados Unidos.

O quarteto liberou um vídeo com o áudio completo de “I Will Wait”, enquanto as cenas mostram apenas um rodovia infinita. O som vem com banjos em profusão e um arranjo crescente, bem na linha que consagrou a banda.

Ouça abaixo:

Ouça “It’s Not Because of You”, o novo single do Witchcraft

terça-feira, agosto 07, 2012
A banda sueca Witchcraft disponibilizou o primeiro single de seu aguardado novo disco, Legend. O primeiro trabalho do grupo em cinco anos chegará às lojas em 21 de setembro e marcará a estreia da nova formação do conjunto. Saiba mais clicando aqui.

“It’s Not Because of You” é uma boa faixa, com bastante melodia e ótimas linhas vocais, além de doses certeiras de psicodelismo e o clima setentista tradicional das composições do grupo.

Confira abaixo:

R.E.M. lança edição especial de 25 anos do álbum Document

terça-feira, agosto 07, 2012
Um dos grandes clássicos da carreira do R.E.M., Document, quinto disco da banda liderada pelo vocalista Michael Stipe, ganhará uma edição especial comemorando os 25 anos de seu lançamento - o disco chegou às lojas em 1 de setembro de 1987.

O box será lançado no próximo dia 25 de setembro e terá dois discos. O primeiro CD vem com o álbum original remasterizado e o segundo traz um show realizado em 14 de setembro de 1987 em Utrecht, na Holanda. Essa nova versão também será disponibilizada em vinil duplo de 180 gramas.

Document foi um marco na carreira do R.E.M.. O álbum foi o primeiro disco de platina do grupo, vendendo mais de 1 milhão de cópias. Os dois grandes primeiros sucessos do grupo estão no trabalho, “The One I Love” e “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)”. Após Document, a banda entrou em uma fase acendente e se tornou gigante em todo o mundo com discos como Green (1988), Out of Time (1991) e Automatic for the People (1992).

Confira abaixo o tracklist da edição comemorativa de Document:

CD 1:
1 Finest Worksong
2 Welcome to the Occupation
3 Exhuming McCarthy
4 Disturbance at the Heron House
5 Strange (Wire cover)
6 It's the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)
7 The One I Love
8 Fireplace
9 Lightnin' Hopkins
10 King of Birds
11 Oddfellows Local 151

CD 2 (Live in Holland, September 14, 1987):
1 Finest Worksong
2 These Days
3 Lightnin’ Hopkins
4 Welcome to the Occupation
5 Driver 8
6 Feeling Gravitys Pull
7 I Believe
8 The One I Love
9 Exhuming McCarthy
10 Wolves, Lower
11 Fall On Me
12 Just a Touch
13 Oddfellows Local 151
14 Little America
15 It's the End Of the World as We Know It (And I Feel Fine)
16 Begin the Begin
17 Disturbance at the Heron House
18 Moral Kiosk
19 Life and How to Live It
20 So. Central Rain

Os 30 discos que mudaram o metal extremo na capa da nova Terrorizer

terça-feira, agosto 07, 2012
A nova edição da revisa inglesa Terrorizer traz uma matéria de capa pra lá de interessante. Homenageando os 30 anos da Metal Blade, uma das gravadoras mais importantes da história do heavy metal, a revista listou os 30 discos que mudaram a história do metal extremo. Vale a conferida!

Além disso, o número 226 da Terrorizer tem matérias com Gojira, Darkthrone, Turbonegro, Katatonia, Enslaved, Slipknot e outros, além do tradicional CD de brinde.

Para comprar a nova edição, acesse o site oficial da Terrorizer.

Machine Head: assista ao clipe de “Darkness Within” e cinco músicas ao vivo no Wacken 2012

terça-feira, agosto 07, 2012
Uma das melhores músicas do último álbum do Machine Head, o fenomenal Unto the Locust (2011), ganhou um excelente videoclipe. Filmado em Praga, capital da República Checa, o vídeo de “Darkness Within” explora a peculiar e clássica arquitetura da cidade e, com uma fotografia excelente, acentua ainda mais o clima gótico e perturbador da letra. 

Assista abaixo e comprove:


E tem mais Machine Head. A banda norte-americana liderada pelo vocalista e guitarrista Robb Fynn se apresentou neste final de semana na edição 2012 do Wacken Open Air, o maior festival de heavy metal do mundo, na Alemanha. Cinco vídeos com filmagem profissional do show foram disponibilizados, documentando o estágio em que o grupo se encontra atualmente sobre o palco.

Assista o Machine Head no Wacken nos player abaixo:

Deep Purple lança edição especial de 40 anos do clássico Machine Head

terça-feira, agosto 07, 2012
O disco que mudou a vida do Deep Purple ganhará uma edição especial no próximo dia 8 de outubro. Essa é a data em que desembarca nas lojas a edição especial de 40 anos do álbum Machine Head.

O box terá 4 CDs e 1 DVD, mais encarte com a história do disco contada pelo baixista Roger Glover e pelo jornalista Phil Alexander, editor da revista Mojo. Há também uma entrevista com o fotógrafo da capa, Didi Zill, e depoimentos de músicos como Janick Gers, Peter Hook e Mikael Akerfeldt.

Entretanto, o conteúdo sonoro, que é o que mais importa, não é dos mais atrativos. Apesar das fartura de discos, o que temos é, a grosso modo, um mais do mesmo. Saca só: o primeiro CD traz a versão remasterizada do disco, o segundo vem com o remix feito por Roger Glover para a edição de 1997, o terceiro com o áudio original em Quad Stereo e o quarto CD uma apresentação ao vivo em Paris em 1972. Já o DVD vem com o áudio remasterizado em alta qualidade e surround mix.

Sinceramente, uma edição ao meu ver com conteúdo decepcionante e com cara de picareta, pois não acrescenta nada a quem coleciona material da banda. Um trabalho da envergadura de Machine Head merecia uma edição comemorativa com muito mais recheio e não apenas com uma embalagem bonita e com cara de “engana trouxa”.

6 de ago de 2012

Vídeos do Black Keys e Jack White no Lollapalooza 2012

segunda-feira, agosto 06, 2012
Rolou neste final de semana a edição 2012 do Lollapalooza, em Chicago. Entre as diversas atrações, que incluíram o único show do Black Sabbath fora da Europa este ano, duas das mais concorridas foram o Black Keys e Jack White.

Ambos divulgaram vídeos oficiais com músicas tocadas no Lolla norte-americano. 

Delicie-se abaixo:

Randy Blythe sai da prisão e divulga comunicado oficial

segunda-feira, agosto 06, 2012
Randy Blythe, vocalista do Lamb of God, finalmente foi liberado da prisão em que se encontrava em Praga, capital da República Checa. Após mais de um mês detido acusado pela morte de um fã em um show realizado no país em 2010, Blythe já está nos Estados Unidos com a sua família.

O Lamb of God confirmou a retomada da turnê de divulgação de seu último álbum, Resolution, e voltará à estrada nas próximas semanas. Já Blythe divulgou um comunicado oficial sobre o período em que esteve preso. O texto, bastante sincero, pode ser lido abaixo (a tradução é do blog Tenho Mais Discos Que Amigos):

Olá. Esse é D. Randall Blythe falando desde a minha amada cidade de Richmond, Virgínia, Estados Unidos da América. Eu fui solto recentemente da prisão de Pankrác na República Checa, após fiança, depois de um mês preso. Agora que estou livre, gostaria de dizer algumas coisas.

Enquanto estava na prisão, eu tinha conhecimento mínimo de como meu caso era visto em outros lugares a não ser na República Checa. Meu advogado me disse que eu tinha apoio de muitos colegas da indústria da música, minha cidade natal, fãs, e claro, minha família. Eu não posso expressar o quanto me emocionei com isso, com a leitura de uma fração das vozes que foram erguidas para me defender. Desde lendas da comunidade da música até fãs ao redor do globo, e mesmo pessoas que não sabiam da minha existência mas simpatizaram com a minha causa. Estou honrado. Eu não posso agradecer o suficiente pelos seus pensamentos positivos e preces. Eu gostaria de agradecer especialmente ao povo de Richmond por ficar ao meu lado. Nas 48 horas desde que estou em casa, muitas pessoas que eu nem conhecia me pararam na rua, sinalizaram e sorriram enquanto eu andava, ou disseram “olá” em um restaurante. Todos disseram: “Estamos felizes de ter você de volta em casa, Randy”. Vocês me deixam orgulhosos de poder chamar Richmond de lar.

Eu gostaria de deixar claro que não sofri abuso, nem das autoridades, nem de colegas de prisão, durante meu tempo em Pankrác. Eu não recebi nenhum tratamento especial, e era mais um no meio de todos os outros – não se engane, era prisão, não um reality show de reabilitação de celebridades. Mas eu fui tratado de forma justa pelos guardas e cordialmente pelos encarcerados. As pessoas estão morrendo de fome ao redor do planeta. Homens e mulheres perdem suas vidas diariamente no Oriente Médio e outras regiões destruídas por guerras. Eu tinha comida, roupas, abrigo e ninguém estava tentando me matar. Não posso reclamar de um curto período na cadeia enquanto tanta gente em outros lugares lutam pela sobrevivência diariamente.

Se for extremamente necessário, EU IREI voltar a Praga para um julgamento. Enquanto eu continuo afirmando que sou 100% inocente, eu NÃO irei me esconder nos Estados Unidos, onde estou seguro quanto à extradição e possível condenação. Enquanto escrevo isso, a família de um fã da minha banda sofre a indescritível e trágica perda de seu filho. Eles têm que lidar com constantes matérias a respeito das circunstâncias de sua morte, e que mudam de uma hora pra outra. Eu sou acusado de causar graves machucados a esse jovem, resultado em sua morte. Enquanto eu considero que as acusações feitas contra mim sejam absurdas e sem qualificação, minha opinião não faz diferença nesse assunto. A acusação existe, e para a família desse jovem as perguntas continuam no ar. A pior dor possível continua. É de conhecimento comum entre fãs da minha banda que eu também já perdi um filho. Eu, infelizmente, conheço a dor deles. Dessa forma, eu sei muito bem que em sua tristeza a família precisa e merece respostas reais, não uma explosão da mídia seguida pelo indivíduo acusado de ser o assassino de seu filho se escondendo como um covarde a milhas de distância enquanto eles sofrem. 

Eu sou um homem. Eu fui criado para enfrentar meus problemas de frente, não correr deles como uma criança petulante. Eu espero que a justiça seja feita e a família de Daniel N. receba o encerramento que eles precisam para facilitar o processo de cura. Eu sou MUITO CONVICTO de que, como um adulto, seria irresponsável e imoral não retornar a Praga se isso for necessário. Isso não diz respeito a dinheiro da fiança. Isso diz respeito a um jovem que perdeu sua vida. Eu vou agir com honra, e irei lutar para limpar meu bom nome nesse assunto. Obrigado por ler isso, desejo paz a todos.

“Alteração (ÉA!)”, o novo clipe de BNegão e Os Seletores de Frequência

segunda-feira, agosto 06, 2012
BNegão voltou com tudo com o álbum Sintoniza Lá, lançado no último mês de maio. O sucessor de Enxugando o Gelo, disco de 2003, ganhou agora o seu primeiro clipe. 

O vídeo de “Alteração (ÉA!)” traz a banda tocando o som e em situações cotidianas, tudo emoldurado por notas de rodapé com citações de nomes como Grouxo Marx, Moreira da Silva e Jorge Ben.

Caia no embalo dando play abaixo:

Assista “The Stalker”, o novo clipe do Black Drawing Chalks

segunda-feira, agosto 06, 2012
A banda goiana Black Drawing Chalks divulgou o segundo clipe do seu novo disco, No Dust Stuck On You. A faixa “The Stalker” ganhou um divertidíssimo vídeo estrelado por Renato Reno e Rodrigo Andrade, que se aventuram por situações que satiziram o baixista Denis Carvalho.

No Dust Stuck On You é o terceiro álbum dos caras e chegará às lojas no início de setembro. E “The Stalker” é um stoner pesadão que não economiza na psicodelia, alcançando um resultado final muito bom.

Assista abaixo - e no volume máximo!

Conheça a lista de indicados ao VMA 2012

segunda-feira, agosto 06, 2012
A edição 2012 do Video Music Awards, maior premiação do mundo dos videoclipes, acontecerá no próximo dia 6 de setembro. 

Os principais indicados da edição deste ano são Rihanna e Drake, concorrendo em cinco categorias, seguidos por Katy Perry, em quatro.

Confira abaixo a lista completa - em negrito, os meus palpites:

Vídeo do ano
Katy Perry, “Wide Awake”
Gotye, “Somebody That I Used To Know”
Rihanna, “We Found Love”
Drake feat. Rihanna, “Take Care”
M.I.A., “Bad Girls”

Revelação
Fun. feat. Janelle Monae, “We Are Young”
Carly Rae Jepsen, “Call Me Maybe”
Frank Ocean, “Swim Good”
One Direction, “What Makes You Beautiful”
The Wanted, “Glad You Came”

Melhor vídeo de hip-hop
Childish Gambino, “Heartbeat”
Drake feat. Lil Wayne, “HYFR”
Kanye West feat. Pusha T, Big Sean & 2 Chainz, “Mercy”
The Throne, “Paris”
Nicki Minaj feat. 2 Chainz, “Beez in the Trap”

Melhor vídeo masculino
Justin Bieber, “Boyfriend”
Frank Ocean, “Swim Good”
Drake feat. Rihanna, “Take Care”
Chris Brown, “Turn Up the Music”
Usher, “Climax”

Melhor vídeo feminino
Rihanna, “We Found Love”
Katy Perry, “Part of Me”
Beyoncé, “Love on Top”
Nicki Minaj, “Starships”
Selena Gomez & The Scene, “Love You Like a Love Song”

Melhor vídeo pop
One Direction, “What Makes You Beautiful”
Fun. feat. Janelle Monae, “We Are Young”
Rihanna, “We Found Love”
Justin Bieber, “Boyfriend”
Maroon 5 feat. Wiz Khalifa, “Payphone”

Melhor vídeo rock
Coldplay, “Paradise”
The Black Keys, “Lonely Boy”
Linkin Park, “BURN IT DOWN”
Jack White, “Sixteen Saltines”
Imagine Dragons, “It’s Time”

Melhor vídeo de Dance/Eletrônico
Duck Sauce, “Big Bad Wolf”
Calvin Harris, “Feel So Close”
Skrillex, “First of the Year (Equinox)”
Martin Solveig, “The Night Out”
Avicii, “Le7els”

Melhor “clipe com uma mensagem”
Demi Lovato, “Skyscraper”
Rise Against, “Ballad of Hollis Brown”
Kelly Clarkson, “Dark Side”
Gym Class Heroes, “The Fighter”
K’Naan feat. Nelly Furtado, “Is Anybody Out There?”
Lil Wayne, “How to Love”

Melhor direção de arte
Katy Perry, “Wide Awake”
Drake feat. Rihanna, “Take Care”
Lana Del Rey, “Born to Die”
Regina Spektor, “All the Rowboats”
Of Monsters & Men, “Little Talks”

Melhor coreografia
Chris Brown, “Turn Up the Music”
Rihanna, “Where Have You Been”
Beyoncé, “Countdown”
Avicii, “Le7els”
Jennifer Lopez f/Pitbull, “Dance Again”

Melhor direção de fotografia
M.I.A., “Bad Girls”
Adele, “Someone Like You”
Drake feat. Rihanna, “Take Care”
Coldplay feat. Rihanna, “Princess of China”
Lana Del Rey, “Born to Die”

Melhor direção
M.I.A., “Bad Girls”
Duck Sauce, “Big Bad Wolf”
Coldplay feat. Rihanna, “Princess of China”
Frank Ocean, “Swim Good”
The Throne, “Otis”

Melhor edição
Beyoncé, “Countdown”
A$AP Rocky, “Goldie”
Gotye, “Somebody That I Used to Know”
The Throne, “Paris”
Kanye West feat. Pusha T, Big Sean and 2 Chainz, “Mercy”

Melhores efeitos especiais
Katy Perry, “Wide Awake”
Rihanna, “Where Have You Been”
David Guetta feat. Nicki Minaj, “Turn Me On”
Linkin Park, “BURN IT DOWN”

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