31 de ago de 2012

Assista o lyric video de “The Wreckers”, novo single do Rush

sexta-feira, agosto 31, 2012
O Rush divulgou hoje o lyric video do segundo single de seu último disco, Clockwork Angels. A faixa “The Wreckers”, que tem um clima que remete às bandas inglesas da década de 1960, é um dos destaques do álbum e ganhou um vídeo simples, com um visual totalmente de acordo com o conteúdo de sua letra.

Assista e veja a capa do single abaixo:




Ouça o novo álbum do The Sheepdogs na íntegra

sexta-feira, agosto 31, 2012
O quarto álbum da banda canadense The Sheepdogs, batizado apenas com o nome do grupo, está disponível para audição via streaming. O disco foi produzido por Patrick Carney, baterista do Black Keys, e é o sucessor de Learn & Burn, de 2010.

Muita melodia, refrões fortes, canções com acentuado tempero country e um clima bem southern rock permeiam todo o trabalho. Enfim, uma audição gratificante!

Ouça abaixo:

Howlin Rain regrava Grateful Dead e James Gang

sexta-feira, agosto 31, 2012
Um dos nomes mais interessantes do atual rock norte-americano, o Howlin Rain é natural de San Francisco e faz um som psicodélico de primeira. Com três álbuns no currículo - Howlin Rain (2006), Magnificent Fiend (2008) e The Russian Wilds (2012), o grupo formado por Ethan Miller (vocal e guitarra), Joel Robinow (vocal, guitarra e teclado), Isaiah Mitchell (guitarra), Cyrus Comiskey (baixo) e Raj Ojha (bateria) merece uma audição apurada pelos apreciadores de um som contemporâneo, porém com pitadas setentistas.

Explorando suas influências, o quinteto mergulhou fundo em suas raízes e regravou duas pequenas pérolas do rock norte-americano dos anos 1970. “When the Morning Comes”, do Grateful Dead, e “Collage”, da James Gang, ganharam releituras bastante contemplativas e atmosféricas, com vocais celestias e arranjos minimalistas, lembrando, em alguns momentos, a sonoridade da Crosby, Stills, Nash & Young. Ambas estarão disponíveis a partir de 17 de setembro em um compacto de 7 polegadas com tiragem limitada a apenas 1.000 cópias, sendo 500 em vinil transparente e outras 500 na cor azul.

Para ouvir as faixas, clique no player abaixo:

  



30 de ago de 2012

Rolling Stones lançam box de The Brussels Affair em edição limitada

quinta-feira, agosto 30, 2012
Esta quinta-feira, 30 de agosto, foi realmente um dia especial para os fãs dos Stones. Depois da confirmação do retorno da banda aos palcos, de um possível novo disco do grupo e do lançamento do documentário Crossfire Hurricane, mais novidades para que curte a lendária banda inglesa.

Como você já sabe, os Rolling Stones colocaram em prática há alguns meses o projeto The Stones Archive, com o objetivo de disponibilizar para download oficial bootlegs de diversas de suas turnês, todos devidamente encorpados com um tratamento sonoro de primeira. O primeiro título dessa coleção, The Brussels Affair, ganhará uma limitadíssima edição em vinil e cheia de mimos.

Intitulada The Brussels Affair Box Set, a caixa traz três LPs de 180 gramas com o show, gravado durante a turnê de 1973, que promovia o álbum Goats Head Soup. Todos os boxes foram assinados a mão por Mick Jagger e trazem um encarte com textos do renomado crítico inglês Nick Kent, que acompanhou a banda naquela turnê. Há ainda fotos raras e inéditas dos fotógrafos Michael Putland e Claude Gassian, uma litografia oficial da tour e um relógio, tudo devidamente acondicionado em uma luxuosa embalagem. 

Foram disponibilizadas também duas versões ainda mais exclusivas. A Art Edition inclui uma impressão assinada pelo fotógrafo Michael Putland, e a Platinum Edition vem com a litografia também assinada por Jagger.


Abaixo você pode ver duas imagens pequenas do box (ainda não encontrei imagens em alta).



Iron Maiden lançará DVD Maiden England no primeiro semestre de 2013

quinta-feira, agosto 30, 2012
Você viu ontem aqui na Collectors Room que Steve Harris está na capa da nova edição da revista alemã RockHard, uma das mais respeitadas e tradicionais publicações especializadas em heavy metal no mundo.

Pois bem, em um trecho da entrevista para a RockHard, Harris confirmou o lançamento da versão em DVD do vídeo Maiden England, gravado originalmente em 1989 na cidade inglesa de Birmingham durante a turnê do álbum Seventh Son of a Seventh Son. Steve não informou a data e nem deu maiores detalhes sobre o conteúdo do DVD - como, por exemplo, a possível inclusão da aguardada terceira parte do documentário The History of Iron Maiden, cujos dois primeiros capítulos estão nos DVDs The Early Days (2004) e na reedição de Live After Death (2008) -, mas confirmou que essa nova versão de Maiden England chegará ao mercado no primeiro semestre de 2013.

Maiden England foi lançado originalmente em VHS em 8 de novembro de 1989. Há também uma rara edição em laserdisc, disponibilizada pela Pioneer no mesmo ano. Além do vídeo, a EMI lançou também um CD e um LP com o show, mas ambos estão fora de catálogo há tempos. Há também um box com o vídeo e o CD reunidos.

O Iron Maiden está atualmente em turnê pelos Estados Unidos e Canadá com a Maiden England Tour 2012, excursão apontada pela Billboard como a terceria mais lucrativa do primeiro semestre deste ano. Devido ao sucesso, essa turnê deve ser estentida para outros países nos próximos meses.

Green Day na capa da nova Rolling Stone italiana

quinta-feira, agosto 30, 2012
Billy Joe Armstrong, que além de vocalista e guitarrista é a cara do Green Day, estampa a sua face na capa da nova edição da Rolling Stone italiana. O músico fala sobre a trinca de lançamentos do grupo, Uno!, Dos! e Tre!, que desembarcam nas lojas até o primeiro semestre de 2013.

Além disso, a Rolling Stone da terra da bota traz matérias com Neil Young, Batman, The Darkness, The XX e Animal Collective, entre outros.

Para comprar a sua, acesse o site oficial.


Os melhores guitarristas do rock argentino na nova Rolling Stone hermana

quinta-feira, agosto 30, 2012
A nova edição da Rolling Stone argentina é pra colecionador. Com o lendário Pappo Napolitano na capa, a revista traz uma matéria especial sobre os 100 maiores guitarristas do rock argentino.

Para comprar a sua e saber mais sobre o sempre excelente rock do país vizinho, acesse o site oficial da revista.

Crossfire Hurricane, novo documentário sobre os Rolling Stones

quinta-feira, agosto 30, 2012
Mais Stones nesta quinta-feira. Estreará em outubro nos cinemas o documentário Crossfire Hurricane. Dirigido por Brett Morgen, o filme aborda a carreira da banda tendo como ponto de partida o clássico Exile on Main Street (1972) e indo até os dias de hoje.

Crossfire Hurricane terá muitas cenas inéditas, incluindo comentários de Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood, além dos ex-integrantes Bill Wyman e Mick Taylor.

Segundo Morgen, “o filme convida o público a experimentar em primeira mão a jornada quase mítica dos Stones rumo à realeza do rock and roll. Não se trata em uma lição de história, mas sim de um ponto de vista único, uma espécie de montanha-russa auditiva e visual”.

Crossfire Hurricane estreará nos cinemas em outubro, mas ainda não há informação se o filme passará em alguma sala aqui no Brasil. Caso isso não aconteça, fiquem tranquilos, pois o documentário será lançado em DVD em todo o mundo durante o mês de novembro.

Rolling Stones: quatro shows confirmados em novembro e possível novo álbum

quinta-feira, agosto 30, 2012
Os Rolling Stones farão quatro shows em novembro, todos comemorativos aos 50 anos de carreira da banda. As apresentações acontecerão na O2 Arena, em Londres, e no Brooklyn’s Barclays Center, em Nova York, com duas datas em cada local. A informação é da Billboard. Os promotores dos concertos são Richard Branson, o magnata dono da Virgin, e o australiano Paul Dainty, proprietário de um conglomerado de comunicação. A banda receberá 25 milhões de dólares pelos quatro shows, cujas datas ainda não foram anunciadas.

A última turnê dos Stones aconteceu em 2007, mas desde o início do ano era ventilada a possibilidade de Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts se reunirem este ano em comemoração ao cinquentenário da banda.

Além disso, tem mais novidades sobre o grupo. Jagger postou em seu perfil no Twitter que o quarteto esteve em um estúdio em Paris na semana passada, trabalhando em músicas do que pode ser um novo disco de estúdio do conjunto. O último álbum dos Stones é A Bigger Bang, lançado em 2005.

Assista “Longevity”, o novo clipe do Yeasayer

quinta-feira, agosto 30, 2012
Maravilha do dia: a banda norte-americana Yeasayer lançou o primeiro clipe de seu novo disco, Fragrant World. A excelente e deliciosa “Longevity”, um pop psicodélico descompromissado e pra lá de agradável, recebeu um vídeo que mostra o grupo tocando em um estúdio, enquanto o vocalista Chris Keating envelhece cada vez mais.

Altamente recomendado!

Assista abaixo:

29 de ago de 2012

Ouça mais duas músicas inéditas do Red Hot Chili Peppers

quarta-feira, agosto 29, 2012
Dando sequência ao seu plano de lançar 18 músicas inéditas até o início de 2013, o Red Hot Chili Peppers divulgou mais duas faixas gravadas durante as sessões de seu último disco, I’m With You.

“Magpies on Fire” é uma simpática e contemplativa balada, que poderia muito bem ter entrado no tracklist original do álbum. Já “Victorian Machinery” é um rock guiado pelo baixo de Flea, e tem cara de sobra mesmo.

Ambas foram lançadas em um compacto de 7 polegadas, que já está à venda.

Ouça abaixo:

Eddie Van Halen sofre cirurgia de emergência e banda cancela todos os seus compromissos até 2013

quarta-feira, agosto 29, 2012
Más notícias: o guitarrista Eddie Van Halen teve que ser submetido a uma cirurgia de emergência nesta quarta-feira, 29/08. O músico de 57 anos sofreu um procedimento cirúrgico devido a uma severa crise de diverticulite. Não foram divulgadas ainda informações sobre o estado de saúde de Eddie, bem como o status de seu pós-operatório.

A recuperação é estimada entre 4 e 6 meses, o que faz com que o Van Halen paralise a sua atual turnê até o guitarrista estar em plenas condições de saúde. A banda tinha uma tour japonesa agendada para novembro, mas esse giro será adiado e remarcado para uma data futura.

Estimamos melhoras a Eddie, e que ele se recupere bem.

Box com 10 discos passa a limpo a carreira de B.B. King

quarta-feira, agosto 29, 2012
A Universal está trabalhando em um grande box comemorativo pelos cinquenta anos de contrato de B.B. King com a ABC Paramount. Intitulada Ladies and Gentlemen ... Mr B.B. King, a caixa traz dez CDs compilados pela dupla de produtores Bill Levenson e Andy McKaie, dois dos profissionais mais premiados da gravadora.

Dois destes dez discos são dedicados inteiramente às primeiras gravações de B.B. King para os selos Bullet, Modern/RPM e Kent/Crown, enquanto os outros oito trazem material gravado para a ABC, Impulse, MCA e Geffen.O tracklist ainda não foi anunciado, mas o box trará músicas gravadas ao lado de nomes como Etta James, Rolling Stones e U2, entre outros. Cada CD virá com uma capa diferente contendo uma foto de uma fase distinta da carreira de King, e o box contará também com um livro de 72 páginas com a trajetória do bluesman, com fotos e informações sobre todas as faixas. Uma versão mais magra do box, com apenas quatro discos, também será lançada.

Ladies and Gentlemen ... Mr B.B. King chegará às lojas no dia 25 de setembro, enquanto a versão slim do box, com os 4 discos, será lançada em 9 de outubro. A caixa já está disponível para pré-venda na Amazon, e você pode encomendar a sua clicando neste link.

Não preciso nem dizer que o material é de altíssima qualidade e um verdadeiro tesouro para quem gosta de blues, certo?

Só para dar água na boca, confira uma prévia do box no player abaixo:

Os melhores discos brasileiros de todos os tempos

quarta-feira, agosto 29, 2012
O site do Estadão está com uma enquete bem interessante no ar. Os caras querem saber qual é o melhor disco brasileiro de todos os tempos. A resposta é difícil, sem dúvida. Hoje, dia 29/08, a lista disponível no Estadão contém os 30 álbuns mais citados nas respostas dos leitores - confira aqui. Temos títulos que vão de João Gilberto a Los Hermanos, passando por clássicos inquestionáveis gravados por artistas como Jorge Ben, Tim Maia, Chico Buarque, Roberto Carlos, Novos Baianos, Raul Seixas e muitos outros.

Tentanto responder essa complicada questão, a Rolling Stone brasileira promoveu, em 2007, uma eleição parecida. A revista fez essa mesma pergunta a 60 pesquisadores, produtores e jornalistas da cena musical de nosso país, e cada um poderia escolher 20 títulos em sua resposta. A única recomendação da Rolling Stone é que os títulos deveriam se basear no “valor artístico intrínseco e importância histórica, ou seja, quanto o álbum influenciou outros artistas”.

A lista final com os 100 melhores segundo o júri da Rolling Stone foi publicada em uma edição especial lançada em outubro de 2007. Eis a lista:


  1. Novos Baianos - Acabou Chorare (1972)
  2. Vários Artistas - Tropicália ou Panis et Circencis (1968)
  3. Chico Buarque - Construção (1971)
  4. Chega de Saudade - João Gilberto (1959)
  5. Secos & Molhados - Secos & Molhados (1973)
  6. Jorge Ben - A Tábua de Esmeralda (1974)
  7. Milton Nascimento & Lô Borges - Clube da Esquina (1972)
  8. Cartola - Cartola (1976)
  9. Os Mutantes - Os Mutantes (1968)
  10. Caetano Veloso - Transa (1972)
  11. Elis Regina & Tom Jobim - Elis & Tom (1974)
  12. Raul Seixas - Krig-ha, Bandolo! (1973)
  13. Chico Science & Nação Zumbi - Da Lama ao Caos (1994)
  14. Racionais MC’s - Sobrevivendo no Inferno (1998)
  15. Jorge Ben - Samba Esquema Novo (1963)
  16. Rita Lee - Fruto Proibido (1975)
  17. Tim Maia - Racional (1975)
  18. Chico Science & Nação Zumbi - Afrociberdelia (1996)
  19. Titãs - Cabeça Dinossauro (1986)
  20. Gal Costa - Fa-tal (1971)
  21. Legião Urbana - Dois (1986)
  22. Os Mutantes - A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970)
  23. Moacir Santos - Coisas (1965)
  24. Roberto Carlos - Em Ritmo de Aventura (1967)
  25. Tim Maia - Tim Maia (1970)
  26. Gilberto Gil - Expresso 2222 (1972)
  27. Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia (1985)
  28. Roberto Carlos - Roberto Carlos (1971)
  29. Baden Powell e Vinícius de Moraes - Os Afro-Sambas (1966)
  30. Paulinho da Viola - A Dança da Solidão (1972)
  31. Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo (1970)
  32. Luiz Melodia - Pérola Negra (1973)
  33. Dorival Caymmi - Caymmi e Seu Violão (1959)
  34. Arnaldo Baptista - Lóki? (1974)
  35. Tom Zé - Estudando o Samba (1976)
  36. Elis Regina - Falso Brilhante (1976)
  37. Caetano Veloso - Caetano Veloso (1968)
  38. Banda Black Rio - Maria Fumaça (1977)
  39. Os Paralamas do Sucesso - Selvagem? (1986)
  40. Legião Urbana - Legião Urbana (1985)
  41. Chico Buarque - Meus Caros Amigos (1976)
  42. Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho (2001)
  43. Gilberto Gil - Refazenda (1975)
  44. Os Mutantes - Mutantes (1969)
  45. Raimundos - Raimundos (1994)
  46. Sepultura - Chaos A.D. (1993)
  47. João Gilberto - João Gilberto (1973)
  48. Biltz - As Aventuras da Blitz (1982)
  49. Tim Maia - Racional Vol 2 (1976)
  50. Walter Franco - Revolver (1975)
  51. Arrigo Barnabé - Clara Crocodilo (1980)
  52. Cartola - Cartola (1974)
  53. Raul Seixas - Novo Aeon (1975)
  54. Gilberto Gil - Refavela (1977)
  55. Paulinho da Viola - Nervos de Aço (1973)
  56. João Gilberto - Amoroso (1977)
  57. Plebe Rude - O Concreto Já Rachou (1986)
  58. Tom Jobim - Antônio Carlos Jobim (1963)
  59. Elizeth Cardoso - Canção do Amor Demais (1958)
  60. Gilberto Gil & Jorge Ben - Gil & Jorge (1975)
  61. Jorge Ben - Força Bruta (1970)
  62. Marisa Monte - MM (1989)
  63. Milton Nascimento - Milagre dos Peixes (1973)
  64. Vários Artistas - Show Opinião (1965)
  65. Nelson Cavaquinho - Nelson Cavaquinho (1973)
  66. Caetano Veloso - Cinema Transcendental (1979)
  67. Jorge Ben - África Brasil (1976)
  68. Los Hermanos - Ventura (2003)
  69. Mundo Livre S/A - Samba Esquema Noise (1994)
  70. João Gilberto, Stan Getz e Tom Jobim - Getz / Gilberto (1963)
  71. Aracy de Almeida - Noel Rosa e Aracy de Almeida (1950)
  72. Os Mutantes - Jardim Elétrico (1971)
  73. Ângela Rô Rô - Ângela Rô Rô (1979)
  74. Titãs - Õ Blésq Blom (1989)
  75. Tim Maia - Tim Maia (1971)
  76. João Donato - A Bad Donato (1970)
  77. Dorival Caymmi - Canções Praieiras (1954)
  78. Gilberto Gil - Gilberto Gil (1968)
  79. Maria Bethânia - Álibi (1978)
  80. Gal Costa - Gal Costa (1969)
  81. Ira! - Psicoacústica (1988)
  82. Roberto Carlos - O Inimitável (1968)
  83. Tom Jobim - Matita Perê (1973)
  84. Caetano Veloso - Qualquer Coisa / Jóia (1975)
  85. Roberto Carlos - Jovem Guarda (1965)
  86. Itamar Assumpção - Beleléu, Leléu, Eu (1980)
  87. Marisa Monte - Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão (1994)
  88. Racionais MC’s - Nada como um Dia Após o Outro (2002)
  89. Kid Abelha - Meio Desligado (1994)
  90. João Donato - Quem é Quem (1973)
  91. Gal Costa - Cantar (1974)
  92. Tom Jobim - Wave (1967)
  93. O Rappa - Lado B Lado A (1999)
  94. Ira! - Vivendo e Não Aprendendo (1986)
  95. Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil & Maria Bethânia - Doces Bárbaros (1976)
  96. Júpiter Maçã - A Sétima Efervescência (1997)
  97. Caetano Veloso - Araçá Azul (1973)
  98. Elis Regina - Elis (1972)
  99. RPM - Revoluções por Minuto (1985)
  100. Egberto Gismonti - Circense (1980)


Os artistas mais citados na lista da Rolling Stone foram Caetano Veloso e Gilberto Gil, ambos com 6 discos, seguidos por Jorge Ben (5), João Gilberto (4), Tom Jobim (4), Os Mutantes (4), Roberto Carlos (4), Gal Costa (4) e Tim Maia (4). O disco mais antigo data de 1950, e o mais recente de 2003.

O fato é que, independentemente da resposta, a música brasileira é uma das mais ricas do mundo. A mistura de culturas e raças que formou o Brasil se reflete de forma direta na música que produzimos, fazendo surgir trabalhos refinados como Wave, de Tom Jobim, e maravilhosas miscelâneas sonoras como Acabou Chorare, dos Novos Baianos. Tudo isso com uma identidade que, por mais distante que sejam os gêneros explorados, se mantém no DNA do música brasileiro. 

A inventividade, a criatividade e a liberdade de quem cresceu e foi criado em uma sociedade tão ampla e contrastante como a nossa foi capaz de produzir uma riquíssima tradição e cultura musical como poucas em todo o mundo. Não dá para comparar a influência da música brasileira com a norte-americana, por exemplo, berço do blues, do jazz, funk, soul, rock e inúmeros outros estilos, mas não estamos tão distantes assim.

O que falta muitas vezes, principalmente para as gerações mais novas e para os onipresentes, limitados, bitolados e sempre desnecessários fãs de um único gênero, é ter a curiosidade de pesquisar e conhecer novos sons. Ao abrir a cabeça, ao liberar as amarras da mente, a recompensa passa a ser constante e diária. Discos como A Bad Donato, por exemplo, mantém o frescor de quando foram lançados, há quase quatro décadas atrás. Jorge Ben é um artista único no mundo, um cara que só pode ser definido por uma palavra: gênio.

Essas eleições que acontecem de tempos em tempos são sempre válidas porque, mais do que apenas saciar a curiosidade a respeito do resultado final, servem de porta de entrada e fonte de pesquisa para quem quer se aprofundar na música que é produzida aqui no nosso país, no nosso chão. 

Posso dizer, por experiência própria, que a retorno é gratificante e sublime. Experimente!

Entrevista com o colecionador Cesar Garcia

quarta-feira, agosto 29, 2012
Cesar, para começarmos o nosso papo, gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores: quem você é e o que você faz?

Um abraço para todos os leitores da Collectors Room! Nasci no Rio de Janeiro, tenho 29 anos, sou jornalista por formação e atualmente trabalho em uma rádio difusora FM no interior do estado do Rio de Janeiro.

Qual foi o seu primeiro disco? Como você o conseguiu e que idade você tinha? Você ainda tem esse álbum na sua coleção?

Meu primeiro disco provavelmente foi um do Trem da Alegria. Mas o que mudou minha vida foi a aquisição de Help!, do Beatles. Tinha 10 anos e foi numa tarde de sábado no ano de 1993 no supermercado Bon Marché, na Ilha do Governador. Minha mãe sempre me falava dos Beatles, pois foi a banda predileta dela, como a de quase todos, na década de 1960. Então, vasculhando o setor de música do supermercado, que na época vendia vinis e k-7’s, achei uma edição do álbum remasterizado e corri para pedir para minha mãe que o comprasse. Para minha surpresa, ela me presenteou com o álbum. A audição quando cheguei em casa foi mágica, lembro de ter gostado do disco inteiro, tanto que fiz uma cópia em K-7 para curtir no walkman. Tenho o LP até hoje e ele é a minha relíquia inaugural da modesta coleção.


Você lembra o que sentiu ao adquirir o seu primeiro LP?

Foi uma sensação fabulosa, naquele instante fui inoculado pelo vírus da indústria cultural do século XX e logo pelos Beatles. Acredito que mais da metade dos colecionadores espalhados pelo mundo tenham começado as suas coleções através da aquisição dos petardos dos cabeludos de Liverpool. Logo depois do primeiro disco, apareceu lá em casa uma coletânea dupla do Paul McCartney, que tenho até hoje, o que fez com que eu desenvolvesse um apreço especial por Paul, sendo até hoje meu favorito dentre as carreiras solo dos integrantes dos Beatles.

Porque você começou a colecionar discos, e com que idade você iniciou a sua coleção? Teve algum momento, algum fato na sua vida, que marcou essa mudança de ouvinte normal de música para um colecionador?

A coleção de vinil mesmo só começou bem depois de eu ter descolado meu primeiro álbum. Depois do Help!, lembro de ter adquirido k-7´s originais que vendiam muito no início da década de 1990. A primeira coleção completa de álbuns que obtive foi do Guns N’ Roses - comprei todos os k-7´s originais, depois me desfiz deles e comprei tudo novamente em CD. Ao longo da década de 1990 adquiri mais CDs e só fui me interessar mais profundamente pelos bolachões já com 18 anos. Adorava, como todo jovem amante de música na época, ler a revista ShowBizz, principalmente a seção Minha Coleção. Fui me interessando por aquelas histórias de personalidades do mundo da música que mostravam suas coleções. Lembro de ter ficado amarradão nas coleções do Marcelo Nova, do Roberto Maia, do Ed Motta e do Kid Vinil. Daí comecei a rondar os sebos do centro da cidade do Rio de Janeiro e adquirir vinis com certa assiduidade. Sempre gostei de comprar CD também, mas os preços dos discos de vinil eram mais atraentes para um durango de 18 anos, Comprava LPs de bandas setentistas por R$ 5,00 e até algumas barbadas por R$ 2,50. Foi dessas peregrinações por lojas do centro e da zona sul carioca que começei a sujar as pontas dos dedos e a unha na insaciável caça, como diz o colecionador Jorge Cravo, “em busca das bolachas perdidas”.

Alguém da sua família, ou um amigo, o influenciou para que você se transformasse em um colecionador?

Sim, meu tio e meus primos mais velhos. Meu tio foi discotecário na década de 1980 e possuía um acervo bem específico voltado para os sons dançantes da década. Lembro de passar um tempo ouvindo com ele algumas bandas. Esse ritual de ouvir som, bater papo e manusear as capas foi o que me conquistou. Quanto ao meus primos mais velhos, o que rolava de vinil na casa deles era hard e heavy metal. Rolava na vitrola Flotsam and Jetsam, Exciter, White Lion, Faith No More, Metallica, e de vez em quando um Michael Jackson também. Há um fator de influência também para meu impulso de comprador de discos que foi e são os jornalistas musicais como Sergio Martins, Tárik de Souza, Bento Araújo da poeira Zine, o Pedro Alexandre Sanches, o Ruy Castro e outros.

Inicialmente, qual era o seu interesse pela música? De que gêneros você curtia? O que o atraía na música? 

Comecei ouvindo Beatles, como já mencionei, mas conjuntamente curtia a cena grunge que despontava no início da década de 1990, e a minha banda favorita era Alice in Chains. Adorava ouvir “Man in the Box” na Rádio Cidade. Gostava do Nirvana também. Depois parti para o metal, Sepultura, Maiden, Viper, Machine Head, Slayer. No final da década de 1990 descobri os hards setentistas e pirei. Virei fã de carteirinha de bandas como Zeppelin, Purple, Mountain, Ten Years After e muitas outras. Meu interesse pela música era inicialmente o peso do rock and roll, depois fui buscando ouvir os instrumentos e apreciar um lado mais técnico, arranjos, orquestrações, timbres e texturas. Esses elementos passaram a influenciar na forma como eu ouço música até hoje. Independente do gênero busco primeiramente uma coerência musical, um mínimo de cuidado na produção que faz toda a diferença no resultado final quando a música entra no disco.




Quantos discos você tem?

Tenho por volta de uns 800 vinis e uns 300 CDs.

Qual gênero musical domina a sua coleção? E, atualmente, que estilo é o seu preferido? Essa preferência variou ao longo dos anos, ou permaneceu sempre a mesma?

Música brasileira e suas muitas variantes. Não tenho um estilo específico preferido, ouço muitas coisas bem heterogêneas como soul-jazz, samba-jazz, música latina, progressivo, samba tradicional, bossa nova e vai embora ... 

Você possui discos de vários gêneros diferentes. Como nasceu esse interesse por estilos tão variados como rock, soul e MPB?

O rock é um estilo pelo qual tenho muita afeição e identidade, vou sempre reverenciá-lo dentro do meu gosto pela música. O interesse por música brasileira surgiu no início da década de 2000 através de umas reedições em CD feitas pelo baterista dos Titãs, Charles Gavin. Tive contato nessa época com obras de grupos como Secos & Molhados, A Barca do Sol e Som Nosso de Cada Dia e fiquei bastante impressionado pela qualidade dos álbuns. De fato percebi que nossos músicos não devem nada aos gringos, pelo contrário, pude constatar que na Europa e no Japão os discos de música brasileira são disputadíssimos em sebos e feiras de vinis. Daí começou o ímpeto de pesquisar sobre a cena musical brasileira e a correr atrás de alguns álbuns, fui descobrindo verdadeiras obras-primas da nossa história musical, principalmente dentro do universo de instrumentistas, que compõem o que os gringos chamam de jazz brasileiro. Recomendo sempre a amigos que iniciam suas coleções a não menosprezarem o rico universo musical de nosso país. 

Muito legal essa sua postura. Realmente temos muitos músicos ótimos aqui no Brasil, muito além do que é vendido como “bom” nas rádios e TVs da vida. Vinil ou CD? Qual você prefere e quais são os pontos fortes de cada formato, na sua opinião?

Vinil! Para mim o som do vinil é imbatível, principalmente os sons graves que são preservados na gravação. Não à toa, diversos LPs vinham (e vem) com o selo “alta fidelidade” estampado. O CD também é legal, gosto das reedições que são feitas, reproduzindo as contra-capas, o selo original, e até a melhora do som, em alguns casos, dentro dos processos de remasterização.



Existe algum instrumento musical específico que o atrai quando você ouve música?

Adoro ouvir o som da bateria e suas variações e vertentes dentro do jazz, do soul, do samba e até do heavy metal.

Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos? 

Um brechó de roupas usadas e também na casa de uma senhora aposentada que estava vendendo sua coleção. Nos dois casos consegui várias relíquias como o disco Donato e Deodato, uma coleção de compactos dos Beatles, vários de jazz e por aí vai!

Qual foi a melhor loja de discos que você já conheceu?

Tem várias, mas a melhor foi uma chamada Empório Musical, que fica na Praça Tiradentes no centro do Rio de Janeiro. Sem exageros, a loja deveria ter uns 50 mil discos. O único problema que ela era muito cara! Outra muito bacana no Rio é a Tracks na Gávea, para quem curte jazz e música brasileira é a mais especializada em todo o estado. Não posso deixar de mencionar também a saudosa Modern Sound, que deixou milhares de órfãos recentemente, quando fechou as suas portas.

Conte-me uma história triste na sua vida de colecionador. 

Acredito que as tristezas que tive ocorrem com todo colecionador, que é aquele disco que nos escapa das mãos, quando o vendemos e não conseguimos mais recuperá-lo, batendo aquele arrependimento, ou quando batemos o olho em um álbum em uma loja e quando voltamos entusiasmados para comprá-lo ele não está mais lá.




Como você organiza e guarda a sua coleção?

Organizo por estilo e afinidade. Por exemplo: um disco do vibrafonista Milt Jackson lançado na década de 1970 possui inflexões soul, daí guardo junto com a turma da black music. Todos estão em ordem alfabética também.

Além da música, que outros fatores o atraem em um disco?

Sou rato de ficha técnica. Quando estou com um disco na mão quero saber quem compôs cada faixa, o ano de lançamento, quais músicos participaram das gravações, quem foi o produtor, que foi o maestro ou arranjador, quem masterizou, qual foi o autor da capa e muitas outras maluquices.

Quais são os itens mais raros da sua coleção?

Não possuo muitos discos raros, esse nunca foi um fator de interesse meu, gosto do som. Acho um absurdo pagar 500 reais em um disco, jamais farei isso! Mas existem aqueles que você paga barato e quando vai ver ele vale muito mais do que você pagou. Os itens mais raros da minha coleção seguem essa tendência, e por incrível que pareça eu não paguei um centavo por eles, ganhei todos, que é o caso de uma banda brasileira chamada Black Zé e o disco Só para os Loucos ... Só para os Raros, presenteado por um amigo. Descobri que esse álbum é bem raro e muito cultuado dentro do universo dos colecionadores de rock psicodélico brasileiro. O outro caso é um disco da banda setentista alemã Jeronimo, Time Ride, lançado pelo selo brasileiro Sábado Som. Descobri que os discos desse selo valem uma grana no mercado de colecionadores. E o último item raro da minha coleção é o White Album dos Beatles, edição nacional com a faixa “Revolution” fora de rotação. Quando ouvi pela primeira vez achei que o toca-discos tinha dado defeito, depois é que vi que apenas essa faixa saía completamente da rotação 33 rpm. Pesquisei na rede e vi que esse álbum é bem cotado no mercado dos Beatlemaníacos.

Você tem ciúmes dos seus discos?

Com certeza. Meus vinis não empresto para ninguém. Os CDs, dependendo do amigo, eu empresto, mas fico ansioso pela devolução do item o mais rápido possível.



Quando você está em uma loja procurando discos, possui algum método específico de pesquisa, alguma mania, na hora de comprar novos itens para a sua coleção?

Não costumo fazer listas, adoro surpresas! Já cansei de sair obstinado por um álbum e por ter pouca grana acabar comprando algum que me despertou aquele interesse imediato a que todo colecionador é acometido. Não possuo métodos também não, a única mania que tenho quando entro em uma loja de discos é ir primeiro para a seção de música brasileira e vasculhá-la por completo.

O que significa ser um colecionador de discos?

Significa adentrar no universo da complexa e fascinante cultura musical e ser, além de tudo, um entusiasta da memória, pois colecionar itens culturais foi algo propagado no Renascimento e é um hábito que se mantém vivo até hoje em nossa sociedade. E os discos, assim como os livros e filmes, são instrumentos de preservação da memória carregados de muito afeto. Todos aqueles que partilham desse ideal estão contribuindo para que a música seja apreciada pelas gerações futuras, mesmo que inconscientemente. 

O que mudou da época em que você começou a comprar discos para os dias de hoje, onde as lojas estão em extinção? Do que você sente mais saudade?

O que mudou foi o aparecimento da internet. Sem dúvida a rede foi e é responsável por muitas lojas fecharem suas portas. Eu mesmo diminuí a frequência em comprar discos. Sinto mais saudade daqueles bate-papos que ocorriam nas lojas, dos donos indicando álbuns, de tardes inteiras de pesquisa em uma única loja. Realmente sinto bastante falta desse universo, e confesso que não gosto de comprar álbuns pela internet.

Quais bandas e discos você tem ouvido atualmente, e recomenda para os nossos leitores?

Vou indicar quatro álbuns que tenho escutado recentemente de estilos completamente diferentes uns dos outros. Primeiro um CD maravilhoso do vibrafonista Stefon Harris, chamado Evolution. O que mais me chama a atenção nesse álbum é a atuação do baterista de jazz Terreon Gully - leitores, pesquisem sobre esse cara! O outro disco é um de rock do ex-Hüsker Dü Bob Mould, Workbook, lançado em 1989, uma obra-prima do começo ao fim! Na música brasileira recomendo o álbum solo do Bid, Bambas & Biritas Vol.1, líder do grupo paulistano Funk como Le Gusta. E por último o disco da dupla Doug & Jean Carn, Higher Ground, simplesmente uma pauleira de soul-jazz com muito Fender Rhodes e um vocal soul feminino estarrecedor!




Chris Robinson na capa da nova edição da Relix

quarta-feira, agosto 29, 2012
O Black Crowes está em recesso, mas Chris Robinson, seu vocalista, não - muito pelo contrário! O músico montou uma nova banda, a ótima Chris Robinson Brotherhood, e já lançou o seu primeiro disco, o excelente Big Moon Ritual, em junho de 2012. Ainda este ano, em setembro, chegará às lojas o segundo álbum do grupo, The Magic Door. Toda essa história é contada em entrevista e matéria exclusiva da nova edição da revista norte-americana Relix, que intitulou Robinson como “California’s New Cosmic Cowboy”.

O novo número da Relix tem também John Cale, Grizzly Bear, Pollies, Dispatch, Yeasayer e outros grupos, e mais uma matéria especial sobre a região de Muscle Shoals, no Alabama, onde, durante a década de 1970, nomes como Rolling Stones e Bob Dylan buscaram inspiração para gravar trabalhos clássicos e hoje floresce uma nova e interessantíssima cena com bandas como The Pine Hill Haints, The Local Saints e Fiddleworms. E, como toda revista gringa, a nova Relix vem com um CD de brinde, cujo conteúdo ainda não foi divulgado.

Para comprar, acesse o site oficial da publicação.

Nick Cave na capa da nova edição da Uncut

quarta-feira, agosto 29, 2012
Nick Cave está na capa da nova edição da Uncut. Em entrevista exclusiva, o músico australiano fala da experiência cinematográfica que está vivendo com Lawless, filme que escreveu o roteiro e também é o autor da trilha sonora. Cave conta também quais são os planos para o futuro dos Bad Seeds, a banda que sempre o acompanhou em sua carreira, e os projetos que pretende levar a cabo em sua carreira como ator.

A revista traz também muitas outras matérias. David Byrne e St Vicent falam sobre o álbum que escreveram juntos, enquanto o editor da Uncut, Allan Jones, escreveu o primeiro review sobre o novo disco de Bob Dylan, o aguardado Tempest. Há também um guia sobre os diversos álbuns ao vivo do Grateful Dead, entrevistas com John Paul Jones, Grandaddy e First Aid Kit, e o tradicional CD que acompanha a revista, nessa edição com sons de nomes como Calexico, Dinosaur Jr, Sebadoh e Chris Robinson Brotherhood.

No Brasil, a Uncut pode ser encontrada em bancas de revistas e em grandes redes de livrarias como a Saraiva e a Cultura. Ou você pode comprar a nova edição diretamente no site da publicação.

28 de ago de 2012

Os melhores discos dos Rolling Stones segundo a Rolling Stone

terça-feira, agosto 28, 2012
Celebrando os 50 anos dos Rolling Stones, a Rolling Stone publicou em seu site um guia com os melhores álbuns da longa discografia da banda - clique aqui para ler a matéria original, em inglês

Divididos em quatro categorias - Prateleira de Cima, Apenas os Grandes, Os Primeiros e Negligenciados e Subestimados -, os editores da revista listaram os 19 discos dos Stones que não podem passar batido por quem gosta de rock.

Confira abaixo o melhor dos Stones segundo a Rolling Stone:

Prateleira de Cima

Beggars Banquet (1968)
Let It Bleed (1969)
Sticky Fingers (1971)
Exile on Main Street (1972)

Apenas os Grandes

Aftermath (1966)
Between the Buttons (1967)
Some Girls (1978)
Tattoo You (1981)

Os Primeiros

Now! (1965)
Out of Our Heads (1965)
December’s Children (And Everybody’s) (1965)

Negligenciados e Subestimados

Their Satanic Majesties Request (1967)
Flowers (1967)
Goats Head Soup (1973)
Black and Blue (1976)
Emotional Rescue (1980)
Undercover (1983)
Dirty Work (1985)
A Bigger Bang (2005)

Guia de Compras: Frank Zappa

terça-feira, agosto 28, 2012
São mais de sessenta álbuns oficiais lançados pelo mestre. Frank Zappa costumava chamar sua obra de Projeto-Objeto, e um grande desafio para qualquer aficcionado por música é o estudo de sua vasta discografia. Solos de guitarra, improvisos incansáveis, discursos cômicos, contestamentos sarcásticos, sacanagem ou simplesmente pura gozação - tudo isso merece ser desbravado.

Aqui estão os dez primeiros a serem adquiridos. Para quem se habilita, aí vai:

Freak Out (1966)

Primeiro registro do Mothers of Invention, que tinham Zappa como incontestável líder. É pioneiro em todos os sentidos: primeiro disco duplo e conceitual da história do rock, todas as faixas giram sobre um mesmo tema (uma revolução para a época) e foi nele que se ouviu pela primeira vez a guitarra com wah-wah. Em "Trouble Every Day", Zappa vomita toda sua revolta com a sociedade da época, onde diz "Não tem como curtir, com esses problemas aparecendo todos os dias". Passados mais de quarenta anos (!), a letra ainda cai perfeitamente nos dias de hoje.


We're Only in It for the Money (1967)

Genial! A sangue frio, Zappa esfaqueia o flower power, o estilo de vida hippie, a alienação juvenil, os Beatles, a cultura da droga e tudo o que aquela geração adorava. Todos os maneirismos musicais da época foram devidamente satirizados no disco: as vinhetas entre as faixas, a voz anasalada e tudo mais.

A palavra "punk" foi usada pela primeira vez ("flower punk"), e se por um lado Zappa tirava sarro de tudo, por outro os Mothers faziam um dos mais mortíferos e ácidos coquetéis musicais. Misturavam música séria, eletrônica, jazz, doo woop e fragmentos falados do teatro absurdo, transformando tudo numa psicótica base rock and roll.

A capa, uma sátira a Sgt Peppers dos Beatles, atrasou o lançamento em oito meses. Zappa pediu autorização para Paul McCartney, que não gostou nada da ideia e ameaçou um processo. A solução foi lançar o disco com a capa invertida e com um adesivo ensinando ao consumidor como desdobrá-la após a compra.

Dica: fuja daquela primeira edição em CD da Ryko (com a capa original). Zappa regravou as partes de baixo e bateria para aquela ocasião, o que trouxe um som falso e moderno demais para a loucura toda que era o disco original.

Hot Rats (1969)

Primeiro disco onde Zappa atinge o status de virtuoso. Basicamente instrumental, o álbum é precursor na fusão do jazz com o rock. Canjas de Jean Luc Ponty e Captain Beefheart valorizam o trabalho. A faixa de abertura, "Peaches En Regalia", sintetiza em menos de quatro minutos toda a riqueza e musicalidade de Zappa.

Curiosidade: ao contrário do que muitos pensam não é Frank Zappa quem está na capa, e sim uma groupie muito chegada dele, que inclusive se tornou babá de sua filha Moon até morrer de overdose em 1972.

Over-nite Sensation (1973)

Depois de uma fase jazz rock experimental, explorada a fundo com os discos Waka Jawaka e The Grand Wazoo, ambos de 1972, Frank Zappa obteve repercussão apenas entre músicos, pois comercialmente falando ambos foram um fiasco.

Era hora de mudar, e Zappa não exitou em formar um combo de primeira para esse novo projeto. George Duke, Jean Luc Ponty, os irmãos Fowler (Tom e Bruce) e o casal Ruth e Ian Underwood brilham nesse que era um disco mais acessível e trazia temas que passaram a ser sempre executados nas apresentações ao vivo dali por diante, como "Montana", "Dinah-Moe Humm", "I'm The Slime", "Zomby Woof" e "Dirty Love". Com esse disco Zappa passou a frequentar as paradas americanas de sucesso.

Apostrophe(') (1974)

Foi o disco que alcançou a maior posição nas paradas americanas. Com ele Zappa se tornava o maior gozador da América, aqui descrevendo as peripécias de um esquimó chamado Nanook. Musicalmente o álbum é perfeito. Basta checar a maravilha que é "Uncle Remus" e o primal baixo de Jack Bruce na faixa-título. O único senão é a curta duração do play.

One Size Fits All (1975)

O preferido dentre muitos zappólatras, o álbum é uma verdadeira viagem. O solo histórico de "Inca Roads", a maravilhosa valsa "Sofa" (dividida aqui em duas partes), a pesadíssima "Florentine Pogen" e o balanço de "San Ber'dino" são o chamariz. Dessa vez, o destaque vai para o batera monstro Chester Thompson e para a interpretação de Johnny "Guitar" Watson.

Zoot Allures (1976)

A versão de Zappa para um simples disco de rock, onde o próprio dá um show, tanto em composição como em atuação. A formação que consta na capa não é a mesma que gravou o álbum, com exceção do batera Terry Bozzio. A sacana "The Torture Never Stops" e seus quase dez minutos de duração é ideal para ser tocada durante aquele almoço de domingo com os avós! Na canção, Zappa, além de tocar guitarra, baixo e teclados, recita o tema enquanto uma garota geme durante toda a música. Uma pérola da guitarra é "Black Napkins", gravada originalmente ao vivo no Japão, onde Zappa tira sons inacreditáveis de seu instrumento. O bom humor peculiar do músico também se faz presente em "Disco Boy" e "Wind Up Workin' in a Gas Station".

Sheik Yerbouti (1979)

Na maioria das vezes é com esse disco que os fãs começaram a ouvir Frank Zappa (pelo menos aqueles que estão na casa dos trinta), talvez por ser o mais famoso LP do músico aqui no Brasil, graças ao enorme sucesso da faixa "Bobby Brown". Altamente recomendável, o álbum mescla gravações ao vivo e em estúdio. A influência punk está à toda em "Broken Hearts Are For Assholes" e "I'm So Cute". Adrian Belew está genial fazendo uma imitação de Dylan em "Flakes", e a disco music é devidamente ridicularizada em "Dancin' Fool".

Importante: prefira a edição dupla em LP, pois contém a faixa "Wild Love" na íntegra, enquanto no CD ela aparece editada.

Joe's Garage Act I, II & III (1979)

Lançado originalmente como um LP simples (Act I) e um duplo (Acts II & III), hoje está disponível como um CD duplo contendo os três atos. Uma excelência em ópera rock. Aqui, Zappa se transporta para um futuro onde a arte de se fazer música é considerada crime. Uma fábula em contrassenso à toda aquela desavença de Zappa com Tiper Gore e a PMRC. Justiça seja feita: Zappa mostra que está entre os maiores da guitarra na quase new age "Watermelon in Easter Hay".

Strictly Comercial - The Best of Frank Zappa (1995)

O título diz tudo: só o que foi para o rádio. É lógico que não tem sentido em se fazer uma coletânea de Zappa. Vale como presente para a namorada conhecer, ou para a sogra que adora sertanejo (melhor ainda, dê o Lumpy Gravy para ela!). Belo encarte e dezenove excelentes faixas nessa compilação. 

Cuidado: a edição em CD não contém a música "Bobby Brown", sucesso "strictly" tupiniquim. Ponto para a edição em vinil: a bolacha, além de ser dupla e conter duas faixas a mais que o CD (uma delas é "Bobby Brown"), ainda tem o charme de ser limitada e numerada.


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