14 de set de 2012

Rival Sons: crítica de Head Down (2012)

sexta-feira, setembro 14, 2012
Pode parecer fácil construir uma sonoridade calcada no rock clássico. Basta pegar algumas características “emprestadas” de alguns dos maiores e mais emblemáticos nomes da história do gênero, misturar tudo e pronto: eis uma banda. Porém, na prática, as coisas não são bem assim. Existem diversos grupos que, embalados pela cada vez maior onda de classic rock, apostam todas as suas fichas em um som que, em sua grande maioria, se limita e emular os grandes nomes do passado, evidentemente sem o brilhantismo de quem os inspira.

Esse não é o caso do quarteto californiano Rival Sons, e a prova cabal disso é o novo disco do grupo, Head Down. Se no anterior, Pressure & Time (2011), a onipresente sombra do Led Zeppelin apagava um pouco o brilho das ótimas músicas, aqui esse problema foi resolvido. Eles continuam sendo influenciados pela banda de Jimmy Page, mas essa característica está bem menos evidente. Há elementos de Doors, Stones, Bad Company, Free, The Who e até Lynyrd Skynyrd na jogada, mas todos eles são apenas degraus que levam a um novo mundo - e não o novo mundo em si. E é justamente esse fator que faz toda a diferença.

Gravado em Nashville, produzido por Dave Cobb e mixado por Vance Powell (White Stripes, Kings of Leon), Head Down é um disco variado e maduro. Há o hard rock que chamou a atenção para a banda, mas há também espaço para aventuras por terrenos até então desconhecidos, como o groove contagiante de “Wild Animal”. O Rival Sons foi corajoso ao explorar outras sonoridades, indo muito além do peso cru e direto de seus dois primeiros discos.

As duas figuras principais do Rival Sons são o vocalista Jay Buchanan e o guitarrista Scott Holiday - completam o grupo o baixista Robin Everhart e o baterista Michael Miley. Jay não se limita ao vocal agudo e gritado calcado em  Robert Plant que sempre demonstrou, levando a sua voz por caminhos surpreendentes, seja cantando de forma limpa e contida em “Wild Animal” e “Until the Sun Comes” ou abrindo o seu coração e puxando da alma a performance entregue em “You Want To”. Já Holiday investe em riffs sempre criativos e em rascantes licks e solos pra lá de inspirados, conduzindo o som do Rival Sons como um experiente capitão mar adentro.

Em seu novo disco, o Rival Sons mostra que é preciso fazer muito mais do que apenas colocar a sua música em uma oca embalagem vintage. A banda investiu pesado na composição, gravando composições excelentes repletas de ganchos, refrões e momentos iluminados. E isso faz uma grande diferença em uma época cada vez mais pasteurizada, fútil e vazia, onde a cara e o visual de um produto tem muito mais valor do que o seu conteúdo. O Rival Sons é uma banda que transborda conteúdo, conta e embala histórias com as suas canções. Uma banda à moda antiga, onde o vocalista não tem medo de desnudar seus sentimentos, o guitarrista voa alto com o seu instrumento, o baixista tem um feeling gigante e o baterista senta a mão sem dó, sem o mínimo de sutileza. 


É essa ausência de limites que torna Head Down um trabalho muito acima da média. Você não sabe o que vai ouvir. Uma música toca e mostra o caminho, mas a que vem a seguir traz uma nova surpresa, e assim por diante. A abertura com o primeiro single, “Keep On Swinging”, já deixa o queixo arrastando no chão. “Jordan” é uma máquina tempo sonora travestida de balada acústica, e que faz o tempo andar de trás pra frente. As luzes se apagam e piscam loucamente com o balanço desenfreado de “At the War”, enquanto “The Heist” e “Until the Sun Comes” tem riffs que parecem nascidos de um cruzamente entre Jimmy Page e Keith Richards.

O ponto mais alto de Head Down é a incrível sequência formada por “Nava” e pelas duas partes de “Manifest Destiny”. A primeira é uma instrumental acústica que nos leva de volta a Bron-Yr-Aur, retiro de Page e Plant no País de Gales, e prepara o caminho para a espetacular “Manifest Destiny (Pt. 1)”, uma espécie de “Mr Big”, do Free, e que transborda doses gigantescas de inspiração e inventividade. O que Scott Holiday faz com a sua guitarra aqui é digno de estudo, assim como o desempenho de Jay Buchanan. Provavelmente a melhor música da carreira do Rival Sons, “Manifest Destiny (Pt. 1)” coloca na mesa em seus mais de oito minutos vários dos elementos que fazem a banda ser tão elogiada mundo afora: uma guitarra iluminadíssima, que varia entre bases pesadas e solos siderais, enquanto o vocalista balança a sua cabeleira e gira o seu microfone infinitamente abrindo vórtices dimensionais, tudo isso amparada por uma cozinha sólida e pesadíssima. 

Head Down é um disco incrível, que demonstra um amadurecimento gigantesco do Rival Sons. Sai a banda que soava demasiadamente similar ao Led Zeppelin e em seu lugar surge um monstro sonoro que caminha a passos largos rumo ao topo do hard rock. Se continuar trabalhando nesse nível, em pouco tempo não haverá ninguém capaz de superar os caras.

Nota: 9,5


Faixas:
  1. Keep On Swinging
  2. Wild Animal
  3. You Want To
  4. Until the Sun Comes
  5. Run From Revelation
  6. Jordan
  7. All the War
  8. The Heist
  9. Three Fingers
  10. Nava
  11. Manifest Destiny (Pt. 1)
  12. Manifest Destiny (Pt. 2)
  13. True

Leia com atenção esta matéria

sexta-feira, setembro 14, 2012
Antes de ler esse post, ouça essa música:



Ela faz parte de Black Coffee, segundo álbum do Big Allanbik, lançado em 1995. Para quem não sabe, o Big Allanbik foi um dos melhores grupos de blues do Brasil e lançou três discos em sua carreira, todos muito bons - Blues Special Reserve (1993), Black Coffee (1995) e Batuque y Blues (1998). Todos eles contam com o vocal de Ricardo Werther. Completavam a banda o pianista e organista Alan Ghreen, o guitarrista Big Gilson, o baixista Ugo Perrotta e o baterista Beto Werther.

A banda obteve reconhecimento nacional e internacional, excursionando e tocando em festivais pelos Estados Unidos. Mais tarde, os caras se separaram e seguiram caminhos distintos, mas sempre alcançando ótimos resultados.

O negócio aqui é o seguinte: o vocalista Ricardo Werther passa por um sério problema de saúde e está enfrentando dificuldades para arcar com os custos que a sua situação atual acarreta. O que você, que curtiu o som ali em cima e ficou curioso para ouvir os três discos do Big Allanbik e os trabalhos solos de Werther, ou que já conhece o trabalho da banda e passou bons momentos com a música dos caras, pode fazer? Há um grupo no Facebook, com participação do próprio Ricardo, onde você pode ajudar o músico a superar este problema. Clique aqui e saiba como ajudar.

E aqui você pode ler uma entrevista que fizemos com o Ricardo em 2010.

13 de set de 2012

Os melhores discos de Bob Dylan segundo os leitores da Rolling Stone

quinta-feira, setembro 13, 2012
Aproveitando o lançamento do novo álbum de Bob Dylan, Tempest, a Rolling Stone norte-americana perguntou aos seus leitores quais seriam os melhores discos da longa carreira do músico.

Os leitores votaram, e o resultado você pode conferir abaixo:

  1. Blood on the Tracks (1975)
  2. Blonde on Blonde (1966)
  3. Highway 61 Revisited (1965)
  4. Bringing It All Back Home (1965)
  5. Desire (1976)
  6. Nashville Skyline (1969)
  7. The Freewheelin’ Bob Dylan (1963)
  8. Time Out of Mind (1997)
  9. Oh Mercy (1989)
  10. John Wesley Harding (1967)

Clique aqui para ler a matéria original, com textos sobre cada um dos discos.

E aí, concorda com as escolhas? Se não, conte pra gente qual é o seu top 10 nos comentários.

Ben Harper lança coletânea com música inédita

quinta-feira, setembro 13, 2012
O ótimo Ben Harper lançará no próximo dia 16 de outubro a coletânea By My Side. A compilação será composta apenas por baladas e terá 12 faixas, sendo que uma delas, “Crazy Amazing”, é inédita. Outra, “Not Fire Not Ice”, estará presente em uma rara versão de estúdio.

Confira abaixo o tracklist de By My Side:

  1. Forever
  2. By My Side
  3. Gold to Me
  4. Diamonds on the Inside
  5. In the Colors
  6. Beloved One
  7. Not Fire Not Ice
  8. Morning Yearning
  9. Feel Love
  10. Happy Everafter in Your Eyes
  11. Waiting on an Angel
  12. Crazy Amazing


Planet Hemp relança seus dois primeiros discos em LPs de 180 gramas

quinta-feira, setembro 13, 2012
Atenção: os dois primeiros álbuns do Planet Hemp voltam às lojas em outubro em LPs de 180 gramas. As novas edições foram produzidas pela Polysom, e trazem as características gráficas que o selo tem colocado no mercado em suas reedições, que incluem títulos clássicos de nomes como Jorge Ben, Tom Zé e Chico Science & Nação Zumbi.

Usuário, estreia da banda, foi lançado em 1995 e chocou os mais conservadores por falar abertamente sobre maconha. Está no disco o primeiro clássico do grupo, o hit “Legalize Já”, além de outras faixas que fizeram a cabeça da moçada como “Não Compre, Plante!”, “Mary Jane”, “Fazendo a Cabeça”, “Mantenha o Respeito” e “Dig Dig Dig (Hempa)”, mais a ótima instrumental “Skunk”.

Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára, segundo disco do grupo, saiu em 1997 e mostrou uma clara evolução no som do Planet Hemp, com o inserção maior de características de hip hop e um instrumental menos pesado e cru que o primeiro álbum, resultando em músicas mais elaboradas e com uma sonoridade mais refinada. Os maiores hits foram “Queimando Tudo” e “Zerovinteum”.

Uma ótima notícia, já que as canções enfumaçadas do grupo liderado pelo vocalista Marcelo D2 soam muito melhor no vinil. O terceiro trabalho do grupo, A Invasão do Sagaz Homem Fumaça (2000), também poderia sair em LP, não é mesmo?

Em tempo: a banda anunciou o seu retorno para uma turnê, cujo primeiro show acontecerá no dia 28 de setembro no Rio de Janeiro.

Megadeth lança box comemorativo aos 20 anos de Countdown to Extinction

quinta-feira, setembro 13, 2012
O álbum mais vendido da carreira do Megadeth ganhará uma edição especial de 20 anos. Countdown to Extintion (1992), quinto trabalho do grupo, retornará às lojas em 6 de novembro em um luxuoso box com 2 CDs, devidamente turbinado por itens especiais para os colecionadores.

O primeiro disco traz o álbum original, enquanto o segundo vem com um show realizado no Cow Palace, em San Francisco, em dezembro de 1992. Várias das faixas desse show já foram lançadas como b-sides de singles ao longo dos anos, mas agora será a primeira vez que a apresentação completa será disponibilizada de forma oficial.

Acompanham o pacote um livro com textos escritos pelo jornalista Kory Grow, um poster no formato 24x36 e quatro cards com fotos dos músicos - Dave Mustaine, Marty Friedman, Dave Ellefson e Nick Menza.

O tracklist completo da caixa de Countdown to Extintion é esse:

CD 1
  1. Skin O’ My Teeth
  2. Symphony of Destruction
  3. Architecture of Aggression
  4. Foreclosure of a Dream
  5. Sweating Bullets
  6. This Was My Life
  7. Countdown to Extinction
  8. High Speed Dirt
  9. Psychotron
  10. Captive Honour
  11. Ashes in Your Mouth

CD 2: Live at the Cow Palace, San Francisco – 04/12/1992
  1. Intro
  2. Holy Wars…The Punishment Due
  3. Skin O’ My Teeth
  4. Wake Up Dead
  5. Hangar 18
  6. Countdown to Extinction
  7. Foreclosure of a Dream
  8. This Was My Life
  9. Lucretia
  10. Sweating Bullets
  11. In My Darkest Hour
  12. The Conjuring
  13. Tornado
  14. Ashes in Your Mouth
  15. Symphony of Destruction
  16. Peace Sells…But Who’s Buying?
  17. Anarchy in the U.K.

As faixas 2, 10, 11, 15 e 17 do CD 2 já foram lançadas no EP promocional Limited Edition! Megadeth Live (1992)

As faixas 6 e 14 do CD 2 foram lançadas como b-side do single de “Sweating Bullets”, em 1992.

Todas as demais do CD 2 são gravações inéditas.

E clicando neste link você pode comprar agora mesmo o seu box na Amazon.

As canções favoritas dos músicos na nova Rolling Stone Brasil

quinta-feira, setembro 13, 2012
A nova edição da Rolling Stone Brasil traz como matéria de capa um especial com as canções favoritas de diversos músicos. Batizada como A Playlist Definitiva, a revista traz diversos e interessantes top 10. 

Yoko Ono elege as suas músicas preferidas de John Lennon, Bono fala sobre David Bowie, Ozzy sobre os Beatles, Lars Ulrich sobre heavy metal, João Gordo sobre punk, Mick Jagger sobre reggae, Patti Smith sobre Bob Dylan e muito mais.

A nova Rolling Stone Brasil tem também matérias sobre Ultraje a Rigor, The Killers, Paulo Coelho, Olimpíadas e os 20 anos do impeachment de Fernando Collor.

AC/DC anuncia versão em CD e LP de Live at River Plate

quinta-feira, setembro 13, 2012
O AC/DC surpreendeu ao anunciar hoje o lançamento em CD e LP do ao vivo Live at River Plate, já disponibilizado em DVD em 2011. A apresentação foi gravada em dezembro de 2009 na Argentina durante a turnê do álbum Black Ice (2008), e é um dos melhores registros ao vivo da longa carreira da banda, com um show impressionante por parte do público.

O CD e o LP chegarão às lojas em 20 de novembro. O CD será duplo e virá acompanhado por um livreto de 24 páginas. A edição em vinil será tripla com os discos na cor vermelha, e virá acompanhada por um pôster. A capa de ambos será diferente da capa do DVD.

Abaixo o tracklist completo de Live at River Plate:

  1. Rock ‘N’ Roll Train
  2. Hell Ain’t a Bad Place to Be
  3. Back in Black
  4. Big Jack
  5. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
  6. Shot Down in Flames
  7. Thunderstruck
  8. Black Ice
  9. The Jack
  10. Hells Bells
  11. Shoot to Thrill
  12. War Machine
  13. Dog Eat Dog
  14. You Shook Me All Night Long
  15. T.N.T.
  16. Whole Lotta Rosie
  17. Let There Be Rock
  18. Highway to Hell
  19. For Those Abour to Rock (We Salute You)

Led Zeppelin confirma o lançamento do show de retorno de 2007 em CD, DVD e nos cinemas

quinta-feira, setembro 13, 2012
O que já era especulado na última semana foi confirmado hoje. O Led Zeppelin confirmou o lançamento em CD, DVD e nos cinemas do show realizado em 10 de dezembro de 2007 na O2 Arena, em Londres, que marcou a reunião de Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham, filho de John Bonham e hoje baterista do Black Country Communion.

Batizado como Celebration Day, o show estreará primeiro nos cinemas no dia 17 de outubro em metrópoles como Londres, Nova York, Los Angeles e outras 40 grandes cidades ao redor do planeta. Aqui você pode ver a lista completa dos cinemas, que inclui Rio de Janeiro e São Paulo.

O DVD e blu-ray com a apresentação será lançado em 19 de novembro. Haverá também uma edição especial com um box com CD e DVD, e especula-se que Celebration Day também seja disponibilizado em vinil.


Abaixo você confere o tracklist - que conta com a primeira apresentação ao vivo de “For Your Life”, blues que é um dos destaques do subestimado álbum Presence (1976) - e um trailer do show:

1. Good Times, Bad Times
2. Ramble On
3. Black Dog
4. In My Time of Dying
5. For Your Life
6. Trampled Underfoot
7. Nobody’s Fault But Mine
8. No Quarter
9. Since I’ve Been Lovin’ You
10. Dazed and Confused
11. Stairway to Heaven
12. The Song Remains the Same
13. Misty Mountain Hop
14. Kashmir
15. Whole Lotta Love
16. Rock and Roll


12 de set de 2012

ZZ Top: crítica de La Futura (2012)

quarta-feira, setembro 12, 2012
Vou começar esse texto com uma historinha. Chamei um amigo e comentei: “Tô com o novo do ZZ Top aqui, quer?”. A resposta não tinha como ser diferente: “É claro, manda aí!”. E o Fabiano ouviu o disco algumas vezes e me mandou um texto impecável com a sua opinião sobre La Futura, que você pode ler abaixo:

“Escolha bem o whisky. Separe o gelo. O copo certo. A poltrona mais confortável. Separe o cotonete. Prepare o terreno.

Você vai ouvir solos de guitarra na medida certa. Daqueles em que as notas fora escolhidas a dedo. Do tipo que você não imagina outra coisa para acrescentar. Agora, multiplique isso para cozinha, riffs e vocais. É mais ou menos nessa língua que La Futura é escrito. 

Que o futuro seja assim quando eu reencarnar. Cru, direto, com personalidade e com muito blues de matéria-prima. Às vezes misturado com groove, às vezes com hard, às vezes com ele mesmo. La Futura é mais do mesmo. E que bom que seja assim.

“I Gotsta Get Paid” já vale o disco, e é só a abertura. “Chartreuse” é riff que qualquer bandinha moderna mataria para ter criado. “Over You” é uma pérola, e o timbre do solo é ostra que molda. A dor da letra é o grão de areia que torna tudo belo, mesmo com uma voz de auto falante rasgado.

“Heartache in Blue” tem aquelas gaitas de boca que dá vontade de fazer aula só pra tirar. “I Don’t Wanna Lose, Lose, You” é ZZ, é Top, e é pop. Ofereça ela pra qualquer garota que te fez sofrer e encha mais um copo.

“Flyin’ High” parece saída dos irmãos Young, mas a voltage e o carimbo são ZZ. “It’s Too Easy Mañana” é climão de pegada no chão, com vocal dobrado e embebido. A melhor do disco.

Cuidado pra não derrubar o resto de bebida da garrafa quando “Big Shiny Nine” começar. Se você estiver com a chave do carro no bolso, vai pegar a estrada. Batera impecável. Mais um solo perfeito.

A paulada que encerra o disco, “Have a Little Mercy”, não poderia ter outro nome. Aumente o som o quanto puder e seque a garrafa sem misericórdia. O que os ouvidos sentem o fígado não vê. Solo pirofágico.

Se o futuro for assim mesmo, você não precisa de máquina do tempo. Pode voltar pra lá a todo momento. Cada vez que ouvir La Futura.

Prepare o fígado. Esse disco é para iniciados.”


Não há muito o que comentar depois disso. La Futura, décimo-quinto disco do barbudo trio texano, é uma paulada bem dada na orelha. Os nove anos de que separam o álbum do anterior, Mescalero (2003), são compensados com sobra nas dez composições. O título é mais do que apropriado, pois traz um ZZ Top atual que soube entender o que fez de melhor em seu passado, reprocessou os inúmeros acertos e jogou fora os excessos - como as batidas eletrônicas e os teclados em demasia - e emergiu com uma sonoridade renovada, que olha para frente mas não abre mão de suas raízes.

A produção de Rick Rubin e do próprio Billy Gibbons deixou tudo com um timbre sujo e áspero, onde é possível quase sentir o cheiro de bar, a cerveja gelada na mão e a densa fumaça de uma noitada inesquecível. 

Não há o que destacar. As sensações já foram descritas no texto inicial. O ZZ Top atendeu à todas as expectativas com um disco excelente, cheio de feeling e com aquela malandragem que só a experiência é capaz de trazer. Cada fio das longas barbas de Billy Gibbons e Dusty Hill e do bigode de Frank Beard foram honrados com um álbum que mostra que o ZZ Top ainda tem uma longa estrada pela frente. 

O rock não é feito de caras certinhos, cabelos cortados e roupas alinhadas. O rock é sujo, beberrão e suado. É sexo, tesão e suingue. É bebida em excesso, cigarros aos montes e mulheres pelos cantos. O rock é malvado, alto e barulhento. Ele não é querido, bem feitinho e todo redondo. Riffs de guitarra bons são aqueles pontiagudos. Os vocais devem ser roucos, com as cordas vocais repousando em banho maria em tonéis de whisky e nuvens de fumaça. O baixo é o coração, e ele deve pulsar não conforme manda a cabeça de cima, mas sim como indica a cabeça de baixo. E a bateria não é um instrumento cirúrgico e muito menos uma peça de circo. Ela é o ritmo puro e simples, sem viradas mirabolantes ou maneirismos desnecessários. E tudo isso é La Futura, é o ZZ Top, é um dos melhores discos do ano.

Sem mais, deixa eu aumentar o volume e calibrar meu copo.

Nota: 9



Faixas:
  1. I Gotsta Get Paid
  2. Chartreuse
  3. Consumption
  4. Over You
  5. Heartache in Blue
  6. I Don’t Wanna Lose, Lose, You
  7. Flyin’ High
  8. It’s Too Easy Mañana
  9. Big Shiny Nine
  10. Have a Little Mercy

Ouça o novo disco de John Frusciante na íntegra

quarta-feira, setembro 12, 2012
PBX Funicular Intaglio Zone, o novo álbum de John Frusciante, ex-guitarrista do Red Hot Chili Peppers, foi lançado nesta quarta, 12 de setembro, no Japão em fita k7 - sim, em fita mesmo!

Um fã do cara ripou o trabalho e jogou o áudio todo no YouTube. Então, é só apertar o play logo abaixo para ouvir a nova loucura de Frusciante.

Já aviso: não espere nada convencional. Não espere ouvir nada sequer semelhante ao Red Hot Chili Peppers. O lance aqui é bem experimental, com músicas construídas com colagens sonoras e batidas que variam entre dançantes e jazzísticas. Muito, muito estranho!

Por sua própria conta e risco:

Assista “Last of a Dyin’ Breed”, o novo clipe do Lynyrd Skynyrd

quarta-feira, setembro 12, 2012
Uma das melhores músicas do novo álbum do Lynyrd Skynyrd é justamente a canção que abre o trabalho e dá nome ao disco, “Last of a Dyin’ Breed”. A banda sacou o potencial da composição e produziu um clipe para ela.

O vídeo retoma e reforça a longa ligação do Skynyrd com a cultura do motociclismo, valorizando o clima de união e organização que os clubes de motociclistas costumam possuir. 

Ficou legal, vale (e muito) o play!

Bob Dylan na capa da nova edição da Rolling Stone

quarta-feira, setembro 12, 2012
A nova edição da Rolling Stone norte-americana, que chegará às lojas na próxima sexta, dia 14 de setembro, traz Bob Dylan na capa. O veterano e importantíssimo músico, que está lançando o seu trigésimo-quinto álbum, Tempest, concedeu uma longa entrevista exclusiva para a publicação, na qual declarou, entre outras coisas, que o estigma da escravidão é um dos motivos que levaram os Estados Unidos à delicada situação econômica que o país atravessa atualmente.

A Rolling Stone pode ser encontrada com facilidade aqui no Brasil em grandes redes de livrarias como Cultura e Saraiva, e em bancas de grandes cidades.

Assista “Weathering Sky”, o novo clipe de Neal Morse, com participação de Mike Portnoy

quarta-feira, setembro 12, 2012
O multi-instrumentista norte-americano Neal Morse está lançando agora em setembro o seu novo álbum solo, Momentum. Para promover o trabalho, Morse gravou um vídeo para a música “Weathering Sky”. O clipe é bem simples e alterna cenas da gravação da faixa em estúdio com imagens externas de Morse.

Vale lembrar que Momentum contou com a participação do baterista Mike Portnoy (Adrenaline Mob e Flying Colors, ex-Dream Theater) e do baixista Randy George em todas as faixas.

Assista abaixo:

Jethro Tull lança edição especial de 40 anos do clássico Thick as a Brick

quarta-feira, setembro 12, 2012
Um dos maiores clássicos do Jethro Tull e do rock progressivo ganhará uma edição comemorativa aos seus 40 anos de lançamento. Thick as a Brick voltará às lojas em 5 de novembro em uma edição dupla incluindo o álbum original em CD e um DVD com uma nova mixagem em 5.1 feita por Steven Wilson (Porcupine Tree, Storm Corrosion), além de um mix não lançado, realizado em 1972.

Acompanhando o pacote, o jornal que vinha junto com o disco original será reimpresso em novo formato, e um livro de 104 páginas e capa dura com fotos e textos fecha a conta do box.

Será disponibilizada também uma edição em LP com a nova mixagem de Wilson acrescida da continuação concebida por Ian Anderson e lançada esse ano com o título de Thick as a Brick 2: Whatever Happened to Gerald Bostock?.

Lynyrd Skynyrd na capa da nova RockHard italiana

quarta-feira, setembro 12, 2012
E o Lynyrd Skynyrd segue a vida apesar do decepcionante Last of a Dyin’ Breed, último disco da banda, lançado em agosto. Promovendo o álbum, o grupo está na capa da nova edição da RockHard italiana.

A revista traz também matérias com Steve Harris, Katatonia, As I Lay Dying e outras bandas.

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Steve Harris na capa da nova RockHard francesa

quarta-feira, setembro 12, 2012
A estreia solo de Steve Harris, baixista e líder do Iron Maiden, é o assunto do momento na mídia especializada europeia. A edição francesa da tradicional revista RockHard é mais uma publicação a dar capa a Steve e o British Lion, passando a limpo tudo que envolve o projeto.

O número 124 da RockHard França traz também matérias com The Darkness, Ensiferum, Steve Vai, Enslaved, Rival Sons e outros, além de uma homenagem especial a Jon Lord, um geral no nova turnê do Iron Maiden e as coberturas dos principais festivais que rolaram no Velho Mundo recentemente, como Graspop e Sonisphere. A revista vem como um CD de brinde com 15 faixas, incluindo novos sons de nomes como Lynyrd Skynyrd, Danko Jones, As I Lay Dying e Rival Sons.

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11 de set de 2012

Crítica de Re-Machined: A Tribute to Deep Purple’s Machine Head (2012)

terça-feira, setembro 11, 2012
Não é comum ouvir um tributo como esse. Pra começo de conversa, não estamos falando de uma homenagem a uma banda, mas sim a um disco específico - Machine Head, o sexto e mais conhecido álbum do Deep Purple, lançado originalmente em março de 1972. Em segundo lugar, a coisa toda foi organizada pela respeitada revista inglesa Classic Rock, que lançou o projeto em um fanpack acompanhado de uma longa revista com a história do disco e entrevistas com os músicos envolvidos. Isso deu um ar de credibilidade ao projeto, característica essa que não é muito comum na grande maioria dos discos tributo, que de maneira geral contam com músicos de segundo escalão relendo composições alheias. E esse é o ponto final que torna Re-Machined: A Tribute do Depp Purple’s Machine Head pra lá de interessante: a participação de bandas e artistas consagrados e de peso, como Metallica, Iron Maiden, Chickenfoot, Black Label Society e Joe Bonamassa, entre outros.

O álbum conta com 10 faixas. Estão aqui as sete do LP original, acrescidas de “When a Blind Man Cries”, lado B do single “Never Before”. Duas músicas contam com duas versões diferentes - “Smoke on the Water” e “Highway Star”. As faixas estão na ordem original do disco, com a exceção à “Smoke on the Water”, que abre o tributo na versão de Carlos Santana e do vocalista Jacoby Shaddix, do Papa Roach.

De uma maneira geral, as releituras são muito boas. A força das composições do Deep Purple é fundamental para isso - não há música ruim em Machine Head, e o fato de qualquer pessoa que goste de rock conhecê-las por osmose a décadas faz toda a diferença -, mas algumas versões acabam se sobressaindo. Santana surpreende com uma “Smoke on the Water” muito pesada, com direito a uma segunda guitarra que brinca com a melodia de “In My Time of Dying”, clássico do blues imortalizado pelo Led Zeppelin.  O Chickenfoot se diverta com uma “Highway Star” bem livre e repleta de jams, enquanto o Black Label Society vira “Pictures of Home” de cabeça para baixo, deixando-a mais pesada e lenta. “Highway Star” também brilha nas mãos do trio formado por Glenn Hughes, Steve Vai e Chad Smith, em uma versão cheia de energia.

Joe Bonamassa e Jimmy Barnes fazem jus à “Lazy” uma das melhores músicas da carreira do Purple, trocando solos faiscantes. E o Metallica, cuja competência para tomar para si composições alheias em releituras cheias de personalidade, faz da bela “When a Blind Man Cries” a melhor faixa de Re-Machined, adicionando detalhes e mudando o arranjo original.

O momento mais controverso e discutível do tributo acontece quando o Flaming Lips despe “Smoke on the Water” de quase todos os seus elementos e transforma o maior clássico do Purple em praticamente uma nova composição, deixando-a irreconhecível. Essa postura do grupo de Wayne Coyne irá dividir opiniões: alguns irão amaldiçoar os caras por terem mexido em algo que consideram sagrado, enquanto outros vão curtir a coragem e a irreverência da banda. Fico com a segunda opção.

Entre as decepções, temos o catadão batizado como Kings of Chaos, formado por Joe Elliott (Def Leppard), Steve Stevens, o tecladista Arian Schierbaum e a dupla Duff McKagan e Matt Sorum, ex-Guns N’ Roses e atual Velvet Revolver, fazendo uma versão burocrática e sem graça de “Never Before”, que não acrescenta nada a história da canção. 

Mas o momento mais decepcionante de Re-Machined acontece justamente com uma das versões mais aguardadas e cercadas de expectativa. O Iron Maiden gravou durante as sessões do álbum A Matter of Life and Death (2006) uma até então inédita versão para “Space Truckin’”. Porém, a interpretação se revela preguiçosa, sem sal e arrastada, onde o único destaque são os vocais de Bruce Dickinson em algumas passagens. Um resultado muito abaixo do esperado para uma banda do porte e da importância do Maiden, ainda mais em se tratanto da releitura de uma composição de um grupo que influenciou a sua sonoridade e do qual os músicos já se declararam fãs. Infelizmente, a “Space Truckin’” do Iron Maiden é o banho de água fria do tributo.

Mesmo assim, vale a pena conferir Re-Machined: A Tribute to Deep Purple’s  Machine Head. O saldo é pra lá de positivo, com uma goleada de acertos e poucas escorregadas. E um destes acertos é que o disco será lançado no Brasil pela ST2 durante o mês de outubro, para a alegria dos colecionadores.

Nota: 8

Faixas:
  1. Carlos Santana & Jacoby Shaddix - Smoke on the Water
  2. Chickenfoot - Highway Star
  3. Glenn Hughes & Chad Smith - Maybe I’m Leo
  4. Black Label Society - Pictures of Home
  5. Kings of Chaos - Never Before
  6. The Flaming Lips - Smoke on the Water
  7. Jimmy Barnes & Joe Bonamassa -  Lazy
  8. Iron Maiden - Space Truckin’
  9. Metallica - When a Blind Man Cries
  10. Glenn Hughes, Steve Vai e Chad Smith - Highway Star

“Nuclear Family”, o novo clipe do Green Day

terça-feira, setembro 11, 2012
Quem também está com o pé no fundo é o Green Day. Promovendo o seu novo álbum, Uno!, que chegará às lojas no próximo dia 25 de setembro, o trio divulgou mais um clipe do trabalho.

O vídeo de “Nuclear Family”, faixa que abre o disco, mostra a banda tocando ao vivo em um local que parece ser a sua base de ensaios. Já a música traz de volta o típico Green Day festivo e alegre dos primeiros anos. Quem é fã das antigas irá adorar!

Assista abaixo:

Veja a capa e o tracklist do novo álbum de Neil Young

terça-feira, setembro 11, 2012
E Neil Young segue a mil por hora. O veterano cantor, guitarrista e compositor canadense deu detalhes sobre Psychedelic Pill, seu segundo disco lançado em 2012 ao lado dos chapas da Crazy Horse - o primeiro, o ótimo Americana, chegou às lojas em 5 de junho.

Psychedelic Pill, como já noticiamos, será disponibilizado em CD duplo e em vinil triplo. O álbum chegará às lojas no dia 30 de outubro, e foi produzido pelo próprio Young ao lado de John Hanlon (Cat Stevens, T-Bone Burnett, Aretha Franklin, além de já ter produzido vários discos de Neil) e Mark Humphreys. O trabalho tem apenas oito faixas, sendo que três delas ultrapassam os 16 minutos de duração. Ou seja, teremos muitos e longos solos de guitarra, na melhor escola da longa associação de Young com a Crazy Horse, que gerou álbuns clássicos como Zuma (1975).

Confira abaixo o tracklist completo de Psychedelic Pill, com a duração de cada música:

CD 1:
  1. Driftin’ Back - 27:36
  2. Psychedelic Pill - 3:26
  3. Ramada Inn - 16:49
  4. Born in Ontario - 3:49

CD 2:
  1. Twisted Road - 3:28
  2. She’s Always Dancing - 8:33
  3. For the Love of Man - 4:13
  4. Walk Like a Giant - 16:27

Iron Maiden na capa da nova edição da Classic Rock

terça-feira, setembro 11, 2012
O enorme sucesso da turnê Maiden England levou o Iron Maiden mais uma vez à capa da Classic Rock - e, diga-se de passagem, que capa fenomenal!. A revista inglesa conta como foi a tour pela América do Norte, que comprovou o ótimo momento vivido pelo grupo e foi eleita a terceira mais lucrativa do primeiro semestre.

Além disso, a nova Classic Rock tem uma matéria especial sobre bandas que lançaram apenas um (e excelente) disco - como Blind Faith, Temple of the Dog, Hughes / Thrall e outros -, conta como Made in Japan ganhou o status de melhor disco ao vivo do Deep Purple e da história do rock, a estreia do Led Zeppelin no Reino Unido, o novo álbum do Rival Sons e outros textos. E, como sempre, vem com um CD de brinde.

A revista chega às bancas inglesas no próximo dia 12 de setembro. No Brasil, a Classic Rock pode ser encontrada à venda em grandes redes de livrarias como a Saraiva e a Cultura. E você pode comprar a sua diretamente através do site dos caras.



Iron Maiden na capa da Kerrang desta semana

terça-feira, setembro 11, 2012

A capa da edição desta semana do tradicional semanário inglês Kerrang é dedicada ao Iron Maiden. Em entrevista exclusiva, Steve Harris fala sobre o seu álbum solo e o que os fãs do Maiden podem esperar para os próximos anos.

A revista traz também matérias com Gallows, Green Day, Halestorm, Biffy Clyro, Asking Alexandria e diversas outras bandas. 

Você pode comprar a Kerrang no próprio site da publicação.

Assista o lyric video de “Goliath”, o novo single do Graveyard

terça-feira, setembro 11, 2012
O incrível quarteto sueco Graveyard liberou o primeiro single de seu novo álbum, Lights Out, que sairá dia 26 de outubro. A faixa “Goliath” ganhou também um lyric video promovendo a canção.

A julgar por este aperitivo, Lights Out - cuja capa você pode conferir logo abaixo - vem com força e apetite de sobra para ficar no mesmo nível do trabalho anterior do grupo, o excelente Hisingen Blues, um dos melhores discos de 2011.

Ouça aqui:



Paul McCartney segue sendo o músico mais rico do mundo; veja a lista completa

terça-feira, setembro 11, 2012
Paul McCartney segue sendo o músico mais rico do mundo segundo lista publicada pelo site CNW. O Beatle lidera, e com grande vantagem sobre o segundo colocado, Bono, vocalista do U2. O terceiro é Jimmy Buffet, cantor e compositor norte-americano.

Confira a lista completa, com os valores de cada fortuna em milhões de dólares, abaixo:

1. Paul McCartney: $800m
2. Bono: $600m
3. Jimmy Buffett: $400m
4. Elton John: $320m
5. Mick Jagger: $305m
6. Sting: $290m
7. Phil Collins: $250m
8. Dave Matthews: $250m
9. Prince: $250m
10. Dave Grohl: $225m
11. Rod Stewart: $220m
12. David Bowie: $215m
13. Bruce Springsteen: $200m
14. James Hetfield: $175m
15. Axl Rose: $150m
16. Roger Waters: $145m
17. David Gilmour: $130m
18. Steven Tyler: $130m
19. Jon Bon Jovi: $125m
20. Anthony Kiedis: $120m
21. Sammy Hagar: $120m
22. Robert Plant: $120m
23. Bruce Dickinson: $115m
24. Eric Clapton: $115m
25. Brian Johnson: $90m
26. Ozzy Osbourne: $90m
27. Gwen Stefani: $80m
28. Eddie Vedder: $80m
29. Bob Dylan: $80m
30. Brian Wilson: $75m
31. Michael Stipe: $75m
32. Trey Anastasio: $75m
33. Joe Elliott: $70m
34. Peter Gabriel: $70m
35. John Fogerty: $68m
36. Stevie Nicks: $65m
37. Roger Daltrey: $65m
38. Chris Cornell: $60m
39. Mark Hoppus: $60m
40. Tom DeLonge: $60m
41. Chris Martin: $60m
42. Billie Joe Armstrong: $55m
43. Liam Gallagher: $50m
44. Zack de la Rocha: $50m
45. Vince Neil: $50m
46. Steve Perry: $45m
47. Jon Anderson: $45m
48. Maynard James Keenan: $45m
49. Jonathan Davis: $45m
50. David Lee Roth: $40m
51. David Byrne: $40m
52. Thom Yorke: $35m
53. Jack White: $30m
54. Geddy Lee: $28m
55. Rob Halford: $25m
56. Geoff Tate: $17m
57: Gregg Allman: $15m
58: Scott Weiland: $10m

10 de set de 2012

Enquete da semana: o melhor disco de hard rock de 1983

segunda-feira, setembro 10, 2012
A semana que passou viu uma das enquetes mais disputadas da história da Collectors Room. Nada menos do que 8 discos brigaram pelo primeiro lugar, com os três primeiros se desgarrando dos outros nos últimos dias. E o grande vencedor acabou sendo Pyromania, terceiro álbum dos ingleses do Def Leppard, seguido de perto pelo Kiss e pelo Mötley Crüe.

Confira abaixo o resultado final, e deixe o seu comentário sobre ele:

Def Leppard - Pyromania - 35%
Kiss - Lick It Up - 33%
Mötley Crüe - Shout at the Devil - 32%
AC/DC - Flick of the Switch - 29%
ZZ Top - Eliminator - 27%
Thin Lizzy - Thunder and Lightning - 25%
Twisted Sister - You Can’t Stop Rock ‘n’ Roll - 25%
Quiet Riot - Metal Health - 23%
Journey - Frontiers - 14%
Europe - Europe - 11%
Rainbow - Bent Out of Shape - 9%
Triumph - Never Surrender - 9%
Gary Moore - Victims of the Future - 7%
Joan Jett and The Blackhearts - Album - 6%
Fastway - Fastway - 5%
Gary Moore - Dirty Fingers - 5%
Riot - Born in America - 4%
UFO - Making Contact - 4%
Hanoi Rocks - Back to Mystery City - 3%
Survivor - Caught in the Game - 3%
Uriah Heep - Head First - 3%
Y & T - Mean Streak - 3%
Molly Hatchet - No Guts ... No Glory - 2%
Nazareth - Sound Elixir - 2%
Blackfoot - Siogo - 1%
Magnum - The Eleventh Hour - 1%
Night Ranger - Midnight Madness - 1%
Slade - The Amazing Kamikaze Syndrome - 1%
The Joe Perry Project - Once a Rocker, Always a Rocker - 1%

Turnê conjunta do Kiss com o Mötley Crüe deve passar pelo Brasil em novembro

segunda-feira, setembro 10, 2012
Curte hard rock? Então sente-se para não ter um ataque! Uma das turnês mais faladas do ano envolvendo artistas do gênero deverá passar pelo Brasil em novembro. Ainda não é oficial, mas um banner no site oficial de Gene Simmons, baixista do Kiss, informa que o quarteto de mascarados e o Mötley Crüe se apresentarão no Brasil em novembro.

De acordo com o banner, as datas e locais dos shows seriam essas:

14/11 - Porto Alegre - FIERGS
16/11 - Rio de Janeiro - HSBC Arena
17/11 - São Paulo - Anhembi

Como a informação está no site oficial de Simmons, é questão de horas ou dias para que ocorra o anúncio oficial.

E aí, partiu?


Assista “Mente do Vilão”, o novo clipe do Racionais MC's

segunda-feira, setembro 10, 2012
E os Racionais MC's estão de volta com tudo. Depois de lançar o clipe da excelente “Mil Faces de Um Homem Leal” - que você pode assistir aqui -, o nome mais emblemático do rap brasileiro entrega mais uma porrada na orelha.

O vídeo de “Mente do Vilão” conta uma história tensa e sombria, e conta com as participações especiais dos rappers Du Bronx e Pixote e do tecladista William Magalhães, da lendária Banda Black Rio.

Ainda não foi definida a data de lançamento do novo disco dos caras, mas enquanto espera você pode assistir o clipe abaixo:

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