26 de out de 2012

NME chega ao Brasil através do Club NME Brasil

sexta-feira, outubro 26, 2012
O semanário inglês NME, uma das publicações sobre música mais respeitadas e importantes do mundo, chega ao Brasil no ano em que completa seis décadas de vida.

O site Club NME Brasil estreou ontem, dia 25/10, com conteúdo exclusivo que equilibra material produzido em nosso país com textos e notícias vindos diretamente da matriz na Inglaterra. O objetivo é cobrir o cenário brasileiro e também promover shows de diversas bandas internacionais, sempre com uma atração nacional abrindo.

Uma iniciativa digna de elogio e que deve fortalecer o cenário indie, nicho em que a NME possui status de bíblia.

Jack White disponibiliza pacote com duplo ao vivo e raridades para os fãs

sexta-feira, outubro 26, 2012
O dono de um dos melhores discos do ano, o sensacional Blunderbuss, Jack White acaba de colocar mais novidades na roda para os seus fãs. O músico norte-americano está disponibilizando de forma exclusiva e apenas para quem é cadastrado na Third Man Records - seu selo, gravadora, loja e estúdio - um pequeno box intitulado Vault Package #14.

A caixinha vem com um álbum duplo ao vivo em vinil colorido chamado Live at Third Man Records, que traz 19 faixas com suas duas atuais bandas - a Peacocks, formada só por meninas, e a Buzzards, só por homens - gravadas antes do lançamento de Blunderbuss. O tracklist é formado por músicas do primeiro álbum solo de White e também por diversas canções do White Stripes. Além disso, vem com os compactos de 7 polegadas dos singles “Freedom at 21”, “Love Interruption” e “Hypocritical Kiss” e mais um álbum de fotos da turnê do Dead Weather (sua banda ao lado de Alison Mosshard do The Kills, Jack Lawrence do The Raconteurs e Dean Fertita do Queens of the Stone Age).


Discos Fundamentais: Back Street Crawler – The Band Plays On (1975)

sexta-feira, outubro 26, 2012
Após o fim do Free, o guitarrista Paul Kossoff lançou em 1973 seu primeiro disco solo recheado de convidados (inclusive todos os músicos do Free) sob o título Back Street Crawler. Dois anos depois, ainda que nenhum desses convidados tenha perdurado junto a Kossoff, o guitarrista leva o título de seu álbum fundando e liderando uma nova banda altamente competente, de forma que muitas vezes cada membro se mostra tão marcante quanto o próprio líder. Mesmo sendo então uma nova formação, traz uma sonoridade mais entrosada e focada do que o disco solo de Kossoff.

As três primeiras faixas são excepcionalmente marcantes. O disco abre com “Hoo Doo Woman” flertando com o soul bem como em outros momentos do álbum, e dando destaque ao presente baixo de Terry Wilson. “New York, New York” traz Kossoff solando do começo ao fim sem se sobrepor indevidamente ao vocalista Terry Wilson-Slesser e duetando com o tecladista Mike Montgomery. Esse último é uma importante força no disco com sua ótima levada blues e sendo responsável pela maioria das composições. Outro destaque vai para a balada “Stealing My Way” - antes que perceba, você estará com o refrão dessa notável faixa na cabeça.

Por diversos motivos acaba sendo inevitável lembrar os ex-colegas de Paul Kossoff, na época se aventurando no Bad Company. O Back Street Crawler se assemelha aos momentos mais blues e soul da banda de Paul Rodgers e Simon Kirke, mesmo tendo em mente que todos esses músicos carregavam consigo tais características desde seus tempos de Free – Kossoff nesse momento as expondo um pouco mais que os outros dois. Mas é fácil de notar que o guitarrista estava tão bem acompanhado quanto seus ex-colegas. Além dos já citados Mike Montgomery e Terry Wilson, The Band Plays On traz empolgantes viradas de bateria de Tony Braunagel. E no que diz respeito a Terry Wilson-Slesser, se seu alcance soa por vezes tímido, são suas melodias que fazem músicas como “The Band Plays On” e “All The Girls Are Crazy” soarem como hits certeiros.

Paul Kossoff foi um excelente guitarrista com uma vida tragicamente curta – não é à toa que até hoje é lembrado por Paul Rodgers, mesmo esse tendo trabalhado com alguns dos melhores do mundo – e reuniu um time à altura para essa nova empreitada, que infelizmente não obteve ainda hoje a exposição merecida. The Band Plays On traz as grandes características do que há de melhor no blues rock setentista e ainda se aproximando de elementos mais swingados. No ano seguinte a banda lançaria o álbum Second Street, encararia seu fim devido a morte de seu guitarrista e lançaria na sequência ainda dois álbuns sob o nome Crawler.



Faixas:

A1 Hoo Doo Woman
A2 New York, New York
A3 Stealing My Way
A4 Survivor  
A5 It's a Long Way Down to the Top

B1 All the Girls Are Crazy
B2 Jason Blue
B3 Train Song
B4 Rock & Roll Junkie
B5 The Band Plays On

(por Igor Luis Seemann)

































































Black Drawing Chalks: crítica de No Dust Stuck On You (2012)

sexta-feira, outubro 26, 2012

Quem ouviu o Black Drawing Chalks em meados de 2009, com o então recém lançado Life is a Big Holiday for Us, certamente não imaginou que se tratava de uma banda brasileira, pois as guitarras distorcidas, as melodias arrastadas e as letras em inglês sugeriam uma nova banda do Oregon ou da Califórnia.

Não era. Por mais surreal que possa parecer, eles vem de Goiânia, capital do estado de Goiás, conhecido nacionalmente por revelar diversas duplas sertanejas como Leandro e Leonardo e Zezé di Camargo e Luciano. Ao contrário dos seus conterrâneos, o Black Drawing Chalks faz um som pesado que foi rapidamente rotulado como stoner rock, gênero popularizado no final dos anos 1990 pelo Queens of the Stone Age, mas que já vinha reverberando desde o começo da década com o Kyuss e o Helmet, por exemplo.

Pra quem não sabe, o stoner rock (rock chapado, em tradução livre), possui como principais características os riffs de guitarra pesados e arrastados, distorção, variação entre melodias rápidas e mais vagarosas, sempre com uma boa pitada de psicodelia. As raízes do estilo vêm principalmente dos anos 70, de bandas como Black Sabbath, Blue Cheer, Mountain e Grand Funk Railroad.

O Black Drawing Chalks foi formado em 2005 e os integrantes atuais são Victor Rocha (guitarra e vocal), Edimar Filho (guitarra), Denis de Castro (baixo) e Douglas de Castro (bateria). A banda possui três álbuns lançados, todos pela Monstro Discos: o debut Big Deal (2007), seguido do badalado Life is a Big Holiday for Us (2009) e o mais recente e seu melhor trabalho até aqui, No Dust Stuck On You, com quinze porradas na orelha, passando por grunge, stoner, pós-grunge, resvalando no pop e quem sabe até no punk, mas sempre com canções de muita qualidade.

Guitarras rápidas e os pratos da bateria fazem a introdução de “Famous”, que abre o disco anunciando o que está por vir. Victor entra cantando com seu timbre entre o rasgado e o agudo, bem característico. Letra e música são uma viagem quase lisérgica, e por ter uma melodia rápida a canção remete a vídeos de skate e esportes de ação. Cheira à adrenalina.

Em seguida vem o primeiro single, “Cut Myself in 2”, com a melodia arrastada, totalmente diferente da canção anterior. Possui uma pegada grunge (outra forte influência da banda) e remete ao Soundgarden e algumas canções do Alice in Chains. “Street Rider” é suingada e com a melodia mais pop, um dos destaques do álbum.

“Walking By” começa com uma linha de baixo e uma melodia mais soturna, lembra um pouco o new metal de Korn ou Deftones. A letra, como a maioria da banda, são devaneios, ora sacanas, ora chapados, sempre com aquela dose excelente de psicodelia. Já “No Anchor” é uma canção da década de 70 gravada em 2012, com a distorção alucinante da guitarra. “Disco Ghost” já tem a pegada mais stoner, com a melodia cheirando a asfalto na auto estrada, com muita cerveja e substâncias ilícitas. Possui um bom solo de guitarra.

O Queens of the Stone Age assinaria facilmente “I’ve Got Your Flavor”, pois a canção possui uma melodia muito rápida e voz abafada, lembrando muito algumas gravações da banda de Josh Homme, principalmente pelo timbre das guitarras. Outro destaque do disco.

“Simmer Down” é outra porrada com um breve e ótimo solo e guitarras afiadas, enquanto “Swallow” inicia com um berro e o andamento da guitarra marca quase um heavy metal, porém a música balança entre o peso e a cadência, garantido pela coesão apresentada pela banda. “Immature Toy” segue a mesma linha, mas com mais distorção e um solo psicodélico. Na letra um garoto jovem fala de uma desilusão amorosa e se define como um brinquedo imaturo.

“Black Lines (I’ll Find a Way)” inicia com uma levada na bateria de Douglas que remete quase a um hardcore, depois cadencia, encorpa e é uma das melhores do disco. Essa lembra mais alguma banda de rock alternativo dos anos 90. “Little Crazy” é um encontro do grunge com a psicodelia, com um riff marcante, boa linha de baixo se alternando no destaque da canção, com a bateria marcando tudo e o vocal potente.

“The Stalker”, “Denis’s Dream” e “Cheat, Love and Lies” fecham o disco. A primeira mantém a pegada pesada, enquanto a segunda se desenvolve como uma marchinha e tem uma letra pequena que fala sobre vingança. A última faixa, novamente rápida e voraz, queima o pneu e encerra com o ótimo verso: “... tell me baby that I got a dream to survive”.

O Black Drawing Chalks juntou todas suas influências e fez, além de seu disco mais pesado, seu melhor álbum até aqui. Vemos uma banda executando músicas enxutas, sem firulas, com técnica e precisão. Um grupo em ascensão, esbanjando talento, provando que a cena brasileira ainda possui sim bandas de qualidade e com propostas honestas.

Esse é um dos melhores discos lançados no Brasil até aqui esse ano, senão o melhor, produzido por uma banda que não deixa nada a desejar pra gringo nenhum. 


Nota 7 

(por David Oaski)

25 de out de 2012

As revistas de música mais vendidas na Inglaterra

quinta-feira, outubro 25, 2012
Matéria do site do The Guardian revela os números de circulação das principais revistas de música inglesas, todas elas referência no assunto. Leia a íntegra aqui.

Os números abaixo referem-se à circulação média mensal - vale mencionar que títulos norte-americanos como Billboard e Rolling Stone não fizeram parte do levantamento:

Mojo - 98.484 exemplares
Q Magazine - 94.811 exemplares
Uncut - 75.518 exemplares
Classic Rock Magazine - 71.242 exemplares
Metal Hammer - 41.777 exemplares
Kerrang! - 41.125 exemplares
NME - 38.486 exemplares


Segundo o Guardian, a Mojo ultrapassou a outrora líder Q, assumindo a ponta. Interessante constatar que ambas são publicadas pela mesma editora, a Bauer. Enquanto a Mojo teve um crescimento de 0,8% em sua circulação nos primeiros seis meses de 2012, a Q caiu 5,4% no mesmo período. A Uncut, terceira colocada, apresentou uma queda de 13,3% no ano, ficando à frente da Classic Rock, cuja circulação aumentou 1,5% nos últimos 12 meses.

Houve uma queda preocupante nas duas principais, e tradicionais, revistas inglesas dedicadas ao heavy metal. A Metal Hammer teve uma diminuição de 16,9% em sua circulação no último ano e 9,2% no primeiro semestre, enquanto a Kerrang! caiu 21,3% no ano e 4,9% nos primeiros seis meses do ano.

A sexagenária NME também teve queda no número de vendas, mais especificamente 20,6% a menos de exemplares se comparada aos números de 2011. Porém, a NME, na contramão da queda na venda da revista física, possui o site de música e cultura pop mais acessado do mundo, superando a marca de 9 milhões de pageviews mensais.

Números interessantes, que mostram como anda o mercado editorial dedicado à música na Inglaterra, terra natal não apenas das principais bandas da história do rock, mas também de um jornalismo musical que influenciou profundamente profissionais dos mais variados países.

The Sword: crítica de Apocryphon (2012)

quinta-feira, outubro 25, 2012
O The Sword é uma banda norte-americana formada na cidade de Austin, no Texas, em 2003. Os caras já lançaram três discos - Age of Winters (2006), Gods of the Earth (2008) e Warp Riders (2010) -, todos elogiadíssimos pela crítica gringa. Além disso, desde o seu surgimento o quarteto conquistou uma legião de admiradores. No entanto, aqui no Brasil, poucos ouviram falar do The Sword. A banda praticamente não é mencionada pelos veículos especializados em heavy metal de nosso país, e os discos dos caras, até onde eu sei, não foram lançados aqui. Uma pena, pois trata-se de um dos nomes mais interessantes e criativos surgidos no metal nos últimos anos.

Apocryphon, quarto álbum do The Sword, saiu no último dia 22 de outubro. Produzido pela banda e por J. Robbins, marca uma mudança na formação: o baterista Trivett Wingo deixou o barco em 2010, e Santiago Vela III assumiu o seu posto em 2011. Completam o time John Cronise (vocal e guitarra), Kyle Shutt (guitarra) e Bryan Richie (baixo e ocasionais teclados). Aliás, o trabalho do novo integrante é digno de elogios, com levadas e passagens muito bem pensadas e uma execução que ressalta o peso de sua mão.

Musicalmente, a música do The Sword pode ser definida como stoner metal. Trata-se de um som poderoso, com óbvia influência do Black Sabbath temperada por ecos e melodias que remetem ao Thin Lizzy. As faixas possuem grandes riffs e ganchos bem construídos, enquanto os solos transportam o ouvinte por paisagens psicodélicas. Apocryphon tem dez faixas, e nenhuma delas é dispensável.

Mesmo bebendo em influências clássicas, o The Sword consegue tornar o seu som contemporâneo. Ok, há um clima setentista presente por todos os cantos, porém ele nunca é o protagonista. Percebe-se claramente que trata-se de uma banda atual e contemporânea, que não fica presa a uma estética de três década atrás, mas sim usa essa estética para levar o seu som para frente.

A maneira como o The Sword constrói a sua música faz de Apocryphon aquele tipo de disco capaz de agradar fãs dos mais variados gêneros da música pesada. Há energia e tesão em abundância, fazendo as composições terem uma pegada animalesca. É a boa e velha “sonzera”, pauladas pesadas perfeitas para ouvir em alto volume com uma longa estrada pela frente.

Com um sólido tracklist, o quarto álbum do grupo texano está repleto de excelentes canções. “Dying Earth” é uma pequena obra de arte. “Arcane Montane” conta com longos e belos solos. A eficientíssima “Execrator” condensa as principais qualidade da banda em pouco menos de três minutos. E tudo se encerra com a fenomenal faixa que dá nome ao álbum, com riffs vibrantes e uma performance exemplar dos músicos.

Apocryphon traz um The Sword mais maduro que em seus três primeiros discos. A sonoridade soa mais ampla, explorando diversas influências e possibilidades em um excelente trabalho de composição. A soma de todos esses fatores faz de Apocryphon o melhor dos quatro álbuns lançados pelo The Sword até agora. E, o que é melhor, deixa claro que a banda pode ir além, gravando discos ainda melhores e mais fortes no futuro.

Um grande CD, que sai direto do toca-discos para a lista de melhores do ano!

Nota 9



Faixas:
The Veil of Isis
Cloak of Feathers
Arcane Montane
The Hidden Masters
Dying Earth
Execrator
Seven Sisters
Hawks and Serpents
Eyes of the Stormwith
Apocryphon

As 20 melhores músicas de David Bowie segundo os leitores da NME

quinta-feira, outubro 25, 2012
A NME perguntou em seu site quais seriam as melhores músicas compostas pelo genial David Bowie durante toda a sua carreira.

A matéria completa, com comentários faixa-a-faixa em inglês, pode ser lida aqui.

O resultado final está abaixo:

1. All the Young Dudes
2. Life on Mars?
3. Ashes to Ashes
4. Heroes
5. Station to Station
6. Ziggy Stardust
7. Space Oddity
8. Starman
9. Five Years
10. The Man Who Sold the World
11. Stay
12. Drive-In Saturday
13. Rock ‘n’ Roll With Me
14. Young Americans
15. John, I’m Only Dancing
16. Time
17. Changes
18. Wild is the Wind
19. Sound and Vision
20. Let’s Dance

Assista “Endless Night”, o novo clipe do Graveyard

quinta-feira, outubro 25, 2012
O novo disco do Graveyard, Lights Out, tem data de lançamento marcada para amanhã, dia 26 de outubro (não contem pra ninguém, mas o álbum já vazou, eu já ouvi e é excelente - review em breve!). 

Preparando o terreno, o quarteto sueco divulgou hoje o clipe da faixa “Endless Night”. O vídeo tem como estrela principal o guitarrista e vocalista Joakim Nilsson, que embarca em uma viagem por terras e seres estranhos a bordo de um clássico sedan.

Aumente o volume e assista abaixo:

As I Lay Dying: crítica de Awakened (2012)

quinta-feira, outubro 25, 2012
Por mais que muitos ainda torçam o nariz, é fato que o tão amado/odiado metalcore revelou algumas das principais bandas de heavy metal da última década, e ainda hoje vem angariando uma legião de fãs cada vez maior ao redor do mundo, inclusive no Brasil. E um dos melhores grupos surgidos dentro desse estilo é, sem sombra de dúvidas, o As I Lay Dying.

Discos como Frail Words Collapse (2003), Shadows Are Security (2005) e An Ocean Between Us (2007) chamaram a atenção tanto do público quanto da crítica e colocaram o quinteto norte-americano como um dos maiores expoentes da música pesada moderna. E depois do ótimo The Powersless Rise (2010), eis que a banda coloca no mercado seu mais novo lançamento, o aguardado Awakened.

Quando se ouve as primeiras faixas, as boas “Cauterize” e “A Greater Foundation”, rapidamente se pode notar que este se trata do álbum mais melódico da carreira da banda até aqui. O peso continua intacto, é claro, mas os vocais limpos fornecidos pelo baixista Josh Gilbert estão mais presentes do que nunca, junto com cada vez mais harmoniosas guitarras, que não produzem apenas mero “barulho” direto das caixas de som.

O grande problema é que essa fórmula adotada pelo grupo, consistindo basicamente na alternância entre vocais mais agressivos e outros mais melodiosos (que apesar de quase sempre eficaz, já está extremamente manjada ultimamente), está presente em praticamente todas as canções do disco (a exceção é a agradável, porém curta, instrumental “Washed Away”), o que acaba prejudicando o repertório, que em alguns momentos acaba soando um tanto repetitivo.

Positivamente, vale destacar músicas como as ótimas “Resilence” e “Overcome”, a pesada “Defender” (que em suas partes mais pesadas chega a lembrar vagamente o Lamb of God), e as grudentas “No Lungs to Breathe”, que funcionam muito bem dentro da proposta apresentada pela banda nesse disco, além da faixa de encerramento “Tear Out My Eyes”. Já “Wasted Words”, “Whispering Silence” e “My Only Home” são de certo ponto dispensáveis, sendo apenas medianas e não apresentando nada que mereça maiores atenções por parte do ouvinte.

No fim das contas, Awakened é obviamente um bom disco, com boas composições, muito bem produzido, e que mostra que o As I Lay Dying continua como um dos principais nomes do metalcore norte-americano. Mas alguns deslizes no repertório e repetições por vezes desnecessárias acabam por prejudicá-lo vertiginosamente, deixando-o em um nível abaixo dos quatro (e melhores) trabalhos anteriores.

Nota 7



Faixas:
Cauterize
A Greater Foundation
Resilence
Wasted Words
Whispering Silence
Overcome
No Lungs to Breathe
Defender
Washed Away
My Only Home
Tear Out My Eyes

(por Matheus Henrique Pires)

24 de out de 2012

Leitores da Rolling Stone elegem as 10 melhores músicas do The Who

quarta-feira, outubro 24, 2012
Em mais uma das enquetes promovidas em seu site, a Rolling Stone perguntou aos seus leitores quais seriam as dez melhores músicas do The Who. A matéria original, com comentários em inglês sobre cada uma das faixas, pode ser lida aqui.

Abaixo o top 10 final:

1. Baba O’Riley
2. Won’t Get Fooled Again
3. My Generation
4. Love Reign O’er Me
5. Behind Blue Eyes
6. Who Are You
7. The Real Me
8. Eminence Front
9. I Can See For Miles
10. A Quick One While He’s Away

Graveyard na capa da nova RockHard

quarta-feira, outubro 24, 2012
A excelente banda sueca Graveyard, um dos nomes mais interessante do hard rock atual, estampa a capa da nova edição da revista alemã RockHard. O quarteto, que está lançando o seu terceiro disco, Lights Out, nas próximas semanas, bateu um papo exclusivo sobre o álbum.

Além disso, o número 306 na RockHard tem também matérias com Aerosmith, Motörhead, Black Country Communion, Opeth, Danko Jones e outros, e vem com um CD de brinde com 12 novos sons de bandas como Destruction, Cradle of Flith e The Sword.

Mais informações no site oficial da RockHard.

Neil Young na capa da nova Rolling Stone alemã

quarta-feira, outubro 24, 2012
O incansável Neil Young está na capa da nova edição da Rolling Stone alemã. A revista traz uma entrevista exclusiva com o músico canadense, que acaba de lançar a sua autobiografia e colocou dois discos na praça este ano - Americana e Psychedelic Pill.

A publicação traz também matérias com Tori Amos, Donald Fagen, Robbie Williams, Bruce Springsteen, um especial sobre James Bond e uma matéria investigativa sobre o crescimento do nazismo entre os jovens alemães.

Mais informações no site oficial.

Marky Ramone’s Blitzkrieg confirmado no Rock in Rio 2013

quarta-feira, outubro 24, 2012
Mais uma atração confirmada no Rock in Rio 2013. Segundo o sempre bem informado José Norberto Flesch, do Jornal Destak, o Marky Ramone’s Blitzkrieg, nova banda do ex-baterista da lendária banda norte-americana, tocará no festival.

A banda conta com Marky e com o vocalista Michale Graves, ex-Misfits, e toca um show formado somente por músicas dos Ramones. Não foi informada ainda a data e nem em que palco o grupo tocará, se no principal ou no Sunset.

23 de out de 2012

Kamelot: crítica de Silverthorn (2012)

terça-feira, outubro 23, 2012
Silverthorn, décimo álbum da banda norte-americana Kamelot, marca um novo começo para o quinteto liderado pelo guitarrista Thomas Youngblood. A razão todo mundo já sabe: após 13 anos no grupo, período em que foi um dos principais responsáveis por elevar o Kamelot ao posto de uma das bandas mais interessantes do heavy metal, o vocalista Roy Khan deixou o grupo em 21 de abril de 2011. Para o seu lugar veio o praticamente desconhecido Tommy Karevik.

Produzido pela dupla Sascha Paeth e Miro, que trabalha com a banda desde 1999, e com diversas participações especiais - sendo as principais as das vocalistas Elize Ryd (Amaranthe), Alissa White-Gluz (The Agonist) e Amanda Somerville -, Silverthorn é um álbum conceitual que conta a história de uma jovem que morre nos braços de seus dois irmãos gêmeos, levando para o túmulo um grande segredo. As canções são dramáticas e cinematográficas, características que marcaram a passagem de Roy pelo grupo e seguem presentes. As melodias continuam fortes, bem construídas e grudentas, enquanto as letras falam sobre dor, desespero, culpa e a busca pela verdade, culminando, no final, com a revelação do significado real do misterioso “silverthorn” mencionado no título.

O disco se destaca, logo de cara, por dois motivos. O primeiro é a grande semelhança entre o timbre de voz de Karevik e Khan, o que torna a transição entre os dois vocalistas tranquila e sem maiores traumas. Tommy tem uma voz suave e perfeitamente afinada, que agrada de imediato. E o segundo é uma considerável diminuição nos elementos góticos presentes nos últimos trabalhos, com a banda retomando o caminho mais power metal de discos como Epica (2003) e The Black Halo (2005).

O bom gosto sempre presente nos álbuns do grupo também não foi deixado de lado. Há um bom senso e um equilíbrio muito bem-vindo em todas as faixas, sem elementos desnecessários. A maneira particular do Kamelot fazer heavy metal, com canções repletas de bridges e grandes melodias, soa renovada em Silverthorn, emergindo de forma viva depois de ter ficado um pouco de lado nos últimos trabalhos com Khan, principalmente Poetry for the Poisoned (2010).

Já disse inúmeras vezes que, na minha opinião, o Kamelot conseguiu construir uma das sonoridades mais interessantes do metal contemporâneo, criando um som único e bastante singular, sem paralelo entre os seus iguais. No entanto, nos últimos anos a banda estava se soterrando no lado mais sombrio de sua música, inserindo cada vez mais elementos góticos em seu som. Em Silverthorn o grupo foi no caminho contrário, fazendo a melodia emergir com força, deixando de lado os aspectos soturnos. O resultado disso é um disco bastante interessante, que mostra que o Kamelot ainda tem um longo caminho a trilhar.



O teclado de Oliver Palotai divide espaço praticamente de igual para igual com a guitarra de Youngblood, enquanto a cozinha formada por Sean Tibbetts (baixo) e Casey Grillo (bateria) segue como uma das mais criativas do heavy metal, principalmente Grillo, pródigo em criar batidas e andamentos incomuns e passagens supreendentes.

Tommy Karevik, ainda que não seja um cantor acima da média como o excepcional Roy Khan, tem uma performance convincente em Silverthorn. Como já dito, o fato de o seu timbre ser bastante similar ao do antigo vocalista torna tudo mais natural, fazendo a assimilação do novo integrante ser tranquila. As linhas vocais seguem a escola que Roy implementou durante a sua passagem pelo Kamelot, ainda que, em alguns momentos, soem dependentes demais do estilo de Khan. A sensação é de que a banda foi extremamente conservadora na escolha de Karevik, preferindo seguir um caminho já aprovado pelos fãs do que possíveis - e às vezes - arriscadas inovações. Em um primeiro momento funciona, como acontece aqui, mas é natural que, com mais tempo de banda, Karevik queira adicionar as suas próprias ideias no som do Kamelot, distanciando-se do caminho indicado com maestria pelo antigo vocalista.

Destaque para “Sacrimony (Angel of Afterlife)” - apesar da grande semelhança com “Center of the Universe”, uma das músicas mais conhecidas do grupo -, “Veritas”, a faixa-título e a longa “Prodigal Son”, com quase nove minutos de pura classe.

De uma maneira geral, Silverthorn é um bom disco. Está longe de ser o melhor da carreira do Kamelot - esse posto permanece com o fenomenal The Black Halo -, mas mostra que é possível seguir em frente mesmo sem a presença de um músico com a personalidade tão marcante quanto a de Roy Khan.

Aguardemos os próximos capítulos.

Nota: 8

Faixas:
Manus Dei
Sacrimony (Angel of Afterlife)
Ashes to Ashes
Torn
Song for Jolee
Veritas
My Confession
Silverthorn
Falling Like the Fahrenheit
Solitaire
Prodigal Son
Continuum

Assista “Imperium”, novo clipe ao vivo do Machine Head

terça-feira, outubro 23, 2012
Promovendo o seu novo álbum duplo ao vivo, o Machine Head divulgou o vídeo da faixa “Imperium”, tradicionalmente um dos momentos de maior catarse coletiva em suas apresentações. A música foi gravada ao vivo em Manchester, na Inglaterra, em dezembro de 2011.

Machine Fucking Head Live será lançado dia 13 de novembro. Mais informações aqui.

Assista a ótima performance de “Imperium” abaixo:

Rolling Stones na capa da nova edição da Uncut

terça-feira, outubro 23, 2012
Os Stones estão na capa da nova edição da Uncut. A revista inglesa traz uma matéria especial sobre a lendária turnê do álbum Exile on Main Street (1972), recheada de excessos e considerada uma das mais libertinas da história do rock.

A revista traz também textos sobre Neil Young, Steely Dan, Wilco, Paul Weller, review de Celebration Day do Led Zeppelin e muito mais, incluindo um CD com 16 faixas de novas bandas interessantes.



A Uncut pode ser encontrada em bancas das principais cidades brasileiras e em grandes redes de livrarias como a Cultura e a Saraiva. E, se preferir, você pode comprar a nova edição diretamente no site da publicação.

O não reconhecimento dos coadjuvantes

terça-feira, outubro 23, 2012
O Brasil tem, de um modo geral, o triste hábito de não dar o valor necessário para os músicos das suas bandas e artistas favoritos. Aqui, tirando o (a) vocalista, que na grande maioria dos casos exerce também a função de líder da banda, o grande público não tem a menor ideia de quem esteja ali atrás, muitas vezes no fundo escuro do palco, tocando aquele saxofone brilhante, aquele empolgante solo de guitarra ou aquele piano que faz toda a diferença. A banda Cê, que deu a Caetano Veloso novos caminhos musicais e que renovou seu público, é sensacional. A dupla (baixo e percussão) que se apresentou com Lenine em seu DVD In Cittè, foi genial. A banda que acompanhava Cássia Eller era muito empolgante. Mesmo que não sejam do seu gosto, o talento desses músicos é autêntico. Mas quem saberia seus nomes?

Eu acho que, em matéria de música, as pessoas se importam muito mais com o geral do que com o específico. Elas gostam de determinada música, de determinado artista, mas não se preocupam em tentar entender todos os fatores que fazem a música (ou a banda) ser boa”, diz Danilo Venticinque, editor-assistente da revista Época.

Esse papo soa estranho em um país que sempre consumiu bastante música, que tem em sua grande extensão excelentes músicos, e que, além disso, é mundialmente reconhecido pela sua música. Porém, é um hábito que parece não estar muito destoante do resto do mundo.

Essa falta de interesse é normal e está vinculada à pessoa que simplesmente gosta de ouvir, que não toca instrumentos musicais, não coleciona CDs. Americanos ou alemães, por exemplo, será que sabem os nomes dos integrantes de suas bandas favoritas?”, questiona Fábio Pereira, sócio de uma empresa que importa equipamentos de vídeo e que toca guitarra como hobby.

A música em si não é tão diferente de outras formas de arte. Também não existe a dedicação da população em buscar nomes de destaque na parte técnica de um filme. Quando se assiste a um filme ou a uma série épicos, por exemplo, os elogios concentram-se muito em sua fotografia, mas os espectadores médios não buscam saber quem é responsável por imagens tão bonitas. O interesse, nesse caso, também prevalece sobre o que chama mais atenção, a
interpretação dos atores.

Se a pessoa não é heavy user, pra que ela irá querer saber? Ela vai ocupar a mente com outras coisas. Você fica lendo os créditos de todas as séries que assiste na TV?”, aponta Leonardo Moura, do marketing de produto do canal GNT.

Fábio Pereira segue o mesmo caminho de Leonardo: “Acho que até dá pra fazer uma analogia com os filmes de Hollywood. Muitos gostam, alguns sabem os nomes dos protagonistas, mas quantos sabem o nome do diretor e do roteirista? Certamente os que têm uma intimidade com o cinema tão grande quanto aqueles que sabem os nomes dos integrantes possuem com a música”.

O culto ao “artista” também se aplica nessa discussão. O fato de aparecer em revistas e sites de fofoca ou campanhas de propaganda na TV, de dar mais entrevistas e de lançar modas faz com que haja uma supervalorização do frontman. Isso tudo o torna um ídolo, que em muitas vezes tem a carreira acompanhada ao longo dos anos. “Eu acho que tem um lance cultural no Brasil, de dar atenção ao líder, a quem está na frente, a quem aparece mais. As pessoas não tem ideia do nome de quem toca com Gil, Caetano, Marisa Monte, mesmo que sejam muito bons”, avalia Julia Duarte, jornalista freelancer.

A falta de conhecimento mais profundo pode ser mais um elemento que atrapalha nessa questão. “O trabalho de um vocalista é muito mais acessível, fácil de entender para um ouvinte médio do que o trabalho de um guitarrista”, Danilo acrescenta.

Óbvio que esses músicos, que acabam ficando à sombra dos artistas, têm muito mais a oferecer se lhes fosse dado o devido valor. Poderiam lançar trabalhos solos, com bandas próprias, ou criar projetos paralelos, trilhas sonoras e mesmo produzir outras bandas. Mas nessa hora conta muito o carisma do músico.



Alguns conseguem ter destaque, o menor que seja. Como Fernando Deluqui nos anos 80, que tocava guitarra no RPM; o ex-baixista do Charlie Brown Jr. Champignon, nos anos 90; Fernando Catatau, guitarrista do Cidadão Instigado, anos 2000. Milton Guedes, por exemplo, é um dos casos que tentaram se sobressair. Depois de tocar sax e fazer backing vocal na banda do Lulu Santos lançou disco solo nos anos 90. Lúcio Maia e Jorge Du Peixe continuaram com o Nação Zumbi após a morte de Chico Science, além do projeto Los Sebosos Postizos. Todos esses mesmo assim ficam restritos à rodinha dos que realmente acompanham música, principalmente quando essa música é o rock.

Quanto aos veículos de comunicação, a imagem que se tem é de que eles ignoram músicos que não sejam líderes de bandas. “A banda fica sempre escondida e acaba por não levar o mérito”, percebe Julia. “A mídia já impõe isso, colocando o vocalista como líder e foco das bandas, apagando o restante dos membros”, concorda Leonardo Areal, proprietário de um pet shop e DJ nas horas vagas.




Mas existe, sim, uma parcela do público que busca uma informação mais detalhada dos músicos. Dois gêneros específicos têm ouvintes com essa natureza: o rock e o jazz. Esses tipos de música contam geralmente com um público fiel e interessado não apenas nas canções de sucesso. “Eu acho que o rock é um pouco diferente, porque as bandas costumam reforçar bastante a identidade de todos os integrantes, não só do vocalista. E o jazz porque não costuma existir essa figura do vocalista líder de banda. Em vez disso, rola uma meritocracia dos instrumentistas- o líder normalmente é o melhor músico. Os outros tocam com ele para fazer nome e muitas vezes formam seus próprios grupos”, compara Danilo.

Outra parcela de interessados são justamente outros músicos. Os novos, que buscam seguir seus caminhos e inspiração para ingressar nesse terreno, e os veteranos, que precisam estar atualizados com o que rola na área musical. Mas mesmo nesse caso, o interesse tem suas limitações. “Agora que eu tô aprendendo a tocar bateria eu presto atenção nos bateristas, mas geralmente nos nomes, não me ligo na cara deles”, conta Denise Gariani, diagramadora do Jornal da Tarde SP.

O aparecimento de pessoas como os músicos Kassin, Domenico Lancelotti, Nicolas Krassik, Lan Lan, entre tantos outros, têm agitado e renovado a cena musical, tentando tornar essa recente geração mais conhecida do grande píblico. Buscando levar os refletores para si mesmos, eles atuam como produtores, músicos de apoio de famosos cantores, e assim abrem caminho para suas próprias carreiras. Os filhos de artistas renomados também aparecem nessa lista para mudar o hábito de desinteresse do público. Com a vantagem do sobrenome famoso, Moreno Veloso (filho de Caetano), Davi Moraes (Moraes Moreira), Jairzinho (Jair Rodrigues), Max de Castro (Simonal) também atuam em várias posições.




Grupos como a Orquestra Imperial, em que é mais importante o coletivo sobre o individualismo, parece ser um bom caminho para se acompanhar. Apesar de não ser original, vide a Midnight Blues Band nos anos 1990, que contava com músicos do Barão Vermelho, Kid Abelha, entre outros. O projeto da Orquestra, iniciado em 2002, é uma big band formada por músicos de destaque e cantores de relativo sucesso tocando músicas próprias e versões de clássicos do samba e da MPB. Um dos seus segredos para a longevidade é o seguinte: cada integrante tem sua carreira e seus projetos pessoais, e durante a reunião de todos querem saber de misturar influências e se divertir.

O saxofonista brasileiro Josué Caceres, que já teve até banda no México, o Pila Seca, e que foi produzido por Thom Russo (engenheiro de som de Johnny Cash, Eric Clapton, Michael Jackson) e Francis Buckley (engenheiro de som de Alanis Morissette e Aerosmith), de volta recentemente ao Brasil, sugere atitudes que são simples, porém eficazes para se tornar mais conhecido no meio e para o público. “Acho que o músico deve aproveitar as oportunidades e as ferramentas que hoje em dia temos facilmente, como a internet: Facebook, Twitter, Myspace, YouTube. Mas também é de vital importância estar presente nos palcos, fazendo contatos e pegando a maioria de trabalhos possíveis. Temos que plantar para depois colher”.

Mas realmente os grandes interessados sempre serão os colecionadores, os pesquisadores, amadores ou não, os que consomem música grande parte do dia, que lêem biografias, artigos e resenhas nos principais veículos de comunicação. Porém, o mercado musical e o grande público só têm a ganhar com um destaque maior desses músicos. E por isso valem o nosso interesse.

(por Bruno Maia)

Metallica cria selo próprio e primeiro lançamento será DVD ao vivo

terça-feira, outubro 23, 2012
O Metallica anunciou a criação de um selo próprio, que irá lançar o material produzido pela banda a partir de agora. A nova empresa ficará responsável pelo lançamento dos itens na América do Norte, enquanto no resto do mundo o grupo seguirá sendo lançado pelas gravadoras atuais.

O primeiro item do novo selo será o DVD Quebec Magnetic, que chegará às lojas em 10 de dezembro. O vídeo traz músicas gravadas durante duas apresentações da turnê do álbum Death Magnetic (2008) na cidade canadense. O tracklist foi escolhido pelos próprios fãs, em uma votação disponibilizada no site do grupo. As faixas que não entraram no setlist principal foram incluídas como bônus.

Confira abaixo as músicas que estarão em Quebec Magnetic:

Faixas:

That Was Just Your Life

The End Of The Line

The Four Horsemen

The Shortest Straw

One

Broken, Beat & Scarred

My Apocalypse

Sad But True

Welcome Home (Sanitarium)

The Judas Kiss

The Day That Never Comes

Master of Puppets

Battery

Nothing Else Matters

Enter Sandman

Killing Time

Whiplash

Seek & Destroy
 

Bonus
For Whom the Bell Tolls

Holier Than Thou

Cyanide

Turn the Page

All Nightmare Long

Damage, Inc.

Breadfan

Phantom Lord

22 de out de 2012

Assista o clipe de “The Baddest Man Alive”, colaboração do Black Keys com RZA

segunda-feira, outubro 22, 2012
A música faz parte da trilha sonora do filme The Man with the Iron Fists, dirigido pelo próprio RZA, com roteiro do rapper e de Eli Roth (a mente doentia por trás de O Albergue) e com Russel Crowe, Lucy Liu e Pam Grier no elenco - a película ainda não tem data de estreia e nem título definidos para o Brasil.

A colaboração da dupla Black Keys com RZA, além de resultar em um grande som, ganhou um clipe divertidíssimo, com o trio de músicos tocando o terror em um restaurante japonês no melhor estilo Kill Bill, de Quentin Tarantino.

Divirta-se abaixo:

Enquete da semana: o melhor disco de hard rock de 1989

segunda-feira, outubro 22, 2012
Outra briga apertada. Aerosmith e Skid Row lutaram até o fim, mas Pump, o disco que recolocou a carreira da banda de Steve Perry e Joe Perry nos trilhos, ganhou por pouco e foi eleito por nossos leitores como o melhor álbum de hard rock lançado em 1989.

Destaque também para as expressivas votações dos trabalhos lançados pelo Whitesnake, The Cult, Mötley Crüe, Mr. Big, Alice Cooper e Soundgarden, além de Bleach, primeiro disco do Nirvana, comprovando que os nossos leitores sabem distinguir um bom disco, independente dos preconceitos infantis propagados Brasil afora.

Confira abaixo o resultado final:

Aerosmith - Pump - 35%
Skid Row - Skid Row - 33%
Whitesnake - Slip of the Tongue - 29%
The Cult - Sonic Temple - 28%
Mötley Crüe - Dr. Feelgood - 26%
Nirvana - Bleach - 23%
Mr. Big - Mr. Big - 20%
Alice Cooper - Trash - 19%
Soundgarden - Louder Than Love - 18%
Badlands - Badlands - 17%
Blue Murder - Blue Murder - 9%
Extreme - Extreme - 7%
Tesla - The Great Radio Controversy - 7%
Screaming Trees - Buzz Factory - 5%
Ace Frehley - Trouble Walkin’ - 3%
Richie Kotzen - Richie Kotzen - 3%
Great White - ... Twice Shy - 2%
Kingdom Come - In Your Face - 2%
L.A. Guns - Cocked and Loaded - 2%
Michael Monroe - Not Fakin’ It - 2%
Bonfire - Point Blank - 1%
White Lion - Big Game - 1%

Assista “Sacrimony (Angel of Afterlife)”, o novo clipe do Kamelot

segunda-feira, outubro 22, 2012
O Kamelot revelou o primeiro clipe do seu novo álbum, Silverthorn, que sairá no próximo dia 30 de outubro. A faixa “Sacrimony (Angel of Afterlife)”, que conta com a participação da vocalista Elyze Ryd, do Amaranthe, recebeu um vídeo repleto de computação gráfica e efeitos especiais. O disco marca a estreia do novo vocalista, Tommy Karevik, no lugar de Roy Kahn.

A voz de Kahn - ... opa, de Karevik - soa extremamente semelhante à do antigo cantor, mostrando que a banda preferiu apostar na mesma linha que a transformou em um dos destaques da música pesada nos últimos. Entretanto, incomoda o fato de a estrutura de “Sacrimony (Angel of Afterlife)” ser muito similar à de “Center of the Universe”, faixa do álbum Epica, lançado em 2003.

Assista e compare ambas abaixo:

Stratovarius: crítica de Under Flaming Winter Skies (2012)

segunda-feira, outubro 22, 2012
Certas bandas são tão ligadas a uma determinada época que é difícil separá-las de tal período. É o caso dos finlandeses do Stratovarius. O grupo figura fácil entre os três nomes mais influentes e importantes do chamado metal melódico, ao lado do Helloween e do Gamma Ray. Álbuns como Episode (1996) e Visions (1997) foram fundamentais para definir como o estilo deveria soar, e influenciaram milhares de bandas em todo o planeta. Esse é o lado bom da moeda.

O lado ruim é que, já há alguns anos, o metal melódico está estagnado e soa fora de lugar. Muito disso se deu justamente por, salvo raríssimas exceções - uma delas é o Kamelot -, praticamente nenhuma banda inserir novos elementos no gênero, fazendo-o seguir em frente, renovando-se e não perdendo a atenção dos fãs. O próprio Stratovarius tentou isso algumas vezes, mas não foi feliz. Tudo isso faz com que, ao ouvir um novo trabalho do grupo, a sensação de déjà vu seja inerente.

Under Flaming Winter Skies é um álbum duplo ao vivo lançado para marcar a saída do baterista Jörg Michael. O músico, que venceu um câncer recentemente, reavaliou a sua vida e decidiu tentar novos desafios, sendo substituído por Rolf Pilve. Em 16 anos de Stratovarius, de 1995 a 2011, Jörg foi um dos responsáveis pela popularização do uso do pedal duplo no estilo, transformando-se em referência no assunto.

O disco, que está sendo lançado agora no Brasil pela Hellion Records e também possui uma versão em DVD, tem 20 faixas que repassam toda a carreira da banda, incluindo na conta desnecessários solos de guitarra, baixo e teclado - aliás, se era para ter algum solo, que fosse de Michael, que estava se despedindo do grupo. Ao lado de Jörg estão o vocalista Timo Kotipelto, o guitarrista Matias Kupiainen, o tecladista Jens Johansson e o baixista Lauri Porra.

Homenageando dois dos maiores ídolos de Jörg, o Stratovarius gravou versões para clássicos do Deep Purple e do The Who. A releitura de “Burn” ficou até interessante, mas “Behind Blue Eyes” foi assassinada a sangue frio, com o hino imortal de Pete Townshend convertido em um equivocado power metal.

O quinteto faz algumas sutis alterações nos arranjos das canções, porém esse fator, somado à participação do público, não são suficientes para tornar Under Flaming Winter Skies um trabalho atrativo para um público mais amplo, além dos fãs. Apesar da energia na execução e da inegável qualidade técnica dos músicos, tudo soa datado e ultrapassado, remetendo a uma época que ficou para trás e a um estilo que, infelizmente, não soube se renovar ao longo dos anos.

Tudo isso faz com que Under Flaming Winter Skies seja indicado somente para os fãs, como um daqueles itens que as pessoas possuem apenas para não deixar um buraco na coleção. O duplo ao vivo anterior dos caras, Visions of Europe (1998), gravado no auge da banda, é bem mais interessante.

Nota: 6

 

Faixas:

CD 1
Under Flaming Skies
I Walk to My Own Song
Speed of Light
Kiss of Judas
Deep Unknown
Guitar Solo
Eagleheart
Paradise
Visions
Bass Solo
Coming Home

CD 2
Legions of the Twilight
Darkest Hours
Burn
Behind Blue Eyes
Winter Skies
Keyboard Solo
Black Diamond
Father Time
Hunting High and Low

Grave: crítica de Endless Procession Of Souls (2012)

segunda-feira, outubro 22, 2012
Apesar de sua já extensa trajetória - quase 25 anos na ativa -, o Grave jamais figurou entre os nomes mais aclamados do death metal mundial. Até mesmo na Suécia, onde pavimentou o gênero, pode-se dizer que a banda está um passo atrás de Entombed, Dismember e Unleashed, os três pilares absolutos do swedish death metal.

As razões para isso podem ser várias. Me atenho a três: após grande estreia com Into the Grave (1991), a banda não conseguiu manter o ritmo nos álbuns seguintes. Além da constante alternância de integrantes, enfrentou ostracismo de seis anos, entre 1996 e 2002, período no qual não lançou material inédito. Por fim, não possui em sua discografia um álbum fora do comum, que destoe dos demais e seja unanimidade como obra-prima.

Em outras palavras, o Grave não tem, por exemplo, seu próprio Altars of Madness, seu próprio Seven Churches, seu próprio Left Hand Path. Algum disco muito acima da média em termos de qualidade e que sintetize a essência de seu som.

Em contrapartida, tal fator torna a banda extremamente regular e constante. A propósito, algo igualmente louvável. A cada novo lançamento, vem também a certeza de uma sonoridade sempre impiedosa. Death metal sueco com amplo conhecimento de causa.

Em Endless Procession of Souls, lançado em 27 de agosto, a história não é diferente. Porém, desta vez Ola Lindgren, a mente maligna por trás da banda, conseguiu ir além. Os destaques primordiais continuam sendo suas linhas de guitarra e os vocais, só que agora com uma roupagem bem mais eficiente. Produção, mixagem e masterização ficaram novamente a cargo de Ola, que acertou em cheio ao mudar e deixar o som menos grave, menos abafado do que, por exemplo, em Dominion VIII (2008), que exagerava nesse aspecto.

No novo trabalho, o line-up do Grave conta com duas novidades: o baixista Tobias Cristiansson (ex-Dismember) entrou como substituto de Fredrik Isaksson, e Mika Lagrén foi acrescentado como segundo guitarrista, com o grupo voltando a ser um quarteto.

Logo na abertura, após “Dystopia”, uma intro boa e simples, temos duas candidatas a melhores canções do disco: “Amongst Marble and the Dead”, com uma ótima levada de bateria punk/d-beat, e “Disembodied Steps”, com riffs certeiros, um excelente refrão e, desde já, considerada clássico imediato do Grave.

Outros destaques são “Passion of the Weak”, “Winds of Chains” e “Encountering the Divine”, que vêm em sequência em formam uma tríade maldita. Vale ressaltar, e muito, o trabalho do baterista Ronnie Bergerståhl, que não apela para blast beats em demasia e dá uma aula de pedal duplo, fazendo uso desse artifício em momentos pontuais, sem torná-lo pedante.

Ao longo da audição fica evidente o quanto Ola Lindgren bebe na fonte Hellhammer/Celtic Frost. Não de forma negativa, mas aplicando muito bem o que aprendeu com Tom G. Warrior. Exemplo maior disso é justamente “Winds of Chains”. Ademais, a tendência do Grave de incorporar elementos do thrash metal também segue em curso e é latente em “Perimortem”, totalmente calcada na escola alemã do estilo. Possui riffs e uma levada de bateria que a credenciam a figurar facilmente em qualquer disco de Sodom ou Kreator.

Endless Procession of Souls se encerra com “Epos”, dona de mais de sete minutos e repleta de partes cadenciadas. Aliás, esse é outro triunfo do Grave: em muitos momentos, ir na contramão da velocidade gratuita e apostar em passagens moderadas, despejando uma procissão de riffs mais atmosféricos. Sem falar na arte da capa, feita por Costin Chioreanu, e que também é bem bacana. Ponto para os suecos de Visby, certamente donos de um dos melhores discos de death metal de 2012.

Nota 9



Faixas:
1. Dystopia 0:35
2. Amongst Marble and the Dead 5:21
3. Disembodied Steps 5:42
4. Flesh Epistle 3:23
5. Passion of the Weak 4:36
6 Winds of Chains 5:37
7 Encountering the Divine 3:55
8 Perimortem 4:39
9 Plague of Nations 3:35
10 Epos 7:45

(por Guilherme Gonçalves)

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE