17 de nov de 2012

The Sword divulga clipe de "The Veil of Isis"

sábado, novembro 17, 2012
Apocryphon, quarto e novo álbum da banda norte-americana The Sword, é um dos melhores discos de 2012. A faixa de abertura do trabalho, "The Veil of Isis", ganhou um clipe cheio de cenas psicodélicas que contam a história de uma deusa caída em nossa realidade.

Vale o play, tanto pela música quanto pelo clipe, então assista abaixo:

Assista " Watch the World Burn", o novo clipe do Trivium

sábado, novembro 17, 2012
O quarteto norte-americano Trivium, uma das bandas mais interessantes do heavy metal contemporâneo, divulgou o clipe da faixa " Watch the World Burn", música presente em seu último disco, In Waves (2011). O vídeo traz cenas do grupo na atual turnê, intercaladas com imagens dos caras tocando em seu estúdio particular.

Assista a pedrada abaixo:

Helloween divulga título, capa e tracklist de novo disco

sábado, novembro 17, 2012
A banda alemã Helloween, adorada pelo público brasileiro consumidor de heavy metal, divulgou o título, a capa, o tracklist e detalhes de seu novo disco. 

O décimo-quarto álbum de estúdio do grupo se chamará Straight Out of Hell e chegará às lojas no dia 18 de janeiro. O trabalho foi produzido por Charlie Bauerfeind, responsável por todos os discos do Helloween desde 2000.

Straight Out of Hell terá treze faixas, e você pode conferir o tracklist completo abaixo:

1. Nabataea
2. World of War
3. Live Now!
4. Far From the Stars
5. Burning Sun
6. Waiting for the Thunder
7. Hold Me in Your Arms
8. Wanna Be God
9. Straight Out of Hell
10. Asshole
11. Years
12. Make Fire Catch the Fly
13. Church Breaks Down

16 de nov de 2012

Saxon revela título, capa e data de lançamento de seu novo disco

sexta-feira, novembro 16, 2012
A lendária banda inglesa Saxon anunciou detalhes sobre o seu novo disco. Sacrifice, vigésimo álbum de estúdio do grupo, sucede Call to Arms (2011) e será lançado em fevereiro de 2013 - o dia específico ainda não foi revelado.

O trabalho terá 10 faixas e sua capa também foi divulgada. A produção ficou a cargo do vocalista Biff Byford e do renomado Andy Sneap.




Confira abaixo o tracklist completo de Sacrifice:
 


1. Procession
2. Sacrifice
3. Made in Belfast
4. Warriors of the Road
5. Guardians of the Tomb
6. Stand Up and Fight
7. Walking the Steel
8. Night of the Wolf
9. Wheels of Terror
10. Standing in a Queue

Coldplay cancela turnê brasileira três dias depois de anunciá-la

sexta-feira, novembro 16, 2012
Mistério rondando o “mundo Coldplay”. Após anunciar uma extensa turnê de estádio pela América Latina nesta semana, com duas datas no Brasil, a banda inglesa pega todo mundo de surpresa e informa que a turnê está cancelada. O motivo não foi esclarecido.

O grupo de Chris Martin tocaria no país dia 5 de fevereiro em São Paulo e dia 7 em Porto Alegre. Os ingressos tinham venda programada para iniciar no próximo dia 21.

Através do site oficial, o Coldplay soltou o seguinte comunicado:

“Com muita tristeza nós fomos forçados a adiar a nossa recém anunciada tour na América Latina devido a circunstancias inesperadas. Pedimos desculpas a todos que estavam esperando pelos shows e torcemos para que novas datas sejam anunciadas em breve. Carinhosamente, Coldplay”.



A banda tocaria ainda em La Plata (dia 9), Santiago (12), Cidade do México (15), Guadalajara (18) e Monterrey (19).

A T4F, empresa responsável pelos shows no Brasil, ainda não se pronunciou.

(Matéria publicada originalmente na Popload)

Onde foram parar os artistas polêmicos da música?

sexta-feira, novembro 16, 2012
Chamar a atenção do público sobre um lutador de boxe negro preso injustamente, artistas negros lutando contra a segregação racial, discutir a legalização da maconha, misturar música com religião ou política. Todos esses temas geraram muita polêmica no passado, levando a discussão além do terreno musical. Se casos como alguns destes ainda não deixaram de ser tabu, afinal onde foram parar os artistas que tinham o que dizer em suas letras, que tinham atitude para desafiar o status quo?

Recentemente, se você acessasse os sites de notícias, veria o destaque da suposta história de plágio da música mais recente produzida pelo Latino ou a briga pelos direitos autorais de “Ai Se Eu Te Pego”, ou mesmo a Sandy, que criou discussão com a declaração de que era possível ter prazer com sexo anal. Infelizmente, nenhum desses casos tinha tanta importância assim. E se a atenção fosse focada para a música internacional o quadro não seria muito diferente. Britney Spears tem um surto na frente de jornalistas. Rihanna foi espancada pelo namorado, o também cantor Chris Brown. Lady Gaga pediu para largarem do seu pé quanto ao peso, dizendo que Adele é “maior” que ela. 

Polêmica na música virou sinônimo de fofoca, declarações fora de contexto, brigas judiciais, entre tantas coisas mais banais. O artista provocador, controverso dentro e fora dos palcos, perdeu espaço para personagens que fazem de tudo para aparecer sem ao menos ter o que falar. Ironicamente, porque ao longo da história percebe-se que o contestador atrai olhares negativos para sua obra por uns, mas também provoca a curiosidade pelo seu trabalho por outros, deixando sua marca na história musical. A falta da polêmica é sentida por Fabrício Rodrigues. Junto com o também jornalista João Paulo Borges e o publicitário Fernando Pascale, forma um dos pilares do Café com Polêmica, podcast que já ultrapassou 43 mil plays em 24 episódios. “Mais do que polêmica, acho que falta um posicionamento crítico (na música). Aprendi mais sobre História com ‘Nome aos Bois’, dos Titãs, do que em muita aula no colégio. Para ser polêmico tem que ter um pouco de inteligência, de humor, de coragem. Tá faltando um pouco de tudo isso, mas especialmente de humor. Os polêmicos foram parar no rap, no funk carioca, no tecnobrega, na Lady Gaga, em tudo, menos no rock”, analisa Fabrício. 


Antigamente não era assim. O rock, desde sua origem nos anos 1950, foi marcado pela polêmica, considerado pela sociedade (leia-se brancos) música do demônio. Todos que o escutavam eram taxados de rebeldes e transgressores. Nesse início, a polêmica ficou evidente no ritmo em si. A partir desse ponto, a música e a controvérsia começaram a andar cada vez mais juntas. Cantores como Jerry Lee Lewis e Little Richards, com suas atitudes provocadoras, foram dois dos artistas que esquentaram o palco para tudo o que veio depois. Lewis, aliás, fez polêmica fora dos palcos, casando-se com sua prima menor de idade. Ike Turner, o primeiro a gravar uma música de rock and roll, “Rocket 88” (fato polêmico por natureza), ficou mais conhecido como aquele que espancava sua então mulher, Tina Turner, do que o que realmente significou para a música. Elvis Presley com seu violão e seus quadris dançantes deixou praticamente todas as mães da época acordadas rezando por suas filhas adolescentes. 


O folk, na década seguinte, migrou do campo para a área urbana. Se antes era um estilo de música popular encontrado em comunidades afastadas, nos anos 1960 passou por mudanças no conteúdo, transformando-se na trilha sonora da geração beat – que mais tarde originou os hippies. Esse foi o início de toda uma década de protesto, que teve em Bob Dylan seu maior ícone. Inspirado completamente no começo por Hank Williams e Woody Guthrie, logo ele adquiriu voz própria. Ele só precisava de seu violão, às vezes de sua gaita, e toda a sua poesia. Foi quando seus versos “E quantas balas de canhão precisarão voar / Até serem para sempre banidas? / A resposta, meu amigo, está soprando ao vento”, “Pois os tempos estão mudando”, entre tantos outros, conectaram-se instantaneamente com os jovens politizados da época. Os anos 60 foram rebeldes por excelência. Era bacana fazer parte da contracultura. 


Dessa vez a polêmica se deu sobretudo pelo discurso, mas a música, as drogas e a moda tiveram papel definitivo. E se Bob Dylan deu a partida para uma década de protestos, foram os Beatles que deram o pontapé inicial não só da música de como a conhecemos hoje, mas de toda a cultura pop. Quando os Beatles cruzaram com pessoas como Dylan, desta vez com sua guitarra elétrica, seu som mudou radicalmente. Assim como a música. E foi criada toda uma verdadeira mitologia ao redor de seus integrantes. Prova disso são seus depoimentos, como “os Beatles são maiores que Jesus Cristo”, a lenda de que Paul McCartney estava morto, o boato de Yoko Ono seria a causa principal da separação do grupo, além de músicas como “Lucy in the Sky with Diamonds”, com sua suposta reunião em seu título de letras de uma das drogas em maior evidência, o LSD. São tantas “histórias”, mitos ou verdades, que fizeram com que eles se tornassem uma das bandas mais polêmicas de todos os tempos. 

Os Rolling Stones com certeza também fazem parte do topo dessa lista. Todo o carisma sexual de Mick Jagger, a morte do ex-integrante Brian Jones, músicas como “Sympathy for the Devil” contando a história em primeira pessoa do próprio diabo, a tragédia, em 1971, com morte e inúmeros feridos no show dos Festival de Altamont , etc. Uma banda com a quantidade de polêmica comparável à sua quantidade de anos na estrada. Outros artistas não ficaram tão atrás, pois a geração dessa época (diferentemente de hoje em dia) procurava por isso, figuras que diziam o que os jovens queriam dizer, que agiam com a liberdade que eles queriam ter. The Who, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Frank Zappa mostraram que polêmica não se faz apenas com o conteúdo, mas também com atitude. Depois disso, no final da década, vieram David Bowie e (em seguida) toda a androgenia do Glam Rock, Alice Cooper, Iggy Pop, Lou Reed. Era a polêmica máxima da moda, com maquiagem pesada no rosto e roupas extravagantes. 


Com a virada dos ano 60 pros 70 surgiu também o heavy metal do Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin, adicionando mais polêmica à música. E com isso um novo capítulo se inicia. As ramificações desse tipo de som foram ilimitadas, em maior ou menor grau de polêmica, até os dias de hoje. O rock abriu diálogo com temas como a morte, o ocultismo e diversas outras formas de sobrenatural. Se antes a sociedade achava que o rock and roll era coisa do demônio, foi com o heavy metal e toda a sua agressividade que eles se chocaram. 


Anos depois, no final dos anos 70, o punk se destacou com os gritos de rebelião e anarquismo dos Sex Pistols. Musicalmente primitivos, com mensagens pessimistas, debochados, ofensivos ao extremo e despreocupados com a opinião pública, ridicularizaram a Rainha da Inglaterra e todo o modo de viver inglês. 


A partir dessa época, a polêmica começou a aparecer mais forte em outros ritmos além dos subgêneros do rock. Bob Marley, Peter Tosh, Jimmy Cliff (entre tantos outros músicos de reggae) polemizaram com as cores da bandeira da Jamaica a sociedade mundial, levando sua mensagem sobre questões sociais através da música. A divulgação da cultura rastafári por esses artistas trouxe a religião para dentro do ambiente musical, com grande destaque para a maconha como um hábito sagrado. 

Depois de ser criado no final dos anos 60, também na Jamaica, o rap ganhou o mundo levando novamente o discurso para o centro das atenções. Afinal a mensagem seria mais importante que o ritmo. Os principais nomes no assunto são Public Enemy, que protestou até contra Elvis Presley em uma de suas músicas que falam sobre opressão do negro, o controverso Body Count, com seu gangsta rap e toda a violência explícita em suas letras, colocando em foco a força policial de Los Angeles. E com suas disputas de gangues, o rap foi a trilha sonora para duas das mortes mais polêmicas da música, os rappers Tupac Shakur e Notorious B.I.G. 


Nesse meio tempo, antes de chegar aos anos 80, com a maquiagem pesada de vários estilos, quem deixou a música com uma cara mais irônica foram nomes como Elton John e Freddie Mercury. Ambos foram dois grandes ícones que levantaram a bandeira em defesa da homossexualidade, com muito humor. Já na década de 80, Madonna polemizou batendo de frente com a igreja, levantando discussão com temas como o aborto, virgindade, a liberdade de expressão e o feminismo. Cindy Lauper nesse mesmo período também cantou muito sobre o feminismo e sobre masturbação, com uma das suas músicas mais polêmicas, “She Bop”. O Rei do Pop, Michael Jackson, causou comoção com toda a sua história com as exigências por parte de seu pai, e anos mais tarde com seus estranhos hábitos (como o uso público de máscaras) e as acusações de abusos de crianças. Mas no terreno musical abriu espaço para a mistura de ritmos, com a guitarra em “Beat It”, por exemplo. 


A música de protesto voltou com o Rage Against the Machine, nessa década. Dois de seus maiores hits, “Killing in the Name” e “Bulls on Parede” inflamaram o mercado fonográfico abrindo caminho para bandas como Korn, System of a Down e Slipknot. Já a androgenia voltou com Marilyn Manson, um artista único que continua lançando discos, mas foi praticamente banido da mídia pela suposta má influência nos adolescente norte-americanos. E é uma pena que isso aconteça ainda nos dias de hoje. Manson é um artista incompreendido pela grande massa, um artista necessário no mundo do entretenimento, em grande parte pela sua ironia de, por exemplo, tocar no assunto sobre fascismo. O que muitos não entendem é que aquilo esteja ligado a uma sátira, não a uma apologia. 


A “briga” entre bandas voltou à mídia com Oasis e Blur. A competição dos dois grupos ingleses chamou atenção para o Britpop. O Oasis ainda contava com a polêmica de seus dois principais integrantes, os irmãos Liam e Noel Gallagher, se odiarem. Se era autopromoção ou não, nunca se saberá. Mas o fato da banda não existir mais dá alguma pista ao que realmente se passa entre os dois. 


Nesse meio tempo, o rap volta a ser realmente polêmico com Eminem. O rapper branco mais famoso, não tinha autocensura, falava mal de quem quer que fosse diferente dele, incitando a violência e tirando sarro de artistas pop, como Christina Aguilera e Marilyn Manson. Talvez com tanta controvérsia e processos, Eminem deu uma acalmada. 

Já no Brasil, a polêmica começou a acontecer fortemente com os protestos contra a ditadura militar. No intuito de darem a volta na censura foi enorme o uso de metáforas e ironias. Esse é o período mais rico da história da música em termos de ideias e conteúdo. Músicas inteligentes que se transformaram em verdadeiros hinos do país. As edições do Festival da Canção foram o celeiro dos artistas mais polêmicos. Nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Zé Kéti, Geraldo Vandré foram alguns das principais figuras dessa época. As canções “Alegria, Alegria”, “É Proibido Proibir”, “Cálice”, “Caminhando (Pra não dizer que falei das flores)”, entre outras, despertaram na população a sede pelo protesto. Logo veio Ney Matogrosso, um dos poucos brasileiros que fizeram polêmica com o visual. Com sua forte presença de palco, seu figurino, seus trejeitos e sua voz tornou-se um grande showman. Raul Seixas trouxe o bom humor na hora de criticar. Ele soube como poucos usar metáforas em suas letras. Aí vieram Cazuza e Renato Russo com seus discursos afinados com seus públicos, levantando a bandeira por menos moralismo e preconceito. Anos mais tarde, suas mortes prematuras fizeram adormecer o “líder controverso”. 

E com o que se rebelar após o fim da ditadura? A liberdade de expressão foi jogada no colo dos artistas e aparentemente eles não souberam aproveitar direito. As poucas bandas que fizeram algum reboliço foram as originárias de Brasília (Aborto Elétrico, Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial) e de São Paulo (Ratos de Porão, Ira!, Titãs, Ultraje a Rigor, Garotos Podres). O Camisa de Vênus, de Salvador, era dessa turma de protestantes, e tinha em seu repertório músicas como a corajosa “País do Futuro”: “No peito um crachá, na boca um sanduiche misto / Muito pouco aqui no bolso, mas muita fé em Jesus Cristo / Quem sabe ele se zanga, desce lá do Corcovado / Passa o cajado nessa corja, Deus também fica retado”. 


Logo depois que o rap começou no país houve uma distinção entre artistas cariocas e paulistas. Se no Rio de Janeiro essa música assumiu em grande parte a diversão, em SP cantava-se sobre o cotidiano de periferias. Foram os Racionais MCs que chamaram mais atenção discutindo a opressão e a miséria entre uma infinidade de assuntos em suas músicas. Sem ter uma gravadora por trás com grandes estratégias de marketing, venderam o CD de maneira informal, sendo assim, muito difícil de se ter uma ideia da quantidade. Mas fala-se que bateram 1 milhão de cópias. 


Nos anos 90 houve bastante polêmica no mundo musical. Lobão foi um dos personagens principais nesse sentido. Depois de se livrar de processos por conta de droga e um longo período desacreditado, arriscou e ganhou. Enfrentou o mercado fonográfico, assim como os Racionais, vendendo em bancas de jornais um CD com tendências eletrônicas que vinha com uma revista. O que o fez voltar a ser relevante no mercado musical. Com um álbum pronto para lançar, Gabriel, O Pensador foi também um dos artistas solo mais polêmico dessa década. Sem contar as músicas sobre drogas e crítica social, sua música “Tô Feliz Matei o Presidente” fez parte da trilha sonora dos “caras-pintadas” contra o então presidente, Fernando Collor. É de se espantar que ele tenha conseguido lançar uma música com esse título. Será que nos EUA, autointitulado país da liberdade, ele teria o mesmo sucesso? 

Em termos de bandas, o Planet Hemp foi a mais polêmica dos anos 90. Controverso até no nome, pregando a descriminação da maconha, foram acusados de apologia, foram proibidos de tocar em vários lugares, presos, entre tantas outras coisas, numa trajetória tão curta. De lá pra cá o tema adormeceu. Só um lançamento jogou o foco novamente sobre o assunto, o documentário Quebrando o Tabu (2011). 


A última grande real discussão na música veio do outro lado do mundo, com a banda Pussy Riot. Na Rússia, a banda formada por três mulheres desafiou em março deste ano a campanha para presidência de Vladimir Putin. O tema da liberdade de expressão virou assunto principal novamente. Infelizmente, pois a liberdade não pode ser discutida, ela tem que simplesmente existir. O apoio à banda se fez em massa pelas redes sociais e entre cantores de sucesso, como Sting, Peter Gabriel, Red Hot Chili Peppers, entre tantos outros. As integrantes seguem presas, condenadas a 2 anos de prisão. 


Fora isso, convivemos hoje em dia com supostas polêmicas, agora muito mais na música pop e no rap do que em qualquer outro estilo. Um dos poucos roqueiros a incitar o debate de questões importantes além da música é o vocalista do Detonautas, Tico Santa Cruz. Mesmo assim, sua procura por causas nobres parece muitas vezes aleatória, deixando a impressão de que ele seja um “rebelde sem causa”. “O rock perdeu a aura de gênero polêmico e provocador porque isso foi sintoma de uma geração. Depois dessa geração Y, que cresceu a partir da era da internet, Rock não faz mais sentido como contestação. (Para eles) Hoje rock é som de tiozinho, de comercial de carro. Nunca essas bandas ganharam tanto dinheiro com turnê porque a galera que curtia nos 70, 80 e 90 agora é adulta e tem mais condições financeiras. E compra muita coisa – Rock Band, biografias, pôsteres, camisetas, edições deluxe de discos clássicos etc. Ou seja, a rebeldia foi capitulada pela publicidade”, compara Fabrício Rodrigues. Para ele, a polêmica atualmente é de baixo nível. Colocando dois artistas na balança, um do passado e outro atual, Fabrício desabafa, “O fato de a Preta Gil fazer mais sucesso hoje em dia que o Gilberto Gil para mim é bem polêmico”. 

Se pessoas com o corpo tatuado, piercings, homens maquiados (às vezes com vestidos) não chamam tanto a atenção, se os músicos não investem em composições de protesto, como será o perfil desse artista polêmico hoje em dia e no futuro? Existe espaço para as canções de amor, a saudade, a curtição na balada. Mas ainda há muito com que se rebelar. Sempre de forma inteligente, com mensagens relevantes, quanto mais irônico melhor. O grande problema é uma das piores invenções da sociedade recente, o politicamente correto. “Ser polêmico hoje em dia pega mal. O que é uma pena, porque no fundo todo mundo curte uma polêmica. Mas tem tanta patrulha politicamente correta por aí que, se bobear, sujeito te processa. Imagina o Camisa de Vênus lançando hoje “Sílvia” e cantando que ‘todo homem que sabe o que quer / pega o pau pra bater na mulher’? Ia dar guerra civil!”, conclui Fabrício. 

A música precisa de figuras fora do padrão que se destaquem, que sejam um espelho da sociedade, que causem desconforto e autorreflexão, cantando temas propícios ao debate, com conteúdo e talento para abrir portas para os que ainda virão. Só assim a arte avança para o futuro. E o público amadurece. 

(por Bruno Maia)

Rush: 2112 será relançado em versão 5.1

sexta-feira, novembro 16, 2012
O Rush divulgou ontem em seu site oficial a capa de 2112 Five Point One, reedição do disco 2112 na versão 5.1 Surround Sound Mixes. O material será lançado mundialmente em 18 de dezembro pela Universal Music Enterprises em três formatos: Deluxe Editions, em CD/DVD ou CD/Blu-Ray; e Super Deluxe Edition, com CD, Blu-Ray e um livro de 40 páginas com representações em quadrinhos de cada música do disco.

As versões Deluxe e Super Deluxe terão o CD com o disco remasterizado mais três faixas ao vivo inéditas e o DVD, ou Blu-Ray, com o disco remasterizado em 5.1.  


Segundo o site oficial da banda, as faixas inéditas ao vivo serão "Overture" e "The Temples of Syrinx", ambas gravadas em junho de 1981 em Edmonton, Canadá, e "A Passage to Bangkok", registrada em junho de 1980 em Manchester, Inglaterra.

O livro em quadrinhos é obra do artista Tom Hodges, que tem no currículo trabalhos como Star Wars – The Clone Wars e The Simpson´s - Treehouse of Horrors #17.

Lançado originalmente em 1976, 2112 foi o mergulho definitivo do Rush no rock progressivo. Sua faixa título conta uma história futurística, que se passa em 2112. Em seu site o Rush brinca que o relançamento sairá em tempo para o 21/12, o dia em que o mundo deverá acabar segundo alguns intérpretes de uma profecia da civilização maia.


(por Nelson Júnior)

14 de nov de 2012

Led Zeppelin: assista a versão de “Black Dog” presente em Celebration Day

quarta-feira, novembro 14, 2012
O Led Zeppelin acabou de divulgar o vídeo da versão de “Black Dog” que estará no DVD e blu-ray Celebration Day, que será lançado no próximo dia 19 de novembro em todo o mundo em diversos formatos. O show é o registro da apresentação realizada por Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e Jason Bonham em novembro de 2007 na O2 Arena, em Londres.

A versão para “Black Dog” é excelente, e deixa a gente ainda com mais água na boca.

Confira abaixo:

As Novas Caras do Metal - Parte 13: nem só de peso vive o homem

quarta-feira, novembro 14, 2012
Essa edição da série As Novas Caras do Metal apresenta, como sempre, novas bandas de heavy metal, mas não apenas isso. Temos aqui grupos também de hard rock, southern e até alternativo, mas todos com a mesma característica: uma certa dose de peso e muita qualidade. Aumente o volume e descubra com a gente as suas novas bandas favoritas!

Blackberry Smoke 

Começamos essa edição com uma banda que não é de heavy metal, mas faz um som que tem tudo para agradar os fãs do estilo. Natural de Atlanta, o Blackberry Smoke faz um southern rock que bebe direto nos tempos áureos do Lynyrd Skynyrd. Guitarras faiscantes, solos memoráveis, vocal cheio de malícia e um piano fazendo a cama tornam a música dos caras extremamente recomendável para aficcionados pelo rock produzido no sul dos Estados Unidos. O quinteto já gravou três discos - Bad Luck Ain’t No Crime (2003), Little Piece of Dixie (2009) e The Whippoorwill (2012) -, sendo que o mais recente é um dos melhores lançados este ano. 

The Sword 

O The Sword não é uma banda nova, já que está na estrada desde 2003. No entanto, aqui no Brasil pouco se fala sobre o quarteto norte-americano, e a maioria dos fãs de heavy metal nunca ouviu o seu som. O quarteto tem uma discografia formada por quatro discos - Age of Winters (2006), Gods of the Earth (2008), Warp Riders (2010) e Apocryphon (2012) -, todos muito bons. O som é um stoner metal com, como não poderia deixar de ser, uma grande infuência de Black Sabbath, porém com farto uso de guitarras gêmeas e melodias que remetem ao Thin Lizzy. Altamente viciante! 
 
Gypsyhawk 

Hard rock dos bons é a especialidade deste quarteto natural da ensolarada Pasadena, cidade localizada no estado da Califórnia. Os caras tem apenas dois discos nas costas, Patience and Perseverance (2010) e Revelry & Resilience (2012), e ambos são altamente recomendáveis para quem curte um som pesado e com grandes melodias. O hard do Gypsyhawk é farto em guitarras gêmeas, com trechos inspirados que farão a alegria de quem curte Thin Lizzy, por exemplo. 
Mos Generator 

O negócio deste trio norte-americano é um stoner temperado com uns lances meio southern rock. O som alterna passagens pesadas com trechos mais calmos, criando nuances interessantíssimas. Com quatro discos na bagagem - Mos Generator (2002), The Late Great Planet Earth (2006), Songs for the Future Gods (2007) e Nomads (2012) -, o Mos Generator se destaca pelas composições consistentes e ótimos riffs. Rock direto, e dos bons! 
Pontus Snibb 3 

Power trio saindo do forno! O Pontus Snibb 3 é sueco e estreou em 2012 com o álbum Loud Feathers. O grupo é formado por Pontus Snibb (vocal e guitarra), Mats Rydström (baixo) e Niklas Matsson (bateria), músicos experientes com passagens por bandas como Bonafide e Backdraft. O som é um hard direto e com clima setentista, mantendo o nível apresentado pelas bandas vindas da Suécia nos últimos anos. 
My Dynamite 

Quinteto australiano que lançou o seu disco de estreia em 2012, batizado apenas com o nome da banda. Os garotos parecem filhos do Black Crowes, fato acentuado pelo timbre do vocalista Patrick Carmody, bastante similar ao de Chris Robinson. O som é muito influenciado pelos Crowes e por nomes como Stones e Faces. Nada original ainda, porém a banda mostra potencial para evoluir e encontrar a sua identidade nos próximos anos. 

Dust Bolt 

Quarteto alemão de thrash metal formado em 2006. Os caras lançaram um EP em 2010, Chaos Possession, e colocaram o seu primeiro disco na praça em 2012. Violent Demolition é um álbum forte e, apesar de se tratar de uma banda europeia, o som é bastante influenciado pela cena norte-americana, principalmente por nomes como Exodus e Testament. O grupo abriu diversos shows do Sepultura e possui uma relação bem próxima com a banda brasileira. 
 
Cauldron 

Trio canadense na ativa desde 2006, o Cauldron já gravou três discos: Chained to the Nite (2009), Burning Fortune (2011) e Tomorrow’s Lost (2012). O som é um metal tradicional com uma pegada bem oitentista, feito sob medida para saudosistas. Apesar de datado em alguns momentos, garante momentos de diversão.
 
Black Pistol Fire 

Duo canadense formado por Kevin McKeown (vocal e guitarra) e Eric Owen (bateria). O som se equilibra entre o southern e o rock alternativo, como uma espécie de Black Keys mais cru. Talvez a sujeira e a aspereza não agradem os fãs de metal clássico, porém as canções são fortes e parecem ter sido gravadas em um boteco perdido da Route 66. Os caras já lançaram dois discos, Black Pistol Fire (2011) e Big Beat ’59 (2012).

 
Freedom Hawk 

Quarteto formado em 2005 nos Estados Unidos e que já colocou na roda três discos - Sunlight (2008), Freedom Hawk (2009) e Holding On (2011). Heavy metal tradicional, com boas melodias e um vocalista que soa como uma espécie de Ozzy Osbourne mais jovem. 

Conheça os ganhadores do Classic Rock Roll of Honour 2012, premiação promovida pela revista Classic Rock

quarta-feira, novembro 14, 2012
Aconteceu ontem em Londres a edição 2012 do Classic Rock Roll of Honour, premiação anual promovida pela revista Classic Rock. Tendo Duff McKagan como apresentador, o evento contou com a participação de diversos músicos. O Rush foi o grande destaque da noite, levando os prêmios de melhor banda e álbum do ano.

Confira abaixo os vencedores em cada categoria:

The Living Legend - ZZ Top
Evento do Ano - Ginger arrecadando 250 mil libras via crownfunding
Revelação - Rival Sons
The Musicians’ Union Maestro - Phil Manzanera
Tommy Vance Inspiration - Jon Lord
Classic Songwriter - Russ Ballard
Outstanding Contribution - The Damned
Classic Album - Status Quo Live! (1977)
V.I.P. Award - Tony Smith
Metal Guru - Anthrax
Melhor Banda Nova - Tracer
Álbum do Ano - Clockwork Angels, do Rush
Reedição do Ano - A série Immersion, do Pink Floyd
Fime/DVD do Ano - The Story of Wish You Were Here, do Pink Floyd
Banda do Ano - Rush
Spirit of Prog - Family
Showman do Ano - Nikki Sixx
Retorno do Ano - Lynyrd Skynyrd

13 de nov de 2012

A estúpida e desnecessária arrogância roqueira

terça-feira, novembro 13, 2012
Você gosta de rock. Eu também. Que bom, né? Eu também curto outros gêneros, como blues, jazz, funk e pop. Imagino que você também. Afinal, quem ama de verdade a música tem sempre uma curiosidade constante em descobrir novos sons. Esse comportamento faz parte do nosso DNA.

O que não faz, ou não poderia fazer, é o preconceito. Como estamos em um site que fala sobre música, sobre som, vamos nos prender ao preconceito musical. Para gostar de um estilo você não precisa falar mal do outro. É desnecessário. Michel Teló faz sucesso? Que bom pra ele. Tem gente que adora o Michel Teló? Deixa elas. Não existe nada mais chato do que alguém querendo impor a sua verdade como se ela fosse a única que existisse.

É claro que temos músicas e artistas bons e ruins, as eles estão em qualquer gênero musical. Assim como não há nada de bom na obra de um cara como Latino, não há nada de bom em diversas bandas de rock que apenas repetem o que já foi feito há décadas. Cabe a você julgar. E é justamente fazendo uma volta ao primeiro parágrafo deste texto que você conseguirá reunir elementos para identificar, logo de cara, o joio do trigo.

Quanto mais se faz uma determinada coisa, melhor a gente fica nela. Com a música acontece o mesmo: quanto mais ouvimos, melhor fica o nosso ouvido. Quanto mais contato temos com diferentes tipos de música, maior fica a nossa capacidade de julgamento e o nosso conhecimento sobre os sons. Ouvir, por exemplo, um disco como Bitches Brew, de Miles Davis, é uma barreira quase que intransponível em um primeiro momento. Mas, ao insistir na luta, aos poucos vamos nos acostumando com o formato pouco usual das canções que estão no álbum, e elas vão sendo absorvidas pelo nosso sistema auditivo. E aí, sem mais nem menos, ao mergulhar em um trabalho como Bitches Brew e entender o som que ele propõe ao ouvinte, fica mais fácil e rápido digerir sonoridades que julgávamos anteriormente intrincadas, mas que agora se revelam em toda a sua plenitude.

A arrogância estúpida e desnecessária presente no título deste post se refere à postura que cada vez mais pessoas que curtem rock fazem questão de ostentar, de maneira clara, em suas redes sociais. Uma propagação de preconceito que é inaceitável em uma forma de arte como a música, que carrega consigo uma grande parcela de experiência pessoal para determinar o que é importante para cada indivíduo. Exemplos não faltam. O Linkin Park tocou recentemente no Brasil e diversas manifestações contrárias ao grupo pipocaram de todos os lados. Acusações de que os caras não eram “rock” foram as mais comuns. Estilisticamente, o grupo toca rock acrescentado de elementos de rap e pop. Como qualquer mistura, ou qualquer sonoridade, ou qualquer banda, agrada alguns e não agrada outros. Quem não gosta, simplesmente deveria seguir a vida e deixar quem curte em paz. E, só para constar, o som do Linkin Park não faz a minha cabeça, mas tenho mais o que fazer do que ficar xingando muito no Twitter ou seja mais onde for.

O mesmo vale para Lady Gaga. A passagem da cantora norte-americana pelo Brasil foi marcada por uma venda muito menor de ingressos do que se esperava. Fracasso não foi, já que Gaga colocou 30 mil pessoas, embaixo de chuva, em São Paulo. Porém, o buraco aqui é mais embaixo, pois aponta para uma espécie de saturação no mercado de shows internacionais no Brasil, regado a preços fora de órbita, em uma conjuntura que reflete diretamente em artistas e fãs de todos os gêneros musicais. Mas, é claro, a grande maioria dos sábios e evoluídos rockeiros não percebe isso, desejando que as apresentações sejam realmente um fracasso simplesmente por se tratar de uma artista pop e, logo e portanto, “descartável” em sua miopia.

Rockeiros esses que, em sua maioria, são dignos de riso. Pessoas que afirmam amar o Led Zeppelin mas só conhecem “Rock and Roll” e “Stairway to Heaven”, quando muito. Indivíduos que acreditam piamente que Slash é mais importante que Hendrix - e afirmam que esse último fazia apenas ruídos com sua guitarra. Mentes fechadas que não ouvem Machine Head ou qualquer outra banda que tenha cometido a heresia de um dia ter flertado com o new metal ou outra sonoridade estranha ao som pesado.

Ninguém é melhor ou pior do que outra pessoa devido aquilo que ouve. Acredito que cada indivíduo é o que consome. O que assistimos, o que lemos, o que ouvimos, reflete de forma direta na maneira que vemos o mundo. E. automaticamente, procuramos nos relacionar com outros que possuem os gostos afinados com os nossos. Porém, o fato de eu gostar de algo que uma pessoa não gosta não faz de mim um indivíduo melhor. Me preocupa essa propagação gratuita e desnecessária de ódio, de preconceito puro e simples.

Mais um exemplo: para uma parcela do público rocker brasileiro, notadamente o fã de som pesado, mencionar a palavra “Nirvana” é um ato digno de apedrejamento. Parem, né? O Nirvana, e o grunge e toda a turma de Seattle, não acabaram com a cena hard rock do início da década de 1990. O que levou a isso foi a própria saturação daquela sonoridade, levada a extremos, tanto no aspecto musical como no comportamental, pelos próprios grupos. E, sinceramente, prefiro mil vezes ouvir Nevermind do que qualquer disco do chamado glam metal, ou hard farofa, de grupos como Def Leppard, Winger e afins. Porém, jamais foquei os meus esforços em escrever matérias denegrindo essas bandas. Entendo que seria uma perda de tempo falar sobre artistas que não gosto. Prefiro focar as minhas energias no que me dá prazer, escrevendo sobre bandas novas, por exemplo. E mais: apesar de não ser um fã de hair metal, não deixo de reconhecer o excelente trabalho de grupos que são muito influenciados por essa sonoridade, como é o caso do H.E.A.T. e do Dynasty.

Você não gosta de funk carioca? Ok, deixe o estilo para quem gosta. E falo isso totalmente, em todos os sentidos. Não perca o seu tempo, não gaste a sua energia, falando mal do que não lhe agrada. Em que esse tipo de atitude irá acrescentar algo na sua vida? A resposta é clara: em nada. Respeite a opinião alheia. Você não precisa concordar com o que os outros ouvem ou pensam, mas use argumentos para discutir sobre isso. Se for partir para xingamentos simplesmente, estará se comportando como um troglodita sem cérebro. E, acredito eu, você não é assim.

Mantenha a mente aberta para coisas novas. Estamos sempre aprendendo, todos os dias, sobre tudo. Seja curioso, procure, pesquise. A música é tão apaixonante que é perda de tempo ficar falando mal do que você não curte. Use essa energia para se aprofundar nas bandas que você gosta, na sonoridade que lhe agrada. Pesquise as influências de suas bandas preferidas, vá atrás do que está sendo feito agora, mergulhe fundo nas obscuridades que não chegaram ao topo. Em suma: não se contente com o que lhe é entregue, queira sempre mais. E deixe aqueles que não estão na mesma sintonia que você seguirem o seu caminho, sem ressentimentos.

Afinal, há muito mais o que fazer na vida do que perder tempo falando mal dos outros.

Soundgarden pode tocar pela primeira vez no Brasil em 2013

terça-feira, novembro 13, 2012
Segundo o jornalista Lúcio Ribeiro, o Soundgarden poderá se apresentar pela primeira vez no Brasil em maio de 2013. A banda tocaria em um provável festival, ainda sem nome, que pode tanto ser o adiado (ou finado?) SWU quanto uma edição brasileira do chileno Maquinaria, ou uma terceira possibilidade. Leia a matéria completa aqui.

Trata-se apenas de uma hipótese sem confirmação ainda, mas como sei que vários de vocês curtem a banda resolvi publicar aqui também. Ficaremos de olho nos próximos lances.


Músicos respondem quais são os discos mais importantes de todos os tempos

terça-feira, novembro 13, 2012
Em matéria publicada em seu site, a NME perguntou para diversos músicos quais seriam os discos mais importantes de todos os tempos. Você pode ler a matéria completa, em inglês, aqui.

Entre várias respostas surpreendentes, uma chama a atenção. Leia abaixo o que Geddy Lee, do Rush, respondeu para a NME:

“Bem, Abbey Road teria que estar lá no topo, apesar de que Neil iria discutir afirmando que é um álbum ritmicamente fraco. O primeiro do Led Zeppelin foi o disco mais transformador da minha vida, mas Truth de Jeff Beck também estaria lá em cima. O melhor disco gravado nos últimos anos é a estreia do Fleet Foxes, adoro esse álbum”.

E pra você, qual foi o disco mais importante já gravado?

Muse: crítica de The 2nd Law (2012)

terça-feira, novembro 13, 2012
É fundamental que bandas como o Muse existam. Bandas que não se prendem a sonoridade que as consagrou e são sempre inquietas, experimentando novos caminhos e possibilidades para a sua música. É essa atitude que faz o mundo, a arte e a própria música seguir em frente. Se não fosse assim, se não evoluíssemos, ainda estaríamos ouvindo os cantos dos escravos negros norte-americanos nas plantações do século XIX, de onde surgiram o blues e, um pouco depois, o jazz, raízes de tudo que veio depois.

The 2nd Law é o sexto álbum do trio formado por Matthew Bellamy (vocal, guitarra e mais um monte de outros instrumentos), Christopher Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria). Como todo trabalho que sai do comum, que ousa um pouco, dividiu opiniões. Teve gente que amou, enquanto outros odiaram. Não é para tanto. Não é necessário chegar a extremos para falar de The 2nd Law. É um bom disco, mas não uma obra de arte e muito menos um tiro no escuro. Nele, o grupo mais acerta do que erra, e comprova, de novo e mais uma vez, como o ser humano é conservador por natureza: basta uma pequena mudança, uma pequena ousadia, para a maioria se sentir desconfortável.

As treze faixas de The 2nd Law seguem a evolução natural do Muse. A banda continua soando pretenciosa e grandiosa na maior parte do tempo, e mantém a aura arrogante de seu som sem maiores cerimônias. O Muse é um grupo de personalidade forte, e isso segue claro em seu novo disco. Mas, ao mesmo tempo, tudo isso só é possível porque trata-se, sem dúvida, de uma banda muito acima da média, com músicos pra lá de competentes e donos de uma criatividade inerente. Não se sabe o que esperar do Muse, e por isso é tão recompensador curtir os caras.

Ainda que em alguns momentos os ecos de U2 e até mesmo Coldplay incomodem um pouco, no geral Mtt Bellamy e seus comparsas acertaram a mão violentamente em The 2nd Law. Pessoalmente, gostaria de ouvir um pouco mais a guitarra de Matt nas faixas, mas isso reflete apenas o meu gosto. Tudo é muito bem feito, e com momentos que beiram a perfeição, como em “Supremacy”, “Liquid State” e na épica “Survival”, que deixaria Freddie Mercury orgulhoso. Em outros, como no single “Madness”, a sombra de Bono Vox é bastante visível, assim como em “Panic Station”, um funk pesado que parece saído de um disco do Inxs. Os flertes com o progressivo, que sempre estiveram presentes, marcam ponto em “Animals” e pairam sobre todas as faixas, sendo nos arranjos pouco convencionais ou, sobretudo, na liberdade que a banda se permitiu de seguir o caminho que bem entendeu com a sua música - afinal, para quem não sabe, esse é o âmago do prog: música livre e sem limites.

The 2nd Law é uma ótima surpresa. E, com ele, o Muse segue fazendo a diferença e mostrando que ainda tem muito o que mostrar. Com ambição e nada de timidez, o trio gravou um dos seus trabalhos mais consistentes, que aponta para novas possibilidades bem interessantes.

Se você não tem medo de mudança e gosta de caminhar fora da reta, irá curtir, e muito!

Nota 8




Faixas:
Supremacy
Madness
Panic Station
Prelude
Survival
Follow Me
Animals
Explorers
Big Freeze
Save Me
Liquid State
The 2nd Law: Unsustainable
The 2nd Law: Isolated System

Marilyn Manson e Rob Zombie na capa da nova Metal Hammer

terça-feira, novembro 13, 2012
Rob Zombie e Marilyn Manson, que estão excursionando juntos pelos Estados Unidos e Inglaterra, estão lado a lado também na capa da nova edição da Metal Hammer. A principal revista de heavy metal do mundo conta detalhes da turnê e da relação entre ambos.

A edição de dezembro da Metal Hammer tem também uma matéria especial sobre o Led Zeppelin e o ocultismo, falando do lado mais sombrio da banda liderada por Jimmy Page, além de como o assunto é abordado e influenciou a carreira de outros gigantes da música pesada. Destaque também para matérias com Kiss, Deftones, Soundgarden e Motionless in White. A nova Metal Hammer vem com dois pôsteres de brinde - um do Led Zeppelin e outro do Tesseract -, mais o tradicional CD grátis, desta vez com sons de nomes como The Haarp Machine, Circles, Hacktivist e The Faceless.

A Metal Hammer pode ser encontrada nas bancas das principais cidades brasileiras e em grandes redes de livrarias como a Saraiva e a Cultura. Se preferir, você pode assinar ou comprar a nova edição neste link.


 
 
 

Muse e Alice in Chains confirmados no Rock in Rio 2013

terça-feira, novembro 13, 2012
Foram anunciadas mais duas atrações da edição 2013 do Rock in Rio. A banda britânica Muse e o grupo norte-americano Alice in Chains tocarão no festival, informou a organização do evento.

Será a terceira vinda do Muse ao Brasil. O trio tocou em 2008 em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e no ano passado abriu o show do U2 na capital paulista. A banda está promovendo o álbum The 2nd Law, lançado recentemente e que dividiu fãs e críticos. O Muse será o headliner de uma das noites. Já o Alice in Chains tocará no dia 19 de de setembro, data em que o Metallica será a atração principal. A banda tocou na edição 2011 do festival SWU.

Já estão confirmados no Rock in Rio 2013 Bruce Springsteen, Iron Maiden, Metallica, Ben Harper, George Benson, Sepultura, Ivan Lins e Tambores do Bronx. Extra-oficialmente, segundo o jornal Destak, também tocarão no festival Marky Ramone’s Blitzkrieg e Rob Zombie.

O Rock in Rio acontecerá nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro de 2013 na Cidade do Rock, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os ingressos, disponíveis a partir de abril do ano que vem, custam R$ 260 e R$ 130 (meia-entrada). Não há cobrança de taxa de conveniência.

12 de nov de 2012

Crítica de Luz e Sombra: Conversas com Jimmy Page

segunda-feira, novembro 12, 2012
Nunca haverá uma banda como o Led Zeppelin, assim como nunca teremos outro guitarrista como Jimmy Page. É com essa frase que começa o texto de orelha de Luz e Sombra: Conversas com Jimmy Page, lançado recentemente no Brasil pela Globo Livros. A obra é um relato íntimo e extremamente pessoal de Page, um dos maiores músicos da história do rock, colhido através de dezenas de entrevistas dadas a Brad Tolinsky, editor da revista norte-americana Guitar World há mais de duas décadas.

O livro é totalmente baseado na transcrição das conversas entre Jimmy e o Tolinski. Dessa maneira, temos um dos músicos mais influentes da história contanto a sua vida em primeira pessoa. Das primeiras experiências com a guitarra até os tempos atuais, Page não se furta e nem se esquiva de praticamente nada, desnudando-se quase por completo. E é justamente essa amplitude de assuntos que torna a obra tão interessante e profunda. Seja relembrando antigas memórias e aventuras ou falando de sua técnica como instrumentista e produtor, Jimmy mostra-se sem pudores, em uma conversa que é um papo quase íntimo com o leitor. Poucas vezes um músico se revelou tão próximo dos fãs quanto aqui.

É impressionante perceber como Jimmy Page sempre esteve entre nós. Seu impacto na maneira como ouvimos rock é quase onipresente, apesar de nem tanto documentado. Para você ter uma ideia, estima-se que aproximadamente 60% dos discos gravados na Inglaterra durante a década de 1960 tenham a guitarra de Page, na época um dos músicos de estúdio mais requisitados da Grã-Bretanha. Jimmy tocou em canções dos Rolling Stones, The Who, Kinks e literalmente centenas de outras bandas. E foi justamente essa variedade de experiências e o contato com os mais diferentes gêneros e formas de se fazer música que o tornou um instrumentista único.

 

Há um grande foco de luz sobre o período em que Jimmy passou nos Yardbirds, onde moldou o seu estilo e o refinou para o vôo definitivo ao topo com o Led Zeppelin. E, como não poderia deixar de ser, o Led Zeppelin é o destaque do livro, com Page detalhando aspectos da gravação e produção de todos os discos do grupo. A condução de Brad Tolinski, que leva as conversas até os mais extremos assuntos, torna a leitura extremamente recompensadora.

Luz e Sombra: Conversas com Jimmy Page é o livro mais revelador já publicado sobre James Patrick Page. Um retrato pessoal e extremamente próximo de um dos artistas mais influentes da história do rock, responsável direto por fazer o estilo soar como soa há várias décadas.

É uma leitura obrigatória, assim como é um dos melhores livros sobre música que já li na vida.

Não dá pra deixar passar, compre já!

Rory Gallagher na capa da nova The Blues Magazine

segunda-feira, novembro 12, 2012
Rory Gallagher está na capa da nova edição da The Blues Magazine, revista bimestral produzida pela Classic Rock e especializada no estilo. Na matéria, a publicação fala sobre o seminal Irish Tour, lançado por Rory em 1974 e considerado um dos melhores discos ao vivo de todos os tempos.

O número 4 da The Blues Magazine tem também Rolling Stones, Otis Grand, Huey Morgan, The Jim Jones Revue, os 50 melhores discos de blues de 2012 e um CD de brinde com 15 faixas retiradas desses discos.

Para comprar ou assinar, clique aqui.

Rolling Stone lista as 40 canções mais marcantes do Led Zeppelin

segunda-feira, novembro 12, 2012
A Rolling Stone norte-americana acaba de lançar um especial chamado Led Zeppelin: The Ultimate Guide to Their Music & Legend. A edição mergulha fundo na carreira da banda de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham e traz dezenas de informações sobre o grupo.

Um dos pontos mais legais é uma lista elaborada pela equipe da revista e que aponta as 40 canções mais importantes da carreira da banda. A matéria completa, com textos em inglês, está aqui.

 

Confira abaixo a lista feita pela Rolling Stone:

1. Whole Lotta Love
2. Stairway to Heaven
3. Black Dog
4. Kashmir
5. Ramble On
6. Good Times Bad Times
7. Immigrant Song
8. When the Leeve Breaks
9. Rock and Roll
10. Misty Mountain Hop
11. Going to California
12. Communication Breakdown
13. Dazed and Confused
14. The Ocean
15. What is and What Should Never Be
16. Over the Hills and Far Away
17. The Battle of Evermore
18. The Song Remains the Same
19. Gallows Pole
20. D’yer Mak’er
21. Dancing Days
22. Heartbreaker
23. Nobody’s Fault But Mine
24. Fool in the Rain
25. Babe I’m Gonna Leave You
26. Trampled Under Foot
27. Houses of the Holy
28. No Quarter

29. Thank You
30. In My Time of Dying
31. Moby Dick
32. The Wanton Song
33. Living Loving Maid (She’s Just a Woman)
34. The Rain Song
35. Tangerine
36. Since I’ve Been Loving You
37. Four Sticks
38. Travelling Riverside Blues
39. All My Love
40. In the Evening

Segundo jornal, Rob Zombie tocará no Rock in Rio 2013

segunda-feira, novembro 12, 2012
O jornal Destak informou na sua edição de hoje que o vocalista norte-americano Rob Zombie tocará na edição 2013 do Rock in Rio. Não há informação ainda em que data será o show de Zombie, mas, se perguntassem a minha opinião, gostaria que Rob tocasse no mesmo dia do Metallica - 19 de setembro.

O show de Rob Zombie é extremamente teatral, levando o visual a aspectos ainda mais extremos que Alice Cooper, uma de suas maiores influências. Tudo isso regado a um heavy metal com fartas doses de rock industrial, sua marca registrada. Ainda não há confirmação oficial, mas ela deve acontecer nas próximas semanas.

Zombie também é diretor de cinema e já gravou vários filmes. Leia aqui uma matéria sobre esse outro lado do artista.

Ouça “God of the Mountain”, a nova música do Nazareth

segunda-feira, novembro 12, 2012
O Nazareth está de música nova. A veterana banda escocesa gravou uma faixa inédita chamada “God of the Mountain”, que foi adotada pela Federação Austríaca de Esqui como música-tema da temporada 2012/2013. “God of the Mountain” está disponível para download via iTunes.

O grupo está em estúdio e lançará um novo álbum em 2013. O sucessor do bom Big Dogz (2011) ainda não tem data de lançamento definida.

Ouça “God of the Mountain” abaixo:

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