23 de nov de 2012

Como vai ser o Melhores de 2012 da Collectors Room

sexta-feira, novembro 23, 2012
Adoro listas, e acho que vocês já perceberam isso. Aliás, tenho certeza de que todo colecionador de discos, todo cara que dedica uma parcela e um tempo consideráveis de sua vida para consumir música, adora uma boa lista. Nem que seja para falar mal, na maioria das vezes.

Vamos ao que interessa. O final do ano está chegando, e com ele a hora de publicar as tão aguardadas listas com os melhores discos de 2012. Esse ano, porém, teremos diversas novidades aqui na Collectors Room. Quem acompanha o site sabe que em 2011 e 2010 publicamos várias listas de melhores do ano das pessoas que fazem o site e alguns convidados de fora. Mas esse ano faremos diferente.

O que muda é o seguinte: ao invés de listar apenas os 10 discos que mais lhe chamaram a atenção, os participantes do Melhores de 2012 da Collectors Room votarão também em diversas outras categorias. São elas:

10 Melhores Discos - A tradicional lista com os 10 melhores álbuns do ano, com pequenos textos sobre cada um dos títulos

Quase Ficou Entre os 10 - Aquele disco que quase entrou na lista final, mas ficou fora do top 10 por pouco

Melhor Estreia - Como o nome diz, categoria dedicada aos discos de estreia, aos primeiros trabalhos das bandas, lançados em 2012

Retorno do Ano - Aqui o oposto da estreia: como o mercado de classic rock tem crescido cada vez mais, criamos uma categoria para premiar o melhor disco de retorno do ano, dedicada às bandas clássicas que voltaram com tudo

Disco Decepção - Sabe aquele disco que você tinha altas expectativas, mas ao ouvir foi uma grande decepção? Essa categoria é dedicada a esses títulos

Melhor Álbum Ao Vivo - Como o nome diz, premiará o melhor disco ao vivo de 2012

10 Melhores Músicas - Cada participante do Melhores de 2012 da Collectors listará a sua lista com as 10 melhores músicas do ano, em ordem de preferência

Clipe do Ano - Dedicada ao melhor clipe de 2012

DVD do Ano - Elegeremos o melhor DVD de 2012

Melhor Documentário - Diversos documentários sobre música tem sido lançados ultimamente, e essa categoria é dedicada a escolher o melhor deles

Melhor Livro - O mercado editorial brasileiro dedicada às biografias musicais está bombando, com grandes lançamentos todos os meses. Aqui os participantes apontarão qual o seu livro preferido

Melhor Show - Como o nome diz, premiará o melhor show realizado no Brasil em 2012

Melhor Capa - Categoria dedicada à melhor arte de capa, seja ele de CD ou DVD

Mico do Ano - Aqui apontaremos qual foi o fato mais lamentável de 2012 relacionado à música

Filme do Ano - Categoria dedicada à sétima arte, que atrai a atenção de todos nós. Assim, elegeremos também o melhor filme de 2012

Melhor Rádio / Web Rádio - Categoria dedicada exclusivamente para elegermos a melhor rádio ou web rádio, seja ela nacional ou estrangeira

5 Melhores Sites / Blogs Sobre Música - E, fechando, os participantes serão convidados também a apontar quais são os seus sites preferidos sobre música, sejam nacionais ou internacionais

Como você pode ver, serão 17 categorias diferentes. O objetivo dessa mudança é montar um panorama mais completo e abrangente sobre o que de melhor - e também pior - aconteceu na música durante o ano de 2012. Para nos ajudar nessa empreitada, diversos jornalistas e blogueiros serão convidados a participar do Melhores de 2012 da Collectors Room, nomes que já participaram nos anos anteriores e outros novos, colocando assim opiniões diferentes na mesa e que mostram toda a variedade e qualidade da música produzida atualmente. Aqui, vale uma ajudinha de vocês: já temos uma lista com as pessoas que vamos convidar para participar, mas vocês podem sugerir nomes nos comentários deste post e avaliaremos a possibilidade de os chamarmos também.

As primeiras listas começarão a ser publicadas nas próximas semanas. E, no final, os leitores também poderão eleger os seus favoritos, em uma grande enquete que finalizará todo esse processo.

Espero que vocês curtam essa mudança, e continuem nos ajudando a fazer a Collectors Room cada vez melhor.

Jimmy Page na capa da nova Rolling Stone

sexta-feira, novembro 23, 2012
A nova edição da Rolling Stone, que chega às bancas norte-americanas nos próximos dias, traz o lendário guitarrista Jimmy Page na capa. O músico concedeu uma longa entrevista ao repórter David Fricke, um dos mais respeitados críticos de música dos Estados Unidos e, em mais de 8 horas de conversa, falou sobre assuntos como o seu problema com bebida após o fim do Led Zeppelin em 1980, o impacto que a morte do amigo John Bonham teve em sua vida, sua trajetória com músico de estúdio durante a década de 1960, seus riffs favoritos do Led e muitos outros temas.

Espero que essa matéria seja publicada na edição brasileira da Rolling Stone nos próximos meses.

Os 10 melhores discos de 2012 segundo o Ultimate Classic Rock

sexta-feira, novembro 23, 2012
O Ultimate Classic Rock é um dos principais sites dedicados ao rock clássico em todo o mundo. E os caras são também um dos primeiros veículos a divulgar a sua lista com os melhores discos de 2012.

Como não poderia deixar de ser, na lista do UCR o negócio são as bandas e artistas veteranos que colocaram novos álbuns nas lojas em 2012. Salvo algumas pequenas surpresas, o top 10 dos caras é bastante coerente.

Confira abaixo quais foram os 10 melhores discos de 2012 segundo o Ultimate Classic Rock:

1. Van Halen - A Different Kind of Truth
2. Rush - Clockwork Angels
3. ZZ Top - La Futura
4. Bruce Springsteen - Wrecking Ball
5. Neil Young - Psychedelic Pill
6. Aerosmith - Music From Another Dimension!
7. Heart - Fanatic
8. Bob Dylan - Tempest
9. Kiss - Monster
10. Joe Walsh - Analog Man

Estreia de Stevie Ray Vaughan ganha edição especial dupla

sexta-feira, novembro 23, 2012
Texas Flood, o excelente disco de estreia do saudoso Stevie Ray Vaughan lançado originalmente em 1983, está voltando às lojas em uma edição especial dupla. Comemorando os 30 anos do álbum, a Epic, através do selo Legacy, colocará o disco novamente nas lojas no dia 29 de janeiro em um CD duplo contendo uma faixa bônus gravada nas sessões originais e um segundo CD com nove músicas ao vivo inéditas.

Confira abaixo o tracklist da nova encarnação de Texas Flood:

CD 1: Texas Flood
Texas Flood
Love Struck Baby
Pride and Joy
Texas Flood
Tell Me
Testify
Rude Mood
Mary Had A Little Lamb
Dirty Pool
I’m Cryin’
Lenny
Tin Pan Alley (aka Roughest Place In Town)
 

CD 2:  Live at Ripley’s Music Hall, Philadelphia, October 20, 1983
Testify
So Excited
Voodoo Child (Slight Return)
Pride and Joy
Texas Flood
Love Struck Baby
Mary Had A Little Lamb
Tin Pan Alley (aka Roughest Place In Town)
Little Wing/Third Stone From The Sun
 

CD 1, Tracks 1-11 from Epic LP FE-38734, 1983

CD 1, Track 12 from Epic/Legacy CD EK 65870, 1999

CD 2, all tracks previously unreleased

Biografia do Slayer ganha edição brasileira

sexta-feira, novembro 23, 2012
Ótima notícia para quem curte biografias sobre bandas e artistas: a Edições Ideal está lançando no Brasil o livro O Reino Sangrento do Slayer, escrito pelo jornalista norte-americano Joel McIver. A obra foi lançada originalmente em 2008 nos Estados Unidos com o título The Bloody Reign of Slayer e conta com prefácio escrito pelos integrantes do Municipal Waste.

McIver já lançou vinte livros contando a história de diversos nomes do heavy metal, incluindo Justice for All: The Truth About Metallica, To Live is to Die: The Life and Death of Metallica’s Cliff Burton, Crazy Train: The High Life and Tragic Death of Randy Rhoads, Overkill: The Untold Story of Motörhead, Machine Head: Inside the Machine e a biografia de Glenn Hughes, Deep Purple and Beyond: Scenes from the Life of a Rock Star, escrito em parceria com o músico.

O Reino Sangrento do Slayer tem 288 páginas e chegará nas livrarias a partir de 7 de dezembro com detalhes da carreira da banda formada por Tom Araya, Kerry King, Jeff Hanneman e Dave Lombardo e dezenas de fotos, incluindo imagens raras do início da trajetória do gigante do thrash metal.

Você pode comprar o seu neste link.



DVD com todos os clipes da carreira do Rammstein chegará às lojas em janeiro

sexta-feira, novembro 23, 2012
Prato cheio para quem gosta de clipes: a banda alemã Rammstein anunciou para 15 de janeiro o lançamento de Videos 1995-2012. O material reúne todos os clipes gravados pelo grupo em um mesmo título, mais dois novos vídeos para a faixa “Mein Herz Brennt.

Ao todo são mais de 7 horas de material incluindo 25 videoclipes e 24 making ofs mostrando como foram produzidos os clipes, acompanhados de um livro de 56 páginas com farto material. Videos 1995-2012 será disponibilizado em DVD triplo e Blu-ray duplo.



Stratovarius revela título de novo disco e lança EP como aperitivo

sexta-feira, novembro 23, 2012
O Stratovarius lançará novo álbum em fevereiro. O décimo-quarto trabalho da influente banda finlandesa se chamará Nemesis e chegará às lojas dia 22/02 pela earMUSIC. O disco será lançado em dois formatos: CD normal com 11 faixas e uma edição especial com 13 músicas. A produção é do guitarrista Matias Kupiainen.

Um pouco antes, dia 25 de janeiro, será disponibilizado, em edição limitada, o EP Unbreakable. O disquinho trará a inédita faixa que o batiza mais quatro composições retiraras de outros álbuns do grupo: “Falling Star” (de Polaris), “The Game Never Ends” (de Elysium), “Freedom” (de Infinite) e “Why Are We Here” (de Intermission).

Nemesis marcará a estreia do baterista Rolf Pilve, que entrou no lugar de Jörg Michael.



A zica dos shows no Brasil em 2012. Como você acha que vai ser em 2013?

sexta-feira, novembro 23, 2012
Pelo menos nos últimos três bons anos, o mercado de shows internacionais no Brasil foi provavelmente o que mais cresceu no mundo todo. Neste meio tempo, o país deve ter recebido uma quantidade na casa do milhar de shows gringos, desde o Miike Snow ao Paul McCartney (três vezes!!!), viu o Rock in Rio voltar, o SWU aparecer e sumir (faliu neste ano), e nomes como Sónar e o Lollapalooza apostarem no nosso mercado, de gama, variedade e público tão amplos. Sem falar na “ameaça” já pública de o bombado Coachella ser realizado aqui no ano que vem.

Pode botar o Popload Gig nessa história, eu deixo. O festival foi formado em 2009 com a ideia de fazer uma edição a cada seis meses, e que, hoje, depois de quase 20 edições em três anos, tem potencial, se quiséssemos ($$$$$), de acontecer todo mês, às vezes duas vezes num mesmo mês. Dezenas de empresas trouxeram bandas gringas especialmente para seus eventos. Vieram, encararam longa viagem, tocaram em festa fechada e foram embora. Pensa.

O negócio ficou tão bom por aqui que já temos dois megafestivais de 2013 com umas 80 atrações já anunciadas, já vendendo ingressos faz tempo. Um deles é no segundo semestre do ano que vem.

Fora a história dos crowdfundings, que começou com o Queremos no Rio de Janeiro e hoje já tem até “iniciativas gringas” armando shows do tipo no Brasil.

E tudo mais.

Só que as últimas semanas definitivamente acenderam um sinal de alerta em todo mundo envolvido na organização de shows, passando por quem compra ingresso e quem gosta de analisar isso, leia-se a imprensa.



Tudo começou com a surpreendente baixa venda de ingressos das duas maiores e mais caras turnês da atualidade. Lady Gaga, maior e mais controversa popstar que surgiu na música nos últimos anos, fez shows para metade do público esperado em sua turnê que recém passou por Rio, São Paulo e Porto Alegre. A produtora que trouxe a turnê ao país teve que se virar com promoções de última hora para que a cantora não tocasse para “ninguém” em sua turnê “monster”.

Do mesmo problema sofre Madonna, a maior e mais controversa popstar de todos os tempos. A poucas semanas de chegar ao país, a mesma produtora precisou tomar uma medida emergencial de reajustes absurdos nos preços de seus ingressos que baixaram, por exemplo, de R$ 360 para R$ 200 (pista).

A gente soube que antes de tudo isso, o “campeão de vendas” Planeta Terra Festival, também não atingiu o público esperado. O espaço do Jockey Club, a nova casa do evento indie mais tradicional do país, teve que ser “remodelado” duas vezes para “cortar os vazios”, parece.

Mas, nos últimos dias, o bicho pegou. Uma semana do “desconforto” se iniciou na sexta passada, quando o Coldplay, que tem lotado estádios pelo mundo todo, comunicou que não poderá tocar na América do Sul na data prevista, isso apenas três dias depois de confirmar “com muita alegria” mais uma visita por aqui.



No último final de semana, em São Paulo, o Cavalera Conspiracy (que a princípio tocaria no Espaço das Américas ao lado do Mastodon e do Slayer) precisou mudar seu show para a bem menor Via Marquês, chegou a cancelar essa apresentação e só remarcou o show para o Cine Joia aos 45 do segundo tempo. Os motivos podem ser outros, mais variados que apenas as tais “venda de ingressos”, mas enfim.

A louquinha e talentosa cantora Fiona Apple, um dos grandes nomes do momento, anunciou na terça que não pode vir ao país e jogou a culpa na sua pitbull que está doente e pode ficar mais doente ainda se ela viajar. Então ela decidiu não vir. O Black Label Society cancelou sua apresentação em Fortaleza alegando que não recebeu cachê e, pior, uma das produtoras envolvidas soltou um comunicado informando “se isentar do reembolso aos fãs”, jogando a responsabilidade para uma produtora local.


O Sublime With Rome, com show agendado para o HSBC Hall hoje (sexta-feira, 23/11), informou na tarde de ontem que a apresentação foi adiada, sem dar maiores detalhes. Mais um
 para a conta.


Ontem, uma notícia que diz respeito muito a gente mas que circulou forte apenas nos cadernos e sites de economia, apontou que a gigante do entretenimento Time for Fun (T4F) teve sensível queda nos resultados da empresa por causa de cancelamentos e baixa venda de ingressos em shows nos quais eram esperadas altas vendagens (Coldplay, Lady Gaga, Madonna e Fiona Apple são/eram da T4F). Não é que a empresa não lucrou, longe disso. Mas esse arranjo de situações variadas no showbis fez a T4F diminuir seu lucro em 2012 em quase 30%. Para uma empresa grande e estruturada, isso é assimilado de certa forma. Para quase todos os restos dos montes de produtores existentes, seria a morte.

Essa “fase” macabra de cancelamentos, somada à situação esquisita da economia, juntando um certo, talvez, esgotamento de shows para um público grande que não tem tanta grana assim para gastar em shows toda hora, mais os ingressos discutivelmente caros, mais o enquadramento da política sempre controversa da “meia entrada” (que, já foi anunciado, vai mudar sua política de abocanh… de utilização em 2013), mais a prometida fiscalização do Ecad, mais o fechamento de importantes casas de shows, mais a abertura de outras importantes casas de shows e arenas e clubes que a gente sabe que vão abrir, tudo isso puxado por todos os lados, de ponta-cabeça e esticado aqui e acolá, promete para o ano que vem uma nova ordem desse “case” interessante que se tornou o assunto “shows internacionais no Brasil”.



Quem viver 2013 verá.


(matéria escrita por Lúcio Ribeiro e publicada no blog Popload)

22 de nov de 2012

Crítica de Neil Young: A Autobiografia

quinta-feira, novembro 22, 2012
O ponto de partida para Neil Young: A Autobiografia, lançado no Brasil pela Globo Livros, foi a decisão do lendário músico canadense em parar de fumar maconha. Sem inspiração para gravar um disco, resolveu seguir os passos do pai, que era escritor e jornalista, e começou a escrever as suas memórias. O resultado é um livro nada convencional, um tanto errático e confuso.

Neil conta a história da sua vida sem seguir uma ordem cronológica. Isso torna a narrativa extremamente fragmentada e nebulosa em diversos momentos. Cada capítulo - e no total são incríveis 68! - é como uma peça de um quebra-cabeça, mostrando os vários lados da personalidade inquieta de Young. Em uma página estamos na infância do músico. Na outra, pulamos trinta anos no tempo e estamos lendo sobre a sua parceria com a banda Crazy Horse, para, em seguida, voltarmos para a San Francisco do final da década de 1960 e suas experiências psicodélicas. Além disso, Young cita dezenas de nomes de músicos e amigos próximos nas páginas, mas não se preocupa em apresentar ou falar um pouco sobre essas pessoas para o leitor. Dessa maneira, é preciso um conhecimento muito grande de cultura geral para dar conta do que Neil está falando, e muitas vezes isso é virtualmente impossível.

Mesmo com todos esses percalços, a autobiografia de Neil Young é um livro interessante porque apresenta um texto extremamente sincero e transparente. O compositor não se furta de falar sobre qualquer tema, não foge do assunto em nenhum momento. Deixa claro as suas paixões, que beiram a obsessão, por ferro-modelismo, carros antigos e fidelidade sonora (diversas páginas do livro são dedicadas ao Pure Tone, novo projeto em que Neil está envolvido e que promete arquivos digitais sem perda na qualidade do som). Conta como é criar dois filhos com problemas de saúde, seu amor profundo pela esposa Pegi e o seu modo peculiar de enxergar o mundo.

Quem estiver esperando a história de sua vida ficará decepcionado. Neil Young: A Autobiografia mais parece um grande diário pessoal disponibilizado ao público do que qualquer outra coisa. Não há uma análise profunda sobre a carreira musical de Neil Young e nem nada nessa linha, e isso pode ser um balde de água fria para muita gente.

Apesar de escrito pelo próprio e todo o texto ser em primeira pessoa, Neil Young: A Autobiografia está longe de ser o livro definitivo sobre o lendário guitarrista e compositor canadense. A leitura proporciona momentos interessantes, porém deixa uma sensação de que poderia render muito mais se a obra tivesse uma estrutura mais organizada e, quem sabe, se Neil recebesse a ajuda de um escritor mais experiente para colocar as suas memórias no papel.

Machine Head: crítica de Machine Fucking Head Live (2012)

quinta-feira, novembro 22, 2012
O Machine Head vive o melhor momento de sua carreira. Formada em Oakland, Califórnia, em 1991, a banda liderada pelo vocalista e guitarrista Robb Flynn atravessa um momento iluminado e de grande inspiração desde 2007, ano de lançamento do seu sexto disco, o ótimo The Blackening. A boa fase foi consolidada com o álbum seguinte, o espetacular Unto the Locust, considerado por diversas publicações especializadas um dos melhores de 2011.

Machine Fucking Head Live é o registro ao vivo de tudo isso. Lançado em 13 de novembro, o álbum duplo traz toda a energia do quarteto para a casa dos fãs. Das 15 faixas, nove vieram direto dos últimos dois discos do grupo. São nada mais nada menos que seis de Unto the Locust - apenas “Pearls Before the Swine” ficou de fora - e três de The Blackening - “Aesthetics of Hate”, "Beautiful Morning" e “Halo”. O CD foi gravado não em um show específico, mas sim trazendo canções registradas em diversas cidades durante a turnê 2011/2012 dos caras.

A violência da música do Machine Head, sempre acompanhada por belos trechos cheios de melodia, perde um pouco do refinamento ao vivo, como acontece com a maioria das bandas, mas isso é recompensado, e com sobras, pela animalesca performance dos músicos. As composições de Unto the Locust funcionam muito bem ao vivo e contam com a participação ativa dos fãs em uma espécie de “thrash metal de arena”, termo que é perfeitamente aplicável aos shows atuais do Metallica e que cada vez mais combina com o Machine Head.

Há de se agradecer aos céus - ou ao senhorzinho lá de baixo - a decisão de Robb Flynn, Adam Duce, Phil Demmel e Dave McClain em abandonar as equivocadas experimentações cometidas aos montes em trabalhos passados e focar na nova cara do Machine Head, que mescla com precisão o thrash ao metal clássico e gerou dois discos fantásticos. Após um início promissor com Burn My Eyes (1994) o grupo se perdeu em álbuns que pareciam querer explorar a onda atual do momento na música pesada, atirando no lixo a identidade do grupo e cometendo baboseiras homéricas como The Burning Red (1999) e Supercharger (2001). Não por acaso, o início da retomada e do ressurgimento do Machine Head se deu a partir da entrada do guitarrista Phil Demmel em 2002, que encaixou de maneira cirúrgica na banda e é um dos principais responsáveis pelo reconhecimento merecido que o grupo ostenta hoje, tanto por parte do público como da crítica.

Entre as faixas de Machine Fucking Head Live, destaque para a dobradinha de abertura do álbum com as ótimas “I Am Hell (Sonata in C#)” e “Be Still and Know” e a catarse coletiva causada pelo trio “Imperium”, “Halo” e “Davidian”. A banda brilha também em “Locust”, “This is the End”, “Aesthetics of Hate” e “Old”, além de brindar os fãs com versões inspiradas de “Who We Are” e, principalmente, da bela “Darkness Within”, uma das melhores composições de sua carreira.

O Machine Head vem fazendo história nos últimos anos. Este álbum duplo ao vivo é mais um capítulo nessa trajetória, um disco que mantém o nível lá em cima que faz esquecer por completo Hellalive, lançado pela banda em 2003. Toda grande banda de heavy metal tem um duplo ao vivo em sua discografia. O Machine Head agora tem o seu!

Se você deixou a banda de lado devido aos equívocos cometidos pelo grupo no passado, essa é a hora de voltar.

Nota 8,5

Faixas:

CD 1
I Am Hell (Sonata in C#)
Be Still and Know
Imperium
Beautiful Mourning
The Blood, The Sweat, The Tears
Locust
This is the End
Aesthetics of Hate
Old

CD 2
Darkness Within
Bulldozer
Ten Tom Hammer
Who We Are
Halo
Davidian

Discos Fundamentais: Deep Purple - Come Taste the Band (1975)

quinta-feira, novembro 22, 2012
Quando bandas estão se desfazendo é muito comum que isso tenha efeito na música. Os impasses e os desconfortos transparecem e afetam a qualidade do produto final, mas como podemos perceber em Come Taste the Band, isso não é uma regra. 

Com o Deep Purple sofrendo mais influências de soul e funk desde a entrada de Glenn Hughes e David Coverdale, o guitarrista Ritchie Blackmore havia deixado o grupo, formando o Rainbow por conta do descontentamento com os novos rumos musicais. Assim como fizeram quando da saída de Ian Gillan e Roger Glover, a de Blackmore fez com que os críticos dissessem que a banda acabaria, e dessa vez não estavam tão enganados assim. David Coverdale teria feito um apelo a Jon Lord pedindo pra que o tecladista mantivesse o grupo unido, e assim contrataram o guitarrista Tommy Bolin (James Gang, Zephyr) e formaram a quarta e breve formação do Deep Purple. 

Tal como nos dois discos anteriores, Come Taste the Band inicia de forma matadora: "Comin’ Home" mostra que, mesmo com as novas experimentações, o Purple não deixara o hard rock de lado. O álbum segue com mais groove com a melodiosa "Lady Luck", que poderia figurar no tracklist de Stormbringer facilmente. 

Já "Gettin’ Tighter" é puro funk, com Tommy Bolin mostrando que a banda naquele momento pedia um guitarrista com mais groove, e que por isso haviam feito a escolha certa. O que também não impediu o guitarrista de incluir ótimos riffs e solos. Ademais, como a própria trajetória de Bolin já evidenciava, Glenn Hughes finalmente encontrara um guitarrista que combinava com o seu estilo. O então novo integrante se mostrou igualmente produtivo no processo criativo, visto que de nove faixas no disco ele é co-autor de sete. 

"Love Child" traz o melhor riff de Come Taste the Band, mostrando que ainda que o novo guitarrista tenha acentuado as características da nova abordagem da banda, ele também pôde lidar com aspectos há muito tempo consolidados dentro da sonoridade do Deep Purple. É seguida da belíssima "This Time Around", composta em parceria com o tecladista Jon Lord, uma das músicas mais bonitas de toda a longa carreira de Glenn Hughes. O disco fecha com a envolvente e suave "You Keep On Moving" esbanjando a influência de soul. 

Num panorama geral, Come Taste the Band traz uma banda com mais liberdade criativa, livre das - mesmo que limitadas - amarras dos dois álbuns anteriores. Oferece um baixista com maior presença; um vocalista que traz, se não a melhor em absoluto, algumas das melhores performances em seu tempo na banda; um guitarrista que se coloca como uma substituição, no mínimo, adequada. E completando o line-up, dois membros originais que foram capazes de manter a essência do grupo com suas atuações impecáveis. Come Taste the Band é certamente um disco muito subestimado. 

Mas com todas as liberdades, com todo o entrosamento, o Deep Purple ainda estava entrando em colapso. A banda teria uma fraca turnê de divulgação do álbum e sérios problemas com drogas que acarretariam na morte de Tommy Bolin em dezembro de 1976. Com o fim da turnê em março de 1976, a banda encararia um hiato de 8 anos. Nesse período, Jon Lord e Ian Paice se juntaram a David Coverdale no Whitesnake e Glenn Hughes lançou seu primeiro álbum solo, mas esses são assuntos para um outro dia.

Faixas:

A1
1. Comin' Home
2. Lady Luck
3. Gettin' Tighter
4. Dealer
5. I Need Love

A2
1. Drifter
2. Love Child
3. This Time Around
4. You Keep On Moving  

(por Igor Luis Seemann)

Kiss (Arena Anhembi, São Paulo, 17/11/2012)

quinta-feira, novembro 22, 2012
Em sua quinta tour pelo país, é curioso lembrar como o Kiss era uma atração realmente transgressora há 20 anos, quando da sua primeira visita ao Brasil, em 1983. Naquela época, o Kiss era um grupo considerado "perigoso" e ser fã da banda era um verdadeiro ato de rebeldia. Hoje, um show do Kids in Service of Satan (nome idiota atribuído à banda pelos evangélicos sem noção dos anos 1980) representa apenas mais um programa para toda a família, absolutamente inofensivo, mas nem por isso menos encantador.

A diversão começa antes mesmo do primeiro acorde, já nos arredores do Anhembi. São centenas (talvez milhares) de pessoas de todas as idades circulando com a maquiagem do seu integrante favorito, esperando ansiosamente pela abertura dos portões.

Antes da atração principal, o Viper encara os 25 mil membros do Kiss Army com a naturalidade de quem tem mais de 25 anos de estrada. Com um set curto e direto, composto por suas músicas mais conhecidas, a banda agradou um público que, em sua grande maioria, não estava ali para assisti-los. O grande destaque vai para a performance vocal de Andre Matos, em grande forma e em ótima noite. Simpático, contou com o carinho dos paulistanos e mostrou que ainda é o melhor frontman brasileiro do estilo. Vale mencionar também o batera Guilherme Martin: sua pegada mezzo punk mezzo hardcore empresta ao Viper um groove totalmente diferente das bandas de metal melódico, em geral com bateristas que são técnicos demais ou simplesmente muito quadrados. Pra completar, Pit Passarel não teve tempo suficiente para encher a cara (como aconteceu em quase todas as datas da To Live Again Tour), tocando direitinho as músicas que compôs. O final com "We Will Rock You" do Queen foi esperto, fazendo o Anhembi cantar junto, coisa que acabou não acontecendo nem mesmo com "Living for the Night". De qualquer forma, para uma banda que ficou tanto tempo inativa, o show foi um sucesso. Ponto para o Viper.

Meia-hora depois, saem dos auto-falantes as palavras que todos queriam ouvir: "You wanted the best, you got the best. The hottest band in the world: Kiss!".

Da famosa introdução até Paul Stanley destruir sua guitarra no final, um show do Kiss é marcado por uma sequência de momentos icônicos da história do rock. Resultado de aproximadamente 40 anos de carreira, o espetáculo é cuidadosamente ensaiado e coreografado. Está tudo lá: Gene cuspindo fogo e sangue, Paul voando por cima do público para cantar "Love Gun", Tommy Thayer soltando foguetes da guitarra que um dia foi de Ace Frehley, a bateria de Eric Singer levitando como a de Peter Criss e, claro, Gene Simmons mostrando a língua que é, junto com o logotipo dos Rolling Stones, a mais famosa do planeta.

Apesar da grande ênfase visual, com direito à produção completa e idêntica ao show da tour americana, o que garante mesmo o sucesso do Kiss é a força das composições. O começo é arrasador, com "Detroit Rock City", "Shout It Out Loud" e "Calling Dr. Love". As músicas de Monster, apesar de excelentes, dão uma esfriadinha no show. Infelizmente, não é todo mundo que acompanha os trabalhos mais recentes, mesmo de suas bandas favoritas. Sem trocadilho, o clima volta a esquentar com "Hotter Than Hell" e "I Love It Loud", esta última, talvez, o maior hit da banda no Brasil. Em "Outta This World" é a vez de Tommy comandar a festa, cantando bem demais e, na boa, não deixando ninguém ficar com saudade do Spaceman original.

Em um show qualquer os solos seriam a hora certa de ir ao bar para pegar mais uma gelada, mas neste caso ninguém abriu mão de ver o duelo entre Tommy e o fantástico batera Eric Singer, que usou até uma bazuca de festim para "detonar" o guitarrista. A partir de "God of Thunder" até "Rock and Roll All Nite", foram mais oito clássicos, culminando no apoteótico final repleto de explosões e fogos de artifício.

É claro que nem tudo foi perfeito. Pra começar, há tempos que a voz de Paul Stanley já não é mais a mesma e, nesta tour sul-americana em particular, estava ainda pior. Nada comprometedor, já que Paul compensa com muito carisma e entrega. Outro ponto baixo é o tempo que a banda aplica a determinadas músicas, tocando muito, mas muito devagar. Canções como "God of Thunder" e "Hotter Than Hell", só pra citar os exemplos mais evidentes, soam como se estivessem com o freio de mão puxado. Perto da pegada do show do Monsters of Rock de 1994, o resultado é bem inferior. Sei que os chefões Paul e Gene estão ficando velhinhos, mas com um batera como Eric Singer na retaguarda chega a ser um desperdício.

De qualquer forma, são detalhes pequenos comparados à alegria que um show do Kiss proporciona. Alegria que vi estampada na cara de vários amigos e, principalmente, no rosto de um garotinho de no máximo 8 anos que estava ao meu lado, no colo do seu pai. Por tudo isso o Kiss continua a ser uma das melhores portas de entrada do rock, levando muita gente a começar belas jornadas pelo mundo da música.

(por Fabian Oliveira)

Violator revela capa de novo álbum e divulga música inédita

quinta-feira, novembro 22, 2012
A banda brasileira Violator divulgou informações sobre o seu novo disco. O terceiro álbum da banda, sucessor de Annihilation Process (2010), se chamará Scenarios of Brutality. O trabalho foi gravado no Stage One Studio, na Alemanha, e produzido por Andy Classen. Todas as letras das nove músicas falam sobre questões políticas e sociais brasileiras, e a capa do play foi criada por Andrei Bouzikov. Ainda não foi revelada a data de lançamento.

Confira abaixo o tracklist e ouça a inédita “Endless Tyrannies”:

1 - Echoes of Silence
2 - Endless Tyrannies
3 - Dead to this World
4 - Respect Existence or Expect Resistance
5 - Waiting to Exhale
6 - Death Descends (Upon this World)
7 - Colors of Hate
8 - No Place for the Cross
9 - Unstoppable Slaughter

Agora você acessa www.collectorsroom.com.br

quinta-feira, novembro 22, 2012
Seguindo o planejamento de deixar a Collectors Room cada vez melhor, mais uma novidade para vocês: agora temos um domínio próprio. Para acessar o site, a partir de hoje você deve digitar o endereço abaixo:

www.collectorsroom.com.br

Essa mudança torna a Collectors mais séria e profissional, deixando de ser apenas um blog para se tornar, efetivamente, um site sobre música.

Atualizem os seus favoritos e ajudem a divulgar essa mudança.

Obrigado pelo apoio e a audiência, e vamos em frente!

21 de nov de 2012

Os 40 melhores discos de 2012 segundo a Decibel

quarta-feira, novembro 21, 2012
Saiu a primeira lista com os melhores discos de 2012. A responsável foi a Decibel, principal publicação norte-americana dedicada ao metal extremo. A revista traz em sua última edição, com Phil Anselmo na capa, a lista com os 40 melhores álbuns lançados este ano na opinião de sua equipe.

Para variar, há uma grande choque entre as bandas que estão neste top 40 da Decibel e o que é consumido, de modo geral, pelo público de heavy metal de nosso país. Muitas bandas são totalmente desconhecidas por aqui e apenas algumas são comentadas em círculos restritos, como é o caso da própria Collectors Room.

Curioso para saber quais são os melhores discos de 2012 na opinião da Decibel? Então acomode-se na cadeira e confira a lista abaixo (e uma dica: ao invés de reclamar sobre o porque de tal disco estar ou não entre os 40, vá atrás e baixe as bandas que você não conhece que é muito mais produtivo):

1. Converge - All We Love We Leave Behind
2. Baroness - Yellow & Green
3. Evoken - Atra Mors
4. Witchcraft - Legend
5. Pallbearer - Sorrow and Extinction
6. Neurosis - Honor Found in Decay
7. Enslaved - RIITIIR
8. Royal Thunder - CVI
9. Paradise Lost - Tragic Idol
10. Pig Destroyer - Book Burner
11. Municipal Waste - The Fatal Feast
12. Blut Aus Nord - 777: Cosmosophy
13. Cattle Decapitation - Monolith of Inhumanity
14. Testament - Dark Roots of the Earth
15. Satan’s Wrath - Galloping Blasphemy
16. Grave - Endless Procession of Souls
17. Torche - Harmonicraft
18. Napalm Death - Utilitarian
19. High On Fire - De Vermis Mysteriis
20. Liberteer - Better to Die on Your Feet Than Live on Your Knees
21. Early Graves - Red Horse
22. Killing Joke - MMXII
23. Horrendous - The Chills
24. Swans - The Seer
25. Inverloch - Dark/Subside
26. Gaza - No Absolute for Human Suffering
27. Farsot - Insects
28. Asphyx - Deathhammer
29. A Life Once Lost - Ecstatic Trance
30. Author & Punisher - Urus Americanus
31. Mutilation Rites - Empyrean
32. Saint Vitus - Lillie: F-65
33. Panopticon - Kentucky
34. Devin Townsend Project - Epicloud
35. Samothrace - Reverence to Stone
36. Incantation - Vanquish in Vengeance
37. The Shrine - Primitive Blast
38. Agalloch - Faustian Echoes EP
39. Meshuggah - Koloss
40. Gojira - L’Enfant Sauvage

That Metal Show aponta as 5 bandas mais importantes do heavy metal, e nós respondemos com o nosso top 10

quarta-feira, novembro 21, 2012
O That Metal Show é um programa semanal apresentado pelo respeitado radialista e jornalista norte-americano Eddie Trunk ao lado de Jim Florentine e Don Jamieson. O programa é transmitido lá fora, e aqui também, pela VH1.

Um dos quadros fixos do TMS são as listas elaborados por Eddie, Jim e Don, e que geralmente abrem o programa. Os caras vivem fazendo top 5 sobre os mais diversos temas. Geralmente acho as listas bem fracas e com um ponto de vista que reflete apenas a realidade dos Estados Unidos, deixando de lado o que acontece no resto do mundo.

No entanto, uma dessas listas me chamou a atenção e quero dividi-la com vocês. O trio montou um top 5 com as bandas mais importantes e influentes do heavy metal, aquelas responsáveis por formatar e desenvolver o estilo. Segundo o That Metal Show, seriam, na ordem, esses cinco grupos:


Black Sabbath
Deep Purple
Judas Priest
Iron Maiden
Metallica

De modo geral, é isso mesmo, com alguns pequenos ajustes. Eu, por exemplo, tiraria o Deep Purple e colocaria o Led Zeppelin no lugar. Na verdade, para ser mais produtivo, resolvi, motivado pelas escolhas do TMS, criar também a minha lista com as bandas mais importantes e influentes do heavy metal. Porém, há uma pequena diferença: ao invés de 5 bandas, decidi ampliar para 10 nomes.

Na minha opinião, os 10 grupos que moldaram, influenciaram e fizeram o heavy metal soar como soa hoje, e por isso mesmo possuem o status de mais importantes e influentes nomes do gênero, são, na ordem, esses aqui:

Black Sabbath
Led Zeppelin
Deep Purple
Rainbow
Judas Priest
Motörhead
Iron Maiden
Metallica
Slayer
Pantera



Vamos falar um pouco sobre elas. O Black Sabbath é a gênese de tudo. O quarteto formado por Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Bultler e Bill Ward é, inquestionavelmente, a banda mais influente da história do heavy metal. A razão é simples: sem o Sabbath o metal simplesmente não existiria. Os seis primeiros discos do grupo são uma enciclopédia de riffs e peso e devem fazer parte da coleção de todo fã do estilo.

O Led Zeppelin inovou por colocar doses até então inéditas de peso em sua música. Até o surgimento da banda liderada por Jimmy Page ninguém tocava de maneira tão extrema. E, apesar dos dois primeiros discos do grupo terem sido lançados em 1969, e portanto antes da estreia do Black Sabbath, não havia ainda uma definição clara de como era esse novo estilo que estava surgindo, definição que só ficou clara com o debut do Sabbath. O Led está aqui porque a banda foi fundamental para ajudar a definir não apenas a sonoridade do heavy metal, mas também o comportamento e o estereótipo dos músicos e dos fãs. Jimmy Page e Robert Plant eram deuses, Bonzo era uma locomotiva e John Paul Jones a serenidade. O timbre agudo da voz de Plant serviu de modelo para milhares de vocalistas, enquanto os vôos da guitarra de Page são a estrada na qual grande parte dos guitarrista posteriores construíram sua carreiras. Motivos não faltam.

O Deep Purple é a peça final na considerada santíssima trindade do hard e heavy metal setentista. A precisão e clareza da guitarra de Ritchie Blackmore, ao lado dos gritos de Ian Gillan, influenciaram gerações. E a banda trouxe algo novo para a mistura: os teclados de Jon Lord, que deram um molho único para o som do grupo. O trabalho de Lord é a pedra filosofal de qualquer tecladista que decidiu tocar música pesada depois.

Blackmore acentuou as suas influências de música clássica na banda que formou após deixar o Purple, o Rainbow, e aqui temos um grupo que não é muito lembrado mas que possui uma influência e uma importância gigantescas. Foi com o Rainbow que o heavy metal se afastou de vez de suas raízes blues e tomou a cara que seria popularizada durante a década de 1980, com doses generosas de melodia em composições carregadas de um clima épico. Além disso, as letras de Ronnie James Dio foram pioneiras ao popularizar o uso de temas mágicos e fantasiosos no estilo. Os três discos da primeira fase do Rainbow, todos com Dio, são fundamentais. Uma dica: ouça “Kill the King” e descubra onde nasceu o power metal, rebatizado como metal melódico aqui no Brasil.

O Judas Priest tornou tudo mais áspero e “metálico”, com discos que desenvolveram de maneira profunda a união entre peso e melodia. Além disso, o figurino do vocalista Rob Halford, formado quase que exclusivamente por roupas de couro e adereços de tachinhas, virou o uniforme padrão headbanger.

O Motörhead foi pioneiro ao levar o heavy metal por caminhos mais extremos e até então inéditos. A banda liderada pelo vocalista e baixista Lemmy Kilmister trouxe a energia e a simplicidade do punk para o metal, e a sua música é a base sobre a qual todo o lado mais extremo do estilo se construiu.

Colocando na mistura elementos de rock progressivo e música celta, o Iron Maiden se tornou a banda de heavy metal mais popular da década de 1980 com uma sequência incrível de sete discos brilhantes e que definiram para sempre a sonoridade do estilo. O modo de cantar do vocalista Bruce Dickinson, junto com a sua performance cheia de energia no palco, estão no DNA da música pesada. E, claro, o trabalho primoroso dos guitarristas Dave Murray e Adrian Smith são a escola pela qual qualquer músico de heavy metal deve passar, isso sem falar no baixo galopante de Steve Harris.

E daí chegou o Metallica, que uniu a agressividade do Motörhead à melodia e complexidade do Iron Maiden e criou um som novo e influente ao extremo. As palhetadas de James Hetfield revolucionaram a maneira como a guitarra metálica passou a ser tocada. E, não se dando por satisfeita mesmo depois de ter virado tudo de cabeça para baixo, a banda deixou o mundo aos seus pés com o lançamento do Black Album em 1991, responsável por os transformar em um dos maiores nomes da história do rock, rompendo todas as barreiras, tanto de público quanto estilísticas, que os prendiam ao heavy metal.

O Slayer, contemporâneo do Metallica, mergulhou fundo nas sombras e levou o metal à sonoridades ainda mais extremas e rápidas. Muito mais do que uma banda de thrash metal, o Slayer redefiu o heavy metal com doses animalescas de agressividade. É por isso que a música do quarteto formado por Tom Araya, Kerry King, Jeff Hanneman e Dave Lombardo é uma espécie de Santo Graal do metal extremo.

E por fim o Pantera, responsável pela última grande revolução na sonoridade do heavy metal ao introduzir doses maciças de groove e riffs mais curtos e sincopados no gênero, moldando grande parte da música pesada da década de 1990. O Pantera é a base do metal moderno, que é cada vez mais agressivo e menos melodioso.

E pra vocês, quais são as 10 bandas mais influentes e importantes do heavy metal? Coloque a sua lista nos comentários e compartilhe com a gente!

Assista “Doom and Gloom”, o novo clipe dos Rolling Stones

quarta-feira, novembro 21, 2012
No alto do seu meio século de carreira, os Rolling Stones seguem muito bem, obrigado, e mostrando porque são a maior banda de rock do planeta. “Doom and Gloom”, faixa inédita gravada pela banda em agosto último em Paris e que faz parte da compilação Grrr! - a outra nova dos caras, “One More Shot”, também está na coletânea -, é uma das grandes músicas de 2012 e mostra que o quarteto ainda tem o mojo, o molho e a química que o fez único.

O vídeo foi dirigido por Jonas Ackerlund e traz Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts ao lado da atriz Noomi Rapace, que estrela várias situações. Legal pra caramba!

Assista abaixo:

Show do Black Label Society é cancelado em Fortaleza e produtora diz que não irá devolver o dinheiro dos ingressos

quarta-feira, novembro 21, 2012
O show do Black Label Society que iria acontecer em Fortaleza no próximo dia 23 de novembro foi cancelado pela banda, com o grupo alegando que não recebeu o que foi acordado, tanto financeiramente quanto em termos de estrutura.

Segue abaixo o comunicado oficial da Top Link, produtora da turnê brasileira do Black Label Society, sobre o ocorrido:

O Black Label Society, banda liderada pelo guitarrista Zakk Wylde, retorna ao Brasil em novembro com a turnê Order of the Black 2012 em suporte ao seu último trabalho, como já é de conhecimento dos fãs em todo o país.

Através desse comunicado a produtora Top Link Music, que é a responsável pela passagem do grupo em solo brasileiro, pretende informar a quem possa interessar que uma das apresentações desta turnê foi cancelada.

Trata-se do evento que deveria acontecer no dia 23 de novembro a partir das 18h00 na cidade de Fortaleza, na casa de shows Siará Hall.

O produtor local com quem a Top Link Music acordou o pagamento do cachê da banda, vistos, especificações técnicas, questões logísticas imprescindíveis para realização do evento e afins, não cumpriu com seus pagamentos em dia e com as condições técnicas para realização de uma apresentação segura para banda Black Label Society, tornando o evento impossível de acontecer.

A Top Link Music, assegurada pelas cláusulas de seu contrato assinado junto a produtora Awake Media, representada neste ato por seu sócio proprietário Roger Vivekananda, se isenta de quaisquer responsabilidades envolvendo a devolução de ingressos e malefícios gerados aos consumidores pelo cancelamento deste evento.

Lamentamos profundamente que este incidente esteja ocorrendo e reforçamos que nas demais cidades os shows estão 100% confirmados.

Confira abaixo as datas:

20/11 - Porto Alegre (Brasil)
Local: Opinião Bar

21/11 - Belo Horizonte (Brasil)
Local: Music Hall

24/11 - Rio de Janeiro (Brasil)
Local: Vivo Rio

25/11 - São Paulo (Brasil)
Local: HSBC
 


Eu não sei o que está no contrato firmado entre a Top Link e a Awake Media. O que eu sei é que a turnê do Black Label Society está sendo promovida e vendida pela Top Link, como eles próprios fazem questão de deixar claro no comunicado acima. Se eles terceirizam algumas produções locais com outras produtoras, é porque, a princípio, confiam e checam a capacidade e seriedade dessas produtoras. Ao comprar o ingresso eu compro da Top Link e não da Awake. Então, quem deve responder pelo que está acontecendo é quem está promovendo a tour, ou seja, a Top Link.

Fica muito mal para a Top Link, uma produtora que está há anos no mercado, divulgar um comunicado desses afirmando que “se isenta de quaisquer responsabilidades envolvendo a devolução de ingressos e malefícios gerados aos consumidores pelo cancelamento deste evento”. Isso é desrespeito com o consumidor, independentemente do que está no contrato de prestação de serviços entre as duas empresas. Quando você terceiriza um serviço você não se isenta da responsabilidade, muito pelo contrário. Você contrata alguém para fazer um trabalho que continua sendo seu. A responsabilidade continua na sua mão.

A Top Link já trouxe dezenas de bandas para o Brasil e é uma produtora experiente, com gente, a princípio, séria em seu comando. Por essa razão estranho o teor deste comunicado, que me soa arrogante e desnecessário, isentando-se das falhas de uma empresa terceirizada contratada por ela mesmo. Onde está o bom senso nisso?

Enfim, mais uma exemplo de como são as coisas no cenário heavy metal brasileiro. Enquanto gente de caráter duvidoso - para dizer o mínimo - continuar dando as caras nessa cena, iremos cada vez mais caminhar para trás ao invés de olhar para frente.

Lamentável, para dizer o mínimo.

20 de nov de 2012

Leitores da Rolling Stone escolhem os 10 melhores discos do grunge

terça-feira, novembro 20, 2012
Em outra das tradicionais listas de seu site, a Rolling Stone perguntou aos seus leitores quais seriam os 10 melhores discos da história do grunge. Você pode ler a matéria completa, em inglês, aqui.

O top 10 com os melhores álbuns de grunge de todos os tempos, segundo o público da Rolling Stone, ficou assim:

1. Pearl Jam - Ten (1991)
2. Nirvana - Nevermind (1991)
3. Alice in Chains - Dirt (1992)
4. Nirvana - In Utero (1993)
5. Soundgarden - Superunknown (1994)
6. Soundgarden - Badmotorfinger (1991)
7. Nirvana - Bleach (1989)
8. Pearl Jam - Vs. (1993)
9. Temple of the Dod - Temple of the Dog (1991)
10. Mudhoney - Superfuzz Bigmuff (1988)

Corrosion of Conformity lança novos clipe e EP

terça-feira, novembro 20, 2012
A veterana banda norte-americana Corrosion of Conformity tem novidades para os seus fãs. O trio formado por Mike Dean (baixo e vocal), Woodroe Weatherman (guitarra) e Reed Mullin (bateria) acaba de lançar um EP com cinco faixas inéditas chamado Megalodon. Fazem parte do disco as músicas “Feed On”, “Priest Brains”, “The Megalodon”, “Strong Medicine Too Late” e “The Vulture”.

Para promover o EP, a banda gravou um clipe para “Feed On”, que mostra cenas dos caras tocando em um estúdio mescladas com uma edição e animações psicodélicas. 

Tanto o clipe quanto o disco foram produzidos e estão sendo lançados pela Scion Audio Visual, coletivo multimídia envolvido com diversas bandas de heavy metal.

Abaixo você pode ver a capa e assistir o clipe:


Nightwish se apresenta no Rio com nova vocalista

terça-feira, novembro 20, 2012
O Nightwish está voltando ao Rio de Janeiro para uma esperada apresentação no início de dezembro, quando os fãs brasileiros terão a oportunidade de ver o grupo com a nova vocalista Floor Jansen (ex-After Forever, Mayan, ReVamp), que substituiu Anette Olzon durante a atual turnê.
 

O que poderia ter sido um desastre acabou sendo benéfico para a banda: enquanto os fãs nunca aceitaram Anette substituindo a cantora original Tarja Turunen, a entrada de Floor no Nightwish foi comemorada e as performances ao vivo muito elogiadas.

Serviço:
 

Nightwish ao vivo no Rio de Janeiro
Data: 10/12/2012
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n - Lapa
Abertura da casa: 19h30
Início do show: 21h30
Estudante: R$ 90,00
(válido para estudantes e idosos, de acordo com as leis 4161/03 e 10741/03)
Promocional antecipado: R$ 90,00 (válido mediante entrega de 1kg de alimento não perecível no dia do show)
Inteira: R$ 180,00

Pontos de venda:
Bilheteria do Circo Voador
Hard n' Heavy (Flamengo)
Scheherazade (Tijuca)
Sempre Música (Ipanema)

Venda online: http://www.ingresso.com.br/br/show/porshow.asp?T_IDCIDADE=00000002&Busca=1&IdEspetaculoBusca=00011095&IdCidadeCompra=00000002#
 

Classificação etária: 18 anos
De 12 a 17 anos: entrada permitida acompanhada de responsável legal (pai, mãe ou irmão maior), mediante apresentação de documento oficial (e original) com foto

Informações: www.nightwishnorio.com.br

19 de nov de 2012

Zyon Cavalera é o novo baterista do Soulfly

segunda-feira, novembro 19, 2012
Zyon Cavalera já nasceu fazendo história. Antes mesmo de nascer, Max, seu pai e então integrante do Sepultura, gravou o áudio de um ultrasom seu ainda no útero e o utilizou na introdução de “Refuse / Resist”, faixa que abre o clássico álbum Chaos A.D., de 1993.

O menino cresceu cercado por música e hoje tem 19 anos e uma novidade para os fãs: ele será o baterista do Soulfly na próxima turnê norte-americana do grupo liderado pelo seu pai. Zyon substituirá David Kinkade, que gravou o excelente último disco do grupo, Enslaved, mas anunciou a sua aposentadoria recentemente.

Você pode ouvir a notícia da própria boca de Zyon no vídeo abaixo, onde ele toca a faixa “Prophecy” e mostra o seu talento:

David Bowie ganha homenagem de cair o queixo

segunda-feira, novembro 19, 2012
Peguei essa no sempre atento Popload, do Lúcio Ribeiro. A dupla belga 2ManyDJs usou o seu talento em engenharia de som para produzir uma linda homenagem para David Bowie, o genial artista inglês que, aparentemente, resolveu se aposentar dos palcos e dos discos e não dá as caras há um bom tempo.

Os caras construíram um mix com 1 hora de duração unindo nada mais nada menos que 35 composições de Bowie, indo desde versões originais e passando por covers e releituras. É de cair o queixo!

O mix vem acompanhado por um filme dirigido por Wim Reygaert e que conta a história da carreira e da vida de David, tudo encenado por sósias e com recriações sublimes das capas dos discos de Bowie.

Arrepiante, como você pode conferir abaixo:


Abaixo a lista com todas as músicas presentes em Dave, que é o nome do mix e do filme:

01. David Bowie – Fame
02. David Bowie – Starman
03. David Bowie – Always Crashing In The Same Car
04. David Bowie – Sound And Vision
05. Iggy Pop – Sister Midnight
06. David Bowie – Red Money
07. David Bowie – Golden Years (Soulwax Remix)
08. David Bowie – Fashion
09. David Bowie – DJ (I liked this segue too)
10. David Bowie – Let’s Dance (Soulwax Edit)
11. David Bowie – Never Let Me Down (Soulwax Edit)
12. David Bowie – TVC 15
13. David Bowie – Changes
14. Queen Feat. David Bowie – Under Pressure
15. David Bowie – Heroes / Héros / Heiden
16. David Bowie – Absolute Beginners
17. David Bowie – 1984
18. Lulu – The Man Who Sold The World
19. Lou Reed – Vicious
20. David Bowie – Boys Keep Swinging
21. David Bowie – Blue Jean
22. Iggy Pop – China Girl
23. David Bowie – Ashes To Ashes
24. David Bowie – Speed Of Life (“Stage” version)
(segue: David Bowie – Diamond Dogs)
25. David Bowie – Rebel Rebel (Soulwax Edit)
26. David Bowie – Kooks
27. David Bowie & Brian Eno – Look Back In Anger
28. David Bowie – The Jean Genie
29. David Bowie – Space Oddity / Ragazzo solo, ragazza sola
30. David Bowie – Queen Bitch
31. David Bowie – Chilly Down / Warszawa
32. David Bowie – Five Years
33. David Bowie – Ziggy Stardust
34. David Bowie – Young Americans
35. Mott the Hoople – All The Young Dudes

Phil Anselmo na capa da nova Decibel

segunda-feira, novembro 19, 2012
Phil Anselmo está na capa da nova edição da Decibel, a principal publicação norte-americana dedicada ao metal extremo. A matéria fala sobre o momento atual do Down e o que o vocalista planeja para o futuro.

A nova edição tem também textos sobre The Sword, My Dying Bride, Sarcófago, Exhumed, Incantation, God Seed e outros, além de um especial com os 40 melhores discos de 2012 na opinião da revista.

Para comprar, acesse o site oficial.

Black Sabbath eleita a mais importante banda inglesa de hard rock e heavy metal

segunda-feira, novembro 19, 2012
A British Phonographic Industry, órgão que reúne gravadoras, distribuidoras, selos e empresas inglesas que trabalham com música, fez uma pesquisa sobre o perfil de quem ouve hard rock e heavy metal na Grã Bretanha e quais seriam as mais importantes bandas inglesas do gênero. A iniciativa teve o apoio da Metal Hammer e de gravadoras como a Roadrunner, Spinefarm e Peaceville.

O resultado final apontou o Black Sabbath como a mais importante e influente banda inglesa de hard e heavy metal, com 45% dos votos dos 3.600 participantes da pesquisa. Na sequência, Iron Maiden e Led Zeppelin tiveram aproximadamente 20% dos votos cada uma.

Os dados finais revelam informações bem interessantes. Três quartos dos entrevistados disseram que a Inglaterra continua produzindo artistas de heavy metal relevantes e apontaram o While She Sleeps como a mais promissora nova banda inglesa no estilo. O Black Album do Metallica, lançado em 1991, é a melhor porta de entrada para o estilo segundo os votantes. Aproximadamente 80% afirmaram que ouvem hard rock ou heavy metal porque esses estilos de música os deixam energizados, enquanto 71% afirmaram que a música os ajuda a superar momentos difíceis. Cerca de 40% descobriram o hard e o metal antes da adolescência, e mais de 65% contaram que a música os ajuda a fazer novas amizades.

Um dos pontos que causou surpresa na pesquisa levada a cabo pela BPI foi a revelação de que apenas 12% dos entrevistados ouvem somente heavy metal. Quando perguntados  sobre quais outros estilos também gostam e consomem, a maioria citou o blues, o indie rock e a música eletrônica.

O cenário final aponta para um público com cabeça bastante aberta, que sabe identificar quais foram os alicercers do gênero que tanto ama, percebe as bandas atuais que estão fazendo um som que merece atenção e não se prende somente ao som pesado na hora de ouvir música, fato esse que, na minha opinião, é fundamental para que nos tornemos melhores ouvintes. Uma realidade bem diferente da brasileira, onde grande parte do público consumidor de hard rock e heavy metal é extremamente conservadora e os principais veículos da mídia especializada estão ultrapassados há anos, colocando sempre as mesmas bandas em suas capas e posts.

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