30 de nov de 2012

Top 2012 Collectors Room: João Renato Alves, da Van do Halen, elege os seus melhores do ano

sexta-feira, novembro 30, 2012
João Renato Alves é jornalista formado e pós-graduado em Comunicação e Mídia, 29 anos. Retrógrado, idolatra o classic rock, hard rock e heavy metal, assim como o futebol de resultados – acredita fielmente que só existiram dois times confiáveis na história: o Brasil de 1994 e o Grêmio da Era Felipão. 

Mantém junto com Igor Miranda o site Van do Halen, o que o faz praticamente não dormir nos tempos atuais. 

(Nota do editor: com exceção do primeiro colocado, os demais discos estão em ordem alfabética)

Van Halen - A Different Kind of Truth   

Qualquer tipo de apreensão foi exterminado com o disco mais Van Halen desde 1984. Admiradores da “fase Journey” do Van Hagar sentirão falta dos tecladinhos e baladas melosas. Mas a essência da banda, com peso, histeria e farra foi restaurado, assim como a fé que muitos haviam perdido. 

Accept – Stalingrad   

A confirmação do que já se via em Blood of the Nations. O Accept voltou com força total e Mark Tornillo dá conta do recado com sobras. Peso e melodia tipicamente germânicos, como a banda não fazia desde seus tempos áureos.   

Bangalore Choir – Metaphor   

Quando foi lançado não me chamou tanta atenção. Mas com o passar do tempo foi crescendo e se tornou uma audição constante. David Reece segue tendo uma voz marcante e compondo hard rock melódico na medida certa.   

Devil's Train - Devil's Train   

Hard heavy com pegada indefectível, misturando o passado e o presente do estilo com invejável destreza. Jörg Michael massacrando os tambores como há muito não fazia. Se foi para isso que saiu do Stratovarius, acertou na mosca!   

Europe - Bag of Bones   

O ponto alto da volta dos suecos. Hard blues de primeira, sem destaques individuais – apesar de John Norum estar cada vez melhor e mais à vontade. Pré-julgamentos estúpidos farão com que muitos deixem de aproveitar a excelente nova fase do quinteto. 

H.E.A.T. - Address the Nation   

Com a estreia do vocalista Erik Grönwall, o H.E.A.T. se reafirmou como uma das principais bandas do melodic rock atual. O nível dos dois primeiros trabalhos foi mantido, agradando tanto aos saudosistas quanto os que recém começaram a se aventurar pelo gênero.   

Kiss – Monster   

Mergulhando em suas influências dos primórdios, o Kiss resgatou o lado mais básico de seu som e ofereceu outro petardo, reafirmando a qualidade da atual formação. Tommy Thayer e Eric Singer se mostram mais que merecedores de seus postos.   

Kreator – Phantom Antichrist   

Adicionando pitadas mais tradicionais ao thrash, Mille Petrozza e seus companheiros mantiveram a qualidade constante de seus últimos álbuns. Não apenas agradará os fãs, mas até mesmo quem não tem o costume de acompanhar os alemães.   

Testament – Dark Roots of Earth   

Talvez nenhuma outra banda tenha atingido uma constância de qualidade como o Testament desde The Gathering. Dark Roots of Earth traz o reforço do monstro Gene Hoglan, injetando doses cavalares de brutalidade no que já seria arrasador em sua forma natural.   

ZZ Top - La Futura   

As desavenças públicas com o produtor Rick Rubin não interferiram no resultado final. La Futura traz o bom e velho ZZ Top, sem invencionices e mantendo a sacanagem (no bom sentido) em alta. E Billy Gibbons é um dos maiores guitarristas de sua geração, embora poucos realmente reconheçam.   
   
Clipe do Ano
Rolling Stones - Doom and Gloom

 

Quase Ficou Entre os 10   
Rush - Clockwork Angels   

Melhor Estreia   
Devil’s Train – Devil’s Train   

Retorno do Ano   
Van Halen   

Disco Decepção   
Crazy Lixx – Riot Avenue   

Melhor Disco Ao Vivo   
Pretty Maids – It Comes Alive: Maid in Switzerland   

10 Melhores Músicas   

Europe - Doghouse 
Testament - Native Blood 
Van Halen - Big River 
H.E.A.T. - Living on the Run 
Hellyeah - Drink, Drank, Drunk 
Kiss - Hell or Hallelujah 
Slash - Standing in the Sun 
Trixter - Tattoos & Misery 
Kreator - Phantom Antichrist 
Little Caesar - American Dream  

DVD do Ano   
Led Zeppelin - Celebration Day   

Melhor Documentário   
Pink Floyd - The Story of Wish You Were Here   

Melhor Livro   
Luz e Sombra: Conversas com Jimmy Page   

Melhor Show   
Kiss (Gigantinho, Porto Alegre)   

Melhor Capa   
Europe - Bag of Bones   

Mico do Ano   
Metal Open Air   

Melhor Rádio / Web Rádio   
ARfm.co.uk (Inglaterra)   

5 melhores site/blogs sobre música   

Top 2012 Collectors Room: os melhores do ano segundo Júnior Frascá, redator do Whiplash

sexta-feira, novembro 30, 2012
Junior Frascá é advogado, colecionador de discos e contribui já há alguns anos como redator no Whiplash e na revista digital Hell Divine. Confira abaixo a sua lista com os melhores de 2012! 

Testament – Dark Roots of Earth 

Quem diria que o Testament, beirando aos 30 anos de existência, lançaria em 2012 o melhor disco de sua carreira? Pois bem, Dark Roots of Earth não só supera toda a discografia anterior do conjunto (o que é uma tarefa hercúlea) como também prova que o thrash metal está mais vivo do que nunca. O disco é porradaria do começo ao fim, com uma técnica absurda e que cativa o ouvinte sem fazer força, utilizando-se de elementos clássicos do estilo mas acrescentando também outros mais modernos, o que deixou o som da banda bem atual e revigorante, embora mantendo-se fiéis à suas raízes. Não é nada de novo realmente, mas e daí? O que importa na música é a qualidade e a capacidade de tocar o ouvinte, e isso Dark Roots of Earth tem de sobra. 

Maestrick – Unpuzzle! 

Afirmo sem medo de errar: o Maestrick é a banda mais criativa do Brasil na atualidade, e Unpuzzle! é a prova viva disso. Embora tenha sido lançado na última semana de 2011, o disco acabou fugindo da maioria das listas do ano passado, e por isso resolvi incluí-lo aqui. O material é uma verdadeira obra de arte, não só musicalmente, mas também conceitualmente. Tratando de uma exposição de arte em um museu e várias intercorrências disso, a banda investe em um metal progressivo muito variado, com influências de música brasileira e latina, blues, jazz e várias outras, criando climas que transitam entre o sombrio e o positivo com maestria e muita qualidade, que parecem tocar a alma do ouvinte. Sem dúvida um dos melhores discos nacionais que tive o prazer de ouvir na vida. 

Unisonic – Unisonic 

Desde pequeno eu sempre gostei muito de música influenciado por meu pai, que tinha uma coleção gigantesca de LPs. Mas a partir de 1996, quando completei 13 anos, ao ouvir pela segunda vez o álbum Keeper of the Seven Keys Part II do Helloween (a primeira vez detestei aquele som rápido e com um vocalista “esgoelado”), algo aconteceu. Esse disco mudou minha vida e minha percepção sobre a música e, desde então, me tornei um grande fã de heavy metal. Portanto, ver dois de meus maiores ídolos, Michael Kiske e Kai Hansen, em uma banda fixa novamente, foi um sonho realizado. E o disco não poderia ser melhor, pois foge àqueles padrões do melodic metal, incluindo passagens de hard rock, AOR e rock de arena, com muita qualidade, repleto de melodias grudentas e com um vocalista ainda genial, mesmo após tanto tempo afastado dos palcos. 

Blackberry Smoke – The Whippoorwill 

A banda mais legal da cena southern rock da atualidade é prova viva de que a música não precisa ser complexa para ser boa. Com uma simplicidade única, o Blackberry Smoke lançou em 2012 o seu melhor trabalho. Desde que comecei a acompanhar a carreira da banda, no final de 2010, sempre acreditei que os caras tinham um potencial absurdo, e esse disco concretiza esse potencial e coloca a banda de vez no topo do estilo. Faixas como “Pretty Little Lie”, “Six Ways to Sunday”, “One Horse Town” e “Up the Road” são fantásticas, assim como todo o material. Agora só falta os caras conseguirem uma gravadora maior, que inclusive relance seus discos anteriores, para atingirem o grande público. 

Fear Factory – The Industrialist 

O Fear Factory é daquelas bandas que ou você ama ou você odeia. Os caras revolucionaram o metal, sendo uma das precursoras do que ficou conhecido como metal industrial. Assim, as modernidades apresentadas pelo grupo não são bem vistas por todos. Mas não há como negar o talento musical de Burton C. Bell e Dino Cazares. The Industrialist é o melhor disco da banda desde os clássicos Obsolete e Demanufacture, mantendo aquela sonoridade pesadíssima e moderna, com ótimas melodias e muita fúria. A história conceitual do álbum também é muito interessante e assustadora, principalmente para os dias atuais, em que a tecnologia avança a cada segundo. Se tivesse que indicar um disco para alguém que pretende se iniciar no metal industrial, sem dúvida essa seria a minha escolha. 

Moonspell – Alpha Noir 

Os portugueses mais famosos do heavy metal voltaram em 2012 com um dos melhores discos de sua carreira. Pesadíssimo e ultra obscuro, Alpha Noir chama a atenção por conseguir mesclar beleza e melancolia de uma forma única, com um talento irrepreensível. O grande Fernando Ribeiro continua sendo o carro chefe do som da banda com sua performance vocal assustadora e seu talento nato para compor letras tenebrosas e assustadoramente reais. E “Axis Mundi”, “Alpha Noir” e “Em Nome do Medo” entram fácil na lista de melhores músicas da banda. 

Soulfly – Enslaved 

Finalmente Max Cavalera conseguiu lançar um disco fantástico com o Soulfly, digno de seus bons tempos de Sepultura. Os últimos álbuns da banda já mostravam que Max procurava por algo mais pesado e agressivo, deixando para traz as influências modernas e buscando suas raízes musicais, e Ensalaved é o resultado final dessas buscas. O disco é pesado, agressivo e marcante, com ótimas faixas e mostra que o principal músico da história do metal brasileiro ainda tem muita fúria para exalar por aí. Só nos resta apreciar! 

Adrenaline Mob – Omertá 

Quem esperava por algo progressivo devido à presença de Mike Portnoy e Russel Allen no Adrenaline Mob, caiu do cavalo! O disco de estreia da banda é puro metal tradicional, pesado, sujo, agressivo e pegajoso, como há tempos não se via. E, além do talento de Portnoy (mais contido do que na época de Dream Theater) e de Allen (em uma de suas melhores performances na carreira), ainda fomos apresentados ao guitarrista Mike Orlando, um verdadeiro monstro das seis cordas. Excelente! 

Candlemass – Psalms for the Dead 

Os mestres do doom metal retornaram esse ano para o que pode ser seu último registro de estúdio. Se esse fato realmente se concretizar, sem dúvida encerrarão a sua brilhante carreira com chave de ouro, pois o disco é ótimo, com melodias fúnebres e carregadas e muita melancolia. Mas mesmo assim, é impressionante como os caras tem o dom de cativar o ouvinte, mesmo criando um estilo de música tão arrastado e inacessível. Sem contar que o vocalista Robert Lowe (que já deixou a banda) possui uma das vozes mais marcantes do estilo. 

The Night Flight Orchestra – Internal Affairs 

Outra banda que surpreendeu esse ano foi esta. Formada por nomes consagrados do death metal como Björn Speed Strid (vocalista do Soilwork), pelo guitarrista David Anderson (também do Soilwork), além do baixista Sharlee D'Angelo (Arch Enemy), a banda investe em uma sonoridade voltada ao classic rock e pop, com influências principalmente do final dos anos 1970 e início dos 1980, com pitadas de funk, soul e disco music, numa mistura tentadora e excelente, que fará os fãs mais tradicionalistas do metal torcerem o nariz até a cabeça virar. Mas se para você o que importa é a qualidade das músicas e não rótulos desnecessários, ouça, pois é difícil não gostar. 


  
Clipe do Ano 
Testament – Native Blood 

 


Quase Ficou Entre os 10 
Stone Sour – House of Gold & Bones Part 1 

Apesar de gostar dos discos anteriores da banda, ela nunca me chamou tanto a atenção. Mas dessa vez Corey Taylor e sua trupe lançaram um material bem mais consistente e agressivo, contando com algumas das músicas mais pesadas de sua carreira, além de outras mais melódicas e ambientais. Mas a qualidade das composições é latente, e fazem deste um dos discos mais viciantes de 2012. 

Melhor Estreia 
Maestrick – Unpuzzle! 

Retorno do Ano 
Van Halen 

Apesar de terem lançado um disco apenas bom, a banda mostra que ainda tem força, o que é muito importante para o hard rock. 

Disco Decepção 
Biohazard – Reborn if Defiance 

Um álbum que esperei por anos e acabou me decepcionando muito. Não é um disco ruim, mas não chega nem perto do que se esperava de uma banda do porte do Biohazard, infelizmente. 

Melhor Álbum Ao Vivo 
Machine Head – Machine Fucking Head Live 

10 Melhores Músicas 

Testament - Rise Up 
Maestrick - Aquarela 
Blackberry Smoke - Pretty Little Lie 
Moonspell - Alpha Noir 
Testament - Native Blood 
Flying Colors - Better Than Walking Away 
Unisonic - Unisonic 
Stone Sour - RU486 
Adrenaline Mob - Feelin Me 
The Night Flight Orchestra - West Ruth Ave  

DVD do Ano 
Gamma Ray – Skeletons & Majesties Live 

Melhor Livro 
Metallica, a Biografia, de Mick Wall 

Melhor Show 
Unisonic – HSBC Brasil, São Paulo 

Melhor Capa 
Anathema – Weather Systems 

Mico do Ano 
Metal Open Air 

O festival que tinha tudo para ser o maior evento da história do metal nacional se tornou a maior vergonha do metal brasileiro em todos os tempos. Com uma organização precária, diversas pessoas tiveram seu sonho transformado em pesadelo em um episódio lastimável que ficará para sempre marcado na história do heavy metal brasileiro. Tomara que todos os responsáveis pelos problemas sejam devidamente punidos. 

Filme do Ano 

Sou meio viciado em séries, e por isso não acabo vendo muitos filmes. Mas o melhor que vi foi um clichezão mesmo: Batman, O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Melhor Rádio / Web Rádio 

5 Melhores Sites / Blogs Sobre Música 

Storm Thorgerson e a arte de transformar som em imagem

sexta-feira, novembro 30, 2012
Quem ainda consome música à moda antiga, comprando discos de vinil ou CDs, conhece bem o ritual que começa pela retirada do disco da embalagem e vai até a exploração minuciosa do encarte, pôster e outros adereços que possam acompanhar o material. Analisar a arte da capa é outro prazer que acompanha as mídias físicas, especialmente as capas de LPs, maiores e geralmente mais complexas. 

Criar a estampa de um disco já deve ter tirado o sono de artistas plásticos e fotógrafos tanto quanto dos músicos que produzem o trabalho em si. Não é para menos. A concepção visual de um disco pode muitas vezes extrapolar a simples função de ilustrar sua embalagem e se tornar a representação estética de uma banda, fazendo-a ser identificável mesmo quando sua logo ou nome não estão impressos na arte.

O artista plástico britânico Storm Thorgerson fez isso com o Pink Floyd. Suas imagens não só criaram um mundo particular facilmente relacionável à banda como também se tornaram ícones da cultura pop do século XX, como a enigmática capa de The Dark Side of the Moon, que ainda mexe com o imaginário de muita gente mesmo depois de quase 40 anos de seu lançamento. 

A ligação de Storm com o Floyd começou quando ele, ainda adolescente, conheceu Syd Barret e Roger Waters na Cambridge High School for Boys. “Storm e Roger eram mentes brilhantes, faíscas saíam de suas cabeças quando conversavam”, conta Jill Furmanovsky, fotógrafa que acompanhou a gravação do disco Wish You Were Here em 1974, sobre a afinidade entre os dois artistas. 

Nos anos 1960 Storm se tornou membro do grupo Hipgnosis, e mesmo sem saber desenhar ou fotografar ajudou a criar capas de discos para vários grupos e músicos como Led Zeppelin (Houses of the Holy e In Through the Out Door), Black Sabbath (Technical Ecstasy), Peter Gabriel (primeiro e terceiro discos solo) e, claro, o Pink Floyd, com quem criou seus trabalhos mais famosos. Desde os anos 70, boa parte do material gráfico, pôsteres e até vídeos relacionados à banda e à carreira solo de alguns de seus integrantes tem a assinatura de Storm ou do Hipgnosis, que também teve como membros os artistas Aubrey (Po) Powell e Peter Christopherson. 


O trabalho de Storm, no entanto, vai muito além da sua ligação com o Pink Floyd. Além de artes de capa, ilustrações e pôsteres para vários nomes da música, o artista também se aventurou pelos videoclipes. Em seu catálogo está “Owner of a Lonely Heart”, do Yes. As capas de uma reedição de 2001 da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, do escritor inglês Douglas Adams, também foram recriadas pelo artista. 


Mesmo com uma vasta obra, Storm e seu imaginário deixam rastros que permitem identificar sua arte. O homem e a natureza são elementos frequentes em suas imagens surreais, representados desde a icônica vaca de Atom Heart Mother (1970) do Pink Floyd até criações mais recentes como a capa de Skunkworks (1996) de Bruce Dickinson, Rude Awakening (2002) do Megadeth e Absolution (2003) do Muse. 


Há mesmo um homem pegando fogo na capa de Wish You Were Here. Storm prefere compor suas criações com elementos reais - quando possível, é claro – mesmo que isso represente horas de trabalho extra ou muito dinheiro. “Pensávamos que Storm escolhia os lugares mais distantes e caros do mundo, assim poderia sair um pouco e se divertir as nossas custas por alguns dias”, disse David Gilmour no documentário sobre a gravação de Wish You Were Here


Antes de atear fogo em alguém, o conceito que se tornaria a capa do disco gerou a foto que foi usada em um cartão postal, e que para ser feita exigiu uma viagem ao lago Mono, na Califórnia, e algumas horas de paciência de um yogi, mergulhado de cabeça para baixo apoiado em uma cadeira. “Esse homem teve que segurar a respiração para não fazer bolhas. Essa foto é toda verdade, não foi retocada, nem cortada. Foi muito difícil, essa foto foi uma tortura”, lembrou Aubrey (Po) Powell, em depoimento para o documentário sobre o disco. 

Também são reais a estação de energia Battersea, em Londres, que ilustra a capa de Animals (1977), e as camas na capa de A Momentary Lapse of Reason (1987). Mesmo com a existência de recursos tecnológicos que poderiam replicar apenas uma, Storm preferiu o hercúleo esforço logístico de enfileirar mais de 700 camas de hospital na praia de Saunton Sands, em Devon, Inglaterra. Não dá pra dizer que o resultado não valeu a pena. 

(por Nelson Júnior)

Os 25 músicos que mais ganharam dinheiro em 2012

sexta-feira, novembro 30, 2012
Lista da Forbes com os 25 músicos e bandas que mais ganharam grana durante o ano. A julgar pelos números, todo esse papo de que a vida ficou mais difícil devido ao download de discos soa meio sem sentido, não acham? Ser um músico de sucesso ainda é uma bela carreira.

Confira abaixo quem mais colocou dinheiro no bolso em 2012:

1. Dr Dre - 110 milhões de dólares
2. Roger Waters - 88 milhões
3. Elton John - 80 milhões
4. U2 - 78 milhões
5. Take That - 69 milhões
6. Bon Jovi - 60 milhões
7. Britney Spears - 58 milhões
8. Paul McCartney - 57 milhões
9. Taylor Swift - 57 milhões
10. Justin Bieber - 55 milhões
11. Toby Keith - 55 milhões
12. Rihanna - 53 milhões
13. Lady Gaga - 52 milhões
14. Foo Fighters - 47 milhões
15. P. Diddy - 45 milhões
16. Katy Perry - 45 milhões
17. Kenny Chesney - 44 milhões
18. Beyoncé - 40 milhões
19. Red Hot Chili Peppers - 39 milhões
20. Jay-Z - 38 milhões
21. Coldplay - 37 milhões
22. Adele - 35 milhões
23. Kanye West - 35 milhões
24. Michael Bublé - 34 milhões
25. Sade - 33 milhões

Os 10 melhores discos de 2012 segundo a Uncut

sexta-feira, novembro 30, 2012
A revista inglesa Uncut revelou em sua nova edição quais foram, na sua opinião, os 10 melhores discos de 2012. O campeão não foi nenhuma banda nova badalada ou um artista mais antigo favorito, mas, até certo ponto, o surpreendente Leonard Cohen e seu ótimo Old Ideas, que corria por fora.

Vale mencionar que seis dos dez artistas presentes na lista da Uncut tem mais que 60 anos, enquanto outros dois bebem na fonte clássica do blues e do rock para construir novas sonoridade - Jack White e Ty Segall.

Confira o top 10 da Uncut abaixo:

1. Leonard Cohen - Old Ideas
2. Bob Dylan - Tempest
3. Jack White - Blunderbuss
4. Dr. John - Locked Down
5. Frank Ocean - Channel Orange
6. Bill Fay - Life is People
7. Ty Segall & White Fence - Hair
8. Grizzly Bear - Shields
9. Neil Young - Psychedelic Pill
10. Bruce Springsteen - Wrecking Ball



O Terço na capa da nova poeira Zine

sexta-feira, novembro 30, 2012
A nova edição da poeira Zine é história. Pela primeira vez, a revista comandada pelo amigo Bento Araújo coloca uma banda brasileira em sua capa - e que bela capa, diga-se de passagem! Em matéria escrita pelo pesquisador Nélio Rodrigues, o texto traz uma entrevista com o grupo e conta de maneira profunda a trajetória da banda.

A nova pZ tem também uma matéria especial sobre o Mar y Sol Pop Festival 1972, festival porto-riquenho que contou com nomes como Faces, Alice Cooper, Allman Brothers, Cactus, ELP, B.B. King, Mahavishnu Orchestra e outros. Jon Anderson, Módulo 1000, Danny Whiten, Jethro Tull Roger Glover e outros também estão nas páginas da revista.

Para comprar a sua, acesse o site oficial.

29 de nov de 2012

Top 2012 Collectors Room: Tony Aiex, fundador e editor do Tenho Mais Discos Que Amigos!, elege os seus preferidos do ano

quinta-feira, novembro 29, 2012
Tony Aiex é o fundador e editor de um dos maiores e mais legais sites sobre música do Brasil, o Tenho Mais Discos Que Amigos!. E hoje ele nos dá uma grande alegria ao participar dos Melhores de 2012 da Collectors Room, revelando para os nossos leitores quais foram, na sua opinião, os melhores discos do ano. 

Confira abaixo as escolhas do Tony! 

The Gaslight Anthem - Handwritten
 

Essa banda tem discos considerados verdadeiros clássicos do underground mesmo com pouco tempo de vida, e em Handwritten, sua estreia por uma grande gravadora, os caras fizeram um trabalho maravilhoso. 
 

Deftones - Koi No Yokan
 

O Deftones jamais erra. Pra mim, eles têm uma das discografias mais sólidas existentes por aí. Como sempre, o disco é pesado e melódico, mas está longe de ser enjoativo e traz várias pérolas que só Chino Moreno e sua banda poderiam fazer.
 

Green Day - ¡Uno!
 

O Green Day abriu sua trilogia com uma coleção de músicas de pop/rock e dezenas de influências do punk dos anos 70. O resultado é um disco que não parece ter sido montado a partir de várias músicas soltas e que está muito à frente de seu antecessor.
 

Serj Tankian - Harakiri
 

Harakiri é o primeiro álbum da carreira solo de Serj Tankian onde ele se aproxima do som do System of a Down, e o faz com sabedoria. Preocupado com o meio ambiente e o futuro do planeta, ele trata dos assuntos com riffs pesados e seus vocais, que vão dos berros aos sussurros em questão de segundos.



Nada Surf - The Stars Are Indifferent to Astronomy
 

Muita gente subestima essa banda, mas ela tem feito bons discos desde os anos 90, e mesmo tendo sido lançado lá no comecinho do ano, The Stars Are Indifferent to Astronomy ainda está no meu player constantemente.
 

Band of Horses - Mirage Rock
 

Teve gente que não gostou do fato do Band of Horses ter ficado mais feliz e deixado seu som mais pra cima em Mirage Rock. Eu adorei!
 

NOFX - Self Entitled
 

Eles fizeram o que sempre fazem - punk e hardcore -, mas há tempos não lançavam um disco tão bom com músicas que ficam na sua cabeça como Self Entitled. Além disso, quem mais pode misturar sexo e terrorismo na mesma música tão bem como Fat Mike?



Jack White - Blunderbuss
 

Um grande disco de "estreia" de um cara que está começando a carreira solo, mas que tem muito mais talento e anos de estrada que amigos.
 

OFF! - OFF!
 

Um supergrupo de hardcore que não ficou conhecido pura e simplesmente por ser um supergrupo, mas sim pelas porradas de 1 minuto ou menos que estão em seus discos. Fez um revival do hardcore dos anos 80 sem parecer chato ou antiquado, o que é bem difícil.
 

The Hives - Lex Hives
 

Com rocks diretos e piadas, o Hives mostrou que ainda está em forma com um disco bastante interessante. 

Quase Ficou Entre os 10 
Ceremony - Zoo 

Melhor Estreia 
Jack White com Blunderbuss

Disco Decepção 
The Offspring - Days Go By

Eu acho que o Offspring não lança bons trabalhos há algum tempo, mas sempre fico na expectativa pelos novos discos da banda, e Days Go By é o pior de toda a carreira dos caras. 

Melhor Álbum Ao Vivo 
Titãs - Cabeça Dinossauro Ao Vivo 

Simplesmente sensacional!  

5 Melhores Sites / Blogs Sobre Música

Bruce Springsteen na capa da nova Uncut

quinta-feira, novembro 29, 2012
A nova edição da revista inglesa Uncut traz o grande chefão norte-americano na capa. Bruce Springsteen foi eleito pela publicação como o Homem do Ano, e a revista traz uma matéria especial sobre Springsteen, seu último disco (Wrecking Ball) e a atual turnê do músico.

Matérias também com Bryan Ferry, o making of de Merry Xmas Everybody! do Slade, The Black Keys, Paul Weller e outros, além da aguardada lista de melhores do ano da revista.

A Uncut pode ser encontrada nas bancas da principais cidades do país, bem como em grandes redes de livrarias como a Saraiva e a Cultura. Para comprar a nova edição, acesse o site oficial.

Assista “Alt Liv”, o novo clipe do God Seed

quinta-feira, novembro 29, 2012
O God Seed é uma banda norueguesa formada por Gaahl (vocal) e King (baixo), ambos ex-Gorgoroth. Pioneiros e influentes na cena black metal do país, a dupla lançou o seu primeiro disco, I Begin, no final de outubro.

O vídeo traz um trio de garotos desvendando uma floresta, onde encontram algo surpreendente. Musicalmente, “Alt Liv” abre mão da correria desenfreada típica dos blast beats e investe em um andamento mais lento, o que torna a canção mais pesada e climática.

Assista abaixo:

Os 10 discos mais vendidos no Reino Unido em 2012

quinta-feira, novembro 29, 2012
Não adianta: final de ano é tempo de retrospectiva, de repassar o que de melhor - e às vezes também pior - aconteceu nos últimos 12 meses em relação à música. Além das listas de melhores, é interessante ver também quais artistas se deram bem comercialmente, apontando para a construção de carreiras que têm tudo para crescerem ainda mais nos próximos anos.

A NME publicou em seu site uma lista com os dez discos mais vendidos no Reino Unido durante 2012. Ela não é focada em um gênero específico, mas sim no mercado musical como um todo. As mulheres dominaram tudo, com cinco dos dez álbuns sendo de artistas femininas. A primeira colocada foi Emeli Sandé, cuja estreia, Our Version of Events, vendeu até o momento 928 mil cópias na Terra da Rainha e deve alcançar a marca de 1 milhão até o final do ano. Na sequência, best sellers como Adele, Coldplay e Mumford & Sons.

Confira abaixo os 10 discos mais vendidos no Reino Unido em 2012:

1. Emeli Sandé - Our Version of Events
2. Adele - 21
3. Lana Del Rey - Born to Die
4. Ed Sheeran - +
5. Coldplay - Mylo Xyloto
6. Mumford & Sons - Babel
7. Jessie J. - Who You Are
8. Rihanna - Talk That Talk
9. Paloma Faith - Fall to Grace
10. One Direction - Up All Night

28 de nov de 2012

Top 2012 Collectors Room: os melhores do ano na opinião de Rodrigo Simas

quarta-feira, novembro 28, 2012
Designer por formação, Rodrigo Simas começou cedo a trabalhar com música e por cinco anos esteve por trás dos balcões da Hard N' Heavy, clássica loja de CDs carioca especializada em heavy metal. Depois de escrever muitos anos para blogs e sites de música, começou a trabalhar com produção de eventos e shows e criou o site oficial da Dave Matthews Band no Brasil. O projeto rendeu frutos e hoje em dia Rodrigo vive basicamente de música, dividindo seu tempo com produções suas ou dentro da Boozuzu Entretenimento e como consultor e representante sul americano da Red Light Management, uma das maiores agências musicais dos Estados Unidos, com mais de 90 bandas em seu cast. 

Além disso, o Rodrigo colabora com a Collectors Room já há alguns anos, mesmo que de forma esporádica e não muito visível para os leitores, mas sempre atuante “por trás das câmeras”. 

Abaixo, as suas escolhas para os Melhores de 2012: 

Dave Matthews Band - Away From the World

A Dave Matthews Band surpreendeu ao lançar um CD que nada se assemelha ao anterior, Big Whiskey and the GrooGrux King, dando espaço a uma pegada mais progressiva, com maior destaque aos arranjos e melodias. Um daqueles trabalhos que cresce a cada audição, terminando com um épico de quase 10 minutos que mostra todas facetas da banda.



Jack White – Blunderbuss
 

Jack White conseguiu fazer o melhor álbum de sua carreia, em um trabalho que aponta para várias direções mas não perde sua identidade. Sem medo de arriscar, soar controverso ou presunçoso, Blunderbuss mostra que ainda é possível fazer música sem seguir padrões ou gêneros pré-estabelecidos.



Coheed and Cambria - The Afterman: Ascension
 

Depois de diversos problemas internos e do bom, mas burocrático, Year of the Black Rainbow, The Afterman: Ascension, primeira parte deste novo capítulo na saga infinita criada por Claudio Sanchez (a segunda, Descension, será lançada no início de 2013) bota o Coheed and Cambria de volta aos trilhos, com tudo que os fãs poderiam esperar.



Black Country Communion – Afterglow
 

Às vezes, em tempos de crise, é quando as melhores obras são feitas. Afterglow foi composto e gravado pouco antes das desavenças entre Glenn Hughes e Joe Bonamassa se tornarem públicas e mostra uma banda, em estúdio, mais coesa do que nunca, com composições maduras e sem alguns exageros dos discos anteriores.   

Meshuggah – Koloss 


Pesado, agressivo e extremamente complexo. Não é uma audição fácil, mas não é esse o objetivo.



Van Halen - A Different Kind of Truth

O primeiro registro do Van Halen desde o retorno de David Lee Roth é um marco na história da grupo, que soa afiadíssimo e pronto para mais uma década de hard rock (se não implodirem por desavenças internas novamente). 



Lamb of God – Resolution 


Antes da prisão do vocalista Randy Blythe, o Lamb of God havia lançado Resolution e estava comemorando a ótima aceitação pelos fãs e pela mídia especializada. Com grandes riffs e passagens de tirar o fôlego, a banda mostra mais uma vez porque é considerada uma das mais importantes do metal no novo milênio.



Fiona Apple - The Idler Wheel ... 


Sempre polêmica e avessa a qualquer exposição pública, Fiona Apple estava há sete anos sem lançar um novo álbum. Com o absurdo título de The Idler Wheel is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do, a cantora continua com sua mistura nada comercial de rock, pop e jazz e parece não se abater por qualquer modismo da indústria musical.



Rush - Clockwork Angels 


O primeiro trabalho conceitual do Rush em décadas foi um dos mais esperados do ano e conseguiu suprir as expectativas da grande maioria dos fãs. Ainda em forma exemplar, o trio compôs uma obra que rivaliza com alguns de seus melhores momentos, apresentando músicas que só poderiam ser escritas por quem tem muito orgulho de sua história e ama o que faz.   

Overkill - The Electric Age 


Fora da badalação do Big 4 e até menos reconhecido que bandas como Testament, Exodus e Kreator, o Overkill vem lançando grandes CDs em sequência e The Electric Age não foge da regra, mesmo sendo um pouco inferior ao anterior e excelente Ironbound.   

Clipe do Ano

Rolling Stones - Doom and Gloom 

 

Quase Ficou Entre os 10
 
Bruce Springsteen - Wrecking Ball
 

Wrecking Ball poderia ser o melhor CD do ano porque traz músicas fantásticas como “We Take Care of Our Own”, “This Depression” e a própria “Wrecking Ball”. O problema é que ao mesmo tempo tem faixas fracas como “Rocky Ground” e “Shackled and Drawn”.   

Melhor Estreia
 
Alabama Shakes - Boys & Girls



Retorno do Ano
 
Van Halen com David Lee Roth em A Different Kind of Truth



Disco Decepção
 
Jason Mraz - Love is a Four Letter Word
 

Depois dos excelentes Mr. A to Z e We Sing, We Dance, We Steal Things, Love is a Four Letter Word é um balde de água fria pra quem seguia sua trajetória, com composições comerciais ao extremo, temas pobres e um clima artificial muito aquém do potencial de Jason Mraz.   

Melhor Álbum Ao Vivo 

Tedeschi Trucks Band - Everybody's Talkin'



10 Melhores Músicas 


Bruce Springsteen - We Take Care of Our Own

Regina Spektor - All the Rowboats

Dave Matthews Band - Drunken Soldier

Jack White - Freedom At 21

Huntress - Eight of Swords

Joe Bonamassa - Dislocated Boy

Muse - Survival

Serj Tankian - Cornucopia

Black Country Communion - Afterglow
 
Orange Goblin - Acid Trial



DVD do Ano 

Led Zeppelin - Celebration Day



Melhor Documentário 

Pink Floyd: The Story of Wish You Were Here   

Melhor Livro

Luz e Sombra: Conversas com Jimmy Page   

Melhor Show

Gogol Bordello - Beco 203, São Paulo
  

Melhor Capa

Baroness - Yellow & Green



Mico do Ano
Manowar - Lord of Steel


Mesmo depois do péssimo Gods of War e com o objetivo de fazer um álbum mais direto e pesado, Lord of Steel não consegue empolgar, sem nenhum traço de criatividade, energia e grandes composições que a banda - apesar de todas as críticas – cansou de fazer até a década de 90. 



Filme do Ano 

Os Vingadores

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