5 de abr de 2013

Resultado da promoção Black Sabbath + Contra Grife

sexta-feira, abril 05, 2013
Chegou a hora, aumentem o volume para saber do resultado! Em mais uma parceria com a ótima Contra Grife Camiseteria, sorteamos duas camisetas exclusivas do Black Sabbath criadas pelos nossos brothers.

Os ganhadores são:

Marcelo Carboni Bif
Remo Colomba

Link do sorteio

Para receber as suas camisetas, enviem um e-mail para ricardoseelig@gmail.com informando a estampa que vocês querem conforme as opções abaixo, que responderemos como proceder.


Obrigado a todos que participaram, e aí vai uma dica: fiquem ligados no site, porque TODA SEMANA teremos sorteios de camisetas da Contra Grife, a camiseteria mais rock and roll do Brasil.

Por Ricardo Seelig e equipe Contra Grife

Stone Sour: crítica de House of Gold & Bones Part 2 (2013)

sexta-feira, abril 05, 2013
O ser humano é saudosista por natureza. É comum a sensação de que o que foi feito no passado é, invariavelmente, melhor do que aquilo que é produzido agora, no nosso tempo. Explicar as razões que nos levam a sentir isso não é tarefa fácil. Elas envolvem, na maioria das vezes, muito mais a emoção do que a razão. Construímos histórias, relacionamentos, durante todas as nossas vidas, e, ao olhar para trás, a saudade e o distanciamento muitas vezes nos causam a falsa sensação de que o que vivemos antes nunca encontrará parâmetro no que ainda temos para viver, por melhor que sejam as perspectivas.

Divagações à parte, em relação à música esse raciocínio é aplicado de maneira cada vez mais frequente. Ouvintes mais conservadores, ou com uma visão mais ortodoxa, muitas vezes afirmam com certeza absoluta que nada do que é feito hoje em dia no rock, no metal, na música de um modo geral, chega aos pés do que já foi produzido antes. Uma grande bobagem, muitas vezes defendida por mentes sem conhecimento do que está acontecendo. Cada época teve os seus artistas importantes, que fizeram história e mudaram o curso das coisas. E a comparação entre esses períodos distintos não passa de um exercício inútil. O motivo nos leva de volta ao primeiro parágrafo, e se chama identificação. A geração que consome música hoje em dia é diferente daquela que vivia em lojas de discos há vinte anos atrás. A realidade é diferente. Os gostos são diferentes. O mundo é diferente. Os ídolos são outros.

Corey Taylor é um dos personagens centrais do rock contemporâneo. Seja à frente do Slipknot ou liderando o Stone Sour, o vocalista tem a mesma importância, para as gerações mais novas, que um Ozzy Osbourne, um Bruce Dickinson, tiveram para mim e para você, que já passamos dos 30 e, muitas vezes, dos 40 anos. Sua trajetória o transformou em um ícone, e com justiça. Frontman carismático, compositor talentoso, letrista inspirado, Taylor é a voz de uma geração, o principal rosto do heavy metal produzido nos últimos 15 anos.

Todo esse status faz com que, como acontecia em épocas passadas a cada novo lançamento de seus principais nomes, o mundo parasse e prestasse atenção naquilo que lhe era entregue. Corey Taylor faz isso. Cada movimento seu é acompanhado com atenção, e inevitavelmente recompensa seus discípulos.

É o caso de House of Gold & Bones Part 2, quinto álbum do Stone Sour, sucessor e segunda parte da história iniciada no disco lançado em 2012. Novamente produzido por David Bottrill, traz Taylor, James Root (guitarra), Josh Rand (guitarra) e Roy Mayorga (bateria) mais uma vez acompanhados por Rachel Bolan, do Skid Row, dando uma força no baixo. Com doze faixas, conclui a trama do trabalho anterior e soa como seu irmão siamês.

O estilo, o modo de fazer som pesado do Stone Sour, alcançou em ambas as partes de House of Gold & Bones o seu ápice. Grandes melodias, agressividade andando lado a lado em canções que poderiam tocar perfeitamente em qualquer rádio, riffs bem construídos e os vocais carregados de sentimento de Taylor colocam a banda no topo, acima da maioria dos demais grupos de sua geração.

Em relação ao CD anterior, este soa um pouco mais denso e emocional, levando o ouvinte em uma jornada repleta de momentos sombrios. A abertura, com a climática “Red City”, já deixa clara essa característica através de sua estrutura crescente. “Black John”, a seguir, inscreve-se fácil na lista de melhores músicas gravadas pela banda. “Peckinpah”, “Gravesend” e “Do Me a Favor” mantém o nível no alto, com grandes doses de energia e adrenalina sendo injetadas sem dó. Há, no entanto, um aspecto mais contemplativo aqui, com diversas baladas e faixas mais calmas que dão ao trabalho o desejado ar de conclusão de uma saga. História essa que chega ao seu fim com a primorosa faixa-título, daquelas composições que, ao ouvir, você já imagina o gigantesco impacto e estrago que causarão ao vivo.

Tão bom ou até melhor que o disco anterior, House of Gold & Bones Part 2 é um álbum excelente, que dará ainda mais espaço e popularidade ao Stone Sour. A banda fez um belo trabalho outra vez, mostrando o porque de toda celebração à sua volta.

Daqui há alguns anos, quando você estiver mais velho e seus filhos estiverem mexendo na sua há muito tempo ultrapassada coleção de CDs e encontrarem House of Gold & Bones Part 2, vão pegá-lo na mão e o manusear como muito mais do que apenas um CD. Irão abrir a sua embalagem, ler o seu encarte, sentir o seu cheiro. E, ao colocá-lo para tocar, irão se sentir como você se sente hoje ao pegar um LP antigo do Sabbath, do Maiden, do Metallica.

Mais do que apenas música, o Stone Sour segue fazendo história.

Nota 9



Faixas:
1 Red City
2 Black John
3 Sadist
4 Peckinpah
5 Stalemate
6 Gravesend
7 ’82
8 The Uncanny Valley
9 Blue Smoke
10 Do Me a Favor
11 The Conflagration
12 The House of Gold & Bones


Por Ricardo Seelig

Justin Timberlake: crítica de The 20/20 Experience (2013)

sexta-feira, abril 05, 2013
Minha relação com o trabalho de Justin Timberlake não é, definitivamente, das mais típicas, preciso confessar. Sempre gostei dele como pessoa: um cara divertido, carismático, bem-humorado, popstar que sabe rir de si mesmo e que até em seu estrelado relacionamento com Britney Spears nunca se deslumbrou com o maravilhoso mundo das celebridades. Sempre gostei dele também como ator, cujas performances esforçadas o colocam acima inclusive de muitos atores em tempo integral da mesma geração que ele – nem preciso citar nomes, vocês devem saber pelo menos uma dezena de cabeça. Como músico, no entanto, nunca fui lá um de seus maiores apreciadores.

Deixemos a sua atuação na boyband ‘N Sync de lado e vamos ao que realmente interessa. Seus dois elogiados primeiros disco-solo, Justified (2002) e FutureSex/LoveSounds (2006) são, admito, bons álbuns de música pop. Dançantes, gostosos, muito bem-produzidos, com o apoio de alguns dos nomes mais importantes da indústria fonográfica dos EUA atualmente. Ambos têm bons momentos, até. Mas, infelizmente, os dois ainda preocupados demais em prestar reverência ao ídolo maior de Timberlake, Michael Jackson, sofrendo de uma falta crônica de personalidade. Depois de um hiato de sete anos, dedicado ao cinema e ao MySpace (é, ele se tornou sócio da bagaça, acredite ou não), ele está de volta com The 20/20 Experience, que é nitidamente um salto do Justin músico em busca de sua própria identidade, saindo um tanto da zona de conforto pop na qual se consagrou.

O visual de smoking e gravata borboleta adotado pelo artista em todas as fotos de divulgação do disco e reforçado pelo título do primeiro single, “Suit & Tie”, não é à toa. Aqui, Justin Timberlake (novamente com o apoio do parceiro e produtor Timbaland) quer mostrar que amadureceu e se refinou, mergulhando no que há de melhor da mais moderna soul music, com seus bons toques eletrônicos, e obviamente flertando com a sonoridade de medalhões da Motown e eventualmente de nomes como Lionel Richie e Barry White. Aliás, a comparação com a obra romântica e climática de White faz todo o sentido, já que o Justin deste disco é um típico ladiesman, um Don Juan que versa ao longo de dez faixas sobre romance e, obviamente, sexo. É o cara que quer, como diz em “Spaceship Coupe”, levar sua consorte para fazer amor na lua. Tudo com requinte e sofisticação, claro. Aqui, do início ao fim, a intenção é soar absolutamente cool. E ele consegue, o danado. Passa longe do brega. Fica um gracioso gostinho retrô, como se Timberlake aspirasse a se tornar uma espécie de novo Frank Sinatra (hipótese que diversos críticos andam levantando, inclusive), um new crooner.

Veja, The 20/20 Experience não é um disco perfeito. Numa análise geral, as canções são um tanto mais longas do que necessitariam (o R&B de um sujeito como Frank Ocean consegue fazer muito mais em muito menos tempo, desculpa, Justin) e se parecem demais entre si, causando em dado momento uma sensação de que a obra é achatada, que não tem baixos, mas também não tem seus altos. Pode até parecer, mas o lance é que tem sim. E este altos merecem o destaque – como a balada setentista "Strawberry Bubblegum", que te coloca para bater o pezinho quase instintivamente enquanto o cantor exercita um falsete de ouro; e a empolgante e festiva “Let the Groove Get In”, que abre com uma batida de percussão africana e vai crescendo até colocar Timberlake no centro da pista de dança. Dá até para imaginar o sujeito requebrando na frente de um batalhão de dançarinos.

The 20/20 Experience vale, com o perdão do trocadilho, a experiência. Não só para o ouvinte, mas também para o próprio Justin. Tudo indica que uma continuação do disco sai ainda este ano, no segundo semestre. Que ele feche, então, com chave de ouro.

Nota 7,0
 


Faixas:
Pusher Love Girl
Suit & Tie
Don't Hold the Wall
Strawberry Bubblegum
Tunnel Vision
Spaceship Coupe
That Girl
Let the Groove Get In
Mirrors
Blue Ocean Floor

Por Thiago Cardim

Hypocrisy: crítica de End of Disclosure (2013)

sexta-feira, abril 05, 2013
Uma das respostas suecas ao ascendente cenário death metal da Flórida no início da década de 90, o Hypocrisy encontrou o seu próprio caminho apenas quando deixou os temas típicos do estilo para se concentrar em um lado mais melódico, com base em letras direcionadas à ficção científica.
 
Com algumas oscilações na carreira, o trio liderado por Peter Tägtgren, uma das mais importantes figuras da música extrema sueca, chega ao seu décimo segundo disco, End of Disclosure, gravado como sempre no famoso Abyss Studios e lançado pela Nuclear Blast no dia 22 de março.

A abertura do disco já mostra que o Hypocrisy deixou de lado o direcionamento extremamente caótico (que beirava o incompreensível) do álbum anterior, A Taste of Extreme Divinity (2009), e resgatou as mesmas formas de melodias e o andamento cadenciado priorizado em The Arrival (2004), de quase uma década atrás. "Tales of Thy Spineless" dá uma acelerada no ritmo do álbum, mas sem extrapolar para os limites além do death metal carregado de melodias, típico da Suécia noventista, enquanto "The Eye" traz bons elementos do thrash metal oitentista, sem deixar de lado a atmosfera épica/sci-fi criada pelo timbre das guitarras de Peter Tägtgren.

Com os dois pés na escola americana de death metal, "United We Fall" é de longe um dos momentos mais violentos em End of Disclosure, bem diferente de "44 Double Zero", com seus flertes com o heavy metal tradicional e um Tägtgren soando incomodamente como um Udo Dirkschneider mais raivoso. Uma grata surpresa no álbum, a arrastada "Hell is Where I Stay" tem forte influência do death sueco nos seus primórdios, com alguns toques de doom, lembrando vagamente o som de bandas como Novembers Doom e Ghost Brigade.

Mantendo o andamento mais lento, "Soldier of Fortune" pode ser considerada facilmente a faixa mais melódica do álbum, cercada por um gélido e épico sentimento, enquanto, como o próprio nome sugere, "When Death Calls" retorna a faceta mais agressiva da banda, trombando levemente com o black metal. "The Return" finaliza End of Disclosure com mais uma dose de riffs extremamente arrastados e soturnos, enfatizando o lado mais mórbido e atmosférico da sonoridade sci-fi da banda, catalisado pelas diversas mudanças de andamento.

Peter Tägtgren continua sendo um dos grandes ícones do metal extremo europeu, graças ao seu trabalho como produtor e como compositor a frente do Hypocrisy e Pain. Porém, não é de hoje que os álbuns de suas bandas trazem menos impacto em relação há alguns anos atrás. Evidentemente, isso não é o mesmo que dizer que elas soam de alguma forma falhas ou sem inspiração, a questão é que End of Disclosure não é o mais técnico, nem o mais agressivo, nem o mais melódico do que o Hypocrisy já fez, e no fim soa como um apanhado de praticamente toda a sua carreira, tanto lírica quanto instrumentalmente. E é exatamente nesse dinamismo em que mora o seu mérito.

Nota 7



Faixas:
1. End Of Disclosure
2. Tales Of The Spineless
3. The Eye
4. United We Fall
5. 44 Double Zero
6. Hell Is Where I Stay
7. Soldier Of Fortune
8. When Death Calls
9. The Return

Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

Bring Me The Horizon: crítica de Sempiternal (2013)

sexta-feira, abril 05, 2013
A mais proeminente banda do metalcore inglês, o Bring Me The Horizon despontou como um dos grandes nomes do estilo desde a sua formação, em 2004, ficando lado a lado em questão de popularidade com relação aos seus contemporâneos americanos. Apesar de seguir uma linha sem muitas diferenciações no primeiro trabalho, desde Suicide Season (2008) o quinteto liderado pelo vocalista Oliver Skyes vem agregando elementos que vão desde mathcore e post-hardcore até inimagináveis toques de rock progressivo e dubstep.

Sempiternal é o quarto disco dos ingleses, lançado três anos depois do consagrado There is a Hell, Believe Me I've Seen It. There is a Heaven, Let's Keep It a Secret, agora pela major RCA Records na Europa. Interessante notar que, apesar de a banda estar apreensiva com relação a possibilidade de a gravadora tentar interferir no direcionamento do álbum, foi dada ao Bring Me The Horizon total liberdade criativa, estimulando-os inclusive a compor o álbum mais extremo de suas carreiras. E talvez exatamente por isso, eles tenham seguido um caminho completamente diferente.

Lotada de elementos eletrônicos e com um andamento relativamente complexo, a lenta e arrastada "Can You Feel My Heart" já mostra que os britânicos realmente metamorfosearam o seu som de maneira brusca nesse novo registro, pois mesmo quando o lado mais agressivo se apresenta em "The House of Wolves", não chega nem perto da insanidade e do caos dos álbuns anteriores, ainda que o resultado aqui também seja bem interessante (encaixar mudanças de ritmos inesperadas é uma das mais notáveis características do BMTH). Com elementos mais atmosféricos e dois pés no hip hop - e porque não, no nu metal de uma década atrás -, "Empire (Let Them Sing)" é um destaque imediato por conta das melodias simples e facilmente absorvíveis, assim como em "Sleepwalking", aonde o equilíbrio do metalcore com música eletrônica se mostra extremamente eficiente.

E por falar em eficiência, "Go to Hell, For Heaven’s Sake" se mostra uma versão bem mais melódica (e com uma ligeira veia “post”) do estilo antes praticado, e a exemplo de "Shadow Moses", o primeiro single de Sempiternal, é uma excelente ponte entre a identidade musical da banda entre o disco anterior e esse. "And the Snakes Start to Sing" é o momento mais atmosférico do album, com passagens acústicas e os efeitos eletrônicos criando uma ambientação para uma das interpretações mais dramáticas e versáteis de Oliver Skyes, enquanto "Seen It All Before" retoma a utilização de tempos mais complexos e atinge o seu ápice com algo que poderia ser classificado como um plot twist lírico-musical no seu fim.

"Anti-Vist" resgata o espírito mais extremo da banda sob uma letra de protesto, em que é praticamente impossível não prever a reação do público nas apresentações ao vivo (“middle fingers up IF you don’t give a fuck”), enquanto a cadenciada "Crooked Young" acaba por soar como um crescendo prelúdio épico para o encerramento do álbum com "Hospital For Souls", faixa extremamente experimental, que esbarra no lado mais eletrônico do post rock e se mostra bem diferente em relação ao restante do disco, mais do que o suficiente para realmente deixar um ponto de interrogação pairando após o seu término.

Em todo caso, é mais um ótimo indício de como o Bring Me The Horizon está gradativamente se livrando de algumas possíveis limitações e arriscando nas mais diversas intervenções musicais. A atmosfera que paira por todo o trabalho se encaixou de forma perfeita com a temática lírica, muito mais reflexiva e subjetiva do que nos trabalhos anteriores o que torna a audição de Sempiternal uma experiência bem interessante, tanto para aqueles que já acompanham a banda, quanto para os que estão tendo o seu primeiro contato, pois é um caminho muito mais acessível do que os seus outros álbuns, principalmente aos não familiarizados com o estilo.

Nota 8,5



1. Can You Feel My Heart
2. The House Of Wolves
3. Empire (Let Them Sing)
4. Sleepwalking
5. Go To Hell, For Heaven’s Sake
6. Shadow Moses
7. And The Snakes Start To Sing
8. Seen It All Before
9. Anti-Vist
10. Crooked Young
11. Hospital For Souls

Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

4 de abr de 2013

Promoção Relâmpago Collectors e Contra Grife: concorra a 2 camisetas exclusivas do Black Sabbath

quinta-feira, abril 04, 2013
Comemorando a divulgação da capa e do trecho de uma música que estará em 13, novo disco do Black Sabbath, nós aqui da Collectors e da Contra Grife, que somos todos tarados pela banda, resolvemos fazer uma promoção relâmpago.

Vamos sortear 2 camisetas exclusivas do Black Sabbath criadas pela Contra Grife. Para concorrer, você deve curtir a página da Collectors Room no Facebook, ir até este link e clicar na opção Quero Participar. Nesta sexta, 05/04, sortearemos os dois fãs que ganharão cada um 1 camiseta da banda, escolhendo entre as estampas acima.

Mas corra, porque você tem pouco tempo para concorrer!

Por Ricardo Seelig

Killswitch Engage: crítica de Disarm the Descent (2013)

quinta-feira, abril 04, 2013
Disarm the Descent, novo disco do Killswitch Engage, é o primeiro trabalho da influente banda norte-americana em quatro anos, desde o auto-intitulado álbum lançado em 2009. O sexto CD do grupo marca o retorno do vocalista original, Jesse Leach, que havia deixado o conjunto em 2002. Completam o time os guitarristas Adam Dutkiewicz e Joel Stroetzel, o baixista Mike D’Antonio e o baterista Justin Foley.

Produzido pelo próprio Dutkiewicz - há tempos já estabelecido também nessa função, com trabalhos de destaque para bandas como All That Remains, Shadows Fall e As I Lay Dying -, Disarm the Descent é um dos discos mais consistentes da carreira do quinteto. Considerado um dos pais do metalcore, o Killswitch Engage mais uma vez mostra como o estilo deve soar, mostra como se faz. Unindo com precisão agressividade e melodia, a banda mostra-se inspirada e com gás renovado.

As vozes são o destaque principal do álbum, e não só a de Leach. O cantor, como esperado, tem uma grande performance, mas esse protagonismo é dividido pelos coros muito bem construídos, que levam, invariavelmente, a refrãos grudentos e agradáveis. Esse aspecto simpático, amigável, da música do Killswitch Engage, vem com tudo em Disarm the Descent, e faz a audição ser um ato de alegria, de diversão, de satisfação.

Mesmo que, de uma maneira geral, seja possível considerar o metalcore um estilo um tanto estagnado nos últimos anos, grande parte dessa sensação se dissipa ao ouvir este disco. Como a história nos ensinou e é de costume, cabe aos pioneiros, aos inovadores, aos originais, abrir caminhos e mostrar novas alternativas, e a banda abusa dessa prerrogativa em Disarm the Descent. Nada aqui soa datado, cansativo ou arrastado, muito pelo contrário. A energia é quase bruta, adornada por guitarras que despejam melodias inspiradas e que, em diversos momentos, nos trazem à mente nomes aparentemente distantes e antagônicos ao som do Killswitch Engage, como é o caso do Iron Maiden, por exemplo.

A estrutura instrumental das composições traz riffs que ora apresentam influências de thrash metal, ora da NWOBHM e, em alguns momentos mais extremos, até mesmo do death. O uso de blast beats é frequente, e, ao lado do vocal gutural de Jesse Leach, reforça a agressividade proposta pelo Killswitch Engage.

Ouça com atenção músicas como a paulada “The Hell in Me” (que abre o trabalho), “Beyond the Flames”, “New Awakening” e “In Due Time. Nelas está o DNA de uma das bandas mais influentes surgidas na última década. Essa capacidade, esse domínio que o grupo ostenta em relação ao gênero que executa, faz o Killswitch Engage explorar o metalcore como um todo, em todas as suas cores, em todas as possibilidades, fugindo da escolha fácil e comum a nomes menos talentosos que, ao se aventurar pelo estilo, soam repetitivos ao se limitar à óbvia estrutura “versos agressivos + refrão melodioso e com vocal limpo”.

Disarm the Descent representa um retorno necessário. Ele soa como a intervenção de um pai ao ver seus filhos perdidos no mundo e sem saber quais caminhos seguir, chamando-os para uma conversa e dizendo, do alto de sua calma e experiência: “Olhem, é por aqui”.

Que todos ouçam esse conselho, pois ele é excelente!

Nota 8,5





Faixas:
1 The Hell in Me
2 Beyond the Flames
3 New Awakening
4 In Due Time
5 A Tribute to Fallen
6 The Turning Point
7 All That We Have
8 You Don’t Bleed for Me
9 The Call
10 No End in Sight
11 Always
12 Time Will Not Remain

Por Ricardo Seelig

Black Sabbath divulga capa de seu novo álbum e mostra trecho de mais uma música inédita

quinta-feira, abril 04, 2013
O Black Sabbath acaba de postar no YouTube um vídeo onde revela a capa do seu novo álbum, o aguardado 13. O disco será lançado em junho, tem produção de Rick Rubin e é o primeiro trabalho com Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler juntos em 35 anos, desde Never Say Die (1978).

Destaque para o trecho de uma música na trilha do vídeo, com direito a riffão de Iommi, baixo na cara, Ozzy cantando e a bateria de Brad Wilk, do Rage Against the Machine, segurando bem as pontas no posto que era de Bill Ward.

Arrepie-se, porque é MUITO bom!!!



Por Ricardo Seelig

Black Rebel Motorcycle Club: crítica de Specter at the Feast (2013)

quinta-feira, abril 04, 2013
Nem só dos sentimentos mais corriqueiros, como o amor e o ódio, surgem grandes obras de arte. O sombrio sentimento de luto também pode inspirar bons trabalhos, sobretudo na música. Quem sabe o mais emblemático exemplo disso seja o AC/DC, que transformou a dor da perda de seu vocalista, Bon Scott, em um dos melhores discos de sua carreira, Back in Black.

Outros exemplos de tributos transformados em música não são difíceis de encontrar mas, ao contrário do que foi interpretado por muita gente, esse não é o caso de Specter at the Feast, mais recente álbum de estúdio do trio californiano Black Rebel Motorcycle Club. Pelo menos não completamente.
 

O Black Rebel, ou B.R.M.C., passou por uma perda que, apesar de não ser tão direta para sua música como foi a de Bon Scott para o AC/DC, sem dúvida os obrigou a parar para respirar. Em 2010, Michael Been, pai do baixista Robert Been e espécie de mentor musical do grupo, morreu vítima de um ataque cardíaco sofrido no backstage de um dos shows da banda.  

Specter at the Feast é o primeiro trabalho de inéditas do B.R.M.C. após a morte de Been. Os momentos de homenagem realmente estão lá mas o buraco do disco é bem mais embaixo e não se parece muito com uma fossa.


O disco é um festival de altos e baixos que o torna inconstante, mas é também uma tentativa digna de emular o pós-punk com doses de rock de garagem em composições que não deixam nada a desejar. E é exatamente por isso que sua melhor faixa é também o seu maior “pecado”: "Let the Day Begin", um cover de escolha justificável, mas um cover.


"Let the Day Begin" foi um dos hits do The Call, banda liderada por Michael Been nos anos 80. Been filho e seus colegas de banda fizeram um grande trabalho de restauração, trocando o eco comum nas baterias dos anos 1980 por pancadas mais vivas, e dando uma roupagem moderna para a canção que agrada bem mais do que a versão original.


Outros resquícios de tributo estão na melancólica "Fire Walker", a excelente faixa de abertura; na balada paternal "Lullaby" e na desnecessária "Returning", que de tão sofrida quase descamba para a pieguice. O disco engrena pra valer a partir de "Hate the Taste", um rock semi-sujo que serve de introdução para "Rival" e "Teenage Disease", duas porradas pós-punk com energia suficiente pra mandar qualquer fantasma pro espaço.


Em boa parte do disco o som lamacento da guitarra de Peter Hayes se soma ao baixo de Been para criar uma atmosfera pesada e soturna. Mas são as baquetas viris de Leah Shapiro que garantem o andamento da obra e lhe acrescentam um charme irresistível. Em Specter at the Feast a baterista prova de vez que não só está perfeitamente entrosada com a dupla fundadora como também já impôs respeito e desenhou o seu espaço dentro da banda.


Specter at the Feast está longe de ser uma obra prima, mas mais longe ainda de ser um burocrático lamento. Por ter saído literalmente das cinzas, é um disco bom o suficiente pra se prestar atenção.

Nota 7,5



Faixas:
1. Fire Walker
2. Let the Day Begin
3. Returning
4. Lullaby
5. Hate the Taste
6. Rival
7. Teenage Disease
8. Some Kind of Ghost
9. Sometimes the Light
10. Funny Games
11. Sell It
12. Lose Yourself

Por Nelson Júnior

Esgotados todos os ingressos para o Rock in Rio

quinta-feira, abril 04, 2013
A venda de ingressos para a edição 2013 do Rock in Rio teve início na manhã desta quinta-feira, 4 de abril, através do site http://www.rockinrio.ingresso.com.br/hotsite/. Com valores de R$ 260 (inteira), R$ 130 (meia) e R$ 221 para clientes do banco Itaú, os ingressos foram vendidos de maneira extremamente rápida, gerando o esgotamento de três datas até o momento: 13, 20 e 22 de setembro.

O primeiro dia a esgotar foi 20/09, noite em que se apresentam Bon Jovi, Nickelback, Matchbox Twenty e Frejat. Na sequência, os ingressos para 13/09, data em que Beyoncé, David Guetta, Ivete Sangalo e Homenagem ao Cazuza sobem ao palco, também esgotaram. O dia 22/09, com Iron Maiden, Avenged Sevenfold, Slayer e Kiara Rocks também não possui mais ingressos disponíveis, assim como 14/09, noite com Muse, Florence + The Machine, 30 Seconds to Mars e Capital Inicial.



Já havia ocorrido uma primeira venda em outubro, o chamada Rock in Rio Card, onde 80 mil ingressos foram vendidos em apenas 52 minutos, mesmo ainda sem a confirmação de todo o cast do festival.

A capacidade de público de cada noite deste edição do Rock in Rio é de 85 mil pessoas.

Muito provavelmente, mais datas terão os seus ingressos esgotados durante o dia de hoje.


UPDATE: às 14h15min a produção do evento informou que todos os ingressos para o festival foram vendidos. Ou seja, não tem mais, acabou. Quem comprou, comprou. Quem não conseguiu, coloque a cerveja pra gelar e assista confortavelmente no sofá de sua casa.

Por Ricardo Seelig

Ghost toca as inéditas "Infestissumam" e “Per Aspera ad Inferi” em show realizado em Londres

quinta-feira, abril 04, 2013
Mais novidades sobre Infestissumam, o novo disco do Ghost B.C., com data de lançamento marcada para as próximas semanas. A banda sueca tocou as inéditas "Infestissumam" e “Per Aspera ad Inferi” em um show realizado no lendário Brixton Academy, em Londres. 

A qualidade do áudio não é 100%, mas dá pra sacar o que os caras fizeram. A primeira é uma longa introdução, enquanto a segunda trata-se de uma música com grandes doses de melodia, bastante teatral e dramática.

Nós, aqui da Collectors Room, estamos com os ouvidos coçando de ansiedade e não vemos a hora de escutar Infestissumam. E vocês?

Enquanto o álbum não sai, confiram o vídeo:



Por Ricardo Seelig

Classic Rock Magazine e Metal Hammer trocam de dono e são vendidas para nova editora

quinta-feira, abril 04, 2013
Duas das principais e melhores revista sobre música do planeta, as inglesas Classic Rock e Metal Hammer, tiveram suas marcas e direitos vendidos para outra editora. Publicadas até então pela Future Publishing, as publicações foram adquiridas pela TeamRock, novo empreendimento liderado por John Myers, ex-presidente executivo da GMG Radio.

O montante envolvido no negócio é de 10,2 milhões de libras, aproximadamente 31 milhões de reais. Junto com os títulos, a TeamRock comprou também as marcas e eventos promovidos pelas duas revistas, incluindo as já tradicionais premiações Golden Gods, da Metal Hammer, e Classic Rock Roll of Honour, da Classic Rock.

Mark Wood, chefe-executivo da Future, justificou a venda afirmando que “tanto a Metal Hammer quanto a Classic Rock são títulos de grande sucesso e com imenso futuro, mas elas não fazem parte da nossa estratégia de crescimento”.

Já a TeamRock se apresenta como “uma nova empresa internacional de criação de conteúdo multimídia e negócios de distribuição, com o objetivo de criar e fornecer conteúdo premium para os fãs de rock em todo o mundo através de plataformas digitais e dos recém adquiridos títulos Classic Rock e Metal Hammer”. Billy Anderson, da TeamRock, afirmou que “estamos muito satisfeitos em adquirir essas duas marcas maravilhosas, que irão desempenhar um papel significativo no desenvolvimento do nosso negócio. Elas vêm com uma excelente equipe liderada por Chris Ingham e estamos ansiosos em investir ainda mais no seu desenvolvimento".

Conforme dados divulgados pela Future, a Classic Rock e a Metal Hammer geraram uma receita de R$ 26,23 milhões no último exercício, com um lucro de R$ 6,1 milhões.

A Classic Rock foi criada em 1998 e é publicada apenas na Inglaterra. Já a Metal Hammer, criada em 1986, possui edições exclusivas também na Itália, Noruega, Alemanha, Espanha e Polônia. Ambas são excelentes e referência no mercado editorial, e podem ser encontradas com facilidade nas bancas das principais cidades brasileiras e em grandes redes de livrarias presentes em todo o Brasil. A princípio, as equipes que compõe as duas revistas não sofrerão alterações.

Seria uma boa se, com essa mudança, tanto a Classic Rock quanto, principalmente, a Metal Hammer, começassem a ser publicadas aqui no Brasil, já que as revistas destinadas ao heavy metal que temos nas bancas são de uma qualidade rasteira e pra lá de lamentável.

Por Ricardo Seelig

Ouça “Pandaemonium”, música inédita do Atrocity

quinta-feira, abril 04, 2013
Os alemães do Atrocity divulgaram a inédita “Pandaemonium”, música que estará em seu novo álbum, Okkult, com lançamento marcado para 26 de abril pela Napalm Records. O disco foi produzido pelo vocalista Alexander Krull e teve a capa criada por Stefan Heilemann.

O oitavo álbum do Atrocity, sucessor de After the Storm (2010), é a primeira parte de uma trilogia. Para promovê-la, a banda criou uma espécie de caça ao tesouro através de três continentes, escondendo pistas neste e nos dois próximos discos. Em Okkult, a pista refere-se à Europa e está em algum lugar do encarte da edição especial em digipak.

Ouça a excelente “Pandaemonium” abaixo:



Por Ricardo Seelig

3 de abr de 2013

Top Collectors Room: os 50 melhores discos de estreia gravados por bandas de heavy metal

quarta-feira, abril 03, 2013
Inspirado pela lista publicada pela Rolling Stone com os melhores discos de estreia de todos os tempos, vasculhei a minha coleção com uma pergunta em mente: se a lista fosse formada somente por álbuns de heavy metal, que títulos estariam nela?

Alguns foram fáceis de colocar. Outros gerarão discussão, mas esse é o papel de uma lista. Lembrem-se: são somente discos de ESTREIA, ou seja, os primeiros LPs das bandas, e não suas carreiras completas. Em um exercício às vezes difícil, procurei separar a qualidade do álbum daquilo que ele representa e do status que adquiriu com o passar dos anos.

Provavelmente alguns de vocês irão me apedrejar, mas a brincadeira foi divertida.

Com vocês, os 50 melhores discos de estreia gravados por bandas de heavy metal, na minha opinião:

50 Bathory - Bathory (1984)
49 Megadeth - Killing is My Business ... and Business is Good (1985)
48 System of a Down - System of a Down (1998)
47 Opeth - Orchid (1995)
46 Kreator - Endless Pain (1985)
45 Morbid Angel - Altars of Madness (1989)
44 Type O Negative - Slow, Deep and Hard (1991)
43 Ghost - Opus Eponymous (2010)
42 Death - Scream Bloody Gore (1987)
41 Pain of Salvation - Entropia (1997)
40 Machine Head - Burn My Eyes (1994)
39 Satyricon - Dark Medieval Times (1993)
38 Mastodon - Remission (2002)
37 King Diamond - Fatal Portrait (1986)
36 Helloween - Walls of Jericho (1985)
35 Slayer - Show No Mercy (1983)
34 Budgie - Budgie (1971)
33 Saint Vitus - Saint Vitus (1984)
32 Avantasia - The Metal Opera (2001)
31 Vio-lence - Eternal Nightmare (1988)
30 Forbidden - Forbidden Evil (1988)
29 Metallica - Kill ‘Em All (1983)
28 Atheist - Piece of Time (1989)
27 Terrorizer - World Downfall (1989)
26 Angel Witch - Angel Witch (1980)
25 Possessed - Seven Churches (1985)
24 Down - NOLA (1995)
23 Cynic - Focus (1993)
22 Sir Lord Baltimore - Kingdom Come (1970)
21 Moonspell - Wolfheart (1995)
20 Dust - Dust (1971)
19 Annihilator - Alice in Hell (1989)
18 Blue Öyster Cult - Blue Öyster Cult (1972)
17 Celtic Frost - To Mega Therion (1985)
16 Ozzy Osbourne - Blizzard of Ozz (1980)
15 Testament - The Legacy (1987)
14 Pentagram - Pentagram (1985)
13 Rainbow - Ritchie Blackmore’s Rainbow (1976)
12 Exodus - Bonded by Blood (1985)
11 Metal Church - Metal Church (1984)
10 Dissection - The Somberlain (1983)
9 Entombed - Left Hand Path (1990)
8 Montrose - Montrose (1973)
7 Iron Maiden - Iron Maiden (1980)
6 Candlemass - Epicus Doomicus Metallicus (1986)
5 Emperor - In the Nightside Eclipse (1994)
4 Dio - Holy Diver (1983)
3 Diamond Head - Lightning the Nations (1980)
2 Mercyful Fate - Melissa (1983)
1 Black Sabbath - Black Sabbath (1970)


Comente o que achou das escolhas, e aproveite também para postar a sua lista nos comentários.

Por Ricardo Seelig

Benediction é a primeira atração do Zoombie Ritual 2013

quarta-feira, abril 03, 2013
A organização do Zoombie Ritual, festival realizado anualmente na bela e bucólica cidade de Rio Negrinho (SC), confirmou a primeira atração de sua edição de 2013. Trata-se do Benediction, lenda do death metal britânico que novamente aporta em terras brasileiras, dessa vez para uma série de shows em comemoração dos 20 anos do álbum Transcend the Rubicon (1993).

Formado em 1989, o Benediction ainda traz no currículo outra pedra fundamental do gênero: o disco Subconscious Terror (1990), responsável por apresentar ao mundo Mark "Barney" Greenway, na época com apenas 21 anos mas já dono de um vocal monstruoso que logo tomaria de assalto o posto de frontman do Napalm Death.

As datas da sexta edição do Zoombie Ritual, assim como outras cidades a serem visitadas pelo Benediction, ainda não foram divulgadas. O certo é que a turnê acontece em dezembro, mês que tradicionalmente abriga o festival. Em 2012 coube a Malevolent Creation, Vital Remais, Ratos de Porão e nomes da nata do metal nacional como Vulcano, Apokalyptic Raids, Violator e Nervochaos serem os headliners. Vader, Dark Funeral, Gamma Bomb e The Accüsed são outros que em anos anteriores também passaram pela Fazenda Evaristo, sede deste que é um dos melhores eventos nacionais voltados exclusivamente para o heavy metal.

Já comece a se programar e confira uma amostra do que lhe espera no Zoombie 2013:


Por Guilherme Gonçalves

Segundo Thom Yorke, Radiohead pode estar próximo de anunciar o seu fim

quarta-feira, abril 03, 2013
Uma das bandas mais inquietas das últimas décadas pode estar chegando ao fim. E a revelação é do próprio líder do grupo, o vocalista e guitarrista Thom Yorke.

Em entrevista ao programa de rádio do ator Alec Baldwin para promover o novo álbum do projeto Atoms for Peace, Yorke soltou o seguinte: “Começamos quando tínhamos 16 anos. Agora estou com 44. É um bom tempo. O fato é que o resto da banda espera que eu anuncie o fim do grupo, mas as coisas mudam. Nunca tem a ver com a música, é sempre outra coisa. Os problemas da vida ou outra coisa qualquer. Sinto que o final está chegando. Quer dizer... algo relacionado ao fato de que não fizemos nada de útil nas últimas três semanas. Passamos por essas fases. Nós crescemos juntos, é estranho. Por exemplo, acabamos de fazer uma turnê no ano passado, e provavelmente foi, na teoria, a mais assustadora que fizemos porque foram shows muito grandes. Normalmente gasto meu tempo tentando evitá-los”.

O último disco do Radiohead, The King of Limbs, saiu em 2011 e dividou crítica e fãs.

Aguardamos com ansiedade as cenas dos próximos capítulos.

Por Ricardo Seelig, com informações da Popload

Prince divulga versão pesada e cheia de jams de “Let’s Go Crazy”, clássico de sua fase oitentista

quarta-feira, abril 03, 2013
Prince surpreendeu mais uma vez. Aliás, o verbo "surpreender" é quase um sinônimo do baixinho multiinstrumentista. O músico publicou um vídeo com uma versão irreconhecível de “Let’s Go Crazy”, um de seus maiores sucessos, lançado originalmente no álbum Purple Rain, de 1984.

O que temos aqui é uma jam gravada durante o ensaio de sua banda atual, a 3rdEyeGirl, formada pela guitarrista Donna Grantis, pela baixista Ida Nielsen e pela baterista Hannah Ford-Welton. Uma versão blues, pesada, com direito à citação para a clássica “Frankestein”, do Edgar Winter Group.

De arrepiar!


Por Ricardo Seelig

“Live It Up”, novo lyric video do Airbourne

quarta-feira, abril 03, 2013
A banda australiana Airbourne divulgou o lyric video de “Live It Up”, primeiro single de seu novo disco, Black Dog Barking, que tem lançamento agendado para 17 de maio.

Conhecidos pela semelhança com o AC/DC, o grupo fez questão de evidenciar novamente essa característica, já que a introdução de “Live It Up” é bastante semelhante ao da clássica “For Those About to Rock (We Salute You)”.

Comprove abaixo:



Por Ricardo Seelig

Rolling Stones anunciam datas de nova turnê

quarta-feira, abril 03, 2013
Pequena, por enquanto. Os Rolling Stones revelaram detalhes da tour que farão entre os meses de maio e julho por Estados Unidos e Inglaterra. São onze datas confirmadas pela própria banda mas, segundo apurou a Billboard, Mick Jagger e companhia devem anunciar aos menos mais 8 shows nas próximas semanas. E sim, as coisas devem ficar somente entre EUA e Europa mesmo, nada da banda descer para o hemisfério sul.

Os shows e locais confirmados são esses:

TBA – Los Angeles, CA @ Staples Center
05/05 – Oakland, CA @ Oracle Arena
05/08 – San Jose, CA @ HP Pavilion
05/11 – Las Vegas, NV @ MGM Grand Garden Arena
05/15 – Anaheim, CA @ Honda Center
05/25 – Toronto, ON @ Air Canada Centre
05/28 – Chicago, IL @ United Center
06/12 – Boston, MA @ TD North Garden
06/18 – Philadelphia, PA @ Wells Fargo Center
06/26-30 – Pilton, UK @ Glastonbury Music Festival
07/06 – London, UK @ Hyde Park
07/13 – London, UK @ Hyde Park

Abaixo o divertido vídeo oficial do anúncio:



Por Ricardo Seelig

Gary Holt fala sobre possibilidade de entrar definitivamente no Slayer

quarta-feira, abril 03, 2013
O guitarrista Gary Holt, que há dois anos substitui Jeff Hanneman no Slayer após o guitarrista original sofrer uma fasceíte necrotizante causada por uma picada de aranha, falou sobre a possibilidade de se juntar defintivamente à banda.

Cheguei para ocupar um lugar de maneira temporária, mas já estou há dois anos com eles. Mas durante todo esse tempo estou mantendo o meu trabalho com o Exodus, inclusive compondo um monte de riffs durante as turnês. Tenho um equipamento de gravação digital comigo, e quando chego aos hotéis trabalho em novas músicas. Posso até ser um integrante definitivo do Slayer, mas isso só irá acontecer se eu puder conciliar as minhas atividades com o Exodus”.

Já passou da hora do Slayer tomar uma decisão definitiva sobre esse assunto. Enquanto a banda continua pensando, assista à entrevista completa de Holt no vídeo abaixo:



Por Ricardo Seelig

2 de abr de 2013

Beyoncé grava versão para “Back to Black”, de Amy Winehouse

terça-feira, abril 02, 2013
A cantora norte-americana Beyoncé gravou uma versão para a linda “Back to Black”, uma das melhores músicas da curta carreira da inglesa Amy Winehouse, falecida em 2011. A releitura faz parte da trilha sonora do filme O Grande Gatsby, dirigido por Baz Luhrmann, que tem no currículo Moulin Rouge e Romeu e Julieta e estreia em junho nos cinemas.

Andre 3000, do Outkast, participa do cover, que deve aparecer online nas próximas semanas. Enquanto isso não acontece, fique com a gravação original abaixo:


Por Ricardo Seelig

Os 100 melhores discos de estreia de todos os tempos, segundo a Rolling Stone

terça-feira, abril 02, 2013
Lista interessante publicada no site da Rolling Stone. A influente revista norte-americana elegeu os 100 melhores discos de estreia de todos os tempos. Tem para todos os gostos.

Só lembrando: não é uma lista de rock, e são somente discos de estreia, entendido? Mesmo? Tem certeza disso?

Então confira abaixo:

100 Lady Gaga - The Fame (2009)
99 The Flying Burrito Brothers - The Gilded Palace of Sin (1969)
98 Joe Jackson - Look Sharp! (1979)
97 DJ Shadow - Endtroducing ... (1996)
96 Madonna - Madonna (1983)
95 Little Richard - Here’s Little Richard (1957)
94 The Who - The Who Sings My Generation (1965)
93 The Hold Steady - Almost Killed Me (2004)
92 Moby Grape - Moby Grape (1967)
91 M.I.A. - Arular (2005)
90 Big Star - #1 Record (1972)
89 Yaz - Upstairs at Eric’s (1982)
88 Daft Punk - Homework (1997)
87 The New Pornographers - Mass Romantic (2000)
86 Kendrick Lamar - good kid, m.A.A.d city (2012)
85 Rage Against the Machine - Rage Against the Machine (1992)
84 Whitney Houston - Whitney Houston (1985)
83 Erik B. and Rakim - Paid in Full (1987)
82 The Congos - Heart of the Congos (1977)
81 Gang of Four - Entertainment! (1979)
80 The Byrds - Mr Tambourine Man (1965)
79 Elvis Presley - Elvis Presley (1956)
78 The Stone Roses - The Stone Roses (1989)
77 Drake - Thank Me Later (2010)
76 Devo - Are We Not Men? We Are Devo! (1978)
75 The Go-Go’s - Beauty and the Beat (1981)
74 The xx - xx (2009)
73 Norah Jones - Come Away with Me (2002)
72 Led Zeppelin - Led Zeppelin (1969)
71 Mary J. Blige - What’s the 411 (1992)
70 PJ Harvey - Dry (1992)
69 Wire - Pink Flag (1977)
68 Talking Heads - Talking Heads: 77’ (1977)
67 50 Cent - Get Rich or Die Tryin’ (2003)
66 The Stooges - The Stooges (1969)
65 Liz Phair - Exile in Guyville (1993)
64 The English Beat - I Just Can’t Stop It (1980)
63 Cyndi Lauper - She’s So Unusual (1983)
62 Roxy Music - Roxy Music (1972)
61 The Libertines - Up the Bracket (2002)
60 Fiona Apple - Tidal (1996)
59 Yeah Yeah Yeahs - Fever to Tell (2003)
58 Nine Inch Nails - Pretty Hate Machine (1989)
57 MGMT - Oracular Spectacular (2008)
56 Bon Iver - For Emma, Forever Ago (2008)
55 Missy Elliott - Supa Dupa Fly (1997)
54 Metallica - Kill ‘Em All (1983)
53 New York Dolls - New York Dolls (1973)
52 U2 - Boy (1980)
51 The Smiths - The Smiths (1984)
50 X - Los Angeles (1980)
49 Franz Ferdinand - Franz Ferdinand (2004)
48 Modern Lovers - Modern Lovers (1976)
47 Pink Floyd - Piper At the Gates of Dawn (1967)
46 Pearl Jam - Ten (1991)
45 The Jesus & Mary Chain - Psychocandy (1985)
44 Black Sabbath - Black Sabbath (1970)
43 Jeff Buckley - Grace (1994)
42 Oasis - Definitely Maybe (1994)
41 Boston - Boston (1976)
40 Television - Marquee Moon (1977)
39 Lynyrd Skynyrd - (Pronounced ‘Leh-‘nérd ‘Skin-‘nérd) (1973)
38 The Police - Outlandos d’Amour (1978)
37 Bruce Springsteen - Greetings From Asbury, Park N.J. (1973)
36 The Postal Service - Give Up (2003)
35 Weezer - Weezer (1994)
34 The Doors - The Doors (1967)
33 The Killers - Hot Fuss (2004)
32 De La Soul - Three Feet High and Rising (1989)
31 Portishead - Dummy (1994)
30 Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006)
29 Wu-Tang Clan - Enter the Wu-Tang (36 Chambers) (1993)
28 The B-52’s - The B-52’s (1979)
27 Van Halen - Van Halen (1978)
26 Run-D.M.C. - Run-D.M.C. (1984)
25 Pavement - Slanted and Enchanted (1992)
24 Vampire Weekend - Vampire Weekend (2008)
23 The Notorious B.I.G. - Ready to Die (1994)
22 Violent Femmes - Violent Femmes (1983)
21 Elvis Costello - My Aim is True (1977)
20 Joy Division - Unknown Pleasures (1979)
19 Kanye West - The College Dropout (2004)
18 R.E.M. - Murmur (1983)
17 The Beatles - Please Please Me (1963)
16 The Cars - The Cars (1978)
15 Arcade Fire - Funeral (2004)
14 Jay-Z - Roc-A-Fella (1996)
13 The Pretenders - Pretenders (1980)
12 The Clash - The Clash (1979)
11 Nas - Illmatic (1994)
10 Patti Smith - Horses (1975)
9 The Band - Music From Big Pink (1968)
8 The Strokes - Is This It (2001)
7 Sex Pistols - Never Mind the Bollocks (1977)
6 N.W.A. - Straight Outta Compton (1988)
5 The Velvet Underground - The Velvet Underground and Nico (1967)
4 Guns N’ Roses -  Appetite for Destruction (1987)
3 The Jimi Hendrix Experience - Are You Experienced (1967)
2 The Ramones - The Ramones (1976)
1 Beastie Boys - Licensed to Ill (1986)


Por Ricardo Seelig

Judas Priest lançará DVD e Blu-ray ao vivo em maio

terça-feira, abril 02, 2013
Novidades quentinhas sobre uma das maiores e mais importantes bandas da história do heavy metal. Os britânicos do Judas Priest lançam no próximo dia 28 de maio o DVD/Blu-ray ao vivo Epitaph, gravado em 26 de maio de 2012 durante a apresentação do grupo no HMV Hammersmith Apolo, em Londres. O vídeo trará 23 faixas executadas durante aquela que, a princípio, foi a última turnê da carreira da banda.

Detalhe: o anúcio oficial informa que músicas de todos os discos clássicos da banda estão no vídeo, mas não há nenhuma composição de Jugulator (1997) e Demolition (2001), ambos gravados com Tim Owens no vocal. Independentemente disso, trata-se de uma retrospectiva que deve levar os fãs às lágrimas.

Epitaph será o primeiro lançamento do Judas Priest sem o guitarrista original K.K. Downing, substituído por Richie Faulkner. Como você bem sabe, completam o line-up os ícones Rob Halford, Glenn Tipton, Ian Hill e Scott Travis.

O tracklist é o seguinte:

1 Battle Hymn
2 Rapid Fire
3 Metal Gods
4 Heading Out to the Highway
5 Judas Rising
6 Starbreaker
7 Victim of Changes
8 Never Satisfied
9 Diamonds and Rust
10 Prophecy
11 Night Crawler
12 Turbo Lover
13 Beyond the Realms of Death
14 The Sentinel
15 Blood Red Skies
16 The Green Manalishi
17 Breaking the Law
18 Painkiller
19 The Hellion
20 Electric Eye
21 Hell Bent for Leather
22 You’ve Got Another Thing Coming
23 Living After Midnight


Altamente desejável, para dizer apenas o mínimo.

Por Ricardo Seelig

1 de abr de 2013

Shows completos do The Black Keys, The Killers e Queens of the Stone Age no Lollapalloza 2013

segunda-feira, abril 01, 2013
A segunda edição do Lollapalloza Brasil rolou neste feriadão de Páscoa em São Paulo, no Jockey Club. Entre erros e acertos, momentos que vão ficar na memória, como as apresentações do Black Keys (pela primeira vez em solo brasileiro), The Killers e Queens of the Stone Age.

Assista aos três shows na íntegra abaixo:






Por Ricardo Seelig

Resultado da Promoção Mulheres no Rock - Hellion Records e Collectors Room

segunda-feira, abril 01, 2013
Comemorando o Dia Internacional da Mulher, a Hellion Records e a Collectors Room promoveram uma grande promoção pra quem não vive sem rock and roll.

Bastava responder a enquete sobre qual seria a melhor banda com vocais femininos lançada pela Hellion em nosso país, clicar na Aba Promoções da página da Hellion no Facebook e concorrer.

Foram sorteados 5 kits com 10 CDs de bandas com vocais femininos do cast da gravadora, cada um dos kits contendo os discos abaixo:

Amaranthe - Amaranthe
Amazon - Victoria Regia
Crucified Barbara - The Midnight Chase
Delain - We Are the Others
Epica - Phantom Agony
Girlschool - Legacy
Hysterica - The Art of Metal
Midnattsol - Nordly
Nightwish - Oceanborn
Vanilla Ninja - Love is War


Os ganhadores dos kits foram:

Paulo Marcio
Rodrigo Zuzzi Ferrari
André Muniz
André Cristian de Oliveira
Manuela Ceragioli


Link para o sorteio.

Os vencedores devem enviar um e-mail com os seus dados para envio para pedidos@hellionrecords.com identificando-se como um dos ganhadores da promo, colocando no assunto do e-mail PROMOÇÃO MÊS DA MULHER COLLECTORS ROOM.

Resultado final da enquete:


Nightwish - 40%
Epica - 27%
Lacuna Coil - 23%
After Forever - 17%
Doro - 16%
Girlschool - 16%
Tarja - 16%
Within Temptation - 14%
The Gathering - 13%
Crucified Barbara - 9%
Tristania - 9%
Amaranthe - 8%
Xandria - 6%
Delain - 5%
Lacrimosa - 4%
Leaves Eyes - 3%
Vanilla Ninja - 3%
Ambeon - 2%
In This Moment - 2%
Thalion - 2%
Elis - 1%
Hysterica - 1%
Midnattsol - 1%
Amazon - 0%
Chandeen - 0%
Dreams of Sanity - 0%
Heavenfalls - 0%
Venin Noir - 0%

Parabéns, obrigado a todos que participaram e muita música pra todo mundo!


Por Ricardo Seelig e equipe Hellion Records

Soilwork: crítica de The Living Infinite (2013)

segunda-feira, abril 01, 2013
Natural da cidade de Helsingborg, o sueco Soilwork se tornou um dos maiores representantes do melodic death metal (ao lado de At the Gates, Dark Tranquillity, In Flames e The Haunted) mesmo sem ter surgido junto com o estilo, na Gotemburgo do início da década de 90. Desde a sua estreia com Steelbath Suicide, em um longínquo 1998, até o mais recente The Panic Broadcast (2010), o sexteto sempre foi capaz de inserir novos elementos ao seu som, tornando-o cada vez menos rústico e com a presença de mais melodias, em partes graças à versatilidade proporcionada pela presença do teclado e de um dos grandes vocalistas da última década em sua formação.

The Living Infinite, o nono álbum da discografia, é o trabalho mais ambicioso (e porque não, arriscado) do Soilwork: uma epopeia de mais de oitenta minutos, dividida em dois discos. Não bastasse isso, o guitarrista (e um dos principais compositores) Peter Wichers abandonou o barco mais uma vez, sendo substituído por David Andersson (do The Night Flight Orchestra), de forma que o restante da banda encarou a nova obra como um verdadeiro desafio, além de qualquer outro já enfrentado.

“Spectrum of Eternity” é, de longe, a faixa mais agressiva entre todas que já abriram um disco do Soilwork, e figura fácil como uma das mais extremas da banda, agregando elementos que beiram o brutal death à sua identidade mais melódica, com destaque para o trabalho do baterista Dirk Verbeuren. E como de costume, “Memories Confined” tem um andamento um pouco mais arrastado, alternando com boas passagens cadenciadas e de ritmos um tanto quanto esquisitos, bem diferente da direta “This Momentary Bliss”, dona de um dos melhores refrãos da carreira dos suecos, mesmo sem trazer grandes novidades. O mesmo vale para “Tongues”, que segue a mesma linha musical adotada desde o álbum Sworn to a Great Divide (2007) e ainda rende grandes melodias, em partes pela performance sempre dinâmica das vozes de Björn Strid.

Após uma introdução acústica, sopros de thrash metal e hardcore podem ser ouvidos de forma bem superficial em “The Living Infinite I”, que soa mais como um elo de ligação até “Let the First Wave Rise”, faixa curta e caótica que traz novamente um peso além do habitual. A esquisita sensação de ideias sendo repetidas começa a aparecer com “Vesta”, em grande parte devido à sua estrutura simplificada, e se intensifica com “Realm of the Wasted”, que facilmente pode ser considerada uma irmã mais nova e mais melódica de “Deliverance is Mine: (do álbum anterior, The Panic Broadcast).

Aliás, nesse momento pode se perceber também como a saída de Peter Wichers afetou negativamente no que se trata dos solos de guitarra. Sylvain Coudret e David Andersson trazem boas ideias na hora de montar as bases, escolher os timbres e inserir melodias nas faixas, mas no geral os solos pecam pela falta de perfeccionismo e poderiam ter tido recebido uma maior atenção. Considerações à parte, “The Windswept Mercy”, uma das músicas mais aguardadas do álbum por conta da participação do vocalista Justin Sullivan (do New Model Army), inicia a seção mais tranquila desse primeiro disco, com andamento e melodias que em alguns momentos soam como uma versão melodic death metal do The Night Flight Orchestra, principalmente pela voz de Strid. “Whispers and Lights” encerra essa primeira parte com uma espécie de “balada”, que vai de um Soilwork melódico como nunca se viu até passagens regadas a blastbeats de forma relativamente natural.

“Entering Aeons” faz a ligação entre os dois discos, para o início de “Long Live the Misanthrope”, mais uma amostra da versatilidade vocal de Björn Strid, principal atrativo da faixa, que se torna interessante exatamente pelas grandes mudanças de ritmo. Mantendo a tendência da primeira parte, “Drowning with Silence” insere algumas melodias um pouco mais atmosféricas e melancólicas, o mesmo acontecendo em “Antidotes in Passing”, outro momento mais tranquilo, que musicalmente chega a esbarrar no espírito setentista. O lado mais extremo retorna com “Leech”, esbarrando de forma até mais evidente com ligeiras influências de black metal, que são deixadas completamente pra trás com “The Living Infinite II”, continuação direta da parte presente no primeiro CD e bem mais melódica.

O interlúdio instrumental “Loyal Shadow” cria a base para mais um destaque imediato do trabalho, que é “Rise Above the Sentiment”, principalmente pela simplicidade e melodias fáceis. A seguir, apesar do nome, “Parasite Blues” não soa exatamente como um blues, mas agrega notas e melodias típicas do estilo de forma um tanto quanto sutil ao melodeath bem característico do Soilwork. “Owls Predict, Oracles Stand Guard”, faixa deveras arrastada e bem atmosférica, foi a escolhida para finalizar a obra mais ambiciosa dos suecos até hoje, e soa bem diferente do restante do álbum e de qualquer outra música já feita por eles, deixando um verdadeiro ponto de interrogação enquanto ela lentamente vai abaixando.

Depois de mais de oitenta e quatro minutos, a impressão que fica é que The Living Infinite é sim um projeto bem ambicioso e até mesmo megalomaníaco por parte do Soilwork. Por mais que eles estejam relativamente estabelecidos como um dos principais nomes do heavy metal atual e de ser um dos grandes quando o assunto é o melodic death metal sueco, o sexteto coloca no seu novo álbum de estúdio todas as ideias possíveis dentro da sua proposta, e acaba pecando pelo exagero em determinados momentos. Não tratando de faixas inteiras, mas algumas partes parecem ter sido inseridas forçadamente para preencher espaços entre duas ideias previamente desconexas, e muitas destas inserções acabam acrescentando em nada e soam um tanto quanto vazias.

Em questões musicais, se o desempenho dos guitarristas, como já falado, deixa um pouco a desejar, os principais destaques vão para o baterista Dirk Verbeuren (que continua evoluindo a cada novo registro, aparentemente) e para o vocalista Björn “Speed” Strid, que apresenta uma versatilidade ainda maior nas técnicas vocais.

Resumindo, apesar do exagero e da sede por criar algo realmente grande (o disco duplo poderia facilmente ser um pouco mais selecionado e ter a ordem das músicas revistas), The Living Infinite continua apresentando excelentes composições, com algumas delas figurando fácil entre as melhores coisas que a banda já produziu, e mantendo o Soilwork entre as grandes bandas surgidas no heavy metal na década de noventa.

Nota 7,5

CD 1
1. Spectrum Of Eternity
2. Memories Confined
3. This Momentary Bliss
4. Tongue
5. The Living Infinite I
6. Let The First Wave Rise
7. Vesta
8. Realm Of The Wasted
9. The Windsweapt Mercy
10. Whispers and Lights

CD 2
11. Entering Aeons
12. Long Live The Misanthrope
13. Drowning With Silence
14. Antidotes In Passing
15. Leech
16. The Living Infinite II
17. Loyal Shadow
18. Rise Above The Sentiment
19. Parasite Blues
20. Owls Predict, Oracles Stand Guard

Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

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