13 de mar de 2015

Pearl Jam anuncia cinco shows no Brasil

sexta-feira, março 13, 2015
O Pearl Jam anunciou hoje que retornará ao Brasil para shows no mês de novembro. Serão cinco grandes apresentações, todas em estádios em diferentes regiões do país.

A banda tocará em Porto Alegre (Arena do Grêmio, 11/11), São Paulo (Morumbi, 14/11), Brasília (Mané Garrincha, 17/11), Belo Horizonte (Mineirão, 20/11) e Rio de Janeiro (Maracanã, 22/11).

Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 20 de março, a partir das 10h da manhã, neste link.

12 de mar de 2015

Pelican - The Cliff (2015)

quinta-feira, março 12, 2015
Riffs torrenciais, explosões de bateria esparsas, sintetizadores melancólicos e evolução sonora gradual; esta é a fórmula base das construções (ou desconstruções) atmosféricas que envolvem o post-metal. Formado em 2001, o Pelican é um dos pilares (ao lado do Isis e Neurosis) desse gênero, graças a álbuns como Australasia (2003). E o que os diferencia é a não utilização de vocais em suas músicas.

Uma das coisas que eu aprecio em canções instrumentais é como elas dão ao ouvinte a liberdade de aplicar as suas próprias interpretações para a música no lugar de letras. Mas em seu novo EP, a banda ousa utilizar vocalizações; antes, haviam feito isto apenas em “Final Breath”, do álbum What We All Come To Need (2009). Assim como há seis anos atrás, o responsável por isso é Allan Epley (Shiner, The Life And Times). Desta vez a banda revisitou a faixa “The Cliff”, do último disco Forever Becoming, e adicionou-lhe as partes do referido sujeito.

A primeira música é tranquilamente épica, construída lentamente e extasiando-se com cada cadência. Bateria hipnótica desce e sobe no decorrer do tempo com seus padrões de exalação, batendo um ritmo convincente que acena para você seguir adiante. As camadas de guitarras, uma marca do Pelican, são motivos de completa fixação e criam ondas cerebrais de esmagamento. Soma-se a isso os vocais de Epley, que tem mais a função de um instrumento adicional para a banda do que qualquer outra coisa. Se você não estiver familiarizado com o seu trabalho, Epley tem uma voz não muito diferente de um jovem Mark Lanegan (Screaming Trees). Sombrio, mas cheio de seriedade, os tons fortes de Epley soam tão pesados que contrastam bem com a emocional estrofe final.

Em seguida, temos um remix da mesma faixa feita por Justin Broadrick (Godflesch, Jesu), que elimina completamente esses vocais e nos leva a um passeio sinuoso, com uma sutileza mecânica, dando-nos um pouco de elementos modernos. Há um aspecto onírico que escapa das guitarras com sintetizadores e um mix de graves mais pesados é acrescentado. Um efeito de eco sobre a bateria dá uma sensação de surreal sonambulismo para o ouvinte.

A outra faixa é remixada por Aaron Harris e Bryant Clifford Meyer, ambos do Palms e ex-membros do finado Isis. Essa faixa acelera o ritmo, e acrescenta um fluxo mais dinâmico do que antes e enfatizando os vocais como uma textura adicional. Aos seis minutos, “The Wait” é uma boa maneira de acabar com o EP – um take melódico e reflexivo sobre tudo o que que define o Pelican, enquanto simultaneamente, lembra-nos o nome deste EP e não tira qualquer parte do foco que deve permanecer com as faixas anteriores.


Nota 9

Por Giovanni Cabral, do Trajeto Alternativo

11 de mar de 2015

Veja quanto cada artista recebeu para tocar no festival Woodstock

quarta-feira, março 11, 2015
O site Ultimate Guitar foi atrás da história e conseguiu levantar os valores pagos pela organização da primeira edição do festival Woodstock, realizada em 1969, para as atrações do evento. O maior cachê foi de 18 mil dólares para Jimi Hendrix, valor que hoje não paga muita banda de média pra pequena por aí.

Vale como curiosidade histórica. Confira abaixo:

    1.    Jimi Hendrix – $18,000
    2.    Blood, Sweat and Tears – $15,000
    3.    Joan Baez – $10,000
    4.    Creedence Clearwater Revival - $10,000
    5.    The Band - $7,500
    6.    Janis Joplin - $7,500
    7.    Jefferson Airplane – $7,500
    8.    Sly and the Family Stone – $7,000
    9.    Canned Heat – $6,500
    10.    The Who – $6,250
    11.    Richie Havens – $6,000
    12.    Arlo Guthrie - $5,000
    13.    Crosby, Stills, Nash and Young – $5,000
    14.    Ravi Shankar – $4,500
    15.    Johnny Winter – $3,750
    16.    Ten Years After – $3,250
    17.    Country Joe and the Fish – $2,500
    18.    Grateful Dead - $2,500
    19.    The Incredible String Band - $2,250
    20.    Mountain - $2,000
    21.    Tim Hardin - $2,000
    22.    Joe Cocker - $1,375
    23.    Sweetwater - $1,250
    24.    John B. Sebastian - $1,000
    25.    Melanie - $750
    26.    Santana - $750
    27.    Sha Na Na - $700
    28.    Keef Hartley - $500
    29.    Quill - $375

10 de mar de 2015

Debate Collectors Room: CD tem preço justo aqui no Brasil?

terça-feira, março 10, 2015
Há um tempo atrás, escrevi uma matéria sobre o preço dos CDs aqui no Brasil e recebi e-mails de lojistas não apenas me ofendendo, mas ameaçando me bater na rua caso cruzassem comigo pessoalmente.

Independente disso, a discussão continua: em tempos de popularização e consolidação dos serviços de streaming de música em todo o mundo e também aqui no Brasil, com mais e mais pessoas assinando e utilizando aplicativos/sites como Spotify, Rdio e Deezer, o valor cobrado pela música em formato físico é justo? 


A assinatura do Spotify custa aproximadamente R$ 18 por mês, com acesso ilimitado a todo o catálogo do aplicativo - que é gigantesco. Para o Deezer, o valor fica em R$ 1,99 nos dois primeiros meses, e depois vai para um valor similar ao Spotify. O Rdio é gratuito em sua totalidade. Enquanto isso, na contramão de toda essa mudança, um CD simpes, jewel case, em embalagem de plástico mesmo e com encarte simples, raramente sai por menos de R$ 30 nas lojas de todo o Brasil. Essa diferença entre o valor cobrado e o benefício entregue faz com que cada vez mais usuários migrem para o streaming e diminuam - quando não param de vez - a quantidade de CDs originais adquiridos mensalmente. Isso sem falar do preço dos LPs, inflacionado e nas alturas com a moda do vinil tomando conta nos últimos tempos.

Dentro de todo esse contexto, a pergunta é inevitável e, acima de tudo, justa: o preço dos CDs é justo? O valor que a grande maioria dos álbuns é vendida nas lojas do país faz sentido com uma realidade assim, onde o streaming de música ganha mais e mais espaço e adeptos? E, mais do que tudo: você ainda compra CDs, LPs e música no formato físico ou tem consumido sons através destes aplicativos e sites de streaming? A indústria deve fazer um ajuste nos valores cobrados para se adaptar a essa nova realidade, ou tudo deve seguir como está mesmo e quem quer a música tátil e física deve aceitar o preço atual e pronto?

Conte aí pra gente como está sendo o seu consumo de música dentro dessa realidade. Queremos saber, queremos entender melhor tudo isso, desde o custo benefício de cada opção até como o mercado está se comportando. Participe do nosso debate!

Playlist Collectors Room: Mastodon

terça-feira, março 10, 2015
O Mastodon é, sem dúvida, uma das melhores e mais criativas bandas surgidas no heavy metal na última década. Formado em Atlanta em 2000, o grupo lançou até agora seis discos. Todos, sem exceção, excelentes.

Caso você ainda não esteja habituado com a sonoridade do quarteto, que irá tocar pela primeira vez no Brasil na edição deste ano do Rock in Rio, preparamos uma playlist que passa por todos os trabalhos da banda. São 21 faixas em uma hora e meia de música, onde é possível perceber toda a pluralidade e inventividade de Troy Sanders, Brent Hinds, Bill Kelliher e Brann Dailor.

Enjoy!

Nuclear Blast anuncia primeiros lançamentos de sua nova fase no Brasil

terça-feira, março 10, 2015
Como já noticiamos, após um longo período em que os títulos da gravadora Nuclear Blast, a maior do mundo dedicado ao heavy metal, receberam edições mal feitas produzidas pela antiga responsável pela distribuição do catálogo do selo aqui no Brasil, os alemães se mexeram e tomaram a atitude há muito esperada pelos consumidores: acharam um parceiro melhor para representá-los em nosso país.

Este novo momento, com a Voice Music, ganha agora os seus resultados práticos iniciais com a chegada nas lojas dos primeiros lançamentos deste novo capítulo da Nuclear Blast no Brasil. São três discos iniciando este processo: o elogiado debut da banda sueca Blues Pills, o aguardado novo álbum do Blind Guardian (Beyond the Red Mirror) e a reedição do já clássico Tempo of the Damned, do Exodus.

Que seja o começo de um novo capítulo da Nuclear Blast por aqui, com edições dignas da qualidade do catálogo da gravadora alemã.

Mais informações podem ser encontrada no site da Voice Music.

Checklist #013: em tempos de streaming, você segue comprando música no formato físico?

terça-feira, março 10, 2015
Destaques da semana: Jack White na Billboard, Marillion na Prog, especial da Relapse Records na Terrorizer e o Nightwish monopolizando as capas na Europa. 

Escolha abaixo a sua preferida e responda nos comentários a seguinte pergunta: em tempos de streaming de música, você segue comprando discos no formato físico (CDs, LPs)? Se sim, qual foi o último que você adquiriu?
















9 de mar de 2015

Veredito Collectors Room: Enforcer - From Beyond (2015)

segunda-feira, março 09, 2015
Lançado no final de fevereiro, From Beyond, quarto álbum da banda sueca Enforcer, é o objeto da análise coletiva da nossa equipe nesta edição do Veredito Collectors Room. Para nos ajudar nessa tarefa, convidamos os colaboradores Giovanni Cabral, do blog Trajeto Alternativo, e Alïsson Caetano Neves, do The Freak Zine (você que acompanha o site certamente já percebeu que a dupla está colaborando de maneira constante por aqui, o que nos agrada bastante).

Leia abaixo os reviews de Rodrigo Carvalho, Ricardo Seelig, Giovanni e Alïsson, e no final o veredito que chegamos sobre From Beyond. E, como sempre, você está convidado para expor a sua opinião nos comentários, contando o que achou do disco pra gente.




Tênis surrado, cabelo desgrenhado, calças apertadas, jaquetas de couro, toneladas e mais toneladas de riffs galopantes e melodias carregadas nos mais diversos discos sobre guerras, motos, inferno, morte, política e tudo o mais. Talvez o heavy metal em seus formatos primordiais seja realmente algo simples e despretensioso, e talvez seja exatamente isso que continue a atrair tantos seguidores mesmo depois de tantas décadas. O Enforcer está entre estes que levantam a bandeira do tradicional e comandam a ode sueca ao estilo que vai desde a estética da capa de From Beyond até cada segundo de suas músicas, de forma simples, direta e estranhamente sincera. Tão sincera que, mesmo em 2015, por alguns minutos você até consegue deixar de lado um pouco a obsessão por buscar as mais novas e inovadoras bandas, tirar do armário aquela jaqueta jeans cheia de patchs fedendo a bolor, abrir uma lata de cerveja e relembrar os bons velhos tempos. Nota 7 (Rodrigo Carvalho)

Na maioria dos casos, esse revival de metal tradicional oitentista soa-me genérico acima do tolerável; mas isso não acontece em sua totalidade com o Enforcer, banda sueca que consegue reciclar um estilo com criatividade. Para os adeptos de duelos de guitarras intensas no melhor estilo K.K. Downing/Glenn Tipton e Adrian Smith/Dave Murray, From Beyond é um prato cheio. "Hell Will Follow" e "Destroyer" são faixas que podem resumir bem o que a banda faz de melhor, e a produção também facilita bastante para trazer esse "espírito da década de 1980". É sim um bom álbum, mas inferior ao anterior Death By Fire. Nota 8 (Giovanni Cabral)

Creio que pelo menos 80% dos headbangers sofram de um mal: a síndrome da nostalgia. Apenas isso pode explicar tamanha demanda pelos movimentos "revival" e, claro, por bandas como Enforcer e discos como From Beyond. O que sai dos alto-falantes nos pouco mais de 40 minutos do disco são recauchutagens descaradas e sem brilho de tudo o que fora feito APENAS nos anos 80 (os anos de ouro, como diriam alguns). Não é muito difícil de perceber isso: "Destroyer" homenageia (para não dizer copia) as bandas mais agressivas da N.W.O.B.H.M., "Hungry They Will Come" é Iron Maiden da fase Paul Di'Anno até o osso, "Undying Evil" é Satan cuspido e escarrado e "One With Fire" reforça a inspiração de Tygers of Pan Tang em todos os clichês imagináveis: vocais rasgados, mas que tentam passar um fio de grandiosidade, solos ultramelódicos e velocidade incessante. Todo esse anacronismo pesa muito contra o disco e deixa uma sensação incômoda que não deveria existir durante sua audição. Resumo da obra: não vejo motivos suficientes para se conferir From Beyond. Continue preferindo os originais: foram os que criaram o estilo, e o fizeram com muito mais qualidade. Nota 3,5 (Alïsson Caetano Neves)

Me julguem, mas não consigo entender qual é o objetivo, o propósito, de bandas como o Enforcer. Reciclando de maneira capenga um gênero que por si só soa datado há anos - o tão celebrado metal tradicional da década de 1980 -, a banda sueca tem seus admiradores espalhados pelo mundo, que certamente irão curtir From Beyond, quarto álbum dos caras. Na mesma linha de seu antecessor, Death by Fire (2013), o disco traz dez faixas com tudo aquilo que você já ouviu antes, e feito com muito mais qualidade e primor que o resultado alcançado pelos suecos: duelos de guitarras, melodias por todos os cantos, velocidade, peso e um vocal, no mínimo, irritante. Não faz meu tipo, mas tem gente que gosta. Nota 4 (Ricardo Seelig)

Nosso veredito é 5,6

Equipe Collectors Room


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