18 de dez de 2015

Um ótimo fim de ano, e um convite

sexta-feira, dezembro 18, 2015

Obrigado por estar junto com a gente durante todo este ano. Obrigado por seguir acessando e apoiando a Collectors Room após este ano intenso e que agora chega ao seu final. Foi muito bom ter você ao nosso lado, dividindo a paixão pela música e pelos bons sons.

Esperamos em 2016 seguir falando sobre música, quadrinhos, cinema, séries, literatura e tudo mais que envolve a cultura pop - sempre na boa, sempre com a sua participação. Afinal, é quando você participa e troca ideias conosco que tudo realmente faz sentido e vale a pena.

Vamos dar uma parada agora pra descansar e recarregar a bateria, e retornaremos na segunda semana de janeiro. Desejamos a todos um ótimo final de ano, com boas vibrações e ótimas companhias.

E fazemos também um convite: gostaríamos que você, leitor da Collectors Room, nos contasse quais foram os seus discos favoritos deste ano que se encerra. Então, vá até os comentários deste post e conte pra gente quais foram os 10 melhores discos de 2015 na sua opinião. Quando retornarmos, iremos compilar todos os comentários e títulos e montaremos a lista de melhores do ano dos leitores da CR. Participe!

Mais uma vez obrigado por tudo, e nos vemos em 2016!

17 de dez de 2015

Mourinho Rockstar (Editora Grande Área, 2015)

quinta-feira, dezembro 17, 2015

Mourinho Rockstar é o segundo livro lançado pela editora Grande Área no mercado brasileiro. Publicado lá fora em 2014, a obra recebeu uma atualização para a edição nacional, tem prefácio de PVC e conta a trajetória do técnico português até os dias atuais.

José Mourinho é uma figura polêmica, um técnico soberbo e um personagem e tanto. Com 224 páginas, a obra do jornalista português Luis Aguilar (autor de outros livros sobre futebol como Jogo Sujo, Jogada Ilegal, Jogo de Vida e Morte e CR30), o livro de 224 páginas possui uma linguagem leve e cheia de referências à cultura pop. Aguilar utiliza comparações com personagens do cinema e da TV para fazer contrapontos com Mourinho, ao mesmo tempo em que revela inúmeras histórias de bastidores pouco conhecidas da carreira do português.

Marcam presença na obra personagens icônicos como Alex Ferguson, Éric Cantona, Zlatan Ibrahimovic e outros, donos de personalidades fortes como Mourinho. Além disso, o autor detalha a passagem de Mourinho por todos os clubes que treinou, mostrando as virtudes que levaram o português ser idolatrado no Chelsea e na Internazionale, e os inúmeros problemas que ele encontrou no Real Madrid.

Breve e cativante, Mourinho Rockstar é daqueles livros que a gente lê de primeira. Se você curte futebol e uma leitura divertida, é uma indicação certeira.

16 de dez de 2015

Os 25 melhores discos de 2015 na opinião da Collectors Room

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Um ano ótimo para a música: assim foi 2015. Com excelentes lançamentos em diversos gêneros, o ano apresentou uma pluralidade sadia, carregada de qualidade e inspiração. 

Antes, um pequeno esclarecimento: desta vez, ao contrário das anteriores, não publicamos diversas listas de melhores do ano trazendo as escolhas da equipe e de convidados. Você acompanhou a Collectors em 2015 e sabe que passamos por um período de pausa, com um grande ponto de interrogação, onde demos uma parada. Retornamos apenas alguns meses mais tarde, com mudanças e uma proposta de fazer tudo de maneira mais leve, saudável e divertida pra quem escreve a CR. Nesse processo, eu, Ricardo Seelig, decidi seguir sozinho produzindo o conteúdo do site, como era lá no início de tudo. As razões para isso foram muitas, e algumas já contei por aqui.

Assim, o que temos é uma apenas uma lista, apontando os melhores discos lançados este ano na opinião da Collectors Room. Estão abaixo 25 títulos, de estilos variados, que acredito que contém alguns dos melhores momentos que a música nos proporcionou em 2015.

E fica um convite: nos comentários, poste a sua lista de melhores do ano, e vamos juntos compartilhar o amor pela música e pelos bons sons.

25. London Afrobeat Collective - Food Chain

Dez músicos de origens e nacionalidades diferentes, baseados na capital inglesa: esse é o London Afrobeat Collective. Influenciados por Fela Kuti tanto no som quanto no discurso político, o LAC entrega uma música com ritmo contagiante e letras afiadas, que retratam de maneira contundente a miscigenação dos grandes centros europeus. Com dois álbuns e dois EPs já lançados, o London Afrobeat Collective mostra que o ritmo africano segue pulsando, agregando elementos contemporâneos para soar renovado e refrescante.

24. Bixiga 70 - Bixiga 70

Chegando ao seu terceiro disco, o combo paulistano Bixiga 70 segue no mais alto nível sonoro. Unindo afrobeat e jazz a elementos brasileiros e latinos, a banda é um exemplo de como a música instrumental é cativante. A usina sonora do grupo transita com imensa naturalidade pelas variadas influências exploradas, sempre com muito bom gosto. Enfim, um álbum excelente, como os dois anteriores.

23. Ryan Bingham - Fear and Saturday Night

Caminhando entre o country e a música tradicional norte-americana, este cantor e compositor natural do Novo México vem chamando a atenção nos últimos anos com trabalhos consistentes. Em 2010, por exemplo, a canção que o rapaz compôs para o filme Crazy Heart (estrelado por Jeff Bridges e que no Brasil teve o título de Coração Louco), e que virou a música-tema da película (“The Weary Kind”), foi indicada a inúmeros prêmios, incluindo o Oscar e o Grammy. Fear and Saturday Night é o quinto álbum de Ryan e foi composto em um retiro solitário que Bingham fez em seu trailer. Estacionado nas montanhas da Califórnia e sem eletricidade e celular, o músico retratou a sua infância nas doze faixas, marcada pela morte da mãe devido ao alcoolismo e pelo suicídio do pai. Um disco belíssimo e que transborda sentimentos.

22. Graveyard - Innocence & Decadence

O quarto álbum do Graveyard veio com a responsabilidade de manter a alta qualidade dos trabalhos anteriores do quarteto sueco. E conseguiu. O disco trouxe uma mudança na formação, com Truls Mörck assumindo o baixo no lugar de Rikard Edlund. Mas a sonoridade manteve-se praticamente inalterada, com o bem azeitado hard rock poeirento da banda funcionando que é uma maravilha. Alternando faixas agitadas com momentos mais contemplativos (os backing vocals com ascendência gospel de “Too Much is Not Enough” são lindos de chorar), o quarteto liderado pelo ótimo vocalista e guitarrista Joakim Nilsson reafirmou a sua posição como uma das bandas mais interessantes da atualidade.

21. Sister Sparrow and The Dirty Birds - The Weather Below

De tempos em tempos, a música nos brinda com surpresas deliciosas, daquelas que, ao bater na orelha, não conseguimos parar de ouvir por dias e dias a fio. Esta banda nova-iorquina se encaixa nesse exemplo. The Weather Below, terceiro álbum do Sister Sparrow and The Dirty Birds, é um disco saboroso, com uma sonoridade que traz elementos de rock, soul, funk e outros ritmos, tudo embalado na forma de um pop ensolarado e poderoso. Pra ouvir naqueles dias em que você acorda meio pra baixo: é só dar play e o sol volta a iluminar a sua vida.

20. The Mighty Mocambos - Showdown

O que temos aqui é uma turma de Hamburgo, na Alemanha, que faz um funk nervosíssimo. O The Mighty Mocambos é formado por nove músicos, unindo o trio guitarra-baixo-bateria a uma parede de metais que recheia a música de maneira sublime. Com a participação do lendário Afrika Bambaataa em três faixas, Showdown vem recheado de um balanço irresistível e uma produção que realça a crueza e a “verdade" dos instrumentos. Discaço, e ponto!

19. My Sleeping Karma - Moksha

Outra joia vinda da Alemanha, o My Sleeping Karma está na estrada há aproximadamente dez anos. A música da banda vem carregada de originalidade, com canções instrumentais que constroem paisagens sonoras a partir da união entre o hard rock e a psicodelia. Moksha é o quinto álbum do quarteto, e é daqueles discos capazes de carregar o ouvinte para outras dimensões à medida que a audição do trabalho se aprofunda. Uma experiência única e altamente recomendável!

18. Swallon the Sun - Songs from the North I, II & III

Quando a pretensão possui foco e é exercida com sabedoria e talento, é capaz de produzir obras-primas atemporais. Songs from the North I, II & III, novo álbum do Swallon the Sun, é um exemplo disco. Trata-se, muito provavelmente, do álbum de heavy metal mais pretencioso de 2015. E isso é uma qualidade. Grandioso e épico, o trabalho - triplo - entrega 21 canções densas, elaboradas e desenvolvidas à exaustão, em um resultado final sublime e que exige uma contrapartida do ouvinte, que é convidado a desbravar essa odisseia musical passo a passo. Trata-se de um trabalho que não oferece uma digestão simples, muito pelo contrário, mas que recompensa o ouvinte com sensações sublimes e que são como potes de ouro ao final do arco-íris. Sensacional é um adjetivo que serve como uma luva em Songs from the North I, II & III.

17. Buddy Guy - Born to Play Guitar

Do alto dos seus 79 anos, Buddy Guy segue produzindo música do mais elevado nível. Born to Play Guitar mantém a ótima fase que o bluesman natural da Louisiana vem atravessando nos últimos anos, e traz como cereja do bolo participações especiais que fazem toda a diferença, como Billy Gibbons e Van Morrison. É um clichê, mas define com perfeição Buddy Guy: ele é como vinho - quanto mais o tempo passa, melhor fica.

16. Riverside - Love, Fear and the Time Machine

Quem gosta de rock progressivo tem sido abençoado com excelentes discos nos últimos anos. O gênero atravessa um ótimo momento, com a afirmação de novos ícones e o surgimento de artistas que conseguem manter as características essenciais do estilo, sem cometer os exageros de alguns nomes do passado. A banda polonesa Riverside inscreve-se com autoridade entre as referências recentes do prog, e seu novo disco ratifica esse merecido status. Falando sobre viagem no tempo e usando o talento e a criatividade para transitar de maneira soberana através dos arquétipos do rock progressivo, o Riverside concebeu um trabalho excepcional.

15. Songhoy Blues - Music in Exile

Disco de estreia deste quarteto natural do Mali. A música é uma espécie de blues rock temperado com hip-hop e batidas africanas, com letras cantadas em francês, o idioma natural dos caras. Um álbum original e delicioso, que abre várias portas para o Songhoy Blues.

14. Chris Stapleton - Traveller

Country. Clássico, contemporâneo, não importa. O que você precisa saber é que é dos bons. Traveller é o álbum de estreia do Chris Stapleton, compositor há anos na ativa e que agora decidiu sair dos bastidores e visitar os holofotes. Diversas composições de Stapleton estão presentes em álbuns de nomes como Adele, Tim McGraw, Peter Frampton e Sheryl Crow. Traveller revela o talento do cantor para o público, em um disco que irá agradar desde admiradores do country a até mesmo fãs de ícones do southern rock, como o Lynyrd Skynyrd. Ouça, você vai curtir.

13. Melechesh - Enki

Esta banda natural de Jerusalém e atualmente baseada em Amsterdam é uma das grandes forças criativas do black metal contemporâneo. Com uma sólida discografia, o Melechesh já havia recebido merecidos elogios rasgados com The Epigenesis, lançado em 2010. Enki mostra a banda seguindo a sua evolução e construindo uma música cheia de personalidade, trabalhando influências que vão do metal extremo até a música folclórica judaica.

12. Goatsnake - Black Age Blues

O riff de guitarra é a essência do rock, a alma do heavy metal. Mas, estranhamente, é cada vez mais raro ouvir canções que têm o riff como elemento condutor. O Goatsnake resgata essa tradição em Black Age Blues, entregando um inspirado trabalho de guitarra que bebe direto na herança de Tony Iommi. Se você curte rock pesado, vai adorar!

11. Iron Maiden - The Book of Souls

Ninguém esperava que o Iron Maiden gravasse um disco tão inspirado e inovador a essa altura da carreira. Mas a banda liderada pelo baixista Steve Harris e pelo vocalista Bruce Dickinson mostrou o porque de ter o status que possui. Longo, duplo e excelente, The Book of Souls é o melhor disco do Iron Maiden em décadas.

10. Ghost - Meliora

O Ghost chamou a atenção em 2010, com uma sonoridade que bebia no heavy metal clássico, letras explorando temas sombrios e integrantes com uma maquiagem marcante. Passados cinco anos, a banda sueca lança o seu terceiro disco, afasta-se do metal, agrega elementos de psicodelismo e mostra que chegou pra ficar.

9. Leon Bridges - Coming Home

Vem de Atlanta a nova sensação do soul norte-americano. Leon Bridges estreou este ano com um disco que é pura diversão. Feeling, balanço e ótimas canções fazem de Coming Home um álbum que cativa de imediato. Marvin Gaye curtiu, podem ter certeza!

8. Kamasi Washington - The Epic

Um álbum triplo, que explora as mais variadas áreas do jazz. A estreia deste músico natural de Los Angeles faz juz ao título, com uma coleção épica de canções. Passei meses ouvindo, e provavelmente ficarei mais outros tantos com The Epic por perto. Altamente recomendável!

7. Intronaut - The Direction of Last Things

O auge deste quarteto norte-americano, que sempre gravou bons discos. The Direction of Last Things mostra a banda inserindo elementos de jazz, prog e outros gêneros em sua música, criando um metal cheio de personalidade e inovador. E o que é fundamental: sempre audível e pra lá de cativante.

6. Emicida - Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Cada

O Brasil vive um momento delicado. O discurso de ódio pauta o dia a dia. A intolerância é onipresente. O racismo segue presente  Emicida fala sobre essas e outras questões em seu novo álbum, com canções fortes e letras mais intensas ainda. Com um discurso afiado, o rapper gravou um disco que sintetiza a realidade que vivemos. Pra ouvir, pensar e, sobretudo, entender.

5. Christian Scott - Stretch Music

Como o próprio título antecipa, o que este trompetista de New Orleans fez em seu novo disco foi alargar, espichar, romper os limites da sua música, e, por extensão, do próprio jazz. Unindo elementos do passado com características atuais, Christian Scott gravou um álbum refrescante, que mostra que o jazz segue muito vivo e forte. 

4. Deafheaven - New Bermuda

O Deafheaven já havia feito bonito com seu trabalho anterior, Sunbather. Mas aprimorou a fórmula em seu novo disco. A música vai do black metal ao shoegaze, com variações interessantíssimas entre as partes mais agressivas e as mais calmas, onde belas melodias invariavelmente surgem nos alto falantes. Um álbum incrível, de uma beleza intensa.

3. Terence Blanchard - Breathless

Terence Blanchard é conhecido de quem consome jazz já há algum tempo. Revelado pela Lionel Hampton Orchestra em 1980 e com passagem pelos Jazz Messengers de Art Blakey, desde 2000 Blanchard é também o Diretor Artístico do Thelonious Monk Institute of Jazz. Com mais de uma dezena de álbuns solo, o trompetista gravou o melhor disco de jazz de 2015. Com muito groove e balanço, e, é claro, doses generosas de feeling, Breathless leva o ouvinte por composições que mostram o gênero andando lado a lado com o funk, o hip-hop e outros ritmos. Pra ouvir por dias. 

2. Baroness - Purple

O Baroness quase acabou em 2012. Durante a turnê de Yellow & Green, seu fenomenal e já clássico último disco, o quarteto liderado pelo vocalista e guitarrista John Baizley sofreu um acidente de ônibus quase fatal no interior da Inglaterra, que colocou a carreira da banda em xeque e resultou na saída de dois integrantes. Três anos depois, Purple surge comp um atestado de força, um documento de renascimento. Mais enxuto, mais conciso e mais pesado que Yellow & Green, o disco mostra o Baroness reafirmando suas qualidades - como as melodias que parecem criadas por um artesão e a onipresente capacidade de emocionar a cada canção - enquanto resgate elementos que foram deixados um pouco de lado em Yellow & Green, como os sempre criativos riffs. Purple é um álbum emocionante, tanto no sentido de comprovar a capacidade do Baroness em sobreviver a tudo que passou, quanto pela força, criatividade e feeling de suas faixas. Um disco formidável, mais uma vez!

1. Steven Wilson - Hand. Cannot. Erase.

Principal nome da cena prog contemporânea, o inglês Steven Wilson (Porcupine Tree, Storm Corrosion) segue com a criatividade a todo vapor, emplacando uma sequência de discos excelentes. Acompanhado por uma banda incrível - Guthrie Govan (guitarra), Adam Holzman (piano e teclado), Nick Beggs (baixo) e Marco Minnemann (bateria) -, Wilson gravou aquele que pode ser definido como o seu trabalho mais emocionalmente intenso e profundo. Inspirado na história da inglesa Joyce Carol Vincent, que desapareceu e faleceu em 2001 sem que ninguém sentisse sua falta, e cujos restos mortais foram encontrados em seu apartamento somente no final de 2003, Hand. Cannot. Erase. é um álbum sublime. Nele, Steven Wilson cria novos paradigmas e padrões musicais para o rock progressivo, afastando o gênero dos exageros da segunda metade da década de 1970 e vestindo o estilo com uma sonoridade refrescante e absolutamente atual. As onze faixas exploram diferentes momentos da história contada (e cantada) por Steven, com a parte instrumental criando melodias e explorando arranjos que retratam os variados sentimentos pelos quais a personagem central atravessa. Inspirado e com canções muito bonitas, Hand. Cannot. Erase. conta uma história triste e pesada, que serve como metáfora para a realidade em que vivemos, onde, paradoxalmente, buscamos popularidade retratando nossos cotidianos nas redes sociais, mas vivemos cada vez mais solitários. Sem exageros, Hand. Cannot. Erase. pode ser definido como o The Wall da geração Facebook.


The Cult anuncia novo álbum e divulga faixa inédita

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Será lançado dia 5 de fevereiro o novo álbum do The Cult, intitulado Hidden City. O décimo disco da banda sucede Choice of Weapon (2012), e traz novamente Bob Rock na produção.

O primeiro single, “Deeply Ordered Chaos”, pode ser ouvido abaixo e fecha a trilogia contida em “The Fall” (do álbum Born Into This, de 2007) e “Dark Night of the Soul” (do último disco).

Ouça (e assista) abaixo:

Novo clipe e novo álbum do Killswitch Engage

quarta-feira, dezembro 16, 2015

O sétimo disco do Killswitch Engage terá o título de Incarnate e será lançado em março. O sucessor de Disarm the Descent (2013) não teve maiores detalhes revelados, como quem assina a produção e o número de faixas.

Mas a banda divulgou o clipe do primeiro single do trabalho, “Strength of the Mind”, dirigido pela dupla Ian McFarland e Mike Pecci. E os caras também estampam a capa da nova edição da Revolver, vestidos como os personagens de Star Wars.

Assista abaixo:

10 opiniões sobre Purple, novo álbum do Baroness

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Roxo é a cor dos hematomas recentes. É também a combinação entre vermelho e azul, o que faz sentido para aqueles habituados com a discografia da banda. Aqui estão algumas das melhores e mais grandiosas canções escritas pelo Baroness. É rock que se dobra nas inclinações metálicas do quarteto, sempre com aspectos delicados e melancólicos. Os ganchos e as melodias são o melhor, a principal qualidade da banda. John Baizley, vocalista e guitarrista do Baroness, é também ilustrador e o responsável pelas artes do grupo. E Baizley gosta de contar histórias nas capas que cria. A de Purple traz quatro mulheres se amontoando no que parece ser um ambiente frio, com calmos cães e falcões ao seu lado. Há alguns ratos (alimento para as aves) e pregos (ferramentas para a construção). Há uma lua cheia, bem como flores, abelhas e mel (a promessa da primavera). A imagem, que parece fazer referência à letra de “Morningstar”, comunica a resistência do espírito necessária para sobreviver a tempos difíceis. É simples e óbvio enxergar os quatro integrantes do Baroness refletidos na figura das mulheres que estão na capa. E aqui estão eles, vivos e sobreviventes, em mais um álbum excelente.
Pitchfork

A devastação causada pelo acidente sofrido em 2012 imbuiu John Baizley com uma nova vida, tornando-o uma pessoa mais completa. Purple é mais pesado que Yellow & Green, apesar de ser um disco bem mais enxuto. 
Spin

O ímpeto rejuvenescido mostrado pelo Baroness em Purple certamente deve levar a banda para fora dos subterrâneos do heavy metal, tornando-a muito mais conhecida em todo o mundo. Purple é um álbum focado e impetuoso, com um retorno aos riffs e melodias distorcidas, cutucando de maneira sutil a glória do mainstream.
The Guardian

Purple é um renascimento essencial para uma das mais importantes bandas do rock moderno, cuja ascenção quase foi arruinada pelo trágico acidente ocorrido em 2012. Mas é através de um grande sofrimento e da mágoa gerada por ele que obtemos uma maior compreensão sobre a transitoriedade da vida. Esta experiência de superar a adversidade e viver para contar está clara em Purple, com o Baroness soando ainda apaixonante.
The Quietus

Há algo de punk em Purple. Não algo que você possa quantificar como uma ferramenta para o mercado e para o público, mas algo mais intrínseco, refletido na atitude da banda. O Baroness pode não brincar com os artifícios avant-garde que fazem qualquer nome ser exacerbado pela crítica, mas no cenário atual há algo radical em uma banda tão firmemente comprometida com seus princípios musicais, com a afirmação da vida.
Metal Sucks

Purple documenta o trauma do acidente quase fatal sofrido pelo Baroness em 2012. John Baizley, líder da banda, relembra o momento no início da faixa de abertura, “Morningstar”, com suas batidas e riffs que evocam o ocorrido. O que torna a narrativa tão poderosa é a amálgama entre os novos integrantes, o baixista Nick Jost e o baterista Sebastian Thomson. Criado no porão da casa de Baizley na Filadélfia, Purple é cru e ao mesmo tempo sensível, uma declaração de esperança. É o mais dinâmico e robusto disco orientado para a guitarra lançado em 2015.
Rolling Stone Austrália

O Baroness nunca escreveu um álbum como esse antes, e provavelmente nunca o fará novamente. O destino lançou uma experiência que afetou profundamente o núcleo da banda. O resultado foi a saída de metade dos integrantes. Mas o que não mata te faz mais forte, e aqui está o quarteto canalizando todo o drama e as turbulências para entregar um disco que está além do especial. A ambição, a complexidade e as melodias meticulosamente triunfantes deixam Purple praticamente invencível.
The Sludgelord

Simplificando, Purple é impressionante de se ouvir. O Baroness teve a força para se reconstruir após a tragédia e entregou um retorno triunfal, para colocar a banda na elite mundial da música pesada. O quarteto mostra-se livre de qualquer restrição criativa e se permitiu gravar o disco mais direto e cativante de sua carreira. Purple é a sequência apropriada mesmo para um álbum tão incrível quanto Yellow & Green.
Kill Your Stereo

Um formidável show de força e resiliência.
Uncut

O Baroness possui uma das discografias mais consistentes entre as bandas atuais, com cada novo álbum tornando mais difícil a escolha de um favorito. Cada disco mostra a banda evoluindo de maneira orgânica. Coloque Purple ao lado do Red Album: o caminho entre os dois é óbvio. Cada novo trabalho mostra o Baroness melhorando seus pontos fortes e criando a melhor música possível.
Blunt Mag

15 de dez de 2015

Os melhores discos de 2015 de acordo com a Kerrang

terça-feira, dezembro 15, 2015

O semanário inglês Kerrang, uma das primeiras revistas especializadas em heavy metal da história, surgida no início da década de 1980, divulgou a sua lista de melhores do ano.

Como sempre, as escolhas passam pelos mais variados estilos de metal.

Abaixo, os 50 melhores discos de 2015 na opinião da Kerrang:

50 Bullet For My Valentine - Venom
49 5 Seconds of Summer - Sounds Good Feels Good
48 Clutch - Psychic Warfare
47 Halestorm - Into the Wild Life
46 Acheronts - Ma-Ion (Formulas of Reptilian Unification)
45 Five Finger Death Punch - Got Your Six
44 Hellions - Indian Summer
43 Bell Witch - Four Phantoms
42 Don Broco - Automatic
41 Sleater-Kinney - No Cities to Love
40 Refused - Freedom
39 Hawk Eyes - Everything is Fine
38 Puscifer - Money Shot
37 New Years Day - Malevolence
36 Sleeping With Sirens - Madness
35 Crossfaith - Xeno
34 Queen Kwong - Get a Witness
33 Rolo Tomassi - Grievances
32 Chris Cornell - Higher Truth
31 We Are Harlot - We Are Harlot
30 While She Sleeps - Brainwashed
29 Deafheaven - New Bermuda
28 Cancer Bats - Searching for Zero
27 Beach Slang - The Things We Do to Find …
26 Fall Out Boy - American Beauty/American Psycho
25 Biters - Electric Blood
24 Wolf Alice - My Love is Cool
23 Raketkanon - Rktkn #2
22 Four Year Strong - Four Year Strong
21 Fightstar - Behind the Devils Back
20 Ghost - Meliora
19 Myrkur - M
18 Slayer - Repentless
17 36 Crazyfists - Time and Trauma
16 Baroness - Purple
15 Marilyn Manson - The Pale Emperor
14 Enter Shikari - The Mindsweep
13 Neck Deep - Life’s Not Out to Get You
12 Lamb of God - VII: Sturm Und Drang
11 The Wonder Years - No Closer to Heaven
10 Young Guns - Oned and Zeros
9 No Devotion - Permanence
8 Frank Carter & The Rattlesnakes - Blossom
7 All Time Low - Future Hearts
6 Fait No More - Sol Invictus
5 Parkway Drive - Ire
4 Motörhead - Bad Magic
3 Twenty One Pilots - Blurryface
2 Iron Maiden - The Book of Souls
1 Bring Me The Horizon - That’s the Spirit

14 de dez de 2015

Guardiola Confidencial (Editora Grande Área, 2015)

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Quem gosta de futebol, sabe quem é Pep Guardiola. O espanhol foi jogador do Barcelona, mas entrou para a história do time catalão por ser a mente criativa responsável por um dos períodos mais vencedores do clube. À frente do Barcelona por cinco anos, Guardiola conquistou entre 2008 e 2012 três Campeonatos Espanhóis, duas Copas do Rei, três Supercopas da Espanha, duas Champions League, duas Supercopas da UEFA e dois Mundiais de Clube. E, mais do que isso, exibiu ao mundo um jeito de jogar que cativou torcedores e influenciou de maneira profunda clubes, atletas e o próprio futebol.

Guardiola Confidencial (Herr Pep, no original), livro escrito pelo jornalista espanhol Marti Perarnau, conta a história vivida por Guardiola após todo esse sucesso. Com edição nacional da Editora Grande Área, a obra de 408 páginas entra no cotidiano do técnico e revela toda a trajetória de Guardiola pós-Barcelona, iniciando no ano sabático vivido pelo manager em Nova York e mostrando o dia a dia do seu trabalho no Bayern de Munique, clube onde está até hoje.

Trata-se de um livro sobre futebol, mas não apenas isso. Na verdade, Guardiola Confidencial é uma obra que vai além do esporte, e pode ser categorizada como um estudo sobre o ser humano. Revelando a fundo e em detalhes os métodos de trabalho de Pep, Perarnau mostra, simultaneamente, a paixão e a dedicação de uma mente inteligentíssima ligada a todo vapor no futebol, e também os bastidores de um dos maiores times do mundo e a relação de Pep com os atletas.

Em um tempo em que o Brasil assiste a denúncias diárias de corrupção na CBF, e onde a nossa Seleção, comandada por profissionais ultrapassados, teve uma derrota história por 7x1 em uma semifinal de Copa do Mundo disputada no seu próprio país, a leitura de Guardiola Confidencial é, além de indicada, praticamente obrigatória a todos que gostam e querem entender mais sobre o momento atual do esporte. Vivendo anos à frente da realidade que temos por aqui, não apenas em estrutura e no aspecto econômico, mas, notavelmente, no aspecto tático, Pep resolve problemas e encontra soluções surpreendentemente simples para montar os esquemas e os planos de jogo do Bayern, em um contraste gritante com a mente da maioria dos técnicos brasileiros.

Este é um livro excelente, delicioso, repleto de informações e entrelinhas. As situações mostradas em suas páginas exploram o cotidiano do futebol, mas em muitos aspectos inspiram também saídas para o que enfrentamos em nossas próprias vidas.

Guardiola Confidencial é uma obra espetacular, e que marca a estreia em grande estilo da Editora Grande Área em nosso mercado. 

Leitura altamente recomendada, e não apenas para quem gosta de futebol.



Os 50 melhores discos de 2015 segundo a Metal Hammer

segunda-feira, dezembro 14, 2015

A Metal Hammer, o principal e mais importante veículo especializado em heavy metal em todo o mundo, publicou a sua aguardada lista de melhores do ano em sua nova edição.

Como sempre, a revista faz uma trajetória pelas mais variadas vertentes da música pesada, construindo um painel muito interessante sobre o que aconteceu durante o ano.

Na opinião da Metal Hammer, esses foram os melhores álbuns lançados em 2015:

50 Macabre Omen - Gods of War, At Wat
49 Lucifer - Lucifer I
48 Hate Eternal - Infernus
47 Goatsnake - Black Age Blues
46 Tremonti - Cauterize
45 Svalbard - One Day All This Will End
44 Kylesa - Exhausting Fire
43 Frank Carter & The Rattlesnakes - Blossom
42 Cancer Bats - Searching For Zero
41 Myrkur - M
40 Thy Art is Murder - Holy War
39 Royal Thunder - Crooked Doors
38 Graveyard - Innocence & Decadence
37 Baroness - Purple
36 Satan - Atom by Atom
35 Nightwish - Endless Forms Most Beautiful
34 Arcturus - Arcturian
33 Pentagram - Curious Volume
32 Danko Jones - Fire Music
31 Failure - The Heart is a Monster
30 Ahab - The Boats of the Glen Carrig
29 Shape of Despair - Monotony Fields
28 Cattle Decapitation - The Anthropocene Extinction
27 Enslaved - In Times
26 Halestorm - Into the Wild Life
25 Therapy? - Disquiet
24 Soulfly - Archangel
23 Refused - Freedom
22 The Prodigy - The Day is My Enemy
21 Between the Buried and Me - Coma Ecliptic
20 Grave Pleasures - Dreamcrash
19 Fear Factory - Genexus
18 Bring Me The Horizon - That’s the Spirit
17 While She Sleeps - Brainwashed
16 Motörhead - Bad Magic
15 Mgla - Exercises in Futility
14 Deafheaven - New Bermuda
13 Napalm Death - Apex Predator - Easy Meat
12 Parkway Drive - Ire
11 Slayer - Repentless
10 Tesseract - Polaris
9 Lamb of God - VII: Sturm Und Drang
8 Killing Joke - Pylon
7 Marilyn Manson - The Pale Emperor
6 Tribulation - The Children of the Night
5 Paradise Lost - The Plague Within
4 Ghost - Meliora
3 Clutch - Psychic Warfare
2 Faith No More - Sol Invictus
1 Iron Maiden - The Book of Souls

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