20 de mai de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1991

sexta-feira, maio 20, 2016

1991 foi impressionante. A quantidade de álbuns lançados durante aqueles dozes meses e hoje considerados clássicos é enorme: Nevermind, Ten, Blood Sugar Sex Magik, Out of Time, Achtung Baby, Metallica, os dois Use Your Illusion e muitos outros. Só pra ter uma ideia, entre agosto e setembro, em um período de apenas 40 dias foram lançados Black Album, Ten, os dois Use Your Illusion e Nevermind. Ufa!

O ano marcou uma mudança de curso, com o grunge assumindo o protagonismo puxado pela explosão sonora do Nirvana. O metal viu nascer o seu maior best seller, o Black Album, que transformou o Metallica em uma mega banda em todo o planeta.

O Red Hot Chili Peppers chegou para ficar, enquanto o U2 se reinventou completamente no genial Achtung Baby. Axl Rose e sua turma entregaram um projeto megalomaníaco, porém recheado de ótimas faixas. O R.E.M. veio com o multiplatinado Out of Time, assim como Ozzy e seu No More Tears.

E ainda tivemos o Sepultura colocando o Brasil no mapa do heavy metal com o excepcional Arise



Os principais eventos do ano foram:

- a segunda edição do Rock in Rio aconteceu entre os dias 18 e 27 de janeiro, no Rio de Janeiro. O festival contou com a participação de nomes como Guns N’ Roses, Prince, INXS, George Michael, Judas Priest, Faith No More e outros

- em 20 de março Michael Jackson assinou contrato com a Sony Music, no valor de 1 bilhão de dólares

- Conor, filho de apenas 4 anos de Eric Clapton, caiu do 49º andar do prédio em Nova York onde morava com a mãe. O guitarrista compôs “Tears in Heaven” em sua memória

- no dia 13 de agosto foi lançado o novo disco do Metallica, batizado apenas com o nome da banda e que ficou conhecido como Black Album. O trabalho mudou a carreira da banda e vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo

- em 27 de agosto chegou às lojas o primeiro disco do Pearl Jam, o multiplatinado Ten

- o Guns N’ Roses descarregou os dois volumes de Use Your Illusion nas lojas de todo o planeta no dia 17 de setembro. Os títulos venderam mais de 1,5 milhão de cópias nos Estados Unidos apenas na primeira semana, e emplacaram uma sucessão de singles nas paradas

- Nevermind, segundo álbum do Nirvana, foi lançado no dia 24 de setembro. O disco teve um impacto gigantesco e influenciou de maneira profunda o rock dos anos 1990

- em 7 de novembro o guitarrista Izzy Stradlin anunciou a sua saída do Guns N’ Roses. Ele foi substituído por Gilby Clarke

- “Black or White”, novo clipe de Michael Jackson, estreou simultaneamente em 27 países no dia 14 de novembro. O vídeo teve a participação do ator Macaulay Culkin e ficou marcado pelo uso de uma técnica inovadora, que mesclou as faces de várias pessoas em sua parte final

- no dia 19 de novembro foi lançado Achtung Baby, novo disco do U2, apresentando a banda irlandesa apostando em uma nova sonoridade, bastante diferente da que a havia consagrado no final da década de 1980. O trabalho foi aclamado pela crítica e emplacou diversos hits

- Freddie Mercury, vocalista do Queen, faleceu no dia 24 de novembro vítima de complicações advindas da AIDS. Ele tinha apenas 45 anos

- Eric Carr, baterista do Kiss, também faleceu em 24 de novembro, vítima de um câncer no coração


Foram formadas em 1991 as bandas Angra, Behemoth, Cake, Counting Crows, Cradle of Filth, Dave Matthews Band, Dr. Sin, Emperor, Enslaved, Grant Lee Buffalo, HIM, House of Pain, Kamelot, Machine Head, Nação Zumbi, Nevermore, Oasis, Orphaned Land, Rage Against the Machine, Rancid e Satyricon. Encerraram as suas atividades durante o ano The Byrds, Devo, N.W.A., The Replacements e Talking Heads.

Nasceram em 1991 Ed Sheeran (17/02), Tyler The Creator (06/03), Wolfgang Van Halen (16/03) e Azealia Banks (31/05). Faleceram durante o ano Steve Clark (08/01), Serge Gainsbourg (02/03), Leo Fender (21/03), Steve Marriott (20/04), Johnny Thunders (23/04), Gene Clark (24/05), Stan Getz (06/06), Rob Tyner (17/09), Miles Davis (28/09), Bill Graham (25/10), Freddie Mercury (24/11) e Eric Carr (24/11).

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 1991:

Howlin' Wolf
Ike & Tina Turner
Jimmy Reed
John Lee Hooker
The Byrds
The Impressions
Wilson Pickett

Os vencedores das principais categorias da 33ª edição do Grammy foram:

Gravação ao Ano: “Another Day in Paradise”, de Phil Collins
Álbum do Ano: Back on the Block, de Quincy Jones
Canção do Ano: “From a Distance”, de Bette Midler
Revelação: Mariah Carey

Nas listas de melhores do ano das principais revistas de música do período, os vencedores foram:

Kerrang!: Metallica, do Metallica
Melody Maker: Screamadelica, do Primal Scream
NME: Nevermind, do Nirvana
Rolling Stone: Out of Time, do R.E.M.
Spin: Bandwagonesque, do Teenage Fanclub



Os cinco maiores hits do ano foram “(Everything I Do) I Do it For You” de Bryan Adams, “Black or White” de Michael Jackson, “Joyride" do Roxette, “Wind of Change” do Scorpions e “Losing My Religion” do R.E.M.

Também fizeram bastante sucesso durante o ano as seguintes músicas:

“Alive”, “Black”, “Even Flow” e “Jeremy”, do Pearl Jam
“Always on the Run” e “It Ain’t Over ’Til It’s Over”,  de Lenny Kravitz
“Calling Elvis”, do Dire Straits
“Civil War”, “Don't Cry”, “November Rain” e “You Could Be Mine", do Guns N’ Roses
“Come As You Are”, do Nirvana
“Crazy”, de Seal
“Cream”, de Prince
“Enter Sandman”, “Nothing Else Matters”, “Sad But True” e “The Unforgiven", do Metallica
“Everything About You”, do Ugly Kid Joe
“Give It Away” e “Under the Bridge", do Red Hot Chili Peppers
“Hunger Strike”, do Temple of the Dog
“I Touch Myself”, do Divinyls
“In a Darkened Room”, do Skid Row
“Learning to Fly”, de Tom Petty
“Mysterious Ways”, “One” e “The Fly”, do U2
“No More Tears”, de Ozzy Osbourne
“Outshined”, do Soundgarden
“Radio Song” e “Shiny Happy People”, do R.E.M.
“Right Now”, do Van Halen
“The Show Must Go On”, do Queen
“To Be With You”, do Mr. Big
“Two Princes”, do Spin Doctors



A parada norte-americana teve como principal destaque o disco de estreia de Mariah Carey, que ficou durante 11 semanas no primeiro lugar da Billboard. Outros destaques foram For Unlawful Carnal Knowledge do Van Halen (3 semanas no número 1), Unforgettable de Natalie Cole (5 semanas), Black Album do Metallica (4 semanas), Use You Illusion II do Guns N’ Roses (2 semanas), Ropin’ the Wind de Garth Brooks (7 semanas) e Dangerous de Michael Jackson (3 semanas). O disco mais vendido no mercado norte-americano em 1991 foi a estreia de Mariah Carey, com mais de 9 milhões de cópias comercializadas apenas nos Estados Unidos. O single campeão de vendas no país foi “(Everything I Do) I Do It For You”, de Bryan Adams.

No Reino Unido o single mais vendido também foi o da canção de Bryan Adams, fazendo dobradinha com o que aconteceu no mercado norte-americano. E o álbum campeão de vendas foi Stars, do Simply Red.



Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1991 (apenas discos de estúdio, pois como é padrão neste tipo de listas, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 The Commitments - The Commitments
49 Swans - White Light From the Mouth of Infinity
48 Morbid Angel - Blessed Are the Sick
47 Julian Cope - Peggy Suicide
46 Smashing Pumpkins - Gish
45 Carcass - Necroticism: Descanting the Insalubrious
44 Mr. Big - Lean Into It
43 Mr. Bungle - Mr. Bungle
42 Overkill - Horrorscope
41 Primus - Sailing the Seas of Cheese
40 Cypress Hill - Cypress Hill 
39 Tom Petty - Into the Great Wide Open
38 R.E.M. - Out of Time
37 Atheist - Unquestionable Presence
36 Soundgarden - Badmotorfinger
35 Monster Magnet - Spine of God
34 Van Halen - For Unlawful Carnal Knowledge
33 Michael Jackson - Dangerous
32 Solitude Aeturnus - Into the Dephts of Sorrow
31 Grave - Into the Grave
30 N.W.A. - Efil4zaggin
29 Ozzy Osbourne - No More Tears
28 Coroner - Mental Vortex
27 Entombed - Clandestine
26 The Jesus Lizard - Goat
25 Primal Scream - Screamadelica
24 Public Enemy - Apocalypse 91 … The Enemy Strikes Back
23 Temple of the Dog - Temple of the Dog
22 Lenny Kravitz - Mama Said
21 Guns N’ Roses - Use Your Illusion I
20 Teenage Fanclub - Bandwagonesque
19 My Bloody Valentine - Loveless
18 Death - Human
17 Ice-T - O.G. Original Gangster
16 Matthew Sweet - Girlfriend
15 Buddy Guy - Damn Right, I’ve Got the Blues
14 Johnny Winter - Let Me In
13 Dismember - Like an Ever Flowing Stream
12 Ice Cube - Death Certificate
11 Dinosaur Jr. - Green Mind
10 Massive Attack - Blue Lines
9 Skid Row - Slave to the Grind
8 Pearl Jam - Ten
7 Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik
6 U2 - Achtung Baby
5 Sepultura - Arise
4 Guns N’ Roses - Use Your Illusion II
3 Metallica - Metallica
2 A Tribe Called Quest - The Low End Theory
1 Nirvana - Nevermind

Meu top 10 do ano:

1 Metallica - Metallica
2 U2 - Achtung Baby
3 Pearl Jam - Ten
4 Nirvana - Nevermind
5 Guns N’ Roses - Use Your Illusion II
6 Guns N’ Roses - Use Your Illusion I
7 Red Hot Chili Peppers - Blood Sugar Sex Magik
8 Buddy Guy - Damn Right, I’ve Got the Blues
9 Lenny Kravitz - Mama Said
10 A Tribe Called Quest - The Low End Theory

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1991 na sua opinião. Poste a sua lista!

Maximus Festival: evento confirma data e anuncia atrações

sexta-feira, maio 20, 2016

Acontecerá no dia 7 de setembro no Autódromo de Interlagos a primeira edição do Maximus Festival, evento que será uma nova opção para o calendário de shows no Brasil. Com patrocínio da Sky e da Budweiser, o festival terá também uma edição em Buenos Aires no dia 10/09.

As principais atrações serão Rammstein, Marilyn Manson e Disturbed, e o line-up tem ainda Bullet for My Valentine, Halestorm, Black Stone Cherry, HellYeah, Shinedown, Hollywood Undead, Steve Seagulls e Raveneye, além das bandas brasileiras Project 46, Far From Alaska e Woslom, entre outras.

Os ingressos, bem como seus valores, serão divulgados no dia 27 de maio.

Pontos positivos: as atrações, que fogem do lugar comum ao não trazer as mesmas bandas de sempre, apostando em um line-up atual e com diversos nomes que nunca tocaram no Brasil. Ponto negativo: a data, já que o festival acontecerá em uma quarta-feira, no meio da semana. Mesmo sendo feriado, isso pode dificultar quem mora em outros pontos do país e deseja assistir aos shows.

Mais informações no site do festival:
http://maximusfestival.com.br/index.html

Quadrinhos: Shade, O Homem Mutável

sexta-feira, maio 20, 2016


Shade é um personagem da DC. Seu criador foi o lendário Steve Ditko (o pai do Homem-Aranha e do Doutor Estranho), que o concebeu em 1977. No entanto, o rapaz foi meio colocado de lado e ficou esquecido até o início da década de 1990, quando sofreu uma transformação incrível através das ideias de Peter Milligan.

O negócio foi o seguinte: em 1993 a DC lançou o selo Vertigo, criado para publicar quadrinhos com conteúdo adulto. A editora foi atrás de uma nova geração de autores ingleses e os levou para os Estados Unidos, dando total liberdade criativa para que reimaginassem as cronologias de personagens que estavam então em segundo placo. Foi assim que Alan Moore assumiu O Monstro do Pântano, Neil Gaiman pegou Sandman, Grant Morrison escreveu Patrulha do Destino e O Homem Animal e Garth Ennis foi para Hellblazer. Nessa leva, Peter Milligan passou a escrever Shade - O Homem Mutável, tendo ao seu lado o desenhista Chris Bachalo. 

Esse é, fácil, um dos quadrinhos mais surreais que já li. É como ter Salvador Dalí escrevendo uma HQ: cada página é uma surpresa, tudo é possível e além da imaginação. A história: Shade vem de outra dimensão com o objetivo de deter o Grito Americano, personificação das pirações, medos e loucuras dos norte-americanos. O poder de Shade é mudar o seu corpo e ser capaz de se transformar em qualquer pessoa, o que rende ótimas ideias para Milligan, principalmente pelo fato de a história funcionar quase como uma espécie de road comic, levando o leitor em uma viagem pelos Estados Unidos.



Este primeiro encadernado da Panini, intitulado O Grito Americano, tem 172 páginas, capa cartão e papel jornal, e traz o primeiro arco escrito por Milligan quando assumiu o personagem. Estão compiladas aqui as seis primeiras edições da revista Shade - The Changing Man, lançadas entre julho e dezembro de 1990. Somos apresentados ao personagem principal e à sua parceira, digamos assim, chamada Kathy, e com eles viajamos pela história dos EUA. 

As duas histórias que focam em John Kennedy - Quem Atirou em JFK? e Todos os Assassinos dos Presidentes - são sensacionais, uma delícia de se ler, repletas de referências e com uma nova teoria sobre a morte do presidente norte-americano, assassinado em Dallas em novembro de 1963. Já o arco intitulado Hollywood Podridônia, dividido em duas partes e que fecha este encadernado, é uma crítica afiada e explícita à indústria do cinema e ao mundo de faz de conta que se transformou o cotidiano dos grandes astros. O enredo é muito bem escrito e expõe os segredos dos personagens, cativando o leitor com revelações surpreendentes a cada nova página.

Tudo isso, tudo que envolve Shade, vem acompanhado pela arte incrível de Chris Bachalo. O desenhista cria quadros surrealistas, que fogem um pouco da diagramação convencional e vem sempre acompanhados por uma explosão de cores e movimentos. As ilustrações possuem vida própria e parecem querer pular para fora da revista a todo momento, em um resultado belo e às vezes um tanto perturbador, porém sempre fascinante.

Shade, O Homem Mutável foi lançado recentemente no Brasil pela Panini Comics, e pode ser encontrado facilmente nas bancas. Adorei a edição, e já estou ansioso pelos próximos encadernados.

Quer ler um quadrinho diferente? Está aqui uma ótima opção.

Discoteca Básica Bizz #046: Creedence Clearwater Revival - Willy and the Poor Boys (1969)

sexta-feira, maio 20, 2016


Uma banda de carreira bastante singular, que levou quase uma década para alcançar o sucesso e, depois de pouco mais de dois anos no topo das paradas, foi se extinguindo gradativamente, até encerrar suas atividades de forma definitiva em outubro de 1972. Porém, sua trajetória acidentada foi suficiente para que conquistasse um lugar ao sol na história do rock and roll, talvez como a mais universal cult band de todos os tempos.

Tudo começou em 1959, na cidade interiorana de El Cerrito, na Califórnia, onde os irmãos Fogerty - Tom e John - encontraram em seus colegas de colégio Stu Cook e Doug "Cosmo" Clifford, respectivamente baixista e baterista, o complemento ideal para o crossover entre o country e o rhythm and blues que eles pretendiam detonar com suas guitarras. 

O quarteto começou com o nome de The Blue Velvets, tocando no circuito local, mas só alcançaria uma modesta projeção como The Golliwogs, já em meados da década de sessenta. No entanto, seria como Creedence Clearwater Revival, nome que adotou a partir de 1967, que a banda começaria a sentir o doce gosto da fama. A fórmula musical deste êxito consistia na guitarra-ritmo de Tom, no baixo de Stu e na bateria de Doug, que formavam uma base ideal para secundar as criações do gênio de John Fogerty, expressas tanto por sua assinatura em quase todo o material do grupo como também pelos riffs inconfundíveis de guitarra e os vocais rasgados que se tornariam marca registrada do som do Creedence.

O resultado não poderia ser outro: logo em seu álbum de estréia - batizado apenas com o nome da banda e lançado em 1968 - conseguiram obter uma vendagem excepcional, conquistando um disco de platina, prêmio que também seria atribuído aos cinco LPs subsequentes. Com o lançamento de Bayou Country e Green River no ano seguinte, o Creedence afirmaria sua posição de sucesso popular, sem contudo alterar as raízes de seu som. Ao mesmo tempo, músicas retirada destes dois LPs e lançadas em compacto - tais como "Proud Mary", "Born on the Bayou", "Bad Moon Rising" e "Green River" - tomavam de assalto os primeiros lugares das paradas. 



Em 1969, esta sucessão de hits seria ampliada com outro punhado de canções de John, enquanto a banda, no auge de sua forma criativa, entrava em estúdio para gravar o LP Willy and the Poor Boys, que se tornaria a sua obra-prima definitiva. Um álbum recheado de clássicos: já na abertura, com o balanço do mega hit "Down in the Corner", o Creedance - e especialmente John - demonstrava um pique arrasador, que prosseguia nos riffs de rock and roll de "It Came Out of the Sky" e na levada country da canção tradicional "Cotton Fields", com direito a violões e arranjos vocais no melhor estilo de Nashville. Em seguida vinha a instrumental "Poorboy Shuffe", com destaque para a gaita tocada por John, introduzindo o groove de "Feelin Blue", que deixou registrado um dos mais contagiantes refrãos característicos da banda.

O segundo lado começava com "Fortunate Son", um exemplo clássico do trabalho excepcional de guitarras dos irmãos Fogerty, que prosseguia com violões no country "Don't Look Now (It Ain't You or Me)". Na sequência vinha a inspirada versão da banda para "The Midnight Special", a clássica canção de Leadbelly, e depois o rhythm and blues instrumental "Side o´the Road", outro prato cheio para os riffs e solos do John. É ele mesmo que acaba a festa na última faixa do LP, "Effigy", um psycho-country com um trabalho de bordão de guitarra inspirado na surf music. 

Um disco primoroso, com um brilho que nenhum dos três álbuns posteriores do Creedence - Cosmo´s Factory (1970), Pendulum (1971) e Mardi Gras (1972, este já sem a guitarra de Tom) - conseguiu superar.

(Texto escrito por Carlos Eduardo Miranda, Bizz #046, maio de 1989)

19 de mai de 2016

Rival Sons: ouça “Tied Up”, nova música da banda

quinta-feira, maio 19, 2016

O Rival Sons soltou a primeira prévia de seu novo disco, Hollow Bones. O quinto álbum da banda norte-americana será lançado dia 10 de junho pela Earache Records e foi produzido por Dave Cobb, que trabalha com os caras desde o primeiro LP.

Gostei pra caramba do que ouvi em “Tied Up”, apesar de a música não estar completa, o que pode indicar um longo trecho instrumental na parte que ficou de fora. Ouça abaixo e diz aí o que você achou da nova do Rival Sons:

18 de mai de 2016

Os Melhores Discos de Todos os Tempos: 1990

quarta-feira, maio 18, 2016


Madonna dominou o mundo pop em 1990 com a turnê Blond Ambition. Rodando o planeta para promover o álbum Like a Prayer, a cantora chocou com performance sensuais e carregadas de erotismo, que culminaram com o lançamento do clipe para o single “Justify My Love”, banido em diversos países.

O hip-hop foi destaque de maneiras distintas. Artisticamente, músicos como Ice Cube e Public Enemy tornaram seus discursos ainda mais críticos, tocando sem dó na ferida aberta do racismo da sociedade norte-americana com discos excepcionais. Mais suaves, MC Hammer e Vanilla Ice vieram com seu pop rap, que vendeu horrores e cativou milhões de fãs.

INXS e Midnight Oil seguiram em alta, lançando discos consistentes e que mostraram a força do rock australiano. O AC/DC manteve a boa fase com o multiplatinado The Razor’s Edge, que vendeu milhões e tocou até dizer chega na MTV. Jon Bon Jovi decidiu ser ator e na onda lançou a trilha de Young Guns II, que emplacou “Blaze or Glory” como um grande hit.

O mundo do metal teve diversas facetas. O Iron Maiden estreou uma nova fase sem Adrian Smith, substituído por Janick Gers em No Prayer for the Dying, disco que dividiu os fãs e até hoje rende discussões. Já Bruce Dickinson veio com o seu primeiro álbum solo e surpreendeu positivamente com o sólido Tattooed Millionaire. O Judas Priest se reinventou com o agressivo Painkiller, enquanto o Queensrÿche deu o passo seguinte em relação a Operation: Mindcrime e lançou Empire. O ano viu nascer dois dos discos mais emblemáticos do thrash metal, Rust in Peace e Seasons in the Abyss, que marcaram para sempre as carreiras do Megadeth e do Slayer. Os fãs de sonoridades mais extremas foram agraciados com trabalhos incríveis do Death e Entombed. E ainda tivemos o Pantera dando início à sua revolução com Cowboys From Hell.

Em relação ao rock, Iggy Pop gravou o seu disco de maior sucesso em décadas, contando com a participação de Kate Pierson e Slash em Brick by Brick. Neil Young trancou a Crazy Horse em um celeiro de seu rancho e saiu de lá com o ótimo Ragged Glory, enquanto o Allman Brothers retornou com uma nova formação que faria enorme sucesso nas décadas seguintes.E o Black Crowes estreou chutando bundas com Shake Your Money Maker.


Os principais fatos do ano foram:

- no dia 21 de janeiro foi ao ar o primeiro MTV Unplugged, estrelando a banda inglesa Squeeze

- Billy Idol sofreu um grave acidente de moto em 6 de fevereiro, e como consequência teve vários ossos fraturados. O músico estava cotado para um dos papéis principais do filme sobre o The Doors dirigido por Oliver Stone, além de uma participação em O Exterminador do Futuro 2

- a Geffen Records foi comprada pela MCA no dia 15 de março, em uma transação estimada em 550 milhões de dólares

- em 16 de abril aconteceu um gigantesco show no Wembley Stadium, em Londres, contra o apartheid e pedindo a liberdade de Nelson Mandela. O evento contou com nomes como Tracy Chapman, Neil Young, Peter Gabriel e outros, e foi transmitido para 61 países 

- a Fender Stratocaster com a qual Jimi Hendrix tocou a sua famosa interpretação de “Star Spangled Banner" no festival de Woodstock foi vendida por 295 mil dólares em um leilão ocorrido em Londres no dia 25 de abril

- Axl Rose casou-se com a modelo Erin Everly, filha de Don Everly dos Everly Brothers, no dia 27 de abril. A cerimônia aconteceu em Las Vegas

- a polícia canadense deu voz de prisão à Madonna após um concerto realizado pela cantora norte-americana durante a turnê Blond Ambition, por ela simular masturbação durante a canção “Like a Virgin”

- em 21 de julho Roger Waters reuniu diversos rockstars para execução do álbum The Wall, do Pink Floyd, na capital alemã, em um concerto que celebrou a queda do Muro de Berlim, ocorrida no dia 9 de novembro de 1989. Participaram do show nomes como Scorpions, The Band, Cyndi Lauper e Bryan Adams

- o Judas Priest foi considerado inocente da acusação de ter motivado o suicídio de dois adolescentes norte-americanos em dezembro de 1985, que cometeram o ato após ouvirem álbuns do grupo. O veredito foi divulgado em 24 de agosto

- Stevie Ray Vaughan faleceu no dia 27 de agosto, após o helicóptero em que viajava, de propriedade de Eric Clapton, cair devido à uma nevasca no estado norte-americano de Wisconsin

- o Pearl Jam realizou o seu primeiro show em 22 de outubro tocando em um clube de Seattle com o nome Mookie Blaylock, homenagem a um famoso jogador de basquete americano

- em 6 de novembro foi lançado o novo single de Madonna, o polêmico “Justify My Love”. Com inúmeras cenas de nudez e alusão ao sexo, o vídeo foi banido pela MTV norte-americana

- em 21 de novembro Mick Jagger casou-se com a modelo Jerry Hall, sua companheira há anos



Foram formadas em 1990 bandas como Amorphis, Anathema, At the Gates, Blind Melon, Body Count, The Brian Setzer Orchestra, Clutch, Converge, The Corrs, Cracker, Deee-Lite, Dog Eat Dog, Enigma, Hypocrisy, Immortal, In Flames, Jon Spencer Blues Explosion, Krisiun, Marduk, My Dying Bride, Nelson, Opeth, Pearl Jam, The Prodigy, Skyckad, Spin Doctors, Take That, Temple of the Dog e Torture Squad. Encerraram as suas atividades durante o ano nomes como Camper Van Beethoven (a banda se reuniria em 1999), Eurythmics (retornaria em 1999), Manilla Road (retornaria em 2001), Mother Love Bone, Spandau Ballet (retorno em 2009) e Whitesnake (retornaria em 2002).

Nasceram em 1990 Laura Marling (01/02), Sean Kingston (03/02) e Rita Ora (26/11). Faleceram durante o ano Allen Collins (23/01), Del Shannon (08/02), Andrew Wood (16/03), Ric Grech (17/03), Sarah Vaughan (03/04), Dexter Gordon (25/04), Stiv Bators (03/06), Cazuza (07/07), Stevie Ray Vaughan (27/08), Tom Fogerty (06/09) e Art Blakey (16/10).

Foram induzidos ao Rock and Roll Hall of Fame em 1990:

Bobby Darin
Louis Armstrong
Simon and Garfunkel
The Four Seasons
The Four Tops
The Kinks
The Platters
The Who

Os vencedores das principais categorias da 32ª edição do Grammy foram:

Gravação do Ano e Canção do Ano: “Wind Beneath My Wings”, de Bette Midler
Álbum do Ano: Nick of Time, de Bonnie Raitt

Nas listas de melhores do ano das principais revistas de música do período, os vencedores foram:

Kerrang!: Seasons in the Abyss, do Slayer
Melody Maker: Pills ’n' Thrills and Bellyaches, do Happy Mondays
NME: Pills ’n' Thrills and Bellyaches, do Happy Mondays
Rolling Stone: I Do Not Want What I Haven’t Got, de Sinéad O’ Connor
Sounds: Bossanova, do Pixies
Spin: AmeriKKKa’s Most Wanted, de Ice Cube





Os cinco maiores hits de 1990 foram “Nothing Compares 2 U” de Sinéad O’ Connor, “Vogue" de Madonna, “Ice Ice Baby” de Vanilla Ice, “U Can’t Touch This” de MC Hammer e “It Must Have Been Love” do Roxette.

Também fizeram muito sucesso durante o ano as seguintes músicas:

“Been Caught Stealing”, do Jane’s Addiction
“Being Boring”,do Pet Shop Boys
“Blaze of Glory”, de Jon Bon Jovi
“Blue Sky Mine”, do Midnight Oil
“Candy”, de Iggy Pop
“Cherry Pie”, do Warrant
“Cradle of Love”, de Billy Idol
“Disappear” e “Suicide Blonde", do INXS
“Enjoy the Silence” e “Personal Jesus”, do Depeche Mode
“Freedom ’90”, de George Michael
“Groove is in the Heart”, do Deee-Lite
“Holy Smoke”, do Iron Maiden
“I've Been Thinking About You”, do Londonbeat
“Justify My Love”, da Madonna
“Kinky Afro” e “Step On", do Happy Mondays
“Right Here Right Now”, do Jesus Jones
“Thieves in the Temple”, de Prince
“Thunderstruck”, do AC/DC
“Unbelievable”, do EMF
“Unskinny Bop”, do Poison



Quatro álbuns dominaram a parada norte-americana em 1990. Forever Your Girl, estreia de Paula Abdul, assumiu o primeiro lugar em fevereiro e por lá ficou até o final de março, totalizando 9 semanas na liderança. O segundo disco de Sinéad O’ Connor, I Do Not Want What I Haven’t Got, ficou no primeiro lugar por 6 semanas, entre o final de abril e o início de junho. O grande best seller do 1990 foi Please Hammer, Don’t Hurt Me, de MC Hammer, que totalizou 21 semanas no número 1, entre junho e novembro, só sendo batido no final do ano por To the Extreme, de Vanilla Ice, que assumiu a ponta na segunda semana de novembro e ficou até o fim do ano, 8 semanas no topo.

Apesar de não liderar a parada da Billboard, o disco mais vendido em 1990 nos Estados Unidos foi Rhythm Nation 1814, segundo álbum de Janet Jackson. Já o single mais vendido no mercado norte-americano em 1990 foi “Hold On”, das Wilson Phillips.

No Reino Unido, o single de maior destaque foi “Unchained Melody” do The Righteous Brothers, faixa principal da trilha do filme Ghost. Phil Collins venceu com …But Seriously e teve o álbum mais vendido entre os britânicos em 1990.



Mantendo a mesma metodologia dos anos anteriores, realizamos uma pesquisa em levantamentos similares publicados nos mais diversos veículos com o objetivo de identificar os discos mais significativos do ano. Feito isso, submetemos cada um desses títulos às notas atribuídas a eles por revistas e sites especializados em música, lançamos em nossa planilha e chegamos ao resultado abaixo.

Com vocês, os melhores discos lançados em 1990 (apenas discos de estúdio, pois como é padrão neste tipo de listas, álbuns ao vivo e compilações não entram):

50 Sinéad O’ Connor - I Do Not Want What I Haven’t Got
49 Midnight Oil - Blue Sky Mining
48 Fugazi - Repeater
47 Kreator - Coma of Souls
46 Sonic Youth - Goo
45 Eric Johnson - Ah Via Musicom
44 Queensrÿche - Empire
43 Danzig - Danzig II: Lucifuge
42 Gary Moore - Still Got a Blues
41 Steve Vai - Passion and Warfare
40 Bathory - Hammerheart
39 Anthrax - Persistence of Time
38 Alice in Chains - Facelit
37 Mother Love Bone - Apple
36 George Michael - Listen Without Prejudice Vol. 1
35 Fields of Nephilim - Elizium
34 Death - Spiritual Healing
33 Sanctuary - Into the Mirror Black
32 Jeff Healey - Hell to Pay
31Jane’s Addiction - Ritual de lo Habitual
30 Blind Guardian - Tales From the Twilight World
29 Pixies - Bossanova
28 Living Colour - Time’s Up
27 Ride - Nowhere
26 Deicide - Deicide
25 Pet Shop Boys - Behaviour
24 Bruce Dickinson - Tattooed Millionaire
23 The Sisters of Mercy - Vision Thing
22 Bad Religion - Against the Grain
21 Poison - Flesh & Blood
20 AC/DC - The Razor’s Edge
19 Artillery - By Inheritance
18 J.J. Cale - Travel-Log
17 Neil Young - Ragged Glory
16 Judas Priest - Painkiller
15 Concrete Blonde - Bloodletting
14 Public Enemy - Fear of a Black Planet
13 INXS - X
12 The Allman Brothers Band - Seven Turns
11 Iggy Pop - Brick by Brick
10 A Tribe Called Quest - People’s Instinctive Travels and the Paths of Rhythm
9 Pantera - Cowboys From Hell
8 Happy Mondays - Pills ’n' Thrills and Bellyaches
7 Slayer - Seasons in the Abyss
6 Entombed - Left Hand Path
5 Angelo Badalamenti - Music from Twin Peaks
4 Megadeth - Rust in Peace
3 Ice Cube - AmeriKKKa’s Most Wanted
2 Depeche Mode - Violator
1 The Black Crowes - Shake Your Money Maker

Meu top 10 do ano:

1 Iggy Pop - Brick by Brick
2 Neil Young - Ragged Glory
3 Concrete Blonde - Bloodletting
4 Angelo Badalamenti - Music from Twin Peaks
5 The Black Crowes - Shake Your Money Maker
6 Slayer - Seasons in the Abyss
7 Pantera - Cowboys From Hell
8 INXS - X
9 Bruce Dickinson - Tattooed Millionaire
10 Megadeth - Rust in Peace

Abaixo você tem uma playlist com os maiores hits e as músicas mais significativas do ano. E nos comentários queremos saber quais foram os melhores discos lançados em 1990 na sua opinião. Poste a sua lista!

Quadrinhos: DPF, Astro City e Authority

quarta-feira, maio 18, 2016


Departamento de Polícia da Física (Federal Bureau of Physics, título original) é uma série da Vertigo lançada recentemente aqui no Brasil pela Panini. A história começou a ser publicada nos Estados Unidos em julho de 2013, e o primeiro encadernado da Panini traz as sete primeiras edições norte-americanas em uma edição de capa cartão, lombada quadrada e papel couché.

A HQ, escrita por Simon Oliver e desenhada por Robbi Rodriguez, conta a história do tal Departamento de Polícia da Física, que é encarregado de investigar os problemas causados em um mundo onde as leis da física já não funcionam como conhecemos. Há áreas com falta de gravidade, buracos de minhocas, portais para outras realidades, tudo contado por um texto muito bem escrito e por desenhos sensacionais, em um trabalho primoroso de Rodriguez. Com um traço atual, a história traz elementos contemporâneos e é um excelente quadrinho pra quem quer ler algo que vá além dos tradicionais super-heróis. Esse primeiro arco foi muito bom, já estou no aguardo dos demais.



Astro City foi lançada originalmente em agosto de 1995, e conta com uma equipe criativa excepcional: roteiro de Kurt Busiek, desenhos de Brent Anderson e capas de Alex Ross. A trama mostra uma mundo e uma cidade específica - a tal Astro City - onde os heróis fazem parte do cotidiano. Mas as histórias apresentam enredos muito criativos, que fogem de clichês e lugares comuns. Os personagens trazem alusões a heróis dos universos Marvel e DC, e isso fica bastante fácil de perceber pra quem é um leitor habitual de quadrinhos. 

Publicada em uma época pós-Watchmen e Cavaleiro das Trevas, HQs que redefiniram o universo dos super-heróis, Astro City reflete essa influência mas não se prende a ela, indo além. Assim, somos apresentados aos medos de um ser superpoderoso (o Samaritano, que é inspirado no Superman), vemos esse mesmo personagem em um encontro romântico com Vitória Alada (inspirada na Mulher-Maravilha), as aventuras de uma menina de 10 anos super poderosa que só quer saber como jogar amarelinha, e assim por diante.

A série está sendo republicada pela Panini, que já lançou cinco encadernados. Todos são excelentes e fáceis de encontrar tanto em bancas como em livrarias. Quer ler algo bem legal? Leia Astro City.



The Authority é uma das melhores HQs dos anos 2000, simples assim. A série teve o seu primeiro número lançado em 1999, e deriva de Stormwatch, um grupo de heróis publicado pela DC Comics um pouco antes. A Panini vai lançar no mercado brasileiro todos os encadernados norte-americanos, e o primeiro saiu nas últimas semanas. O primeiro arco, com histórias escritas por Warren Ellis e desenhadas por Bryan Hitch, mostra a formação do grupo e suas primeiras aventuras. 

A principal característica de Authority está no fato de ser um equipe de super-heróis que primeiro quebra tudo, destroçando os vilões, e depois vai ver o que estava acontecendo. Sem muitas firulas e discussões filosóficas, o grupo liderado pela britânica Jenny Sparks leva o massaveísmo ao seu ápice, com cenas de ação incríveis e histórias cativantes. A abordagem de Ellis foi inovadora, influenciando de maneira profunda a criação de Os Supremos, história publicada pela Marvel em 2002 e que foi a base para a construção do universo cinematográfica da editora.

O primeiro encadernado traz as oito edições iniciais de Authority, escritas por Ellis e desenhadas por Hitch. HQ pipoca e divertidíssima, altamente recomendável.

Novas bandas pra você ouvir: Broken & Burnt, Hermano e De um Filho, De um Cego

quarta-feira, maio 18, 2016

Começando com metal pesadão. O Broken & Burnt vem do Espírito Santo e faz um som bem interessante, soando pesado e agressivo sem precisar se aproximar das vertentes mais extremas do heavy metal. Tem uns toques de alternativo e grunge, tudo amparado por riffs na escola do Black Sabbath e ideias criativas. It Comes to Life, novo disco dos caras, deve sair em junho.  Recomendo!






Já Hermano vem de Brasília e lançou Monotomia este ano. A ideia é passar por diversos ritmos brasileiros nas canções do disco. Música nacional contemporânea e bem feita, gostei bastante. Ouça no Soundcloud.


Fechando, o De um Filho, De um Cego lançou o seu quarto disco, Outros Verões, na metade de abril. A pegada é um rock com toques de folk, com boas melodias e um ótimo potencial pra agradar novos ouvintes (apesar do nome estranho - ou fui só eu que achei isso?)



17 de mai de 2016

Sala de Som | Em tempos de streaming, ainda vale a pena comprar discos?

terça-feira, maio 17, 2016

Com a chegada de serviços de streaming de música como Spotify, Apple Music, Deezer e outros, todos com preços bastante acessíveis, ainda vale a pena comprar música em formato físico, em CDs, LPs e afins? 

É isso que discutimos nesse vídeo do Sala de Som, nosso canal no YouTube. Dê a sua opinião e participe da nossa discussão. E, claro, não esqueça de assinar o nosso canal.

Como leitura complementar, indicamos o texto abaixo:


Scorpion Child: ouça três faixas do novo disco da banda norte-americana

terça-feira, maio 17, 2016

Uma das boas surpresas surgidas recentemente no hard rock, a banda texana Scorpion Child lançará no dia 10 de junho o seu segundo álbum, intitulado Acid Roulette. O disco foi produzido por Chris Smith (que já assinou trabalhos do The Answer), repetindo a bem sucedida parceria apresentada no primeiro disco, batizado apenas com o nome da banda e liberado em 2013.

Acid Roulette terá treze faixas, sendo que três delas já foram liberadas para audição. Ouça o trio abaixo:

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE