22 de jul de 2017

Quadrinhos: Akira Vol. 1, de Katsuhiro Otomo

sábado, julho 22, 2017

Em toda forma de expressão artística, alguns trabalhos acabam se transformando em referência. Assim como Watchmen é uma das maiores obras de quadrinhos de todos os tempos, Akira é um dos melhores mangás já publicados. E esse marco da nona arte está disponível novamente no Brasil em uma belíssima edição lançada pela JBC.

Akira começou a ser publicado no Japão em dezembro de 1982. A série só foi finalizada em 1990 e é composta por seis grandes volumes, todos com mais de 300 páginas cada. Além disso, cravou o seu lugar na cultura pop com o anime lançado em 1988 e que, assim como o mangá, também estabeleceu novos parâmetros.

A trama escrita e desenhada por Katsuhiro Otomo apresenta o mundo de Nova Tokio no ano de 2019, mais de três décadas após o Terceira Guerra Mundial, ocorrida no início da década de 1980. O que temos é um universo cyberpunk onde a sociedade se reconstruiu sobre o caos, fator que estabeleceu novos paradigmas de convivência. Nesse mundo, acompanhamos as aventuras do jovem Kaneda e sua turma, que sem querer acabam expostos a uma intrincada rede de segredos militares e pesquisas científicas misteriosas. 


Akira é muito bem escrito, e seu enredo não apresenta sinais de envelhecimento, apesar de ter sido criado há quase quarenta anos. Além disso, a arte é de um preciosismo incrível, repleta de detalhes e com uma profundidade que torna a trama ainda mais envolvente. As 350 páginas do primeiro volume voam nas mãos do leitor, tamanha a fluidez da narrativa, tanto textual quanto gráfica.

Esta nova edição da JBC preenche uma lacuna grande no mercado brasileiro, uma vez que Akira não só estava fora de catálogo há anos como sua publicação no Brasil foi um tanto conturbada, por assim dizer. O mangá saiu aqui pela editora Globo entre 1990 e 1998 em 38 edições coloridas (a arte original é em preto e branco) e com o sentido de leitura ocidental, o que descaracterizou consideravelmente a obra. Além disso, a mesma Globo publicou também cinco encadernados entre 1992 e 1993. Como a minha experiência com mangás é relativamente recente, não sei dizer se a série chegou a ser publicada de maneira completa aqui no Brasil.


O que sei, no entanto, é que trata-se de um título essencial para quem ama a nona arte. E a bela nova edição da JBC torna tudo ainda mais cativante, com o sentido de leitura oriental e a arte em preto e branco originais, tudo impresso em um papel de ótima qualidade. O acabamento gráfico é excelente, com direito a uma sobrecapa que protege a capa original.

Como já disse lá no início deste texto, existem trabalhos que são referências em suas áreas. Akira é uma das maiores em se tratando de mangá e do universo cyberpunk. Aproveite esta iniciativa da JBC (a série será lançada em seis volumes), leia e descubra porque.

Canais de Música: Som de Peso

sábado, julho 22, 2017

Começando uma nova série aqui no site, onde a ideia é apresentar canais brasileiros que falam sobre música no YouTube. Não vamos falar dos maiores, mas sim daqueles projetos que ainda não são tão conhecidos amas que realizam um trabalho bem legal e que merece chegar a um público maior.

A estreia é com o Som de Peso, canal criado e apresentado pelo paulistano Bruno Ascari. O Bruno é um colecionador de discos com grande conhecimento de causa, e a pegada do canal é o bom e sempre ótimo rock and roll, com algumas passadas pelo blues e outros estilos.


Abaixo estão alguns vídeos onde o Bruno fala sobre discos e música. Assista e veja o quanto o trabalho dele é legal. E, claro, assina o canal Som de Peso. A Collectors Room recomenda!


Os melhores discos de 2017 até agora, segundo nossos leitores

sábado, julho 22, 2017

Em nosso grupo no Facebook - clique aqui e participe -, perguntamos aos leitores quais foram os melhores discos lançados até agora neste 2017 estranho e com gente esquisita. 

Algumas escolhas estão aí abaixo, trazendo a opinião direta e sem filtros de quem realmente saca das coisas: você, é lógico!

E se quiser, poste nos comentários deste post quais foram os discos que você mais gostou este ano.

Não necessariamente os "melhores"... mas são coisas interessantes que eu tenho ouvido bastante ao longo do ano até aqui e que podem, eventualmente, figurar numa lista de melhores do ano lá no fim... Escrevi sobre eles aqui.

Blackfield – V
Anathema – The Optimist
Sepultura – Machine Messiah (Talvez eu pudesse trocar esse pelo Kreator - Gods of Violence)
Steve Hackett – The Night Siren
Ulver – The Assassination of Julius Caesar (Um disco muito bom que mais gente precisa ouvir!)
Mastodon – Emperor of Sand
Me and that Man – Songs of Love and Death
Roger Waters – Is This The Life We Really Want?
Ayreon – The Source
Alestorm - No Grave But The Sea

Ainda tem coisa boa pra sair, estou especialmente ansioso pelo disco do Steven Wilson.

Fábio Nobre, de João Pessoa, editor do blog Audiorama


Apesar desse ano estar perdendo em número e qualidade em bons discos, alguns deles merecem ser lembrados. Vamos lá:

Songs Of Love And Death - Me And That Man: Contando com ninguém mais ninguém menos que Nergal (Behemoth), juntamente com John Porter. O som é uma mistura de blues e country, mas pode agradar os apreciadores de metal extremo por conter uma pegada mais "sombria". 

How Did You Get So Dark - Royal Blood: Vindo de um primeiro disco matador, o duo inglês retorna com menos peso, porém com mais variedade nas composições. Não é tão bom quanto seu antecessor, mas não faz feio de forma alguma.

Gods Of Violence - Kreator: Terceiro disco de uma trilogia informal e criada pessoalmente por mim, após Hordes of Chaos (2008) e Phantom Antichrist (2012). O Kreator continua com o peso lá em cima, mas sem esquecer das composições. E mesmo God of Violence não sendo melhor que seus dois anteriores, mantém o alto nível dos lançamentos da banda desde o início dos anos 2000.

Machine Messiah - Sepultura: A banda segue sendo cada vez mais injustiçada enquanto prossegue lançando discos de qualidade. A banda vem em uma boa sequência que começou com Dante XXI (2016). E o mais recente disco pode ser considerado um dos melhores com Derick, juntamente com Kairos (2011)

Bem, esses são os discos que merecem destaque até agora. Lembrando que o melhor do ano ainda estar por vir, então aguardemos!

Claudio Glebson, de Recife


Tankard - one foot in the grave

Ficou excelente!

Ramon Barbosa, de Belo Horizonte


Olha, até agora os que eu mais ouvi são: Night Flight Orchestra (disparado) - John Mayer - Danko Jones - Harem Scarem e Styx, mas tem bastante coisa interessante pra sair. Aposto muito no novo The Struts e talvez, Foo Fighters e H.E.A.T. surpreendam. Aqui uma playlist com alguns destaques na minha opinião.

Leonardo Brandão Rodrigues, de São Paulo


10- Inglorious II
9- Steel Panther – Lower The Bar
8- One Desire – One Desire
7- Heavy Tiger – Glitter
6- Adrenaline Mob – We The People
5- Horisont – About Time
4- Richie Kotzen – Salting Earth
3- Cheap Trick - We’re All Alright!
2- Styx – Mission to Mars
1- The Night Flight Orchestra- Amber Galactic

Escrevi sobre eles aqui.

Murilo Tinoco, do Rio de Janeiro, editor do blog Hora da Farofa


01) Pissed Jeans - Why Love Now
02) Paul Weller - A Kind of Revolution
03) Afghan Whigs - In Spades
04) Spoon - Hot Thoughts
05) Slowdive - Slowdive
06) sleepmakeswaves - Made of Breath Only
07) Dan Auerbach - Waiting on a Song
08) Tape Disaster - Oh! Myelin
09) At the Drive In - in ter a lia
10) Code Orange - Forever

Virgílio Migliavacca, de Porto Alegre


In the Passing Light of Day do Pain of Salvation, acho q pode ser lembrado entre os melhores.

Diego Pereira Marcelini, de Poço Fundo


The Ruins of Beverast - Exuvia: Execução mais que competente de um death-doom extremamente visceral e obscuro com passagens ritualísticas. Um passeio intenso para os mais profanos sentidos.

Tyler, The Creator - Flower Boy: o amadurecimento musical do rapper, junto com o amadurecimento das próprias ideias do músico em letras mais pessoais de auto reconhecimento e descoberta. Continua com o tom de deboche e sarcasmo de sempre, mas dessa vez com um propósito mais bem direcionado.

Vince Staples - Big Fish Theory: sonoridade surpreendentemente inventiva casado com a destreza lírica e flow certeiro do rapper. Provavelmente o disco de rap mais "saboroso" do ano.

Natalia Lafourcade - Musas: projeto onde Natalia (jovem cantora mexicana) interpreta canções tradicionais latino-americanas com a excelente banda de apoio Los Macorinos. Provavelmente a interpretação vocal mais certeira e dócil do ano.

Jay-Z - 4:44: Jay-Z deixa um pouco de lado a sua abordagem "bling bling" e toca em temas mais pessoais, como seus arrependimentos da época da juventude, questões raciais e conflitos familiares em um disco conciso, extremamente bem produzido e ciente dos caminhos que quer trilhar.

Kendrick Lamar - DAMN.: Mesmo não sendo tão intenso quanto good kid, m.A.A.d. city ou tão marcantemente perfeito como To Pimp a Butterfly, DAMN. é aquele Kendrick de lírica inigualável e que conduz suas faixas com perspicácia ímpar de sempre, desta vez em uma abordagem mais direcionada ao rap mais pop.

Alisson Caetano, de Cornélio Procópio


Pra mim até agora o melhor disco é o do Gov't Mule. Gostei muito também dos lançamentos de Mr. Big , Chuck Berry e Sepultura.

Cleison Reinhardt, de Campo Grande


Sem ordem definida:

Dropkick Murphys - 11 Songs of Pain And Glory
Sepultura - Machine Messiah
Gov´t Mule - Revolution Come .... Revolution Go
Cheap Trick - We´re All Right
Kreator - Gods Of Violence 
Mastodon - Emperor of Sand
Depeche Mode - Spirit
Mark Lanegan - Gargoyle
Danko Jones - Wild Cat
Body Count - Bloodlust

Boris Grilo, de São Paulo


Dois álbuns que escutei demais esse ano:

Mount Eerie - A Crow Looked At Me: um quê de Elliot Smith, um som melancólico e cortante, com o cantor versando sobre a perda da esposa. Impossível terminar de escutar o álbum e permanecer indiferente. Merece ser apreciado com atenção.

Kendrick Lamar - DAMN: Kendrick dispensa comentários. Batidas sempre precisas, rimas e entrelinhas afiadas. Extremamente viciante.

Pietro Mirandez, de São Paulo

21 de jul de 2017

Live at Pompeii, novo ao vivo de David Gilmour

sexta-feira, julho 21, 2017

29 de setembro: esta é a data de lançamento de Live at Pompeii, novo ao vivo do genial David Gilmour. O material é o registro dos dois shows realizados pelo guitarrista do Pink Floyd na mítica cidade italiana em 2016.

Live at Pompeii traz 21 faixas e será lançado em cinco diferentes formatos: CD duplo, DVD duplo, Blu-ray, box com 2 CDs e 2 Blu-rays e box com 4 discos de vinil.

Tracklist abaixo:

Disc 1

5 A.M.  3.55
Rattle That Lock  4.41
Faces Of Stone  6.00
What Do You Want From Me  4.30
The Blue  6.33
The Great Gig In The Sky  6.02
A Boat Lies Waiting  4.55
Wish You Were Here  5.18
Money  8.13
In Any Tongue  7.47
High Hopes  9.31
One Of These Days  6.32

Disc 2

Shine On You Crazy Diamond  12.32
Fat Old Sun  6.05
Coming Back To Life  7.18
On An Island  7.01
Today  6.40
Sorrow  10.50
Run Like Hell  7.16
Time / Breathe (In The Air) (reprise)  6.45
Comfortably Numb   9.59



Linkin Park cancela turnê norte-americana após morte de Chester Bennington

sexta-feira, julho 21, 2017

Como esperado, o Linkin Park cancelou sua turnê pelos Estados Unidos após a morte do vocalista Chester Bennington. A banda estava na estrada promovendo o seu último disco, One More Light, lançado em maio deste ano.

Ainda não há nenhuma informação sobre os planos futuros do grupo, se a banda dará um tempo ou encerrará as atividades. O que se sabe é que os músicos estão devastados com a perda repentina de Chester e devem tomar uma decisão apenas mais para frente.

Vem aí o novo disco do Jag Panzer, e já tem música nova pra curtir

sexta-feira, julho 21, 2017

Uma das mais tradicionais bandas do metal norte-americano, o Jag Panzer lançará no dia 29 de setembro o seu décimo disco. O álbum encerrará um silêncio de seis anos sem material inédito.

The Deviant Chord terá duas versões: CD digipak (com um pôster de bônus) e LP duplo colorido. A bela capa é uma criação do artista sérvio Dusan Markovic.


A banda já liberou o lyric video para uma das músicas do disco, "Far Beyond All Fear", que você pode assistir abaixo.


Olha aí: “Koolaid”, nova música do Accept

sexta-feira, julho 21, 2017

O Accept divulgou um lyric video para “Koolaid”, música que faz parte de The Rise of Chaos, seu novo disco. O álbum será lançado dia 4 de agosto pela Nuclear Blast.

Duas coisas chamam a atenção: a voz bem rouca do vocalista Mike Tornillo e o andamento mais cadenciado da canção. Tudo isso com as marcas chaves dos alemães, como as belas melodias de guitarra e os coros sempre presentes.

Gostei pra caramba!

Nova coletânea cobre toda a carreira do Deep Purple

sexta-feira, julho 21, 2017

A Rhino está colocando no mercado mais uma compilação do Deep Purple. A Fire in the Sky, cujo título faz alusão à clássica “Smoke on the Water”, chegará às lojas dia 8 de setembro.

O título será disponibilizado em CD simples, CD triplo e em uma versão em LP triplo - esta última disponível somente a partir de 3 de novembro. O tracklist traz músicas gravadas entre 1968 e 2013, cobrindo o período entre os álbuns Shades of Deep Purple e Now What?!.

A versão em CD simples traz vinte faixas e é focada nos singles mais conhecidos da banda. Já a edição tripla vem com quarenta e duas músicas e traz ao menos uma canção de cada disco de estúdio. Finalizando, o vinil triplo vem com 27 faixas.


Abaixo estão os tracklists de todas as versões de A Fire in the Sky:

CD 

01. Hell To Pay (Radio Edit)
02. Rapture Of The Deep
03. Sun Goes Down
04. Any Fule Kno That
05. Sometimes I Feel Like Screaming (Edit)
06. Bad Attitude (Radio Edit)
07. Knocking At Your Back Door (Single Edit)
08. Perfect Strangers (Single Edit)
09. You Keep On Moving (Single Edit)
10. Soldier Of Fortune
11. Burn (U.S. Single Edit)
12. Woman From Tokyo (Single Edit)
13. Highway Star (U.S. Single Edit)
14. Smoke On The Water (U.S. Single Edit)
15. Fireball
16. Strange Kind Of Woman
17. Child In Time (Part 1)
18. Speed King (U.S. Album Edit)
19. Black Night
20. Hush

CD Triplo

Disc One:
01. Hell To Pay
02. Vincent Price
03. Wrong Man
04. Rapture Of The Deep
05. Sun Goes Down
06. Any Fule Kno That
07. Sometimes I Feel Like Screaming
08. Vavoom: Ted The Mechanic
09. The Battle Rages On
10. King Of Dreams
11. Call Of The Wild
12. Bad Attitude
13. Knocking At Your Back Door
16. Perfect Strangers

Disc Two:
01. You Keep On Moving
02. Dealer (2010 Kevin Shirley Remix)
03. Stormbringer
04. Soldier Of Fortune
05. Mistreated
06. Might Just Take Your Life
07. Burn
08. Rat Bat Blue
09. Woman From Tokyo
10. Space Truckin'
11. Smoke On The Water
12. When A Blind Man Cries

Disc Three:
01. Highway Star
02. Demon's Eye
03. Fireball
04. Strange Kind Of Woman
05. Child In Time
06. Speed King (U.S. Album Edit)
07. Black Night
08. Hallelujah
09. Emmaretta (2012 Stereo Mix)
10. The Bird Has Flown (Early Version – 2012 Stereo Mix)
11. Wring That Neck (a.k.a. Hard Road)
12. Kentucky Woman
13. Mandrake Root
14. Hush

LP Triplo

Side One:
01. Hell To Pay (Radio Edit)
02. Vincent Price
03. Rapture Of The Deep
04. Sun Goes Down
05. Any Fule Kno That

Side Two:
01. Sometimes I Feel Like Screaming
02. The Battle Rages On
03. Bad Attitude (Radio Edit)
04. Perfect Strangers

Side Three:
01. You Keep On Moving (Single Edit)
02. Soldier Of Fortune
03. Stormbringer
04. Burn (U.S. Single Edit)
05. Might Just Take Your Life
06. Woman From Tokyo (Single Edit)

Side Four:
01. Highway Star
02. Smoke On The Water
03. Demon's Eye
04. Fireball

Side Five:
01. Strange Kind Of Woman
02. Speed King (U.S. Album Edit)
03. Child In Time
04. Black Night

Side Six:
01. Kentucky Woman
02. Wring That Neck (a.k.a. Hard Road)
03. Mandrake Root
04. Hush


Nos 30 anos de Appetite for Destruction, trinta fatos sobre a clássica estreia do Guns N’ Roses

sexta-feira, julho 21, 2017

- Appetite for Destruction é o primeiro disco do Guns N’ Roses. Ele foi lançado no dia 21 de julho de 1987 pela gravadora Geffen

- a produção de Appetite for Destruction custou 370 mil dólares e ficou a cargo de Mike Clink, produtor que tem no currículo discos como Rust in Piece do Megadeth e New Tattoo do Mötley Crüe. Clink trabalhou também com o Metallica em … And Justice for All, mas foi substituído por Flemming Rasmussen após a banda não curtir o seu trabalho. Mike Clink é o produtor de todos os discos do Guns N’ Roses, com exceção de Chinese Democracy

- o disco contém 12 faixas, todas já tocadas pela banda na época anterior ao lançamento, quando se apresentavam no circuito de bares e casas de shows de Los Angeles


- muitas das músicas que entrariam mais tarde em álbuns futuros do Guns N’ Roses poderiam ter feito parte de Appetite for Destruction, pois a banda já as havia composto na época. Entre elas estão clássicos como “You Could Be Mine”, “Don't Cry” e “November Rain”. Já imaginou como seria se essas músicas tivessem entrado?

- Paul Stanley, do Kiss, foi um dos nomes indicados pela Geffen para a produção do disco de estreia do Guns N’ Roses, mas ele acabou sendo rejeitado pela banda após sugerir mudanças nas músicas e na configuração da bateria de Steven Adler. Outro nome que o Guns pensou em trazer para a produção foi o Robert “Mutt” Lange, produtor de AC/DC. No entanto, o grupo recuou ao descobrir o quanto Lange cobraria para o trabalho

- Appetite for Destruction liderou o Billboard 200 e vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. O disco é um dos mais vendidos de todos os tempos, e também o disco de estreia que mais vendeu na história do rock


- a capa do álbum traz uma ilustração do artista Robert Williams chamada Appetite for Destruction, que mostra um robô estuprador prestes a ser eliminado enquanto a vítima do abuso jaz desacordada no chão. Inúmeras lojas de discos dos Estados Unidos se recusaram a vender o disco por conta de sua capa, o que fez com que a Geffen elaborasse outra arte

- a segunda versão da capa de Appetite for Destruction traz uma cruz celta com as caveiras do cinco integrantes da banda. A arte é obra do artista Billy White Jr. e foi desenvolvida inicialmente para uma tatuagem. No topo da cruz temos Izzy Stradlin, Steven Adler está à esquerda, Axl Rose está no centro, Duff McKagan à direita e Slash está na base da cruz. Em uma entrevista concedida em 2016, White revelou que a ideia da imagem veio de Axl e que ele apenas a executou. A cruz traz elementos gráficos que são uma homenagem ao Thin Lizzy, uma das bandas favoritas de Axl Rose


- a banda defendeu a ilustração original da capa, afirmando que ela era “uma declaração social simbólica, com o robô representando o sistema industrial que viola e polui o nosso meio ambiente, representado pela figura feminina

- a edição em vinil de Appetite for Destruction, bem como a versão em fita k7, não continha o tradicional Lado A e Lado B. Em seu lugar, a banda colocou um Lado G e Lado R. As canções do lado G de Appetite for Destruction - de “Welcome to the Jungle” a “Paradise City” - exploram temas como as drogas e a vida nas grandes cidades, por isso o termo Guns. Já as faixas do lado R - de “My Michelle” a “Rocket Queen” - falam sobre amor, sexo e relacionamentos, todas de acordo com o termo Roses

- em uma entrevista ao That Metal Show de Eddie Trunk em 2011, Axl afirmou que a ideia original era usar na capa a foto do ônibus espacial Challenger, que explodiu logo após o seu lançamento no dia 28 de janeiro de 1986. A Geffen vetou a ideia por achá-la de muito mau gosto


- Appetite for Destruction estreou na posição 182 do Billboard 200, entrando na parada no dia 29 de agosto de 1987, pouco mais de um ano após o seu lançamento. O disco permaneceu na parada até 6 de agosto de 1988, liderando-a por quatro semanas não-consecutivas. Ao todo, Appetite for Destruction figurou durante 147 semanas no Billboard 200

- em 2008, a banda recebeu o décimo-oitavo Disco de Platina pelas vendas do álbum, que alcançou 18 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. O disco é ocupa o 11º primeiro lugar entre os álbuns mais vendidos no mercado norte-americano

- as críticas iniciais de Appetite for Destruction apontavam que o sucesso vinha em grande parte do poder que a mítica sexo, drogas e rock and roll tinha junto ao público. Dave Ling, da Metal Hammer afirmou que o disco trazia um mix inferior de elementos de bandas como Aerosmith, Hanoi Rocks e AC/DC. Já Cristita Titus, da Billboard, escreveu que o sucesso do álbum se deu devido à união entre a força do heavy metal, os temas contestadores do punk, a estética do glam metal e aos riffs baseados em blues que conquistavam ouvintes mais puristas


- em uma lista publicada em 1989, a Rolling Stone colocou Appetite for Destruction na posição número 27 entre os melhores discos da década de 1980

- Appetite for Destruction está na 62ª posição na lista de 500 Maiores Discos de Todos os Tempos elaborada pela Rolling Stone

- em 2003, o canal VH1 colocou o álbum na 42ª posição na sua lista de maiores discos de todos os tempos

- na lista publicada pela Kerrang! em 2006 com os melhores discos de todos os tempos, Appetite for Destruction aparece na primeira posição

- na lista de 200 discos definitivos elaborada pelo Rock and Roll Hall of Fame, Appetite está na posição 32


- foram lançados quatro singles para promover o álbum: “It's So Easy / Mr. Browstone” em 15 de junho de 1987, “Welcome to the Jungle / Mr. Browstone” em 3 de outubro de 1987, “Sweet Child o’ Mine / It’s So Easy” em 17 de agosto de 1988 e “Paradise City / Move to the City” em 30 de novembro de 1988

- Slash definiu “Welcome to the Jungle” como uma espécie de autobiografia, já que a letra faz alusão às dificuldades que o guitarrista encontrou quando se mudou para Los Angeles

- “Mr. Browstone” é uma metáfora para a heroína, droga na qual todos os músicos do Guns N’ Roses eram viciados na época


- as frases iniciais da letra de “Paradise City” surgiram de maneira espontânea. Slash estava dedilhando a melodia quando Axl soltou “take me down to the Paradise City”, ao que o guitarrista respondeu de bate-pronto “where the grass is green and the girls are pretty”. Pronto, nascia um clássico do rock

- tanto “Welcome to the Jungle” quanto “Paradise City” são tocadas com frequência nos eventos esportivos norte-americanos como NBA, NFL e NHL

- “My Michelle” fala sobre uma amiga da banda, Michelle Young, que aparece na foto do encarte de Appetite for Destruction. Michelle era amiga de longa data de Slash. Segundo Axl, um dia ele e Michelle estavam em um carro quando tocou “Your Song”, clássico de Elton John. A garota então contou que tinha o sonho de que uma banda um dia escrevesse uma música sobre ela. O Guns escreveu

- em “Rocket Queen”, há uma passagem muito curiosa e pitoresca. Steven Adler estava saindo com uma garota chamada Adriana Smith na época. Axl propôs que os dois fizessem sexo na cabine de gravação para que os sons pudessem ser colocados na música. Adriana topou, afirmando que faria aquilo “pela banda e por uma garrafa de Jack Daniels


- a música mais emblemática de Appetite for Destruction é “Sweet Child O’ Mine”. Ela surgiu durante um ensaio na casa em que o Guns N’ Roses estava morando em Sunset Strip. Slash e Steven Adler estavam fazendo uma jam e o guitarrista começou a tocar a melodia. Izzy ouviu e pediu para que ele repetisse a frase melódica. Então, Izzy inseriu alguns acordes, Duff criou a linha de baixo e Adler colocou a batida. Enquanto tudo isso acontecia, Axl observava a banda em uma das escadas da casa e começou a escrever a letra, que foi finalizada em uma tarde

- a letra de “Sweet Child O’ Mine” é baseada em Erin Everly, namorada de Axl na época e que foi um dos pivôs da briga entre o vocalista e Steven Adler, já que o baterista teria conseguido drogas para a garota e Axl Rose teria ficado p… da vida com isso. Erin é filha de Don Everly, um dos vocalistas do The Everly Brothers, dupla pop que fez enorme sucesso nas décadas de 1950, 1960 e 1970

- o clipe de “Sweet Child O’ Mine” é um dos mais emblemáticos vídeos de rock da história. Ele mostra a banda ensaiando na Huntington Ballroom, em Huntington Beach, localizada em Orange County, na California. Os músicos estão cercados pelos roadies, e todas as namoradas dos integrantes do Guns na época aparecem no vídeo. No clipe a música foi editada, tendo um trecho cortado para tornar o vídeo mais próximo do formato padrão da MTV. A versão do clipe é a mesma que está no single inglês, e, por esse razão, é mais curta da que está presente no álbum original, tendo uma parte do solo de Slash cortada

- Appetite for Destruction chegou no primeiro lugar nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. O disco ficou em terceiro na Áustria e na Holanda, em quinto na Inglaterra, em sétimo na Suíça, Austrália e Canadá e em nono na Noruega

Dan Auerbach colabora com lenda do blues e faz bonito mais uma vez

sexta-feira, julho 21, 2017

Dan Auerbach, vocal e guitarra do The Black Keys, colaborou com o bluesman Robert Finley para o projeto Murder Ballads.

“Bang Bang”, parceria da dupla, está na trilha da série de graphic novels que será lançada dia 8 de agosto pela Z2 Comics. Os dois também registraram uma versão para “In the Pines”, clássico de Leadbelly.

Ouça “Bang Bang” abaixo:

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE