16 de set de 2017

Quadrinhos: Atômica - A Cidade Mais Fria, de Antony Johnston e Sam Hart

sábado, setembro 16, 2017

Atômica - A Cidade Mais Fria é uma graphic novel escrita por Antony Johnston (Wasteland, Demolidor, Fashion Beast) e ilustrada pelo artista anglo-brasileiro Sam Hart (Juiz Dredd, Excalibur: The Legend of King Arthur, Messenger: The Legend of Joan of Arc). A história presente na HQ serviu de inspiração para o filme Atômica, lançado em 2017 e com Charlize Theron no papel principal.

A graphic novel foi lançada no Brasil pela Darkside e é o quarto título do selo editorial Darkside Graphic Novel. A publicação chega ao Brasil em uma edição em capa dura, 176 páginas, formato 16 x 23 cm e papel offset de alta gramatura, além da já conhecida e aclamada excelência editorial da Darkside Books.

A trama se passa em 1989, bem na época da queda do Muro de Berlim, e é uma história de espionagem com o melhor que esse gênero pode entregar. Acompanhamos a trajetória de uma espiã inglesa que é enviada para a Alemanha para investigar a morte de um colega e a possível traição de outro. E, à medida que o roteiro se desenvolve, somos apresentados à uma teia de traições, segredos e intrigas digna dos melhores filmes de James Bond.

O texto de Johnston é cheio de segundas intenções, fazendo com que o leitor prenda a atenção nos diálogos para perceber pequenas pistas que são colocadas em cada conversa. O quadrinho alterna entre momentos no presente e flashbacks, montando um quebra-cabeça a cada nova página em uma construção fascinante.




Já a arte de Sam Hart, toda em preto e branco, é minimalista e bastante expressiva. Não há o preciosismo na construção de cenários detalhistas, porém isso não significa que estamos diante de um trabalho pobre. Hart cativa o leitor com ilustrações fortes, além de uma narrativa gráfica que casa como uma luva com o texto de Johnston. Na essência, o que temos em Atômica é uma excelente aventura noir detetivesca. Ainda não assisti ao filme, mas o próprio Hart admitiu que a pegada do cinema é mais explícita, sexy e violenta do que a HQ, que é muito mais elegante e contida, porém não menos fascinante.

Atômica - A Cidade Mais Fria é mais um ótimo lançamento da linha de quadrinhos da Darkside, e vem em uma belíssima edição, como de costume nos títulos dos caras. Além disso, a leitura é ótima e proporciona muita diversão. Vale, e muito, a pena!

Compre a sua aqui.

R.E.M. anuncia edição especial de Automatic for the People

sábado, setembro 16, 2017

Em 10/11 desembarcará nas lojas uma edição especial de Automatic for the People, um dos melhores discos do R.E.M., lançado originalmente em 1992.

A nova versão vem com 3 CDs e 1 blu-ray, passou por um processo de remasterização e inclui faixas raras e ao vivo.

Abaixo está o tracklist:

CD1 – Automatic For The People (2017 remaster)

1. Drive
2. Try Not To Breathe
3. The Sidewinder Sleeps Tonite
4. Everybody Hurts
5. New Orleans Instrumental No. 1
6. Sweetness Follows
7. Monty Got A Raw Deal
8. Ignoreland
9. Star Me Kitten
10. Man On The Moon
11. Nightswimming
12. Find The River

CD2

1. Drive (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
2. Monty Got A Raw Deal (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
3. Everybody Hurts (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
4. Man On The Moon (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
5. Losing My Religion (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
6. Country Feedback (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
7. Begin The Begin (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
8. Fall On Me (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
9. Me In Honey (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
10. Finest Worksong (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
11. Love Is All Around (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
12. Funtime (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)
13. Radio Free Europe (Live At The 40 Watt Club / 11/19/92)

CD 3

1. Drive (Demo)
2. Wake Her Up (Demo) (The Sidewinder Sleeps Tonite)
3. Mike’s Pop Song (Demo)
4. C To D Slide 13 (Demo) (Man On The Moon)
5. Cello Scud (Demo) (Sweetness Follows)
6. 10K Minimal (Demo) (Find The River)
7. Peter’s New Song (Demo)
8. Eastern 93111 (Demo)
9. Bill’s Acoustic (Demo)
10. Arabic Feedback (Demo) (Fruity Organ)
11. Howler Monkey (Demo) (Ignoreland)
12. Pakiderm (Demo)
13. Afterthought (Demo)
14. Bazouki Song (Demo) (Monty Got A Raw Deal)
15. Photograph (Demo)
16. Michael’s Organ (Demo) (Everybody Hurts)
17. Pete’s Acoustic Idea (Demo)
18. 6-8 Passion & Voc (Demo) (Try Not To Breathe)
19 . Hey Love (Mike Voc / Demo) (Star Me Kitten)
20. Devil Rides Backwards (Demo) (Big Talk)

[Blu-ray]
1. Drive (Dolby Atmos Mix)
2. Try Not To Breathe (Dolby Atmos Mix)
3. The Sidewinder Sleeps Tonite (Dolby Atmos Mix)
4. Everybody Hurts (Dolby Atmos Mix)
5. New Orleans Instrumental No. 1 (Dolby Atmos Mix)
6. Sweetness Follows (Dolby Atmos Mix)
7. Monty Got A Raw Deal (Dolby Atmos Mix)
8. Ignoreland (Dolby Atmos Mix)
9. Star Me Kitten (Dolby Atmos Mix)
10. Man On The Moon (Dolby Atmos Mix)
11. Nightswimming (Dolby Atmos Mix)
12. Find The River (Dolby Atmos Mix)
13. Photograph (Dolby Atmos Mix)
14. Drive (hi-res stereo)
15. Try Not To Breathe (hi-res stereo)
16. The Sidewinder Sleeps Tonite (hi-res stereo)
17. Everybody Hurts (hi-res stereo)
18. New Orleans Instrumental No. 1 (hi-res stereo)
19. Sweetness Follows (hi-res stereo)
20. Monty Got A Raw Deal (hi-res stereo)
21. Ignoreland (hi-res stereo)
22. Star Me Kitten (hi-res stereo)
23. Man On The Moon (hi-res stereo)
24. Nightswimming (hi-res stereo)
25. Find The River (hi-res stereo)
26. Photograph (hi-res stereo)

Videos
27. Drive
28. The Sidewinder Sleeps Tonite
29. Everybody Hurts
30. Man On The Moon
31. Nightswimming (British Version)
32. Find The River
33. Nightswimming (R Version)
34. Automatic For The People Press Kit

Novo álbum do Destruction

sábado, setembro 16, 2017

A banda alemã Destruction lançará em novembro o seu novo disco. O álbum tem o título de Thrash Anthems II e chegará às lojas dia 10/11 pela Nuclear Blast.

O material dá sequência ao projeto do trio de regravar canções de seu repertório lançadas nos anos 1980, dando roupagens mais atuais para essas faixas. O primeiro volume do projeto saiu há dez anos atrás, em 2007.

Abaixo está o tracklist:

01. Confused Mind
02. Black Mass
03. Frontbeast
04. Dissatisfied Existence
05. United By Hatred
06. The Ritual
07. Black Death
08. The Antichrist
09. Confound Games
10. Ripping You Off Blind
11. Satan's Vengeance
12. Holiday in Cambodia (Dead Kennedys cover) (bonus track)

15 de set de 2017

Playlist Collectors Room: Funk

sexta-feira, setembro 15, 2017

O funk surgiu em meados dos anos 1960, por músicos que começaram a misturar gêneros como rhythm & blues, soul e jazz. O gênero é caracterizado por um forte groove geralmente centrado no baixo e na bateria, pelo uso proeminente de acordes estendidos e por uma abordagem percussiva na guitarra, calcada no uso do pedal wah-wah. O funk geralmente concentra-se menos na melodia e mais no balanço e no ritmo dançantes.

Um dos fundadores do funk foi James Brown, que implementou uma sonoridade groovy como assinatura, enfatizando o downbeat e cantando com uma voz claramente enfática. Outros nomes seminais do gênero são Sly & The Family Stone, The Meters, Funkadelic e Parliament (os dois últimos liderados por George Clinton). 

O funk também foi fundido a outros estilos musicais ao longo dos anos, como jazz (fazendo surgir o jazz-funk), música latina (o latin funk) e o rock (o funk rock). Durante o final dos anos 1970 e o início da década de 1980 o funk expandiu-se ainda mais, incorporando elementos de disco music, electro e hip-hop. Durante esse período, Prince e Rick James foram vitais para o desenvolvimento do synth funk.

O funk também avançou para países além dos Estados Unidos. Na África Ocidental surgiu uma mistura particular de vodun e funk, resultando no que muitos chamam de Afro-Funk. O artista mais importante deste estilo foi a T.P. Orchestre Poly-Rytmo de Cotonou. Na Nigéria, Fela Kuti fundiu a Highlife, a música yoruba e o funk para criar o que é conhecido como afrobeat. Índia, Etiópia e alguns países europeus também desenvolveram estilos distintos de funk, que se separaram da maneira americana de executar o gênero.

Abaixo você tem uma longa playlist com mais de 12 horas de duração, organizada em ordem cronológica, com os maiores clássicos do funk. Ela é uma excelente porta de entrada para este gênero musical tão rico e apaixonante, que vai muito além de apenas música para dançar e impactou profundamente a cultura popular e influenciou diversos estilos musicais.

Tire as crianças da sala e caia no groove!

Sons of Apollo mostra nova música, “Coming Home”

sexta-feira, setembro 15, 2017

O supergrupo Sons of Apollo publicou um novo vídeo, mostrando a inédita “Coming Home”, música que estará no auto-intitulado disco da banda. O álbum chegará às lojas dia 20/10 e sairá no Brasil pela Hellion Records.

O que temos é um prog metal bem acessível, com boas linhas vocais e um refrão bem legal.

Assista abaixo:

Evanescence mostra nova música

sexta-feira, setembro 15, 2017

O Evanescence lançará dia 10/11 o seu novo disco, Synthesis. O álbum é o primeiro trabalho inédito da banda em seis anos, desde o auto-intitulado CD lançado em 2011.

Synthesis é um disco que equilibra faixas inéditas, remixes e versões orquestradas, concebido em parceria com o produtor David Campbell.

Abaixo está “Imperfection”, primeira prévia:

Foo Fighters lança documentário em animação sobre o seu novo disco

sexta-feira, setembro 15, 2017

Concrete and Gold, novo álbum do Foo Fighters, foi lançado hoje (15/09) e já está disponível nas lojas e nos serviços de streaming.

Celebrando a data, a banda lançou um documentário com pouco mais de 6 minutos todo feito em animação, onde fala sobre o processo de gravação do disco.

O vídeo por ser assistido no player abaixo:

Heavy Metal Rock celebra aniversário e festeja disco clássico do Vulcano

sexta-feira, setembro 15, 2017

Comemorando 34 anos, a loja e selo Heavy Metal Rock preparou um show histórico. Dia 21/10 a festa vai rolar com a presença do Vulcano, Pop Javali e Circle of Infinity no palco do No Canto, em Nova Odessa (SP).

Atuando desde 1983, a Heavy Metal Rock é uma das lojas mais tradicionais do cenário brasileiro. Na ativa desde a época das cartas e fitas K7, passando pelos LPs, CDs e formatos digitais, a loja e, mais recentemente, o selo, sempre se caracterizaram por um trabalho sério e apaixonado, que trouxe muitas novidades e discos excelentes para o público brasileiro.

Além de celebrar o aniversário da Heavy Metal Rock, o show também festejará os 35 anos do clássico álbum Live, lançado pelo Vulcano em 1982 e um dos discos mais icônicos do metal extremo brasileiro. Lembrando que, após um hiato, o Vulcano voltou à ativa já há alguns anos e tem mantido vivo o seu legado, que influenciou bandas brasileiras e de todo o mundo.

Para mais informações:
email: info@hmrock.com.br
WhatsApp: (19) 99481-8669
Fone: (19) 3461-8664

14 de set de 2017

Quadrinhos: Superman - Entre a Foice e o Martelo, de Mark Millar, Dave Johnson e Killian Plunkett

quinta-feira, setembro 14, 2017

Uma das histórias mais celebradas do Superman, Entre a Foice e o Martelo está voltando às bancas e livrarias brasileiras. A HQ foi publicada pela primeira vez no Brasil pela própria Panini entre abril e junho de 2004, em uma minissérie em três edições. Dois anos depois, saiu em um encadernado com capa cartão em junho de 2006, e desde então estava fora de catálogo. Como a demanda era alta, os preços dessas edições no Mercado Livre eram estratosféricas. Recentemente, a Panini Comics realizou uma enquete em suas redes sociais perguntando para os leitores quais títulos da DC eles gostariam que fossem relançados, e Entre a Foice e o Martelo ganhou de lavada, ganhando uma nova reimpressão.

A nova edição vem em um álbum de luxo no formato 17 x 26 cm, capa dura, 172 páginas e papel couché. Escrita por Mark Millar (Os Supremos, Authority, O Velho Logan) e ilustrada por Dave Johnson e Killian Plunkett, Superman: Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son no título original) foi publicada nos Estados Unidos em três edições lançadas entre junho e agosto de 2003. Aclamada pela crítica e pelo público, a série foi indicada ao Eisner Awards em 2004.


A trama imaginada por Millar responde a um questionamento comum entre os fãs de quadrinhos: e se a nave que trouxe de Krypton o jovem Kal-El não tivesse caído no interior do Kansas, mas em outro local? E se esse local fosse a então União Soviética, protagonista de uma Guerra Fria com os Estados Unidos por décadas?

É justamente a esse cenário que somos apresentados nas páginas de Entre a Foice e o Martelo. O jovem kryptoniano (aqui não mais chamado de Clark Kent por razões óbvias) aterrissou na URSS nos anos 1930 e foi criado em uma fazenda coletiva no interior da Ucrânia. Ao chegar à puberdade, teve os seus poderes manifestados e foi para Moscou, onde instantaneamente foi agregado ao círculo restrito do Partido Comunista e passou a conviver diariamente com Joseph Stalin. Após a morte de Stalin, assumiu ele mesmo o controle, viu que literalmente poderia mudar o mundo devido ao seu imenso poder e empreendeu uma jornada pela construção de uma sociedade mais justa. No outro lado da moeda, um Lex Luthor com uma mente genial surgiu nos Estados Unidos e tornou-se o seu antagonista.

Durante a roteiro, somos apresentados a vários personagens do universo DC e também a inúmeras referências a histórias antigas, além de personagens históricos reais, o que torna a leitura ainda mais interessante. A construção de nomes como Batman, Mulher-Maravilha, Brainiac e outros intensifica características já conhecidas destes personagens, que aqui acabam se tornando os aspectos definidores de suas personalidades. O Batman, por exemplo, logicamente é o lado contrário do Superman. Com o poder que possui e uma enorme força política por trás, Kal-El impõe aquilo que acredita, queiram ou não os indivíduos viverem na sociedade idealizada por ele. O Batman, do outro lado da moeda, luta para devolver a liberdade para um povo vigiado 24 horas por dia, já que a onipresença do Superman o transformou na manifestação física do Grande Irmão de George Orwell. E aqui vale a pergunta: o filho de Krypton constrói uma utopia ou uma tirania?


Entre a Foice e o Martelo é dividida em três volumes, todos reunidos neste novo encadernado da Panini. São três movimentos de uma mesma história, que mostram o surgimento, a consolidação e a conclusão da trajetória deste Superman soviético. O texto de Millar constrói uma narrativa repleta de crítica política a ambos os lados, tanto a sociedade capitalista norte-americana quanto o mundo comunista da URSS. Já a arte de Johnson e Plunkett é competente e nada fora da curva, ainda que muito estilizada em certas passagens.

O principal problema de Entre a Foice e o Martelo está no texto de Mark Millar. Geralmente inspirado e criador de tramas repletas de massaveísmo (Kingsman, O Procurado, O Assalto), aqui as palavras de Millar surgem muito pesadas. Há momentos na história onde os diálogos beiram o constrangimento, soando extremamente forçados e nada naturais. Além disso, Millar peca pela construção de personagens extremamente caricatos, e o maior exemplo disso é o seu Lex Luthor. Ok que o início da história se passa nos anos 1940 e 1950 e talvez a ideia fosse explorar o espírito das Eras de Ouro e Prata dos quadrinhos, mas as soluções e as ideias vindas da mente de Luthor são exageradas ao extremo. 

Achei que essa sensação iria me acompanhar até o final da HQ, mas não. De maneira surpreendentemente, Mark Millar consegue colocar a trama nos trilhos e constrói um final excelente e inesperado, que soa crível ao leitor e respeita a mitologia dos personagens envolvidos, principalmente Luthor e Superman. E, como cereja do bolo, ainda homenageia a própria trajetória do Homem de Aço.



Entre a Foice e o Martelo é frequentemente citada como uma das melhores histórias do Superman, tanto pelos leitores quanto pelos críticos. Ela não está nem próxima da reinterpretação que Grant Morrison fez em Grandes Astros Superman, por exemplo, e que é na minha opinião a melhor apresentação do personagem. Mesmo assim, trata-se de uma bela história que, apesar das escorregadas de Millar no início e no meio da trama, consegue se encerrar de maneira apoteótica, proporcionando uma leitura que deixa uma agradável sensação.

Leia, pois vale muito a pena!


Lady Gaga cancela show no Rock in Rio

quinta-feira, setembro 14, 2017

O Rock in Rio postou em seu site a informação de que Lady Gaga cancelou o seu show no festival devido a problemas de saúde. 

Abaixo está o comunicado oficial da organização RIR:

Devido a fortes dores, Lady Gaga está impossibilitada de fazer apresentações. Por isso, o Rock in Rio lamenta informar o cancelamento de seu show nesta sexta-feira, dia 15. A cantora, que está sendo submetida a um tratamento por profissionais médicos especializados, enviou através do festival seu carinho para todos os fãs e agradecimento pelo apoio e compreensão.

Para garantir a festa na Cidade do Rock, a organização do evento comunica que a banda Maroon 5 substituirá a apresentação da Lady Gaga e se apresentará nesta sexta-feira, realizando assim dois shows, o primeiro no dia 15 e o segundo no dia 16. Dessa forma, o line-up do Palco Mundo neste dia 15 será composto por Ivete Sangalo, Pet Shop Boys, 5 Seconds of Summer e Maroon 5.

Apesar de não ser obrigatório, por respeito aos fãs da Lady Gaga, o Rock in Rio irá reembolsar quem desistir de vir ao evento neste dia. Para aqueles que compraram ingresso para dia 15 de setembro e optarem pelo reembolso do valor, o Rock in Rio irá disponibilizar, na sua página oficial, na próxima segunda-feira dia 18, toda a informação com o procedimento a ser adotado. Só serão reembolsados os ingressos que não forem usados, os fãs que entrarem na Cidade do Rock no dia 15 não terão direito ao reembolso. É imprescindível, para reaver o valor do ingresso, manter a pulseira em seu poder e que ela não tenha sido utilizada para entrar no festival. Não haverá devolução em dinheiro na bilheteria do evento em nenhum momento.

Review: Leprous - Malina (2017)

quinta-feira, setembro 14, 2017

Quem olha pra Noruega nos dias de hoje, acha que o país respira só o clima da cena black metal. Ledo engano! O país é capaz de fazer metal gótico, death e progressivo de imensa qualidade. Dentro dessa tangente insere-se a galera do Leprous.

A primeira vez (recente, por sinal) que soube do nome da banda, pensei que se tratasse de um grupo de black metal com aqueles logos indecifráveis. Fui escutando cada um dos seus cinco álbuns de estúdio já lançados e percebi que sua sonoridade difere bastante da escola norueguesa de metal extremo, mesmo com alguns integrantes terem participado de trabalhos de nomes como Emperor e Ihsahn.

Seu mais recente álbum, Malina, é bem diferente dos seus quatro discos anteriores. Ele tem uma sonoridade mais calma, sem a batida mais pegajosa de discos como Coal (2013) -o melhor deles, na minha opinião - e The Congregation (2015). 

A faixa que abre o CD, "Bonneville", tem um feeling jazzístico que lembra como se estivéssemos numa cachoeira olhando o curso de seu trajeto. "Stuck" já mostra uma trilha sonora diferente do que foi com a canção de abertura, onde temos uma banda mais solta, no estilo dos discos anteriores, um dos pontos altos de Malina. Já em "From the Flame", primeiro single, o ritmo continua com Eimar depositando mais sentimento no andamento da canção. 

"Iluminate" segue o mesmo molde das faixas anteriores, "From the Flame" e "Captive". Já em "Leashes" a tranquilidade entra junto com os violinos servindo de pano de fundo. Em "Mirage", temos um clima mais atmosférico onde podemos viajar em seus seis minutos e quarenta e oito segundos de som. "Malina", canção que dá nome ao álbum, põe a banda novamente num caminho mais light, no qual os violinos aparecem mais uma vez e vemos Einar Soldberg jogar-se de cabeça à medida que a canção entra em seu crescendo progressivo ditado pelos acordes. 

"The Weight of Disaster", para mim, uma das melhores do álbum, mostra seu vocalista cantando como se fosse Matt Bellamy (Muse) misturado com Omar Rodriguez Lopez (The Mars Volta), numa canção que chega a ter um quê de Opeth, num poderoso riff que explode em suspense quando chega em seu ápice.  A última faixa, "The Last Milestone", com arranjos orquestrais, é uma canção recheada de influências que vão do blackgaze ao post metal, com aquele gosto de música que dá encerramento ao disco.

Malina é um álbum carregado de sentimentos que os fãs mais tradicionais e exigentes de rock e metal progressivo vão adorar. É para ser ouvido sentado numa poltrona, como se estivéssemos num espetáculo de teatro ou num concerto sinfônico apreciando cada um desses onze capítulos. Não possui a qualidade de trabalhos como Coal (2013) e The Congregation (2015), mas tem grandes momentos durante seus 58 minutos. Sem dúvida vai entrar em algumas listas de melhores do ano e ser criticado em outras resenhas. No entanto, por tudo que fizeram até aqui, cumprem o objetivo com maestria.

Edu K agora é uma drag queen e lança novo EP; ouça com exclusividade sua nova música

quinta-feira, setembro 14, 2017

Iniciando uma nova fase em sua carreira, Edu K, do DeFalla, agora é uma drag queen. 

O novo EP do músico gaúcho, Lipstick Jungle, será lançado nesta sexta, dia 15/09, e traz sete músicas. Edu está acompanhado por uma banda formada por Z (baixo), Pedro Petracco (guitarra e teclado), Rod (guitarra) e Bruno Suman (bateria), enquanto fica responsável pelos vocais e também toca guitarra.


A sonoridade é rock and roll com pegada glitter e influências de nomes como T. Rex, David Bowie e Marilyn Manson.

Lipstick Jungle é um lançamento do Selo180. 

Abaixo, com exclusividade, você ouve “20Çeduzir”, uma das músicas do disco:

13 de set de 2017

Review: Elizabethan Walpurga - Walpurgisnacht (2017)

quarta-feira, setembro 13, 2017

Em um cenário saturado de fórmulas que se repetem à exaustão, a banda pernambucana Elizabethan Walpurga consegue se destacar por trazer uma boa dose de originalidade ao seu som. Na estrada há mais de dez anos, o grupo lançou somente agora o seu primeiro disco, e ele merece a sua audição.

O que torna a música do quinteto bastante original é a mistura entre black metal e metal tradicional. Nada que nomes como Tribulation já não tenham feito, mas que sempre soa agradável quando bem executado e com ótimas referências. A parcela black do som do Elizabethan Walpurga fica por conta dos vocais guturais de Leonardo Alcântara e, principalmente, pela inspiração lírica. O próprio título do disco entrega o jogo: Walpurgisnacht é uma data mítica celebrada em vários países europeus no dia 30 de abril. Segundo a lenda, nesta noite as portas do submundo se abrem e atraem energias renovadoras e estimulantes. Já para os adeptos do vampirismo, um texto do escritor Bram Stocker, autor de Drácula, classifica a data como o momento em que as bruxas se reuniam nas montanhas para uma orgia demoníaca. 

No aspecto instrumental, o que temos é uma música que bebe bastante na rica tradição do metal britânico, com a onipresença de duetos de guitarra e uma enorme quantidade de melodia. Esse contraste entre luz e sombra faz o Elizabethan Walpurga soar de maneira agradável, em uma dicotomia que funciona de maneira eficiente.

Walpurgisnacht traz nove músicas e foi lançado pela Shinigami Records. A produção poderia ser melhor, mas não compromete o resultado final. A energia que brota das caixas de som é forte e constante, e mostra um grupo de músicos com boas ideias e que tem tudo para alcançar um público maior com o passar dos anos.

Um belo trabalho, e que deixa claro mais uma vez que o metal brasileiro tem representantes de qualidade em todas as regiões do país.

Minha Coleção: conheça o lindo acervo de discos do mineiro Emerson Almeida

quarta-feira, setembro 13, 2017

De colecionador pra colecionador, faça uma breve apresentação para os nossos leitores.

Primeiramente, boa noite a todos os leitores da Collectors Room e amantes da boa música. Meu nome é Emerson Almeida, tenho 42 anos, nasci em Itambacuri (interior de Minas Gerais, a 450 km de BH) e moro em Belo Horizonte desde 1990. Sou chef de cozinha, técnico em áudio e vídeo (instalação) e pai da Elisa, a quem me dedico inteiramente há 6 anos. Sou casado com o Luciano há 14 anos.

Quantos discos você tem em sua coleção?

Minha coleção cresce mensalmente, pois religiosamente uma vez ou mais vou para o garimpo. Hoje tenho uma média de 1.300 LPs, 1.200 CDs, 300 fitas k7, uns 100 compactos, uns 60 singles e entre blu-rays e dvds uns 150,além de 2 laser discs ( comprados no último garimpo).

Quando você começou a colecionar discos?

Tudo começou em 1986, década de muita fertilidade musical. Meu primeiro LP foi no meu aniversário de 11 anos, presente da minha mãe. 




Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem em sua coleção?

Meu primeiro disco, que eu chamei de meu e ficava separado dos demais da casa, foi o A Kind of Magic, do Queen. Lembro que fiquei fascinado pela capa colorida. Recordo que minha mãe insistia para eu trazer o do Balão Mágico, que ainda vinha com chequinho para abrir uma poupança e um carrossel pra montar. Mais não teve jeito. Hoje eu tenho o disco, porem não o que ganhei na época. Provavelmente ele se perdeu em alguma festa que meu irmão mais velho levou.

Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um ouvinte de música, mas sim um colecionador de discos?

A ficha caiu no final dos anos 1980, início dos 1990. Eu comecei a trabalhar em 1989, e me lembro que meu primeiro salário foi para um system Gradiente 3 em 1, mais um aparelho de CD. A partir desse momento eu me tornaria um colecionador de discos, porém mais focado em CDs. O jogo so inverteria no inicio dos anos 2000. Em 1995 eu tinha um acervo de 500 CDs e uns 70 LPs.

Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de gêneros ou usa algum outro critério?

Organizar é a parte mais complicada pra mim. Os CDs eu guardo em ordem alfabética, até mesmo porque o formato é mais fácil de organizar. Já os vinis eu deixo parte em ordem alfabética. Jazz, trilhas sonoras, infantis e sertanejos ficam separados.




Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo?

Os que estão em ordem alfabética ficam em uma estante que comporta em media uns 1.000 discos. Tenho também dois box de acrílico que comportam uns 80 discos cada um, e parte de um guarda-roupas (infantis, sertanejos e coletâneas).

Que dica de conservação você dá para quem também coleciona discos?

Meu ritual é o seguinte: chego em casa com o LP, já tiro os plásticos e avalio se a capa necessita de uma restauração. As capas limpo com cera de engraxar sapatos incolor e depois passo um lustra móveis. Em capas laminadas chego usar acetona para tirar riscos de caneta e sujeiras encrostadas. 

Durante um tempo eu lavava os discos embaixo da torneira com uma solução de 500 ml de álcool isopropílico + 500 ml de água destilada e 20 ml de detergente neutro. Lavava os discos e os escorria num escorredor de pratos de plástico. Mas já deve fazer quase uns 5 anos que tenho uma máquina PHK com sistema de aspiração e uso a solução indicada pelo fabricante.


Você já ouviu tudo que tem? Consegue ouvir os títulos que tem em sua coleção frequentemente?

Todo disco que entra aqui na coleção é ouvido na íntegra, gosto desse ritual. Tem discos que ouço a semana inteira, mas outros apenas uma vez. Todos os dias eu ouço música. Meu melhor horário é à noite.

Qual o seu gênero musical favorito e a sua banda preferida?

O que predomina na coleção é o rock e suas vertentes. Jazz e outros me encantam, mas eu sou amante da boa música. Tenho várias bandas preferidas como U2, R.E.M., Pearl Jam, Radiohead, The Smiths, Smashing Pumpkins, Titãs, Legião Urbana, Paralamas, Skank, Raimundos, Zé Ramalho, Zeca Baleiro.

De qual banda você tem mais itens em sua coleção?

Certamente o U2.





Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Meu LP do Tim Maia Racional Volume 1(muito bem conservado), o box Uber Deluxe Edition U2 Achtung Baby (recheado de mimos, incluindo o óculos The Fly usado na tour), Caetano Veloso Transa em formato cubo. Tenho uma fita K7 do primeiro disco do Nando Reis da Alemanha, até o próprio Nando se espantou, nunca vi outra igual. Fita K7 dupla do álbum Mellon Collie and the Infinite Sadness do Smashing Pumpkins. Bob Marley Catch a Fire no formato zipo. Entre outras raridades.

Você é daqueles que precisa ter várias versões do mesmo disco em seu acervo, ou se contenta em completar as discografias das bandas que mais curte?

Sou desses que tem o vinil, o CD, o K7 e o DVD do mesmo título. Se eu estou garimpando e acho um disco que já tenho, porém o preço está bem abaixo do que vale, eu compro.

Além de discos (CDs, LPs), você possui alguma outra coleção?

Fitas K7, DVDs, blu-rays, curto brinquedos e bonecos.




Em uma época como essa, onde as lojas de discos estão em extinção, como você faz para comprar discos? Ainda frequente alguma loja física ou é tudo pela internet?

Eu ainda tenho sorte de Belo Horizonte ter muitas lojas de discos na ativa, então já sou amigo da galera das lojas e consigo reservas e algumas regalias com isso. Recebo muito WhatsApp das lojas com a foto do disco perguntando se eu já tenho, quando eu não tenho ele já entra na minha reserva. Quando o disco é lançamento eu tento conseguir um com melhor preço na internet.

Que loja de discos você indica para os nossos leitores? 

Aqui em BH tem várias, vamos lá:
Usados com Arte (Edifício Central e Maleta), com Alexandre.
CD Clube (Galeria do Rock, Praça 7), com Jackson ou Fofão.
Acervo LPs (Savassi), com Celio ou Márcio
Música Rara (centro), com Luiz, Rogério ou Samuel.
Entre Rock (Galeria do Rock, Praça 7), com Marcão.
All Wave Discos (Galeria do Rock, Praça 7), com Paulinho.
Hip-Hop Vinil (Sagrada Família), com Richard e Ricardo (essa é mais virtual, mas eu vou no local deles às vezes)

Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos?

Eu estava em São Paulo para um show do Zeca Baleiro, e após o show fomos pra Villa Mariana, o lugar era um bar especializado em empanadas. Estava tranquilo quando alguém me disse que tinha um senhor com alguns LPs na sacola, e estava vendendo. Daí fui dar uma olhada e comprei o primeiro do Reginaldo Rossi e o primeiro do Sidney Magal, paguei 50,00 reais nos dois (risos).





O que as pessoas pensam da sua coleção de discos, já que vivemos um tempo em que o formato físico tem caído em desuso e a música migrou para o formato digital?

A maioria das pessoas se sentem num museu, uma viajem ao tempo. Outras duvidam dos valores dos discos. Mas em geral elas se encantam.

Você se espelha em alguma outra coleção de discos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Por ser fã dos Titãs, eu sempre reverenciei a coleção do Charles Gavin.

Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de discos?

Certamente o valor financeiro é o que menos levo em consideração, o que vale é você ter aquele objeto de desejo em seu poder. Eu já comprei disco por uma música por exemplo, música essa que faz sentido apenas pra minha pessoa, pois me remete a um momento ou situação que eu vivi. Esse momento pode ser bom ou ruim, não importa.




Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais discos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Espero não chegar a esse ponto, embora eu já tenha quase tudo que gosto, mas vou abrindo o leque quando não encontro os itens da minha lista de desejos, aí se abre um novo horizonte.

O que significa ser um colecionador de discos?

Ao meu ver, ser colecionador é você ter o que lhe apetece, você construir uma coleção moldada no seu gosto musical, com sua identidade, sabe? Acredito que esses colecionadores com mais de 30 mil títulos, por exemplo, acabam se perdendo em algum momento. Mas cada um cada um, né?!!!




Qual o papel da música na sua vida?

A música sempre foi muito presente em minha vida. Desde os 4 anos de idade eu já gostava de ouvir fitas K7 com meu avô. Naquela época era Barnabé, Ângela Maria, Aguinaldo Timóteo. Meu pai era caminhoneiro e eu era DJ quando viajava com ele, pedia para colocar esta fita ou aquela, adorava manusear o toca-fitas. Ouço e penso em música a maior parte do tempo. A música me trouxe amigos queridos que eu jamais encontraria em outra situação, amigos de verdade mesmo. A vida seria um equívoco sem a música.

Pra fechar: o que você está ouvindo e o que recomenda para os nossos leitores?

Para a entrevista eu ouvi Kraftwerk - Electric Cafe (LP), Eddie Vedder - Ukulele Songs (CD) e Filipe Catto - Fôlego (CD). Recomendo a banda Iron and Wine (Samuel Beam), descobri num desses garimpos da vida. Gostaria de agradecer muito a oportunidade de participar da entrevista, foi um prazer imenso.

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE