11 de mai de 2018

Review: Jack White - Boarding House Reach (2018)

sexta-feira, maio 11, 2018

Certos discos desafiam o ouvinte. Boarding House Reach, terceiro álbum solo de Jack White, enquadra-se nessa categoria. Depois de dois bem sucedidos trabalhos onde bebeu nas raízes do blues e do rock e temperou a mistura com alguns ingredientes contemporâneos para criar uma sonoridade bastante atraente e original, o ex-White Stripes virou tudo de cabeça para baixo em seu novo disco.

Boarding House Reach saiu no final de março. Quase 45 dias depois, essa resenha está sendo escrita. Quando tive o primeiro contato com o álbum, não entendi nada. Absolutamente nada. E confesso que isso me frustrou e me irritou, porque gostei muito tanto de Blunderbuss (2012) quanto de Lazaretto (2014). Apesar disso, não me dei por vencido e retornei ao disco diversas vezes durante todo esse tempo. Talvez essa atitude tenha aos poucos “amaciado” os meus ouvidos, acostumando-os às experimentações propostas pelo vocalista e guitarrista. É, talvez tenha sido isso.

O fato é que Boarding House Reach não é, em nenhum aspecto, um disco fácil. Assim como não é, em nenhum momento, um álbum ruim. Trata-se do trabalho mais experimental da carreira solo de Jack White, um cara que sempre gostou, desde os tempos do The White Stripes, de romper limites e ver até onde poderia levar a sua música. Em seu novo trabalho, White experimenta com colagens sonoras, efeitos eletrônicos, vocais que se aproximam do rap e canções estruturalmente estranhas, com andamentos longe do comum e ideias nada óbvias. Essa postura, por si só, já é digna de elogios e mostra a inquietude de um músico que já passou dos 40 anos, dono de uma carreira com duas décadas de duração e ainda disposto a desafiar sua criatividade.

Como acontece com todos esses álbuns que causam estranheza aos nossos ouvidos ao nos depararmos com eles pela primeira vez, Boarding House Reach requer um tempo e um estado de espírito para que se consiga entender o que Jack White está propondo. E, quando finalmente conseguimos assimilar o que sai das caixas de som, o arrebatamento é inevitável. Não vou ser hipócrita e afirmar que estamos diante de um disco genial, até porque não acho isso. Mas não há como negar que há uma enorme dose de talento e inventividade presente nas treze faixas do trabalho, em doses tão grandes que em alguns momentos o ouvinte é realmente desafiado a conseguir entender o que está acontecendo.

A canção mais convencional do álbum é “Over and Over and Over”, não por acaso a faixa que a maioria do povo que escutou o trabalho apontou como destaque imediato. Claro, ela não causa estranheza e não rompe com nada, é “apenas" uma senhora composição dona de um ótimo riff. Todos os elogios são merecidos.

Há ecos, por exemplo, da inesquecível e injustamente pouco conhecida Incredible Bongo Band espalhados aqui e ali. Eles aparecem em doses homeopáticas em “Over and Over and Over”, mas assumem o protagonismo em “Corporation”, com percussões e batidas que fazem o coração e o corpo pulsarem. O clima urbano e contemporâneo dá as caras em faixas como “Everything You’ve Ever Learned” e sua letra declamada. A abertura, com “Connected By Love”, mostra como o U2 manteria o seu ar profético mesmo sendo mais experimental. “Respect Commander” é, provavelmente, a síntese da explosão de ideias de Boarding House Reach, com colagens, riffão meio Jimmy Page e uma passagem que é jazz-rock puro lá no meio.

A questão é que não há como sair indiferente após a audição do novo álbum de Jack White. E essa sensação, em uma época em que somos expostos a um volume imenso de informação musical e pouco guardamos em nossos ouvidos, é algo digno de elogios.

Boarding House Reach é um disco corajoso. E, em grande parte de suas canções, acerta na experimentação. Algumas faixas, principalmente o trio final, são realmente dispensáveis, mas há momentos fortes em maior número, o que faz a audição valer a pena.

Insista, você não irá se arrepender.

Hypnotic Brass Ensemble retorna ao Brasil para três shows

sexta-feira, maio 11, 2018

A Powerline, em parceria com a Agência Alavanca, traz de volta ao Brasil o renomado grupo de jazz Hypnotic Brass Ensemble. Serão três apresentações, nos dias, 25, 26 e 27 de maio, a primeira data no Sesc Ribeirão Preto e as outras duas em São Paulo, no Sesc Pinheiros. 

O grupo vem ao Brasil em turnê de lançamento do álbum Book of Sound (2017) e o repertório dos shows também reúne temas dos discos anteriores.

Originado em Chicago (EUA), o grupo é formado por filhos do trompetista Phil Cohran, que integrou a Sun Ra Arkestra e participou da fundação da AACM - Association for the Advancement of Creative Musicians.

Influenciados pelo spiritual jazz do anos 1950 e 1960, e também por funk, soul e hip hop, os músicos, hoje com base em Nova York, lançaram os primeiros registros no início dos anos 2000, de forma independente. 

Os grooves pesados e a incrível variedade rítmica fizeram com que a superbanda rapidamente chegasse a festivais e palcos de todas as partes do mundo. As vibrantes performances ao vivo também garantiram colaborações e parcerias com nomes como Wu Tang Clan, Tony Allen e Gorillaz. 



10 de mai de 2018

Uma incrível versão funk de “Enter Sandman”, do Metallica

quinta-feira, maio 10, 2018

A banda norte-americana The North 41 lançou o seu novo single, e ele é uma versão funk para “Enter Sandman”, maior hit do Metallica. 

Dançante pra caramba, a releitura ficou sensacional e é uma prévia do novo disco do grupo, ainda sem data de lançamento e que é o sucessor do debut Dancing & Praying (2015). A gravação está disponível também nos serviços de streaming.

Aumente o volume e tire as crianças da sala!

Novo material ao vivo dos Rolling Stones resgata turnê de 1999

quinta-feira, maio 10, 2018

Os Rolling Stones confirmaram o lançamento de um novo material ao vivo chamado From the Vault San Jose 1999, que estará disponível para venda a partir de 13 de julho. 

O show da No Security Tour possui um setlist um pouco diferenciado dos usuais da banda, já que os concertos realizados nos Estados Unidos ocorreram em arenas fechadas, com mediana capacidade de público. Entre as atrações estão "I Got the Blues", "Respectable", "Route 66" e "Some Girls".

O show estará disponível em Blu-ray, DVD, CD + DVD e vinil triplo. Não há ainda informação sobre lançamento nacional.

O material tem 118 minutos e foi gravado na San Jose Arena, diante de 30 mil pessoas. Houve dois shows na cidade naquela tour. A apresentação presente na gravação é a que aconteceu no dia 19 de abril de 1999. Este é o primeiro registro oficial da No Security Tour.

Setlist e trailer abaixo:

Jumpin’ Jack Flash
Bitch
You Got Me Rocking
Respectable
Honky Tonk Women
I Got the Blues
Saint of Me
Some Girls
Paint It Black
You Got the Silver
Before They Make Me Run
Out of Control
Route 66
Get Off of My Cloud
Midnight Rambler
Tumbling Dice
It’s Only Rock ‘N’ Roll (But I Like It)
Start Me Up
Brown Sugar
Sympathy for the Devil



9 de mai de 2018

Ari Borger Trio mistura jazz, rock e blues em novo disco

quarta-feira, maio 09, 2018

Mestre em piano blues, boogie woogie e hammond B3, Ari Borger é um dos grandes nomes do blues brasileiro e um dos principais pianistas do Brasil em atividade. Em mais de 25 anos de carreira, se apresentou ao lado de lendas como Johnnie Johnson e Pinetop Perkins e abriu o show de artistas como B.B. King. Em maio, o artista lança seu sétimo álbum, Rock’n Jazz, ao lado de Marcos Klis, no contrabaixo acústico, e Humberto Zigler, na bateria e percussão, que juntos formam o Ari Borger Trio. 

Os músicos, que por anos tocaram em formação de quarteto no Ari Borger Quartet, ao lado do guitarrista Celso Salim, selecionaram canções que já estavam presentes no repertório de shows para compor o disco novo. “Quando você toca em trio, sem o guitarrista, acaba mudando o conceito musical, pois não é preciso combinar a harmonia com a guitarra, o que garante a todos uma liberdade musical muito maior”, conta Borger. 

Quando o Salim foi morar fora do Brasil, Borger, Zigler e Klis viram a nova formação aparecer como um caminho natural a ser seguido, e, a partir daí, passaram a focar nessa proposta. Como o repertório dos músicos é muito grande – eles tocam juntos há dez anos –, a seleção foi como um caminho, uma perseguição, a uma ideia ousada: compor um disco com clássicos do rock and roll tocados com roupagem autoral, jazzística, sem deixar de lado a influência do blues e do soul. O plus do álbum são as músicas próprias, influenciadas pelo som de New Orleans - onde Borger morou por um ano e gravou seu primeiro disco - e ritmos brasileiros. “Nosso som é bem misturado. É soul, blues, jazz e rock. Tentamos pegar todos esses estilos musicais e colocar numa linguagem única, tendo como inspiração a linguagem da música negra norte-americana”, classifica Ari. 


Em Rock’n Jazz, destacam-se as releituras de "Come Together" (The Beatles), "Miss You" (The Rolling Stones), "Sunshine of Your Love" (Cream) e "House of the Rising Sun" (The Animals), que ganham novos arranjos. “Misturar o rock com jazz e blues, para mim, é muito natural. Não é uma junção difícil, porque eles conversam muito. O rock veio do blues, então há essa história que quisemos resgatar”, comenta Borger.

Além destas, o disco traz músicas de pianistas da época de ouro da Blue Note Records, célebre gravadora norte-americana de jazz, e duas faixas autorias: "Samba de Roads" e "Crazy Dog”, ambas criações de Ari, cada uma num estilo. Enquanto "Crazy Dog" é uma mistura do som de New Orleans, cujo soul é bem especifico e já havia sido tocada em apresentações anteriores, "Samba de Roads" é inédita. Composta há alguns anos, foi engavetada e ganhou finalização com a concretização do disco novo. “O nome vem do fato de eu ter colocado alguns elementos brasileiros de samba na segunda parte dela e pelo ‘roads’, que é um piano elétrico muito utilizado ao longo da história da música”, explica Borger. 

O álbum, que será lançado em todas as plataformas digitais no dia 17 de maio, terá uma apresentação de pré-lançamento no mesmo dia, às 21h, no Bar Must, dentro do Tivoli Mofarrej. “Esse é o disco que mais apostei na minha carreira. Ele funciona muito bem ao vivo, as pessoas se identificam com ele, e quebra uma barreira da música instrumental. Queremos derrubar esse paradigma, mostrar que um show de música instrumental pode envolver e cativar o público, algumas vezes até mais que numa música que tem voz”, finaliza o músico. 

(Fotos de Lilian Knobel)

Review: Voodoo Circle - Raised on Rock (2018)

quarta-feira, maio 09, 2018

Em seu quarto disco, o quinteto alemão Voodoo Circle segue fazendo a alegria de quem curte hard rock. Em Raised on Rock, a banda entrega mais uma vez um rock pesado e influenciado por grandes nomes do estilo durante os anos 1980, como Whitesnake, Rainbow e Scorpions.

O álbum, que foi lançado em fevereiro, é um passeio pelas diversas facetas pelo hard & heavy daquela época, mas traz uma pegada contemporânea que faz com que nada soe datado. E além disso, a banda ainda tem a manha de incluir referências em suas composições que deixam claro para os mais lentos quais são as suas inspirações - “Higher Love”, por exemplo, é prima irmã de “The Zoo”, do Scorpions. Em “Walk the Line”, a lembrança é de “Crying in the Rain”, do Whitesnake. E tudo isso é feito com propriedade e conhecimento de causa, nunca resvalando para o plágio puro e simples - lá no meio de “Where in the World We Love”, por exemplo, tem uma referência escondida para “Is This Love”, também da banda de David Coverdale.

Apesar de passar longe da originalidade, o Voodoo Circle consegue entregar um disco agradável e que proporciona uma audição divertida. O tracklist é muito bem balanceado entre canções agitadas e momentos mais contemplativos, onde a banda explora baladas e faixas épicas como “DreamcHaser”, uma clara homenagem aos primeiros anos do Rainbow.

Já escrevi isso algumas vezes, mas é sempre bom repetir: existem momentos em que você só precisa de um bom disco de rock como companhia, um álbum honesto, bem tocado e que não queira reinventar nada. Raised on Rock é um desses discos, e revela-se uma ótima companhia.

Quadrinhos: Novos Vingadores - Um Mundo Perfeito, de Jonathan Hickman, Valerio Schiti e Kevin Walker

quarta-feira, maio 09, 2018

Jonathan Hickman foi o arquiteto de uma das melhores sagas que a Marvel publicou recentemente. Guerras Secretas trouxe os personagens da editora lutando contra a implosão do multiverso, com mundos e mundos chocando-se uns contra os outros enquanto os super-heróis enfrentavam dilemas morais imensos ao ter que decidir entre morrer ou matar um planeta inteiro para poder seguir em frente.

Toda essa fase está sendo republicada pela Panini em encadernados de capa dura, que estão chegando às bancas com os capítulos da saga, que foi bastante longa e culminou no mega evento Guerras Secretas. A obra de Hickman está sendo compilada nos encadernados de Vingadores e Novos Vingadores, e sua leitura é muito indicada para quem gosta de super-heróis e também para aqueles que pensam, de forma equivocada, que nada de interessante tem sido feito na Marvel nos anos recentes.

Até o momento a Panini publicou 6 encadernados de Vingadores - na ordem: Mundo de Vingadores, O Último Evento Branco, Prelúdio para Infinito, Infinito, Adapte-se ou Morra e Vingadores Infinitos - e 4 encadernados de Novos Vingadores - também na ordem: Tudo Morre, Infinito, Mundos Paralelos e Um Mundo Perfeito. No meio disso tudo, o run de Jonathan Hickman ainda conta com a saga Infinito, que saiu aqui em um encadernado especial com mais de 200 páginas.


Dado o contexto, quero falar sobre a leitura de um dos volumes de toda essa saga, o capítulo chamado Um Mundo Perfeito. Aqui, vemos os Illuminati, grupo secreto formado pelo Homem de Ferro, Pantera Negra, Reed Richards, Fera, Raio Negro, Bruce Banner, Doutor Estranho e Namor, tendo que lidar com mais uma incursão, que é o termo utilizado para explicar quando um mundo entra em rota de colisão com outro. A única solução, quando isso acontece, é matar todo esse outro planeta para que a sua própria terra, e consequentemente você e todos que você ama, sobrevivam e possam seguir em frente. A tarefa, por mais inglória e questionável que seja, estava sendo aceita pelos Vingadores porque os mundos que até então eles tiveram que enfrentar eram realidades bastante questionáveis, lotadas de vilões e coisas do tipo. Porém, em Um Mundo Perfeito a coisa muda de figura e eles precisam confrontar heróis tão nobres quanto eles próprios.

Esses heróis são uma releitura de Hickman para a Liga da Justiça. Sim, o super grupo da DC representado em uma saga da Marvel e rebatizado como Grande Sociedade. Temos novas versões do Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Caçador de Marte e Shazam em confronto direto com os Vingadores. E esse embate gera momentos de discussão muito bem escritos por Hickman, que consegue embutir nas conversas dos personagens os conceitos da própria Marvel e DC, expondo as diferenças e abordagens distintas com que cada uma das editoras construiu seu próprio universo. Temos os personagens da Marvel sendo mais práticos, já com um plano de contingência caso algo dê errado, enquanto a DC, representada principalmente pela versão do Superman batizada como Deus do Sol, vem carregada de esperança e acreditando no altruísmo e na nobreza dos envolvidos. Esse confronto de ideias é escrito de maneira muito inspirada por Hickman, que pinta os personagens da Marvel com diversos tons de cinza, mostrando que cada um deles possui personalidades complexas e que todos estão longe da perfeição. E é justamente esse aspecto que os torna tão próximos de nós, seres humanos comuns, proporcionando uma identificação profunda com os conflitos apresentados nas páginas.


O nível filosófico e a profundidade das discussões apresentadas em Um Mundo Perfeito impressionam por destoarem bastante do que é visto, de modo geral, em um título blockbuster como Os Vingadores. As escolhas, as decisões e os dilemas vividos pelos personagens mostram suas contradições enquanto seres humanos, e ajudam o leitor a pensar e analisar as decisões que ele próprio toma para direcionar a sua vida. A sequência final, onde é preciso agir literalmente para evitar a destruição de dois mundos, é particularmente emocionante e vem carregada de sentimentos. 

Com texto incrível e arte dividida entre Valerio Schiti e Kevin Walker, Um Mundo Estranho é uma das melhores HQs publicadas pela Marvel em muito tempo. Recomendo a leitura e também toda a saga dos Vingadores escrita por Jonathan Hickman, incluindo a sensacional conclusão presente em Guerras Secretas e que abriu caminho para a renovação de todo o universo da Casa das Ideias. 

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Rita Lee anuncia novo livro

quarta-feira, maio 09, 2018

E parece que Rita Lee gostou de sua aventura como escritora. Após a autobiografia e o livro Dropz, a cantora anunciou que lançará uma nova obra em julho.

FavoRita sairá pela Editora Globo e trará fotos e textos inéditos de Rita.

Uma curiosidade: o título é o mesmo de uma canção presente no álbum Saúde, de 1981.

8 de mai de 2018

Editora Abril suspende coleção de clássicos da Disney

terça-feira, maio 08, 2018

A Editora Abril suspendeu o lançamento de novos volumes das coleções de luxo destinadas aos clássicos da Disney. O anúncio não foi feito oficialmente pela editora, porém as pessoas que entraram em contato com a Abril através de suas redes sociais receberam como resposta um lacônico “estes lançamentos estão suspensos e não temos uma nova data prevista”.

Atualmente, a editora estava publicando várias coleções de maneira simultânea, todas lançadas em encadernados de capa dura e com acabamento de luxo como Os Anos de Ouro do Mickey, Pato Donald por Carl Barks e Biblioteca Don Rosa. Edições destas coleções começaram a aparecer em bancas e livrarias com preços bem mais baixos nas últimas semanas, remarcados pela própria editora. Isso levantou uma suspeita entre os colecionadores de quadrinhos de que talvez elas não estivessem alcançando as vendas planejadas, suspeita essa que parece se confirmar com a suspensão da publicação de novos volumes.

A Editora Abril vem enfrentando sérios problemas administrativos há alguns anos. Uma parcela considerável do seu portfolio de revistas foi descontinuado e demissões periódicas de grandes números de funcionários viraram uma triste rotina naquela que já foi a maior editora do Brasil. Além disso, o Grupo Abril está tentando parcelar o valor das rescisões trabalhistas consequentes, em mais uma demonstração de que a situação financeira da empresa não é das melhores.

Aguardamos um pronunciamento oficial da Abril a respeito.

Review: Michael Schenker Fest - Resurrection (2018)

terça-feira, maio 08, 2018

Michael Schenker é um dos maiores guitarristas da história. E também é dono de um dos temperamentos mais instáveis e difíceis do show business. Sua passagem pelo Scorpions e o período no UFO, onde alcançou o status de guitar hero, foram pródigos em grandes canções e também em tretas memoráveis. E foi justamente essa incapacidade em permanecer por muito tempo em uma banda que acabou prejudicando a carreira de Michael. Caso tivesse sido mais estável, o reconhecimento para o seu incrível talento seria muito maior.

Pois bem. Celebrando sua carreira, o guitarrista criou o Michael Schenker Fest, show que rodou alguns países trazendo na bagagem os vocalistas Robin McAuley (parceiro no Michael Schenker Group), Gary Barden (também ex-MSG), Graham Bonnet (ex-Rainbow, Alcatrazz e MSG) e Doogie White (ex-Rainbow e Michael Schenker’s Temple of Rock). A boa aceitação a essas apresentações motivou a gravação de um disco não apenas com o quarteto de vocalistas, mas também com as participações de Kirk Hammett, Steve Mann (guitarra e teclado), Chris Glen (baixo) e Ted McKenna (bateria).

Ainda que longe de seus melhores momentos no UFO, Resurrection é um bom álbum. A sensação é de estarmos ouvindo um trabalho honesto, onde Schenker passeia pelas diversas facetas de sua carreira, ora aproximando-se do heavy metal ora caminhando pelas estradas do hard rock. 

A presença de Hammett na música de abertura dá um ótimo início ao disco. Fã de longa data do alemão, Kirk duela com Michael nos solos da canção, emulando seu estilo e mostrando que pode fazer muito mais do que faz no Metallica. E é preciso dizer: como é bom ouvi-lo solar sem o uso do pedal wah-wah.

Ainda que em alguns momentos o disco aproxime-se demasiadamente do pop, como na fraca “Messin' Around”, o saldo final é positivo. Doogie White é o grande destaque, e a cada vocal seu fica a sensação de que ele merecia chegar mais longe do que chegou. Graham Bonnet aparenta estar com a voz já cansada, mas ainda consegue entregar bons momentos. E Robin McAuley continua o bom vocalista de sempre. Os quatro cantam juntos em apenas duas músicas, “Warrior" e “The Last Supper”, e quando isso acontece o trabalho ganha outra proporção, com as canções chegando a lembrar, estruturalmente, o que Tobias Sammet faz à frente do seu Avantasia.

Um bom disco de rock, como há algum tempo Michael Schenker não entregava aos fãs.

Encontro de motociclistas celebra legado de Ronnie James Dio

terça-feira, maio 08, 2018

Aconteceu no último domingo (06/05) a quarta edição do Ride for Ronnie, encontro de motociclistas que homenageia o falecido Ronnie James Dio. O evento teve como sede o Los Encinos State Historic Park, na California, e toda a renda arrecada foi repassada para o Ronnie James Dio Stand Up and Shout Cancer Fund. Dezenas de músicas estiveram presentes, assim como fãs do vocalista e de rock pesado/metal que tem ou perderam amigos e familiares vítimas do câncer.

Os participantes percorreram o trajeto entre a loja da Harley-Davidson em Glendale, tradicional ponto de encontro, e o parque, com a viúva de Ronnie, Wendy, à frente. London Hudson, filho de Slash, foi um dos participantes. Baterista, ele tocou uma versão de “The Mob Rules” com a banda presente no evento. A festa contou também com shows da banda tributo ao Lynyrd Skynyrd, One More From the Road, de Beasto Blanco. do Dio Disciples e do Adler Allstars, liderado pelo ex-Guns N’ Roses, Steven Adler.

Abaixo você confere algumas fotos do evento:








Os 10 quadrinhos mais vendidos do século XXI

terça-feira, maio 08, 2018

Os dados são do mercado norte-americano e foram levantados pelo Newsarama - matéria original aqui.

Mesmo não apresentando os números da década de 1990 - leia aqui -, o mercado de quadrinhos tem apresentando uma boa reação nos últimos anos, com sete dos títulos presentes neste top 10 sendo HQs publicadas há apenas três anos.

A lista abaixo mostra os títulos mais vendidos do ano 2000 até o momento, a editora que o lançou, o número de exemplares comercializados e a data de sua publicação no mercado norte-americano. Há um domínio da Marvel em relação à DC - 6 da Marvel e 3 da DC -, enquanto um título da Image completa a lista.

Esses são os 10 quadrinhos mais vendidos do século XXI até o momento:

10 Harley Quinn #1 (DC, 359.957 exemplares vendidos, agosto de 2016)
9 The Walking Dead #100 (Image, 384.800 exemplares vendidos, julho de 2012)
8 Civil War II #1 (Marvel, 391.500 exemplares vendidos, junho de 2016)
7 Star Wars: Vader Down #1 (Marvel, 410.600 exemplares vendidos, novembro de 2015)
6 Dark Knight III: The Master Race (DC, 449.100 exemplares vendidos, novembro de 2015)
5 Action Comics #1000 (DC, 449.787 exemplares vendidos, abril de 2018)
4 Amazing Spider Man #583 (Marvel, 530.500 exemplares vendidos, janeiro de 2009)
3 Secret Wars #1 (Marvel, 550.500 exemplares vendidos, maio de 2015)
2 Amazing Spider Man #1 (Marvel, 559.200 exemplares vendidos, abril de 2014)
1 Star Wars #1 (Marvel, 1.073.000 exemplares vendidos, janeiro de 2015)

7 de mai de 2018

Quadrinhos: O Legado de Júpiter - Livro Dois, de Mark Millar e Frank Quitely

segunda-feira, maio 07, 2018

Mark Millar já havia explorado a ideia de super-heróis assumindo o controle do mundo em Authority - séria criada por Warren Ellis que o escocês assumiu após a saída do escritor inglês -, mas a abordagem que ele adota em O Legado de Júpiter é diferente. Enquanto no excelente Authority o ar de “massaveísmo" dava o tom, com lutas grandiosas e diálogos afiados brotando em todas as páginas, na igualmente ótima O Legado de Júpiter vemos Millar explorar a fundo as potenciais consequências de um mundo onde os super-heróis não se limitam apenas à luta com vilões e passam a interferir também na economia, na política e em todas as esferas da sociedade.

A série, que conta com os desenhos incríveis e cheios de personalidade de Frank Quitely, acaba de ter o seu segundo volume lançado no Brasil. Com um grande intervalo de tempo em relação ao primeiro, que a Panini publicou por aqui em agosto de 2016, O Legado de Júpiter - Livro Dois (capa dura, 136 páginas, papel couché) chegou às bancas no final de abril e dá sequência ao raciocínio desenvolvido por Millar no primeiro volume.



Nesta segunda parte, os super-heróis assumiram o controle dos Estados Unidos, que passa a ser governado pelo filho do antigo maior herói do mundo, que possuía uma certa semelhança conceitual com o Superman. O problema é que esse jovem sempre foi um indivíduo mimado e arrogante, e isso acaba refletindo nas decisões que ele toma à frente do governo americano. Esse é o ponto de partida para Millar criticar de maneira veemente o autoritarismo, o fascismo e outros aspectos que varrem a liberdade individual para debaixo do tapete. A relação dos EUA com outras nações é afetada, o país sofre as consequências e a população, que deveria ter o seu bem estar como prioridade, é ignorada pelo novo governo.

Acontece que esse carinha que assumiu o poder tem uma irmã. E é justamente ela a contrapartida para as suas atitudes questionáveis. Não tendo mais super-heróis para recorrer, já que todos ficaram fascinados com a proposta do novo mundo no qual estão envolvidos, a solução é recorrer para pessoas superpoderosas consideradas “vilãs" e montar um grupo para tentar conter as ações do garoto mimado que está no poder. Nesse aspecto, o drama familiar que permeou todo o primeiro volume ganha novos contornos, com um embate contundente e cheio de discussões filosóficas sobre o que cada um dos lados prega e defende, com argumentos prós e contras sendo colocados na mesa. E a chegada de um indivíduo das antigas, amargo e desiludido com tudo e com todos, é a cereja do bolo na construção de um universo de personagens apaixonante.



A arte de Frank Quitely é um caso à parte. A forma como ele retrata os poderes de cada personagem que surge nas páginas é de cair o queixo, um exercício de imaginação que conquista o leitor pelo preciosismo e pelas belas soluções apresentadas. Além disso, a narrativa gráfica de Quitely possui tons cinematográficos, fazendo com que a união entre a arte e o texto de Millar transmita a sensação de estarmos assistindo a um blockbuster muito bem feito.

Apesar de alguns erros de ortografia e de revisão, O Legado de Júpiter - Livro Dois é uma excepcional HQ, um título bastante fora da curva e que apresenta ideias e questionamentos alinhados com o que os Estados Unidos e o mundo vivem atualmente. 

Leitura obrigatória, e não só para fãs de quadrinhos.

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Paul McCartney e Rolling Stones estão acertando novos shows no Brasil

segunda-feira, maio 07, 2018

Dois dos maiores nomes do rock estão negociando novos shows no Brasil e devem retornar ao país em breve. Segundo o jornalista Lúcio Ribeiro, do Popload, os novos shows de Paul acontecerão em novembro, enquanto os Stones tocarão em fevereiro.

Não há nada oficial até o momento, ainda é tudo papo de bastidores, mas ambos estão com novas turnês e são sempre bem-vindos em palco brasileiros.

A última passagem de Macca pelo Brasil foi em 2017, enquanto Mick Jagger e companhia tocaram em 2016 por aqui.

Assista documentário em que irmã de Cliff Burton conta a história do icônico baixista

segunda-feira, maio 07, 2018

Um novo documentário sobre Cliff Burton, baixista do Metallica falecido em 1986, acaba de ser lançado. O doc tem o título de The Salvation Kingdom e traz a história de Cliff contada por sua irmã, Connie Burton.

O filme foca bastante na vida pessoal do músico, fala sobre a sua infância, seus hábitos excêntricos, suas influência, sua visão de mundo e outros pontos.

Você pode assistir ao documentário na íntegra no player abaixo:



Eaglemoss anuncia o lançamento de nova série de Graphic Novels da DC Comics

segunda-feira, maio 07, 2018

A Eaglemoss, que já publica no Brasil a coleção DC Comics Graphic Novels - atualmente no volume 65, Batman: A Luva Negra -, anunciou o lançamento de mais uma série de títulos com clássicos da editora das lendas.

Chamada DC Graphic Novels - Sagas Definitivas, a série republicará no Brasil oito séries que estão entre os momentos mais aclamados pelos fãs da DC. São elas: Crise nas Infinitas TerrasCrise Infinita, Universo DC: Legados, Crise Final, Crise de Identidade, DC: Um Milhão (em dois volumes), O Dia Mais Claro (também em dois volumes) e Invasão. Todas serão publicadas em capa dura e com acabamento de luxo, seguindo o mesmo padrão que a Eaglemoss já vem fazendo na coleção DC Graphic Comics Graphic Novels.

Alguns comentários: várias dessas séries anunciadas pela Eaglemoss foram republicadas pela Panini, porém a maioria delas está fora de catálogo. Crise Infinita (saiu pela Panini em 2015), Crise Final (pela Panini em 2014), Crise de Identidade (pela Panini em 2007) ganharam encadernados da Panini, porém os três são bastante difíceis de encontrar atualmente, principalmente Crise de Identidade. O Dia Mais Claro saiu no Brasil em treze volumes entre 2011 e 2012, pela Panini, mas nunca foi encadernado. Já Crise nas Infinitas Terras saiu várias vezes aqui no Brasil, inclusive em uma edição definitiva repleta de extras que será relançada em 2018 pela Panini.

Duas das séries anunciadas só foram publicadas aqui há muito tempo, no período anterior à chegada da Panini e ainda pela editora Abril, ambas em formatinho. DC: Um Milhão saiu em 2000 e Invasão chegou às bancas entre o final de 1990 e o início de 1991.

Universo DC: Legados, de acordo com os dados do Guia dos Quadrinhos, o maior banco de dados sobre HQs publicadas no Brasil, nunca foi lançada no Brasil (se essa informação estiver errada, por favor corrijam).

A Eaglemoss não informou a partir de que data essa nova série chegará nas bancas.

As capas abaixo são das edições lançadas no mercado norte-americano pela DC Comics.



















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