Por que Quadra, do Sepultura, foi ignorado pela crítica internacional?


Com a publicação das listas de melhores discos de 2020, que surgem aos montes no final do ano, uma coisa chamou a atenção quase imediatamente: a completa ausência de Quadra, último álbum do Sepultura, nesses levantamentos. Aclamado no Brasil tanto pelos fãs quanto pela imprensa, o disco passou batido mundo afora. Mas quais os motivos disso?

Decibel, Revolver, Kerrang!, Stereogum, PopMatters e praticamente todos os principais veículos do jornalismo musical não incluíram Quadra em suas listas de melhores de álbuns de 2020. As únicas exceções foram a Metal Hammer, que colocou o disco na posição 30 do seu top 50 do ano, e o Loudwire, que compilou, sem ordem de preferência, os 70 melhores discos do ano e inclui o novo trabalho do Sepultura entre eles. A própria análise do Loudwire nos dá pistas para entender porque Quadra foi ignorado pelas demais revistas e sites:

“Os fãs podem discutir sobre o ‘verdadeiro’ Sepultura até ficarem roxos, mas Quadra é facilmente o melhor álbum do Sepultura desde Roots. Os veteranos brasileiros combinam canções épicas com thrash implacável e produção perfeita no nível de The Gathering, do Testament. Músicas como "Isolation" e "Last Time" são clássicos instantâneos do thrash e, com Quadra, Eloy Casagrande, sem dúvida, se junta aos maiores bateristas de metal de todos os tempos”.

O ponto que merece destaque nessa breve análise feito pelo Loudwire é esse: “os fãs podem discutir sobre o ‘verdadeiro’ Sepultura até ficarem roxos”. Essa é uma velha discussão entre uma parcela de fãs aqui no Brasil, que até hoje não aceitaram Derrick Green na banda. E aqui eu mesmo faço uma espécie de mea culpa, pois confesso que não gosto muito dos discos do Sepultura entre Against (1998) e Roorback (2003), pois para mim a banda ficou muito experimental nesse período, afastando-se do metal e flertando com experimentações direcionadas pelo guitarrista Andreas Kisser. Porém, a partir de Dante XXI (2006) o grupo começou a retornar para o metal e isso me agradou de imediato. E esse processo culminou com a entrada de Eloy Casagrande e os três álbuns mais recentes, The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013) e os sensacionais Machine Messiah (2017) e Quadra.

A saída de Max Cavalera, e posteriormente a de seu irmão Iggor, foram um duro golpe na história do Sepultura. Isso é inegável. A partida de Max, especialmente, abalou profundamente as estruturas e acabou levando o quarteto a ser dispensado pela gravadora Roadrunner em 2002. A partir desse momento, a massiva divulgação dispensada à banda se encerrou, e os álbuns do grupo passaram a ter menos destaque mundo afora. Ainda que a então nova gravadora dos caras no mercado internacional, a Steamhammer, tenha feito um bom trabalho, sair do cast da Roadrunner, onde eram um dos principais nomes, e figurar apenas como uma das contratadas de um selo menor impactou a trajetória comercial da banda. Os discos do Sepultura continuaram sendo lançados mundo afora, porém não mais em todos os mercados que a Roadrunner cobria.


Falando especificamente de Quadra, além da edição brasileira (que saiu pela BMG) o álbum foi lançado na Europa (pela Nuclear Blast), Estados Unidos (Nuclear Blast) e Japão (Chaos Reigns). O contrato com a Nuclear Blast, que é hoje a principal gravadora de heavy metal do planeta, teve início em 2011 com Kairos. Mas, mesmo com os discos chegando aos principais mercados fonográficos, basta fazer uma pesquisa em sites e canais do YouTube especializados em metal para perceber o quanto o Sepultura é praticamente ignorado e até mesmo menosprezado lá fora atualmente.

A razão? A mesma de sempre: uma parcela enorme não só de fãs, mas como dos próprios jornalistas, parou de acompanhar ou simplesmente não prestou mais atenção na banda após a saída de Max. O Sepultura encolheu no cenário do metal mundial, deixando de ser vista como uma banda com potencial para ser o novo Metallica (e cuja máquina de divulgação, já pronta e preparada pela Roadrunner, foi aplicada com enorme sucesso no Slipknot depois de implosão do grupo mineiro, em 1996) para se tornar uma das dezenas, centenas, boas bandas espalhadas mundo afora. As experimentações sonoras lideradas por Andreas, ainda que tenham servido artisticamente para o grupo encontrar e desenvolver uma nova identidade sonora pós-Max, também contribuíram para o enfraquecimento do nome do Sepultura no mercado. O fato é que muita gente não só aqui no Brasil, mas também internacionalmente, ainda tem na cabeça a imagem do Sepultura com os irmãos Cavalera e não vê a formação atual capaz de produzir algo interessante.

Evidentemente, todo esse povo está claramente equivocado e com uma visão totalmente distorcida pela nostalgia. A partir da chegada de Eloy Casagrande o Sepultura passa por um renascimento criativo e, dos três discos gravados com o baterista, dois estão entre os melhores da carreira da banda: Machine Messiah e Quadra. A miopia causada pela prisão ao passado do grupo ainda afeta o alcance do Sepultura, que mesmo gravando um álbum com a qualidade espetacular de Quadra – já se passaram meses desde o lançamento, mas volto a dizer: seja isento, ouça sem fanatismo e percebe o quanto esse disco possui canções excelentes – segue sendo vista como uma banda menor e menos interessante musicalmente do que aquela que conquistou o mundo durante a primeira metade dos anos 1990.

Basta ouvir Quadra, que é o que estou fazendo no exato momento em que escrevo esse texto, para perceber o quanto o não reconhecimento do álbum pela crítica especializada internacional em suas listas de melhores de 2020 é um erro gigantesco.

O que se pode fazer para mudar isso? Não sei. E, sinceramente, azar de quem ainda fica preso a décadas passadas e se priva, mesmo sem saber, de um trabalho tão grandioso quanto Quadra.


Comentários

  1. Totalmente de acordo! Quadra é um dos melhores, senão o melhor de 2020, na minha opinião...

    ResponderExcluir
  2. Fala Cadão, excelente texto.

    Concordo plenamente com as palavras. Infelizmente, muita gente não tem mente aberta para aproveitar a boa música e acaba sendo "viúva" de uma fase que já passou.

    Pensei muito no caso do Iron Maiden quando estava lendo o seu texto agora. Um vocalista consagrado deixou a banda e a banda encolheu de tamanho em poucos anos. Com o Sepultura, acontece algo similar. No entanto, a diferença pra mim é muito clara: o Iron Maiden talvez fosse ladeira a baixo depois do Virtual XI caso o Bruce não voltasse (ou talvez, melhorasse, quem sabe?).

    O Sepultura, não. Com o passar dos anos e a entrada do Eloy (que batera, pqp...), a banda entrou no eixo novamente e só anda lançando cacetada. É uma pena muita gente não conseguir aproveitar as fases de algumas bandas. Até porque tivemos fases e mais fases em inúmeras bandas e muitas são, sim, aproveitadas. Ou as pessoas não gostam do Sabbath com o Ozzy e com o Dio? Iron com Paul e Bruce. E o Accept, então? Que talvez tenha ficado até melhor com o Tornillo (os álbuns mais são tão bons quanto os da fase áurea).

    Enfim. Acho que esse tipo de pensamento de parte do bangers vai bastante de encontro com alguns textos que você publica aqui na Colletors também, de que o público do universo do metal tem a cabeça fechada e é cansativo muitos vezes.

    abraço!

    ResponderExcluir
  3. Bom. Na minha opinião, entram duas coisas.
    1. Essa história de roqueiro conservador que só existe no Brasil serve para outros países. Não é uma exclusividade nacional, como muitos acham.
    2. Os discos iniciais da fase inicial do derick green realmente foram fracos,o que acabou manchando a carreira da banda. Fazer o q? Parece essas franquias de filmes que ficam lançando sequências ruins a ponto de ninguém mais acompanhar, mesmo que eventualmente saiam filmes ótimos.
    3. E fazendo um adendo que pouca gente hj comenta, na época a escolha de um estrangeiro abalou a imagem do sepultura aqui no Brasil q eram conhecidos como os garotos do terceiro mundo. Muita gente desaprovou...
    Bem, juntando isso tudo. Deu no q deu...

    ResponderExcluir
  4. Só tenho uma coisa a dizer: Azar dos gringos....

    ResponderExcluir
  5. Concordo com a análise. Quadra é um puta álbum. Pesado, rápido e muito bem executado. Acho um dos melhores lançamentos do ano.
    Porém (sempre ele), nunca me acostumei com os vocais do Derrick. Não é questão de saudosismo ou nostalgia (não sou apegado a isso), mas por algum motivo sinto que falta algo mais potente, mais forte na linha de frente. Derrick é um bom vocalista mas, NA MINHA OPNIÃO, o considero um pouco abaixo dos demais integrantes. Talvez, a escolha de um vocal mais pesado, mais trash lá no passado poderia ter ajudado a banda a receber um pouco mais de holofote (e boa vontade por parte dos críticos) no período de transição.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu iria argumentar exatamente nessa linha. Estamos há 22 discutindo o saudosismo das viúvas do Max. Ok, é um ponto relevante. Mas pq não olharmos também para outros fatores?

      Duas das minhas bandas favoritas na vida são Rush e Dream Theater. Eu ouvi dezenas (ou centena?) de vezes algo como "ahhh é legal mas o vocalista atrapalha, não quero ouvir". Seja para o LaBrie ou para o Geddy Lee. O vocal pode ser peça fundamental para alguém descartar uma banda.

      Parte do "descaso" ao Sepultura não seria mais pela presença do Derrick do que a ausência do Max?

      O Nightwish não precisou da volta da Tarja para subir de patamar. Bastou trocar a Anette pela Floor.

      Eu acho que, em parte, o Derrick tem "culpa" nisso ai tb. O Sepultura atual com um vocalista melhor poderia colher mais frutos (e não, não precisa ter o sobrenome Cavaleira...)

      Excluir
    2. Concordo com o Alípio. Também sou fã de Rush e DT e o argumento mais comum pra rejeição é esse do vocal. E olha que eu gostei pra caramba do Quadra.

      Excluir
  6. Tempos estranhos...

    A banda Wytch Hazel, na minha opinião, é outra que merecia ter figurado nas listas de "melhores do ano".

    Seu mais recente disco é SENSACIONAL! Nota 9,5

    Forte abraço!

    ResponderExcluir
  7. Excelente retrospecto, excelentes argumentos. Tudo magistralmente colocado.

    Só uma coisa cansa nos textos do site: a repetição de falar mal dos fãs "cabeça dura" do metal. Fã vem de fanatismo. Não tente encontrar o racional nisso. Seus textos só perdem com esse lenga lenga. Espero que você veja como crítica construtiva.

    No mais, parabéns pelo riquíssimo texto.

    ResponderExcluir
  8. De forma geral, concordo com a análise. Na minha opinião, O Machine Messiah é o melhor álbum desde Chaos A.D., simplesmente sensacional!

    Agora o que não entendo é essa fixação no passado sendo que os caras muito provavelmente nunca mais tocarão juntos. E mais, Max não consegue mais cantar como antes, tocar guitarra então... Só ver no YouTube. O Soulfly após a entrada do filho dele na bateria perdeu muito de forma geral com relação à qualidade das músicas. Mas enfim... Outro assunto.

    Valeu!

    ResponderExcluir
  9. Eu gosto muito da fase inicial pós-Max (Against e Nation) e até espero que esses álbuns tenham o devido reconhecimento num futuro não muito distante... Acho que a biografia do Sepultura de 1998/presente é de muita luta por sobrevivência e cabeça erguida.
    A questão do Derrick... Vou ponderar nas palavras... Derrick deve muito ao vivo. Não por cantar mal (longe disso), mas ainda falta entrega e revolta nas performances, uma veia "Rob Dukes" no palco. E ele peca em não ter aprendido realmente a falar português (isso daria uma moral e tanto em solo tupiniquim, onde as pessoas ainda duvidam da capacidade dele e não deixaria a interação quase inteira nas costas do Andreas).
    Ainda acho que o Sepultura sobreviveu muito bem! Estão presentes em grandes festivais, turnês em vários países e estão musicalmente muito relevantes, andando pra frente e escrevendo mais capítulos na história deles.
    Mas, falemos do Quadra. Eu quero acreditar que, nesse ano atípico, se esse álbum tivesse saído nesse segundo semestre, acredito que ele não teria ficado tão apagado. Acho que o Timing foi o fator que prejudicou nessas listas. Porque ele teve um ótimo reconhecimento quando foi lançado por crítica e público (nacional e gringo).

    ResponderExcluir
  10. tem outros super discos que não apareceram em nenhuma lista, pra mim um dos melhores de todos o conception state of deception não apareceu em nenhuma lista de metal.

    ResponderExcluir
  11. Cara, Agony of Defeat é simplismente perfeita. Algo espetacular que há muito não ouvia. Este album todo é muito bom. Um dos grandes da história do Sepultura.

    ResponderExcluir
  12. Ótima análise. Concordo plemamente.

    ResponderExcluir
  13. Pra mim foi o melhor do ano e olha que nem de sepultura eu sou fã, lembrei de um álbum que tb acho que sofreu isso o sorceress do opeth.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu sou da turma que detestou o Sorceress, kkkk. E olha que o anterior, Pale Communion eu acho excelente, não sendo viúva do período prog/death.

      Excluir
    2. Também não sou mto fan do Sorceress. Achei o In Cauda Venenum e Pale bem melhores nessa nova fase deles.

      Excluir
  14. Vou na linha do derrick tb... acho que ele evoluiu demais no quadra, e creio também que se tivesse cantado sempre desta forma, sua aceitação teria sido plena e menos tardia. No entanto, realmente, há caras melhores pro posto. Imagina um howard jones lá? PQP! Vejam como o killswitch engage deslanchou com sua entrada, e decaiu com sua partida!

    ResponderExcluir
  15. Cara, apesar de concordar com o que diz, discordo sobre IGNORADO. Eis o pq: em muitas mídias, inclusive algumas que citou, a avaliação foi muito boa. Sempre com notas altas e comparados ainda com os grandes como o próprio Testament. E o meu principal argumento é que 90% das listas desses sites todos são diferentes entre si. Poucas unanimidades aparecem... Deftones, Ethernal Champion (banda que nem no Deezer está) ou Warbringer. E aí, pra terminar, nessas listas muitos grandões ficaram de fora... Ozzy, Sodom, o próprio Testament, Napalm Death, Marlyn Manson... Enfim como disse, concordo mas nem tanto! =D

    ResponderExcluir
  16. temos que diferenciar entre duas coisas: uma é o disco estar entre os mais dos mais. isso diz respeito à lógica de mercado e a relação de sua imprensa especializada com os jaba's da vida, a qual tem razões que nossa filosofia desconhece ($); a outra é a qualidade do disco. este segundo ponto tem duas variantes nos comentários: a primeira é a aceitação mundial, a qual pode ser medida pelo público que a assiste presencialmente (o que para 2020 acaba não sendo referência) e a vendagem do disco (a qual desconheço os números e penso que boa parte dos que escreveram seus comentários); a segunda variante é o disco em sí. um disco pode ser muito bom mas não emplacar. isso se percebe ao lêr o livro Rock Raro de Wagner Xavier. discos muito bons que não emplacaram, principalmente por causa de falta de estrutura por trás, para tal. sobre o disco, não ouvi, não sabia que existia e nem acompanho a banda, muito menos o have metal, apesar de gostar muito. fiquei com vontade de ouvi-lo. estou escrevendo somente para fazer uma reflexão política e não estética. saudações.

    ResponderExcluir
  17. A resposta é simples. É um álbum fraquíssimo.
    Após a audição temos a sensação de que nada relevante e digno de nota foi executado.
    O vocal, como sempre, péssimo, totalmente perdido.
    Ignorar foi o que a mídia fez e por esse caminho provavelmente deverá seguir qualquer ouvinte com o mínimo critério.
    Deixar o álbum de lado para o lixo do esquecimento, como boa pare da discografia do Sepultura.
    OBS: Não sou viúva de Max. Não gosto de Chaos, Roots e os álbums seguintes, ou seja, independe da figura do Max).

    ResponderExcluir
  18. Olha, eu acho o Quadra um album fodástico, e discordo que foi "ignorado". Um exemplo de site que valorizou o album é a AllMusic, que o colocou dentre os melhores de metal de 2020.
    Outra coisa, Derrick é muito subestimado, um baita vocalista, com um range e versatilidade ímpares.
    Se tem uma coisa que eu concordo é a questão do marketing e o próprio foco do mercado.
    Simplesmente quase nenhuma banda consegue fazer que nem o Metallica e vender qualquer coisa que lance que nem água. Tem muita banda boa por aí querendo o mesmo espaço. O Sepultura continua sendo uma banda respeitadíssima, mas não está "protegida" como outras grandes bandas estão.
    Os tempos são outros. Nem o metal em si está lá muito em alta. O Sepultura fez sucesso no tempo certo, na hora que tinha que aparecer. Foi uma das bandas pioneiras no Brasil e no mundo do metal extremo. Mas a cena hoje é muito diferente.
    Mesmo com a volta das mídias físicas como o vinil e o cd, e até mesmo a fita cassete, ninguém vai vender mais tanto disco como se vendia no passado. Tecnologias, downloads, torrents, streaming...
    A banda continua experimentando e mandando brasa sonoramente falando. Vem reconquistando cada vez mais seu espaço, e até mesmo a fã base está mudando. Tem gente, como eu, que já esta mais do que acostumado como Derrick nos vocais, com as músicas novas, inclusive tem gente pedindo cada vez mais uma setlist com cada vez mais músicas dos novos discos.
    Amo o Sepultura antigo, mas os Cavaleras não me cativam mais, não tanto como o Sepultura atual me cativa. É uma questão pessoal.
    Enfim, pra mim o Sepultura está trilhando um bom caminho. Vamos ver como estará o mundo da música nos próximos lançamentos.
    É muito mais complexo do que o povo aqui vem comentando, "a, Derrick isso", "a, Disco A, B e C", "a, Cavalera". Depende do Sepultura estar no momento certo, na hora certa novamente.

    ResponderExcluir
  19. Rapaz, não sou fã do estilo do sepultura, não. curto mais metal sinfônico e etc. mas, pqp bicho, que cd é esse! Maluco do céu! Fodasticamente fodástico! E a batera do Eloy? Absurda! Vida longa ao sepultura!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Você pode, e deve, manifestar a sua opinião nos comentários. O debate com os leitores, a troca de ideias entre quem escreve e lê, é que torna o nosso trabalho gratificante e recompensador. Porém, assim como respeitamos opiniões diferentes, é vital que você respeite os pensamentos diferentes dos seus.