4 de set de 2010

Immortal lança clipe para "All Shall Fall" e CD e DVD ao vivo em Wacken

sábado, setembro 04, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Os noruegueses do Immortal disponibilizaram ontem em seu site oficial o clipe de “All Shall Fall”, faixa-título de seu último disco de estúdio, lançado em 2009. Trata-se do primeiro vídeo oficial da banda em 15 anos, desde os clipes de “Grim and Frostbitten Kingdoms” e “Blashyrkh (Mighty Ravendark)”, lançados em 1995 para divulgar o álbum Battles in the North.

O vídeo de “All Shall Fall” foi produzido pela Varde Films e traz toda a banda - o vocalista e guitarrista Abbath, o baixista Apollyon, o baterista Horgh e o ex-guitarrista e atual letrista Demonaz - em uma paisagem tipicamente norueguesa. Confira abaixo:




Além disso, o grupo lançou no último dia 6 de agosto seu primeiro CD e DVD ao vivo. Com o título de The Seventh Date of Blashyrkh, o registro traz o show completo que o Immortal realizou no Wacken Open Air de 2007.


Tanto o CD quanto o DVD contam com o mesmo tracklist:

1 Intro
2 The Sun No Longer Rises
3 Withstand the Fall of Time
4 Sons of Northern Darkness
5 Tyrants
6 One by One
7 Wrath From Above
8 Unholy Forces of Evil
9 Unsilent Storms in the North Abyss
10 At the Heart of Winter
11 Battles in the North
12 Blashyrk (Mighty Ravendark)

Se você é fã dos caras, separe uma grana porque vale a pena!

3 de set de 2010

Cowboys from Hell, do Pantera, ganha edição comemorativa limitada

sexta-feira, setembro 03, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Chega às lojas no próximo dia 20 de setembro uma edição comemorativa mais do que especial do clássico
Cowboys from Hell, lançado pelo Pantera em 1990.

Celebrando os vinte anos do lançamento original, o álbum ganhará uma edição limitada que, além das faixas originais, contará também com versões demo, ao vivo e canções nunca lançadas comercialmente pela banda. Essa edição especial de
Cowboys from Hell estará disponível em CD duplo, CD triplo e em um box com os três CDs.

Para saciar a curiosidade dos fãs, o Pantera revelou
em sua página oficial do Facebook uma faixa inédita chamada “The Will to Survive”.


Confira abaixo o tracklist dos três discos:

CD1: Ultimate, Deluxe & Expanded Edition

1.Cowboys From Hell
2. Primal Concrete Sledge
3. Psycho Holiday
4. Heresy
5. Cemetery Gates
6. Domination
7. Shattered
8. Clash With Reality
9. Medicine Man
10. Message In Blood
11. The Sleep
12. The Art Of Shredding


CD 2: Ultimate, Deluxe & Expanded Edition

1.Domination (live) *
2. Psycho Holiday (live) *
3. The Art Of Shredding (live) *
4. Cowboys From Hell (live) *
5. Cemetery Gates (live) *
6. Primal Concrete Sledge (live) *
7. Heresy (live) *
8. Domination (live, “Alive And Hostile” EP) †
9. Primal Concrete Sledge (live, “Alive And Hostile” EP) †
10. Cowboys From Hell (live, “Alive And Hostile” EP) †
11. Heresy (live, “Alive And Hostile” EP) †
12. Psycho Holiday (live, “Alive And Hostile” EP) †

CD 3: Ultimate & Deluxe Edition

01. The Will To Survive *
02. Shattered (demo) *
03. Cowboys From Hell (demo) *
04. Heresy (demo) *
05. Cemetery Gates (demo) *
06. Psycho Holiday (demo) *
07. Medicine Man (demo) *
08. Message In Blood (demo) *
09. Domination (demo) *
10. The Sleep (demo) *
11. The Art Of Shredding (demo) *

* Previously unreleased
† Unreleased in the U.S.


Editora Abril lança coleção de CDs de Chico Buarque com venda em bancas de jornal

sexta-feira, setembro 03, 2010

Por Tiago Rolim
Colecionador
Collector´s Room

Antes de começar este texto, parabéns à Editora Abril pela iniciativa. Relançar boa parte da obra de um dos maiores gênios da nossa música, por um preço popular, e vendida em bancas, é uma ideia brilhante.

Não só o relançamento, mas o modo é perfeito; em forma de livro, os CDs vêm com um texto que contextualiza o disco em sua época de lançamento e quais os fatos mais importantes que se passaram no ano em questão. Os problemas que o Brasil e o próprio Chico atravessavam são bem retratados com a ajuda de fotos e textos, tudo isto embalado em uma caixa vendida separadamente pelos jornaleiros.

O primeiro disco desta coleção é o lançamento de 1978, que é um dos melhores álbuns de Chico Buarque. O mesmo parece uma coletânea de tão bom que é. São dele canções como “Feijoada Completa” e sua (literalmente), deliciosa letra sobre um dia qualquer em uma casa feliz deste país chamado Brasil, o mesmo Brasil que inspirou “Cálice” e sua pungente letra sobre torturas e falta de liberdade. Ditadura que também “contribuiu” com Chico e fez ele escrever mais uma obra-prima: “Apesar de Você”. E outra, só que sobre os movimentos de direita de outros países pois esta tragédia não foi exclusividade nossa, “Tanto Mar’, sobre Portugal e seus problemas.

Mais uma delícia deste disco é “Homenagem ao Malandro”. O lado romântico aparece em músicas como “O Meu Amor”, em um dueto lindo com Elba Ramalho em início de carreira, e Marieta Severo, então esposa de Chico.


Enfim, um belo começo para esta coleção, que desde já se faz obrigatória para os amantes da MPB. Mesmo que você já tenha os discos ela vale a pena, principalmente pelo belo trabalho do livreto que acompanha os CDs.

A obra de Chico Buarque não é perfeita. Pelo contrário, ele tem alguns discos bem abaixo da média, mas o que importa é que ela forma um bom espelho das agonias e felicidades que este país passou nos últimos 40 anos. Como cronista do nosso tempo, poucos compositores foram tão brilhantes como Chico Buarque. Ele consegue criar letras que são verdadeiros poemas musicados, com uma beleza que parece ser tão simples que encanta mesmo os que não são afeitos à MPB.

Versos como “E tropeçou no céu como se ouvisse música”, “E pela paz derradeira que um dia vai nos redimir”, “Hoje é você quem manda falou, tá falado, não tem discussão”, são de uma força que encanta, ao mesmo tempo que fazem pensar sem serem palavras de ordem.

No mais, uma pela iniciativa que nos faz ter esperança que, no caso de ser bem sucedida, possa dar frutos em outras coleções. Já imaginou uma coleção nestes moldes de Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, Tom Jobim, Elis Regina ...

2 de set de 2010

Until the Light Takes Us: documentário conta a história da cena black metal norueguesa

quinta-feira, setembro 02, 2010

(publicado originalmente no site Metal Sucks)

Headbangers de todo o mundo ficaram eriçados desde que a produção, e posterior lançamento, do documentário
Until the Light Takes Us, dirigido pela dupla Aaron Aites e Audrey Ewell, foi anunciada, mas o fato é que poucas pessoas efetivamente assistiram ao filme, que passou apenas em mostras de cinema e algumas poucas salas ao redor do mundo. Consequentemente, 99% das pessoas interessadas no filme ainda não o assistiram. Isso irá mudar no próximo dia 28 de setembro, quando Until the Light Takes Us ganhará a sua tão aguardada versão em DVD.

Deixando de lado a música e a violência, o filme é basicamente a história de dois homens: Gylve “Fenriz” Nagell (baterista do Darkthrone) e Varg Virkenes (Mayhem, Burzum). Através de um série de entrevistas o filme narra a relação entre os dois, bem como o relacionamento de cada um deles com o gênero que ajudaram a criar. As entrevistas com a dupla são altamente perspicazes, divertidas e, em alguns momentos, até mesmo comoventes. Embora cada um de nós tenha uma imagem formada de Fenriz e Varg construída a partir de suas obras musicais e atos pessoais, é esclarecedor ouvir ambos descreverem e criticarem a sua própria cena.


As conversas com Vikernes foram realizadas em uma cela na Prisão de Segurança Máxima de Trondhein, onde o músico cumpriu pena até recentemente pelo assassinato do ex-parceiro Euronymous e pela queima de igrejas históricas de seu país natal. Varg afirma estar desfrutando o seu encarceramento, comparando-o a uma estadia em um mosteiro, louvando o tempo que lhe foi oferecido para ler e pensar. Ouvi-lo descrever o processo de composição, gravação e produção do primeiro álbum do Burzum é como embarcar em uma viagem no tempo. Vikernes deixa bem claro que, para ele, o black metal representava um ataque contra quem ele via como inimigos da cultura norueguesa, em particular o Cristianismo e a comercialização desenfreada.


Em contraste com o confinamento físico de Vikernes, Fenriz é um homem permanentemente confinado em si mesmo, transitando como um fantasma através da sociedade moderna. Para Fenriz, o black metal foi uma reação à comercialização do death metal e outros gêneros da música pesada - uma declaração artística, ao invés de política. Essa postura idealista é desafiada quando Fenriz viaja a Estocolmo para visitar a exposição de arte de Bjarne Malgaard, que inclui imagens da cena black metal norueguesa. O momento mais incômodo do filme ocorre no silêncio prolongado que se segue ao encontro cara a cara de Fenriz com Malgaard.


Além de entrevistas com Fenriz e Vikernes, o filme utiliza várias fontes para contar a história da cena, incluindo materiais veiculados na época dos acontecimentos pela imprensa norueguesa, vídeos de ensaios, shows e depoimentos de integrantes de grupos como Immortal, Mayhem e Satyricon. Como não poderia deixar de ser, há também muita música de bandas como Burzum, Darkthrone, Enslaved e Gorgoroth, entre outros. E, claro, estão lá inúmeras informações sobre os atos que marcaram a cena black metal norueguesa, como os assassinatos, suicídios e queima de igrejas.

Until the Light Takes Us é um excelente documentário e lança um fascinante olhar sobre o black metal. Um filme recomendado para todo e qualquer fã de heavy metal, independente de seu gênero preferido.

Sem dúvida, você quer ver esse filme!




Marcio Tucunduva - Antimoderno (2010)

quinta-feira, setembro 02, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ***1/2

Antimoderno é o segundo disco do guitarrista, vocalista e compositor Marcio Tucunduva, e sucede sua estreia, Etanoise, lançada em 2003. Gravado em São Paulo em 2009, Antimoderno traz Tucunduva acompanhado de um line-up de primeira linha. Ao seu lado estão o também guitarrista Marcos Ottaviano, um dos melhores músicos de blues do Brasil; o baixista Andrei Ivanovic, ex-O Terço; e Mário Fabre, que recentemente assumiu o posto de Charles Gavin na bateria dos Titãs.

Em seu segundo trabalho, Marcio Tucunduva une, com grande talento e precisão, elementos do rock, do blues e da música brasileira em uma sonoridade cativante. A faixa-título abre o CD jogando Jimi Hendrix, Luiz Gonzaga e Raul Seixas em um mesmo caldeirão. “No Meio do Caminho” tem um certo toque de Jorge Ben e Mundo Livre, e conta com um ótimo solo.

As guitarras brilham novamente em “Entre a Cana e o Tédio”, dona de um grande riff. “Que Sabe a Cabra?” utiliza um trecho da letra da clássica “Cotidiano”, de Chico Buarque, como ponto de partida para uma das melhores faixas do disco.

“Salada Mista” desce redondo, e é, provavelmente, a melhor faixa do play. Já “Olha Quanta Coisa” é mais viajante e arrastada, e, ao lado de “A Amizade é a Mesma”, forma uma dupla de composições mais densas, onde a banda mostra toda a sua classe. Destaque para o solo de guitarra de “A Amizade é a Mesma”, com um ótimo slide. O disco fecha com um trio de boas canções - “Parafuso Horário”, “Caixa-Forte” e “Soladeira” -, deixando um gostinho de quero mais no ouvinte.

Percebe-se durante todo o álbum uma grande influência de Raul Seixas, nem tanto na parte musical, mas principalmente nas letras. A explicação é simples: Tucunduva era vizinho de Raul, e, aos 13 anos de idade, bateu na porta do baiano e iniciou uma amizade com o lendário rockeiro. Raul deu aulas de violão para o moleque e chegou a gravar fitas caseiras com Marcio.

O álbum foi produzido pelo próprio Tucunduva em parceria com Marcos Ottaviano. Também participaram do processo de gravação o guitarrista e produtor Alexandre Fontanetti e o lendário engenheiro de som Roy Cicala, que assinou alguns discos de John Lennon durante os anos setenta. O CD foi lançado em formato envelope pelo selo Etanoise, do próprio artista. A ficha técnica e as letras estão disponíveis no
site do guitarrista, onde também é possível ouvir o disco na íntegra, bem como seu antecessor.

Antimoderno é um ótimo exemplo para quem vive reclamando da mesmice e falta de criatividade do rock brasileiro atual. Um disco muito bom, de um artista com grande talento e que tem um futuro promissor pela frente. Se você não se contenta com o que as rádios e a TV vendem para todo mundo, mexa-se e descubra que existem grandes artistas, como Marcio Tucunduva, fazendo música de qualidade Brasil afora.


Faixas:
1. Antimoderno
2. No Meio do Caminho
3. Entre a Cana e o Tédio
4. Que Sabe a Cabra?
5. Salada Mista
6. Olha Quanta Coisa
7. A Amizade é a Mesma
8. Parafuso Horário
9. Caixa-Forte
10. Soladeira

Kamelot - Poetry for the Poisoned (2010)

quinta-feira, setembro 02, 2010

João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
@jrenato83


Cotação: ****1/2

A melhor banda da ala melódica do heavy metal contemporâneo se chama Kamelot. E não é de agora. Há no mínimo quatro discos os caras se sobressaem junto à mesmice em um estilo que caiu na vala comum. O segredo? Agregar novos elementos, buscando diferentes sonoridades a sua música. Outro grande mérito do grupo é conseguir ser atmosférico e envolvente sem precisar transformar cada faixa de seus álbuns em uma tortura para os que gostam de um som mais direto – nenhuma música aqui ultrapassa os cinco minutos e meio. Não há exibições de habilidade gratuitas e desnecessárias, apenas o que se encaixa no contexto é colocado.

Após ter lançado sua obra-prima definitiva, o estupendo
The Black Halo, o Kamelot pôs no mercado o ótimo The Ghost Opera. Mas, talvez pela inevitável comparação com seu antecessor – o que, por si só, já é uma covardia com qualquer coisa que venham a lançar até o fim da carreira – o play não foi uma unanimidade entre os adeptos. Agora, com menos pressão e expectativa, o grupo volta com sua mais nova investida. Poetry for the Poisoned traz não apenas a banda em outra grandiosa empreitada como um verdadeiro time dos sonhos de convidados. Declarações dos músicos davam conta que esse seria o trabalho mais variado de todos. Faz sentido, embora alguns momentos sigam a linha já tradicional do roteiro de uma produção do agora quinteto.

Uma intro com o baixo em destaque anuncia “The Great Pandemonium”, que já traz a primeira participação especial, ninguém menos que Björn “Speed” Strid, vocalista do Soilwork. Não tem como não lembrar de “March of the Mephisto”, com Shagrath e Roy Khan protagonizando uma memorável sincronia de vozes. Mas aqui a canção tem um clima menos soturno. Na sequência vem “If Tomorrow Came”, com sua entrada violenta, que se transforma em uma cadência bem interessante nos momentos seguintes. “Dear Editor” é uma curta vinheta, que abre caminho para a ótima “The Zodiac”, com o sempre fantástico Jon Oliva dando um show de interpretação, como só ele sabe fazer. Impressionante como seu registro casou perfeitamente com o de Khan. Sem dúvida, um dos pontos altos.

A variada “Hunter’s Season” dá uma animada no clima, com um toque progressivo em sua execução. Simone Simons já se tornou membro honorário da banda faz tempo. Sua primeira aparição dessa vez acontece em “House on a Hill”, música com belas orquestrações ditando o ritmo, além de uma passagem acústica no final, mostrando todo o talento de Thomas Youngblood. “Necropolis” chegou a me lembrar alguma coisa do álbum único do Heaven and Hell em meio a sua melodia tipicamente Kamelot. Já “My Train of Thoughts” conta com um refrão bem mais acessível. Uma faixa que poderia tranquilamente estar em
Karma ou Epica, os antecessores de The Black Halo. “Seal of Wolven Years” aparece e some sem deixar grandes registros de sua passagem.

Aí tem início a complexa faixa-título, que na verdade, é uma suíte dividida em quatro faixas. Para acompanhar Roy nas vozes, duas belas (em todos os sentidos) cantoras: a já citada Simone Simons e Amanda Somerville, essa segunda responsável pelos corais, mostrando toda sua versatilidade. A verdade é que não havia a necessidade de dividi-la tanto, pois a soma das quatro partes não chega a dez minutos. De qualquer modo, é outro grande momento, especialmente de Thomas, que dá uma dinâmica toda especial a seus solos, fazendo com que se encaixem no clima, sem demonstrar técnicas espalhafatosas. É quase como se a guitarra também cantasse a melodia, complementando os vocais.

O tracklist normal se encerra com “Once Upon a Time”, a mais rápida de todas, na linha de “Farewell” e “When the Lights are Down”, com cara de hit entre os fãs – tendo como parâmetro o que essa expressão significa no meio do metal. A faixa-bônus é “Thespian Drama”. Devo dizer, que pena não estar no álbum. Uma instrumental daquelas que dá gosto de ouvir, com peso e técnica. E olha que sou chato com esse tipo de proposta, mas aqui não tem como criticar. Das melhores feitas nos últimos tempos nesse estilo. Mais uma salva de palmas para Youngblood, definitivamente o craque do jogo dessa vez.

Não foi dessa vez ainda que o Kamelot superou
The Black Halo. Mas quer saber a verdade verdadeira? Isso não vai acontecer. Não apenas pela qualidade, mas por tudo aquilo que essa obra representa. Um momento de exceção, não apenas na carreira da banda, mas da cena como um todo. Posto isso, dá para afirmar que Poetry for the Poisoned é mais um momento brilhante na história dessa, que é a melhor banda de power metal surgida nos últimos anos. E, sem medo de errar ou soar precipitado, uma das melhores de todos os tempos.


Faixas:
1 The Great Pandemonium
2 If Tomorrow Came
3 Dear Editor
4 The Zodiac
5 Hunter's Season
6 House on a Hill
7 Necropolis
8 My Train of Thoughts
9 Seal of Woven Years

"Poetry for the Poisoned"
10 Pt. I - Incubus
11 Pt. II - So Long
12 Pt. III - All Is Over
13 Pt. IV - Dissection
14 Once Upon a Time



1 de set de 2010

Discos Injustiçados: Iron Maiden - The X Factor (1995)

quarta-feira, setembro 01, 2010

Por Ronaldo Costa
Colecionador
CFollector´s Room

Pronto, só faltava essa. Já estava demorando até alguém querer falar bem desse disco. Deve ser mais um fã cego querendo arrumar justificativa pra tudo o que o Maiden faz. Será que o sujeito que escreveu esse texto não tem nada melhor a fazer do que ficar procurando cabelo em ovo ou tentando explicar o inexplicável?”.

Eu imagino que muitos dos que passarem o olho nessa matéria já estarão pensando assim a essa altura. Dos que ainda não estão, alguns vão fazê-lo antes de terminar de ler a resenha. Eu sei bem do vespeiro em que estou enfiando a mão ao redigir essas linhas. Muitos acharão até mesmo que é algo totalmente dispensável e fora de propósito, mas como a seção trata de álbuns que algumas pessoas consideram injustiçados, aqui nós temos mais um que é citado como exemplo por muita gente. No entanto, seria o primeiro disco da polêmica passagem de Blaze Bayley pelo Iron Maiden um trabalho realmente menosprezado de forma injusta? É dessa discussão que estão todos convidados a participar. De qualquer forma, vamos em frente, pois talvez você entenda e até concorde com o que está escrito aqui.

No começo da década de 90, após o lançamento de
Fear of the Dark, o mundo do metal foi sacudido por uma notícia devastadora para uma enorme quantidade de fãs: Bruce Dickinson anunciava que deixaria o Iron Maiden para se dedicar a sua carreira solo. E agora? Não podia ser verdade! Afinal, como imaginar a Donzela sem seu frontman de tantos anos? A tristeza provocada pelo anúncio tornava-se ainda pior quando se tentava fazer prognósticos sobre o futuro da banda, já que ... quem seria capaz de ocupar o posto? Seria aquele o fim de uma das maiores bandas da história do heavy metal?

A curiosidade em saber se o grupo continuaria e quem seria seu novo vocalista aumentou quando Steve Harris resolveu promover um concurso para decidir quem seria responsável pelo microfone do conjunto. A peleja era aberta para quem se achasse com capacidade para tal. No entanto, Harris tinha conhecido alguns anos antes uma banda - na época quase anônima - chamada Wolfsbane, que tinha um tal de Blaze Bayley nos vocais. O baixista teria ficado impressionado com o desempenho do cantor. O que muita gente diz é que o posto de vocalista do Iron Maiden foi decidido pelo chefão independente de concurso, audições e do que quer que fosse, num episódio lamentável.

Entretanto, marqueteiros que são, Steve e a banda não perderiam a oportunidade de fazer um enorme movimento em torno do nome do grupo. Com isso, a história foi adiante. Entre os fãs, apareceram todo tipo de suposições e sugestões, desde artistas já consagrados até revelações. Rob Halford, Michael Kiske e muitos outros se viam no meio das especulações. De fato mesmo, entre os que eram considerados a sério para o posto, figuravam nomes como o do brasileiro Andre Matos - então no Angra - e o de Doogie White (que iria para o Rainbow), que chegou a ser anunciado como finalista ao lado de Bayley. No fim, a decisão foi a mais improvável e suscitou muitos comentários sobre a veracidade do tal concurso.

Decidido o nome do substituto, era hora de colocar tudo para funcionar novamente. As coisas não estavam sendo fáceis para Steve Harris. A saída de Bruce Dickinson criou um enorme problema para o chefe e sua banda, que, como todos sabem, é seu projeto de vida. Como se já não bastasse isso, o baixista ainda passava por um processo de separação, de forma que aquele momento era até de certa depressão para Steve. Boatos na época davam conta de que foi cogitada inclusive a possibilidade de a banda encerrar suas atividades. No entanto, Harris decidiu passar por cima de tudo aquilo e, com o apoio de seu velho companheiro Dave Murray, começou a reconstrução do Iron Maiden com o mesmo afinco de alguém em início de carreira.

A banda se mandou para o estúdio particular de Harris e começou o processo de composição de um novo álbum. E começou do zero, pois a história diz que o grupo só iniciou as composições após a chegada do novo vocalista. O plano era que todos dessem vida as suas ideias para reuni-las e aproveitar o que surgisse de melhor. Dessa forma, não seria apenas Bayley que teria que se adequar ao estilo do Maiden, mas o grupo também se adaptaria segundo o estilo do cantor, que poderia inclusive contribuir com novas ideias e composições.


A Donzela demorou muito para lançar material inédito após a chegada do novo vocal, já que Blaze ficou fora de combate por um bom período devido a um acidente de moto. No entanto, quando lançou o disco, talvez nem imaginasse o rebuliço que isso causaria, sob os mais diversos aspectos. Após tantos anos com Bruce Dickinson, cuja voz se identificava com o som da banda de forma espantosa, o mundo conhecia um novo Iron Maiden, que se mostrava com o enigmático nome
The X Factor.

Epa, e agora? Um álbum do Maiden sem Bruce e Adrian Smith? Sempre após um novo lançamento do grupo, alguns críticos e mesmo alguns fãs costumam torcer o nariz de início, considerando que tal trabalho já não tem mais a energia e qualidade de algum anterior. De
Somewhere in Time (que já mereceu uma resenha nessa seção) em diante, isso é algo que foi se tornando cada vez mais evidente a cada novo álbum. Entretanto, não tem nada, mas absolutamente nada, que chegue perto do que foi a recepção a The X Factor. A estreia em oitavo lugar nas paradas inglesas, pior posição da banda desde Killers, já acendia um sinal amarelo na frente de Harris e companhia. O próprio Blaze conta que não se continha em alegria por um álbum cantado por ele ter chegado a tal posição nos charts do Reino Unido, mas o restante da banda não demonstrava essa empolgação toda. Muitos poderão dizer que seu sucessor, Virtual XI, teve acolhida ainda pior, mas a questão é que no disco de 1998 muitos já não esperavam grande coisa.

Outro fato curioso sobre esse décimo disco da banda é que ele, de início, não teve uma aceitação muito boa, mas ainda conseguiu agradar a alguns fãs. Com o passar do tempo, foi sendo cada vez mais criticado e ridicularizado e, a partir de certo momento não bem estabelecido, foi se tornando um pouco melhor avaliado, a ponto de se encaminhar a passos largos atualmente para se tornar um disco cult, daqueles que nunca serão considerados obras-primas, mas que sempre terão seguidores fiéis e cada vez mais numerosos.

De fato, o ‘fator X’ não é uma obra-prima. De forma alguma é objetivo da matéria querer classificá-lo como tal. E por não ser uma obra-prima, acaba que também não é superior a vários dos álbuns que a banda já tinha em sua discografia. Apesar de gosto ser uma coisa subjetiva e individual, essa é, inegavelmente, a opinião da maioria dos fãs da banda. A questão que se pretende discutir então é a seguinte:
The X Factor é realmente a coisa ruim e desqualificada que tanto se falou? Será que o diabo é tão feio quanto o pintam?

O Iron Maiden, que tanta gente gosta de criticar, usando o argumento de que a banda segue fórmulas prontas, cai na mesmice, tem medo de se arriscar, trazia um trabalho muito diferente de qualquer coisa que já tivesse lançado. A própria escolha de Blaze Bayley como vocalista já era uma mudança radical de estilo. Pois não é que esses mesmos que reclamavam da pouca afeição da banda a mudanças reclamaram das mudanças também? Estão lá as cavalgadas, os duetos de guitarra, os solos, mas
The X Factor é, sem dúvida, o disco mais melancólico, sombrio e obscuro da história do grupo. Não era tão pesado enquanto distorção, mas o clima era pesado. Algumas letras também fugiam um pouco ao Maiden clássico, falando mais sobre temas que refletiam o próprio estado de espírito dos compositores.

Só que a saraivada de críticas que esse trabalho sofreu foi muito além de sua temática e seu clima. A coisa já começou pela capa. Após tantos discos, singles e todo tipo de material trazendo os clássicos desenhos de Derek Riggs com o monstro-mascote-ícone Eddie, eles resolvem inovar e trouxeram na capa um Eddie mais humanizado, quase que um boneco. A ideia, que no começo até parecia legal, depois de certo período já não era tão bem sacada assim. Embora isso nada tenha a ver com a música ou a qualidade de um CD, teve gente que já não curtiu a coisa desde aí. A produção, assinada por Steve Harris e Nigel Green, não era nenhuma maravilha, sobretudo quando lembramos os trabalhos de Martin Birch. E o principal, as músicas, será que também são tão ruins assim?

O álbum se inicia de forma totalmente atípica para os padrões do Iron Maiden. Acostumada com aberturas rápidas, velozes e enérgicas para seus discos, a banda iniciava o novo trabalho com uma música de mais de onze minutos, introduzida por um coro de canto gregoriano e um instrumental lento, com um dedilhado de guitarra acompanhado pelo baixo e sons de teclado. O grupo viria a usar e abusar desse expediente em todo o seu trabalho posterior, inclusive após o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith, mas, na época, essa estruturação não era tão constante assim. “Sign of the Cross” é uma epopéia, cadenciada, com excelente instrumental, várias quebras de ritmo, linhas melódicas entremeadas por riffs pesados, partes lentas se alternando com passagens mais rápidas e uma linha vocal que se encaixa muito bem no clima sombrio da música. Por que dizer então que uma canção assim seria ruim? A prova final da qualidade dessa música viria anos depois, quando muita gente considerou que a canção na voz de Dickinson ganhava ares de clássico.


“Lord of the Flies” transita entre o heavy metal simples e o hard rock, com bons riffs e outro vocal bem encaixado de Bayley. A terceira música, “Man on the Edge”, remete ao clima um pouco menos sombrio que a banda mostrava em seus áureos tempos. Uma música mais rápida, mais ao estilo Iron Maiden e, por isso mesmo, uma das mais queridas pelos fãs nessa fase.

A melancolia e o tom obscuro retornam em “Fortunes of War”, faixa que traz uma excelente interação entre o clima do instrumental e a ideia que a banda queria passar com a letra, além de evoluir para uma pauleira na sua segunda metade. Já em “Look for the Truth” Blaze Bayley erra a mão em alguns momentos.


E o que dizer então da simplicidade das melodias de “The Aftermath”, que são justamente sua maior qualidade. “Judgement of Heaven”, que algumas pessoas adoram e outras tantas não suportam, traz grandes qualidades em sua cadência, na melodia vocal e no refrão em tom de lamento.

“Blood on the World’s Hands” é um dos pontos mais altos do disco, desde a intro com o baixo de Steve Harris até seu tom ao mesmo tempo agressivo e dramático. “The Edge of Darkness”, assim como “Man on the Edge”, traz resquícios da sonoridade antiga da banda, sendo assim também uma das mais queridas pelo público em geral, ainda que nunca tenha sido trabalhada pela banda. “2 A.M.” é uma espécie de balada, que se não traz nada de extremamente belo ou empolgante, também não tem nada que a comprometa enquanto boa música, sendo inclusive aqui um dos momentos onde Blaze mostra potencial. A derradeira faixa é a mais fraca. “The Unbeliever”, apesar de alguns bons momentos numa passagem melódica no meio, não convence muito.


Gers e Murray, se não são Smith e Murray, ainda mostram um bom entrosamento. Steve Harris colocou o baixo numa altura impressionante na mixagem final, mas isso até combinou com a sonoridade do disco. Nicko McBrain sempre foi um cara que jogou para o time. Seu trabalho nesse disco não tem a exuberância dos tempos de
Piece of Mind, mas se encaixa perfeitamente na nova proposta da banda.

É compreensível que um fã do grupo, sobretudo os mais antigos, se assustasse e não aceitasse tais mudanças. Quem se lembrava da crueza dos dois primeiros discos e da fase clássica com Bruce realmente teria dificuldades em se acostumar com o estilo sombrio, introspectivo e cadenciado desse novo Iron Maiden.

Confesso que eu mesmo, como fã desde a fase mais clássica da banda, não aceitei bem aquela nova realidade. Com o passar dos anos, após várias audições do álbum, após amadurecer um pouco e me abster de radicalismos, passei a tê-lo em conta como um excelente trabalho. A questão aqui não é colocar uma opinião pessoal como se fosse uma verdade absoluta, mas trazer para a discussão um tema que já foi levantado em várias ocasiões e que se encaixa bem com a proposta dessa seção. Um disco, para ser bom, tem que ser melhor que os anteriores, ou ser bom é uma qualidade intrínseca a algo?
The X Factor não é o melhor trabalho da Donzela, não se equipara a obras como Piece of Mind e Powerslave, só que também não merece tanto desdém e crítica como se observa. Ele é um trabalho de grande qualidade, que seria a grande obra na discografia de muita gente. Não são poucas as bandas que sonhariam com um álbum assim em seu currículo. Dentro desse disco existem várias passagens instrumentais excepcionais e, inclusive, algumas boas linhas vocais. Se o clima sombrio, melancólico e pessimista, associado a uma maior cadência e lentidão nas músicas, o afastam das características mais marcantes do grupo, é fato também que justamente esse aspecto lhe confere uma originalidade e alma própria impressionantes.


Muitos que criticam o trabalho falam que na voz de Bruce Dickinson o álbum seria maravilhoso, o que significa dizer que, então, as músicas são boas. Outros já dizem que ninguém o salvaria. Um grande problema foi o momento histórico em que foi concebido, tanto da banda quanto do cenário heavy metal. E ser lançado sob o nome Iron Maiden faz com que a pressão e o rigor ao se analisar o trabalho sejam elevados à estratosfera.

Outra coisa que fez parte de seu insucesso foi o vocalista. Não por Blaze Bayley ser ruim, pois isso ele não é. O cara tem uma carreira solo para provar isso. Mas os problemas de Bayley começam por seu estilo ser diametralmente oposto ao de Bruce, sob o que se quiser analisar, e trazer um estilo totalmente diferente ao Maiden era algo quase impossível. “
Ah, mas Bruce tem o estilo totalmente diferente do Paul Di’Anno e se deu bem na banda”. Sim, mas a questão não é ser parecido ou diferente do antecessor, mas ter um estilo que se encaixe ao som do grupo. Arrisco dizer que não haveria vocalista nesse mundo que pudesse agradar aos fãs do Iron Maiden substituindo Mr Air Raid Siren - talvez só alguém com estofo como um Dio ou um Halford.

O maior dos problemas de Blaze não foi o que ele fez no estúdio e, sim, o que fez ao vivo. Faltava-lhe experiência, vivência num palco grande e um pouco mais de carisma no início. Ele é um ótimo vocal para heavy metal, mas não tem grande versatilidade, seu tipo de voz não permite grandes variações e exige que as músicas sejam bem encaixadas no seu estilo, o que era tudo o que o Iron Maiden não tinha como oferecer. Além disso, fazê-lo cantar as linhas vocais altíssimas de Bruce era algo que não tinha como dar certo. Desafinava ao tentar alcançar os tons mais altos, se atrapalhava, perdia até mesmo o tempo das músicas. Então vão dizer, se o cara fez isso tudo, como falar que ele é bom vocalista? Cantando composições que se enquadram em suas características ele sempre entregou excelentes performances. Não há explicação para o porquê de Steve Harris não ter percebido isso antes de chamá-lo para o grupo. 99% dos fãs (eu incluso) preferem Bruce na banda e festejaram sua volta como se estivessem adorando uma divindade. Isso é uma coisa. Agora, querer crucificar Bayley - como, aliás, foi feito - e responsabilizá-lo pelo fato de o grupo não ter atingido o mesmo sucesso de outrora nada mais é do que maldade.

Agora sim, você já pode esbravejar, praguejar, discordar de tudo o que foi escrito aqui. Faça isso mas, de preferência, após dar uma outra ouvida em
The X Factor. Quem sabe alguém que ainda não descobriu o bom álbum que existe escondido entre tantas críticas possa fazê-lo agora? Tenho certeza que, da mesma forma que muita gente não comunga das ideias expostas acima, outros tantos concordam com boa parte do que foi dito. O importante é que cada um possa dar a sua opinião. Até uma próxima.


Faixas:
1 Sign of the Cross 11:17
2 Lord of the Flies 5:03
3 Man on the Edge 4:13
4 Fortunes of War 7:23
5 Look for the Truth 5:10
6 The Aftermath 6:20
7 Judgement of Heaven 5:12
8 Blood on the World's Hands 5:57
9 The Edge of Darkness 6:39
10 2 A.M. 5:37
11 The Unbeliever 8:10


31 de ago de 2010

Rotting Christ - Aealo (2010)

terça-feira, agosto 31, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Cotação: *****

Adicionar elementos externos ao heavy metal é sempre uma jogada arriscada. O tradicionalismo da maioria dos fãs geralmente não aceita muito bem esse tipo de inovação. No caso dos gregos do Rotting Christ, uma das principais bandas de black metal surgidas nas duas últimas décadas, a adição de características da música folclórica grega ao metal praticado pelo grupo deu uma cara única ao seu som e transformou seus álbuns mais recentes em obras que beiram a perfeição.

Se em Theogonia (2007), trabalho anterior do quarteto, aspectos da rica e milenar música grega apareciam de forma tímida, porém marcante, em Aealo (“destruição”, em grego antigo) a banda extrapolou essa característica. O disco apresenta uma sonoridade riquíssima e cativante. As composições são épicas e despejam baldes de melodia sobre o ouvinte.


Em seu novo álbum a banda liderada pelo vocalista e guitarrista Sakis Tolis alcançou, provavelmente, o ápice criativo de sua longa carreira, iniciada em 1987 em Atenas. A complexidade das composições é similar ao poder de fascinação que as faixas possuem em quem se aventura pelo play.

Um trabalho simplesmente fantástico, criativo, que pega elementos históricos da rica história grega e os traduz para a geração atual. Com Aealo o Rotting Christ, que já ostentava o status de ícone do metal extremo, sobe vários degraus e caminha a passos largos para o Olimpo do heavy metal.

O tracklist é perfeito, com uma música melhor que a outra. A faixa-título dá início ao álbum com cantos gregos seguidos por uma avalanche de peso e melodia. A inserção de vocais femininos entoando melodias milenares dá um ar sombrio ao disco, e torna sua audição interessantíssima. Não há destaques individuais entre as onze faixas, todas são excelentes e apresentam um nível de qualidade altíssimo.


Gravado entre julho e outubro de 2009, e lançado na Europa em fevereiro de 2010, Aealo tem produção – exemplar, com um som cristalino – do próprio Sakis. O disco conta com a participação especial de vários músicos, incluindo Magnus (vocalista do Necromantia e ex-Rotting Christ), A.A. Nemtheanga (vocal do Primordial) e a cantora grega Diamanda Galas, que participa de forma sublime da última faixa, “Orders From the Dead”, de sua autoria.

Para os colecionadores, a versão brasileira vem em uma embalagem slipcase e conta com um DVD bônus com um documentário sobre a gravação do disco e dois shows, incluindo trechos da última passagem dos gregos pelo Brasil.

Aealo é um CD fenomenal, um álbum excelente. Estamos diante de uma verdadeira obra-prima do heavy metal. O Rotting Christ vem lançando ótimos discos nos últimos anos como Khronos (2000), Genesis (2002), Sanctus Diavolo (2004) e o já citado Theogonia. Aealo é ápice dessa excelente sequência, e, ao mesmo tempo em que reafirma a posição da banda grega na elite do black metal, solidifica o seu nome como um dos grupos mais inovadores e criativos do heavy metal contemporâneo.

Obrigatório!



Faixas:
1 Aealo 3:40
2 Eon Aenaos 3:56
3 Demonon Vrosis 4:55
4 Noctis Era 4:47
5 Dub-Saĝ-Ta-Ke 2:57
6 Fire Death and Fear 4:33
7 Nekron Iahes... 1:08
8 ...Pir Threontai 4:47
9 Thou Art Lord 4:50
10 Santa Muerte 5:27
11 Orders From the Dead 8:55

Clássico de Paul McCartney com os Wings ganha diversas edições especiais

terça-feira, agosto 31, 2010

(fonte:
Os Armênios)

Na expressiva carreira de Paul McCartney pós-Beatles, o disco Band on the Run (1973), gravado com os Wings, costuma ser apontado pela crítica e pelos fãs como o maior destaque. Normalmente, esse título acaba entrando em todas seleções do tipo “melhores álbuns da história do rock”.

Agora, esse clássico será relançado em várias edições especiais recheadas de extras, para fazer os aficionados mais fiéis chorarem de alegria. Com o som remasterizado, as novas versões de
Band on the Run devem chegar às lojas no dia 2 de novembro.


Confira os detalhes abaixo.

Band on the Run – Standard Edition (1 CD digipak)

1. Band on the Run (2010 Remaster)
2. Jet (2010 Remaster)
3. Bluebird (2010 Remaster)
4. Mrs Vandebilt (2010 Remaster)
5. Let Me Roll It (2010 Remaster)
6. Mamunia (2010 Remaster)
7. No Words (2010 Remaster)
8. Picasso’s Last Words (Drink to Me) (2010 Remaster)
9. Nineteen Hundred and Eighty Five (2010 Remaster)

Band on the Run – Special Edition (2CD+1DVD digipack)

CD1
Standart Edition

CD2
1. Helen Wheels (2010 Remaster)
2. Country Dreamer (2010 Remaster)
3. Bluebird [from One Hand Clapping] (2010 Remaster)
4. Jet [from One Hand Clapping] (2010 Remaster)
5. Let Me Roll It [from One Hand Clapping] (2010 Remaster)
6. Band on the Run [from One Hand Clapping] (2010 Remaster)
7. Nineteen Hundred and Eighty Five [from One Hand Clapping] (2010 Remaster)
8. Country Dreamer [from One Hand Clapping] (2010 Remaster)
9. Zoo Gang (2010 Remaster)

DVD
1. Band on the Run (05:10)
2. Mamunia (04:52)
3. Album Promo (07:42)
(medley com Band on the Run, Mrs Vandebilt, Nineteen Hundred and Eighty Five, Bluebird)
4. Helen Wheels (03:39)
5. Wings In Lagos (03:01)
(trecho de filmagem em preto e branco em Lagos, Nigeria, onde os Wings foram gravar o Band on the Run)
6. Osterley Park (15:20)
(filmagem da sessão fotográfica para a capa do álbum, com todos os participantes)
7. One Hand Clapping (51:49)
(documentário originalmente feito para a TV, com performances em estúdio,gravado e filmado em Abbey Road, em 1974, direção de David Litchfield)
7.1. One Hand Clapping Theme
7.2. Jet
7.3. Soily
7.4. C Moon
7.5. Little Woman Love
7.6. Maybe I’m Amazed
7.7. My Love
7.8. Bluebird
7.9. Let’s Love
7.10. All Of You
7.11. I’ll Give You A Ring
7.12. Band on the Run
7.13. Live and Let Die
7.14. Nineteen Hundred and Eighty Five
7.15. Baby Face

Band on the Run – Deluxe Edition (3CD+1DVD case)

CD1, CD2 & DVD
Special Edition

CD3
21 faixas remasterizadas do documentário produzido para a edição de aniversário de 25 anos.

1. Paul McCartney (Intro) /Band on the Run (Nicely Toasted Mix) (2010 Digital Remaster)
2. Band on the Run (Original) (Background) /Paul McCartney (Dialogue Link 1)(2010 Digital Remaster)
3. Band on the Run (Barn Rehearsal – 21st July 1989) (2010 Digital Remaster)
4. Paul McCartney (Dialogue Link 2) /Mamunia (Original) (Background) /Denny Laine (Dialogue) /Mamunia (Original) (Background) /Linda McCartney (Dialogue) /Paul McCartney (Dialogue Link 3) (2010 Digital Remaster)
5. Bluebird (Live Version – Australia 1975) (2010 Digital Remaster)
6. Bluebird (Original) (Background) /Paul McCartney (Dialogue Link 4) (2010 Digital Remaster)
7. Paul McCartney (Dialogue Link 5) /No Words (Original) (Background) /Geoff Emerick (Dialogue) (2010 Digital Remaster)
8. No Words (Original) /Paul McCartney (Dialogue Link 6) /Tony Visconti (Dialogue) /Band on the Run (Original) (Illustration) /Tony Visconti (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
9. Jet (Original from Picasso’s Last Words) (Background) /Paul McCartney (Dialogue Link 7) /Jet (Original from Picasso’s Last Words) (Background) /Al Coury (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
10. Jet (Berlin Soundcheck – 3rd September 1993) (2010 Digital Remaster)
11. Paul McCartney (Dialogue Link) /Clive Arrowsmith (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
12. Nineteen Hundred and Eighty Five (Original) (Background) /Paul McCartney (Dialogue Link 9) /James Coburn (Dialogue) /Paul McCartney (Dialogue Link)
10) /John Conteh (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
13. Mrs Vandebilt (Original) (Background) /Paul McCartney (Dialogue Link 11)/Kenny Lynch (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
14. Let Me Roll It (Cardington Rehearsal – 5th February 1993) /Paul McCartney (Dialogue Link 12)(2010 Digital Remaster)
15. Paul McCartney (Dialogue Link 13) /Mrs Vandebilt (Original) (Background)
/Michael Parkinson (Dialogue) /Linda McCartney (Band On The Run Photoshoot)
(Dialogue) /Michael Parkinson (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
16. Helen Wheels (Crazed) /Paul McCartney (Dialogue Link 14) /Christopher
Lee (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
17. Band On The Run (Strum Bit) /Paul McCartney (Dialogue Link 15) /Clement Freud (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
18. Picasso’s Last Words (Original) (Background) /Paul McCartney (Dialogue Link 16) /Dustin Hoffman (Dialogue)(2010 Digital Remaster)
19. Picasso’s Last Words (Drink to Me) (Acoustic Version) (2010 Digital Remaster)
20. Band on the Run (Nicely Toasted Mix) /Paul McCartney (Dialogue Link 17)(2010 Digital Remaster)
21. Band on the Run (Northern Comic Version) (2010 Digital Remaster)

Band on the Run (2LPs)

LP duplo de alta fidelidade com o conteúdo dos 2 CDs da Special Edition.


30 de ago de 2010

Minha Coleção - Juliano Sledz: Cradle of Filth e black metal em uma coleção repleta de peso

segunda-feira, agosto 30, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Juliano, pra começar muito obrigado por ter aceito o convite para participar da Collector´s Room. Gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores e já nos contasse quais são os seus artistas e estilos musicais preferidos.

Inicialmente gostaria de agradecer o convite e desejar sucesso a Collector´s Room. Meu nome é Juliano Rocha Sledz, tenho vinte e seis anos. Atualmente trabalho como tesoureiro no Simepar (Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná) e estou cursando Arquitetura e Urbanismo. Minhas diversões em horários vagos são ouvir heavy metal e assistir jogos do Coritiba Foot Ball Club.

Gosto de todos os gêneros do metal, tirando white e new. Os principais são black, death, thrash e metal tradiocional.


Já referente às minhas bandas preferidas, vai ser difícil, mas vou tentar citar algumas. Hoje em dia o que eu mais escuto é Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Nargaroth, King Diamond, Dark Funeral, Behemoth, Belphegor, Marduk, Immortal, Deathstars, Graveworm e Venom, sem esquecer de Ozzy Osborne, Black Sabbath, Motorhead e Iron Maiden. Também ouço muito bandas de black metal daqui do sul do Brasil como Evilwar, Camos, Amen Corner, Murder Rape e Doomsday Cerimony.


Você possui uma grande coleção do Cradle of Filth, um dos nomes mais importantes, influentes e controversos da atual geração do black metal. Como você conheceu a banda e como se tornou um colecionador do grupo?

Minha coleção é de metal. Tenho vários discos raros e boxes de muitas bandas do gênero, mas as que mais me empenho são Cradle of Filth e Dimmu Borgir.

Conheci o Cradle of Filth no final de 1998 com o lançamento do álbum Cruelty and the Beast. Na época eu estava com 15 anos e fui na Hard Temple, uma loja que tinha aqui em Curitiba. Vi a capa e me apaixonei. Sempre gostei de coisas envolvendo o vampirismo. Lembro-me que trabalhava como office boy e ganhava uma miséria, tive que trabalhar quase um mês para comprar esse disco, pois na época CD importado era muito mais caro do que hoje em dia. Quando ouvi pela primeira vez, foi amor a primeira “escutada”. A partir daí, só pensava em adquirir materiais anteriores da banda.

Como foi a transição de um ouvinte tradicional para aquele ponto ou sensação de "quero todos os discos dessa banda". Quando caiu a ficha e você percebeu que estava se tornando um colecionador?

Então, quando comprei o primeiro CD da banda e escutei já corri atrás dos materiais anteriores, e conforme fui conhecendo mais eu ia gostando, não só pelo som, mas também pela arte gráfica dos encartes e capa, que é uma coisa que curto até hoje. A partir daí, vi que seria legal colecionar algo difícil de encontrar e que poucas pessoas conheciam, comparado às bandas tradicionais como Iron Maiden, Kiss, Metallica e AC/DC.


Você lembra como foi o seu primeiro contato com a música, como você descobriu e se apaixonou pelo rock em geral? Cite o primeiro disco e o marco inicial da sua coleção.

Meu primeiro contato com a música foi com meu pai e tios, que gostavam - e ainda gostam muito - de rock. O primeiro disco que me chamou a atenção e gostei muito foi o Paranoid, do Black Sabbath, que escutávamos quando eu era ainda muito pequeno. Quando comecei a comprar CDs queria ter todos os discos do Black Sabbath, e depois os da carreira solo do Ozzy. Meu primeiro disco comprado foi o Master of Reality, em 1996.

Quantos álbuns você possui e que outros itens formam a sua coleção, além dos discos e DVDs?

Estou com mais ou menos 900 CDs de metal, todos originais, sem contar outras versões como LPs, tapes, pictures, promos, singles, bootlegs e edições limitadas.

Dentre os que você citou acima, quantos são do Cradle of Filth? De que outros grupos você possui bastante material?

Olha, estou com uns 80 CDs do Cradle, fora os outros itens. Total, contando tudo que eu tenho na coleção, deve chegar a uns 400 itens. Outra banda que tenho bastante material é o Dimmu Borgir. Tenho quase tudo que lançaram também, a única diferença é que o Cradle of Filth lança muito mais coisas e versões, fora quase um álbum por ano, diferente do Dimmu.


Alguns grupos costumam lançar muitos singles, diferentes versões, além de diversos CDs caça-níqueis. Estes itens costumam ser muito desejados entre os fãs. Você possui todas as versões de um mesmo disco ou se contenta apenas com uma? Se for só uma, qual versão você escolhe?

Gosto de ter todas as versões, e as que ainda não tenho pretendo ter o mais rápido possível. Sempre que é lançado um álbum novo, tento adquirir os promos e singles primeiro, que são os itens mais difíceis de encontrar depois. Só após adquiro a versão normal do disco.

Qual item você considera o mais valioso da sua coleção?

Eu tenho um promo em CD da música “Her Ghost in the Fog”, do álbum Midian, que acho uns dos mais difíceis de encontrar, tanto é que fazem uns cinco anos que não vejo nem sinal na internet. Acho que tem muitos fãs do Cradle of Filth que nunca nem chegaram a ver esse promo, de tão raro que ele é.


Qual foi o maior número de álbuns que você comprou de uma única vez?

Acho que foram uns 20 Cds, fora quadros do Cradle e edições limitadas, quando a Hard Temple estava fechando e queimando o estoque.

Quantos álbuns em média você compra por mês?

Claro que depende muito do mês, mas acho que em média uns oito CDs.

Tem algum item que, só de alguém chegar perto, você já gela e morre de ciúmes, tem um carinho especial e não venderia de jeito nenhum?

Olha, para falar a verdade tenho ciúme imenso de todos os meus itens, mas claro que, principalmente, dos mais raros, pela dificuldade de conseguir outro depois.

Entre tudo o que você possui, quais foram os itens que deram mais trabalho para conseguir?

O mais difícil foi o promo do “Her Ghost in the Fog” como disse antes. Outro material difícil e que paguei caro foi um picture de uma demo tape do Cradle of Filth intitulada Total Fucking Darkness, de 1993. Como saiu essa versão em pouquíssimas unidades, é muito rara de encontrar.


A sua coleção tem um limite? Você acha que, algum dia, vai parar de comprar discos porque, enfim, tem tudo o que sempre quis ter? Você acha que esse dia chegará, ou ele não existe para um colecionador?

Com certeza não, pois sempre haverão materiais novos sendo lançados. E quem gosta de ser colecionador, independente do que, nunca consegue parar.

Quem será o herdeiro da sua coleção no seu futuro?

Espero que seja com um filho, pois iria ficar muito feliz vendo minha coleção sendo continuada por uma pessoa de minha família quando eu não puder mais.

Como sua família encara a sua coleção de discos?

Para falar a verdade não gostam muito, pois acham perda de tempo e dinheiro investir em CDs, atá por causa da facilidade da pirataria. Só que como é o meu gosto, eles respeitam.


Você possui algum acervo de bootlegs? O que acha disso? Quais bootlegs de sua coleção você destacaria?

Possuo sim, quase todos os bootlegs lançados. Acho legal para a coleção, mas não para ouvir, pois a maioria desses materiais possui qualidade sonora discutível, até por muitos serem totalmente amadores na confecção. O bootleg do Cradle of Filth que eu destaco é o The Evil´s Bitter Sweet, não só pela qualidade sonora, mas também pela qualidade da arte do digipack.

Como você guarda e conserva os seus CDs?

Eu projetei um armário no meu quarto onde guardo com a maior segurança não só os materiais do Cradle, como toda a minha coleção.

Você empresta os seus discos, ou emprestar é um verbo inconcebível com um colecionador?

De jeito nenhum eu empresto, nem faço cópias. A maioria dos materiais são muito frágeis.

Eu gostaria que você fizesse um top#5 com os itens do seu acervo que você mais curte.

1- Promo “Her Ghost in the Fog”
2- Picture Disc Total Fucking Darkness
3- CD Dusk and Her Embrace digipack com capa de couro
4- CD Cruelty and the Beast em forma de cruz
5- CD Dusk and her Embrace em forma de caixão



Quais são, para você, os dez melhores álbuns de todos os tempos?

1- Dimmu Borgir – Enthrone Darkness Triumphant
2- Cradle of Filth – Bitter Suites to Succubi
3- Cradle Of Filth - Midian
4- King Diamond - Abigail
5- Satyricon – Nemesis Divina
6- Dimmu Borgir – Stormblast
7- Graveworm – As the Angels Reach the Beauty
8- Dark Funeral – Diabolis Interium
9- Immortal – Sons of Northern Darkness
10- Marduk – World Funeral

Que banda não te desce de jeito nenhum?

System of a Down. Se acabasse eu agradeceria.

O que você está ouvindo ultimamente e recomendaria para os nossos leitores?

Destroyer 666 e Behemoth.

Certamente, no meio de todo este acervo, devem existir alguns itens que você olha e pensa: “nossa, porque eu comprei este disco”. Que disco é esse?

Acho que um do Leaves Eyes, Vinland Saga.

Qual item que você tem apenas para completar a coleção? Sabe aquela banda que você gosta de tudo, mas um álbum em especial é ruim, mas você não consegue ficar sem pois, afinal, é uma coleção, e incomoda ver aquele espaço vazio na estante, mesmo que o disco que esteja faltando seja uma verdadeira bomba.

O Grand Declaration of War do Mayhem.


Se você tivesse que indicar algumas bandas, e alguns discos, para uma pessoa que nunca teve contato com o rock, o que indicaria?

Indicaria a listinha dos dez melhores álbuns na minha opinião.

Nestes anos todos esta paixão pela música certamente propiciou a você diversas experiências interessantes e curiosas. Quais foram as mais divertidas e quais foram os momentos inesquecíveis?

Inesquecível foi quando eu e minha namorada resolvemos ir de Curitiba para São Paulo sem dinheiro para o show do AC/DC no Morumbi. Tive que emprestar uma grana para comprar o ingresso e pagar a excursão. Não tínhamos nenhum real para comprar uma cerveja ou comer alguma coisa. Ainda bem que na van que fomos tinha cerveja. Nesse dia fizemos muitas amizades com várias pessoas de Curitiba que foram ao show, inclusive “inimigos” de torcida. Foi muito legal.

Algumas perguntas rápidas: Deep Purple ou Black Sabbath?

Black Sabbath.

Corpse paint ou cara limpa?

Corpse paint.

Venom ou Mayhem?

Venom.

Dimmu Borgir ou Immortal?

Dimmu Borgir.

Um show ou CD?

Os dois.


Na sua opinião, qual a importância do Cradle of Filth para a história do metal?

O Cradle of Filth, desde 1994 com o lançamento do seu primeiro álbum pela Cacophonus Records, The Principle of Evil Made Flesh, é considerada a banda responsável pela popularização do black/death metal, que antes estava restrito a um público bem pequeno. Com isso abriu um grande espaço para outros excelentes grupos como Dimmu Borgir, At the Gates e outros mais veteranos como Mayhem e Emperor, que conquistaram muitos fãs recentemente por isso. Muitos fãs dos estilos citados acima não gostam dessa chamada “popularização”, mas eu vejo como um ponto positivo para a qualidade da música. Sem contar que o Cradle of Filth foi uma das primeiras bandas a fixar em suas letras o tema vampirismo, além de misturar a isso uma certa temática erótica, realçada pelos belos vocais femininos, e ainda passagens orquestradas, influenciando muitas outras bandas, até mesmo do próprio black metal.

Mais uma vez muito obrigado por ter participado da Collector´s Room e parabéns pela coleção. Este espaço é seu, manda bala e deixa seu recado!

Primeiramente gostaria de agradecer o convite para participar da Collector´s Room, pois é muito gratificante a oportunidade de mostrar minha coleção para outros fãs do Cradle of Filth e também de metal, e parabenizar pelo site. Também queria parabenizar todos os colecionadores que aqui estão, e outros que participarão. Um grande abraço a todos.

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