10 de dez de 2010

Best of 2010: os melhores discos do ano na opinião de Ricardo Seelig, editor da Collector´s Room!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Como toda lista, essa também não foi fácil de ser feita! Discos entraram, outros saíram, e quando achava que ela estava pronta me lembrava de algum álbum que havia ficado de fora. Mas, enfim, depois de semanas escutando novamente cada um dos discos que pré-selecionei cheguei nos dez abaixo, que na minha opinião são o que melhor aconteceu na música - principalmente no heavy metal - em 2010.

Então leia, concorde, discorde, coloque a boca no trombone e vamos falar sobre esses álbuns nos comentários!

Rotting Christ – Aealo

Um disco magnífico! Os gregos do Rotting Christ gravaram o melhor álbum do ano, uma verdadeira obra-prima do heavy metal! Avalanches de melodia, peso em cada segundo, influências da música tradicional de seu país em composições inspiradas e repletas de personalidade. Se você ainda não ouviu, está aí a trilha sonora dos últimos dias de 2010!

Accept – Blood of the Nations

O retorno do ano! Accept sem Udo Dirkschneider, e o baixinho não faz a menor falta! Mark Tornillo assume a voz, enquanto a dupla Wolf Hoffmann e Peter Baltes dá as cartas em composições excelentes, dignas da rica história do grupo alemão. O anúncio do álbum veiculado nas revistas especializadas brasileiras diz que não é uma coletânea, mas sim o novo disco do Accept. Realmente não é uma coletânea, mas o tracklist afiadíssimo e a altíssima qualidade das faixas transmite a sensação de que estamos ouvindo uma compilação de hits e não um álbum de inéditas. Obrigatório!

Triptykon – Eparistera Daimones

A nova banda de Tom Warrior, ex-Celtic Frost, pariu um álbum complexo, inovador, único e atordoante! Heavy metal pesadíssimo, repleto de riffs que beiram o doom e faixas que trilham caminhos sempre surpreendentes. Espetacular é pouco!

Soilwork – The Panic Broadcast

O guitarrista e produtor Peter Wichers retornou ao grupo, e o Soilwork reencontrou o seu caminho! Um álbum coeso, que une inovação e heavy metal na medida certa. Um desfile de faixas grudentas que impressiona, e desde já um dos melhores trabalhos da carreira dos suecos, ao lado do clássico Natural Born Chaos, de 2002. Compre!

Avenged Sevenfold – Nightmare

Hard rock dos bons, com excelentes refrãos e melodias pra lá de inspiradas. Pra completar, Mike Portnoy na bateria, respirando fora do Dream Theater e gostando tanto da experiência que resolveu sair da banda que criou! Nightmare é um discaço, bom do início ao fim, mas que, infelizmente, vai passar batido pela maioria dos fãs de heavy metal por puro preconceito. Abra a sua cabeça, aperte o play e ouça no talo um dos melhores CDs de 2010!

Sandália de Prata – Samba Pesado

Quando recebi esse disco, não imaginava o que iria ouvir. Depois de escutá-lo pela primeira vez, tive certeza de que ele me acompanharia por um bom tempo! Samba Pesado é um excelente trabalho que lança novos ares sobre o samba, mostrando que ele pode soar atual sem perder as suas características clássicas. Malandragem, balanço e sensualidade na medida certa!

Witchery – Witchkrieg

O disco mais viciante de 2010! Metal inspirado, grudento, que puxa você para dentro de um universo paralelo repleto de peso e agressividade. Eric Legion, ex-Marduk, assumiu o comando dos vocais da banda e deu outra dimensão ao som. De quebra, participações especiais de nomes como Kerry King, Gary Holt e Hank Shermann dão a dimensão do estrago. Se você ainda não tem, tá na hora de comprar!

Orphaned Land – The Never Ending Way of ORwarriOR

Uma banda única, vivendo o ápice de sua criatividade! Esse é o Orphaned Land de The Never Ending Way of ORwarriOR. Heavy metal, elementos folclóricos, características de progressivo, jazz e folk em um disco estupendo! Ouça, impressione-se e fique de queixo caído!

Nevermore – The Obsidian Conspiracy

O Nevermore tornou a sua música mais direta e menos complexa em The Obsidian Conspiracy, sucessor do sensacional This Godless Endeavor, de 2005. O resultado é um álbum que mantém a categoria dos norte-americanos, carregado de um heavy metal potente, cristalino e reluzente. Pra ouvir no talo até os vizinhos reclamarem!

Immolation – Majesty and Decay

Um dos ícones do death metal norte-americano retorna depois de três anos de silêncio com um de seus melhores trabalhos! Majesty and Decay traz um death épico e hipnótico, traduzido em uma experiência sonora atordoante. Ouça e comprove!

Destaques positivos:


Além desses discos, tenho que mencionar também os excelentes novos trabalhos do Crazy Lixx (New Religion), David Rock Feinstein (Bitten by the Beast, incluindo a última música gravada por Ronnie James Dio, “Metal Will Never Die”), Iron Maiden (The Final Frontier), Ozzy Osbourne (com o surpreendente e moderno Scream), Skyforger (Kurbads), Slash, Blind Guardian (At the Edge of Time), Zeca Baleiro (a dupla Concerto e Trilhas) e Korzus (Discipline of Hate), além do espetacular DVD Beyond the Lighted Stage, que conta a história do Rush.

O ano foi bom, a música está viva, é só deixar ela chegar até você!

Exciter - Death Machine (2010)

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ***1/2

A máquina assassina canadense está de volta! Os precursores do speed metal chegam a seu décimo-primeiro álbum de estúdio mostrando que ainda sabem como oferecer aos fãs uma aula de agressividade sem descuidar da melodia.

O vocalista Kenny “Metal Mouth” Winter mostra estar adaptado ao grupo, oferecendo um trabalho bem mais interessante se comparado ao play anterior, Thrash Speed Burn. Mas para quem não gosta de um vocal esganiçado, não adianta, nada vai mudar a opinião aqui. Já o mestre John Ricci mostra porque foi um guitarrista influente para a geração seguinte, metralhando nossos ouvidos com riffs e solos de pura insanidade e qualidade.

A faixa-título abre a destruição no melhor estilo pé na porta, convidando para a abertura de mosh-pits. Depois é a vez do baterista Richard Charron mostrar seu poder fogo na intro de “Dungeon Descendants”, outra cacetada certeira. A melhor do disco vem na sequência. “Razor in Your Back” é uma verdadeira insanidade sonora – no bom sentido – com uma levada que cola desde a primeira escutada.

Em “Pray For Pain” temos uma sonoridade vintage, aparentemente premeditada. E a coisa dá certo, trazendo lembranças do vinil girando e a agulha riscando o sulco. Uma pegada de guitarra à la Tony Iommi abre a arrastada “Power and Domination”, fazendo o ouvinte dar uma conferida no encarte para ver se rolou alguma participação especial.

Aí é hora de meter o pé no acelerador mais uma vez em “Hellfire”, som com cara de que vai conquistar o público ao vivo. “Demented Prisoners” soa algo como um thrash metal com levada rock and roll, deveras interessante. Falando em referências, ao ouvir o começo de “Slaughtered in Vain” você pode até imaginar que se trata de uma espécie de tributo ao Motörhead. Claro que a voz de Kenny é o total oposto de Lemmy, mesmo assim a impressão é a melhor possível. Só podia ter dado uma diminuída, pois depois de um tempo fica repetitiva. Encerrando o álbum, “Skull Breaker”, verdadeiro convite para o headbanging desenfreado. A faixa escondida é um solo de John Ricci com o mesmo nome da música que a antecede.

Dan Beehler não volta mais. Muito menos o Exciter fará outro álbum com a grandeza de um Heavy Metal Maniac ou Violence and Force. Mas ainda é uma ótima opção para quem gosta de umas porradas nos tímpanos no melhor estilo old school.

E fiquem ligados, em março a banda passa pelo Brasil. Dia 27, em São Paulo, no Carioca Club. Oportunidade imperdível para os adeptos.


Faixas:
1 Death Machine 4:14
2 Dungeon Descendants 3:54
3 Razor in Your Neck 4:04
4 Pray for Pain 4:03
5 Power and Domination 4:24
6 Hellfire 3:08
7 Demented Prisoners 4:57
8 Slaughtered in Vain 5:01
9 Skull Breaker 7:00

9 de dez de 2010

Dorsal Atlântica - Terrorism Alive (2010)

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room


Cotação: ****


Uma das bandas mais importantes e influentes do heavy metal brasileiro, peça fundamental no desenvolvimento e na consolidação da música pesada no Brasil, o Dorsal Atlântica retorna às lojas com o relançamento do álbum ao vivo Terrorism Alive, lançado originalmente em 1999. O disco foi relançado pela Shinigami Records em um elogiável trabalho de resgate de um registro histórico do metal nacional, já que Terrorism Alive é o único álbum ao vivo lançado pelo Dorsal em toda a sua carreira.

Terrorism Alive foi gravado em Fortaleza em 18 de setembro de 1998 durante a turnê do disco Straight (1997). Na época a banda era formada por Carlos Lopes (vocal e guitarra), Alexandre Farias (baixo) e Guga (bateria). A qualidade de gravação é muito boa, e realça o poderio que o trio sempre teve no palco.

Contando com vinte faixas – sendo que as duas últimas, “Extreme Conditions” e “Carniceria”, são bonus tracks -, Terrorism Alive atesta o quanto o Dorsal faz falta para a cena metálica brasileira atual. Extremamente inovador e inquieto, o grupo liderado pelo outrora Carlos Vândalo foi peça essencial para o heavy metal nacional. Sua discografia está repleta de álbuns antológicos e que ainda soam atuais, como é o caso de Dividir e Conquistar (1988), Searching for the Light (1990), Musical Guide from Stellium (1992) e Alea Jacta Est (1994), isso sem falar nos históricos e obrigatórios Antes do Fim (1986) – regravado e relançado em 2005 com o título Antes do Fim, Depois do Fim (2005) – e Ultimatum (1985), split gravado ao lado do Metalmorphose.

Terrorism Alive traz músicas de toda a carreira da banda, em um apanhado geral que mostra o quanto o Dorsal transitou com absoluta naturalidade pela riqueza musical natural do heavy metal. O tracklist varia entre faixas cantadas em inglês e outras em português, todas executadas com enormes doses de energia e tesão pelo grupo.

Essa nova versão traz uma característica importante em relação ao disco original: a capa do relançamento da Shinigami é diferente da versão de 1999, tornando o item ainda mais atrativo aos colecionadores. Merece destaque também o emocionante texto do encarte, escrito por Sebastião de Oliveira, narrando tudo o que aconteceu na data do show.

Seja você um simples apreciador ou um grande colecionador de heavy metal, aproveite esse relançamento de Terrorism Alive e adquira agora mesmo, neste instante, uma cópia do disco. Você não vai se arrepender, e poderá mostrar para seus filhos e netos como soava, em seu território natural e de forma bruta, uma das bandas responsáveis por jogar ao solo as sementes que floresceram fortes, férteis e donas de uma beleza ofuscante, tornando o Brasil não só um dos maiores mercados para a música pesada no mundo, mas também um dos maiores celeiros de bandas do gênero em todo o planeta.


Faixas:
1.Sign of the Times
2.God´s Complex
3.Rapist
4.Who the Fuck Do You Think You Are
5.Dor
6.All the Women (I´ve Loved)
7.Black Mud
8.Velhice
9.Vitória
10.The Ones Left Screaming
11.H.I.V.
12.Madness
13.Blood Pact
14.Caçador da Noite
15.Thy Kingdom Come
16.Take Time
17.Tortura
18.Guerrilha

Bonus tracks:
19.Extreme Conditions
20.Carniceria

Best of 2010: os melhores discos do ano na opinião de João Renato Alves, redator da Collector´s Room!

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

Antes de qualquer coisa, devo dizer que foi muito difícil organizar esse top 10. Fiz uma lista prévia e depois tive que escolher o que retirar, alguns com muita dor no coração. Mas acho que consegui deixar um bom resumo, seguindo as minhas preferências musicais.

Portanto, vamos aos escolhidos, que não estão em uma ordem de classificação, são os dez e pronto!

Accept – Blood of the Nations

Muitos desconfiaram do retorno da banda com o norte-americano Mark Tornillo nos vocais – eu entre eles, confesso – em substituição ao lendário Udo Dirkschneider. Mas Blood of the Nations honra a tradição germânica do heavy metal e acaba com qualquer resistência prévia. É música com garra, feita por um dos principais grupos do estilo. Para bater cabeça e empunhar a air guitar com orgulho!

Crazy Lixx – New Religion

A Suécia tem oferecido ao mundo algumas das melhores bandas de hard rock do momento. Após um trabalho de estreia que era bom, mas nada especial, o Crazy Lixx surpreendeu, trazendo em seu segundo álbum uma verdadeira coletânea de hits do gênero. Para despertar um sentimento saudosista nos adeptos, sem perder o sabor de novidade nem a marca registrada dos músicos.

Treat – Coup De Grace

Ainda na Suécia, uma das bandas que colocou o país no mapa do hard rock, junto com o Europe, retornou em grande estilo. O Treat ofereceu uma volta triunfal aos fãs, lançando um de seus melhores discos. A mescla de peso e melodia funcionou perfeitamente, como em seus melhores dias.

Blaze Bayley – Promise and Terror

Blaze jamais será reconhecido por todos os fãs do Iron Maiden, mesmo que seja por simples birra. Azar o deles, que deixarão passar mais um trabalho fantástico! Promise and Terror mantém o peso de seu antecessor, mesclando com algumas melodias mais tradicionais, que remetem a seus dois primeiros plays. Para os fãs de um som mais direto, uma atração bem mais interessante que sua antiga banda, que está confortavelmente executando seu heavy com influências progressivas cada vez mais latentes.

White Widdow – White Widdow

Direto da Austrália, a grande revelação do melodic rock no ano. O White Widdow busca influências oitentistas e faz um som com grande participação dos teclados – mas sem se descuidar das guitarras. Várias faixas seriam hits radiofônicos fáceis algumas décadas atrás. Indicado a fãs do Europe da fase antiga e outras bandas dessa linhagem.

Black Country Communion – Black Country

Glenn Hughes, Joe Bonamassa, Derek Sherinian e Jason Bonham. Não tinha como dar errado. Certa complexidade em alguns arranjos pode fazer com que seja necessária mais de uma escutada para absorver a proposta, mas quem conseguir absorver a atmosfera criada pelo quarteto tem tudo para aprovar. Portanto, ouçam com seus espíritos preparados para jams e viagens variadas.

David Rock Feinstein - Bitten By The Beast

Talvez nenhum álbum lançado esse ano venha tão carregado no aspecto emoção quanto esse. Por trazer a última música gravada por Ronnie James Dio, o trabalho solo de seu primo já teria atenção especial. Mas todas as nove faixas possuem qualidade superior. Um álbum curto e direto, feito por quem entende do assunto. Tem hard rock, heavy metal e rock and roll em uma maravilhosa salada daquilo que todos nós amamos. Ronnie ouve sorrindo e fazendo o sinal dos chifrinhos onde estiver!

John Norum – Play Yard Blues

O guitarrista do Europe mostra toda sua competência no blues rock, com belas faixas próprias e homenagens a heróis como Thin Lizzy, Mountain e Mahogany Rush. O trabalho já emociona desde a capa, trazendo John com seu filho Jake Thomas, fruto do casamento com Michele Meldrum, que infelizmente faleceu em 2008, quando o garoto tinha apenas 3 anos. Alma e feeling a toda prova!

Pretty Maids – Pandemonium

Quem diria que, após tantos anos, os dinamarqueses lançariam um trabalho digno de figurar entre seus melhores? Sua mistura de heavy metal e hard rock empolga em todas as faixas do CD. Pandemonium pode não ser um novo Future World, Spooked ou qualquer outro dos clássicos imortais. Mas é um trabalho mais do que digno de uma das melhores bandas de sua geração, que mostra ainda ter muita lenha para queimar.

H.E.A.T. – Freedom Rock

Já era esperado, mas sempre é bom ver quando as expectativas se confirmam. Após uma estreia arrasadora em 2008, o H.E.A.T. retorna com Freedom Rock, álbum que os reafirma como uma das melhores bandas do melodic rock atual. Podemos notar uma clara evolução nas composições, que ficaram mais variadas sem descaracterizar a proposta. Algumas bem-vindas influências setentistas juntam-se à fórmula já utilizada anteriormente, fazendo com que o som fique ainda mais interessante.

Destaque negativo:

Yngwie Malmsteen - Relentless

Faz tempo que o sueco está devendo, mas nunca tinha ido tão baixo antes. Pior trabalho de sua carreira, fácil!

Blaze Bayley relança álbum em versão limitadíssima em vinil - e ainda por cima autografado!

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Por Jaisson Limeira
Colecionador
Collector´s Room


Já está em pré-venda no site de Blaze Bayley uma prensagem limitadíssima em vinil do ótimo álbum The Man Who Would Not Die, disco lançado em 2008 e que obteve ótima repercussão junto aos fãs.

O álbum será lançado em LP duplo com uma capa gatefold, e será limitado a apenas 500 cópias. A data prevista para envio dos vinis será no dia 21 de dezembro, e todos os pedidos feitos até dia 18 serão autografados.

Segue abaixo o tracklist:

Side 1

1. The Man Who Would Not Die
2. Blackmailer
3. Smile Back at Death

Side 2

1. While You Were Gone
2. Samurai
3. A Crack in the System

Side 3

1. Robot
2. At the End of the Day
3. Waiting For My Life to Begin

Side 4

1. Voices From the Past
2. The Truth is One
3. Serpent Hearted Man

Blaze Bayley continua divulgando seu mais recente trabalho, Promisse and Terror, e já tem datas agendadas para a segunda parte da Promisse and Terror Tour no Brasil em 2011.

Confira:

13/01 - Rio de Janeiro/RJ
15/01 - Macaé/RJ
16/01 - Belo Horizonte/MG
19/01 - Goiânia/GO
20/01 - Campinas/SP
21/01 - São Paulo/SP
22/01 - Catanduva/SP
23/01 - Porto Alegre/RS
26/01 - Curitiba/PR
27/01 - Buenos Aires (ARG)
28/01 - a confirmar (ARG)
29/01 - Antofogasta (CHI)
30/01 - Santiago (CHI)

8 de dez de 2010

Álbum ao vivo do Black Sabbath com Dio, gravado em 1982, é relançado em edição limitada em vinil!

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Live at Hammersmith Odeon, álbum ao vivo lançado em CD pelo Black Sabbath originalmente em 2007, será relançado no início de 2011 em edição limitada em vinil.

O álbum volta às lojas em uma limitadíssima edição em vinil triplo, disponível para venda apenas nas redes conveniadas do Metal Club, um grupo de lojas de discos norte-americanas e canadenses que se uniram para divulgar e lançar itens relacionados ao heavy metal de forma conjunta. Para saber mais sobre o Metal Club, clique aqui.

Live at Hammersmith Odeon traz uma apresentação do Black Sabbath gravada em 1982 na lendária casa de shows, durante a turnê do álbum Mob Rules. Formado na época por Ronnie James Dio, Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice – o mesmo line-up que mais de duas décadas depois se reuniria novamente para a criação do Heaven and Hell -, o grupo executa faixas dos discos gravados com Dio – Heaven and Hell e Mob Rules -, além de versões para antigos hinos da era Ozzy, como “Paranoid”, “War Pigs”, “Iron Man” e a clássica faixa que dá nome ao grupo.

Essa nova edição de Live at Hammersmith Odeon será lançada em vinil triplo de 180 gramas, capa gatefold e edição limitada a apenas 3 mil cópias. O disco chega às lojas conveniadas do Metal Club no dia 11 de janeiro de 2011.

Primeiro álbum do Sentenced relançado no Brasil em 'deluxe edition' dupla e carregada de faixas extras!

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ****

Formada na cidade de Muhos em 1989, a banda finlandesa Sentenced é uma das principais referências quando se fala de gothic metal. Ao longo de sua carreira, o grupo criado pelo guitarrista e vocalista Miika Tenkula (falecido em 18 de fevereiro de 2009 de um ataque cardíaco causado por um problema congênito, agravado pelo consumo excessivo de álcool – Tenkula era conhecido entre os amigos como “rei do álcool”) foi lançando álbuns que definiram os fundamentos do metal gótico.

A influência dos finlandeses germinou forte e cresceu a olhos vistos ao longo dos anos, principalmente a partir de 1996, quando o vocalista Ville Laihiala assumiu o posto de frontman do conjunto.

O início de toda essa trajetória se deu com o álbum Shadows of the Past, lançado originalmente em novembro de 1991 e que acaba de ser relançado no Brasil pela Shinigami Records em uma edição dupla recheada de bônus apetitosos!

Em seu primeiro trabalho, o Sentenced executava um som muito diferente do gothic metal que o consagrou. Na época, a banda era formada por Miika Tenkula (vocal e guitarra), Sami Lopakka (guitarra), Taneli Jarva (baixo) e Vesa Ranta (bateria), e gravou um álbum de qualidade inequívoca, onde o que sai das caixas de som é um death metal poderoso, criativo, totalmente 'old school'. Nivelado por cima, o tracklist contém excelentes composições como “When the Moment of Death Arrives” - que abre o play com melodias que lembram o Dissection -, “Rotting Ways to Misery”, “Suffocated Beginning of Life”, “Beyond the Distant Valleys”, “Disengagement” e “The Truth”.


Shadows of the Past foi relançado diversas vezes ao longo dos anos, e o resultado disso tudo é que o disco já saiu com três capas diferentes! A primeira, do lançamento original da Thrash Records em 1991, segue a linha estética do death metal, com uma proliferação de cruzes e o uso de uma fonte bem “espinhosa” e agressiva. A Thrash Records lançou o disco em CD pela primeira vez na mesma época, em 1991, incluindo uma faixa bônus no disquinho, “Descending Curtain of Death”.


Em 1995, a Century Media relançou o disco com uma nova capa, dessa vez mais soturna e já usando a logo que ficaria famosa entre os fãs. Além disso, essa reedição da Century Media incluiu também três faixas bônus no pacote - “Wings”, “In Memoriam” e “Mythic Silence (As They Wander in the Mist)” -, todas retiradas da demo Journey to Pohjola, de 1992.

E finalmente em 2008 a mesma Century Media colocou no mercado uma Deluxe Edition de Shadows of the Past com uma nova arte de capa – a minha preferida, diga-se de passagem -, além de um CD extra carregado de faixas bônus. É essa edição que a Shinigami Records está colocando agora no mercado brasileiro.

O segundo disco traz nada mais nada menos que onze faixas bônus, trazenbdo na íntegra as cultuadas demo-tapes When Death Join Us … (1990) e Rotting Ways to Misery (1991), primeiros registros fonográficos dos finlandeses.

A carreira do Sentenced seguiu por um caminho diferente nos discos seguintes, com álbuns que lançaram ao solo características que serviram de fundamento para o gothic metal. Discos como Amok (1995), Down (1996), The Cold White Light (2002) e The Funeral Album (2005) são obras essenciais para entender a união do gótico ao heavy metal, e trazem uma banda totalmente diferente, tanto musical quanto liricamente, daquela que gravou Shadows of the Past.

Toda história tem um começo. No caso do Sentenced, ele está aqui!


Faixas:

CD1
1 When the Moment of Death Arrives
2 Rot to Dead
3 Disengagement
4 Rotting Ways to Misery
5 The Truth
6 Suffocated Beginning of Life
7 Beyond the Distant Valleys
8 Under the Suffer
9 Descending Curtain of Death

CD 2
1 Hallucinations
2 When Death Joins Us
3 Shadows of the Past
4 Obscurity...
5 Desperationed Future
6 Rotting Ways to Misery
7 Disengagement
8 Suffocated Beginning of Life
9 Under the Suffer
10 Descending Curtain of Death
11 The Truth


7 de dez de 2010

Wolfheart, álbum de estreia do Moonspell, ganha edição especial com CD bônus ao vivo!

terça-feira, dezembro 07, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ****1/2

Lançado em 1 de abril de 1995, Wolfheart apresentou o Moonspell para o mundo. Primeiro disco do grupo português, o álbum revelou uma banda criativa e ousada, que uniu com maestria o gótico ao black metal, resultando em um som original e que influenciou, de maneira decisiva, ambos os estilos.

Responsável por mostrar que havia vida própria, e inteligente, na cena metálica portuguesa, Wolfheart é considerado um dos discos mais importantes já gravados em Portugal – inclusive a capa do trabalho foi homenageada e virou selo em uma série limitada lançada pelo CTT – Correios de Portugal, em julho de 2010.

Um disco histórico, uma obra que merece ser reverenciada, o debut do Moonspell acaba de ser relançado no Brasil pela Shinigami Records em uma apetitosa edição comemorativa dupla que inclui, além das oito faixas do álbum original, todas as outras músicas em versões ao vivo gravadas durante o turnê de lançamento do play.

Analisado quinze anos após o seu lançamento, Wolfheart revela uma força, um frescor e um impacto que ainda impressionam. “Wolfshade (A Warewolf Masquerade)” abre o play de forma magnífica, com flertes sutis com o folk metal, que dão um clima todo especial à faixa. Destaque para o teclado de Pedro Paixão e para o belo solo de guitarra de Duarte Picotto.

Em “Love Crimes” as influências góticas são protagonistas, em uma jornada de quase oito minutos pelos sentimentos mais sombrios do ser humano. Contrastando com as duas primeiras músicas, “... Of Dream and Drama (Midnight Ride)” é uma faixa mais direta, incluindo inclusive um piano bem rock and roll na mistura.

“Lua D'Inverno” é um lindo e breve interlúdio acústico para “Trebaruna”, uma canção assumidamente folk e a única cantada totalmente em português. Em “Vampiria” percebe-se claramente o quanto o falecido Peter Steele, do Type O Negative, influenciou o vocalista Fernando Ribeiro. Os tons graves e a interpretação dramática de Ribeiro fazem de “Vampiria” uma das faixas de maior destaque do disco, uma peça de arte do metal negro.

Sem medo de fincar os dois pés no gótico, o Moonspell concebeu “An Erotic Alchemy”, a composição mais longa de Wolfheart. Nela se percebem claramente elementos do rock gótico da década de oitenta, principalmente nos vôos do teclado de Pedro Paixão. Além disso, trechos falados por uma voz feminina e passagens operísticas dão um brilho todo especial à faixa.

O disco fecha com o hino “Alma Mater”, a música mais black metal do trabalho. Um dos sons mais emblemáticos da carreira do Moonspell, até hoje é uma das prediletas dos fãs, e a simples audição da faixa explica porque. Muito bem resolvida e com uma performance inspirada de todo o grupo, “Alma Mater” encerra com chave de ouro o primeiro álbum dos portugueses.

Além das oito faixas originais, o primeiro CD traz também “Ataegina”, bonus da versão em digipack do álbum e registrada nas sessões de gravação do disco. Com um tempero folk, a música possui um rico trecho acústico dono de uma beleza acolhedora.

O segundo CD, como já dito, é todo ao vivo, e contém faixas gravadas nos shows de promoção do álbum. Sete delas foram retiradas da apresentação do grupo na cidade alemã de Saarbrücken, em 1995, enquanto “Vampiria” e “Alma Mater” vem do show em Paris no mesmo ano. É interessante perceber as pequenas diferenças entre as faixas gravadas no requinte do estúdio e no calor do palco. “An Erotic Alchemy”, por exemplo, vem em uma versão mais direta, que a corta quase pela metade – dos mais de oito minutos da original, sobraram apenas cinco ao vivo. A energia do quinteto sobre o palco mostra uma banda com sangue nos olhos e pronta para o ataque, vivendo uma fase de ascenção impossível de ser contida e pronta para conquistar novos fãs.

Outro aspecto bem legal nessa reedição são a presença de textos escritos pelos músicos Mikael Akerfeld (Opeth), AA Nemtheanga (Primordial), Jonas Renske (Katatonia) e Sakis Tolis (Rotting Christ) sobre a importância de Wolfheart no som de suas bandas e, principalmente, em como ele bateu em suas vidas.

Wolfheart é um álbum emblemático. Pioneiro na inserção de elementos góticos ao black metal, mostrou que era possível trilhar um novo caminho no metal extremo, afastando-se da onipresente cena norueguesa que ditou as regras na primeira metade da década de noventa.

Obrigatório em qualquer coleção, ainda mais nessa versão dupla repleta de faixas extras!


Faixas:

CD 1: Wolfheart
1 Wolfshade (A Werewolf Masquerade) 7:44
2 Love Crimes 7:34
3 Of Dreams and Drama (Midnight Ride) 3:59
4 Lua D'Inverno 1:49
5 Trebraruna 3:30
6 Vampiria 5:36
7 An Erotic Alchemy 8:05
8 Alma Mater 5:37
9 Ataegina 4:00

CD 2: Moonspell Live (1995)
1 Intro (Live Saarbrücken 1995) 1:41
2 Love Crimes (Live Saarbrücken 1995) 4:57
3 Of Dreams and Drama (Midnight Ride) (Live Saarbrücken 1995) 3:35
4 An Erotic Alchemy (Live Saarbrücken 1995) 4:58
5 Lua D'Inverno (Live Saarbrücken 1995) 1:35
6 Trebraruna (Live Saarbrücken 1995) 3:18
7 Wolfshade (A Werewolf Masquerade) (Live Saarbrücken 1995) 6:24
8 Vampiria (Live Paris 1995) 5:05
9 Alma Mater (Live Paris 1995) 5:19

Bomba: Judas Priest anuncia última tour da sua longa carreira!

terça-feira, dezembro 07, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

Após 40 anos, o Judas Priest, uma das bandas mais influentes de todos os tempos, anuncia sua turnê final!

A Epitaph Tour chegará às maiores cidades do mundo mostrando as músicas que ajudaram a banda a se transformar em sinônimo de heavy metal. Os fãs terão sua última chance de testemunhar a experiência definitiva do metal que é o Judas Priest!

A excursão começará na Europa. As seguintes datas estão confirmadas:

Jun 09 - Sweden Rock Festival, Sölvesborg, Sweden
Jun 11 - Sauna Open Air, Finland
Jun 17 - Copenhell Festival, Copenhagen, Denmark
Jun 19 - Hellfest, Nantes, France
Jun 22 - Gods of Metal Festival, Milan, Italy
Jun 25 - Graspop Metal Meeting, Dessel, Belgium
Jul 23 - High Voltage Festival, London, UK
Aug 05 - Wacken Open Air, Wacken, Germany

6 de dez de 2010

Thrudvangar - Durch Blut und Eis (2010)

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ***1/2

Banda black metal com temática viking, o Thrudvangar tem seu quarto disco, Durch Blut Und Eis, lançado no Brasil pela Paranoid Records – aliás, parabéns ao selo, que tem colocado grandes álbuns em nosso mercado. Formada em 1998 na Alemanha, conta atualmente com Matze (vocal), Christian (guitarra), Kanne (guitarra), Andreas (teclado), Günther (baixo) e Torsten (bateria).

Durch Blut Un Eis é um álbum conceitual sobre o lendário viking norueguês Erik “The Red” Thorvaldson, fundador do primeiro assentamento europeu na gélida Groenlândia. A alcunha “The Red” surgiu devivo à cor de seu cabelo, ruivo como o entardecer. No ano 982 Erik foi exilado por assassinar dois homens, e por três anos navegou pelos mares, encontrando assim a terra que batizou como Greenland. Em 986, partiu da Islândia comandando uma nau com mais de vinte barcos e 500 tripulantes, desembarcando na Groenlândia e colonizando o lugar. Seu filho, Leif Ericsson, foi um dos primeiros navegantes europeus a chegar no continente que hoje conhecemos como América do Norte.

Uma história tão rica como essa só poderia gerar um ótimo disco, e é exatamente isso que Durch Blut Un Eis é. O álbum mostra uma clara evolução em relação aos trabalhos anteriores, revelando a maturidade da banda. Estilisticamente, o som dos caras pode ser classificado no que se convencionou chamar de pagan metal, mas percebe-se claramente a presença de características de black metal.

As composições são bem construídas, equilibrando com maestria trechos mais agressivos com outros mais calmos, inclusive com a inclusão de instrumentos acústicos. O tracklist é bastante linear, sem destaques individuais, mas com uma força coletiva que faz a audição do álbum uma experiência sensorial única.

Vale o play!


Faixas:
1 Intro 2:02
2 Thorvald's Tod 5:56
3 Thodhild's Gunst 6:30
4 Habichtstal 4:34
5 Leif: Der Gewalten Gabe 5:57
6 Holmgang 4:23
7 Lüge, Verrat und Meineid 5:24
8 Ochseninsel 6:02
9 Der Schwerter Klingen 4:15
10 Thornesthing 5:39
11 Überfahrt 5:42
12 Am Ende eines Fjords 5:35
13 Sein letzter Ritt 3:24

Eluveitie - Everything Remains as It Never Was (2010)

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ***1/2

Formado na Suíça em 2002, o octeto Eluveitie chega agora ao seu quarto disco, Everything Remains as It Never Was, sucessor de Evocation I – The Arcane Dominion (2009), Slania (2008) e Spirit (2006). Se auto-intitulando como New Wave of Folk Metal, o grupo faz um som que une o folk a elementos do death metal melódico, música celta e metal tradicional, resultando em uma sonoridade bastante peculiar.

Formada atualmente por Christian “Chrigel” Glanzmann (vocal, guitarra, gaita e vários outros instrumentos), Meri Tadic (vocal, violino), Anna Murphy (vocal, hurdy gurdy), Ivo Henzi (guitarra), Siméon Koch (guitarra), Patric “Päde” Kistler (gaita de foles), Kay Brem (baixo) e Merlin Sutter (bateria), a banda resgata a música folclórica escandinava, acrescenta uma generosa dose de peso e agressividade e a reembala para o século XXI. Inegavelmente, o resultado final é bastante interessante, e merece uma audição atenciosa.

Uma das características mais marcantes do Eluveitie é o fato de os caras cantarem algumas músicas no idioma gaulês antigo, realçando ainda mais o lado medieval de seu som. Há um contraste entre a agressividade dos instrumentos elétricos e a pureza dos acústicos, fazendo com que as faixas alternem momentos mais calmos com outros de ataque puro!

Claramente bons músicos e donos de ótima técnica, os integrantes do grupo colocam o bom gosto entre suas características principais. O trabalho de guitarras é primoroso, assim como os vocais. As doces intervenções de Meri Tadic e Anna Murphy, tanto vocais quanto instrumentais, dão mais brilho e sensibilidade ao som do Eluveitie, tornando a música da banda ainda mais rica. Mas, inegavelmente, o integrante-chave é Christian “Chrigel” Glanzmann, senhor absoluto, comandante supremo de uma espécie de orquestra que tem como missão levar ao mundo atual toda a beleza da música folk.

Everything Remains as It Never Was é um grande disco, um trabalho feito com escancarada paixão e domínio histórico do terreno que se propõe a explorar. Se você não se contenta apenas com a parte mais óbvia e rasa da música pesada, arrisque-se, mergulhe fundo na escuridão e descubra uma das bandas mais interessantes da cena atual.


Faixas:
1 Otherworld 1:57
2 Everything Remains as It Never Was 4:25
3 Thousandfold 3:20
4 Nil 3:43
5 The Essence of Ashes 3:59
6 Isara 2:44
7 Kingdom Come Undone 3:22
8 Quoth the Raven 4:42
9 (Do)minion 5:07
10 Setlon 2:36
11 Sempiternal Embers 4:52
12 Lugdũnon 4:01
13 The Liminal Passage 2:15


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