18 de dez de 2010

Pesquisador brasileiro lança livro sobre obscuridades do rock dos anos 60 e 70!

sábado, dezembro 18, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Boa, ótima, fantástica notícia para quem curte o lado mais obscuro do rock dos anos sessenta e sententa! O colecionador, pesquisador e escritor Wagner Xavier, com a colaboração do também colecionador João Carlos Roberto, está lançando o livro Rock Raro: O Maravilhoso e Desconhecido Mundo do Rock.

O livro, editado pela editora carioca Livre Expressão, traz resenhas, fotos coloridas (retiradas da coleção particular dos autores) de 352 álbuns raros de 352 grupos diferentes! Segundo Wagner, o trabalho é "uma forma de homenagear estas bandas maravilhosas que não ficaram tão conhecidas ao longo dos anos, além de ser a primeiro livro totalmente nacional sobre o assunto".

Nas páginas de Rock Raro estão presentes textos sobre grupos como Jericho Jones, 2066 & Then, Fuzzy Duck, Fanny Adams, Alamo, Witch, Bonalim e inúmeros outros dos mais variados países. O livro foca o período entre 1966 e 1979 e traz álbuns de hard rock, progressivo, folk e blues rock. Cada página traz um disco resenhado e uma cotação que varia entre "bom", "muito bom", "excelente" e "diamante", sendo que para esta última cada autor escolheu 10 álbuns apenas.

Para adquirir o livro envie um email para wagner2505@yahoo.com.br. Cada cópia sairá por R$ 70,00 mais custos de correio.

Sem dúvida, um presentaço de Natal para quem ama a música e é apaixonado pelos discos!

17 de dez de 2010

Best of 2010: os melhores discos do ano segundo Regis Tadeu, um dos maiores críticos de música do Brasil!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Antes de ser um colecionador de discos, sou um grande leitor. Desde bem pequenininho, com a mais tenra idade, embarcava em jornadas fantásticas através de revistas, livros e o que mais encontrasse pela frente. Quando estava lendo me desligava do mundo, a ponto de a minha mãe chegar ao extremo de me levar a um otorrinolaringologista preocupada que eu pudesse estar surdo aos 5 anos de idade!

O amor pela música, a paixão pelos discos, aliados ao hábito uterino de sempre ler muito, naturalmente fizeram com que, aos poucos, eu começasse a escrever sobre música. Nesse ponto, a minha maior influência, provavelmente, é o meu amigo Regis Tadeu. Seus textos são verdadeiras obras de arte, donos de uma beleza poética que transforma o ato de ouvir um disco em uma experiência quase religiosa. Provocador, polêmico e sempre autêntico, Regis é um dos maiores colecionadores de discos do Brasil, e um dos maiores conhecedores de música com quem já tive o prazer de trocar algumas ideias.

É por tudo isso que senti um orgulho imenso quando o Regis aceitou o meu convite para publicar, aqui na Collector´s Room, a sua lista com os melhores álbuns de 2010. Portanto, acomode-se na cadeira, pegue a caneta e anote as dicas, que os bons sons estão chegando até você!

Robert Plant - Band of Joy

Batizado com o nome da banda que tinha nos anos 60 antes de entrar para o Led Zeppelin, o mais recente disco do lendário vocalista deixa muito claro o seu afastamento em relação às modernas sonoridades do presente, investindo ainda mais em timbres low-fi e, de certa forma, buscando recuperar suas raízes hippies. Depois do excepcional Raising Sand ao lado de Alison Krauss, ele volta seu foco a um som que mais parece um cruzamento do folk europeu com o country americano, só que embalado por uma atmosfera sônica densa e hipnotizante. Tudo soa muito antigo e muito, mas muito bem.

Tom Jones – Praise & Blame

Logo na primeira audição, o choque: no lugar da insinuante atmosfera dançante, surge um Tom Jones introspectivo, resgatando grandes canções do blues americano criadas por figuras emblemáticas como Bob Dylan, John Lee Hooker, Jessie Mae Hemphill e Rosetta Tharpe. Tudo embalado por um clima triste e reverente ao mesmo tempo, com sonoridades cruas e timbres vintage. Impossível não sentir vontade de chorar ...

Spiritual Beggars – Return to Zero

Capitaneado pelo ótimo guitarrista Michael Amott, ex-Carcass e atual chefe do Arch Enemy, este grupo não apenas é o maior nome do stoner rock da atualidade, mas se dá ao luxo de referendar esta posição com um disco inacreditável de tão bom, a ponto de fazer o chatíssimo vocalista do Firewind, Apollo Papathanasio, cantar como gente grande nesta sua estreia com a banda. Imagine se o Black Sabbath tivesse o Michael Schenker no lugar do Tony Iommi e você já tem uma ideia do que vai encontrar aqui.

Black Label Society – Order of the Black

A chegada de um novo baterista fez bem ao som da banda de Zakk Wylde. A mistura de Black Sabbath com Lynyrd Skynyrd voltou a ser exemplificada em ótimas canções repletas de riffs espetaculares.

Arcade Fire - The Suburbs

Depois de dois ótimos discos – Funeral (2004) e Neon Bible (2007) -, o incensado grupo canadense parece ter encontrado a harmonia correta na hora de oferecer sonoridades que fujam dos padrões do pop, mas que ao mesmo tempo não soem tão estranhas a quem as ouça pela primeira vez. As músicas adquiriram uma maior simplicidade, mas sem diminuir em nada a sua qualidade.

Danko Jones - Below the Belt

Já faz tempo que o grupo liderado pelo guitarrista e vocalista Danko Jones vem lançando discos energéticos e intensos, mas aqui a coisa chegou a um estágio próximo da perfeição. Os arranjos são musculosos, repletos de riffs sensacionais e uma cadência pesada que não dá um minuto de descanso – é uma paulada atrás da outra. Cuidado ao ouvir este disco dirigindo seu carro ...

The National - High Violet

A arte da delicadeza melódica e harmônica deste grupo americano chega ao auge neste disco. É difícil não se emocionar com a tristeza e a desesperança que transbordam no formato de letras incrivelmente poéticas em canções que parecem ter sido compostas especialmente para as almas atormentadas pela solidão, mesmo nos momentos mais, digamos, “acelerados”.

The Black Keys – Brothers

Soando exatamente como aquilo que Jack White adoraria fazer no White Stripes se tivesse uma baterista que soubesse tocar, este duo manda ver em um hard blues psicodélico que vira de cabeça para baixo os conceitos rítmicos e interativos existentes entre uma guitarra e uma bateria, além de entortar o cangote dos ouvintes mais animados.

Isobel Campbell & Mark Lanegan – Hawk

Uma das mais improváveis duplas do planeta – ela veio do adocicado Belle & Sebastian, enquanto ele veio do intenso Screaming Trees e é dono de uma carreira solo brilhante e lúgubre ao mesmo tempo – resultou em uma parceria espetacular. Com canções sublimes, ácidas e azedas baseadas em um caldeirão que mistura rock, soul, gospel, country, blues e o diabo a quatro, este é um daqueles discos que você precisa ouvir sozinho, sem ninguém por perto.

Sharon Jones and The Dap Kings – I Learned the Hard Way

É difícil acreditar que este disco tenha sido gravado e lançado em 2010 – a impressão é que tudo foi feito nos anos sessenta. E quando escrevo “tudo” é tudo mesmo, dos arranjos aos timbres, das espetaculares vocalizações desta extraordinária cantora ao ritmo contagiante de sua banda de apoio. Se você ama soul de raiz com grooves matadores, está aqui o seu manual prático e contemporâneo.

Elton John e Leon Russell: a união de dois gênios, o nascimento de um grande disco

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Por Maurício Rigotto
Colecionador
Collector´s Room

A primeira década do novo milênio se encerrará nos próximos dias. Mesmo assim, o final do ano de 2010 ainda nos brinda com gratas surpresas no mundo da música. Um exemplo é a inusitada união de Elton John e Leon Russell, que lançaram um excelente álbum em parceria no final do último mês de outubro, apropriadamente intitulado The Union.


O pianista Elton John foi um dos nomes mais populares do rock desde o final dos anos sessenta até meados dos anos oitenta, quando passou a fazer discos chatinhos repletos de baladas pop comerciais. Quem tem menos de trinta anos deve até estranhar que eu o esteja chamando de roqueiro, porém basta ouvir os seus trabalhos dos anos setenta para constatar o quão talentoso é esse grande e espalhafatoso artista. Ainda nos anos oitenta parei de comprar seus discos e perdi o interesse pela sua carreira, pois Elton demonstrava estar mais interessado em andar em companhia de grandes estilistas de moda e a realeza britânica – Elton era um grande amigo da princesa Lady Di – e, embora se mantivesse nas paradas de sucesso, suas músicas se mostravam sem a mesma relevância de outrora. Achei que jamais voltaria a comprar um disco dele até o mês passado.


Já Leon Russell, apesar de ter sido bastante popular na década de setenta, não desfruta da mesma fama de Elton, embora seu grande talento seja reconhecido tanto pela crítica quanto pelo público. Russell lançou seu primeiro álbum em 1966, embora já fosse um respeitado produtor de rock e músico de estúdio, além de compositor com várias canções de sucesso na voz de outros artistas.


Leon ganhou projeção internacional ao liderar a banda Mad Dogs & Englishmen, grupo formado para acompanhar a excursão de Joe Cocker em 1970 depois de seu sucesso em Woodstock. O disco ao vivo e o vídeo de Joe Cocker & Mad Dogs & Englishmen é um dos melhores álbuns ao vivo já lançados, e Leon Russell toca piano, harmônica e guitarra no LP, além de conduzir como um maestro músicos de primeira grandeza como os integrantes do Derek and The Dominos – banda de Eric Clapton na época – Bobby Keys, Chris Staiton, entre outros. Aliás, quem conhece Joe Cocker apenas por seus sucessos comerciais dos anos oitenta deve ouvir esse álbum definitivo de uma das maiores vozes que o rock já produziu.

O sucesso do disco levou George Harrison a convidar Leon Russell para o Concert for Bangladesh, no ano seguinte, onde Russell brilhou ao piano em um meddley em que uniu “Jumpin’ Jack Flash” (Jagger-Richards) com “Youngblood” (Leiber-Stoller), além de tocar contrabaixo acompanhando Bob Dylan, George Harrison, Ringo Starr e Eric Clapton.

Leon seguiu lançando álbuns de sucesso como Leon Russell and The Shelter People (1971), Carney (1972), Hank Wilson’s is Back (1973) e o triplo ao vivo Leon Live (1973), sem nunca deixar de trabalhar em discos de amigos como Willie Nelson, Ringo Starr, B.B. King, Jerry Lee Lewis e até mesmo Frank Sinatra.


No início deste ano, em um encontro casual em uma premiação, Paul McCartney sugeriu a Elton John que gravasse um disco com Leon Russell. Elton adorou a ideia e declarou que Russell era um de seus heróis e uma das suas maiores influências como compositor e pianista. Elton John iniciou uma verdadeira busca para localizar Leon Russell, que estava recluso e com problemas de saúde – inclusive passando por uma cirurgia em janeiro. Após ter seu refúgio descoberto Leon Russell topou na hora fazer o disco, e iniciaram em Los Angeles a gravação ao vivo em estúdio. Elton e Leon convocaram o renomado produtor T-Bone Burnett, que tem em seu currículo trabalhos com Bob Dylan, Roy Orbison e Elvis Costello, e que recentemente ganhou o Grammy 2010 pela produção do álbum Raising Sand, de Robert Plant e Alison Krauss, além do Oscar de melhor canção em 2010 com “The Weary Kind”, do filme Crazy Heart.

Elton já tinha dezesseis músicas novas, compostas com Bernie Taupin, seu parceiro/letrista desde 1967. Russell e Burnett, que também é guitarrista, contribuíram com alguns detalhes. Elton e Leon decidiram que o álbum seria um duelo de pianos gravado ao vivo, e recrutaram para a banda o lendário organista Booker T. Jones, o guitarrista Robert Randolph e o não menos legendário baterista Jim Keltner, além de um coral gospel com dez integrantes. O álbum chegou às lojas no dia 25 de outubro.

The Union surpreende positivamente pela variedade de estilos musicais e por não lembrar em nada os mais recentes trabalhos de Elton John ou mesmo de Leon Russell. O álbum tem uma sonoridade setentista, embora com uma produção contemporânea, que nos remete ao melhor que os artistas já lançaram em suas carreiras. Há rocks que lembram os Rolling Stones em sua melhor fase, como “Hey Ahab” e “Monkey Suit”, country rocks e inspiradas baladas gospel, além de uma faixa que faz referência a sonoridade utilizada por Frank Sinatra e Tony Bennett nos anos cinquenta.

Como se não bastasse, há ainda convidados muito especiais abrilhantando o álbum com suas maravilhosas vozes. O primeiro a aparecer é Neil Young na faixa “Gone to Shiloh”, um lamento sobre a Guerra Civil. A outra grande estrela que divide os vocais com a dupla é Brian Wilson. O eterno Beach Boy solta sua harmoniosa voz em “My Kind of Hell”. O baixista e produtor Don Was também aparece em algumas faixas. A edição de luxo vem ainda com um DVD onde o cineasta Cameron Crowe registrou as sessões desse histórico encontro. Os shows da dupla no famoso Beacon Theatre em Nova York tiveram lotação esgotada.

Na capa do CD, Elton e Leon aparecem sentados com um piano de cauda ao fundo. Elton John, 63 anos, continua com a mesma aparência que estamos acostumados. Já Leon Russell, 68, aparenta estar com uns 150 anos, ostentando enorme cabeleira e barba branca que lembram Hermeto Pascoal, Sivuca e Papai Noel.

A revista inglesa Mojo classificou o álbum como a reabilitação e o renascimento de um gênio musical cruelmente esquecido e ignorado, referindo-se a Russell, além de ser o melhor álbum de Elton John em trinta anos. Concordo plenamente.


R.E.M.: novo álbum chega às lojas em março de 2011!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Collapse Into Now, novo álbum do R.E.M., chega às lojas européias dia 7 de março de 2011, e nas norte-americanas dia 8 do mesmo mês.

O disco acabou de ser gravado em três cidades diferentes - Berlin, Nashville e New Orleans -, e tem produção de Garret "Jacknife" Lee (The Cars, Snow Patrol, Regina Spektor, Weezer, The Hives, Kasabian, U2, entre outros) e de própria banda. Além disso, Collapse Into Now terá participações especiais de Patti Smith, Eddie Vedder, Peaches, Lenny Kaye e Joel Gibb.

Segundo o baixista Mike Mills, a banda procurou fazer um disco mais expansivo e variado que seu último trabalho, Accelerate (2008), com canções que vão desde baladas até faixas mais roqueiras. Ainda segundo Mills, Collapse Into Now é um álbum mais pessoal do que político, abordando temas universais.


Confira abaixo o tracklist de Collapse Into Now:

1 Discoverer
2 All the Best
3 Uberlin
4 Oh My Heart
5 It Happened Today
6 Every Day Is Yours to Win
7 Alligator Aviator Autopilot Antimatter
8 Walk It Back
9 Mine Smell Like Honey
10 That Someone Is You
11 Me, Marlon Brando, Marlon Brando and I
12 Blue

Black Sabbath: Dehumanizer ganha 'Deluxe Edition' em fevereiro!

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

Está marcado para o dia 7 de fevereiro de 2011 o lançamento da 'deluxe edition' do álbum Dehumanizer, do Black Sabbath. Essa edição trará como bônus:

- a versão 'single edit' de “Master of Insanity”;

- versão alternativa para “Letters From Earth”, que apareceu originalmente no single de “TV Crimes”;

- Versão de “Time Machine” gravada originalmente para a trilha sonora do filme Wayne’s World;

- Cinco faixas ao vivo, retiradas de um show em Sundome, Flórida, em julho de 1992.

O pacote ainda contará com textos de Dom Lawson, da Metal Hammer, baseados em uma recente entrevista com Tony Iommi.

Segue o tracklist:

CD 1 (Original Album 1992)

1. Computer God
2. After All (The Dead)
3. TV Crimes
4. Letters From Earth
5. Master of Insanity
6. Time Machine
7. Sins of the Father
8. Too Late
9. I
10. Buried Alive

CD 2 (Bonus Tracks)

1. Master Of Insanity (Single Edit)
2. Letters From Earth (B-Side Version)
3. Time Machine (Wayne's World Version)

Live at The Sundome,Tampa, Florida 25th July 1992:
4. Children of the Sea
5. Die Young
6. TV Crimes
7. Master of Insanity
8. Neon Knights

16 de dez de 2010

Fabio Lione assume provisoriamente os vocais do Kamelot!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

O Kamelot acaba de emitir o seguinte comunicado:

Infelizmente fomos informados que devido aos contínuos problemas médicos e pessoais, Roy Khan não poderá cumprir a turnê de divulgação para o álbum Poetry for the Poisoned. No entanto, temos o prazer de anunciar que o ícone do metal, Fabio Lione (Rhapsody of Fire), se juntará a nós e assumirá os vocais. Também haverão aparições de Simone Simons (Epica) e Tommy Karevik (Seventh Wonder) durante a excursão. Será um momento raro e muito especial”.

Fabio Lione também se manifestou:

Estou feliz e satisfeito em fazer parte da próxima tour do Kamelot. Sempre amei a música do grupo e acho que será uma grande experiência para mim, a banda e todos os fãs. Vejo vocês logo. Let’s rock!”.

Dio - Dio at Donington UK: Live 1983 & 1987 (2010)

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ****1/2

A morte de Ronnie James Dio em 16 de maio de 2010 pegou o mundo de surpresa. É claro que todos sabiam que o vocalista estava em uma batalha dura contra um câncer no estômago, mas o fato é que é muito difícil imaginar que nossos ídolos possam sucumbir a algo tão cotidiano como o fim da vida.

Passada a dor, superada a perplexidade, permanece a saudade e solidifica-se a admiração pela obra de Ronnie James Dio. Nesse aspecto, o ao vivo Dio at Donington UK: Live 1983 & 1987 é uma prova irrefutável do quão grande e único foi o pequeno Ronnie.

Primeiro lançamento do Niji Entertainment Group, selo criado pelo vocalista ao lado de sua esposa Wendy, o disco é duplo, traz duas apresentações da banda Dio no lendário festival inglês e chega ao Brasil via Hellion Records. O CD 1 contém o show realizado em 20 de agosto de 1983, quando o grupo formou o line-up do hoje infelizmente extinto Monsters of Rock ao lado de Diamond Head, Twisted Sister, ZZ Top, Meat Loaf e Whitesnake, enquanto o segundo disco traz a apresentação ocorrida no dia 22 de agosto de 1987, quando Dio dividiu o palco com Cinderella, W.A.S.P., Anthrax, Metallica e Bon Jovi.

Os tracklists dos dois concertos capturam a banda de Dio em dois momentos distintos. O primeiro, de 1983, traz aquela que é considerada a formação clássica do grupo, com Dio, Vivian Campbell (guitarra), Claude Schnell (teclado), Jimmy Bain (baixo) e Vinny Appice (bateria), enquanto o de 1987 tem Craig Goldy no lugar de Campbell.


Ambos os shows foram retirados do arquivo da BBC, restaurados, remasterizados e lançados para o grande público. A apresentação de 1983 é irrepreensível. Recém-formada, a banda liderada por Ronnie James Dio estava afiadíssima e pra lá de entrosada. Divulgando o clássico álbum Holy Diver, o grupo fez uma apresentação antológica em Donington, tocando depois do Diamond Head e antes do Twisted Sister.

Baseando o tracklist nas faixas de Holy Diver, Dio e sua gangue despejam sobre o público uma inacreditável sequência de faixas que se tornariam hinos do heavy metal. “Stand Up and Shout” abre os trabalhos bombasticamente, seguida por “Straight Through the Heart”, com uma antológica performance vocal de Dio. As imortais “Rainbow in the Dark” e “Holy Diver” mostram todo o seu poder de fogo em versões memoráveis.

O grupo executa também faixas das marcantes passagens de Dio pelo Black Sabbath e pelo Rainbow. “Children of the Sea” e “Heaven and Hell” soam um pouco mais rejuvenescidas do que as versões que nos acostumamos a ouvir quando tocadas pela guitarra de Tony Iommi e pelo baixo de Geezer Butler. A juventude, o talento e a classe de Vivian Campbell fazem com que essas duas faixas saiam dos alto-falantes tinindo e trincando, pois Campbell – e toda a banda – as executam de uma maneira menos soturna e sorumbática que a forma habitual com que o Black Sabbath sempre as tocou – basta comparar essas versões com as presentes no ao vivo Live Evil ou nos bootlegs da primeira passagem de Dio pelo Sabbath.

Do Rainbow chegam as excepcionais “Stargazer”, “Man on the Silver Mountain” e “Starstruck”. Pessoalmemente, a minha fase preferida de toda a longa carreira de Ronnie James Dio é a que ele esteve acompanhado por Ritchie Blackmore, notadamente o período entre os álbuns Rising (1976) e Long Live Rock'n'Roll (1978). O contraste com os discos ao vivo do Rainbow é gritante, principalmente pela ausência dos vôos instrumentais de Blackmore. Dessa maneira, enquanto as composições perdem pela imprevisibilidade de Ritchie, que as levava sempre a lugares diferentes a cada noite, ganham na energia e no fogo que o grupo coloca em suas releituras, mais objetivas, mais diretas e, em certos momentos, até mesmo mais pesadas que aquelas presentes nos discos ao vivo do Rainbow.


O segundo CD de Dio at Donington traz a segunda passagem de Dio pelo Monsters of Rock, desta vez em 1987 e como uma das atrações principais – a banda tocou depois do Metallica e antes do Bon Jovi, headliner daquele ano. Com Craig Goldy no lugar de Vivian Campbell, o grupo soa naturalmente diferente do registro de quatro anos antes. Promovendo o álbum Dream Evil, a banda toca um tracklist bastante diferente do primeiro disco.

“Dream Evil” abre o show, seguida de “Neon Knights”, pedrada de Heaven and Hell, primeiro álbum gravado por Dio com o Black Sabbath. “Naked in the Rain” e a ótima “Rock and Roll Children”, essa última do álbum Sacred Heart, abrem caminho para a contagiante “Long Live Rock'n'Roll”, eternizada pelo Rainbow.

A estupenda “The Last in Line”, uma das melhores músicas compostas por Dio em toda a sua carreira, ratifica o status de clássico em uma versão arrepiante. O Black Sabbath volta à ordem do dia com “Children of the Sea”, seguida de “Holy Diver” e “Heaven and Hell”. A parte final da apresentação resgata mais um clássico do Rainbow - “Man on the Silver Mountain” - e duas faixas da banda Dio – a então recente e excelente balada “All the Fools Sailed Away” e “Rainbow in the Dark”.

De uma maneira geral, o set list do primeiro disco é mais equilibrado que o segundo, fato esse que, combinado com a entrada de Goldy no lugar de Campbell – um guitarrista nitidamente superior – faz com que o show de 1987, mesmo sendo muito bom, seja inferior ao de 1983, que capturou o grupo em um momento inspiradíssimo.

Fechando o pacote, a embalagem digipack dá um ar mais refinado e luxuoso ao projeto. Além disso, o encarte traz textos do renomado crítico inglês Dante Bonutto, e inúmeras fotos do grupo.

Dio at Donington UK: 1983 & 1987 é um lançamento imperdível, e marca o início de uma série de itens que devem chegar às lojas concedendo à obra de Ronnie James Dio um tratamento à altura de sua importância para o heavy metal.

Seja pelo valor histórico, seja pelo lado sentimental, esse CD é um daqueles discos que não dá pra deixar passar, e deve ser colocado em posição de destaque em qualquer coleção dedicada à música pesada.

Desde já um clássico!


Faixas:

CD 1: 1983
1 Stand Up and Shout
2 Straight Through the Heart
3 Children of the Sea
4 Rainbow in the Dark
5 Holy Diver
6 Drum Solo
7 Stargazer
8 Guitar Solo
9 Heaven and Hell
10 Man on the Silver Mountain
11 Starstruck
12 Man on the Silver Mountain (Reprise)

CD 2: 1987
1 Dream Evil
2 Neon Knights
3 Naked in the Rain
4 Rock and Roll Children
5 Long Live Rock 'n' Roll
6 The Last in Line
7 Children of the Sea
8 Holy Diver
9 Heaven and Hell
10 Man on the Silver Mountain
11 All the Fools Sailed Away
12 The Last in Line (Reprise)
13 Rainbow in the Dark

Roadie Crew e poeira Zine juntas em novo projeto: Roadie Crew Classic Series!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Por Radamés Junqueira
Colecionador
poeira Zine

Chega às bancas de todo o Brasil agora em dezembro uma edição especial da revista Roadie Crew, lançada dentro da mais nova série criada pela publicação: Classic Series. O intuito é disponibilizar edições especiais abrangendo temas específicos do mundo do classic rock e do heavy metal, num formato ainda inédito no Brasil. Para a missão, a revista, que é a maior e mais conceituada publicação de rock pesado da América Latina contou com a parceria do jornalista Bento Araújo, editor da revista poeira Zine.

Tudo começou quando eu encontrei o Claudio Vicentin, um dos editores da Roadie Crew, na coletiva de imprensa do Queen + Paul Rodgers, no final de 2008. Sou colaborador da Roadie Crew há seis anos e estudei com o Claudio na faculdade, então nos conhecemos há bastante tempo. Montei um projeto de uma edição especial baseada no ano de 1980 e mostrei ao Claudio e ao Airton Diniz, daí começamos a colocar o lance em prática, com calma e com os pés no chão”, conta Bento.

A edição segue o mesmo padrão gráfico de uma edição tradicional da Roadie Crew, mas traz um tema central, o ano de 1980, talvez o mais importante ano do heavy metal, como conta Bento: “Foi nesse ano que o metal, e o rock em geral, voltaram ao topo, com grupos como o Black Sabbath, Judas Priest, Queen, AC/DC, Whitesnake, Saxon, Van Halen e Motörhead lançando alguns de seus trabalhos definitivos, e também com outros tantos lançando suas estreias, como o Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Def Leppard, MSG, Dead Kennedys, etc. Além disso, em 1980 o Led Zeppelin se despediu do mundo do rock após a morte de John Bonham e o Pink Floyd levou seu ambicioso The Wall para a estrada. Tivemos também a morte de Bon Scott, John Lennon e Ian Curtis, entre outros, portanto tem muita história pra relembrar desse ano histórico para a música”.

Os principais discos lançados há trinta anos também mereceram destaque nesse especial, segundo Bento: “Estamos apresentando nada menos do que os 80 melhores álbuns lançados em 1980. Então tem desde gigantes como AC/DC, Rush, Queen e Yes, até Max Webster, Vardis, Blackfoot, Angel Witch, Atomic Rooster e Budgie. Outros destaques são os doze meses de 1980 passados a limpo, mês a mês, com os principais acontecimentos do ano”.

O formato desse especial da Roadie Crew também impressiona: “Além dos textos, cuidei também da arte gráfica dessa edição, então fiz questão de trazer novidades para o mercado editorial brasileiro. Esse formato de edição especial envolvendo um tema central é bastante usado na Europa, mas ainda inédito por aqui. É algo diferente, que tenho certeza que vai causar um impacto no público que adora ler sobre rock. A capa, por exemplo, foi um grande barato de se fazer, e foi baseada em alguns dos grandes álbuns daquele ano”, diz Bento Araújo, empolgado, que encerra: “É uma grande honra realizar esse projeto ao lado da Roadie Crew. Espero que os leitores da poeira Zine também curtam essa minha nova aventura. Como Ozzy diz: let’s go fuckin’ crazy!”

Essa edição especial estará disponível nas bancas de todo o país a partir de 20/12.

15 de dez de 2010

Best of 2010: os melhores álbuns do ano na opinião de Bento Araújo, editor da poeira Zine!

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Para mim, Bento Araújo é o melhor jornalista musical do Brasil. Tá, ok, ao seu lado talvez estejam uns dois ou três outros caras com trabalhos de altíssima qualidade, mas me identifico tanto com a proposta do Bento e de sua poeira Zine que é impossível não babar a cada nova edição da revista.

Por isso, é com muita satisfação e alegria que publico aqui na Collector´s, com exclusividade, a lista de melhores álbuns de 2010 na opinião do meu amigo Bento!

Aproveitem as dicas, ouçam os discos e digam pra gente o que acharam de cada um deles nos comentários!

Frogg Café - The Bateless Edge

Os caras começaram como banda tributo ao Zappa e hoje lançam discos excelentes com composições próprias como esse. A maior revelação na cena fusion e jazz-rock.

Widespread Panic – Dirty Side Down

Banda cultuadíssima nos EUA e completamente anônima no Brasil. As heranças de Grateful Dead são latentes. Discaço com capa maravilhosa. Foi também um dos melhores shows que vi em 2010 - ao vivo o Widespread Panic é sempre um arraso!

Dungen – Skit i allt

Sou admirador dessa banda sueca, que às vezes é rotulada como stoner rock. Esse novo trabalho deles está bem diferente, mais climático e introspectivo. Acertaram mais uma vez.

Blitzen Trapper – Destroyer of the Void

Pérola da Sub Pop de Seatle, com influências de Queen, Zombies, Left Banke, etc. Melodias bem sacadas e boa execução. Me pegou de jeito.

Firebird – Double Diamond

O grande Bill Steer, ex-Napalm Death e Carcass, em seu projeto total 70s. Adoro os discos dessa banda, e a influência de Humble Pie e Free é sempre marcante. Se eu montasse uma banda de som próprio certamente gostaria que ela tivesse essa pegada.

Roky Erickson with Okkervil River – True Love Cast Out All Evil

A maravilhosa volta do guru lisérgico do 13th Floor Elevators. Grata surpresa que mostra que, apesar dos excessos, o mestre continua mandando bem.

Los Lobos – Tin Can Trust

Ouvi pra caramba em 2010. Tudo soa legal e no lugar, um exemplo de disco simples e certeiro. Ficaram pra sempre meio queimados no Brasil pelo filme La Bamba, mas os álbuns de estúdio mais recentes são ótimos, vide esse aqui.

Anders Osborne – American Patchwork

Outro show que vi esse ano e me chapou. O cara é sueco, mas mora em New Orleans há 25 anos. Guitarrista bem na onda dos anos 70, fera dos palcos e com a malandragem característica de New Orleans.

Mondo Drag – New Rituals

A capa também é muito legal, e curti muito os timbres, alternando peso com lances mais acústicos. Parece um coletivo musical bem típico de tempos passados. Não tem como não curtir.

Trembling Bells – Abandoned Love

Adoro folk britânico, e essa banda é um dos grandes expoentes da nova safra. Cai bem em todas ocasiões, delicado e tocante em certos momentos.

Mr Big - What If ... (2011)

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ****

Acabou a espera! Após nove anos do último trabalho de estúdio (Actual Size, de 2001, com Richie Kotzen na guitarra) e quatorze do derradeiro lançamento de inéditas da formação original (Hey Man, de 1996) o Mr. Big está de volta. E What If ... tem tudo para agradar os fãs da banda, pois traz aquilo que se esperava e, mesmo assim, não soa previsível em nenhum momento. Produzido por Kevin Shirley, o trabalho soa moderno sem desligar o quarteto das características que o consagrou. Como a ocasião é pra lá de especial, vamos fazer as coisas de modo diferente. Vem aí um faixa-a-faixa:

“Undertow”– Primeira música de divulgação, já era conhecida graças ao seu videoclipe, que vazou há alguns dias. Som clássico com leves toques atuais, lembrando a batida de “Take Cover” sem soar como mera cópia. Hit certeiro!

“American Beauty”– A dupla dinâmica Paul Gilbert e Billy Sheehan apresenta suas armas em um hard que é a marca registrada do grupo. E tome 'bululus' da melhor qualidade, no melhor estilo “Colorado Bulldog” – embora não tão acelerada.

“Stranger in My Life” – Outra que foi mostrada recentemente em versão acústica, executada por Eric Martin e Billy, agora surge em sua forma completa. Uma balada densa, com certo toque de melancolia em sua execução. Indicada para momentos de fossa.

“Nobody Left to Blame” – Certo tom 'zeppeliniano' na junção de violões e guitarras no início, mesclado com doses de peso na medida certa, compõem uma mistura bem interessante. Pat Torpey e Billy Sheehan mostram porque formam uma das melhores cozinhas da história do hard rock.

“Still Ain't Enough For Me” – Rock and roll de primeiríssima! Acelerado, visceral, simples e direto. Daquelas faixas que a gente ouve batendo o pé e chacoalhando o esqueleto no ritmo. Outra performance instrumental irrepreensível, com direito a duelo à la “Addicted to that Rush”.

“Once Upon a Time” – Uma pegada mais tradicional, chegando a lembrar Kiss, Van Halen e afins durante a audição. Boa canção, com bela demonstração de habilidade de Paul, que consegue expor sua técnica sem ser pedante. Indicada aos puristas.

“As Far As I Can See” – Peso e cadência em um grande momento de Eric Martin, vocalista muitas vezes criticado, mas um dos poucos de sua geração a conservar sua voz como nos velhos tempos. Refrão com certo tempero pop que casou perfeitamente.

“All the Way Up” – Semi-balada que causará aquela sensação inevitável de 'déjà vu'. Cara de hit radiofônico e trilha de novela nos anos oitenta. Apesar de não acrescentar nada, vale pela bonita melodia.

“I Won’t Get in My Way” – Mais um momento de inspiração buscado diretamente no passado. Caberia em um dos primeiros discos tranquilamente. Ritmo mais agitado, dando uma renovada nos ânimos.

“Around the World” – E lá vem Billy Sheehan humildemente arrasar mais uma vez! Não apenas em sua arte de debulhar o baixo, mas também mandando ver nos backing vocals junto de Gilbert. Um verdadeiro ataque (no bom sentido) aos ouvidos dos fãs.

“I Get the Feeling” – Encerrando o tracklist normal, um riff simples e pegajoso dá a partida para uma bela melodia, que no refrão resvala no AOR. Por sorte, se apega às boas influências do estilo, sem apelar para o banal. Um final digno!

“Kill Me With a Kiss” – A inevitável faixa bônus japonesa (onde todo ano eles gravam um ao vivo) explicita ecos de classic rock, impressão aumentada graças aos vocais e a um piano muito bem executado. Um bom momento, vale como curiosidade para os colecionadores.

Se você espera o melhor disco da carreira do Mr. Big, se decepcionará – até porque ele já foi feito faz tempo, é só escolher algum dos primeiros trabalhos. Mas se busca simplesmente um bom disco de hard rock feito por quem realmente entende do assunto, What If ... é uma ótima pedida.

Uma volta mais do que saudada, apesar de Kevin Shirley continuar sendo uma pedra no sapato das bandas que produz, em minha modesta opinião.


Faixas:
1. Undertow
2. American Beauty
3. Stranger in My Life
4. Nobody Left to Blame
5. Still Ain't Enough For Me
6. Once Upon a Time
7. As Far As I Can See
8. All the Way Up
9. I Won’t Get in My Way
10. Around the World
11. I Get the Feeling
12. Kill Me With a Kiss (Japan Bonus Track)

Within Temptation lança novo single através de aplicativo no Facebook!

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Por Jaisson Limeira
Colecionador
Collector´s Room

Acabou de ser lançado o primeiro single do novo álbum do Within Temptation, The Unforgiving, que chega às lojas em março de 2011. A música chama-se "Where is the Edge", e o vídeo do single conta com cenas exclusivas do filme Me & Mr Jones, cuja trilha sonora contará com a faixa.



Além disso, através do Facebook é possível compartilhar o vídeo através de um plug-in e ter o seu nome incluído na embalagem da edição especial de The Unforgiving! A duração da campanha vai depender da resposta dos fãs no Facebook, por isso acesse a página oficial do Within Temptation no site, use, divulgue e compartilhe com os seus amigos!

The Unforgiving foi baseado nas histórias de uma série de quadrinhos escrita por Steven O'Connell (Blood Rayne e Dark 48), e as ilustrações ficaram a cargo de Romano Molenaar (Witchblade, Darkness e X-Men).

Segunda a banda, "cada faixa foi escrita baseada na narrativa de Steven. Os principais personagens dos quadrinhos estão refletindo os personagens de nossas músicas. O conceito nos empurrou e deu a inspiração para chegar a uma nova abordagem no nosso som".

Já foi divulgada uma página da HQ, e ela pode ser conferida aqui.

Colecionadores pelo Mundo!

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Por Ricardo Seelig
Publicitário e Colecionador
Collector´s Room

Para alegrar o dia, algumas fotos de coleções impressionantes espalhadas pelo mundo.

Qual a sua favorita? Qual você queria ter? Tem alguma parecida com a sua?

Deixe a sua opinião nos comentários e participe!


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