9 de set de 2011

8 de set de 2011

Alice Cooper: crítica do álbum 'Welcome 2 My Nightmare' (2011)

quinta-feira, setembro 08, 2011


Por Fabiano Negri

Nota: 7,5

Alice Cooper é um artista que dispensa apresentações. Chocou o mundo nos anos 1970, sofreu com o declínio artístico e pessoal durante os anos oitenta, voltou a encontrar o sucesso no final da mesma década com o platinado Trash (1989) e depois disso estacionou o carro, gravando e fazendo tours para os fãs sem emplacar um trabalho que o colocasse em evidência.

Após o bom Along Came a Spider (2008), Alice, que a princípio pensava em fazer uma continuação para o disco, resolveu reviver o pesadelo que o assolou em 1975 e deu origem a uma das obras mais emblemáticas e inspiradas daquela década, Welcome to My Nightmare, seu primeiro álbum fora do Alice Cooper Group.

Pois é, Alice se cercou de vários de seus antigos comparsas. Bob Ezrin na produção, os colegas do ACG Michael Bruce (guitarra), Dennis Dunaway (baixo) e Neil Smith (bateria), mais Steve Hunter e Dick Wagner, guitarristas que estiveram no álbum original, além de uma grande lista de convidados.

A comparação entre as duas obras é inevitável, e é aí que mora o perigo. Welcome 2 My Nightmare, apesar de contar com ótimos momentos, não possui o mesmo brilho da primeira parte, incluindo ainda alguns momentos de saia justa. A abertura fica por conta da balada “I Am Made of You”, que usa citações ao piano da clássica “Steven” durante toda sua estrutura. Apesar do susto pelo pavoroso efeito do Auto-Tune – que deixa a voz robótica e é bastante utilizado por pseudo cantores de dance music -, a faixa não faz feio, com uma boa dose de dramaticidade e um ótimo refrão.

O clima esquenta na excelente “Caffeine”, um hard rock de primeira linha que faz o disco, e as expectativas, crescerem em doses cavalares! “The Nightmare Returns” é uma pequena ponte para a melhor faixa do álbum, “A Runaway Train”. Não à toa, toda a banda original – menos o falecido guitarrista Glen Buxton – participa da música, e soa exatamente como nos anos setenta. Uma contagiante base acelerada, com um trabalho impecável de todos os envolvidos, coloca o ouvinte em contato com o que de melhor foi feito na década mais frutífera para o rock em todos os tempos.

Numa clara referência à “Some Folks” do primeiro volume, “Last Man on Earth” segura a onda, mesmo não possuindo o brilhantismo de sua inspiração. Com uma melodia bem ao estilo de Ozzy Osbourne, “The Congregation” traz outro bom momento.

Todo fã deve ter ficado feliz em ouvir uma faixa tão 'roots' quanto “I'll Bite Your Face Off”. Totalmente Rolling Stones, mostra o grande cantor que o mestre Alice continua sendo, e como a simplicidade é a chave para fazer uma boa música nesse estilo. Adivinhem quem toca nela novamente?

Infelizmente, a partir desse momento o caldo dá uma entornada. Apesar de fazer parte do contexto, a dançante “Disco Bloodbath Boogie Fever” é uma audição sofrida, com uma melodia previsível e andamento cansativo. No final temos uma mudança interessante com um bom solo de John 5, mas que não salva a laboura. “Ghouls Gone Wild” traz uma melodia meio “My Generation”, mas com uma produção e um refrão irritantes, que chegam a lembrar esse rock adolescente praticado por nomes como Avril Lavigne. Daí não dá, né?

A tradicional balada está bem representada em “Something to Remember Me By”, com uma bela melodia e um ótimo solo de guitarra, com um timbre fantástico! “When Hell Comes Home” conta com a última participação do Alice Cooper Group em mais uma excelente composição. Porque Alice não gravou o álbum inteiro com seus antigos companheiros? Teria sido um clássico! Com clima tenso e a sempre certeira e caótica interpretação do mestre do horror, é um dos pontos altos do disco.

“What Baby Wants” é uma faixa comercial no pior sentido do termo. Um momento vergonhoso na carreira de Alice Cooper e que nunca poderia estar em um trabalho que carrega um título como esse. Para piorar, conta com a participação de uma das piores aberrações produzidas nos últimos tempos, a tenebrosa Ke$ha.

Depois do susto, “I Gotta Get Outta Here” fecha o ciclo com uma pegada meio The Who – ninguém melhor do que Pete Townshend para influenciar uma ópera rock. “The Underture” é uma instrumental que conta com citações de músicas dos dois pesadelos e que deixa uma grande certeza: o original foi muito mais marcante e assustador!

Welcome 2 My Nightmare não é um esforço em vão, mas a evocação dos espíritos do passado não serviu para trazer de volta a inspiração de outrora. Quer um conselho, Titia? Reúna a banda original e grave um álbum completo. As faixas com os antigos parceiros são simplesmente brilhantes.

Uma dica: a audição do disco fica muito mais interessante com o auxílio das letras. Como sempre, a história ficou bem construída e amarrada com o tema original, e ajuda também a tirar o peso dos equívocos musicais presentes no trabalho.



Faixas:
  1. I Am Made of You
  2. Caffeine
  3. The Nightmare Returns
  4. A Runaway Train
  5. Last Man on Earth
  6. The Congregation
  7. I'll Bite Your Face Off
  8. Disco Bloodbath Boogie Fever
  9. Ghouls Gone Wild
  10. Something to Remember Me By
  11. When Hell Comes Home
  12. What Baby Wants
  13. I Gotta Get Outta Here
  14. The Underture

6 de set de 2011

Anthrax: crítica do álbum 'Worship Music' (2011)

terça-feira, setembro 06, 2011

Por Ricardo Seelig

Nota: 9

O Anthrax sempre teve dois grandes diferenciais: os riffs monumentais do guitarrista Scott Ian e os vocais de Joey Belladonna. Joey, um frontman com um timbre tipicamente hard rock – e bem similar ao de Steve Perry, do Journey – cantando em uma banda thrash metal, foi um dos grandes responsáveis por levar o Anthrax ao topo do thrash norte-americano, ao lado dos companheiros de Big 4 Metallica, Slayer e Megadeth.

Produzido pelo guitarrista Rob Caggiano, Worship Music, décimo álbum do grupo, é o disco que os fãs estavam esperando. Essa é a melhor definição para as trezes faixas do trabalho. A banda soube unir a agressividade thrash dos primeiros álbuns com o caminho mais melódico que seguiu a partir de Persistence of Time (1990), indo de um extremo a outro de sua sonoridade.

Joey Belladonna é o principal destaque de Worship Music. Cantando maravilhosamente bem, o vocalista retoma o posto de onde nunca deveria ter saído e faz com que esqueçamos completamente John Bush, o seu antecessor e, inegavelmente, um grande cantor. O nem sempre lembrado Charlie Benante, um dos melhores bateristas do thrash metal, é outro que brilha intensamente no disco.

Apontar Worship Music como o melhor álbum da carreira do Anthrax não é um exagero. O disco está lado a lado com a trinca de clássicos Among the Living (1987), State of Euphoria (1988) e Persistence of Time como o ponto mais alto da discografia do quinteto. Isso, levando-se em conta o quão bom era o último disco do grupo – We've Come for You All (2003), ainda com Bush -, apenas atesta a altíssima qualidade alcançada por Scott Ian e sua turma.

Há momentos sublimes em Worship Music. O primeiro single, “Fight 'Em Til You Can't”, é um deles. O mesmo acontece com “I'm Alive”, “The Giant” e na épica “Judas Priest” - um tributo à lendária banda inglesa. Mas nada se compara à excepcional “In the End”, onde a banda homenageia os falecidos Ronnie James Dio e Dimebag Darrell. Sem dúvida alguma, uma das melhores composições da história do Anthrax.

O melhor álbum da banda em vinte anos, Worship Music já é presença garantida na lista de melhores de 2011. Agora é esperar que o disco seja o início de um período de estabilidade para o Anthrax, e que o grupo engrene uma sequência de trabalhos com esse line-up. Não apenas os fãs querem isso, mas, principalmente, a banda merece algo assim, afinal estamos falando de um dos nomes mais originais e influentes não apenas do thrash metal, mas da música pesada como um todo.


Faixas:
  1. Worship
  2. Earth on Hell
  3. The Devil You Know
  4. Fight 'Em Til You Can't
  5. I'm Alive
  6. Hymn 1
  7. In the End
  8. The Giant
  9. Hymn 2
  10. Judas Priest
  11. Crawl
  12. The Constant
  13. Revolution Screams

Enquete da semana: qual é o melhor álbum de heavy metal lançado em 1983?

terça-feira, setembro 06, 2011

Por Ricardo Seelig

Como previsto, a briga foi grande em nossa enquete sobre qual é o melhor álbum de heavy metal lançado em 1983.

Confira o resultado:

Metallica – Kill 'Em All - 30%
Iron Maiden – Piece of Mind -27%
Dio – Holy Diver – 19%
Accept – Balls to the Wall – 7%
Mercyful Fate – Melissa – 5%
Slayer – Show No Mercy - 5%
Ozzy Osbourne – Bark at the Moon - 4%
Motley Crue – Shout at the Devil – 2%
Satan – Court in the Act - 1%
Manilla Road – Crystal Logic – 0%

O Metallica desbancou o Iron Maiden, mas por pouco. O outro destaque foi o clássico Holy Diver, do Dio, soberano na terceira posição. Uma pequena surpresa foi o fato de Crystal Logic, do Manilla Road, não ter obtido nenhum voto.

E daí, o que acharam do resultado?

Shadowside: crítica do álbum 'Inner Monster Out' (2011)

terça-feira, setembro 06, 2011

Por Ricardo Seelig

Nota: 9

O principal mérito do Shadowside em Inner Monster Out é conseguir equilibrar uma sonoridade extremamente moderna sem abrir mão das principais características do heavy metal – o peso, as melodias e os refrões empolgantes. Dessa maneira, seu novo disco alcança a raríssima proeza de agradar, literalmente, gregos e troianos.

Os fãs mais tradicionais irão cair de amores pelas guitarras que despejam peso, pelos vocais agressivos de Dani Nolden e pela cozinha afiadíssima. Já quem curte o lado mais moderno e atual do estilo irá curtir os sutis efeitos adicionados às músicas, o timbre e os riffs extremamente atuais das guitarras (sim, de novo elas) e a grande habilidade com que a banda transita pelos diversos caminhos do heavy metal, inserindo elementos dos mais variados estilos da música pesada em sua música.

Há algo raríssimo em Inner Monster Out, e é justamente essa dicotomia amigável entre lados tão opostos. Parte desse mérito deve-se à produção de Fredrik Nordstrom (responsável por álbuns de nomes como Evergrey, Arch Enemy e Dimmu Borgir, e também guitarrista do Dream Evil), mas a banda é a principal responsável pelo ótimo resultado final. As guitarras de Raphael Mattos, por exemplo, vão do thrash ao new metal sem maiores cerimônias, derramando riffs pesadíssimos e solos banhados em melodia. O baixista Ricardo Piccoli e o baterista Fabio Buitvidas formam uma dupla entrosadíssima, responsável por fazer a música do Shadowside pulsar como um terremoto avassalador.

Mas o maior destaque, como não poderia deixar de ser, é Dani Nolden. O ponto principal da vocalista não é apenas cantar bem, mas sim construir linhas vocais que conduzem as composições por dinâmicas variadas, sempre surpreendendo o ouvinte. Ainda que em alguns momentos tenha-se a impressão de que o volume do vocal ficou muito acima dos outros instrumentos, isso não depõe em nada em relação ao resultado final.

Não há um estilo predominante em Inner Monster Out. A banda não soa mais power metal, o que temos aqui é outra coisa. Há uma clara influência da sonoridade sueca, principalmente de nomes como Soilwork, o que dá uma agressividade muito bem-vinda ao som do grupo.

Entre as faixas, destaque para “Gag Order”, “Angel with Horns” (grudenta como um bom heavy metal deve ser), “Habitchual” e “In the Name of Love”, além da espetacular faixa-título, com as participações especiais de Björn Strid (Soilwork), Mikael Stanne (Dark Tranquillity) e Niklas Isfeldt (Dream Evil).

Com Inner Monster Out o Shadowside prova que é possível fazer heavy metal agressivo, repleto de peso e com vocais femininos, ao contrário do que milhares de bandas com vozes femininas tentam nos fazer acreditar.

Inner Monster Out marca um novo capítulo no heavy metal brasileiro. Com ele, o Shadowside assume o posto de um dos principais nomes do estilo em nosso país, e torna-se automaticamente referência em todo o planeta ao mostrar que é possível fazer o heavy metal soar atual e moderno sem perder as suas raízes. Além disso, o disco sinaliza uma mudança de comando na politizada cena de nosso país, dominada por bandas que sobrevivem muito mais do nome do que da qualidade de seus trabalhos atuais. Inner Monster Out é um chute na porta do cenário heavy metal brasileiro, que em grande parte vive como se ainda estivesse preso aos anos oitenta e início da década de noventa. O Shadowside mostra o que anda acontecendo lá fora com o seu novo álbum, e puxa consigo uma parcela considerável de fãs que já não se contenta com fórmulas requentadas de nomes até então intocáveis.

Um dos discos do ano, sem dúvida alguma!



Faixas:
  1. Gag Order
  2. Angel with Horns
  3. Habitchual
  4. In the Name of Love
  5. Inner Monster Out
  6. I'm Your Mind
  7. My Disrupted Reality
  8. A Smile Upon Death
  9. Whatever Our Fortune
  10. A.D.D.
  11. Waste of Life

5 de set de 2011

Ouvir e aprender, sempre e cada vez mais

segunda-feira, setembro 05, 2011


Por Ricardo Seelig

A experiência ensina algumas coisas. Uma delas é que quanto mais fazemos determinada atividade, melhor ficamos nela. É por isso que sou da opinião de que devemos ouvir todo tipo de música. Não só para conhecer, mas para aprender.

Todo ouvinte é curioso. Sempre estamos correndo atrás de novas bandas, de artistas que nos surpreendam e de discos que se transformem em nossos companheiros. É esse apetite que nos faz ir sempre além, nos colocando em contato com estilos diferentes, com gêneros até então inéditos, que vão nos mostrando como a música que tanto amamos nasceu e evoluiu através dos anos.

A minha história é a de um ouvinte de heavy metal. O metal foi a trilha da minha adolescência, lá nos anos oitenta. Cresci rodeado de bons sons que, em sua grande maioria, até hoje me acompanham. Mas essa história teve alguns capítulos bem marcantes, e que mudaram a maneira como eu entendia e consumia a música.


O primeiro deles aconteceu quando, em um belo dia, resolvi entender porque todo mundo falava maravilhas dos Beatles e eu não achava nada de mais na banda. Tinha apenas 17 anos nessa época. Peguei uma grana que havia guardado e comprei toda a discografia do grupo de uma só vez, em vinil. E, para a experiência ficar completa, sentei e ouvi todos os discos em ordem cronológica. O resultado é que esse fato é até hoje uma das memórias musicais mais marcantes da minha vida. À medida em que as música se sucediam, barreiras iam caindo dentro da minha cabeça. Percebi que nem tudo era quatro por quatro, que não existia apenas o rock, e que a música poderia me levar para cenários muito mais coloridos do que aqueles que até então conhecia.

Virei fã. Incondicional. E sou até hoje. Paul McCartney é o meu Beatle favorito, e Abbey Road, Sgt Peppers e Revolver formam a santíssima trindade que causou uma das experiências sonoras mais inesquecíveis desses meus quase quarenta anos, e até hoje estão entre os meus álbuns favoritos.


Em outro momento, a bola da vez foi o Led Zeppelin. Já conhecia a banda, sabia a letra de “Stairway to Heaven” do início ao fim, mas trafegava apenas entre as músicas óbvias do grupo – de “Rock and Roll” a “Whole Lotta Love”, de “Black Dog” a “Immigrant Song”. 

Até que, em uma conversa com um amigo, veio a revelação: “você tem que ouvir o disco das janelinhas”. Eu fui ouvir o tal “disco das janelinhas”, e realmente fez-se a luz. Physical Graffiti é uma das maiores obras da história do rock, o retrato de uma banda no auge. Se os Beatles haviam mostrado que tudo era possível, o Led Zeppelin unia a criatividade sem limites do Fab Four com o peso que fazia parte da minha adolescência. Eles eram a ponte entre o novo mundo que eu acabava de descobrir e o universo que eu já conhecia um bocado. O resultado é que até hoje Jimmy Page é um dos meus maiores heróis, e o “disco das janelinhas” tem lugar de honra na minha coleção.


E assim a vida foi seguindo, brindando meus ouvidos de tempos em tempos com descobertas sonoras espetaculares, que transformaram e fizeram tudo ser diferente do que era antes. Ouvir Yankee Hote Foxtrot pela primeira vez, lá em 2002, teve um impacto similar à primeira vez que escutei os Beatles. Vivia um período particularmente complicado, e daí Jeff Tweedy e sua turma esculhambaram toda a minha cabeça novamente. Era uma época doída, recém-saído de um relacionamento que marcou fundo, e a sonoridade acolhedora do Wilco me confortou como nenhuma outra havia feito antes. “Jesus, etc” é a minha música preferida até hoje muito por causa disso.

Muito tempo depois, quando meu filho Matias nasceu, resolvi que iria entender o jazz. Já havia tentado absorver o gênero antes, mas a percepção que tinha era que cada instrumento estava tocando uma música diferente. Foi aí que recebi duas dicas que finalmente tornaram o universo do jazz legível para mim. Gente mais experiente no estilo me recomendou dois álbuns como passos iniciais: Time Out, do Dave Brubeck Quartet, e Kind of Blue, de Miles Davis, ambos lançados no mesmo ano – 1959.



Com quase cinco décadas de atraso eu descobria duas obras que se mostravam extremamente atuais, sem envelhecer um único dia apesar dos quase cinquenta anos de vida. Da pura matemática de Brubeck – cujo ponto alto é a celestial “Take Five” - à estrutura modal construída em camadas de Miles – encontrada em sua plenitude em “So What” -, as faixas desses dois álbuns foram responsáveis pela mais recente mudança de percepção no meu modo de entender a música.

Como eu disse lá em cima, quanto mais você faz uma atividade, melhor vai ficando nela. Com a música é a mesma coisa. Quanto mais você ouve, mais você entende. É uma equação simples e constante, que leva o ouvinte a novos caminhos todos os dias. Essa experiência faz com que ao analisar, por exemplo, um álbum de heavy metal hoje em dia, todas essas sensações relatadas acima e mais um monte que ficaram de fora do texto surjam naturalmente, entregando subsídios para a criação de raciocínios e associações. É por isso que hoje em dia possuo muito mais ferramentas para avaliar um disco do que quando tinha 15 anos, e espero ter contato com muitos outros sons para, daqui há 15 anos, ter ainda mais bagagem para escrever sobre música.

Gosto não se discute. Porém, bom gosto se adquire.

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