09/09/2011
Primal Scream em Porto Alegre dia 26/09
sexta-feira, setembro 09, 2011
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Data:
26/09
Horário:
22 horas
Local:
Bar Opinião
Rua José do Patrocínio, 834
Porto Alegre (RS)
Ingressos:
Lote 1 R$ 70 – Lote 2 R$ 90 – Lote 3 R$ 90
Pontos
de venda: Chili Beans dos shoppings Iguatemi e Barra Shopping Sul
Venda
online: www.divirto.com.br
Antônio Rosas Seixas "Manito" (03/04/1944 - 09/09/2011)
sexta-feira, setembro 09, 2011
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Como estragar um clássico - Episódio de hoje: Axel Rudi Pell trucida Leonard Cohen
sexta-feira, setembro 09, 2011
5 comentários
Metallica + Stevie Wonder = "Sad But Supersticious"
sexta-feira, setembro 09, 2011
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Assista "Family Tree", o novo clipe do Black Lips
sexta-feira, setembro 09, 2011
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08/09/2011
Krisiun: veja a capa do novo álbum, que sai dia 31/10
quinta-feira, setembro 08, 2011
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Alice Cooper: crítica do álbum 'Welcome 2 My Nightmare' (2011)
quinta-feira, setembro 08, 2011
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Por Fabiano Negri
Nota:
7,5
Alice
Cooper é um artista que dispensa apresentações. Chocou o mundo nos
anos 1970, sofreu com o declínio artístico e pessoal durante os
anos oitenta, voltou a encontrar o sucesso no final da mesma década
com o platinado Trash (1989) e depois disso estacionou o carro,
gravando e fazendo tours para os fãs sem emplacar um trabalho que o
colocasse em evidência.
Após
o bom Along Came a Spider (2008), Alice, que a princípio pensava em
fazer uma continuação para o disco, resolveu reviver o pesadelo que
o assolou em 1975 e deu origem a uma das obras mais emblemáticas e
inspiradas daquela década, Welcome to My Nightmare, seu primeiro
álbum fora do Alice Cooper Group.
Pois
é, Alice se cercou de vários de seus antigos comparsas. Bob Ezrin
na produção, os colegas do ACG Michael Bruce (guitarra), Dennis
Dunaway (baixo) e Neil Smith (bateria), mais Steve Hunter e Dick
Wagner, guitarristas que estiveram no álbum original, além de uma
grande lista de convidados.
A
comparação entre as duas obras é inevitável, e é aí que mora o
perigo. Welcome 2 My Nightmare, apesar de contar com ótimos
momentos, não possui o mesmo brilho da primeira parte, incluindo
ainda alguns momentos de saia justa. A abertura fica por conta da
balada “I Am Made of You”, que usa citações ao piano da
clássica “Steven” durante toda sua estrutura. Apesar do susto
pelo pavoroso efeito do Auto-Tune – que deixa a voz robótica e é
bastante utilizado por pseudo cantores de dance music -, a faixa não
faz feio, com uma boa dose de dramaticidade e um ótimo refrão.
O
clima esquenta na excelente “Caffeine”, um hard rock de primeira
linha que faz o disco, e as expectativas, crescerem em doses
cavalares! “The Nightmare Returns” é uma pequena ponte para a
melhor faixa do álbum, “A Runaway Train”. Não à toa, toda a
banda original – menos o falecido guitarrista Glen Buxton –
participa da música, e soa exatamente como nos anos setenta. Uma
contagiante base acelerada, com um trabalho impecável de todos os
envolvidos, coloca o ouvinte em contato com o que de melhor foi feito
na década mais frutífera para o rock em todos os tempos.
Numa
clara referência à “Some Folks” do primeiro volume, “Last Man
on Earth” segura a onda, mesmo não possuindo o brilhantismo de sua
inspiração. Com uma melodia bem ao estilo de Ozzy Osbourne, “The
Congregation” traz outro bom momento.
Todo
fã deve ter ficado feliz em ouvir uma faixa tão 'roots' quanto
“I'll Bite Your Face Off”. Totalmente Rolling Stones, mostra o
grande cantor que o mestre Alice continua sendo, e como a
simplicidade é a chave para fazer uma boa música nesse estilo.
Adivinhem quem toca nela novamente?
Infelizmente,
a partir desse momento o caldo dá uma entornada. Apesar de fazer
parte do contexto, a dançante “Disco Bloodbath Boogie Fever” é
uma audição sofrida, com uma melodia previsível e andamento
cansativo. No final temos uma mudança interessante com um bom solo
de John 5, mas que não salva a laboura. “Ghouls Gone Wild” traz
uma melodia meio “My Generation”, mas com uma produção e um
refrão irritantes, que chegam a lembrar esse rock adolescente
praticado por nomes como Avril Lavigne. Daí não dá, né?
A
tradicional balada está bem representada em “Something to Remember
Me By”, com uma bela melodia e um ótimo solo de guitarra, com um
timbre fantástico! “When Hell Comes Home” conta com a última
participação do Alice Cooper Group em mais uma excelente
composição. Porque Alice não gravou o álbum inteiro com seus
antigos companheiros? Teria sido um clássico! Com clima tenso e a
sempre certeira e caótica interpretação do mestre do horror, é um
dos pontos altos do disco.
“What
Baby Wants” é uma faixa comercial no pior sentido do termo. Um
momento vergonhoso na carreira de Alice Cooper e que nunca poderia
estar em um trabalho que carrega um título como esse. Para piorar,
conta com a participação de uma das piores aberrações produzidas
nos últimos tempos, a tenebrosa Ke$ha.
Depois
do susto, “I Gotta Get Outta Here” fecha o ciclo com uma pegada
meio The Who – ninguém melhor do que Pete Townshend para
influenciar uma ópera rock. “The Underture” é uma instrumental
que conta com citações de músicas dos dois pesadelos e que deixa
uma grande certeza: o original foi muito mais marcante e assustador!
Welcome
2 My Nightmare não é um esforço em vão, mas a evocação dos
espíritos do passado não serviu para trazer de volta a inspiração
de outrora. Quer um conselho, Titia? Reúna a banda original e grave
um álbum completo. As faixas com os antigos parceiros são
simplesmente brilhantes.
Uma
dica: a audição do disco fica muito mais interessante com o auxílio
das letras. Como sempre, a história ficou bem construída e amarrada
com o tema original, e ajuda também a tirar o peso dos equívocos
musicais presentes no trabalho.
Faixas:
- I Am Made of You
- Caffeine
- The Nightmare Returns
- A Runaway Train
- Last Man on Earth
- The Congregation
- I'll Bite Your Face Off
- Disco Bloodbath Boogie Fever
- Ghouls Gone Wild
- Something to Remember Me By
- When Hell Comes Home
- What Baby Wants
- I Gotta Get Outta Here
- The Underture
Wilco: assista o clipe da inédita "Born Alone"
quinta-feira, setembro 08, 2011
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Acredite se quiser: Jeff Tweedy tocando Black Eyed Peas!
quinta-feira, setembro 08, 2011
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Opeth: vídeo de duas faixas no Two Days A Week Festival
quinta-feira, setembro 08, 2011
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Anthrax tocando "The Devil You Know" ontem na TV americana
quinta-feira, setembro 08, 2011
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Assista "Trace of Trait", novo clipe do Almah
Almah
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Angra
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Ricardo Seelig
quinta-feira, setembro 08, 2011
1 comentário
06/09/2011
Anthrax: crítica do álbum 'Worship Music' (2011)
terça-feira, setembro 06, 2011
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Por
Ricardo Seelig
Nota:
9
O
Anthrax sempre teve dois grandes diferenciais: os riffs monumentais do
guitarrista Scott Ian e os vocais de Joey Belladonna. Joey, um
frontman com um timbre tipicamente hard rock – e bem similar ao de
Steve Perry, do Journey – cantando em uma banda thrash metal, foi
um dos grandes responsáveis por levar o Anthrax ao topo do thrash
norte-americano, ao lado dos companheiros de Big 4 Metallica, Slayer
e Megadeth.
Produzido
pelo guitarrista Rob Caggiano, Worship Music, décimo álbum do
grupo, é o disco que os fãs estavam esperando. Essa é a melhor
definição para as trezes faixas do trabalho. A banda soube unir a
agressividade thrash dos primeiros álbuns com o caminho mais
melódico que seguiu a partir de Persistence of Time (1990), indo de
um extremo a outro de sua sonoridade.
Joey
Belladonna é o principal destaque de Worship Music. Cantando
maravilhosamente bem, o vocalista retoma o posto de onde nunca
deveria ter saído e faz com que esqueçamos completamente John Bush,
o seu antecessor e, inegavelmente, um grande cantor. O nem sempre
lembrado Charlie Benante, um dos melhores bateristas do thrash metal,
é outro que brilha intensamente no disco.
Apontar
Worship Music como o melhor álbum da carreira do Anthrax não é um
exagero. O disco está lado a lado com a trinca de clássicos Among
the Living (1987), State of Euphoria (1988) e Persistence of Time
como o ponto mais alto da discografia do quinteto. Isso, levando-se
em conta o quão bom era o último disco do grupo – We've Come for
You All (2003), ainda com Bush -, apenas atesta a altíssima
qualidade alcançada por Scott Ian e sua turma.
Há
momentos sublimes em Worship Music. O primeiro single, “Fight 'Em
Til You Can't”, é um deles. O mesmo acontece com “I'm Alive”,
“The Giant” e na épica “Judas Priest” - um tributo à
lendária banda inglesa. Mas nada se compara à excepcional “In the
End”, onde a banda homenageia os falecidos Ronnie James Dio e
Dimebag Darrell. Sem dúvida alguma, uma das melhores composições
da história do Anthrax.
O
melhor álbum da banda em vinte anos, Worship Music já é presença
garantida na lista de melhores de 2011. Agora é esperar que o disco
seja o início de um período de estabilidade para o Anthrax, e que o
grupo engrene uma sequência de trabalhos com esse line-up. Não
apenas os fãs querem isso, mas, principalmente, a banda merece algo
assim, afinal estamos falando de um dos nomes mais originais e
influentes não apenas do thrash metal, mas da música pesada como um
todo.
Faixas:
- Worship
- Earth on Hell
- The Devil You Know
- Fight 'Em Til You Can't
- I'm Alive
- Hymn 1
- In the End
- The Giant
- Hymn 2
- Judas Priest
- Crawl
- The Constant
- Revolution Screams
Big 4 na Guitar World
Anthrax
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Megadeth
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Metallica
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Ricardo Seelig
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Slayer
terça-feira, setembro 06, 2011
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180 páginas de David Bowie pra você
David Bowie
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NME
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Ricardo Seelig
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Uncut
terça-feira, setembro 06, 2011
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Tedeschi Trucks Band confirmada dia 13/11 no SWU
terça-feira, setembro 06, 2011
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Enquete da semana: qual é o melhor álbum de heavy metal lançado em 1983?
Enquetes
//
Metallica
//
Ricardo Seelig
terça-feira, setembro 06, 2011
2 comentários
Por
Ricardo Seelig
Como
previsto, a briga foi grande em nossa enquete sobre qual é o melhor
álbum de heavy metal lançado em 1983.
Confira
o resultado:
Metallica
– Kill 'Em All - 30%
Iron
Maiden – Piece of Mind -27%
Dio
– Holy Diver – 19%
Accept
– Balls to the Wall – 7%
Mercyful
Fate – Melissa – 5%
Slayer
– Show No Mercy - 5%
Ozzy
Osbourne – Bark at the Moon - 4%
Motley
Crue – Shout at the Devil – 2%
Satan
– Court in the Act - 1%
Manilla
Road – Crystal Logic – 0%
O
Metallica desbancou o Iron Maiden, mas por pouco. O outro destaque
foi o clássico Holy Diver, do Dio, soberano na terceira posição.
Uma pequena surpresa foi o fato de Crystal Logic, do Manilla Road,
não ter obtido nenhum voto.
E
daí, o que acharam do resultado?
Shadowside: crítica do álbum 'Inner Monster Out' (2011)
terça-feira, setembro 06, 2011
3 comentários
Por
Ricardo Seelig
Nota:
9
O
principal mérito do Shadowside em Inner Monster Out é conseguir
equilibrar uma sonoridade extremamente moderna sem abrir mão das
principais características do heavy metal – o peso, as melodias e
os refrões empolgantes. Dessa maneira, seu novo disco alcança a
raríssima proeza de agradar, literalmente, gregos e troianos.
Os
fãs mais tradicionais irão cair de amores pelas guitarras que
despejam peso, pelos vocais agressivos de Dani Nolden e pela cozinha
afiadíssima. Já quem curte o lado mais moderno e atual do estilo
irá curtir os sutis efeitos adicionados às músicas, o timbre e os
riffs extremamente atuais das guitarras (sim, de novo elas) e a
grande habilidade com que a banda transita pelos diversos caminhos do
heavy metal, inserindo elementos dos mais variados estilos da música
pesada em sua música.
Há
algo raríssimo em Inner Monster Out, e é justamente essa dicotomia
amigável entre lados tão opostos. Parte desse mérito deve-se à
produção de Fredrik Nordstrom (responsável por álbuns de nomes
como Evergrey, Arch Enemy e Dimmu Borgir, e também guitarrista do
Dream Evil), mas a banda é a principal responsável pelo ótimo
resultado final. As guitarras de Raphael Mattos, por exemplo, vão do
thrash ao new metal sem maiores cerimônias, derramando riffs
pesadíssimos e solos banhados em melodia. O baixista Ricardo Piccoli
e o baterista Fabio Buitvidas formam uma dupla entrosadíssima,
responsável por fazer a música do Shadowside pulsar como um
terremoto avassalador.
Mas
o maior destaque, como não poderia deixar de ser, é Dani Nolden. O
ponto principal da vocalista não é apenas cantar bem, mas sim
construir linhas vocais que conduzem as composições por dinâmicas
variadas, sempre surpreendendo o ouvinte. Ainda que em alguns
momentos tenha-se a impressão de que o volume do vocal ficou muito
acima dos outros instrumentos, isso não depõe em nada em relação
ao resultado final.
Não
há um estilo predominante em Inner Monster Out. A banda não soa
mais power metal, o que temos aqui é outra coisa. Há uma clara
influência da sonoridade sueca, principalmente de nomes como
Soilwork, o que dá uma agressividade muito bem-vinda
ao som do grupo.
Entre
as faixas, destaque para “Gag Order”, “Angel with Horns”
(grudenta como um bom heavy metal deve ser), “Habitchual” e “In
the Name of Love”, além da espetacular faixa-título, com as
participações especiais de Björn Strid (Soilwork), Mikael Stanne
(Dark Tranquillity) e Niklas Isfeldt (Dream Evil).
Com
Inner Monster Out o Shadowside prova que é possível fazer heavy
metal agressivo, repleto de peso e com vocais femininos, ao contrário
do que milhares de bandas com vozes femininas tentam nos fazer
acreditar.
Inner
Monster Out marca um novo capítulo no heavy metal brasileiro. Com
ele, o Shadowside assume o posto de um dos principais nomes do estilo
em nosso país, e torna-se automaticamente referência em todo o
planeta ao mostrar que é possível fazer o heavy metal soar atual e
moderno sem perder as suas raízes. Além disso, o disco sinaliza uma
mudança de comando na politizada cena de nosso país, dominada por
bandas que sobrevivem muito mais do nome do que da qualidade de seus
trabalhos atuais. Inner Monster Out é um chute na porta do cenário
heavy metal brasileiro, que em grande parte vive como se ainda
estivesse preso aos anos oitenta e início da década de noventa. O
Shadowside mostra o que anda acontecendo lá fora com o seu novo
álbum, e puxa consigo uma parcela considerável de fãs que já não
se contenta com fórmulas requentadas de nomes até então
intocáveis.
Um
dos discos do ano, sem dúvida alguma!
Faixas:
- Gag Order
- Angel with Horns
- Habitchual
- In the Name of Love
- Inner Monster Out
- I'm Your Mind
- My Disrupted Reality
- A Smile Upon Death
- Whatever Our Fortune
- A.D.D.
- Waste of Life
Noel Gallagher: ouça a inédita "AKA ... What a Life!"
terça-feira, setembro 06, 2011
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Pain of Salvation: ouça a inédita "Conditioned"
terça-feira, setembro 06, 2011
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05/09/2011
Ouvir e aprender, sempre e cada vez mais
segunda-feira, setembro 05, 2011
8 comentários
Por
Ricardo Seelig
A
experiência ensina algumas coisas. Uma delas é que quanto mais
fazemos determinada atividade, melhor ficamos nela. É por isso que
sou da opinião de que devemos ouvir todo tipo de música. Não só
para conhecer, mas para aprender.
Todo
ouvinte é curioso. Sempre estamos correndo atrás de novas bandas,
de artistas que nos surpreendam e de discos que se transformem em
nossos companheiros. É esse apetite que nos faz ir sempre além, nos
colocando em contato com estilos diferentes, com gêneros até então
inéditos, que vão nos mostrando como a música que tanto amamos
nasceu e evoluiu através dos anos.
A
minha história é a de um ouvinte de heavy metal. O metal foi a
trilha da minha adolescência, lá nos anos oitenta. Cresci rodeado
de bons sons que, em sua grande maioria, até hoje me acompanham. Mas
essa história teve alguns capítulos bem marcantes, e que mudaram a
maneira como eu entendia e consumia a música.
O
primeiro deles aconteceu quando, em um belo dia, resolvi entender
porque todo mundo falava maravilhas dos Beatles e eu não achava nada
de mais na banda. Tinha apenas 17 anos nessa época. Peguei uma grana
que havia guardado e comprei toda a discografia do grupo de uma só
vez, em vinil. E, para a experiência ficar completa, sentei e ouvi
todos os discos em ordem cronológica. O resultado é que esse fato é
até hoje uma das memórias musicais mais marcantes da minha vida. À
medida em que as música se sucediam, barreiras iam caindo dentro da
minha cabeça. Percebi que nem tudo era quatro por quatro, que não
existia apenas o rock, e que a música poderia me levar para cenários
muito mais coloridos do que aqueles que até então conhecia.
Virei
fã. Incondicional. E sou até hoje. Paul McCartney é o meu Beatle
favorito, e Abbey Road, Sgt Peppers e Revolver formam a santíssima
trindade que causou uma das experiências sonoras mais inesquecíveis
desses meus quase quarenta anos, e até hoje estão entre os meus
álbuns favoritos.
Em
outro momento, a bola da vez foi o Led Zeppelin. Já conhecia a
banda, sabia a letra de “Stairway to Heaven” do início ao fim,
mas trafegava apenas entre as músicas óbvias do grupo – de “Rock
and Roll” a “Whole Lotta Love”, de “Black Dog” a “Immigrant
Song”.
Até que, em uma conversa com um amigo, veio a revelação:
“você tem que ouvir o disco das janelinhas”. Eu fui ouvir o tal
“disco das janelinhas”, e realmente fez-se a luz. Physical
Graffiti é uma das maiores obras da história do rock, o retrato de
uma banda no auge. Se os Beatles haviam mostrado que tudo era
possível, o Led Zeppelin unia a criatividade sem limites do Fab Four
com o peso que fazia parte da minha adolescência. Eles eram a ponte
entre o novo mundo que eu acabava de descobrir e o universo que eu já
conhecia um bocado. O resultado é que até hoje Jimmy Page é um dos
meus maiores heróis, e o “disco das janelinhas” tem lugar de
honra na minha coleção.
E
assim a vida foi seguindo, brindando meus ouvidos de tempos em tempos
com descobertas sonoras espetaculares, que transformaram e fizeram
tudo ser diferente do que era antes. Ouvir Yankee Hote Foxtrot pela
primeira vez, lá em 2002, teve um impacto similar à primeira vez
que escutei os Beatles. Vivia um período particularmente complicado,
e daí Jeff Tweedy e sua turma esculhambaram toda a minha cabeça
novamente. Era uma época doída, recém-saído de um relacionamento
que marcou fundo, e a sonoridade acolhedora do Wilco me confortou
como nenhuma outra havia feito antes. “Jesus, etc” é a minha
música preferida até hoje muito por causa disso.
Muito
tempo depois, quando meu filho Matias nasceu, resolvi que iria
entender o jazz. Já havia tentado absorver o gênero antes, mas a
percepção que tinha era que cada instrumento estava tocando uma
música diferente. Foi aí que recebi duas dicas que finalmente
tornaram o universo do jazz legível para mim. Gente mais experiente
no estilo me recomendou dois álbuns como passos iniciais: Time Out,
do Dave Brubeck Quartet, e Kind of Blue, de Miles Davis, ambos
lançados no mesmo ano – 1959.
Com
quase cinco décadas de atraso eu descobria duas obras que se
mostravam extremamente atuais, sem envelhecer um único dia apesar
dos quase cinquenta anos de vida. Da pura matemática de Brubeck –
cujo ponto alto é a celestial “Take Five” - à estrutura modal
construída em camadas de Miles – encontrada em sua plenitude em
“So What” -, as faixas desses dois álbuns foram responsáveis
pela mais recente mudança de percepção no meu modo de entender a
música.
Como
eu disse lá em cima, quanto mais você faz uma atividade, melhor vai
ficando nela. Com a música é a mesma coisa. Quanto mais você ouve,
mais você entende. É uma equação simples e constante, que leva o
ouvinte a novos caminhos todos os dias. Essa experiência faz com que
ao analisar, por exemplo, um álbum de heavy metal hoje em dia, todas
essas sensações relatadas acima e mais um monte que ficaram de fora
do texto surjam naturalmente, entregando subsídios para a criação
de raciocínios e associações. É por isso que hoje em dia possuo
muito mais ferramentas para avaliar um disco do que quando tinha 15
anos, e espero ter contato com muitos outros sons para, daqui há 15
anos, ter ainda mais bagagem para escrever sobre música.
Gosto
não se discute. Porém, bom gosto se adquire.
Metallica na Rock Hard italiana
Metallica
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Ricardo Seelig
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Rock Hard
segunda-feira, setembro 05, 2011
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A bela homenagem do Google a Freddie Mercury
segunda-feira, setembro 05, 2011
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Machine Head: novo vídeo sobre o novo álbum
segunda-feira, setembro 05, 2011
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Foo Fighters: assista o clipe de "Arlandria", gravado ao vivo
segunda-feira, setembro 05, 2011
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The Union: assista o clipe de "Sirens Song"
segunda-feira, setembro 05, 2011
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Há 43 anos os Beatles gravavam "While My Guitar Gently Weeps"
segunda-feira, setembro 05, 2011
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