21 de jul de 2012

“Mil Faces de Um Homem Leal”, o novo clipe dos Racionais MC’s

sábado, julho 21, 2012
Os Racionais MC’s mandam notícias com seu novo clipe, “Mil Faces de Um Homem Leal”. 


Com participação especial do rapper Dexter, o vídeo usa cenas com uma estética da década de 1960 para contar a história de Carlos Marighella, político e poeta brasileiro, um dos principais organizadores da luta armada que lutou contra a ditadura militar que tomou o poder do Brasil em 1964.


As cenas foram gravadas na Ocupação Mauá, conjunto habitacional considerado o Novo Pinheirinho por abrigar mais de 200 famílias no centro de São Paulo. A direção é de Daniel Grinspum. 


Vale a pena assistir no player abaixo:

Roger Waters e The Wall na capa da nova edição da Billboard

sábado, julho 21, 2012
Roger Waters está na capa da nova edição da Billboard norte-americana, que chegará às lojas no próximo dia 28 de julho. 


O motivo para o destaque é que a turnê The Wall, do ex-baixista do Pink Floyd, foi a mais lucrativa em todo o mundo em 2012, arrecadando mais de 131 milhões de dólares no período entre 1 de novembro de 2011 e 31 de maio de 2012. Mais números impressionantes: 1,2 milhões de pessoas compraram ingressos em todo o planeta para verem o clássico The Wall nos palcos. Os números da turnês de Waters são quase o dobro do segundo colocado, o espetáculo Michael Jackson: The Immortal Tour, do Cirque du Soleil.


Confira abaixo a lista com as 10 turnês mais lucrativas do ano, e quanto cada uma delas arrecadou:

  1. Roger Waters’ The Wall (131,4 milhões de dólares)
  2. Michael Jackson: The Immortal Tour by Cirque du Soleil (68,4 milhões de dólares)
  3. Bruce Springsteen (52,4 milhões de dólares)
  4. Jay-Z/Kanye West’s The Throne (46 milhões de dólares)
  5. Lady Gaga (44 milhões de dólares)
  6. Van Halen (38,6 milhões de dólares)
  7. Trans-Siberian Orchestra (33,4 milhões de dólares)
  8. Taylor Swift (26,3 milhões de dólares)
  9. Pearl Jam (25,4 milhões de dólares)
  10. Andre Rieu (25,3 milhões de dólares)

Jupiter Maçã cai de prédio em Porto Alegre, mas passa bem

sábado, julho 21, 2012
O músico gaúcho Flávio Basso, conhecido também como Júpiter Maçã e Júpiter Apple, sofreu uma queda do segundo andar do prédio onde mora, em Porto Alegre.


Felizmente, nada de mais grave aconteceu. Basso fraturou o pulso e uma vértebra e está internado em um hospital na capital gaúcha, mas passa bem e deve ter alta em vértebra. A polícia está investigando o caso para entender o que causou a queda.


Com 44 anos, Flávio Basso começou a sua carreira em duas das bandas mais importantes do rock produzido no Rio Grande do Sul na década de 1980, TNT e Cascavelletes. Durante a década de noventa se reinventou totalmente e surgiu como Júpiter Maçã, gravando discos repletos de referências psicodélicas, incluindo aí o clássico cult A Sétima Efervescência, de 1997.

Conheça os indicados ao VMB 2012

sábado, julho 21, 2012
A MTV divulgou os indicados para a edição 2012 do Video Music Brasil, que premia os melhores do ano na opinião dos espectadores do canal. Além das categorias já conhecidas, três novas foram incluídas: Melhor Música, Melhor Artista Masculino e Melhor Artista Feminino.


O artista com mais indicações foi a banda mato-grossense Vanguart, que está concorrendo em seis categorias. Agridoce, Emicida, Gaby Amarantos, Mallu Magalhães e Marisa Monte vem em seguida, com cinco indicações cada.


A votação é aberta ao público neste link. Em uma tentativa de não repetir os resultados bastante questionados das edições anteriores, a emissora criou uma comissão que irá avaliar os mais votados pelo público para só então divulgar os vencedores em cada catagoria.


A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no dia 20 de setembro, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal.


Confira abaixo os indicados em todas as categorias do VMB 2012 - em negrito, os meus palpites em cada uma delas:


Hit do Ano
“Dançando” – Agridoce
“Chama os Mulekes” – ConeCrew Diretoria
“Tudo Que Eu Sinto” – CW7
“Zica, Vai Lá” – Emicida
“Largo dos Leões” – Forfun
“Nosso Pequeno Castelo” – O Teatro Mágico
“Desci a Ladeira / Pode se Envolver” – Projota
“Quero Ver Segurar” – Rashid
“Menina Estranha” – Restart
“Fluxo Perfeito” – Strike


Melhor Música
“Kilo” – Bonde do Rolê
“Dedo na Ferida” – Emicida
“Cara Palavra” – Karina Buhr
“Memória” – Lirinha
“Velha e Louca” – Mallu Magalhães
“Reza” – Rita Lee
“É” – Tulipa Ruiz
“Mi Vida Eres Tu” – Vanguart
“Nostalgia” – Vivendo do Ócio
“Com a Ponta dos Dedos” – Wado


Melhor Artista Masculino
Arnaldo Antunes
Criolo
Dinho Ouro Preto
Emicida
Lenine
Lirinha
Lucas Santtana
Ogi
Projota
Seu Jorge


Melhor Artista Feminino
Céu
Gaby Amarantos
Gal Costa
Karina Buhr
Lurdez da Luz
Mallu Magalhães
Maria Gadú
Marisa Monte
Rita Lee
Tulipa Ruiz


Melhor Banda
Agridoce
Bonde do Rolê
Brothers of Brazil
Cachorro Grande
Cone Crew Diretoria
Forfun
Gloria
Rancore
Restart
Vanguart


Artista Internacional
Demi Lovato
Jay-Z & Kanye West
Justin Bieber
Katy Perry
Lana Del Rey
Maroon 5
Nicki Minaj
One Direction
Rihanna
Taylor Swift


Revelação
ConeCrew Diretoria
Gaby Amarantos
Projota
Rancore
Rashid


Melhor Clipe
“Kilo” – Bonde do Rolê
“Chama os Mukele” – ConeCrew Diretoria
“Mariô” – Criolo
“That’s My Way” – Ed Rock e Seu Jorge
“Zica, Vai Lá” – Emicida
“Infinito” – Fresno
“Xirley” – Gaby Amarantos
“Não Se Perca Por Aí” – Garotas Suecas
“Passione” – Junio Barreto
“Levante” – Lurdez da Luz
“Velha e Louca” – Mallu Magalhães
“Eu Já Sabia” – Marcelo D2
“Ainda Bem” – Marisa Monte
“Mil Faces de Um Homem Leal (Marighella)” – Racionais MC’s
“Mi Vida Eres Tu” – Vanguart


Aposta MTV
Rapadura Xique Chico
Soulstripper
O Terno
(obs: as duas vagas restantes ainda não foram definidas, estando na disputa Clarice Falcão, Lemoskine, Rael da Rima, Selvagens à Procura de Lei e Cícero)


Melhor Disco
Agridoce – Agridoce
Sintoniza Lá – BNegão e Os Seletores de Frequência
Aleluia – Cascadura
Caravana Sereia Bloom – Céu
Recanto – Gal Costa
Longe de Onde – Karina Buhr
Pitanga – Mallu Magalhães
O que Você Quer Saber de Verdade – Marisa Monte
Boa Parte de Mim Vai Embora – Vanguart
O Pensamento É Um Imã – Vivendo do Ócio


Melhor Capa
Agridoce – Agridoce
Autoramas – Música Crocante
Bixiga70 – Bixiga70
BNegão & Seletores de Frequência – Sintoniza Lá
Curumin – Arrocha
Gaby Amarantos – Treme
Lucas Santtana – O Deus que Devasta mas Também Cura
Marisa Monte – O Que Você Quer Saber de Verdade
Vanguart – Boa Parte de Mim vai Embora
Zeca Baleiro – O Disco do Ano


Artista do Ano
Agridoce
Arnaldo Antunes
Céu
Emicida
Gaby Amarantos
Gal Costa
Mallu Magalhães
Marisa Monte
Rita Lee
Vanguart

Assista “Summertime Sadness, o novo clipe de Lana Del Rey

sábado, julho 21, 2012
Lana Del Rey divulgou mais um clipe de seu disco de estreia, Born to Die. A faixa a ganhar um vídeo desta vez foi “Summertime Sadness”.


A trama traz Lana ao lado da atriz Jamie King, e insinua, através de suas cenas, o final de um hipotético relacionamento entre as duas. Apesar do excesso de tons e filtros que dão uma estética exageradamente Instagram à coisa toda, vale a pena dar uma conferida.


Assista abaixo:

20 de jul de 2012

Aventuras lisérgicas no outro lado do mundo

sexta-feira, julho 20, 2012
A cena hard / psicodélica japonesa do final dos anos 60 até meados dos 70 produziu inúmeros artistas interessantes, repletos de histórias curiosas e mitos ao seu redor. Nomes como Apryl Fool, Blues Creation, Flied Egg, Flower Travellin´ Band, Food Brain, Murasaki, Powerhouse, Ranmadou, Strawberry Path, The Flowers e outros conquistaram admiradores em todo o mundo através de sua música, transformando a terra do sol nascente em uma verdadeira mina de ouro para nós, colecionadores, e nossa sede eterna por conhecimento e informações a respeito de novos artistas.


O guitarrista Shinki Shen foi um dos principais e mais importantes nomes de toda essa cena. Com passagens pelo Powerhouse, Food Brain, Flied Egg e pelo power trio Speed, Glue & Shinki, Shen é considerado o Jimi Hendrix japonês.

Nascido em 30 de maio de 1949, Shinki começou a tocar guitarra aos 14 anos, revelando-se logo um prodígio em seu instrumento. Após montar um grupo folk com amigos, Shen tocou com seu camarada Keibun Hayashi em uma banda no estilo dos Beatles, e mais tarde aventurou-se em um conjunto na linha dos Ventures. Mas Shinki, um aficcionado pelos Kinks e Yardbirds, queria fazer um som na cola do que estava sendo produzido na Inglaterra na segunda metade dos anos sessenta, ou seja, rock influenciadíssimo pelo blues norte-americano.

A paixão era tanta que em 1966 aceitou largar a guitarra e assumir a bateria na Midnight Express Blues Band, onde conheceu e logo se aproximou do guitarrista Masayoshi Kabe, que mais tarde seria seu companheiro no Food Brain e no Speed, Glue & Shinki. Kabe deixou o grupo em dezembro de 66, e Shen assumiu o seu lugar na guitarra. 

Após algumas mudanças de formação e também de nome, a Midnight Express Blues Band agora se chamava The Bebes. A banda fez várias apresentações em clubes e discotecas, e o visual de Shinki e do vocalista Eiji “Chibo” Takamura, com longos cabelos inspirados em seus ídolos ingleses, começou a causar alguns problemas para o grupo, ao mesmo tempo em que chamava a atenção do público. A Toshiba Records não perdeu tempo e ofereceu um contrato para os Bebes, que lançaram um raríssimo single com uma versão mais lenta de “Back in the URSS”, dos Beatles.

A influência dos artistas ingleses continuava a fazer a cabeça de Shen e sua turma, e após a entrada de George Yanagi no baixo a banda mudou novamente de nome e passou a se chamar Powerhouse. O repertório era baseado em covers de sucessos que estavam virando a terra da rainha de cabeça para baixo, como “Good Morning School Girl”, dos Yardbirds, e “Spoonful”, eternizada pelo Cream. O Powerhouse gravou um álbum em 1969, A New Kind of Blues, só com releituras de composições de outros artistas, e se dissolveu por problemas internos.

Shinki passou a atuar como músico de estúdio e conseguiu entrar na banda montada para a versão japonesa do musical Hair, onde conheceu o vocalista Joe Yamanaka (que mais tarde faria parte da Flower Travellin´ Band) e o tecladista Hiro Yanagida (Apryl Fool). Ao lado de Hiro, Shinki montou o Food Brain, que logo chamou a atenção pela grande quantidade de improvisações em seus shows.



Essa liberdade criativa inspirou Shinki Shen, que decidiu reunir alguns chapas das antigas e gravar um álbum com a sua leitura de toda aquela cena, tendo, é claro, sua guitarra como elemento principal. Assim surgiu Shinki Shen & His Friends, lançado em 15 de janeiro de 1971 pela Polydor japonesa. Ao lado de Shinki estavam o vocalista e baixista George Yanagi (Strawberry Path, Flied Egg), o amigo de fé e irmão camarada Hiro Yanagida nos teclados e o baterista Shinichi Nogi. As sete faixas do disco carregam um som psicodélico extremo, banhado em doses cavalares de LSD.

“The Dark Sea Dream” introduz o trabalho com um emaranhado de sons, abrindo as portas para “Requiem of Confusion”. Totalmente hendrixiana, a faixa traz os vocais de Yanagi cheios de efeitos, embalados por uma estrutura que é filha direta dos clássicos hard blues setentistas. “Freedom of a Mad Paper Lantern” tem um andamento psicótico que se assemelha a uma jam banhada em ácido. A melancólica balada “Gloomy Reflections” é a faixa mais convencional do disco, enquanto que “It Was Only Yesterday” nos transporta para dentro de uma trip lisérgica, onde o grande destaque é o teclado de Yanagida. O álbum fecha com “Farewell to Hypocrites”, a minha preferida, uma odisseia sensorial com quase treze minutos e um grande solo de Chen.

Shinki Chen & His Friends não é um disco fácil de ouvir. As loucuras do maluco quarteto nipônico capitaneado por Shinki tem uma mixagem com agudos excessivos e poucos graves, resultando em um som com pouco peso e momentos que exigem uma atenção quase que exclusiva do ouvinte para perceber detalhes e aspectos escondidos nos arranjos. Ouvidos não tão acostumados com o estilo certamente serão incomodados, afinal não é o tipo de música para ser colocada na sala animando um alegre papo entre amigos, mas sim um som que pega o corpo de quem por ele se aventura e o leva por caminhos inexplorados.

Raríssima, a edição original, lançada pela Polydor japonesa, frequentemente atinge valores acima dos mil dólares em sites de colecionadores, o que só atesta a procura e o fascínio pela obra desse mítico músico japonês.

Assista “Mariô”, o novo clipe de Criolo

sexta-feira, julho 20, 2012
Maior nome do atual rap brasileiro, Criolo acaba de lançar o seu novo clipe. 


A faixa “Mariô”, do celebrado álbum Nó na Orelha (2011), ganhou um vídeo cheio de efeitos especiais e cenas em preto e branco. A direção é de Del Reginato. 


Sinceramente, gostei bastante. Tem uns lances na parte instrumental que me lembraram o excelente Afrociberdelia, disco lançado pelo saudoso Chico Science ao lado da Nação Zumbi em 1996. Groove bom, balanço garantido e letra esperta!


Vale o play!

Chris Robinson Brotherhood: crítica de Big Moon Ritual (2012)

sexta-feira, julho 20, 2012
Em um mundo cada vez mais frenético, nervoso e individualista, o ato de ouvir música passou por uma transformação profunda. Há poucos anos atrás, escutar um disco era uma atividade tangível. Você comprava o LP, levava pra casa, abria o plástico da embalagem, tirava o disco com todo cuidado, colocava o vinil na vitrola e curtia sem pressa aquilo que o artista havia criado. Hoje não é mais assim. Atualmente, você ouve um amigo falar de uma banda, ou escuta uma canção na TV, e vai já correndo para o computador atrás do arquivo para baixar, colocar no seu MP3 player e ouvir entre as centenas de faixas que estão ali. A música não tem mais cara e ficou resumida a um arquivo sem identidade perdido entre tantos outros.


Na contramão dessa correria toda, em um 2012 cercado de suposições motivadas por supostas profecias maias e textos de Nostradamus, eis que desabrocha um antídoto para o borrão que virou o cotidiano da maioria das pessoas. Como um Messias hippie deslocado no tempo e extremamente orgulhoso de sua condição, surge no horizonte a figura de Chris Robinson, vocalista do Black Crowes. 


Sem o irmão quase siamês Rich ao seu lado devido ao hiato no qual os corvos se encontram, Chris chamou o guitarrista Neal Casal (que tocou com Ryan Adams por muito tempo), o tecladista Adam MacDougall (parceiro nos Crowes), o baixista Mark Dutton (Burning Tree) e o baterista George Sluppick (que tocou com um sem número de grupos). O quinteto excursionou por um ano pelos Estados Unidos azeitando a química entre os integrantes, e, felizmente, conseguiu transportar para o estúdio toda a alquimia sonora construída entre os músicos.


Batizado como Chris Robinson Brotherhood, o grupo lançou em 5 de junho passado o seu primeiro disco, Big Moon Ritual. O play tem apenas sete faixas - mas que 7 faixas! O astral aqui é contemplativo, tirando o ouvinte da correria, desacelerando o seu organismo e colocando-o em outro estado de espírito. Quatro das faixas tem mais de sete minutos. Duas delas ultrapassam os nove. E “Tulsa Yesterday”, que abre a bolacha, quase supera a barreira dos doze minutos.



Big Moon Ritual proporciona uma espécie de comunhão hippie entre a banda e os felizardos que ouvem o álbum. A sonoridade é calma, baseada no blues embebido com onipresentes características de soul e do country. Isso dá uma cara bem rural e interiorana para a coisa toda. Chris Robinson chama você para um papo, acende um cigarro, serve um whisky e conta histórias sem pressa. Ao final da garrafa ambos os lados, banda e fãs, são como velhos amigos, integrantes de uma mesma irmandade, despreocupados com o mundo e ligados realmente no que importa: a vida, e apenas ela.


Não há destaques individuais, assim como nenhuma música se sobressai às outras. O que temos aqui é um trabalho conjunto de uma banda formada em torno de uma mesma visão de mundo, um disco que é muito maior que a soma de suas faixas. 


Big Moon Ritual é o contraste necessário, o carro que vem na direção contrária, o cara que contesta o senso comum. É o pensar diferente da maioria, acreditando que é possível ter uma vida muito mais completa que a que temos, cercados por computadores, cumprindo prazos cada vez mais apertados buscando alcançar expectativas sempre mais elevadas. Big Moon Ritual é o inverso disso tudo. Ele faz a gente colocar os pés no chão e repensar se a correria e o stress do dia-a-dia realmente valem a pena. E, ao final de sua deliciosa audição, a resposta está na ponta da língua: é claro que não.


Você um dia acordou e percebeu que o verdadeiro prazer está nas pequenas coisas, em estar perto de quem você ama, junto de quem te conhece quase mais do que você mesmo. Big Moon Ritual é a trilha para esse sentimento. 


Ouça, e descubra um eficiente atalho para a felicidade!


Nota: 9


Faixa:
  1. Tulsa Yesterday
  2. Rosalee
  3. Star or Stone
  4. Tomorrow Blues
  5. Reflections on a Broken Mirror
  6. Beware, Oh Take Care
  7. One Hundred Days of Rain

Discos Fundamentais: Eric Clapton - Eric Clapton (1970)

sexta-feira, julho 20, 2012
Como nasce um ídolo? Existe uma fórmula para criar um pop star? Vivemos em tempos estranhos, em que o termo pop vem carregado muito mais de aspectos negativos do que positivos.


A música pop, em sua essência, é aquela que faz você feliz, coloca um sorriso no seu rosto e faz você cantar sem parar um refrão que não sai tão cedo da cabeça. Mas, para a maioria das pessoas que gostam de música hoje em dia, pop é aquilo que artistas fabricados em série fazem, um som totalmente descartável e apenas com propósito comercial. O negócio é vender discos! É a música tratada como produto e nada além disso. Ou seja, algo que não combina, em hipótese alguma, com o nosso bom e velho rock and roll.


Mas esse assunto fica para outro dia. A pergunta aqui é: como nasce um Deus? Eric Patrick Clapton foi o primeiro dos guitar heroes. Antes mesmo do advento de Hendrix, Clapton já hipnotizava os ingleses. Todo mundo conhece a história do muro pichado com a frase "Clapton is God". Considerado o maior guitarrista do planeta durante sua passagem pelos Bluesbreakers de John Mayall e elevado à santidade durante o período em que esteve à frente do Cream, Clapton passava, no início dos anos setenta, por uma fase de transição em sua carreira.


Ainda vivendo a ressaca do Blind Faith, que, apesar de ter gravado um primeiro e único disco fantástico não emplacou comercialmente, Clapton não se sentia pronto para cair na estrada novamente. Com disposição de sobra para mostrar ao mundo que ainda estava vivo (o que viria a fazer inúmeras vezes durante as décadas seguintes), reuniu os amigos e gravou o seu primeiro disco como artista solo, uma das jóias perdidas do rock and roll.




Lançado em agosto de 1970, o clima de reunião entre amigos já estava estampado na contracapa, com todos os envolvidos na gravação e produção lado a lado, formando uma grande família. Esse clima está presente também na primeira faixa, a instrumental "Slunky", uma jam fenomenal que abre o álbum com o astral lá em cima.


O disco segue com o blues "Bad Boy" e com "Lonesome and a Long Way from Home", que servem de introdução para uma sequência absolutamente matadora. Começando com "After Midnight", a primeira versão de Clapton para uma canção de J.J. Cale (o mesmo autor de "Cocaine", um dos maiores sucessos de sua carreira solo), o LP segue com a bela acústica "Easy Now" e a clássica "Blues Power", uma das mais famosas canções do guitarrista e que contém também um de seus solos mais memoráveis. "Bottle of Red Wine" fecha o quarteto fantástico, com um boogie contagiante.


O álbum segue mantendo o ótimo nível com "Lovin´ You Lovin´ Me", "Told You for the Last Time" e "Don´t Know Why", e fecha com a maravilhosa "Let It Rain", prima distante de "Layla" e "Bad Love".




A banda que gravou com Eric Clapton daria origem ao grupo que ele montaria na sequência, o Derek and The Dominos, e esteve ao seu lado por boa parte dos anos setenta, quando o deus da guitarra afundou de vez em seus problemas com drogas e bebidas.


O primeiro disco solo de Eric Clapton é obrigatório para quem gosta de música e mostra que o rock e o pop podem andar lado a lado, sim. E, junto do álbum ao lado dos Bluesbrakers de John Mayall, de Disraeli Gears do Cream, do único registro do Blind Faith e de Layla and Other Assorted Love Songs do Derek and The Dominos, mostra como um simples jovem londrino transformou-se em um dos maiores músicos da história.


Faixas:
A1. Slunky - 3:34
A2. Bad Boy - 3:33
A3. Lonesome and a Long Way From Home - 3:30
A4. After Midnight - 2:51
A5. Easy Now - 2:55
A6. Blues Power - 3:06


B1. Bottle of Red Wine - 3:05
B2. Lovin' You Lovin' Me - 3:19
B3. Told You for the Last Time - 2:30
B4. Don't Know Why - 3:10
B5. Let It Rain - 5:01

Queen lança DVD duplo com videoclipes de toda a carreira

sexta-feira, julho 20, 2012
Chegará nas lojas no próximo dia 28 de agosto o DVD duplo Greatest Video Hits, trazendo nada mais nada menos que 33 clipes gravados pelo Queen durante toda a sua carreira.


Será a primeira vez que a maioria dos vídeos mais importantes e conhecidos da banda serão reunidos em um único lançamento. Todos os clipes foram restaurados visualmente e remixados em DTS Surround. Além disso, todas as faixas presentes no DVD contam com comentários adicionais de Brian May e Roger Taylor.


O primeiro DVD é dedicado totalmente à década de 1970 e inicia com o clássico vídeo de “Bohemian Rhapsody”. Já o segundo disco cobre o período entre os álbuns Hot Space (1982) e The Miracle (1989), com destaque para o icônico clipe de “I Want to Break Free”.

Não há ainda a informação se esse DVD será lançado também no Brasil. Por enquanto, foi divulgado que ele estará disponível apenas na América do Norte.

Confira abaixo o tracklist completo de Greatest Video Hits:

DVD 1
  1. Bohemian Rhapsody
  2. Another One Bites to Dust
  3. Killer Queen
  4. Fat Bottomed Girls
  5. Bicycle Race
  6. You’re My Best Friend
  7. Don’t Stop Me Now
  8. Save Me
  9. Crazy Little Thing Called Love
  10. Somebody to Love
  11. Spread Your Wings
  12. Play the Game
  13. Flash
  14. Tie Your Mother Down
  15. We Will Rock You
  16. We Are the Champions
DVD 2
  1. A Kind of Magic
  2. I Want It All
  3. Radio Ga Ga
  4. I Want to Break Free
  5. Breakthru
  6. Under Pressure
  7. Scandal
  8. Who Wants to Live Forever
  9. The Miracle
  10. It’s a Hard Life
  11. The Invisible Man
  12. Las Palabras de Amor
  13. Friends Will Be Friends
  14. Body Language
  15. Hammer to Fall
  16. Princes of the Universe
  17. One Vision

Ricardo Seelig conta como conheceu o som pesado para o pessoal do Wikimetal

sexta-feira, julho 20, 2012
O Wikimetal é não apenas o principal podcast brasileiro dedicado ao heavy metal, mas também um grande ponto de encontro e troca de ideias entre quem surte som pesado em nosso país.


Por essa razão, fiquei muito contente quando o Nando Machado, um dos caras por trás do Wikimetal, me convidou para participar da seção Tribuna de Honra contanto como eu conheci o metal.


Procurei ser bem sincero, buscando na memória quando conheci o estilo e em como ele mudou a minha vida. Espero que vocês curtam não só o texto, mas também o Wikimetal, pois o trabalho dos caras é demais e vale a pena ser acompanhado de perto!


Você pode ler a matéria diretamente neste link ou abaixo: 


O Heavy Metal entrou na minha vida em 1985, através do Rock in Rio. Havia recém feito 12 anos quando, do nada, me vi sendo bombardeado por dezenas de bandas que eu nunca havia ouvido falar. Sempre gostei de música, mas o rock ainda não havia me fisgado nessa época – e, vale dizer, época essa bem diferente dos dias de hoje, onde a informação chega de maneira muito mais fácil às pessoas.

As bandas que mais me chamaram a atenção foram Iron Maiden, AC/DC, Ozzy Osbourne e Scorpions. Lembro de assistir os shows pela TV e acompanhar a cobertura da Rede Globo sobre o festival. Fiquei fascinado, enfeitiçado e absolutamente apaixonado por tudo o que vi – e ouvi. 

O Iron Maiden foi a banda que mudou a minha vida. Lembro de, logo depois, ouvir a faixa “The Number of the Beast” em uma fita k7 de um primo mais velho e ficar boquiaberto. Porém, meus primeiros discos de rock não foram da Donzela, mas sim do AC/DC. Lembro de o meu padrinho me levar em uma loja de departamentos no interior do Rio Grande do Sul e me mandar escolher um presente. Saí com o ’74 Jailbreak e o For Those About to Rock, ambos do AC/DC, embaixo do braço. Em relação ao Maiden, o meu primeiro disco foi o Live After Death, que ouvi tanto, mas tanto, que cheguei a decorar as falas de Bruce Dickinson entre as músicas.

Tudo isso foi há quase 30 anos. Nesse tempo todo, descobri diversos outros gêneros e bandas que marcaram profundamente a minha vida. Se fosse listar um top 5, diria que Iron Maiden (a banda que me mostrou o heavy metal e até hoje a minha preferida de todos os tempos), Led Zeppelin (que me mostrou que tudo era possível), Beatles (eles mudaram tudo), Metallica (eles tocavam o heavy metal do jeito que eu imaginava que deveria ser tocado) e Wilco (companheira de todas as horas e das mais variadas emoções) são os grupos mais importantes e que mais ouvi na vida.

Tudo isso me fez entender que a música é muito mais do que apenas um estilo. O heavy metal é espetacular, mas outros gêneros também são. Miles Davis é genial. O jazz é inquietante. O blues é a base de tudo, e o funk setentista sempre me surpreende. Porém, por mais longe que eu já tenha ido em minhas investigações sonoras – e acreditem, vivo pesquisando novos sons e isso nunca irá parar -, o meu porto seguro sempre é o heavy metal, o estilo musical que é a base do que eu sou como ouvinte. 

Como diz Troy Sanders, baixista do Mastodon: “Porque resumir 300 anos de música em apenas um estilo, se podemos ter todos?”. É assim que eu penso. Viva o heavy metal, mas viva também o rock, o pop, o jazz, o blues e o que mais der na telha. Afinal, existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim.

Judas Priest lança edição especial de 30 anos do clássico Screaming for Vengeance

sexta-feira, julho 20, 2012
Boas novas para os fãs do Judas Priest! Comemorando as três décadas de lançamento do seu oitavo álbum, o clássico Screaming for Vengeance, que chegou às lojas em 17 de junho de 1982, a lendária banda britânica anunciou o lançamento de uma edição especial do disco.


Intitulada Screaming for Vengeance Special 30th Anniversary Edition, a versão é tripla e vem com 2 CDs e 1 DVD. O primeiro disco tem o álbum original remasterizado, enquanto o segundo traz cinco faixas ao vivo gravadas em San Antonio, Estados Unidos, em 10 de setembro de 1982, mais a versão de estúdio de “Prisoner of Your Eyes”, música registrada durante as sessões de Turbo, de 1985.


Mas o principal atrativo é o DVD, que contém o show do Judas Priest na famosa edição de 1983 do US Festival, que aconteceu em 29 de maio daquele ano. São doze músicas no vídeo, registrando uma das apresentações mais emblemáticas da banda. 


Acompanham o pacote um encarte com fotos de Mark Weiss e notas escritas pelo jornalista norte-americano Eddie Trunk, apresentador That Metal Show e amigo próximo do grupo.


Screaming for Vengeance é um dos álbuns de maior sucesso da carreira do Judas Priest. Foi com este disco que a banda estourou definitivamente nos Estados Unidos através de faixas como “The Hellion”, “Electric Eye”, “You’ve Got Another Thing Comin’”e “Devil’s Child”. O álbum alcançou a posição número 11 nas paradas inglesas e a décima-sétima nos charts da Billboard.


Para maiores informações, incluindo links de pré-venda, clique aqui.

Rolling Stones ganham whisky especial pelos seus 50 anos

sexta-feira, julho 20, 2012
Celebrando os 50 anos da mais emblemática banda de rock de todos os tempos, a indústria de bebidas japonesa Suntory lançou uma edição especial comemorativa dedicada aos Rolling Stones.


Extremamente limitado - apenas 150 garrafas foram colocadas à venda, cada uma ao custo de 6.300 dólares -, o whisky é desde já objeto de desejo dos fãs do grupo.


Um brinde ao rock and roll!



Metallica e Gojira na capa da nova RockHard

sexta-feira, julho 20, 2012
A revista alemã RockHard traz na capa de sua nova edição James Hetfield, do Metallica, e Joe Duplantier, do Gojira. Os dois vocalistas entrevistaram um ao outro, em uma ideia muito legal que poderia ser repetida por outras publicações.


O novo número da RockHard tem também matérias com Testament, Ian Gillan, Accept, Tankard, Prong, Savatage e outros grupos, e o tradicional (lá fora, é claro) CD de brinde.


Para saber mais e comprar a edição, acesse o site oficial da RockHard.

19 de jul de 2012

The Darkness: conheça a capa e assista o trailer do novo álbum

quinta-feira, julho 19, 2012
O quarteto britânico The Darkness divulgou a capa e um pequeno trailer de seu novo disco. 


Hot Cakes, terceiro álbum do grupo, chegará às lojas inglesas dia 20 de agosto e nas norte-americanas um dia depois. O trabalho é o sucessor de One Way Ticket to Hell ... and Back, de 2005, e marca o retorno da formação original do quarteto, com o baixista Frankie Poullain, repetindo assim o line-up esse que gravou o disco de estreia, Permission to Land (2003).


Hot Cakes foi produzido pelos irmãos Justin e Dan Hawkins, os chefões do grupo, ao lado de Nick Brine. A mixagem ficou a cargo do lendário Bob Ezrin (Kiss, Aerosmith, Alice Cooper). O álbum terá 11 faixas, sendo que uma delas, “Street Spirit (Fade Out)”, é uma versão para uma canção do Radiohead presente no segundo disco da banda de Thom Yorke, The Bends, de 1995.


Assista abaixo o breve trailer de Hot Cakes:

The Gaslight Anthem: crítica de Handwritten (2012)

quinta-feira, julho 19, 2012
Vem de Nova Jersey um dos melhores discos de rock de 2012: Handwritten, quarto álbum do The Gaslight Anthem. Inspirado pelo conterrâneo Bruce Springsteen, o grupo formado por Brian Fallon (vocal e guitarra), Alex Rosamilia (guitarra), Alex Levine (baixo) e Benny Horowitz (bateria) gravou um CD repleto de grandes canções.


As onze faixas de Handwritten são fortes e soam como pequenos e despretenciosos hinos. Com ótimas melodias, ganchos bem construídos e refrões certeiros, a banda conquista o ouvinte. A energia e o suor, o tesão que os caras transmitem nas canções, contagiam e fazem nós que estamos aqui do outro lado embarcarmos juntos. 

O título - “handwritten”, “escrito à mão” - dá a pegada de todo o trabalho. O som é orgânico, vivo, com os instrumentos esculpindo composições redondas e inspiradas. Na contramão da anemia sonora que torna grande parte do pop e do rock atuais insípidos e sem personalidade, o Gaslight Anthem surge com um álbum quente e pulsante, mostrando a importância do testosterona e do sentimento para toda uma geração de jovens que parecem preferir muito mais a companhia de seus gadgets eletrônicos a indivíduos de carne e osso. 

A sombra de Springsteen paira sobre Handwritten, e não apenas na semelhança entre o timbre de Fallon e o seu. As faixas soam, em diversos momentos, como se o Boss voltasse no tempo e não tivesse mais 63, mas sim vinte e poucos anos outra vez. E essa semelhança não tem nada a ver com uma suposta falta de originalidade do quarteto, muito pelo contrário. A obra de Springsteen está incrustada no inconsciente coletivo dos Estados Unidos, e é reconfortante perceber o quanto ele influenciou e abriu o caminho que bandas como o The Gaslight Anthem seguem atualmente.



Destaques existem aos montes. A abertura com “45” já chama a atenção. A faixa-título tem cara de hit certo, assim como “Here Comes My Man”. “Keepsake” tem um que de Tom Petty em sua estrutura, enquanto “Howl” e “Desire” pulam dos alto-falantes e tomam conta do ambiente. Sente-se em certas passagens a influência de bandas norte-americanas não tão faladas, mas cultuadas ao extremo, como The Replacements e The Smithereens - essa última, não por acaso, também natural de Nova Jersey. Ou seja, o negócio aqui é rock grudento, que não medo de flertar com o pop e sabe usar essa aproximação para soar ainda mais forte.

Bom do início ao fim, Handwritten é um daqueles discos que contradizem quem adora afirmar que não há nada de bom sendo feito no rock atual. Há sim, e uma das melhores provas está aqui.

Altamente recomendado!

Nota: 8,5

Faixas:

  1. 45
  2. Handwritten
  3. Here Comes My Man
  4. Mulholland Drive
  5. Keepsake
  6. Too Much Blood
  7. Howl
  8. Biloxi Parish
  9. Desire
  10. Mae
  11. National Anthem

O que o disco solo de Steve Harris representa para o futuro do Iron Maiden?

quinta-feira, julho 19, 2012
Steve Harris, baixista, líder e principal compositor do Iron Maiden, surpreendeu o mundo ao anunciar ontem, 18 de julho, que lançará um álbum solo no próximo dia 24 de setembro. Batizado como British Lion, o disco teve a sua capa divulgada e poucas outras informações reveladas - como o nome do produtor, Kevin Shirley, e a participação dos desconhecidos Richard Taylor (vocal) e David Hawkins (guitarra).


Confesso que achei muito estranha essa notícia. Estranha porque me pergunto qual o motivo que levaria Steve, que é o autor ou co-autor de aproximadamente 80% das músicas que o Iron Maiden gravou em toda a carreira, lançar um trabalho solo. E em cima dessa dúvida pensei algumas coisas que gostaria de dividir com vocês.


A primeira possibilidade é que o material que Harris compôs é muito diferente e não se encaixa no Iron Maiden, e por isso ele resolveu lançar essas faixas em um disco solo fora da banda. Isso justificaria a existência de um álbum solo, sem dúvida. Sabendo que Steve é um grande fã do hard rock e do prog setentistas, dá água na boca imaginar o que poderia vir nesse trabalho, com Harris investindo pesado nas influências que sempre teve e deixou claro em diversas entrevistas - como a paixão pelo prog folk do Jethro Tull, por exemplo.


A outra explicação é que o Iron Maiden resolveu mudar a sua sonoridade, mexer no seu direcionamento musical - que vem sendo bastante criticado nos últimos anos por alguns segmentos da imprensa e pelos próprios fãs -, e as composições que Steve Harris estava trabalhando seguiriam o que a banda vem fazendo em seus discos mais recentes. Por essa razão, devido à essa hipotética mudança, o baixista resolveu lançar suas canções inéditas em um trabalho solo. Se isso acontecer - e eu estou apenas supondo, que fique bem claro -, seria muito interessante ver o Iron Maiden se arriscando, buscando novos caminhos sonoros perto de completar quase quatro décadas de vida. Vale lembrar que dois dos outros principais compositores da banda, Bruce Dickinson e Adrian Smith, sempre foram muito mais abertos para as sonoridades mais atuais do metal, vide trabalhos excelentes como The Chemical Wedding (1998) e o projeto Primal Rock Rebellion, lançado este ano por Smith. O guitarrista Janick Gers é o outro grande compositor do Maiden atualmente, porém o seu direcionamento é bem similar ao do chefão Steve.


E, por fim, há uma terceira e ainda mais improvável suposição, que seria o encerramento das atividades do grupo. Improvável porque? Por vários fatores. Apesar de alguns mais afoitos darem força a essa hipótese depois do lançamento do último disco de estúdio do grupo, The Final Frontier, de 2010 (que eu, pessoalmente, acho um grande trabalho), devido a simples inclusão da palavra “final” no título, o Iron Maiden de hoje é uma máquina de fazer dinheiro, batendo recordes de faturamento em todo o mundo. O próprio The Final Frontier teve uma das performances comerciais mais fortes de toda a carreira da banda. As turnês do sexteto são certeza de casas lotadas e grande repercussão, como está acontecendo com a atual excursão, a Maiden England, que por enquanto é restrita apenas ao Canadá e aos Estados Unidos, mas atiça o desejo de fãs por todo o planeta. Não há motivo, pelo menos aparente, para a banda pendurar as guitarras, então acho pouco provável que isso aconteça tão cedo.

Será muito interessante ouvir o que Steve Harris preparou em British Lion, mas será ainda mais inquietante acompanhar o que esse disco solo representa não só para o baixista, mas, principalmente, para o presente e o futuro de uma das maiores bandas da história do heavy metal.

Testament na capa da nova Metal Hammer italiana

quinta-feira, julho 19, 2012
O Testament, que lança no próximo dia 27 de julho o seu décimo álbum, Dark Roots of Earth, está na capa da nova edição da Metal Hammer italiana. A revista conversou com a banda sobre o disco, que, a julgar pelas faixas já divulgadas, tem tudo para ser um dos principais álbuns de heavy metal de 2012.


Outros destaques da nova edição são o Baroness, Megadeth, Rush, Lynyrd Skynyrd e a cobertura dos festivais Hellfest, Metalfest Italia e Gods of Metal.


Para mais informações, acesse o Facebook da publicação

Linkin Park confirma quatro shows no Brasil em outubro

quinta-feira, julho 19, 2012
A banda norte-americana Linkin Park confirmou hoje que se apresentará no Brasil no próximo mês de outubro.


O grupo fará quatro shows em nosso país promovendo o seu último e quinto disco, Living Things, lançado em 20 de junho.


Confira abaixo as datas e locais das apresentações:


07/10 - São Paulo - Parque Anhembi
08/10 - Rio de Janeiro - Citibank Hall
10/10 - Curitiba - Estádio do Paraná Clube
11/10 - Porto Alegre - Estádio do Zequinha

Witchcraft revela capa e detalhes do seu aguardado quarto álbum

quinta-feira, julho 19, 2012
A banda sueca Witchcraft é uma das mais cultuadas do heavy metal atual. Executando um som arrastado, pesado e que bebe diretamente na fonte dos primeiros discos do Black Sabbath, o grupo conquistou uma sólida base de fãs em todo o planeta.


Agora, depois de longos cinco anos de silêncio, o aguardado quarto álbum do grupo finalmente verá a luz do dia. O sucessor de The Alchemist (2007) tem o título de Legend e será lançado dia 21 de setembro pela Nuclear Blast. Este será o primeiro trabalho da banda pela gravadora alemã, já que os três discos anteriores saíram todos pela Rise Above Records.


O longo intervalo gerou algumas mudanças. O líder Magnus Pelander deixou de lado a guitarra e agora responde somente pelos vocais. A banda passou a ser um quinteto, com Simon Solomon e Tom Jondelius formando a nova dupla de guitarristas e Oscar Johansson assumindo a bateria.


O produtor Jens Bogren (Opeth, Paradise Lost, Kreator) está no comando do novo disco. O Witchcraft ainda não divulgou o tracklist, porém já revelou a belíssima capa do álbum. 


Legend tem tudo para ser um dos principais lançamentos de 2012. Vamos esperar para ver se a expectativa se confirma.

18 de jul de 2012

Queen: show de 1986 será transmitido em cinemas de todo o mundo

quarta-feira, julho 18, 2012
O vídeo Live in Budapest ’86 já é conhecido pelos fãs do Queen, afinal o VHS com o show foi lançado originalmente em 16 de fevereiro de 1987 registrando a turnê do álbum A Kind of Magic (1986). Existe também uma versão em DVD do show.


Agora, a apresentação volta à ordem do dia em uma versão remasterizada que estreará nos cinemas de 30 países diferentes no próximo dia 20 de setembro. O áudio foi remasterizado em 5.1, enquanto o vídeo ganhou tratamento em alta definição. Além disso, o show será precedido por um documentário de 25 minutos cobrindo o período entre a apresentação de Freedie Mercury e companhia no Live Aid, em 13 de julho de 1985, e a concerto em Budapeste.


Em frente à uma audiência de mais de 80 mil pessoas, o Queen executou faixas como “Bohemian Rhapsody”, “Crazy Little Thing Called Love”, “I Want to Break Free” e “We are the Champions”, levando os húngaros ao delírio.


Ainda não saiu a lista oficial dos cinemas que terão o show em cartaz, portanto não sabemos informar se alguma sala brasileira receberá o Queen durante o mês de setembro. Torcemos para que sim!

Novo clipe do The Gaslight Anthem enaltece a paixão pelos discos de vinil

quarta-feira, julho 18, 2012
O novo álbum da banda norte-americana The Gaslight Anthem, Handwritten, chegará às lojas somente na próxima terça-feira, dia 24 de julho. Porém, a faixa-título do trabalho ganhou um clipe que já está rodando por aí.


O vídeo conta uma história inocente, mas que enaltece o poder que a música e os discos exercem sobre a vida de diferentes pessoas. Vale a pena dar o play, já que a faixa é muito boa e o clipe acaba tendo um significado todo especial para quem coleciona e tem uma experiência intensa com a música.


Vale mencionar também que o disco em si é muito bom, e desde já é um dos destaques do ano. 


Assista o clipe abaixo:

Assista “Teenage Icon”, o novo clipe do Vaccines

quarta-feira, julho 18, 2012
Mais uma canção inédita do novo disco do quarteto britânico, The Vaccines Come of Age, que sai só dia 3 de setembro. 


“Teenage Icon” é um delicioso power pop com cara de hit. Já o clipe traz a banda tocando dentro de um apertado elevador, com direito a uma versão adolescente dos músicos fazendo alusão ao título da faixa.


Enfim, uma música forte com um vídeo legal, o que só aumenta a expectativa pelo segundo álbum do grupo.


Assista o clipe de “Teenage Icon” abaixo:

Kiss lança edição especial do clássico Destroyer

quarta-feira, julho 18, 2012
Lançado em 15 de março de 1976, Destroyer, quarto álbum do Kiss, foi o primeiro registro do quarteto após a explosão de popularidade proporcionada pelo duplo ao vivo Alive!, de setembro de 1975. Provavelmente o disco mais conhecido da banda, Destroyer é figura certa na maioria das listas de melhores discos de todos os tempos. Em comemoração aos 35 anos do lançamento original, comemorados em 2011, havia um plano de lançar uma edição repleta de faixas bônus e itens especiais. Entretanto, a ideia original não vingou e a banda decidiu ir para outro caminho. 


Destroyer Resurrected chegará às lojas no próximo dia 21 de agosto trazendo poucos atrativos para os fãs quando comparado ao objetivo inicial. As dez faixas originais foram remixadas pelo produtor Bob Ezrin, resultando em versões ligeiramente diferentes, já que Ezrin trouxe à tona, em alguns casos, overdubs que acabaram sendo deixados de lado no lançamento oficial. É o caso de “Beth”, que ganhou vocais adicionais, e “Sweet Pain”, cuja versão com um solo de guitarra alternativo é a única faixa bônus da nova edição.




Além disso, a arte original criada por Ken Kelly, e que na época foi recusada pela gravadora Casablanca por ser considerada muito violenta, será finalmente lançada como capa de Destroyer Resurrected. A imagem mostra os músicos caminhando triunfantes sobre os escombros de uma cidade destruída, imagem que foi retocada no LP de 1976 com a inserção de nuvens cobrindo o desenho inicial.


De maneira geral, Destroyer Resurrected oferece um apelo muito pequeno que justifique a sua aquisição. Os fãs e colecionadores irão comprar com certeza, mas quem não tem uma relação tão intensa com o Kiss provavelmente passará batido. Um álbum com a importância histórica como a de Destroyer merecia uma edição comemorativa à altura, o que não acontece aqui. Talvez daqui há quatro anos, quanto o disco completar 40 anos, a banda retome o conceito original e coloque no mercado uma versão realmente arrebatadora e entupida de extras.

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