14 de jun de 2013

A Semana na Collectors Room

sexta-feira, junho 14, 2013

A nossa já tradicional repassada em tudo o que publicamos na semana, pra você não deixar passar nada e ficar por dentro de tudo. Notícias, clipes, reviews, colunas e matérias especiais, tudo na mão pra você.

Enjoy!

Notícias: Vivian Campbell diagnosticado com câncer, vídeo mostra como é a versão especial do novo disco do Black Sabbath, o novo disco e o novo single da Tedeschi Trucks Band, os discos mais vendidos nos Estados Unidos, o novo DVD do Kreator, o novo projeto de Jack White, MTV tem o seu futuro definido e anuncia cortes e dispensa de VJs, mais capas das edições de junho das revistas sobre música, a baixista Kim Deal fora do Pixies e o Queens of the Stone Age dominando a parada norte-americana.        

Novos clipes: “God is Dead?” e “End of the Beginning” do Black Sabbath, “The Wanderer” do Amorphis, “A Gift Beyond Human Reach” do Extol, “Liquor” do Scorpion Child, “Hey Judas” do Black Star Riders, “Silver Queen” do Gypsyhawk e “Whole World’s Watching” do Walking Papers.

Matérias especiais e colunas: o ano até agora em 13 músicas, a 17ª parte da série As Novas Caras do Metal, os discos mais chapados de todos os tempos, a nova edição da coluna Tímpano e a letra G na série 26 Bandas para o Matias.

Novos reviews: The Devil Put Dinosaurs Here do Alice in Chains, Heart of Oak do Anciients, Black Dog Barking do Airbourne e Venomous Rat Regeneration Vendor de Rob Zombie.
 
Por Ricardo Seelig

Foto do post: Dust & Grooves

26 Bandas para o Matias: G de Grand Funk Railroad

sexta-feira, junho 14, 2013
Quando era um adolescente em Espumoso, pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul onde nasci e meus pais residem até hoje, o acesso à música e aos discos era muito diferente do que é hoje em dia. Você não sentava na frente de um computador, digitava o nome de uma banda e ouvia o que ela tinha produzido. Isso não existia. Pra falar a verdade, nem computadores existiam ainda em meados da década de 1980 no interior gaúcho.

Nesse cenário, a troca de informações, os bate-papos, as conversas entre quem gostava de música, eram a principal fonte para conhecer novas bandas e se aprofundar naquelas que faziam as nossas cabeças. E nessa realidade, um dos caras que mais me influenciou e abriu portas no mundo do rock, me apresentando sons, discos e grupos, foi o Dóda. Ele era bem mais velho do que eu - sei lá, uns dez anos ou mais - e trabalhávamos juntos no Banco do Brasil, ele como funcionário e eu como menor aprendiz. O Dóda tinha uma grande coleção de discos que me fascinava e, além disso, uma aparelhagem de som que me deixava maluco. Com esse equipamento fazia festas na cidade, festas essas que eu frequentava e ficava absolutamente encantado com os sons que rolavam.

A nossa amizade fez com que nos aproximássemos bastante. E essa aproximação fez com que ele se transformasse em uma espécie de guru destes meus primeiros anos na música, como colecionador de discos. Essa relação evoluiu ao ponto de, nas festa que o Dóda colocava som, eu passar a discotecar antes de ele chegar. Cuidava dos pratos, dos discos, colocando música atrás de música e sentindo a vibração do povo com as escolhas que fazia. Aprendi demais, me sentia no paraíso.

E uma das canções que o Dóda tocava e que de imediato me chamou a atenção era uma longa e cadenciada faixa que começava com um diálogo, em inglês, entre diversas crianças. Lembro que eu e meus amigos, quando ouvíamos a introdução, já comentávamos, em um momento meio Beavis & Butt-Head: “Uuuuhhh, a das criancinhas, que sonzêra!”. Essa música era “I Can Feel Him in the Morning”, de uma banda norte-americana chamada Grand Funk Railroad. Em pouco mais de sete minutos, ela nos tirava do mundo, nos apresentava uma realidade inédita, mais colorida e habitada por seres sempre diferentes. Cada audição era diferente, revelando novas sensações, visões e contatos com outras dimensões.


“I Can Feel Him in Morning” foi a minha porta de entrada para o universo do Grand Funk. Foi com ela que me interessei pelo trio. E esse interesse se aprofundou quando, não lembro bem por qual motivo, o Dóda acabou deixando duas grandes caixas abarrotadas de LPs comigo. Dentro delas havia vários discos interessantes, mas os que viraram os meus olhos foram os do Grand Funk que encontrei ali. Estavam na caixa o vermelhão de 1969, o Closer to Home (1970), o Survival (1971 e que tem "I Can Feel Him in the Morning"), o E Pluribus Funk (1971), o Phoenix (1972) e o Born to Die (1976). Ouvia esses discos direto, sem intervalo, sem pressão, sem respirar, como se nada mais importasse no mundo. E realmente nada mais importava, apenas o bem que aquela música me fazia.

Um tempo depois, já na faculdade, estava na loja de discos que frequentava em Passo Fundo e onde meus amigos trabalhavam quando, em um papo sobre discos, comentei que tinha comprado o Wonderwall Music (1968), primeiro disco solo do George Harrison, e não tinha gostado nada daquele som experimental. Um destes meus amigos, o Beto (que hoje vocês conhecem como o vocalista da Cachorro Grande), comentou que queria fazer negócio e a gente podia fazer uma troca. Conversando, não sei como o Grand Funk Railroad entrou no papo, mas lembro que ele falou que tinha um álbum da banda em uma versão importada. Fechei o brique sem nem ao menos saber de que título se tratava.

No outro dia, levei o meu Wonderwall e o Beto me trouxe o We’re an American Band (1973) em LP amarelo, importado. Nunca tinha ouvido esse álbum até então, mas foi só colocar a agulha no vinil para a fascinação pela banda voltar com toda força. Com apenas oito músicas, começando na faixa-título e terminando em “Loneliest Rider”, logo aquele disco amarelo se tornou o meu favorito entre todos do GFR. E, pra acompanhar o pacote, o encarte ainda tinha uma foto surreal dos músicos nus no meio de uma suspeita e saudável plantação de uma certa erva verde.

Hoje, volta e meia os discos do Grand Funk retornam para o meu aparelho de som. Lá em casa, a banda nunca saiu de moda. E o We’re an American Band ganhou status de um dos discos da minha vida, sempre trazendo memórias afetivas, de pessoas e de lugares, toda vez que o coloco para rodar.

O Matias ainda não parou para ouvir o GFR. Mas, fã de bateria como é, tenho certeza de que irá gostar. Aliás, a porta de entrada do meu pequeno para o som da banda pode ser exatamente a música que dá nome ao meu disco favorito do grupo.

Tá aí um dos funks que eu faço questão que o meu filho conheça:



Por Ricardo Seelig

Queens of the Stone Age domina a parada da Billboard esta semana

sexta-feira, junho 14, 2013
O último disco do Queens of the Stone Age, ... Like Clockwork, é o grande destaque das paradas da Billboard esta semana. O álbum está no topo em três charts: Billboard 200, Rock Albums e Hard Rock Albums. Esta é a primeira vez em sua carreira que a banda alcança estes postos. Qualquer dúvida, basta acessar o site da Billboard para conferir.

Destaque também para os novos do Megadeth, Alice in Chains e Rob Zombie.

Em relação ao Black Sabbath, o novo álbum da banda foi lançado esta semana e ainda não entrou nos charts, como fica claro acessando o site da publicação. 13 deve figurar no topo na semana que vem, já que a projeção é que o disco venda entre 120 e 130 mil cópias em sua primeira semana.

Top 10 segundo a Billboard

1 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
2 Daft Punk - Random Access Memories
3 Sleeping with Sirens - Feel
4 Blake Shelton - Based on a True Story
5 Darius Rucker - True Believers
6 Megadeth - Super Collider
7 Imagine Dragons - Night Visions
8 Florida Georgie Line - Here’s to the Good Times
9 Justin Timberlake - The 20/20 Experience
10 Barenaked Ladies - Grinning Streak


Top 10 rock segundo a Billboard

1 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
2 Feel - Sleeping with Sirens
3 Megadeth - Super Collider
4 Imagine Dragons - Night Visions
5 Barenaked Ladies - Grinning Streak
6 John Fogerty - Wrote a Song for Everyone
7 City and Colour - The Hurry and the Harm
8 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
9 Vampire Weekend - Modern Vampires of the City
10 The Lumineers - The Lumineers


Top 10 hard rock / heavy metal segundo a Billboard


1 Queens of the Stone Age - ... Like Clockwork
2 Feel - Sleeping with Sirens
3 Megadeth - Super Collider
4 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
5 Filter - The Sun Comes Out Tonight
6 Volbeat - Outlaw Gentlemen & Shady Ladies
7 Halestorm - The Strange Case of ...
8 Bring Me the Horizon - Sempiternal
9 Rob Zombie - Venomous Rat Regeneration Vendor
10 Killswitch Engage - Disarm the Descent


Por Ricardo Seelig

Kim Deal fora do Pixies

sexta-feira, junho 14, 2013
Após 25 anos, a baixista Kim Deal está fora do Pixies. Essa é a primeira mudança de formação na história da banda norte-americana, um dos maiores ícones do rock alternativo.

Deal não se pronunciou sobre os motivos que a levaram a deixar o grupo, mas os três integrantes remanescentes - Black Francis, Joey Santiago e David Lovering - divulgaram um breve comunicado sobre a saída da baixista:

Estamos tristes em anunciar que Kim Deal decidiu sair do Pixies. Temos muito orgulho de trabalhar com ela durante todos esses 25 anos. Apesar de sua decisão de seguir adiante, sempre consideraremos Kim como uma integrante do Pixies, e o seu lugar estará sempre disponível para ela. Desejamos o melhor para Kim.

Nenhum nome foi ainda ventilado como possível substituto de Deal.

Por Ricardo Seelig

MTV anuncia cortes e dispensa VJs

sexta-feira, junho 14, 2013
Como publicamos ontem, a MTV sairá do grupo Abril e será relançada no Brasil pela Viacom, dona da marca - leia a matéria completa.

O desdobramento disso já está vindo a público. A emissora cancelou três programas que estavam no ar há um bom tempo: Acesso MTV, A Hora do Chay e MTV Sem Vergonha. Além disso, dispensou três VJs que apresentavam estas atrações: Titi Muller, Chay Suede e Juliano Enrico, além das equipes que produziam estes programas.

As coisas não param por aí. A informação é que na próxima segunda-feira, dia 17/06, um grande corte de pessoal deve ser anunciado.

Aguardamos desdobramentos.

Por Ricardo Seelig

13 de jun de 2013

Rob Zombie: crítica de Venomous Rat Regeneration Vendor (2013)

quinta-feira, junho 13, 2013
A agenda de Rob Zombie tem andado bastante atribulada nos últimos anos. Afinal, desde que o sujeito se tornou ator, roteirista, diretor de cinema, produtor e mesmo quadrinista eventual, imagino que esteja cada vez mais difícil encontrar um espaço para a sua atividade inicial, aquela que o tornou de fato reconhecido: a de músico. Três anos depois de seu último álbum de inéditas, Zombie aproveita o seu próprio selo musical, o Zodiac Swan, e faz uma dobradinha: apenas quatro dias depois do lançamento de seu novo filme, The Lords of Salem, eis que ele coloca nas lojas o delicioso Venomous Rat Regeneration Vendor. O resultado musical é uma pérola que está muito mais próxima, em termos de estilo e originalidade, de Hellbilly Deluxe, o principal álbum de sua carreira solo, do que efetivamente a sua continuação oficial, lançada em 2008. Dá até para arriscar dizer que Venomous Rat Regeneration Vendor finca ainda mais os pés na sonoridade do White Zombie, banda que Rob liderou com sucesso na década de 90.

A fórmula de Zombie é um caldeirão alucinado de heavy metal, rock industrial, uma pitada de funk, remixes e música eletrônica. As letras revisitam a típica obsessão do cantor com os filmes de terror B, falando sobre monstros, celebrações macabras e sexo satânico, sempre com uma pitada daquele humor negro típico das produções dos anos 70/80. Para entender o conceito nada melhor do que prestar atenção ao primeiro single, a faixa de título intricado “Dead City Radio and the New Gods of Supertown” (que, aliás, gerou um delirante videoclipe, um dos melhores do ano). Enquanto o vocalista coloca sua voz grave para cantar de maneira quase falada, narrada, daquele mesmo jeitão no qual começou a apostar ainda na época do White Zombie, a canção oferece uma viagem metálica quase anos 70, alucinada e alucinante. Outro destaque é a festiva (e de título igualmente indecifrável) “Ging Gang Gong De Do Gong De Laga Raga”, loucura contagiante que imediatamente dá vontade de cantar e dançar junto, numa pista de dança escura e com luzes estroboscópicas bombando a todo vapor. O verso “high on the fumes and high on the gas” é a indicação mais clara: estamos diante de uma espécie de Cheech & Chong com esteroides.

A formação de sua banda de apoio parece ser, de longe, a mais azeitada de sua carreira: além dos riffs repletos de efeitos de John 5 (basta ouvir a piração de barulhinhos que abre “Behold the Pretty Filthy Creatures!”), Zombie recrutou outro egresso do grupo que acompanhava Marilyn Manson, o talentoso Ginger Fish, para assumir as baquetas. Ele soube incorporar com perfeição os grooves ao mesmo tempo bombásticos e praticamente dançáveis que sempre caracterizaram o trabalho de Rob Zombie. A combinação potente que ele faz com o baixo de Piggy D. em “Revelation Revolution”, por exemplo, chega a ser quase essencialmente música eletrônica, um house pesado apoiado em uma batida única e repetitiva.

Destaque ainda para o cover, selecionado a dedo, do clássico do Grand Funk Railroad, “We’re An American Band”. Quem soube da escolha torceu o nariz à primeira vista. Bobagem. O resultado é gostoso demais de se ouvir – Zombie diminui o andamento, deixa as guitarras obviamente mais pesadas, capricha no vozeirão monstruoso e até insere uns efeitos sonoros para dar a impressão de que é uma faixa gravada ao vivo. E um detalhe curioso, para aqueles mais minuciosos: no verso “up all night with Freddie King I got to tell you, poker's his thing”, em que é mencionado o guitarrista de blues, Zombie faz uma troca sutil, colocando o nome de Kerry King, do Slayer, no lugar. Sintomático.

Para você entender, em resumo: Hellbilly Deluxe é a grande obra-prima da carreira de Rob Zombie pós-White Zombie. Venomous Rat Regeneration Vendor é, pelo menos até o momento, o seu melhor disco desde Hellbilly Deluxe. Diversão furiosa, na melhor acepção da expressão.



Nota 8,5

Faixas:
1 Teenage Nosferatu Pussy
2 Dead City Radio and the New Gods of Supertown
3 Revelation Revolution
4 Theme for the Rat Vendor (Instrumental)
5 Ging Gang Gong De Do Gong De Laga Raga
6 Rock and Roll (In a Black Hole)
7 Behold, the Pretty Filthy Creatures!
8 White Trash Freaks
9 We're An American Band
10 Lucifer Rising
11 The Girl Who Loved The Monsters
12 Trade in Your Guns for a Coffin

Por Thiago Cardim

Os 40 discos mais chapados de todos os tempos segundo a Rolling Stone

quinta-feira, junho 13, 2013
A Rolling Stone publicou uma lista interessante em seu site, elegendo os quarenta álbuns mais chapados de todos os tempos. Lista interessante, com álbuns de várias décadas e estilos.

Para ler os comentários da revista (em inglês), clique aqui.

Abaixo, os 40 álbuns mais chapados de todos os tempos segundo a Rolling Stone:

40 Wilco - Sky Blue Sky (2007)
39 Os Mutantes - Os Mutantes (1968)
38 Beach House - Devotion (2008)
37 David Crosby - If I Could Only Remember My Name (1971)
36 Fleet Foxes - Fleet Foxes (2008)
35 Sigur Rós - Ágaetis byrjun (1999)
34 The Pharcyde - Bizarre Ride II the Pharcyde (1992)
33 The Congos - Heart of the Congos (1977)
32 Herbie Hancock - Head Hunters (1973)
31 King Sunny Adé - The Classic Years (2003)
30 Flaming Lips - Yoshimi Battles the Pink Robots (2002)
29 Meat Puppets - Up on the Sun (1985)
28 Dr. Dre - The Chronic (1992)
27 Miles Davis - Bitches Brew (1970)
26 Outkast - Aquemini (1998)
25 Kyuss - Welcome to Sky Valley (1994)
24 D’Angelo - Voodoo (2000)
23 My Morning Jacket - Z (2005)
22 My Bloody Valentine - Loveless (1991)
21 Massive Attack - Protection (1994)
20 Black Sabbath - Paranoid (1970)
19 Augustus Pablo - East of the River Nile (1977)
18 Talking Heads - Remain in Light (1980)
17 Kraftwerk - Trans-Europe Express (1977)
16 DJ Shadow - Endtroducing ... (1996)
15 The Allman Brothers Band - At Fillmore East (1971)
14 Funkadelic - Maggot Brain (1971)
13 Spiritualized - Ladies and Gentleman We Are Floating in Space (1997)
12 Brian Eno - Another Green World (1975)
11 Wu-Tang Clan - Enter the Wu-Tang (36 Chambers) (1993)
10 Beck - Mellow Gold (1994)
9 Bob Marley - African Herbsman (1973)
8 Animal Collective - Merriweather Post Pavillion (2009)
7 Grateful Dead - Live / Dead (1969)
6 Radiohead - Kid A (2000)
5 The Beatles - Rubber Soul (1965)
4 Beastie Boys - Paul’s Boutique (1989)
3 Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (1973)
2 Portishead - Dummy (1994)
1 Jimi Hendrix - Axis: Bold as Love (1967)


Por Ricardo Seelig

Walking Papers, nova banda de Duff McKagan, divulga lyric video

quinta-feira, junho 13, 2013
Duff McKagan, ex-baixista do Guns N’ Roses, está com uma nova banda chamada Walking Papers. Ao seu lado estão Jeff Angell (vocal e guitarra), Benjamin Anderson (teclado) e Barrett Martin (bateria, com passagens pelo Screaming Trees e Mad Season).

O primeiro disco do quarteto, produzido por Jack Endino (Soundgarden, Nirvana), saiu de forma independente no ano passado e pouquíssima gente ouviu (eu não), mas será relançado no dia 6 de agosto pela Loud & Proud Records. Promovendo o álbum, a banda lançou um lyric video para “Whole World’s Watching”, primeiro single do trabalho. Trata-se de um hard rock agradável e com sonoridade clássica, onde o principal destaque é a interpretação de Angell. Se o resto do disco seguir essa pegada, vem aí um grande álbum.

Assista abaixo e diga se você não concorda comigo:



Por Ricardo Seelig

Lá fora: mais capas de junho das principais revistas de música do planeta

quinta-feira, junho 13, 2013
Terceira parte do nosso levantamento sobre as capas das edições de junho das principais revistas de música do mundo. Destaque para a edição especial da Decibel dedicada aos 100 melhores álbuns de death metal de todos os tempos, e também para a nova Terrorizer, com uma matéria especial sobre o black metal.

As novas edições das semanais Kerrang! e NME também merecem comentários por saíram da linha e trazerem em suas capas bandas clássicas e não o tradicional desfile de novos nomes.

E aí, qual você curtiu mais?



 
 

Por Ricardo Seelig

“Silver Queen”, o novo clipe do Gypsyhawk

quinta-feira, junho 13, 2013
A banda norte-americana Gypsyhawk divulgou o clipe da faixa “Silver Queen”, música presente em seu segundo disco, o ótimo Revelry & Resilence (2012) - leia o review aqui.

O vídeo mostra os quatro integrantes do grupo às voltas com as consequências causadas pela captura do que parece ser uma feiticeira ou bruxa. Só um aviso: há peitos e bundas de fora, então cuidado ao dar play no vídeo :-)



Por Ricardo Seelig

MTV deixará o grupo Abril e será relançada no Brasil como um canal pago

quinta-feira, junho 13, 2013
A informação é da Folha de São Paulo: encerrando a novela e os rumores que se arrastam há meses, a MTV Brasil finalmente teve o seu destino definido. O canal deixará de ser um canal aberto e sairá no Grupo Abril. A Viacom, dona da marca, relançará a MTV no país como um canal exclusivamente pago.

Segundo a Folha, as conversas entre a Viacom e produtoras independentes, artistas, indústria fonográfica e operadoras de TV paga estão adiantadas, e a nova MTV Brasil deve ser lançada no segundo semestre, muito provavelmente entre os meses de setembro e outubro. A nova programação será voltada para a música e para produções nacionais e terá novos apresentadores, algo na linha que a própria Viacom já faz com a VH1 Brasil, que também é de sua propriedade. Aliás, vale mencionar que a nova MTV Brasil será um novo canal e não substituirá a VH1.

A Abril, que trouxe o canal para o Brasil em 1990, pagava um valor pelo licenciamento anual da emissora à Viacom.

MTV, Abril e Viacom não se pronunciaram a respeito.

Por Ricardo Seelig
Com informações da Folha

Jack White trabalha em documentário sobre os primórdios da indústria fonográfica americana

quinta-feira, junho 13, 2013
Depois de relançar clássicos do blues do início do século XX pela sua gravadora, a Third Man Records, Jack White está trabalhando em um projeto que pretende contar a história do mercado fonográfico americano nas longínquas décadas de 1920 e 1930.

Segundo a revista Uncut, White está produzindo um documentário sobre o assunto em parceria com o produtor musical T-Bone Burnett. O filme se chamará American Epic e deve contar com a co-produção de Robert Redford e da BBC.

Burnett disse em entrevista durante a última edição do festival de Cannes que o período mostrado no documentário possui vários fatos curiosos. Um deles mostra que a queda brusca nas vendas de discos não foi um fenômeno exclusivo dos tempos de internet.

Em 1926, a indústria fonográfica caiu 80% em um ano por causa da proliferação do rádio nas grandes cidades. As pessoas de classe média e as ricas que foram capazes de comprar rádios já não queriam comprar discos, porque eles poderiam obter música de graça. Assim, as empresas de gravação, com equipamentos, e nada para fazer com eles, decidiram ir para o sul, onde as pessoas não tinham eletricidade e, portanto, não possuíam rádios. Então, eles começaram a gravar e vender para o sul. Começaram também a gravar as pessoas mais pobres do país e transmitir suas vozes em todo o mundo", contou o produtor à Uncut.

A data de lançamento do documentário não foi divulgada.

Por Nelson Junior

Assista “Hey Judas”, o novo clipe do Black Star Riders

quinta-feira, junho 13, 2013
O primeiro álbum do Black Star Riders surpreendeu positivamente muita gente, incluindo esse que vos escreve. Não esperava que os músicos que formavam o atual Thin Lizzy alcançassem o nível que alcançaram em seu primeiro disco com canções inéditas. E gostei de ser surpreendido.

“Hey Judas”, uma das músicas mais legais de All Hell Breaks Loose, ganhou um clipe que mostra a banda executando a canção.

Aumenta que é bom!



Por Ricardo Seelig

Kreator anuncia novo DVD ao vivo

quinta-feira, junho 13, 2013
Ícone do thrash alemão e uma das bandas mais influentes da história do gênero, o Kreator anunciou o lançamento de um novo DVD ao vivo. Dying Alive chegará às lojas dia 30 de agosto pela Nuclear Blast e trará o show realizado pelo grupo em 22 de dezembro de 2012 em Oberhausen, cidade natal do quarteto.

Gravado com 24 câmeras, Dying Alive é o registro da turnê do último disco do Kreator, Phantom Antichrist, muito bem aceito pela crítica e pela público. O vídeo terá 115 minutos, mas ainda não teve o seu tracklist divulgado. Além do show, Dying Alive trará clipes e um documentário.



O lançamento estará disponível em DVD duplo, Blu-ray duplo, earbook (contendo DVD, Blu-ray, CD duplo e um CD bônus com as versões demos das músicas presentes em Phantom Antichrist) e também uma versão do earbook com todos os itens mais um single de 7 polegadas (essa última versão estará disponível apenas através do mailorder da Nuclear Blast).

Por Ricardo Seelig

12 de jun de 2013

Airbourne: crítica de Black Dog Barking (2013)

quarta-feira, junho 12, 2013
Um disco com gosto de isopor e que decepciona feio. O problema maior não é nem a falta de originalidade, mas a falta de inspiração. Terceiro álbum de estúdio do Airbourne, que despontou com o avassalador Runnin' Wild (2007), mas que já vinha dando indícios de saturação com No Guts. No Glory. (2010), Black Dog Barking leva ao ápice a capacidade desses australianos de se perderem em meio a tantas boas referências. As intenções são ótimas, mas o resultado acaba gerando quase sempre músicas repetitivas, estruturadas em clichês e que não chegam a lugar algum.

Repito: quando surgiu, o Airbourne foi uma grata surpresa. Seu disco de estreia mesclava peso, velocidade e malícia em doses exatas. Vigoroso e dono de uma certa urgência juvenil, Runnin' Wild explicitava ao mundo o nome mais promissor entre as novas bandas da Austrália, ainda que muitos já torcessem o nariz para a exagerada semelhança em relação aos conterrâneos do AC/DC. O sopro de esperança era que, com o tempo, os caras conseguissem ao menos esboçar uma identidade própria, algo que, definitivamente, não acontece. Para piorar, além de não apresentarem nenhuma carta nova na manga, as que já tinham no baralho se mostram cada vez mais marcadas e desgastadas.

A coisa já começa errada em "Ready to Rock", que na verdade poderia se chamar "Pronto Para Ser Piegas". Em pleno 2013, uma banda séria não pode compor uma música com esse nome, muito menos utilizá-lo exaustivamente no refrão. Ultrapassa os limites da ausência de criatividade. Além disso, o coro no início é simplesmente ridículo e forçado.

A partir de "Animalize", percebe-se o início de um fenômeno simplesmente bizarro. Talvez na tentativa de dar a resposta que os críticos tanto esperam, o Airbourne tenta expandir suas referências para além de AC/DC e agrega nuances e características de outros dois nomes de peso: Kiss e Alice Cooper. Deste último, especialmente da fase Trash (1989). A estratégia é até curiosa e abrange o vocal e a parte instrumental. O resultado, porém, é desastroso.

Essa impressão se prolonga por vários momentos do trabalho e é como se os australianos buscassem algo parecido com o que o Kiss fez recentemente em Monster (2012). Só que, além de não chegarem nem perto, provam que o hard rock que praticam não permite um amplo leque de opções a serem trilhadas. No fim, a comparação acaba sendo inevitável e quem só tem a perder é o próprio Airbourne.

"No One Fits Me (Better Than You)" até tenta limpar um pouco a barra, mas logo vê seu esforço jogado no lixo ao ser sucedida pela horrorosa "Back in the Game". O que era para ser um hit calcado no groove não passa de chorume pasteurizado. "Firepower" é outra bem fraquinha. Até o Bon Jovi já fez melhor.

"Live It Up" é, de longe, a melhor faixa de Black Dog Barking e lembra os bons momentos de Runnin' Wild, além, claro, de ter um começo quase que idêntico ao de “For Those About to Rock (We Salute You)”, clássico de seus mestres. Não à toa, foi escolhida como primeiro single do disco. Mesmo assim, ainda carrega um ar de música pré-moldada. Aquela típica canção cujo único objetivo é abastecer o famigerado sonho rockstar. Poderia facilmente ser uma composição da fictícia Steel Dragon, do filme protagonizado por Mark Wahlberg.

Além das dez faixas principais, Black Dog Barking, que teve produção de Brian Howes e lançamento pela Roadrunner em 21 de maio, conta ainda com três bônus - "Jack Attack", "You Got the Skills (to Pay the Bills)" e "Party in the Penthouse", mas confesso que nem perdi muito tempo com elas. Se não tiveram qualidade para entrar no tracklist, melhor nem imaginar o tamando da ladeira. Afinal, não estamos falando do Black Sabbath.

No fim das contas, fica o alerta para Joel O'Keeffe e cia. Quando se ouve um álbum inteiro e não se absorve praticamente nada, algo está errado. Quando as melhores músicas são aquelas que acabam bem rápido, pior ainda, pois confirmamos estarmos diante da premissa inicial: um disco com gosto de isopor e que decepciona feio. Black Dog Barking é assim. E, como disse, o problema maior não é nem a falta de originalidade, mas a falta de inspiração.

Nota 4,5

Faixas:
1 Ready To Rock 5:24
2 Animalize 3:03
3 No One Fits Me (Better Than You) 3:06
4 Back In The Game 3:25
5 Firepower 2:59
6 Live It Up 4:26
7 Woman Like That 3:14
8  Hungry 2:56
9 Cradle To The Grave 3:22
10 Black Dog Barking 2:59

11 Jack Attack (Bonus Track) 2:52
12 You Got The Skills (To Pay The Bills) (Bonus Track) 3:33
13 Party In The Penthouse (Bonus Track) 3:09

Por Guilherme Gonçalves

Anciients: crítica de Heart of Oak (2013)

quarta-feira, junho 12, 2013
Discos de estreia são o ponto de partida de uma carreira, de uma sonoridade, de um conceito que irá se desenvolver de maneira mais profunda nos álbuns futuros de toda banda. Pegue qualquer grande nome e compare seus primeiros discos com os trabalhos que os seguiram. Black Sabbath, Led Zeppelin, Iron Maiden, Metallica, Beatles, Stones - a lista é infinita - alcançaram o seu auge com o aprimoramento da sonoridade que foi apresentada ao mundo em seus debuts.

Escrevi o parágrafo acima porque ele se aplica ao álbum de estreia da banda canadense Anciients. Formado em Vancouver em 2009, o grupo lançou em abril o seu primeiro disco, que saiu pela sempre antenada gravadora polonesa Season of Mist. E o que impressiona em Heart of Oak é que ele não parece um álbum gravado por uma banda iniciante. A segurança, o domínio, a auto-confiança, saltam aos olhos. Basta ouvir o início da primeira faixa, “Raise the Sun”, para perceber que estamos diante de um trabalho diferenciado e muito - muito mesmo - acima da média.

Apresentando influências de Mastodon e Baroness e caminhando entre o prog, o stoner e o sludge, o Anciients gravou um disco que mexe com o ouvinte. As canções apresentam riffs muito bem desenvolvidos pela dupla Chris Dyck e Kenneth Paul Cook, enquanto os vocais de Aaron Gustafson (também baixista) variam entre um agradável timbre limpo e um gutural agressivíssimo. E na bateria temos um fenômeno chamado Mike Hannay, que entrega uma performance que irá colocar um sorriso de orelha a orelha em quem aprecia todas as possibilidades que o instrumento pode propiciar.

Todas as canções de Heart of Oak são longas, variando de seis a nove minutos. Porém, a riqueza dos arranjos e a variedade de caminhos apresentados em cada uma das nove faixas faz o álbum não ser nada cansativo. Os músicos são técnicos, brilhantes em seus instrumentos, e focam esse domínio no peso e na absoluta liberdade para seguir os mais variados caminhos. É possível, nas passagens mais cadenciadas e atmosféricas, perceber uma clara influência de Pink Floyd por exemplo, como fica claro na bela “For Lisa”, que fecha o trabalho.

Trabalhando com precisão as melodias, o Anciients cativa logo na primeira audição. O ataque que sucede a bela - e melancólica - introdução da faixa de abertura, “Raise the Sun”, faz com que um brilho surja no olho de qualquer fã de metal que aspira e admira aquelas bandas e artistas que levam o estilo por novos caminhos, tirando-o de sua conservadora zona de conforto. E esse sentimento só cresce nas canções seguintes. A quebradeira de “Overthrone” aproxima a banda do prog metal, só para em seguida temperar esse flerte com uma explosão crua e intensa.

Os grandes momentos estão em “The Longest River”, que em nove minutos explora toda a musicalidade do quarteto; em “Giants”, que mostra que os músicos ouviram muito Crack the Skye, espetacular disco lançado pelo Mastodon em 2009; em “Faith and Oath”, construída a partir de um riff cíclico que é puro black metal norueguês do início da década de 1990 e conta inclusive com blast beats de Hannay; e na belíssima “For Lisa”, que fecha o disco de maneira sublime, alterando climas e melodias arrepiantes.

Retornando lá para o início deste texto, Heart of Oak é apenas o primeiro disco do Anciients. Ele é o primeiro passo, o primeiro tijolo, a base de uma sonoridade que, se tudo correr da maneira certa, irá se desenvolver ainda mais nos próximos álbuns. E esse ponto de partida é excelente, mostrando uma banda com imenso talento e potencial de crescimento, fatores que fazem com que o ouvido cresça e fique grudado nos movimentos futuros destes quatro músicos.

Heart of Oak é um discaço. O Anciients é uma baita banda.

Vá atrás e ouça já um dos melhores álbuns de 2013.

Nota 9,5

Faixas:
1 Raise the Sun
2 Overthrone
3 Falling in Line
4 The Longest River
5 One Foot in the Light
6 Giants
7 Faith and Oath
8 Flood and Fire
9 For Lisa

Por Ricardo Seelig

Os discos mais vendidos esta semana nos Estados Unidos

quarta-feira, junho 12, 2013
A partir de agora, postaremos toda quarta-feira quais são os álbuns mais vendidos no maior mercado do mundo, os Estados Unidos. Nossos dados se basearão exclusivamente na parada mais importante do planeta, a Billboard, e focarão em três categorias: os discos mais vendidos independente do gênero, os mais vendidos de rock e os mais vendidos no hard rock/heavy metal.

Pra começar, os dados da semana entre 8 e 15 de junho. Alguma surpresa - positiva ou negativa - nas listas?



Discos mais vendidos nos Estados Unidos - 8 a 15/06/2013

1 Daft Punk - Random Access Memories
2 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
3 John Fogerty - Wrote a Song for Everyone
4 Little Mix - DNA
5 Blake Shelton - Based on a True Story
6 Darius Rucker - True Belivers
7 TSO - The Great Gatsby
8 Imagine Dragons - Night Visions
9 Justin Timberlake - The 20/20 Experience
10 Vampire Weekend - Modern Vampires of the City



Discos de rock mais vendidos dos Estados Unidos - 8 a 15/06/2013

1 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
2 John Fogerty - Wrote a Song for Everyone
3 Vampire Weekend - Modern Vampires of the City
4 The National - Trouble Will Find Me
5 The Lumineers - The Lumineers
6 Mumford & Sons - Babel
7 Thirty Seconds to Mars - Love Lust Faith + Dreams
8 Fall Out Boy - Save Rock and Roll
9 Of Monsters and Man - My Head is an Animal
10 Paramore - Paramore



Discos de hard rock/heavy metal mais vendidos dos Estados Unidos - 8 a 15/06/2013

1 Alice in Chains - The Devil Put Dinosaurs Here
2 Man Overboard - Heart Attack
3 Volbeat - Outlaw Gentlemen & Shady Ladies
4 Tesseract - Altered State
5 Halestorm - The Strange Case of
6 Rob Zombie - Venomous Rat Regeneration Vendor
7 Stone Sour - House of Gold & Bones Part 2
8 Escape the Fate - Ungrateful
9 Killswitch Engage - Disarm the Descent
10 Device - Device


Por Ricardo Seelig

Assista “Liquor”, o novo lyric video do Scorpion Child

quarta-feira, junho 12, 2013
A banda norte-americana Scorpion Child divilgou mais uma música que só reforça a sensação de que o disco de estreia do grupo será um dos grandes lançamentos de 2013. 

O lyric video de “Liquor” vem com dezenas de cenas que passam a sensação de liberdade, tudo emoldurado por efeitos pra lá de psicodélicos. E o som é aquele tipo infelizmente em extinção, que se equilbra entre o hard rock e o heavy metal tradicional, calcado em riffs, vocais vindos lá do fundo e batidas retas.

O primeiro álbum do Scorpion Child, batizado apenas com o nome da banda, será lançado dia 21 de junho pela Nuclear Blast.

Aguardamos com ansiedade. E vocês?



Por Ricardo Seelig

Black Sabbath divulga clipe de "End of the Beginning"

quarta-feira, junho 12, 2013
E o Black Sabbath segue divulgando de maneira agressiva o seu novo disco, o excelente 13. A banda postou em seu canal no YouTube o clipe da faixa que abea o álbum, "End of the Beginning", gravado durante a recente participação do grupo no episódio final da série CSI.

Duas curiosidades: a versão deste vídeo é diferente da gravação de estúdio - afinal, a banda tocou ao vivo - e na bateria temos Tommy Clufetos no lugar de Brad Wilk, que gravou o disco.

Não preciso nem pedir para aumentar o volume, certo?



Por Ricardo Seelig

11 de jun de 2013

Alice in Chains: crítica de The Devil Put Dinosaurs Here (2013)

terça-feira, junho 11, 2013
Todo mundo conhece aquela antiga regra de que o segundo disco é sempre um desafio definidor na carreira de uma banda, quando ela tem que provar que é mais do que uma promessa e que veio para ficar de verdade. No caso dos norte-americanos do Alice in Chains, a tal fronteira acabou sendo transferida para o seu quinto álbum de estúdio, o recém-lançado The Devil Put Dinosaurs Here. Afinal, ele é o segundo disco pós-reunião e sem a vital presença do saudoso vocalista Layne Staley. O retorno em Black Gives Way to Blue, de 2009, trouxe os bem-vindos vocais de William DuVall, com uma energia que foi mais do que bem-recebida tanto pela crítica quanto pelos fãs.

Esta nova bolacha, portanto, traz à tona a questão: o Alice in Chains está mesmo de volta? Foi só fogo de palha? Ou eles estão prontos para encarar o futuro, sem ficar dependentes do passado de glórias? O guitarrista e líder da banda, Jerry Cantrell, tentou dar esta resposta em entrevista para a revista Revolver. “Eu não acho que você vai ficar surpreso com nada que vai ouvir. Somos nós. Mas é também algo único. Tem todos os elementos de qualquer disco que lançamos, mas é ao mesmo tempo diferente de qualquer disco que lançamos. É o próximo capítulo no livro do Alice in Chains, e vai ser grande”. Cantrell disse rigorosamente tudo: The Devil Put Dinosaurs Here é o retrato de uma banda que não perdeu sua identidade, mas que depois de uma tragédia, está disposta a se arriscar, pisando em novos territórios.

O primeiro single (e também a faixa inicial do CD), “Hollow”, já abre mostrando quem de fato vai brilhar ao longo de toda a audição: as furiosas e corpulentas guitarras de Cantrell. São elas que, há anos, continuam dando o sabor heavy metal ao rock alternativo/grunge sombrio e soturno do AIC. O andamento lento e pesado está lá, firme e forte, em canções como “Phantom Limb” e a faixa-título, uma mid-tempo que traz uma preciosa discussão a respeito do papel da religião. Mas, veja só, já nesta última canção é possível sentir claramente o quão bem fez a adição de DuVall para o quarteto, criando uma camada suave de vocais ao longo de um refrão grudento e irresistível. É deste tipo de risco, milimetricamente calculado, que estamos falando.

Já a deliciosa “Breath on a Window”, um dos pontos altos da coleção de doze faixas, tem todas as marcas registradas históricas do Alice in Chains, mas dando um ligeira acelerada no andamento. O resultado consegue flertar, mesmo que minimamente, com uma certa “iluminada” no trabalho dos caras. A melancolia logo retorna nas semiacústicas “Voices” e “Chokes”, que exploram outra característica bastante comum da banda, só que aplicando uma dose extra de melodia quase doce e delicada. Pode parecer estranho, mas tudo funciona que é uma beleza, soando novo, verdadeiro, moderno e, mesmo com a bela produção de Nick Raskulinecz (Foo Fighters, Deftones), não perde nunca aquela jovem vibração de banda garagem.  

The Devil Put Dinosaurs Here tem, no entanto, um único defeito bastante perceptível: é um disco longo demais. Não apenas como obra completa, mas mesmo em cada uma de suas partes, que geralmente ultrapassam a marca dos cinco/seis minutos. Talvez empolgada com os resultados que vem obtendo desta nova formação, a banda não soube se conter, editar a si mesma – e grande parte das canções parecem mais longas do que realmente são, cansando um pouco conforme se aproximam de seu fim. Grandes ideias, quando esticadas ao máximo, acabam perdendo boa parte de seu impacto. Arrisco dizer, inclusive, que se alguns destes momentos tivessem metade de seu tempo, ou pelo menos 30% a menos, The Devil Put Dinosaurs Here teria potencial dobrado para garantir um espaço melhor nas listas de melhores do ano.

Todavia, sejamos honestos: Cantrell estava certo. O Alice in Chains provou que está mesmo de volta, longe daquelas reuniões que geram meramente “bandas-zumbi”. Disposto a fazer o novo. Respeitando o passado mas sem medo de alçar novos voos rumos ao futuro. A gente espera, claro, que ainda por muito mais tempo. 

Nota 8

Faixas:
Hollow
Pretty Done
Stone
Voices
The Devil Put Dinosaurs Here
Lab Monkey
Low Ceiling
Breath on a Window
Scalpel
Phantom Limb
Hung on a Hook
Choke 

Por Thiago Cardim

Tedeschi Trucks Band anuncia novo disco e mostra música inédita

terça-feira, junho 11, 2013
A excelente Tedeschi Trucks Band, combo liderado pelo casal Susan Tedeschi e Derek Trucks, lançará o seu novo disco, Made Up Mind, no dia 20 de agosto pela Sony. O álbum é o sucessor dos altamente recomendáveis Revelator (2011) e Everybody’s Talkin’ (2012), esse último gravado ao vivo.

Antecedendo o seu segundo trabalho inédito, a banda divulgou o single “Part of Me”, um delicioso soul blues que já coloca água na boca.

Ouça abaixo:

Por Ricardo Seelig

As Novas Caras do Metal - Parte 17

terça-feira, junho 11, 2013
Desconheço não apenas um gênero tão apaixonante quanto o heavy metal, como também outro estilo que se renove e absorva influências internas e externas com tamanho dinamismo.

A nova edição da série As Novas Caras do Metal mostra isso mais uma vez. Abaixo, dez bandas dos mais variados pontos do globo que estão fazendo sons legais pra caramba agora mesmo, embaixo do seu nariz. E que, por uma série de fatores, provavelmente estão passando batido pelos seus ouvidos.

Aumente o volume e venha com a gente nesse mergulho!


The Ocean

Começando com um nome que não é necessariamente novato, porém não recebe a devida atenção por aqui. Estou falando da banda alemã The Ocean. Formado em 2000 em Berlim, o grupo já lançou seis discos - Fluxion (2004), Aeolian (2005), Precambrian (2007), Heliocentric (2010), Anthropocentric (2010) e Pelagial (2013) -, todos apresentando um sludge metal com toques progressivos e até mesmo atmosféricos em algumas passagens. Comece pelo último álbum, Pelagial, aclamado pela crítica como um dos melhores discos de 2013.

Clique e ouça uma música da banda.


Omnium Gatherum

Esta banda finlandesa foi formada em 1996 mas lançou o seu primeiro disco, Spirits and August Light, somente em 2003. Após a estreia vieram mas cinco álbuns: Years in Waste (2004), Stuck Here on Snakes Way (2007), The Redshift (2008), New World Shadows (2011) e Beyond (2013). O som é um death metal melódico com fortes cargas emocionais e alguns leves flertes com o prog. Criativa, a banda insere também toques sinfônicos em suas composições, resultando em um som bastante original e cativante.

Clique e ouça uma música da banda.


DGM

Outra banda já veterana em seu país, mas praticamente desconhecida em nossas terras tropicais. O DGM foi formado em Roma em 1994 e já possui uma longa carreira. Com oito álbuns nas costas, o grupo retornou em 2013 após um hiato de quatro anos com o excelente Momentum, disco lançado em março. O som é um power metal moderno e atual, muito técnico e que tem como um dos principais destaques o vocalista Mark Basile, dono de um timbre semelhante ao de Russell Allen.

Clique e ouça uma música da banda.


Magic Circle

Quinteto norte-americano formado em 2011 em Boston. Após um EP lançado em 2012, a banda colocou o seu disco de estreia, auto-intitulado, nas lojas no início do ano. O som vai do metal tradicional ao doom, alternando canções mais aceleradas com outras mais cadenciadas. Belas melodias andam lado a lado com a onipresente influência de Black Sabbath. Destaque para a dupla de guitarristas e para o vocalista Brendan Radigan.

Clique e ouça uma música da banda.


Anciients

Este quarteto canadense surgiu em Vancouver em 2009. No entanto, a estreia do Anciients (com dois “i's” mesmo) só saiu em abril de 2013 pela gravadora polonesa Season of Mist. O som é maduro, sombrio, atmosférico, e pode ser classificado entre o stoner e o sludge. Há claras influências de Mastodon e Baroness, mas o Anciients é bem mais agressivo que as duas bandas norte-americanas. Só um aviso: ao escutar Heart of Oak, único disco do grupo por enquanto, você corre o risco de o colocar entre os melhores do ano.

Clique e ouça uma música da banda.


Intronaut

Já falamos sobre o Intronaut - leia o review do último disco do grupo -, mas nunca é demais comentar sobre música de qualidade. O grupo foi formado em Los Angeles em 2004 e já possui uma discografia com quatro títulos: Void (2006), Prehistoricisms (2008), Valley of Smoke (2010) e Habitual Levitations (2013). A música é um sludge cheio de groove e andamentos quebrados, além de um clima atmosférico. Há influências de nomes como Baroness, Meshuggah, Tool e até mesmo Porcupine Tree no som do Intronaut. Ótimas referências que apenas reforçam a intensa sonoridade executada pela banda.

Clique e ouça uma música da banda.


The Fall of Every Season

Esta banda norueguesa é classificada como “death metal melancólico”. Confesso que nunca havia lido tal definição, mas ela faz total sentido quando ouvimos o som do The Fall of Every Season. Formado em 2004, o grupo tem apenas um integrante, Marius Strand, responsável por todos os instrumentos. O geniozinho cola com perfeição o death, o doom e o post-rock em composições longas e intensas. Com dois discos na bagagem - From Below (2007) e Amends (2013) -, o The Fall of Every Season é daquelas bandas que requerem uma audição apurada, calma e sem pressa, onde então é possível perceber e assimilar todos os detalhes que compõe a sua música.

Clique e ouça uma música da banda.


Hope for the Dying

Banda norte-americana que surgiu em 2006. Já são três álbuns no currículo - Hope for the Dying (2008), Dissimulation (2011) e Aletheia (2013) -, todos apresentando uma incomum mistura entre metalcore, prog e metal sinfônico. Com talento de sobra, o Hope for the Dying costura sonoridades antagônicas alcançando um resultado final que a credencia como um dos melhores nomes da atual cena dos Estados Unidos. Recomendadíssimo!

Clique e ouça uma música da banda.


Pomegranate Tiger

Prog metal instrumental pesadíssimo e agressivo. O som deste quarteto canadense formado em 2010 é um prato cheio pra quem adora técnica, mas também não abre mão do peso. O disco de estreia, Entities, foi lançado em janeiro e é uma porrada. Vale o play!

Clique e ouça uma música da banda.


Svart Crown

Banda francesa formada em Nice em 2004. Apesar dos quase dez anos de carreira, o grupo gravou apenas três discos: Ages of Decay (2008), Wiynessing the Fall (2010) e Profane (2013). O último álbum, lançado em abril, é um dos trabalhos mais intensos e brutais de 2013. Pisando no fundo na maior parte do tempo, o Svart Crown sabe inserir passagens mais lentas em algumas composições, o que dá um agradável clima sludge para o seu som.

Clique e ouça uma música da banda.


Por Ricardo Seelig

2013 em 13 músicas (até agora)

terça-feira, junho 11, 2013
Não são necessariamente as melhores músicas do ano, e muito menos as piores. Bem, algumas são realmente excelentes e provavelmente estarão nas nossas listas de melhores de 2013, mas ainda é muito cedo para afirmar isso. O que temos abaixo são treze faixas de treze discos marcantes lançados este ano, dentro da linha que a Collectors cobre: metal, hard e classic rock.

Fazendo essa lista já deu pra sentir que 2013 já produziu canções muito boas. E vocês, ao escutarem estas músicas, certamente perceberão o mesmo.

Pra coisa ficar ainda mais legal, postem nos comentários quais foram, nas suas opiniões e até agora, as melhores músicas de 2013. É uma estrada de mão dupla: vocês aprendem com a gente, e a gente aprende com vocês.

Fone no ouvido e volume no máximo!

 

Por Ricardo Seelig

Assista “A Gift Beyond Human Reach”, novo clipe do Extol

terça-feira, junho 11, 2013
A banda norueguesa Extol voltou após um longo silêncio e lançará o seu novo disco, batizado apenas com o nome do grupo, no próximo dia 25 de junho pela Indie Recordings.

Para promover o trabalho, o trio lançou o vídeo de “A Gift Beyond Human Reach”, que apresenta um belíssimo trabalho visual que faz jus à excelente composição.

Aumenta que é bom!



Por Ricardo Seelig

10 de jun de 2013

Assista “God is Dead?”, o novo clipe do Black Sabbath

segunda-feira, junho 10, 2013
Uma montagem com cenas antigas e atuais da banda unidas a imagens de guerra e pessoas questionando as suas crenças: assim é “God is Dead?”, o novo clipe do Black Sabbath e o primeiro vídeo promocional da banda em muitos anos.

Uma das melhores faixas de 13, novo disco do grupo - leia a crítica aqui.

Assista abaixo:

 

Por Ricardo Seelig

Vivian Campbell diagnosticado com câncer

segunda-feira, junho 10, 2013
O guitarrista irlandês Vivian Campbell está lutando contra um câncer. O músico não deu maiores detalhes sobre a gravidade e o local da doença, apenas informou que já está se submetendo à quimioterapia e que está afastado das bandas e projetos que participa.

Vivian estourou durante a década de 1980 ao entrar na banda de Ronnie James Dio, onde gravou os clássicos Holy Diver (1983), The Last in Line (1984) e Sacred Heart (1985). O guitarrista faz parte do Def Leppard desde 1993.

Vivian Campbell completará 51 anos em agosto.

Torcemos para ele se recupere e vença o câncer.


Por Ricardo Seelig

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