9 de ago de 2013

Black Tusk: crítica de Tend No Wounds (2013)

sexta-feira, agosto 09, 2013

Com suas raízes no crust e no hardcore, o Black Tusk pode facilmente ser considerado uma das bandas mais viscerais e podreiras do circuito de Savannah, originando, por eles mesmos, a alcunha de swamp metal (que não tem nada a ver com o termo homônimo empenhado pelos finlandeses do Kalmah) – uma formação ainda mais enlameada e suja do sludge americano.


Desde a formação da banda, em 2005, quando o guitarrista Andrew Fidler, o baixista Jonathan Athon e o baterista James May ainda moravamna mesma rua, até atualmente, o trio vem lançando trabalhos de forma ininterrupta. E agora em 2013, como que para preencher o espaço até o lançamento do sucessor de Set The Dial, o grupo lança o seu terceiro EP, Tend No Wounds, novamente pela Relapse Records.


Apesar de figurar apenas como uma introdução, “A Cold Embrace” não se preocupa em ficar enrolando ou criando bases climáticas. Muito pelo contrário, já despeja uma sucessão de riffs daquele meio termo entre o sludge e o hardcore típico da banda. Não fosse o bastante, “Enemy of Reason” chega espancando os ouvidos em um ritmo muito mais acelerado e (por incrível que pareça) ainda mais sujo, quase um contraponto com as vozes razoavelmente mais melódicas e menos berradas insanamente como antes.


Cadenciada e fazendo justiça ao seu autodenominado rótulo de swamp metal, a faixa seguinte “The Weak And The Wise” se arrasta ao longo de quase seis minutos de massacrantes riffs híbridos de sludge, punk e black metal, um tanto quanto diferente do andamento salobro e enlameado de “Internal/Eternal”, um tanto quanto próximo do som mais distorcido do Kylesa (e talvez isso seja inevitável para quem vem daquela cidade).


“Truth Untold”, responsável por um dos mais notáveis momentos nesse curto EP, une em pouco tempo elementos de punk rock com guitarras e melodias que beiram o heavy metal tradicional e o stoner, evidentemente sempre encapados por aquela rusticidade pantanesca. Com um arrastado crescendo, a semi instrumental “In Days Of Woe” fecha esse pequeno trabalho de transição, ainda deixando muitas pontas soltas para o que virá no próximo álbum.


E no fim das contas, o apresentado em Tend No Wounds é basicamente uma progressão mais do que natural do último álbum, sem grandes inovações e trazendo um Black Tusk sutilmente mais sóbrio e menos caótico, não muito diferente das mesmas propostas adotadas pelos outros grupos associados a eles (ainda que na prática seja em níveis completamente diferentes – e alguns fãs mais nervosos possam torcer o nariz).


Mas o que interessa é que o espírito enlameado, um sludge ao mesmo tempo despretensioso e extremamente bem construído, permanecem intactos, com o trio aprimorando a sua música curtos, mas notáveis, passos a cada registro (bem ou mal, desde 2005 eles lançam material a cada ano).


O Black Tusk pode não ser um dos mais ascendentes nomes da fértil Savannah, mas inegavelmente a sua música é um entretenimento e tanto.


Nota 7,5


Faixas:
01. A Cold Embrace
02. Enemy Of Reason
03. The Weak And The Wise
04. Internal/Eternal
05. Truth Untold
06. In Days Of Woe


Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

8 de ago de 2013

Galeria de fotos: os primeiros anos do U2

quinta-feira, agosto 08, 2013
O U2 é um dos maiores nomes da história do rock. Isso é incontestável. Suas turnês batem recordes atrás de recordes, e sua discografia é repleta de clássicos como The Joshua Tree (1987), Achtung Baby (1991) e o fenomenal All That You Can’t Leave Behind (2000).

Mas tudo tem um começo, e Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. nem sempre foram como os conhecemos hoje. Na verdade, elas eram bem diferentes.

Formada no dia 25 de setembro de 1976 em Dublin, a banda irlandesa ralou muito até chegar ao mega estrelato. E é justamente parte desta trajetória que essa galeria de fotos mostra, com imagens do U2 vindas direto do final dos anos 1970 e início da década de 1980, quando eles ainda eram uma banda iniciante.

Essa é nossa homenagem a David Howell Evans, o genial The Edge, um dos guitarristas mais originais de todos os tempos, que hoje comemora 52 anos.


 
 

Por Ricardo Seelig

Neil Young e Crazy Horse sofrem acidente e cancelam turnê

quinta-feira, agosto 08, 2013
Más notícias. Neil Young e os integrantes do Crazy Horse sofreram um acidente e tiveram que cancelar o restante de sua turnê europeia, desmarcando sete shows. Os músicos passam bem, mas o guitarrista Frank Sampedro quebrou a mão no incidente. Segundo uma fonte da banda declarou à Rolling Stone, “é uma fratura leve e esperamos que ele se recupere em tempo para a turnê norte-americana”.

O acidente aconteceu após o show ocorrido em Oslo, na Noruega, ontem, 7 de agosto. Não foram informados maiores detalhes a respeito do ocorrido.

Melhoras para todos.

Por Ricardo Seelig

Ouça “Fútil”, o novo single da banda santista Erodelia

quinta-feira, agosto 08, 2013
Hard rock dos bons sendo produzido bem embaixo do seu nariz e você nem sabia que ele existia. É o caso da banda santista Erodelia, que está lançando um EP digital com três músicas inéditas e autorais. As faixas serão divulgadas a cada quinze dias, e a primeira delas é “Fútil”. Gostei!

Dentro do projeto do EP, cada música vem acompanhada com uma arte de um pôster inspirado no cinema da década de 1970.


A produção do disquinho ficou a cargo de Nando Basseto, guitarrista do Garage Fuzz, e Christopher Clark, figura conhecida na cena roqueira de Santos.

O Erodelia é formado por Caio del Lucchesi (vocal), Nicholas Caleff (guitarra), Danilo Zaffani (guitarra), Erick Ajifu (baixo) e Heittor Ribeiro (bateria).

Som bom no player abaixo:



Por Ricardo Seelig

Ouça “Bloodshed”, o novo single do Soulfly

quinta-feira, agosto 08, 2013
O Soulfly acaba de divulgar a inédita “Bloodshed”, primeiro single do seu novo disco, Savages. O álbum chegará às lojas em outubro pela Nuclear Blast.

“Bloodshed” é um som bastante pesado, mas não consigo classificá-lo nem como thrash e nem como death metal. Há bastante groove, vocais raivosos e melodia. Uma boa música, sem dúvida.

Ouçam e digam o que acharam nos comentários:



Por Ricardo Seelig

Médicos recomendam que Lemmy se aposente

quinta-feira, agosto 08, 2013
A situação de saúde de Lemmy Kilmister, vocalista, baixista e o Motörhead em pessoa, é preocupante. Com problemas cardíacos, o lendário músico inglês está passando por momentos delicados nas últimas semanas.

Segundo informações da Classic Rock e do BraveWords, os médicos que analisaram Lemmy recomendaram que ele se aposente e se retire dos palcos, tirando o pé do acelerador e descansando para que a sua recuperação seja plena.

Nessas horas, ao invés de comentários românticos como “Lemmy deve morrer no palco, ao lado dos seus fãs”, deve-se pensar na saúde de um cara que está na trilha sonora de nossas vidas. Se é preciso que Lemmy se aposente para continuar vivo, então que isso aconteça.

Por Ricardo Seelig

The Rides, o supergrupo reunindo Stephen Stills, Kenny Wayne Shepherd e Barry Goldberg

quinta-feira, agosto 08, 2013
Stephen Stills, ícone do pop e rock das décadas de 1960 e 1970, juntou forças com o prodígio da guitarra blues Kenny Wayne Shepherd e com o tecladista Barry Goldberg no super trio The Rides. A banda está lançando o seu primeiro disco, Can’t Get Enough, que chegará às lojas dia 26 de agosto.

O primeiro single do álbum, “Search and Destroy”, recebeu um clipe descompromissado, com cenas dos músicos em estúdio.

A proposta, segundo Stills, é fazer um som que resgata a sonoridade dos primórdios do rock and roll, com os dois pés fincados nos anos 1940 e 1950.

A julgar pelo que se ouve em “Search and Destroy”, eles conseguiram:



Por Ricardo Seelig

7 de ago de 2013

Caixa com 34 CDs reúne toda a produção de Herbie Hancock para a Columbia

quarta-feira, agosto 07, 2013
Preparem os bolsos: chega às lojas dia 12 de novembro o box The Complete Columbia Album Collection 1972-1988, que traz nada mais nada menos do que 34 CDs com toda a obra de Herbie Hancock gravada para o selo Columbia.

A caixa traz os álbuns Sextant (1973), Head Hunters (1973), Dedication (1974), Thrust (1974), Death Wish: Original Soundtrack (1974), Flood (1975), Man-Child (1975), Secrets (1976), V.S.O.P. (1976, em CD duplo), The Herbie Hancock Trio (1977), V.S.O.P.: The Quintet (1977), V.S.O.P.: Tempest in The Colosseum (1977), An Evening with Herbie Hancock & Chick Corea in Concert (1978, em CD duplo), Sunlight (1978), Feets Don’t Fail Me Down (1978), Directstep (1978), The Piano (1978), V.S.O.P. The Quintet: Live Under the Sky (1979, em CD duplo), V.S.O.P. The Quintet: Five Stars (1979), Kimiko Kasai with Herbie Hancock: Butterfly (1979), Monster (1980), Mr. Hands (1980), Magic Windows (1981), Herbie Hancock Trio with Ron Carter + Tony Williams (1981), Quartet (1981), Lite Me Up (1982), Future Shock (1983), Sound-System (1984), Herbie Hancock and Foday Musa Suso: Village Life (1984), Round Midnight: Original Soundtrack (1985) e Perfect Machine (1988), proporcionando um mergulho profundo em uma parcela considerável da discografia do tecladista e pianista, um dos maiores nomes da história do jazz.

Entre os discos, Sunlight, Magic Windows e Lite Me Up jamais tinham recebido edições em CD e debutam agora no formato, enquanto oito dos títulos incluídos no box só haviam saído em CD no Japão.

Item de colecionador, pra ficar em destaque na estante.


Por Ricardo Seelig

Ouça “Addicted to Pain”, novo single do Alter Bridge

quarta-feira, agosto 07, 2013
O Alter Bridge soltou hoje o primeiro single do seu novo disco, Fortress. A faixa “Addicted to Pain” é um hard pesado, rápido e grudento, com cara de que vai agradar a legião de fãs da banda de Myles Kennedy e Mark Tremonti.

Fortress é o quarto álbum do Alter Bridge e será lançado dia 30 de setembro pela EMI. O sucessor de AB III (2010) foi produzido por Michael Baskette.

Ouça abaixo:



Por Ricardo Seelig

Os cinco melhores discos de heavy metal lançados em julho segundo o About.com

quarta-feira, agosto 07, 2013
Como de praxe, muita coisa bacana e interessante na lista dos cinco melhores discos de heavy metal divulgada mensalmente pelo About.com. Desta vez, o editor Chad Bowar e sua trupe colocaram o duo Jucifer e seu sludge/doom em primeiro lugar. All Pigs Must Die, Phil Anselmo, Autopsy e Trouble completam a abrangente escolha dos destaques de julho.

Para ver os cinco melhores de cada mês de 2013: 
junho e maio (já na Collector's, com os comentários traduzidos); abril, março, fevereiro e janeiro (só no original do About.com).


Gostei de Jucifer, Autopsy e Trouble. E vocês? Deixem também seus favoritos do mês.


1. Jucifer - За Bолгой для нас земли нет

O álbum é um tributo à história e aos povos da Rússia, especialmente Volgograd (Stalingrado). No início, no fim e em várias partes centrais do disco, ouvimos pessoas falando e cantando em russo. A voz feminina (de Amber Valentine) fala da Mãe Rússia, terra que seu povo lutou valentemente para proteger.

За Bолгой для нас земли нет
narra a dor, a bravura e as perdas do povo russo, que constantemente esteve em embates contra forças externas, principalmente durante a 2ª Guerra Mundial.


Cada faixa apresenta uma cavalgada de riffs pantanosos e tons que fazem chacoalhar como se o som da morte e da dor ecoasse pela mente. Não é pesado apenas pelo simples prazer de ser pesado. É a representação sonora apaixonada de um povo orgulhoso. Um álbum tão grandioso e potente quanto o país que o inspirou.


2. All Pigs Must Die - Nothing Violates This Nature

Em Nothing Violates This Nature, o All Pigs Must Die destila toda a essência do ódio na forma de um hardcore metálico e explosivo. Um disco violento e furioso. Se você está interessado em qualquer tipo de música pesada, está diante de uma audição obrigatória.

Sim, a banda é formada por membros de nomes como The Hope Conspiracy, Bloodhorse e, especialmente, Converge. Porém, o All Pigs Must Die não deve ser considerado um projeto paralelo desses músicos por várias razões. Uma vez que você tem os tímpanos estourados por hinos como "Bloodlines" você entende o porquê.


Trap Them, Nails e All Pigs Must Die já dividiram o mesmo palco? Se sim, nunca irei me perdoar por não ter estado lá. Se não, será que alguém pode fazer isso acontecer? De preferência agora?


3. Philip H. Anselmo & The Illegals - Walk Through Exits Only

Anselmo e seu bando bestial entregam um verdadeiro espancamento. Jabs de death metal, ganchos de esquerda de hardcore e um combo vertiginoso de groove, noise, math metal e grind deixam o ouvinte ferido e detonado. O golpe responsável pelo nocaute e que te deixa sem dentes e de queixo caído é o próprio Phil Anselmo.

Passou um longo tempo desde a última vez que o vimos tão visceral assim. Não há refúgio, não apenas em sua entrega, mas também no bom conteúdo lírico. A voz de Anselmo deixa pingar uma espécie de raiva torturante que expresa exatamente o que está em sua cabeça.


Cada faixa corta como se fosse um punhal no coração do ouvinte. Com beligerância crua e selvagem. Um caso que empurra Anselmo para a beira da loucura. Como os fãs de Pantera e/ou Down irão reagir ainda precisa ser visto, mas o crítico que vos escreve torce para que
Walk Through Exits Only consiga silenciar os pedidos de um futuro retorno do Pantera. Tudo o que você precisa está exatamente aqui.


4. Autopsy - The Headless Ritual

The Headless Ritual mostra o Autopsy ramificando-se um pouco mais com uma adição maior de doom e peso ao som, assim como variações bastante interessantes nas composições.

Não se preocupe, entretanto, com a aplicação de alguns momentos levemente progressivos. Tais momentos são fugazes da melhor maneira possível e simplesmente acrescentam um certo tempero ao que, essencialmente, é um verdadeiro assalto esmagador de death metal apresentado por uma banda que sabe o que faz.


A variação nas composições distingue
The Headless Ritual da horda de imitações que se vê por aí e demonstra também que o Autopsy não teme sair de sua zona de conforto e dar um passo além.


5. Trouble - The Distortion Field

The Distortion Field é um bom exemplo do som clássico do Trouble. Doom metal melódico e metal tradicional se entrelaçam igualmente neste trabalho ao ponto em que o Trouble se afasta um pouco de seus flertes anteriores com o stoner metal.

Os guitarristas fundadores Rick Wartrell e Bruce Franklin pilham toneladas de riffs que variam em uma faixa de velocidade entre o ritmo lento e o mediano. Os vocais de Kyle Thomas elevam-se com um grande alcance.


As composições de
The Distortion Field são ainda mais enfatizadas pela ordem bem construída do track list. O Trouble entrega um álbum muito sólido e que irá satisfazer os fãs do som clássico da banda, assim como deixará intrigados os novos apreciadores.


Por
Guilherme Gonçalves

Galeria de fotos: Bruce Dickinson, 55 anos

quarta-feira, agosto 07, 2013
Hoje é o aniversário de Bruce Dickinson. O cara que muitos consideram - incluindo este que vos escreve - o maior vocalista e frontman da história do heavy metal completa 55 anos neste 7 de agosto de 2013.

Em sua homenagem, uma pequena galeria de fotos com imagens de toda a sua carreira.

Parabéns, Bruce!



Por Ricardo Seelig

Assista ao clipe de “Três Patas”, primeiro single da banda gaúcha Os Vespas

quarta-feira, agosto 07, 2013
Novidade boa vinda de Porto Alegre. Os Vespas é um trio gaúcho formado por Grei Silvanno, Marcelo Acosta e Marcio Erdmann. Formado em 2010, a banda tem um som que mistura blues, psicodelia e rock de garagem das décadas de 1960 e 1970.

Já rodados e com participação em festivais como El Mapa de Todos, Demo Sul, Noite Senhor F, PampaStock e MorroStock, o grupo está lançando o seu primeiro álbum, intitulado Guitarra, Whisky & Blues.

Mais um exemplo de que o rock brasileiro está longe de estar parado e estagnado, como muita gente pensa. Basta tirar a bunda da cadeira e ir atrás para encontrar boas bandas como Os Vespas.

Assista ao clipe de “Três Patas”, primeiro single do grupo, no player abaixo:



Por Ricardo Seelig

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