16 de ago de 2013

Assista “The One You Are Looking For Is Not Here”, novo lyric video do Katatonia

sexta-feira, agosto 16, 2013
A gravadora Kscope divulgou o lyric video da faixa “The One You Are Looking For Is Not Here”, que estará no novo trabalho do Katatonia, Dethroned & Uncrowned, a ser lançado no mês de setembro.

Na realidade, o novo álbum nada mais é do que o seu último disco, Dead End Kings (de agosto do ano passado), completamente retrabalhado e com foco em arranjos acústicos e orquestrais, colocando ainda mais em evidência a elogiada predominância atmosférica das composições. Para financiar a nova empreitada, os suecos recorreram ao esquema de crowdfunding, e em apenas quatro dias atingiram o valor necessário.

Confira abaixo como ficou a belíssima nova versão, que ainda conta com a participação de Silje Wergeland, vocalista do The Gathering:



Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

Crítica do livro Iron Man: Minha Jornada com o Black Sabbath, de Tony Iommi e T.J. Lammers

sexta-feira, agosto 16, 2013
Iron Man: Minha Jornada com o Black Sabbath, biografia de Tony Iommi escrita com a colaboração de T.J. Lammers, é um livro delicioso. A obra conta toda a trajetória de Anthony Frank Iommi à frente e na liderança da mais importante e influente banda de heavy metal de todos os tempos, revelando dezenas de detalhes e histórias de bastidores que tornam a leitura repleta de surpresas em todas as páginas.

Escrita de uma maneira simples e composta por capítulos curtos, Iron Man é uma obra muito fácil de ler. A degustação é agradável e sem esforço, o que torna o livro atrativo até mesmo para quem não está acostumado com o hábito da leitura. As 400 páginas voam embaladas por revelações que, se não tivessem saído da boca de um dos protagonistas, pareceriam mais lendas urbanas do que acontecimentos reais.

Partindo da infância de Iommi e indo até mais ou menos 2010, passando no caminho pelo período pré-Black Sabbath, pelos primeiros anos da banda, o estrelato, o consumo de drogas em quantidades industriais, o processo de composição e gravação de cada disco, a saída de Ozzy e a chegada de Dio, o curto tempo com Ian Gillan, os rumos incertos atravessados durante as décadas de 1980 e 1990, a reaproximação com Ozzy e o surgimento do Heaven and Hell, o livro não economiza ao contar uma das histórias mais impressionantes do mundo musical. De garotos desacreditados e sem esperança de Birmingham ao topo do mundo, a obra acompanha toda a saga da banda que criou o heavy metal nas palavras de seu principal músico, compositor e líder.

Entre os trechos mais curiosos, as loucas vidas de Ozzy e Bill Ward se destacam. É de se impressionar que ambos ainda estejam vivos levando-se em conta o que fizeram e nos é contado por Tony. A relação com Ronnie James Dio também rende ótimos momentos na obra, assim como a curta passagem de Ian Gillan pelo Black Sabbath, cujo fruto é o discutível Born Again, disco lançado em 1983.

Tony Iommi soa franco em todo o livro, e, apesar de evitar críticas mais pesadas aos principais colegas de banda, as faz quando elas são mais do que necessárias - que o diga Glenn Hughes.

Como ponto negativo na edição nacional deve-se mencionar o erro de tradução que afirma que o pai de Iommi nasceu no Brasil. O texto original não diz isso, e essa falha acabou tomando outra proporção na edição brasileira.

Tirando esse pequeno deslize, que certamente será corrigido nas edições futuras, Iron Man: Minha Jornada com o Black Sabbath é um livro rico em informações, ainda mais em um mercado como o nosso, onde a bibliografia sobre a banda mais importante da história do heavy metal é pra lá de escassa.

Belíssimo lançamento da Editora Planeta.

Altamente recomendável, compre já o seu.

Por Ricardo Seelig

15 de ago de 2013

Extol: crítica de Extol (2013)

quinta-feira, agosto 15, 2013

Entre as mais complexas e singulares bandas que se propuseram a unir a absurda técnica musical ao death metal com severas tendências progressivas e atmosféricas, os noruegueses do Extol se mantiveram ativos desde 1997 com uma proposta cada vez mais aprimorada, que evoluía a passos largos a cada novo lançamento.


Desde 2007, porém, após o seu até então mais dinâmico trabalho, The Blueprint Dives, os músicos deixaram o grupo em hiato indefinido para se dedicarem a outros projetos (a saber, Mantric e Dr Midnight and the Mercy Cult), retornando apenas em 2012, ao anunciar o documentário Extol: of Light and Shade e o seu novo álbum de estúdio. Produzido por Jens Bogren, a obra foi lançada pela Indie Recordings no final do último mês de junho.


O passado ligado ao technical death metal da banda permanece praticamente intacto em “Betrayal”, faixa de abertura marcada pelas complexas alterações de andamento e passagens mais tranquilas para quebrar os trechos caóticos. Interessante notar que apesar da técnica apurada, os noruegueses não martelam o ouvinte com nada que seja incompreensível, mantendo tudo de forma extremamente coerente, como também pode ser visto em “Open The Gates”, que apesar do início meio meshuggiano acaba por apresentar um desenvolvimento mais prog (sem abandonar a agressividade).


Mantendo a mesma linha, a gélida “Wastelands” traz uma série de momentos extremamente quebrados, com um Extol transbordando e acumulando ideias que se complementam dentro de músicas relativamente curtas (se compararmos com outras bandas de estilo semelhante, as faixas poderiam facilmente chegar ao dobro da duração), o mesmo ocorrendo em “A Gift Beyond Human Reach”, que soa como uma versão grosseira e infernal do Haken.


Talvez para uma banda norueguesa seja praticamente impossível esconder as raízes extremas do black metal, e em “Faltering Moves” o trio extrapola essas influências de forma  um tanto quanto arrastada e atmosférica (nada mal para uma banda que sempre tratou de temas cristãos em suas músicas), bem diferente da técnica inserção brutal de jazz em “Behold The Sun” e da bonita, porém completamente dispensável, instrumental “Dawn of Redemption”.


“Ministers” segue um rumo diferente e consegue ficar no limite entre aquele death metal rebuscado da escola Schuldiner, o metal progressivo e novamente o (un)black metal. Esta tendência se mantém em “Extol”, faixa que dá nome à banda (certo, lançada vinte anos depois de sua fundação), e, talvez como uma referência aos seus primórdios, é relativamente mais simples e dentro do praticado por congêneres desde um distante final de década de noventa. O seu fim praticamente se interliga com a última faixa, “Unveilling The Obscure”, notável pelo equilíbrio entre o mais extremo e o mais progressivo lado da banda, cuja união é, de fato, a sua característica mais marcante.


E esse equilíbrio aparentemente é o objetivo musical pelo qual o Extol trabalha ao longo de todo o álbum e, apesar de atingi-lo de forma exímia em boa parte, em determinados momentos acaba por se perder em um mar de informações em uma jornada que se revela mais complexa e esquisita do que o planejado, necessitando de diversas tentativas antes de atingir a real superfície e contemplá-lo por completo.


Porém, isso soa perfeitamente plausível para um disco de retorno, quando a banda ainda está recolocando as coisas em seu devido lugar e buscando uma nova forma de trabalho, por mais que já esteja há praticamente duas décadas junta.


O mais importante é como os noruegueses não parecem ter retomado as atividades apenas com o intuito de seguir com a sua discografia sem grandes novidades, mas sim em pegar todos os elementos que foram desenvolvidos ao longo dos anos e levá-los para outro nível, algo essencial para reerguer-se e ficar novamente acima do extremamente saturado cenário.


E isso eles estão muito, mas muito próximos de atingir.


Nota 8


Faixas:
01. Betrayal
02. Open The Gates
03. Wastelands
04. A Gift Beyond Human Reach
05. Faltering Moves
06. Behold The Sun
07. Dawn of Redemption
08. Ministers
09. Extol
10. Unveilling The Obscure

Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

Ouça “Deny the Absolute”, a nova música do Pelican

quinta-feira, agosto 15, 2013
O quarteto instrumental de Chicago divulgou a música “Deny the Absolute”, que estará em seu novo álbum de estúdio, Forever Becoming, a ser lançado no dia 15 de outubro, pela Southern Lord.

O disco será o primeiro a não contar com o guitarrista e fundador Laurent Schroeder-Lebec, e, considerando as (ótimas) faixas liberadas até o momento, o Pelican retoma o post metal de sonoridade cristalina do seu último trabalho, What We All Come To Need, de 2009.

Ouça abaixo:



Lembrando que no mês passado, eles já haviam liberado outra excelente faixa, "Immutable Dusk", que também fará parte do álbum:



Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

14 de ago de 2013

Orphaned Land: crítica de All Is One (2013)

quarta-feira, agosto 14, 2013

Independente de qualquer orientação religiosa, política ou filosófica, o Orphaned Land nasceu no epicentro de um dos mais complexos cenários humanos do último século. E se Israel pode ser apenas um pequeno estado em meio aos intermináveis conflitos ideológicos e econômicos, a banda formada por Kobi Farhi, Uri Zelcha, Yossi Sassi e Matti Svatizky em um distante 1991 se aproveitou de toda a riqueza cultural da região para construir uma das mais criativas e singulares bandas da história do heavy metal.


Com quatro álbuns em sua discografia e tendo participado de alguns dos maiores festivais ao redor do mundo, eles lançam em 2013 All Is One, mais uma vez pela Century Media Records, o trabalho que pode ser uma continuação direta de seus discos anteriores, mantendo a temática paradoxal e a união de estilos em prol de algo maior.


A musicalidade rica e diversificada, a maior qualidade do Orphaned Land se mostra bem equilibrada na melódica “All Is One”, faixa título que flutua entre o power metal e a característica presença dos instrumentos e melodias da música do Oriente Médio. Bouzoukis, violas e violinos voltam a se combinar na cadenciada “The Simple Man”, simples e belíssima, com estruturas bem semelhantes à seguinte, “Brother”, prioritariamente acústica e conduzida pelos arranjos orquestrais.


Mais arrastada, a esperançosa “Let The Truce Be Known” mostra bem como os israelenses atingem inexplicáveis resultados ao contar uma história, de forma que a música seja um interessante complemento, principalmente nos arranjos étnicos (o lado heavy metal é apenas um leve coadjuvante). Cantada em árabe, “Through Fire and Water” lentamente vai colocando os instrumentos convencionais e o peso à frente, culminando em “Fail”, uma das mais dinâmicas faixas e o primeiro momento do álbum aonde eles soam um pouco mais extremos, inclusive com os mesmos vocais guturais de outrora.


Após o instrumental “Freedom”, “Shama’im” tem uma melodia tão marcante que o fato de ser cantada em hebraico (e provavelmente você não entender um verso sequer) se mostra irrelevante, assim como em “Ya Benaye”, aonde o andamento mais lento e atmosférico dá lugar aos cânticos soltos em árabe.

Com infinitas mudanças de andamento, “Our Own Messiah” apresenta vários elementos que remetem ao metal progressivo em seu formato mais tradicional, diferentemente de “Children”, o lento fadeout de encerramento do álbum, com apenas uma melodia que serve de base ao longo de mais de sete minutos.


Depois de ouvir não apenas All Is One, mas também os trabalhos anteriores do Orphaned Land, fica claro o porquê de os israelenses serem considerados uma banda única. Não é apenas pela música tradicional e pela utilização de instrumentos não convencionais, nem pelas letras extremamente coerentes e metafóricas, mas sim pela combinação de todos estes elementos, com uma noção interpretativa que simplesmente carrega o ouvinte para dentro da obra.


E neste novo álbum, é notável como eles trouxeram ainda mais para frente a cultura do Oriente Médio, de forma que o lado mais pesado da banda atue como um mero detalhe em meio aos belíssimos arranjos folk e orquestrais, dando continuidade ao caminho mais melódico que eles vêm seguindo. E isso torna extremamente natural uma fusão de estilos como poucas vezes havia se visto.


Afinal de contas, no fim, tudo é apenas música.


Nota 9


Faixas:
01. All Is One
02. The Simple man
03. Brother
04. Let The Truce Be Known
05. Through Fire And Water
06. Fail
07. Freedom
08. Shama’im
09. Ya Benaye
10. Our Own Messiah
11. Children


Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

13 de ago de 2013

Skeletonwitch revela capa e detalhes do seu novo álbum

terça-feira, agosto 13, 2013


A banda americana de blackened thrash metal Skeletonwitch divulgou as primeiras informações sobre o seu novo trabalho, Serpents Unleashed, que será lançado no dia 29 de outubro pela Prosthetic Records. Mantendo a tendência de trocar de produtor a cada álbum, o responsável da vez é ninguém menos que Kurt Ballou, guitarrista do Converge, que também já trabalhou com bandas como Kvelertak, Torche e High On Fire – o que já dá algumas pistas sobre como o disco soará.


A exemplo do EP Worship The Witch (2006) e de Beyond The Permafrost (2007), a belíssima obra que ilustra a capa do álbum ficou novamente a cargo de John Baizley, do Baroness.


Confira abaixo o tracklist de Serpents Unleashed:


01. Serpents Unleashed
02. Beneath Dead Leaves
03. I Am Of Death (Hell Has Arrived)
04. From A Cloudless Sky
05. Burned From Bone
06. Unending, Everliving
07. Blade On The Flesh, Blood On My Hands
08. This Evil Embrace
09. Unwept
10. Born Of The Light That Does Not Shine
11. More Cruel Than Weak


Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

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