23 de ago de 2013

Uma colher cheia com dez versões para “Spoonful”, um dos maiores clássicos do blues

sexta-feira, agosto 23, 2013
Dez versões de um dos maiores clássicos do blues, mostrando as diferentes abordagens dadas por cada artista a este hino  composto pot Willie Dixon e gravado pela primeira vez por Howlin’ Wolf em 1960.

Depois de ouvir todas, conte pra gente qual a sua versão favorita nos comentários. E, se conhecer alguma gravação que não está entre as dez, também a coloque nos comments.

22 de ago de 2013

Justiça determina sanções contra os promotores do Metal Open Air

quinta-feira, agosto 22, 2013
Surpreendentemente, parece que os irresponsáveis e mal intencionados Felipe Negri e Natanael Ferreira Júnior, a dupla de falcatruas que organizou, enganou e roubou milhares de fãs de heavy metal no festival Metal Open Air, (não) realizado em maio de 2012 em São Luís (MA), vai ter que responder judicialmente por suas atitudes.

A justiça do Maranhão, através do juiz auxiliar da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca de São Luís, Manoel Matos de Araújo Chaves, determinou o arresto dos bens imóveis e o bloqueio das contas bancárias de Negri e Ferreira. Os bens dos dois serão arrestados até o valor de R$ 2 milhões, mesmo valor que será bloqueado nas contas de ambos.

Além disso, a promotoria de São Luís solicitou a prisão preventiva de Felipe Negri, pedido esse que será analisado nos próximos dias pela juíza Oriana Gomes, da 8ª Vara Criminal da capital maranhense. Segundo a promotora, foram protocolados dois processos contra Negri, um civil e um criminal, e em um deles foi solicitada a prisão preventiva do mau elemento “pelos danos que ele causou não só aos consumidores de São Luís, mas também de todo o país, que tentarem assistir ao festival”.

Vale mencionar também que informações dão conta de que Felipe Negri está atuando no mercado de shows com uma nova produtora, a qual ainda não conseguimos identificar. Por isso, é bom ficar de olhos abertos na enxurrada de shows internacionais que estão sendo anunciados toda a semana no Brasil para não cair novamente no conto do vigário desse cidadão.

Por Ricardo Seelig
Com informações do G1 Maranhão

21 de ago de 2013

Coleção Original Album Series: para conhecer boa música ou presentear os amigos

quarta-feira, agosto 21, 2013
Com a premissa de reunir cinco discos clássicos de determinado artista ou grupo em uma única embalagem, a série Original Album Series começa a ganhar terreno e despertar a curiosidade dos poucos e bons que ainda nutrem paixão pelos discos. O catálogo já conta com nomes de peso do rock ao jazz e, em alguns casos, acertou em cheio na seleção dos álbuns. Devido ao formato, que despreza a existência de encartes e livretos — os CDs vêm em capinhas individuais de papelão, imitando mini LPs —, talvez não seja a melhor opção para colecionadores hardcore. Mas só a iniciativa de colocar de volta no mercado obras que há tempos não viam saída ou eram difíceis de encontrar já deve ser encarada como algo louvável.

 
Nos últimos três meses adquiri três desses boxes — a preços bem convidativos, diga-se de passagem — e eu não poderia estar mais satisfeito. O primeiro deles foi o do Faith No More, que reúne os quatro álbuns de estúdio da fase Mike Patton - The Real Thing (1989), Angel Dust (1992), King for a Day, Fool for a Lifetime (1995) e Album of the Year (1997), além do ao vivo Live at the Brixton Academy (1990). Então, resolvi presentear o meu velho com o volume dedicado a Tom Jobim, que inclui The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim (1964), Love, Strings and Jobim (1966), A Certain Mr. Jobim (1965), Urubu (1975) e Terra Brasilis (1980).

Até que me deparei com este aqui, em promoção imperdível. Não pensei duas vezes. Em Alice Cooper Original Album Series, o foco nos clássicos dá lugar ao foco nos primórdios. Com isso, álbuns que teriam presença garantida num top 5 da Tia Alice — como Welcome to My Nightmare (1975) e Trash (1989) — cedem a vez para os entediantes Pretties For You (1969) e Easy Action (1970). Completam a lista Love It to Death (1971), Killer (1971) e School's Out (1972). Ou seja, o box compreende cinco dos sete discos registrados pelo Alice Cooper quando o nome se referia ao grupo e não à figura de seu vocalista.

Talvez o disco mais importante do box set seja Love It to Death, lançado em fevereiro de 1971. A história nos conta que depois do fiasco de Pretties for You e Easy Action, o produtor Bob Ezrin foi chamado para tornar o som do Alice mais redondo e acessível. Em Love It to Death, a banda disse adeus à psicodelia em favor de um som mais cru, um rock baseado em guitarras e refrões, visando colocar em prática o conceito de apresentações visuais — ou abrir as portas do circo dos horrores, tanto faz. O toque de Midas de Ezrin deu ao Alice seu primeiro hit, "I'm Eighteen", e pavimentou o caminho do grupo para o mainstream. Entre as prediletas dos fãs estão "Is It My Body?" e "Ballad of Dwight Fry", que é, provavelmente, a primeira canção do repertório de Alice a qual podemos conferir o adjetivo “teatral”.


Vale destacar que a capa de Love It to Death lançada em Original Album Series é a versão clean — a original foi censurada devido à ilusão de ótica provocada pelo polegar direito de Alice. E eu duvido que você não enxergue um pênis ao primeiro contato visual (vá até o Google e dê uma conferida).

Em time que está ganhando não se mexe, certo? Pois bem, em um espaço de dez meses, Alice e Ezrin reapareceriam nas paradas com Killer, cujo lado A no vinil inclui nada menos que "Under My Wheels", "Be My Lover", "Halo of Flies" e "Desperado", escrita em tributo a Jim Morrison, morto em julho daquele ano.

O intervalo entre Killer e seu sucessor foi ainda menor — apenas sete meses. Embalado por sua faixa-título, School's Out teve alta expressão em vendas e colocou a Titia em segundo lugar no Billboard 200.

Vale mencionar que a qualidade do áudio é estupenda, principalmente se rememorarmos o quão toscas eram as gravações da época.

Coleciono discos há mais de uma década, portanto, me sinto em condições de afirmar que Original Album Series, seja você roqueiro ou jazzista, é muito mais do que uma opção de presente bacana a preço baixo — é uma excelente oportunidade de conhecer mais a fundo (e pagando pouco) a obra de artistas e bandas que fizeram a diferença.

Por Marcelo Vieira

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