30 de ago de 2013

Franz Ferdinand: crítica de Right Thoughts, Right Words, Right Action (2013)

sexta-feira, agosto 30, 2013
Talvez uma das poucas bandas da recente safra indie contemporânea a fugir do livro de regras do roqueiro de garagem largado seguido por uma imensa safra de imitadores dos Strokes, os escoceses do Franz Ferdinand parecem seguir, em seu quarto disco, quase o mesmo caminho seguido por Julian Casablancas em sua mais recente bolacha. Mas enquanto os Strokes se voltaram para o passado da música, conversando com uma sonoridade oitentista para entregar um dos discos mais gostosos do ano, a trupe de Alex Kapranos consegue obter efeito semelhante ao olhar para o seu próprio passado. Right Thoughts, Right Words, Right Action, seu quarto álbum de estúdio, dialoga diretamente com seu lançamento de estreia, auto-intitulado, funcionando quase como uma continuação obrigatória. Estamos falando de uma coleção de canções iluminadas que prezam a simplicidade, em detrimento de um excesso de experimentalismo forçado de algumas bandas surgidas na mesma época. O resultado é inevitavelmente colorido, sorridente e, sim, muito dançante. Ainda bem. 

Não que em You Could Have It So Much Better (2005) ou em Tonight: Franz Ferdinand (2009) o quarteto tenha enveredado por uma pegada mais pesada, violenta, dissonante. Nada disso. Mas digamos que os dois álbuns foram responsáveis por afastá-los de sua herança, sempre muito próxima das pistas de dança. Dá até para afirmar que seus grooves foram ficando mais acinzentados. Não é o caso aqui. O céu se abriu e o sol voltou a surgir entre as nuvens. Esta coleção de dez faixas retorna ao ritmo roqueiro sacolejante, aquela inspiração que medalhões como os Talking Heads (que, aliás, os caras do Franz Ferdinand adoram, declaradamente, junto com o Gang of Four) trazem do funk, do R&B e demais melodias negras americanas. A comparação com o irresistível Let's Dance, de David Bowie, ecoada por uma série de críticos que amaram o disco, faz todo o sentido. 
Absolutamente funkadelic, "Right Action" já abre os trabalhos mostrando a que a banda veio – e quando começa a terceira canção, "Love Illumination", é inevitável sentir o pézinho batendo, graças a uma melodia de metais irresistível que dá ainda mais corpo ao riff principal, simples e direto ao ponto. Lá está você, entregue e conquistado. Mesmo a batida mais crua e acelerada de "Bullet", que chega depois da climática (e excelente) "Stand On The Horizon" e da pegada a la Beatles de "Fresh Strawberries", não perde em nenhum momento esta característica de pop grudento e energético, que injeta uma bem-vinda juventude ao longo de toda a audição do disco. Chega até a ser engraçado ouvir Kapranos abrir a última canção, "Goodbye Lovers & Friends" dizendo "Don't play pop music / You know I hate pop music", numa letra de tom absolutamente irônico. Afinal, estamos diante de rock que sabe ser pop sem medo, sem frescura, e com uma qualidade impressionante. 

Acessível, melódico, versátil, Right Thoughts, Right Words, Right Action é rock indie único e maduro, porém ainda soando jovem e fresco. É cheio de canções pegajosas, personalidade e carisma, diferente das obviedades intelectualóides que permeiam a obra da maior arte dos indies que a NME coloca na sua capa sob o título de "a melhor banda de todos os tempos da última semana". É rock independente com cérebro, com coração – e com um bom requebrado nos quadris. 
Nota 8

Tracklist:
1 Right Action
2 Evil Eye
3 Love Illumination
4 Stand on the Horizon
5 Fresh Strawberries
6 Bullet
7 Treason! Animals
8 The Universe Expanded
9 Brief Encounters
10 Goodbye Lovers & Friends

Por Thiago Cardim

Novo box da The Band traz quatro CDs gravados ao vivo em 1971

sexta-feira, agosto 30, 2013
Novidades sobre uma das bandas mais cultuadas da história do rock. A sensacional The Band terá uma de suas performances ao vivo mais emblemáticas lançada em um box com quatro discos.

Live at the Academy of Music 1971 traz a íntegra dos quatro shows realizados pelo grupo na casa que dá nome à caixa, localizada em Nova York, no final de 1971. Como cereja do bolo, a apresentação de ano novo contou com a participação mais do especial de Bob Dylan.

Algumas das faixas desses shows haviam sido lançadas no duplo ao vivo Rock of Ages (1972), mas agora será a primeira vez que os concertos serão disponibilizados oficialmente em todo o seu esplendor e glória.

Os dois primeiros discos trazem todas as músicas tocadas pela banda durante os quatro shows, enquanto os discos três e quatro vem com a íntegra do show da virada de 1971 para 1972 que contou com a presença de Dylan. Acompanha o pacote um DVD com as faixas dos dois primeiros discos em mixagem 5.1, mais vídeos das versões ao vivo para “King Harvest (Has Surely Come)” e “The W.S. Walcott Medicine Show”.

O box vem com um livro de 48 páginas com capa dura que traz fotos inéditas, a reprodução do review original da Rolling Stone para Rock of Ages, um texto escrito por Robbie Robertson e comentários escritos por Jim James e pelos músicos do Mumford & Sons.

Além do box, os dois primeiros discos serão disponibilizados também em uma edição mais magra, em CD duplo.

Abaixo o tracklist completo de Live at the Academy of Music 1971:

CD 1


The W.S. Walcott Medicine Show (Friday, December 31)

The Shape I'm In (Friday, December 31)

Caledonia Mission (Thursday, December 30)

Don't Do It (Wednesday, December 29)

Stage Fright (Friday, December 31)

I Shall Be Released (Thursday, December 30)

Up On Cripple Creek (Thursday, December 30)

This Wheel's On Fire (Wednesday, December 29)

Strawberry Wine (Tuesday, December 28) [previously unreleased]

King Harvest (Has Surely Come) (Friday, December 31)

Time To Kill (Tuesday, December 28)

The Night They Drove Old Dixie Down (Wednesday, December 29)

Across The Great Divide (Thursday, December 30)
 

CD 2

Life Is A Carnival (Thursday, December 30)

Get Up Jake (Thursday, December 30)

Rag Mama Rag (Friday, December 31)

Unfaithful Servant (Friday, December 31)

The Weight (Thursday, December 30)

Rockin' Chair (Wednesday, December 29)

Smoke Signal (Tuesday, December 28)

The Rumor (Thursday, December 30)

The Genetic Method (Friday, December 31)

Chest Fever (Tuesday, December 28)

(I Don't Want To) Hang Up My Rock And Roll Shoes (Wednesday, December 29)

Loving You Is Sweeter Than Ever (Wednesday, December 29)

Down In The Flood (The Band with Bob Dylan) (Friday, December 31)

When I Paint My Masterpiece (The Band with Bob Dylan) (Friday, December 31)

Don't Ya Tell Henry (The Band with Bob Dylan) (Friday, December 31)

Like A Rolling Stone (The Band with Bob Dylan) (Friday, December 31)
 

CD 3
 New Year’s Eve At The Academy Of Music 1971 (The Soundboard Mix)

Up On Cripple Creek [previously unreleased]

The Shape I'm In
The Rumor [previously unreleased]

Time To Kill [previously unreleased]

Rockin' Chair [previously unreleased]

This Wheel's On Fire [previously unreleased]

Get Up Jake [previously unreleased]

Smoke Signal [previously unreleased]

I Shall Be Released [previously unreleased]

The Weight [previously unreleased]

Stage Fright
 

CD 4 
New Year’s Eve At The Academy Of Music 1971 (The Soundboard Mix)

Life Is A Carnival [previously unreleased]

King Harvest (Has Surely Come)

Caledonia Mission [previously unreleased]

The W.S. Walcott Medicine Show

The Night They Drove Old Dixie Down [previously unreleased]

Across The Great Divide [previously unreleased]

Unfaithful Servant
Don't Do It [previously unreleased]

The Genetic Method
Chest Fever [previously unreleased]

Rag Mama Rag

(I Don't Want To) Hang Up My Rock And Roll Shoes [previously unreleased]

Down In The Flood (with Bob Dylan)

When I Paint My Masterpiece (with Bob Dylan)

Don't Ya Tell Henry (with Bob Dylan)

Like A Rolling Stone (with Bob Dylan)
 

DVD Live At The Academy Of Music 1971 in 5.1 Surround Sound

The W.S. Walcott Medicine Show

The Shape I’m In

Caledonia Mission

Don’t Do It

Stage Fright

I Shall Be Released

Up On Cripple Creek

The Wheel’s On Fire

Strawberry Wine [previously unreleased]

King Harvest (Has Surely Come)

Time To Kill

The Night They Drove Old Dixie Down

Across The Great Divide

Life Is A Carnival

Get Up Jake

Rag Mama Rag

Unfaithful Servant

The Weight

Rockin’ Chair

Smoke Signal

The Rumor

The Genetic Method

Chest Fever

(I Don’t Want To) Hang Up My Rock And Roll Shoes

Loving You Is Sweeter Than Ever
 

Archival Film Clips – December 30, 1971

King Harvest (Has Surely Come) [previously unreleased]

The W.S. Walcott Medicine Show [previously unreleased]

Por Ricardo Seelig

Bruce Springsteen relança box com material raro

sexta-feira, agosto 30, 2013
O poderoso chefão do rock, Bruce Springsteen, está relançando o box Tracks, disponibilizado originalmente em 1998 e que estava fora de catálogo há longos cinco anos.

A nova edição da caixa virá no formato de uma embalagem de DVD e trará quatro CDs e mais um livro com 56 páginas com fotos coloridas, letras e informações sobre as gravações de cada uma das músicas. Além disso, todas as faixas passaram por um processo de remixagem e remasterização.

Tracks retornará às lojas no dia 30 de setembro.

Abaixo o tracklist completo:

CD 1


Mary Queen of Arkansas (4:30) Recorded May 2, 1972

It's Hard to Be a Saint in the City (2:57) Recorded May 2, 1972

Growin' Up (2:42) Recorded May 2, 1972

Does This Bus Stop At 82nd Street? (2:03) Recorded May 2, 1972

Bishop Danced (4:23) Recorded live at Max's Kansas City, NY on February 19, 1973

Santa Ana (4:34) Recorded June 28, 1973 (The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle outtake)

Seaside Bar Song (3:36) Recorded June 28, 1973 (The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle outtake)

Zero and Blind Terry (5:59) Recorded June 28, 1973 (The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle outtake)

Linda Let Me Be the One (4:29) Recorded June 28, 1975 (Born to Run outtake)

Thundercrack (8:30) Recorded June 28, 1973 (The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle outtake)

Rendezvous (2:53) Recorded live at Nassau Coliseum, NY on December 31, 1980

Give the Girl a Kiss (3:57) Recorded November 10, 1977 (Darkness on the Edge of Town outtake)

Iceman (3:20) Recorded October 27, 1977 (Darkness on the Edge of Town outtake)

Bring On the Night (2:42) Recorded June 13, 1979 (The River outtake)

So Young and in Love (3:51) Recorded 1974 (Born to Run outtake)

Hearts of Stone (4:33) Recorded October 14, 1977 (Darkness on the Edge of Town outtake)

Don't Look Back (3:00) Recorded July 2, 1977 (Darkness on the Edge of Town outtake)
 

CD 2

Restless Nights (3:49) Recorded April 11, 1980 (The River outtake)

A Good Man Is Hard to Find (Pittsburgh) (3:19) Recorded May 5, 1982 (Born in the U.S.A. outtake)

Roulette (3:57) Recorded April 3, 1979 (The River outtake; B-Side to "One Step Up" single)

Dollhouse (3:36) Recorded August 21, 1979 (The River outtake)

Where the Bands Are (3:47) Recorded October 9, 1979 (The River outtake)

Loose Ends (4:05) Recorded July 18, 1979 (The River outtake)

Living on the Edge of the World (4:21) Recorded December 7, 1979 (The River outtake)

Wages of Sin (4:56) Recorded May 10, 1982 (Born in the U.S.A. outtake)

Take 'em as They Come (4:32) Recorded April 10, 1980 (The River outtake)

Be True (3:43) Recorded July 21, 1979 (The River outtake ; B-Side to "Fade Away" single)

Ricky Wants a Man of Her Own (2:49) Recorded July 16, 1979 (The River outtake)

I Wanna Be With You (3:25) Recorded May 31, 1979 (The River outtake)

Mary Lou (3:24) Recorded May 30, 1979 (The River outtake)

Stolen Car (4:33) Recorded July 26, 1979 (The River alternative version)

Born in the U.S.A. [Demo Version] (3:13) Recorded January 1982 (Nebraska outtake)

Johnny Bye-Bye (1:54) Recorded January 1983 (Born in the U.S.A. outtake ; B-Side to "I'm On Fire" single)

Shut Out the Light (3:51) Recorded January 1983 (Born in the U.S.A. outtake ; B-Side to "Born In The U.S.A." single)

CD3


Cynthia (4:17) Recorded April 20, 1983 (Born in the U.S.A. outtake)

My Love Will Not Let You Down (4:28) Recorded May 5, 1982 (Born in the U.S.A. outtake)

This Hard Land (4:52) Recorded May 11, 1982 (Born in the U.S.A. outtake)

Frankie (7:26) Recorded May 14, 1982 (Born in the U.S.A. outtake)

TV Movie (2:48) Recorded June 13, 1983 (Born in the U.S.A. outtake)

Stand on It (Alternative Version) (3:09) Recorded June 16, 1983 (Born in the U.S.A. outtake)

Lion's Den (2:21) Recorded January 25, 1982 (Born in the U.S.A. outtake)

Car Wash (2:10) Recorded May 31, 1983 (Born in the U.S.A. outtake)

Rockaway the Days (4:43) Recorded February 3, 1984 (Born in the U.S.A. outtake)

Brothers Under the Bridges '83 (5:10) Recorded September 4, 1983 (Born in the U.S.A. outtake)

Man at the Top (3:26) Recorded January 12, 1984 (Born in the U.S.A. outtake)

Pink Cadillac (3:38) Recorded May 31, 1983 (Born in the U.S.A. outtake ; B-Side to "Dancing In The Dark" single)

Two for the Road (2:02) Recorded February 1987 (Tunnel of Love outtake ; B-Side to "Tunnel Of Love" single)

Janey, Don't You Lose Heart (3:29) Recorded June 16, 1983 (Born in the U.S.A. outtake ; B-Side to "I'm Goin' Down" single)

When You Need Me (2:59) Recorded January 20, 1987 (Tunnel of Love outtake)

The Wish (5:20) Recorded February 22, 1987 (Tunnel of Love outtake)

The Honeymooners (2:09) Recorded February 22, 1987 (Tunnel of Love outtake)

Lucky Man (3:30) Recorded April 4, 1987 (Tunnel of Love outtake ; B-Side to "Brilliant Disguise" single)
 

CD 4

Leavin' Train (4:09) Recorded February 27, 1990 (Human Touch outtake)

Seven Angels (3:30) Recorded June 29, 1990 (Human Touch outtake)

Gave It a Name (2:53) Recorded August 24, 1998 (Human Touch outtake, rerecorded for "Tracks")

Sad Eyes (3:52) Recorded January 25, 1990 (Human Touch outtake)

My Lover Man (4:01) Recorded December 4, 1990 (Human Touch outtake)

Over the Rise (2:42) Recorded December 7, 1990 (Human Touch outtake)

When the Lights Go Out (3:09) Recorded December 6, 1990 (Human Touch outtake)

Loose Change (4:24) Recorded January 31, 1991 (Human Touch outtake)

Trouble in Paradise (4:45) Recorded December 1, 1989 (Human Touch outtake)

Happy (4:56) Recorded January 18, 1992 (Lucky Town outtake)

Part Man, Part Monkey (4:33) Recorded January 1990 (Human Touch outtake ; B-Side to "57 Channels (and Nothin' On)" single)

Goin' Cali (3:06) Recorded January 29, 1991 (Human Touch outtake)

Back in Your Arms (4:44) Recorded January 12, 1995

Brothers Under the Bridge ('95) (4:55) Recorded May 22, 1995 (The Ghost of Tom Joad outtake)

Por Ricardo Seelig

The Kinks anuncia reedição luxuosa de disco clássico

sexta-feira, agosto 30, 2013
O nono álbum do The Kinks, um dos mais emblemáticos nomes do rock britânico, será relançado em uma nova edição luxuosa e cheia de material extra. Muswell Hillbillies, que chegou às lojas originalmente em 24 de novembro de 1971, desembarca novamente em uma deluxe edition dupla turbinada com 13 faixas adicionais.

A nova versão será lançada dia 7 de outubro pela Universal e traz cinco faixas nunca antes disponibilizadas, mais outtakes e gravações retiradas das sessões da banda para a rádio BBC.

Todo o material foi remasterizado e inclui um novo encarte com textos inéditos.

Veja abaixo o tracklist de Muswell Hillbillies Deluxe Edition:

CD 1


20th Century Man
Acute Schizophrenia Paranoia Blues
Holiday
Skin And Bone
Alcohol
Complicated Life
Here Come The People In Gray
Have A Cuppa Tea
Holloway Jail
Oklahoma U.S.A.
Uncle Son
Muswell Hillbilly

CD 2

Lavender Lane (unreleased)

Mountain Woman (unreleased)

Have A Cuppa Tea (Alternate version)

Muswell Hillbilly (1976 remix)

Uncle Son (Alternate version)

Kentucky Moon (unreleased)

Nobody’s Fool (demo - unreleased track)

20th Century Man (alternate instrumental take)

20th Century Man (1976 remix)

Queenie (unreleased)

Acute Schizophrenia Paranoia Blues (BBC Peel Session)

Holiday (BBC Peel Session)
Skin And Bone (BBC Peel Session)

Por Ricardo Seelig

Guitarrista Ol Drake anuncia sua saída do Evile

sexta-feira, agosto 30, 2013
Baixa no Evile. O guitarrista Ol Drake, um dos fundadores da banda, anunciou a sua saída do grupo. Ol, que é irmão do vocalista e também guitarrista Matt Drake, afirmou que os motivos para a sua decisão tem a ver com o estilo de vida que a estrada impõe aos músicos, e que o seu desejo é levar uma vida normal ao lado de sua família e dos filhos.

A banda não se pronunciou sobre o caso e também não há notícia de quem poderá assumir o posto de Ol Drake no Evile.

Por Ricardo Seelig

29 de ago de 2013

Avenged Sevenfold: crítica de Hail To The King (2013)

quinta-feira, agosto 29, 2013

Desde que atingiu nível de reconhecimento entre o grande público, a banda californiana Avenged Sevenfold sempre esteve sujeita a algumas das reações mais exaltadas, seja por parte do fanatismo (por vezes exagerado) de seus admiradores, quanto por parte daqueles que preferem passar horas exercitando o seu preconceito contra o trabalho do grupo.


Independente disso, o quinteto vem desenvolvendo uma identidade musical praticamente única, partindo do metalcore padrão dos primeiros trabalhos até se tornar um dos mais bem sucedidos nomes da heavy metal americano atual, em especial após a segunda metade da década passada.


Três anos após Nightmare, seu último trabalho de estúdio, e a recuperação após a perda de um de seus membros originais, o Avenged Sevenfold propõe com Hail To The King uma renovação em diversos sentidos. Produzido novamente por Mike Elizondo, o álbum marca a estreia do baterista Arin Ilejay, e de acordo com a banda, deve ser encarada como uma experiência extra musical (em conjunto com uma animação e um jogo, ainda a serem lançados).


Iniciando o disco, “Shepherd of Fire” não traz diferenças instrumentais tão exorbitantes se compararmos com os momentos mais cadenciados e soturnos do Avenged Sevenfold dos dois últimos álbuns. Por outro lado, algumas mudanças estão mais notáveis em três fatores: a simplicidade nas estruturas e na composição, as letras focadas em temas fantasiosos e épicos, e a voz de M. Shadows, mais contida e harmônica, um ponto extremamente positivo por todo o disco.


Estes fatores ficam ainda mais claros em “Hail To The King”, faixa que havia sido divulgada previamente, e segue caminho totalmente voltado ao heavy metal tradicional até o osso, em um andamento quase... Manowar, beirando algo extremamente genérico. Não muito diferente, porém voltada para o hard rock oitentista, “Doing Time” soa praticamente sem inspiração ou melodias sequer memoráveis.


“This Means War” traz a forte influência do Metallica que a banda sempre carregou, estampada aqui com uma incômoda similaridade em relação à faixa "Sad But Trueä, e apesar dos pesares, é um dos bons momentos no disco. O mesmo pode ser dito sobre “Requiem”, aonde os americanos concentram ainda mais os elementos épicos e sinfônicos, interessantemente casados com um ritmo arrastado e melancólico.


Apesar de eles nunca perderem a mão no que diz respeito às baladas de seus álbuns, “Crimson Day” não foge do padrão, nem apresenta exatamente grandes novidades, enquanto “Heretic” tenta mais uma vez inserir a fórmula de heavy metal e hard rock ao seu som já característico, porém de forma um tanto quanto forçada e artificial, sem o sentimento devidamente necessário.


O álbum volta aos trilhos com “Coming Home”, carregada de excelentes passagens que remetem diretamente ao Iron Maiden, principalmente se comparada com os trabalhos mais recentes dos ingleses. A seguinte, “Planets”, traz uma sucessão de mudanças de andamento a princípio desconexas e boas intenções melódicas, principalmente na combinação entre ritmos cadenciados e arrastados com arranjos orquestrais, mas por fim acaba se alongando mais do que o necessário ao longo dos seus seis minutos. Com aquela sensação de encerramento de jornada épica, “Acid Rain” é mais uma balada carregadíssima, e para o bem ou para o mal, condizente com o espírito do restante da obra.


Como a própria banda já havia dito, a música em Hail To The King seria mais direta, orientada por riffs e focada nas influências clássicas. E se olharmos apenas por esse lado, não se pode negar que eles cumpriram o objetivo. Porém, o grande problema no resultado final do trabalho é que eles simplesmente deixaram de lado algumas de suas características primordiais mais marcantes, praticamente negando boa parte da identidade construída ao longo de sua discografia.


Não apenas isso, diversos momentos do disco deixam a impressão de que o Avenged Sevenfold impôs limites ao seu próprio estilo de composição, forçando uma simplicidade artificial e deixando uma estranha sensação de que o potencial não foi devidamente aproveitado. O trabalho de guitarras acaba por soar repetitivo (calcado sempre nas mesmas ideias e estruturas), semelhante ao serviço do novo baterista, Arin Ilejay: reto, maçante, simplesmente tentando soar como um bate estaca em nossos ouvidos em vez de implementar com linhas criativas.


A bem da verdade, com raras exceções, as músicas soam excessivamente genéricas, sem nenhuma característica marcante que a difira do mar saturado de bandas medíocres que encontramos por aí (e isso eles já deixaram bem claro não ser). Mesmo as faixas que chegam a se destacar, como “Requiem” e “Coming Home”, apesar de interessantes não são necessariamente mais do que sombra das detalhadas composições anteriores, principalmente as presentes em suas excelentes obras anteriores, como no autointitulado, de 2007, e no já citado Nightmare.


Mudanças musicais e novos experimentos podem não ser apenas elementos positivos na carreira de uma banda, mas muitas vezes são necessários e rejuvenescedores à sua carreira. Porém, esse processo deve ser o mais natural possível, e em Hail To The King, o Avenged Sevenfold parece estar tentando enfiar goela abaixo de si mesmo uma gama de influências sem saber muito bem o que fazer com elas, como se estivessem querendo provar alguma coisa 
– algo que já não é necessário para eles. E há muito tempo.


Nota 4

Faixas:
01. Shepherd of Fire
02. Hail To The King
03. Doing Time
04. This Means War
05. Requiem
06. Crimson Day
07. Heretic
08. Coming Home
09. Planets
10. Acid Rain


Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

Toxic Rose: crítica do single Don't Hide in the Dark / I Drown in Red (2013)

quinta-feira, agosto 29, 2013
Na guitarra, Tom, do Gemini Five. No baixo, Goran (ex-Sexydeath), mais a dupla Andy (vocais) e Michael (bateria), ambos ex-Lipstixx 'n' Bulletz. É com esse elenco de primeira que o Toxic Rose vem construindo uma boa reputação na efervescente cena hard e metal escandinava. O som, definido pelo próprio quarteto como modern metal, incorpora elementos clássicos e modernos numa abordagem que esbanja energia e vivacidade — em contraste com as letras, que mais parecem confissões em páginas de diário. O visual é aquilo: amando ou odiando, é preciso reconhecer que há todo um investimento nesse aspecto.

Com lançamento previsto para o dia 4 de setembro em edição limitada de 350 cópias, o single
Don't Hide in the Dark / I Drown in Red já caiu na net e, é claro, pediu aquela conferida. Ok, são apenas duas músicas, mas isto aqui, meu amigo, é o suficiente para assegurar o Toxic Rose entre os melhores grupos da leva surgida nos últimos tempos. A evolução, no sentido mais amplo que a palavra pode ter, se deu com um brilhantismo surpreendente — um salto de qualidade e maturidade, engrandecido pela produção muito mais caprichada em relação ao trabalho de estreia, lançado em dezembro de 2012.

As semelhanças com o Crashdïet de Generation Wild são constantes, mas a cama de teclados sobre a qual a enxurrada de guitarra, baixo e bateria repousa é um tremendo diferencial. O vocal é competente e parte pro grito na hora certa. O instrumental traz uma timbragem totalmente século XXI e a execução é certeira, inclusive nos solos. E uma coisa que é fundamental, ao meu ver, no rock: ambas as músicas contam com refrões — e refrões potentes, marcantes.


Por mais que esteja em sintonia com os novos tempos, que exigem que artistas e bandas menores volta e meia lancem algo para atrair os holofotes, o formato de apenas duas músicas é terrível para quem vicia rápido demais ... e acaba nos deixando sem ter para onde correr.


Em três anos de estrada, o Toxic Rose lançou apenas sete músicas oficialmente. Parece pouco para se avaliar a qualidade de uma banda, né? Mas acredite, quando estamos falando desses caras, realmente, basta ouvir este single.


Nota: 9,5


1. Don't Hide in the Dark

2. I Drown in Red



Por Marcelo Vieira

The Who anuncia relançamento do clássico Tommy em edição cheia de extras

quinta-feira, agosto 29, 2013
Um dos discos mais emblemáticos não apenas do The Who, mas da história do rock, Tommy (1969) ganhará um reedição caprichada em novembro. A banda confirmou o relançamento da ópera-rock em uma versão deluxe com 3 CDs e 1 Blu-ray. Essa nova versão pousará nas lojas do Reino Unido no dia 11 de novembro, e um dia depois chegará aos Estados Unidos.

Os discos foram remasterizados e trazem o álbum original no primeiro CD, demos e outtakes no segundo (25 faixas, sendo 21 delas inéditas e vindas diretas do arquivo pessoal de Pete Townshend), gravações ao vivo registradas em 1969 no terceiro e um Blu-ray com todo o disco em áudio 5.1. Completa o box um livro de 80 páginas e capa dura com textos de Richard Barnes, fotos e itens de memorabília. Tudo isso vem em uma embalagem slipcase acompanhada por um pôster.

Essa remasterização também será lançada em formato digital e em vinil duplo de 180 gramas, mas as datas e detalhes desses formatos ainda não foram revelados.

Além da versão completa, será lançado também um CD duplo (um disco com o álbum original e outro com as gravações ao vivo) e uma versão em CD simples com todo o álbum remasterizado.

Abaixo o tracklist completo de Tommy Deluxe Edition:

CD1: The Original Album (2013 remaster)
Overture 5.20
It’s A Boy 0.38
1921 2.49
Amazing Journey 5.04
Sparks 2.05
The Hawker (Eyesight To The Blind) 2.13
Christmas 4.34
Cousin Kevin 4.05
The Acid Queen 3.34
Underture 10.01
Do You Think It’s Alright? 0.24
Fiddle About 1.29
Pinball Wizard 3.01
There’s A Doctor 0.23
Go To The Mirror! 3.47
Tommy Can You Hear Me? 1.35
Smash The Mirror 1.34
Sensation 2.25
Miracle Cure 0.12
Sally Simpson 4.10
I’m Free 2.39
Welcome 4.32
Tommy’s Holiday Camp 0.57
We’re Not Gonna Take It 7.06
 


CD 2: Demos and Extras
Overture 4:07
It’s A Boy 0:41
1921 3:13
Amazing Journey 4:47
Dream One 3:09
Sparks 7:38
The Hawker 4:45
Christmas 4:42
Acid Queen 3:35
Underture (Dream Two) 1:47
Do You Think It’s Alright 0:26
Pinball Wizard 3:42
There’s A Doctor 0:24
Go To The Mirror! 4:32
Success 0:10
Tommy Can You Hear Me 1:15
Smash The Mirror 1:37
Sensation 2:47
Miracle Cure 0:11
Sally Simpson 4:50
I’m Free 2:27
Welcome 3:26
We’re Not Gonna Take It 5:02
Trying To Get Through 2:27
Young Man Blues 2:47
 

Tracks 1-23 – Pete Townshend – original demos

Track 24 – The Who – studio demo/outtake

Track 25 – The Who – studio recording previously available on The House That Track Built  
All tracks previously unreleased except 2, 11 & 12 – released in 2003 on Geffen CD B0001386-36, and 25
 

CD 3: Live Bootleg (all tracks previously unreleased)
Overture (including Introduction) 7.00
It’s A Boy 0.39
1921 2.28
Amazing Journey 5.07
Sparks 2.49
The Hawker (Eyesight To The Blind)1.54
Christmas 3.11
The Acid Queen 3.30
Pinball Wizard 2.47
Do You Think It’s Alright? 0.21
Fiddle About 1.12
Tommy Can You Hear Me? 0.55
There’s A Doctor 0.24
Go To The Mirror! 3.22
Smash The Mirror 1.10
Miracle Cure 0.12
Sally Simpson 4.01
I’m Free 2.12
Tommy’s Holiday Camp 0.48
We’re Not Gonna Take It 3.28
See Me, Feel Me / Listening To You 7.51
Blu-ray:  Hi Fidelity Pure Audio Blu-ray disc (5.1 Mix)
Overture 5.20
It’s a Boy 0.37
1921 2.49
Amazing Journey 5.05
Sparks 2.05
The Hawker 2.14
Christmas 4.34
Cousin Kevin 4.07
The Acid Queen 3.34
Underture 10.05
Do You Think It’s Alright? 0.25
Fiddle About 1.31
Pinball Wizard 3.01
There’s a Doctor 0.24
Go to the Mirror! 3.48
Tommy, Can You Hear Me? 1.35
Smash the Mirror 1.33
Sensation 2.27
Miracle Cure 0.12
Sally Simpson 4.11
I’m Free 2.39
Welcome 4.32
Tommy’s Holiday Camp 0.57
We’re Not Gonna Take It 7.06


Por Ricardo Seelig

Novidades dos Beatles e nova música de Paul McCartney

quinta-feira, agosto 29, 2013
Boas novas sobre os Beatles: será lançado em novembro o duplo On Air - Live at the BBC Volume 2. O disco é uma espécie de sucessor do também duplo Live at the BBC (1994). Assim como o primeiro, traz gravações inéditas (pelo menos a maioria) de performances da banda nos estúdios da rádio londrina. O tracklist não foi revelado, bem como as datas das gravações das faixas. Mesmo assim, é claro que trata-se de um item que irá direto para as coleções dos fãs do grupo.

A outra boa notícia é que o incansável Paul McCartney lançará o seu décimo-sexto disco solo no dia 14 de outubro. O álbum tem o título de New e é o primeiro desde Memory Almost Full (2007) a contar somente com novas canções, sem regravações de composições de outros artistas. Ainda que não tenha sido divulgado de forma oficial, tudo indica que o tracklist será formado por doze faixas e que algumas versões especiais do trabalho trarão mais duas canções inéditas. A produção de New ficou a cargo de Mark Ronson, Ethan Johns, Paul Epworth e Giles Martin.

Enquanto esperamos, já é possível ouvir a faixa-título do disco, uma composição alegre e positiva com a marca registrada de Paul.



Por Ricardo Seelig

Spin Doctors retorna e lança clipe para o seu novo single

quinta-feira, agosto 29, 2013
Estou me sentindo em 1991 e novamente com 19 anos de idade. O motivo para isso é que o Spin Doctors, aquela banda norte-americana do hit “Two Princes”, está de música nova. “If the River Was Whiskey” é a faixa-título do novo álbum do quarteto, o primeiro em oito anos e sucessor de Nice Talking to Me (2005).

O sexto disco do grupo foi lançado em 30 de abril passado pela Ruf Records.

Assista ao clipe abaixo e conte o que achou deste retorno. Pra mim, continuam medianos como sempre.

 

Por Ricardo Seelig

Dan McCafferty, do Nazareth, anuncia aposentadoria

quinta-feira, agosto 29, 2013
O vocalista do Nazareth, Dan McCafferty, anunciou a sua aposentadoria. O motivo para a decisão foi uma doença crônica que obstruiu o seu sistema pulmonar, causando uma imensa dificuldade de respirar, o que torna virtualmente impossível que ele exerça o seu papel como cantor da banda.

O Nazareth cancelou todos os demais shows de sua atual turnê, porém não anunciou oficialmente se seguirá com um substituto ou se encerrará a sua carreira.

Para quem quiser conhecer mais sobre a banda, recomendo os álbuns Razamanaz (1973), Loud ‘n’ Proud (1973) e Hair of the Dog (1975), além do ao vivo ‘Snaz (1981).

Força para Dan.

Por Ricardo Seelig

Antes do Led Zeppelin, do Black Sabbath e do Deep Purple, havia o Grand Funk Railroad

quinta-feira, agosto 29, 2013
O site da revista Classic Rock disponibilizou uma longa matéria sobre a história do Grand Funk Railroad, o maior nome do hard rock norte-americano e uma das mais importantes e influentes bandas de todos os tempos.

O texto, escrito pelo jornalista Peter Makowski, foi publicado originalmente na edição 85 da revista, lançada em outubro de 2005. O material conta a história do trio, fala da sua importância e impacto, bem como de sua imensa popularidade, e mostra o porque de a banda formada por Mark Farner, Mel Schacher e Don Brewer ter alcançado números que rivalizam com os Beatles e o Led Zeppelin.

Para ler todo o material, basta clicar aqui. O texto está em inglês e assim será útil em dois sentidos: você saberá mais sobre o grupo e melhorará o seu entendimento do idioma.



Por Ricardo Seelig

28 de ago de 2013

Baroness lança clipe ao vivo para “March to the Sea”

quarta-feira, agosto 28, 2013
Uma das melhores músicas do último disco do Baroness, o duplo Yellow & Green (2012), recebeu um clipe ao vivo que mostra a nova formação da banda em ação. O vídeo de “March to the Sea” foi gravado em uma apresentação do grupo na Filadélfia, terra natal do vocalista e guitarrista John Baizley.

No clipe é possível ver que o Baroness se recuperou bem do acidente de ônibus sofrido em 2012, e também perceber como é a performance dos dois novos integrantes do quarteto, o baixista Nick Jost e o baterista Sebastian Thomson. Além de Baizley, completa a banda o guitarrista Peter Adams.

Excelente, como de costume.



Por Ricardo Seelig

“Ten More Miles”, o novo clipe do Turisas

quarta-feira, agosto 28, 2013
A banda finlandesa Turisas divulgou o clipe da faixa “Ten More Miles”, música presente em seu novo disco, Turisas 2013. O quarto álbum do grupo foi lançado no último dia 26 de agosto pela Century Media.

Como de costume, o sexteto investe na estética de guerreiros da Idade Média, com pinturas faciais, espadas e batalhas. 

Não tenho uma opinião clara sobre esse tipo de som. Acho, de modo geral, tudo muito exagerado e sem sentido. E vocês?


Assistam ao vídeo de “Ten More Miles” abaixo e deixem as suas opiniões nos comentários:


Por Ricardo Seelig

27 de ago de 2013

Ouça “Blood Like Cream”, nova música do Red Fang

terça-feira, agosto 27, 2013
O Red Fang divulgou hoje a primeira música do seu terceiro disco, Whales and Leeches, que será lançado dia 15 de outubro pela Relapse Records. “Blood Like Cream” é a primeira prévia do sucessor de Murder the Moutains (2011), álbum que chamou a atenção de todos e colocou o Red Fang em um nível superior.

Ouça o single abaixo:

Por Ricardo Seelig

Flying Colors lança álbum e vídeo ao vivo

terça-feira, agosto 27, 2013
O Flying Colors, o supergrupo formado por Mike Portnoy, Steve Morse, Neal Morse, Casey McPherson e Dave LaRue - leia a crítica do disco de estreia da banda aqui - lançará no próximo dia 14 de outubro o álbum e vídeo ao vivo Live in Europe.

O material será disponibilizado em DVD, Blu-ray, CD duplo e em uma edição em vinil triplo com os discos transparentes. A versão em LP conterá uma faixa extra em relação ao CD, música essa ainda não revelada.

Live in Europe traz um show do quinteto realizado no dia 20 de setembro de 2012 na cidade holandesa de Tilburg. O vídeo tem direção de Bernhard Baran, que já assinou trabalhos para nomes como Guns N’ Roses, The Cure e Porcupine Tree.

O tracklist do material ainda não foi revelado, mas a banda soltou um trailer para abrir o apetite dos fãs:



Por Ricardo Seelig

26 de ago de 2013

Box com quatro discos celebra os 30 anos da Roadrunner Records

segunda-feira, agosto 26, 2013
Uma das gravadoras mais emblemáticas da música pesada, a Roadrunner Records foi criada em 1980 na Holanda. Responsável pelo lançamento de álbuns clássicos de bandas como Sepultura, Killswitch Engage, Opeth, Slipknot e diversos outros, o selo está ganhando uma retrospectiva em comemoração aos seus trinta e poucos anos.

XXX: Three Decades of Roadrunner Records é um box com 4 CDs contendo 54 faixas que passam a limpo o que de melhor a gravadora colocou nas lojas. Os discos são divididos em títulos que abordam o seu conteúdo. O primeiro, chamado Foundations, é dedicado aos primeiros anos do selo. O segundo, Horns Up, traz o que de mais representativo a Roadrunner lançou do final da década de 1990 ao início dos anos 2000. O terceiro se chama And Metal for All e é dedicado a material mais recente, lançado de 2004 até os dias de hoje, enquanto o disco 4, intitulado Rock for the Ages, traz os artistas mais representativos lançados pelo selo e que não se enquadram no heavy metal.

O box traz um livreto com textos de Chris Dick, da Decibel, e inclui entrevistas com o fundador Cees Wessels e artistas como King Diamond, Max Cavalera, Matt Heafy e outros.

XXX: Three Decades of Roadrunner Records será lançado dia 1 de outubro pela Rhino.

O tracklist completo da caixa você confere abaixo:

CD 1: Foundations 

1 Evil – Mercyful Fate
2 Power Thrashing Death – Whiplash
3 Abigail – King Diamond
4 Carnivore – Carnivore
5 Slowly We Rot – Obituary
6 Alison Hell – Annihilator
7 Sacrificial Suicide – Deicide
8 Infecting the Crypts – Suffocation

9 Punishment – Biohazard
10 Christian Woman – Type O Negative
11 Matando Güeros - Brujeria
12 Veil of Maya – Cynic
13 Through and Through – Life of Agony
14 Excess and Overdrive – Treponem Pal
 

CD 2: Horns Up
1 Wasting Away – Nailbomb
2 Imperium – Machine Head
3 No Fronts (Jam Master Jay’s Main Edit) – Dog Eat Dog
4 Crystal Mountain – Death
5 Roots Bloody Roots – Sepultura
6 Loco – Coal Chamber
7 Eye for An Eye – Soulfly
8 Shock – Fear Factory
9 Spit It Out – Slipknot
10 New Disease – Spineshank
11 Pure Hatred – Chimaira
12 Bloodwoork – 36 Crazyfists
13 What Comes Around – Ill Niño
 

CD 3: And Metal for All
1 My Last Serenade – Killswitch Engage
2 Pull Harder on the Strngs of Your Martyr – Trivium
3 I Could Care Less – DevilDriver
4 Nymphetamine Fix – Cradle of Filth
5 Destroy Everything – Hatebreed
6 Inflikted – Cavalera Conspiracy
7 The Dagger – Roadrunner United
8 Fear of a Blank Planet – Porcupine Tree
9 On the Backs of Angels – Dream Theater
10 Heir Apparent – Opeth
11 Head Crusher – Megadeth
12 Witchtripper – Down
13 Bible Black – Heaven & Hell
14 L’enfant Sauvage – Gojira
 

CD 4: Rock for the Ages
1 Side of a Bullet – Nickelback
2 Anger Rising – Jerry Cantrell
3 30/30-150 – Stone Sour
4 Ma Petite Mort – Karma to Burn
5 Pretty Lush – Glassjaw
6 Girl Anachronism – The Dresden Dolls
7 No One Fits Me (Better Than You) – Airbourne
8 Dead in Hollywood – Murderdolls
9 Bad Girlfriend – Theory of a Deadman
10 Lonely Train – Black Stone Cherry
11 Get Up! – Korn feat. Skrillex
12 Headlong Fight – Rush
13 Still Unbroken – Lynyrd Skynyrd


Por Ricardo Seelig

Sepultura divulga a capa e o tracklist do seu novo disco

segunda-feira, agosto 26, 2013
O Sepultura, revelou hoje a capa do seu novo ábum. The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart, décimo-terceiro trabalho da banda, será lançado em outubro pela Nuclear Blast. O disco marcará a estreia do baterista Eloy Casagrande em estúdio - ele está com o grupo desde 2011 - e é o sucessor de Kairos (2011).

A produção do trabalho ficou a cargo de Ross Robinson, parceiro de longa data da banda. Dave Lombardo, ex-Slayer, toca em uma das faixas.

Segundo Andreas Kisser, o trabalho foi inspirado no filme Metropolis (1927), de Fritz Lang, mas não se trata de um disco conceitual.

O álbum traz nove faixas inéditas, além de uma versão para “Da Lama ao Caos”, clássico de Chico Science & Nação Zumbi.

Confira o tracklist completo abaixo:

1 Trauma of War
2 The Vatican
3 Impending Doom
4 Manipulation of Tragedy
5 Tsunami
6 The Bliss of Ignorants
7 Grief
8 The Age of the Atheist
9 Obsessed
10 Da Lama ao Caos


Por Ricardo Seelig

Eddie Trunk lança segundo volume de seu livro

segunda-feira, agosto 26, 2013
O radialista e apresentador do That Metal Show, Eddie Trunk, irá lançar dia 24 de setembro o segundo volume do seu livro Eddie Trunk’s Essential Hard Rock and Heavy Metal.

A primeira parte saiu em 2011 e traz textos de Trunk sobre as 35 bandas que ele considera as mais importantes nos gêneros abordados. O legal é que o texto de Eddie mescla aspectos históricos dos nomes abordados com a relação próximo do apresentador com os grupos.

O segundo volume segue a mesma metodologia, com mais 35 bandas, incluindo artistas como Whitesnake, Ace Frehley, Marilyn Manson e Lita Ford. A introdução deste segundo volume foi escrita por Slash. No primeiro, o texto de abertura ficou a cargo de Rob Halford.

Se seguir a qualidade do primeiro volume - você pode ler a resenha aqui -, vem aí mais um livro obrigatório pra quem gosta de música.

Por Ricardo Seelig

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