6 de set de 2013

Clássico do Jethro Tull ganha versão expandida remixada por Steven Wilson, do Porcupine Tree

sexta-feira, setembro 06, 2013
Benefit, terceiro disco do Jethro Tull, será relançado no próximo dia 29 de outubro pela Rhino em uma versão expandida e remixada por Steven Wilson, líder do Porcupine Tree. A nova edição de Benefit terá dois CDs e um DVD. O primeiro disco trará o álbum original e faixas bônus remasterizadas por Wilson, enquanto o segundo CD vem com material inédito contendo a mixagem original em mono. O DVD traz o tracklist original em mixagem 5.1.

Steven Wilson já realizou trabalho semelhante em reedições de álbuns do Yes e do XTC, cujas novas mixagens foram bastante elogiadas por crítica e fãs.


Abaixo o tracklist completo de Benefit Collector’s Edition:

CD 1: Original LP (released as Chrysalis ILPS 9123 (U.K.), 1970) and bonus tracks – new stereo mixes by Steven Wilson
 
With You There to Help Me
Nothing to Say
Alive and Well and Living In
Son
For Michael Collins, Jeffrey and Me
To Cry You a Song
A Time for Everything?
Inside
Play in Time
Sossity; You’re a Woman
Singing All Day (from Living in the Past - Chrysalis CJT 2, 1972)
Sweet Dream (single A-side – Chrysalis WIP 6070, 1969)
17 (single B-side – Chrysalis WIP 6070, 1969)
Teacher (U.K. Single Version – stereo) (single B-side – Chrysalis WIP 6077, 1970)
Teacher (U.S. LP Version – stereo) (from Reprise RS 6400 (U.S.), 1970)
 

CD 2: Bonus material
 

Singing All Day (mono)*
Sweet Dream (mono)
17 (mono)
Sweet Dream (stereo) *
17 (stereo) *
The Witch’s Promise (mono) (single A-side – Chrysalis WIP 6077, 1970)
Teacher (U.K. Single Version – mono)
Teacher (U.S. LP Version – mono)
The Witch’s Promise (stereo)
Teacher (U.K. Single Version – stereo)
Teacher (U.S. LP Version – stereo)
Inside (mono)
Alive and Well and Living In (mono)
A Time for Everything? (mono)
Reprise AM Radio Spot #1 (mono)
Reprise FM Radio Spot #2 (stereo)
 

DVD

DTS & Dolby Digital 5.1 & stereo versions of all material on Disc 1 – newly mixed by Steven Wilson
96/24 khz Flat transfer of Original LP master in U.K. and U.S. running order (see below) and stereo versions of “Sweet Dream,” “17″ and “The Witch’s Promise”
U.S. LP running order (Reprise RS 6400, 1970):
 

With You There to Help Me
Nothing to Say
Inside
Son
For Michael Collins, Jeffrey and Me
To Cry You a Song
A Time for Everything?
Teacher
Play in Time
Sossity; You’re a Woman


Por Ricardo Seelig

Assista “Never Never”, o novo clipe do koRn

sexta-feira, setembro 06, 2013
O koRn divulgou o primeiro clipe do seu novo disco. “Never Never” é uma música leve e bastante pop, com um vídeo cheio de efeitos visuais bacanas.

A faixa faz parte do décimo-primeiro trabalho da banda norte-americana, The Paradigm Shift, que será lançado dia 4 de outubro. O álbum foi produzido por Don Gilmore e marca o retorno do guitarrista Brian “Head” Welch. O último disco com Welch foi Take a Look in the Mirror, de 2003.



Por Ricardo Seelig

Fleshgod Apocalypse: crítica de Labyrinth (2013)

sexta-feira, setembro 06, 2013

Formado em Roma no ano de 2007, o Fleshgod Apocalypse rapidamente encontrou o seu devido espaço entre as toneladas de bandas de metal extremo que surgem a cada dia, boa parte graças à inteligente fórmula que tem como proposta unir o mais extremo death metal com um cuidadoso trabalho de arranjos orquestrais. Com turnês ao lado de nomes como Behemoth, Origin, Whitechapel e Decapitated, os italianos vem desenvolvendo a sua música singular a passos largos, como pode ser visto em Oracles, de 2009, e Agony, de 2011.


O novo trabalho, intitulado Labyrinth, produzido mais uma vez por Stefano Morabito e lançado pela Nuclear Blast, é uma obra conceitual que não se limita a contar o conhecido mito do minotauro no labirinto, mas utiliza-o como base para uma temática contemporânea e introspectiva, tanto lírica quanto musicalmente.


Seguindo a mesma linha de contrastantes elementos, “Kingborn” introduz ao álbum com uma violência não apenas construída graças ao absurdo trabalho da bateria e das guitarras, mas em como os arranjos orquestrais e operísticos estão bem mais a frente, agregando importantes detalhes a cada segundo. Um pouco diferenciada, “Minotaur (Wrath of Poseidon)” vem em seguida em ritmos menos acelerados, aonde os papeis se alternam, com a orquestra ditando o andamento da faixa, enquanto “Elegy” é o mais absoluto caos, como um campo de batalha aonde todos os instrumentos parecem estar travando uma guerra cacofonia de diversos momentos um tanto quanto desagradáveis, mas de excelentes resultados, em que cada pausa de tranquilidade é apenas um suspense antes de mais uma sucessão apocalíptica.


“Towards the Sun”, por outro lado, insere pequenos experimentos no que diz respeito à progressão e desenvolvimento da música, por caminhos tortuosos de um elevado sentimento épico que se mantém em “Warpledge”, com seus ritmos catastróficos que parecem um híbrido entre o Therion e a escola polonesa de death metal. E por falar no dinâmico leque de influências do Fleshgod Apocalypse, o lado mais melódico e ligeiramente próximo da sonoridade típica do power metal se revelam bem evidentes em “Pathfinder”, principalmente com as vozes limpas de apoio.


Descontroladamente, “The Fall of Asterion” amontoa passagens que se intercalam entre riffs do mais puro death metal com obscuras atmosferas daquele symphonic black metal tipicamente do final da década de noventa e arranjos neoclássicos. Como um momento de calmaria, os dedilhados acústicos de “Prologue” antecipam a miscelânea de passagens cadenciadas em “Epilogue”, faixa ascendente aonde a orquestra cria uma camada sonora extremamente representativa e coerente com o sentimento de superação da letra.


A mais longa faixa em um disco dos italianos, a epopeia “Under Black Sails” resgata ao longo de mais de sete minutos a raiz mais ligada ao technical death metal, as características mais presentes no seu primeiro álbum mescladas a insanidade sinfônica que eles atingiram aqui, elevando a complexidade de compreensão em mais alguns degraus. Como o soturno desfecho de uma tragédia grega, a peça instrumental que dá nome ao trabalho é como o despertar de um pesadelo que invariavelmente deixa marcas profundas na mente.


Até porque Labyrinth é definitivamente uma jornada, aonde o nível de imersão proporcionado por cada uma das faixas, bem como suas estruturas, torna a experiência exageradamente esquisita e excessivamente complexa, a princípio, tamanha a quantidade de elementos e pequenos detalhes (mas importantes) com os quais o Fleshgod Apocalypse golpeia incessantemente o ouvinte.


E exatamente como estar dentro de um labirinto, aonde o caminho escolhido toma rumos inesperados e você simplesmente não sabe (e teme) o que pode estar após cada mudança ou virada, o novo trabalho dos italianos extrapola o conceito metafórico sobre a exploração de si próprio para a forma como organiza as suas composições e como o caos é personificado em um álbum que se mostra extremamente interessante quando a sua proposta é entendida.


Grandes mudanças em relação ao disco anterior, Agony, que efetivamente colocou a banda entre os nomes singulares da geração mais recente da música extrema? De fato, não. Mas é perceptível como o Fleshgod Apocalypse amadureceu a sua fórmula de maneira notável, agregando de forma mais importante as influências já presentes em seus discos e enfatizando os seus elementos diferenciais, os personagens principais em Labyrinth.


Talvez sejam necessárias algumas tentativas de audição, mas eventualmente o caminho pode ser encontrado.


Nota 8,5


Faixas:
01. Kingborn
02. Minotaur (Wrath of Poseidon)
03. Elegy
04. Towards the Sun
05. Warpledge
06. Pathfinder
07. The Fall of Asterion
08. Prologue
09. Epilogue
10. Under Black Sails
11. Labyrinth


Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

5 de set de 2013

Crítica de Embate do Século - Nação Zumbi vs Mundo Livre S/A (2013)

quinta-feira, setembro 05, 2013

Na segunda edição do projeto Embate do Século, houve quem acusasse a gravadora Deckdisc de optar pelo jogo ganho ao colocar frente a frente duas bandas contemporâneas e surgidas rigorosamente dentro da mesma cena musical. Inspirada em um projeto da gravadora norte-americana BYO Records, que fez uma série de discos similares com grandes bandas da década de 90, a ideia é bem simples: cada banda seleciona sete canções da outra e as regrava como bem entender, dando o seu toque pessoal e fazendo uma reinterpretação única. Se no caso de Raimundos x Ultraje a Rigor o resultado ficou apenas divertido e curioso, no que diz respeito ao embate entre Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, as duas mais emblemáticas bandas do chamado movimento manguebeat de Recife (PE), a obra final beira o genial – porque ambas as bandas mergulham de cabeça na missão e se arriscam a ponto de tornarem algumas das músicas praticamente irreconhecíveis e, ainda assim, tão deliciosas quanto as originais. 

Quem abre os trabalhos é Fred 04 e a galera do Mundo Livre – cujo cavaquinho leve e descontraído já dá um tratamento todo diferente para "A Cidade", faixa inicial da bolacha que ganha ares de sambinha maroto. Num contexto geral, dá para dizer que Fred se arrisca ao diminuir justamente a característica mais marcante da Nação, que é o seu poderio sonoro, sua percussão marcante e suas guitarras envenenadas, adicionando no lugar uma dose extra de groove e malícia. Sua versão para "Samba Makossa", por exemplo, segue inevitavelmente pelo lado do samba que o título da música usa, criando uma roda de samba com pitadas de eletrônico que, pasmem, em dado momento remete a um certo Jorge Ben. Em "Rios, Pontes e Overdrives", o sambinha praiano é interrompido apenas no refrão, que surpreendentemente recebe uma guitarra furiosa, um tanto punk, apenas para voltar a desembocar no cavaquinho de Fred, como se nada tivesse acontecido. 

O grande momento do Mundo Livre – e do disco como um todo, sendo totalmente honesto – no entanto, fica para a interpretação para uma das canções mais pesadas e avassaladoras da Nação, "Meu Maracatu Pesa uma Tonelada". Com coragem e talento, Fred 04 dá à canção uma roupagem que lembra a de uma banda indie inglesa, do tipo que flerta com sonoridades eletrônicas. E com um coral de vozes botando pra quebrar raivosamente no refrão, mas sobre uma base quase robótica, eis que a nova versão não perde em nada no que diz respeito a peso e força para aquela interpretada por Jorge Du Peixe e seus compadres. O Mundo Livre S/A deve pensar seriamente em acrescentar esta música em caráter definitivo ao seu setlist daqui pra frente, aliás. 

Era inevitável que o processo meio que se invertesse quando a Nação entrasse em cena para dar a sua cara para as faixas originalmente gravadas pelo Mundo Livre S/A. E quando se ouve "Livre Iniciativa" ficar mais grave, mais corpulenta, mais cheia de percussão do que o samba despretensioso de outrora, já dá para ter uma noção da viagem que se segue. O que dizer então dos tambores que, no pano de fundo, dão uma vibração étnica absolutamente diferente para a doce e graciosa "Musa da Ilha Grande"? 

Já a veia roqueira original de "Seu Suor é o Melhor de Você" é transformada pela Nação em uma vibração suja meio black, forte candidata a integrar a trilha sonora de um dos filmes do Quentin Tarantino. E enquanto a sensacional "O Velho James Brown Já Dizia" do Mundo Livre tem um tecladinho que fala diretamente com a cena do mundo tecnobrega, a Nação pisou no freio e fez uma espécie de marchinha, que poderia facilmente tocar no efervescente e tradicional carnaval de rua de Olinda. Neste segundo ato, sobressai-se ainda "Bolo de Ameixa", tradicional samba-rock do Mundo Livre que, nas mãos da Nação, recebe uma espécie de camada sonora extra – o ritmo repleto de suíngue continua, mas Lúcio Maia faz questão de acrescentar a sua guitarra poderosa, dando-lhe um teor quase metálico. 

Este novo Embate do Século vai gerar, sem dúvida, mais do que uma turnê conjunta simplesmente imperdível, mas também um desafio dos mais complicados para as próximas duas bandas que toparem o duelo, já que a barra de qualidade agora está elevadíssima. Para elas, muito boa sorte! :)

Nota 9

Tracklist:
1. A Cidade - Interpretada por Mundo Livre S/A
2. A Praieira - Interpretada por Mundo Livre S/A
3. Etnia - Interpretada por Mundo Livre S/A
4. Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada - Interpretada por Mundo Livre S/A
5. No Olimpo - Interpretada por Mundo Livre S/A
6. Rios, Pontes e Overdrives - Interpretada por Mundo Livre S/A
7. Samba Makossa - Interpretada por Mundo Livre S/A
8. Livre Iniciativa - Interpretada por Nação Zumbi
9. Musa da Ilha Grande - Interpretada por Nação Zumbi
10. Bolo de Ameixa - Interpretada por Nação Zumbi
11. Girando em Torno do Sol - Interpretada por Nação Zumbi
12. Pastilhas Coloridas - Interpretada por Nação Zumbi
13. Seu Suor é o Melhor de Você - Interpretada por Nação Zumbi
14. O Velho James Brown Já Dizia - Interpretada por Nação Zumbi
Por Thiago Cardim

Álbum acústico de Eric Clapton volta ao mercado em versão expandida

quinta-feira, setembro 05, 2013
Lançado em 25 de agosto de 1992, Unplugged é um dos discos de maior sucesso de Eric Clapton. Aclamado por crítica e público, o álbum vendeu como água em todo o mundo e deu diversos prêmios ao lendário guitarrista, incluindo seis Grammys.

Pois bem: Unplugged retornará às lojas no dia 15 de outubro em uma versão expandida disponibilizada pela Reprise/Rhino. Essa nova edição terá dois CDs e um DVD. O primeiro disco traz as quatorze faixas originais, enquanto o segundo vem com seis músicas retiradas dos ensaios realizados para o projeto. Já o DVD traz a íntegra do MTV Unplugged onde o disco foi gravado.

Abaixo o tracklist completo:

CD 1: Original Album 

Signe
Before You Accuse Me
Hey Hey
Tears in Heaven
Lonely Stranger
Nobody Knows You When You’re Down and Out
Layla
Running on Faith
Walkin’ Blues
Alberta
San Francisco Bay Blues
Malted Milk
Old Love
Rollin’ & Tumblin’
 

CD 2: Rehearsal Takes (previously unreleased)
Circus
My Father’s Eyes (Take 1)
Running on Faith (Take 1)
Walkin’ Blues (Take 1)
My Father’s Eyes (Take 2)
Worried Life Blues
 

DVD - Original Unplugged feature
Signe
Before You Accuse Me
Hey Hey
Tears in Heaven
Circus
Lonely Stranger
Nobody Knows You When You’re Down and Out
Layla
My Father’s Eyes
Running on Faith
Walkin’ Blues
Alberta
San Francisco Bay Blues
Malted Milk


Por Ricardo Seelig

Flying Colors divulga vídeo ao vivo de “The Storm”

quinta-feira, setembro 05, 2013
O supergrupo Flying Colors - leia tudo o que publicamos sobre a banda aqui - divulgou o vídeo com a versão ao vivo da faixa “The Storm”.

A música faz parte do DVD, Blu-ray, CD e LP Live in Europe, que será lançado no próximo dia 14 de outubro pela Music Theories Recordings.

Veredito? Bem bom, como você pode comprovar abaixo:



Por Ricardo Seelig

Dream Theater revela todos os detalhes sobre o seu novo trabalho ao vivo

quinta-feira, setembro 05, 2013
Dream Theater: Live at Luna Park será lançado dia 5 de novembro em todo o mundo. O material foi gravado em Buenos Aires durante a turnê do álbum A Dramatic Turn of Events (2011).

Live at Luna Park será lançado em DVD duplo, Blu-ray e em uma edição especial com um livro de capa dura contendo o Blu-ray, os dois DVDs e um CD triplo com todas as faixas. O CD será disponibilizado apenas nessa deluxe edition.

Abaixo, o tracklist completo:

01. Bridges In The Sky 

02. 6:00 
03. The Dark Eternal Night 
04. This Is The Life 
05. The Root Of All Evil 
06. Lost Not Forgotten 
07. Drum Solo 
08. A Fortune In Lies 
09. The Silent Man 
10. Beneath The Surface 
11. Outcry 
12. Piano Solo 
13. Surrounded 
14. On The Backs Of Angels 
15. War Inside My Head 
16. The Test That Stumped Them All 
17. Guitar Solo 
18. The Spirit Carries On 
19. Breaking All Illusions 
20. Metropolis Pt. 1

Por Ricardo Seelig

4 de set de 2013

Rolling Stones lançarão novo ao vivo em novembro

quarta-feira, setembro 04, 2013
Os Rolling Stones irão lançar o show que realizaram em julho deste ano no Hyde Park, em Londres. O local tem um significado especial para a banda e para os fãs, já que foi lá que a banda tocou em 1969, poucos dias após a morte do guitarrista Brian Jones.

Intitulado Sweet Summer Sun - Hyde Park Live, o material chegará às lojas no dia 11 de novembro em Blu-ray, DVD, CD duplo com DVD e LP triplo com DVD.

Abaixo você confere os tracklists de cada uma das versões:

DVD & Blu-ray


1) Start Me Up   2) It’s Only Rock ‘n’ Roll    3) Street Fighting Man   4) Ruby Tuesday   5) Doom And Gloom   6) Honky Tonk Women   7) You Got The Silver   8) Happy   9) Miss You   10) Midnight Rambler   11) Gimme Shelter   12) Jumpin’ Jack Flash   13) Sympathy For The Devil   14) Brown Sugar   15) You Can’t Always Get What You Want   16) (I Can’t Get No) Satisfaction
 

CD
 
Disc One: 1) Start Me Up   2) It’s Only Rock ‘n’ Roll    3) Tumbling Dice   4) Emotional Rescue   5) Street Fighting Man   6) Ruby Tuesday   7) Doom And Gloom   8) Paint It Black   9) Honky Tonk Women   10) You Got The Silver   11) Before They Make Me Run
 

Disc Two: 1) Miss You   2) Midnight Rambler   3) Gimme Shelter   4) Jumpin’ Jack Flash   5) Sympathy For The Devil   6) Brown Sugar   7) You Can’t Always Get What You Want   8) (I Can’t Get No) Satisfaction
 

LP

Side A: 1) Start Me Up   2) It’s Only Rock ‘n’ Roll    3) Tumbling Dice   4) Emotional Rescue
 

Side B: 1) Street Fighting Man   2) Ruby Tuesday   3) Doom And Gloom   4) Paint It Black
 

Side C: 1) Honky Tonk Women   2) You Got The Silver   3) Before They Make Me Run   4) Miss You
 

Side D: 1) Midnight Rambler   2) Gimme Shelter
 

Side E: 1) Jumpin’ Jack Flash   2) Sympathy For The Devil   3) Brown Sugar
 

Side F: 1) You Can’t Always Get What You Want   2) (I Can’t Get No) Satisfaction

Por Ricardo Seelig

Ouça “When the World Gets Small”, nova música do Gov’t Mule com participação de Steve Winwood

quarta-feira, setembro 04, 2013
O Gov’t Mule lançará dia 24 de setembro o seu décimo álbum, Shout!. O trabalho virá em uma edição dupla, com um disco com o quarteto executando as canções, e um segundo CD com diversos vocalistas convidados cantando as músicas - leia mais aqui.

A primeira faixa da bolacha, “When the World Gets Small”, foi divulgada hoje em suas duas versões: uma com a voz de Warren Haynes e outra com o vocal de Steve Winwood. 

Ambas podem ser apreciadas no player abaixo: 

Por Ricardo Seelig

“Master of Savagery”, novo single do Soulfly

quarta-feira, setembro 04, 2013
O Soulfly divulgou hoje a segunda música do seu novo disco, Savages - a primeira havia sido “Bloodshed”, que você pode ouvir aqui.

Pesadíssima e alternando trechos rápidos com passagens cadenciadas, “Master of Savagery” deixa no ar a sensação de que a banda segue na ótima linha de seu último álbum, Enslaved (2012).

Ouça abaixo:



Por Ricardo Seelig

Chegando ao mercado, Selo Fonográfico 180 promete prensar “os melhores LPs do Brasil”

quarta-feira, setembro 04, 2013
Tem novidade boa pra quem gosta de vinil. O Selo Fonográfico 180 está chegando ao mercado com a promessa de prensar “os melhores LPs do Brasil”. A afirmação é de Rodrigo de Andrade, um dos sócios da empresa, e que você que é leitor da Collectors conhece há tempos como o Garras do extinto site Os Armênios.

Em sua nova empreitada, Rodrigo aposta alto no mercado cada vez maior de discos de vinil aqui no Brasil. O primeiro lançamento do 180 já está no mercado e é a versão em LP do álbum Baixo Augusta, gravado pela Cachorro Grande em 2011.

Para saber mais e entender toda essa história, nada melhor que uma longa entrevista com um dos cérebros por trás do 180, o grande Rodrigo de Andrade.


Entrevista por Marina de Campos
Fotos por Fernanda Cacenote

Marina de Campos — Por que essa tua vontade de fazer disco?

Rodrigo de Andrade — Comecei a colecionar música na adolescência, nos anos 90. Na época, gravava fitas K7. Ia na casa de alguém que tinha LPs, CDs, ou fazia o registro direto do rádio mesmo. Eu tinha um som com duplo deck de fitas K7 e me esbaldava. Mas não tinha conhecimento algum sobre música. Escutava o que estava na moda, o que rolava nas trilhas de novelas e no rádio. Era o auge da dance music e eu tinha várias fitas com coisas horrorosas gravadas. Aí vieram as más companhias que me levaram para o rock e um mundo novo se abriu para mim. Como CDs eram caros — a maioria dos títulos eram importados —, tinha que ir em locadoras. Alugava o CD e fazia uma cópia em fita K7.

Outros tempos, né?

Pois é. Como era adolescente, eu e alguns amigos fantasiávamos com isso de ter banda, por exemplo. Então a gente já bolava toda a discografia, as capas, as músicas… Mesmo sem saber tocar nada. Eu era inserido no meio underground. Tenho a impressão de que a cena alternativa e o circuito independente, antes da internet, eram mais reais. As pessoas gravavam fitas demo, faziam fanzines… O resultado era concreto, material. Com a internet isso se diluiu. Eu era fanzineiro. Tinha isso de produzir as coisas.

E a coleção?

Aí fui trocando de investimentos: parei de colecionar gibis — já que a Marvel não estava em uma boa fase — e passei a usar minha grana para comprar CDs. Queria ter a capa, o encarte e uma qualidade de som superior. Na época, essa mídia estava no auge e o vinil havia sumido das lojas. E já que a música em formato digital não existia (a internet começava a se popularizar), o suporte físico era uma necessidade. Ou você tinha em CD, LP e K7 ou não podia ouvir a música que queria. Com o passar dos anos fiz uma coleção considerável. Então acho que essa “vontade de fazer disco” que você perguntou vem de tudo isso aí.

Então tu sempre esteve envolvido nesse meio, mas nunca pegou num instrumento. Esse foi um jeito de se realizar ainda mais na música? Fazer parte dela?

Na verdade eu já gravei um disco, né? Um projeto vanguardista, conceitual, malucão. O “Jesus Buceta [fake]”. E independente disso, sou um jornalista cultural. Então eu produzia sobre música. Já estava inserido no meio. Aliás, já me sentia inserido mesmo quando era apenas um colecionador. Quem consome também faz parte do esquema. É o fim em que todo o artista que produz espera chegar…


É verdade. Mas dá pra dizer que “um apaixonado por rock colecionador de discos, ou vira músico ou cria um selo”, algo assim?

Ou abre uma loja. Acho que é mais ou menos assim com quase todos que entram no meio musical. Exemplos não faltam. Criei, editei e escrevi com periodicidade no site Os Armênios por 6 anos. Dizíamos que era uma página de (anti)jornalismo (contra)cultural. Nesse período, acompanhei a cena musical de perto. E isso foi em uma época em que o mercado e todo o meio musical estava aprendendo a lidar com isso da música digital, o fim do suporte físico, o acesso livre e grátis. Chegamos a ensaiar, n’Os Armênios, uma espécie de novo modelo de selo musical na era digital. Chamávamos de “Single Virtual”. As bandas que curtíamos eram convidadas e liberar gravações em MP3, que eram disponibilizadas para download juntamente com uma capa. O internauta podia baixar as faixas, imprimir a capa, gravar o CD e montar seu próprio exemplar em casa. A ideia não era nossa, mas do Senhor F, o Fernando Rosa. Ele mantinha o principal site de informações sobre a música da cena independente durante toda a transição da era do jornalismo impresso para o digital. Nós só copiamos o modelo. E era bem legal. Era como um selo. Só que as pessoas não montavam o disco em casa. Bastava ter no HD e ouvir no computador. Só uma parte do processo se concretizava. Poucos devem ter se “materializado”. Mas foi um ensaio de selo. Os Armênios dava todo um suporte de divulgação, com resenha, entrevista, organizava eventos com shows, festival… Acho que fez parte da história desse momento de transição na música independente no Brasil. Tenho o maior orgulho. O site está fora do ar, mas ainda acho que era genial.

Bom, mas dessa vontade de fazer disco até chegar a tornar realidade, foram anos e anos. O que te despertou pra isso?

Começou com uma transição da minha coleção em CD para vinil. Eu tinha alguns LPs e um toca discos. Mas era um desses 3 em 1 de plástico, de fabricação nacional. Aí, com o fim de um relacionamento, ele quebrou durante a mudança. Acabei comprando um toca discos bem melhor. Foi só aí que eu pude constatar que, realmente, o som do vinil era muito superior! Até então, eu conseguia tirar um som similar, ou até inferior, dos meus LPs. Comprava mais pela suposta raridade. Mas depois que consegui uma boa aparelhagem eu pirei. Havia passado anos colecionando música no formato errado! O vinil sim é que possui o som! E mais: os CDs mais antigos começaram a oxidar e pararam de tocar!

Mas tu já tinha uma baita coleção. O que fazer com tudo aquilo?

Comecei a vender meus CDs e fui comprando tudo de novo, em formato analógico. E mesmo com a coleção de LPs eu fui fazendo um escambo. Conseguia um exemplar em um estado melhor e daí repassava o que já estava na estante. As pessoas de um círculo próximo começaram a me procurar pra tentar conseguir determinados discos. Era um período em que as lojas haviam praticamente se extinguido aqui na cidade [Passo Fundo – RS], com exceção dessas megastores tipo “balaião” que vendem coletâneas de greatest hits e os lançamentos do momento. Mas o grande dilema disso de me desfazer dos CDs era que existem títulos que eu adoro e que simplesmente não existem em vinil. Principalmente álbuns de bandas nacionais, lançados da metade da década de 90 até hoje. Foi quando pensei em como resolver essa encrenca. Fiquei pensando em modos de tentar agilizar um relançamento e ver se existia mercado. Se dava pé.

E aí???

Já fazia algum tempo que, n’Os Armênios, escrevendo sobre música, eu focava o formato analógico. Se uma banda ia lançar um álbum novo, o foco da matéria no site era necessariamente a versão em vinil. Claro, até citava o download digital e a versão em CD, mas o grosso do texto era especificando detalhes da edição em bolachão. Tinha consciência de que esse era o principal suporte para a música! Com isso, fui investigando e descobrindo detalhes do mercado: quem fabricava, quem vendia, quem comprava… E assim, por conta do trabalho jornalístico, fui mapeando todos os passos que levavam à concretização do processo de criação e disseminação do produto em vinil. Aí eu passei a saber como pegar a vontade de fazer um disco e transformar aquilo em realidade. Faltava só a grana…

Um “pequeno” obstáculo… Mas então, apareceu algum louco pra embarcar na tua ideia de investir dinheiro em disco?

Havia comentado da hipótese de criar o selo com algumas pessoas próximas. Acharam que seria loucura, colocando vários empecilhos. Mas como eu estava lidando com CDs e discos de vinil, acabei sendo procurado por uma pessoa que propôs uma sociedade. Era um investidor. O cara estava antenado nesse momento que o vinil está passando. O crescimento do mercado e todo aquele lance que ano a ano a mídia mostra: venda de LPs aumentando significativamente. A ideia dele era colocar uma loja física e queria que eu viabilizasse isso. Argumentei que era algo que não funcionaria no interior do Rio Grande do Sul, a não ser que tivesse outras coisas agregadas, como ao menos uma loja online. E se vinculássemos tudo a um selo, uma coisa alimentaria a outra. Mostrei para ele como fazer, provando que era possível e que eu poderia viabilizar o projeto. Ele topou num primeiro momento. Comecei a fazer os contatos e a movimentar tudo.

Foi fácil assim, já de primeira?

Não. Quando tu fala em trabalhar com disco de vinil, está tratando de um mercado muito segmentado e de alto custo. Tudo é caro, especialmente no Brasil, que tem uma carga tributária altíssima. Com o valor da prensagem de um único LP é possível lançar uns 6 CDs, que seria o catálogo inicial de um selo inteiro! Mas eu já estava com todos os contatos feitos, havia empenhado minha palavra com fabricantes, artistas e tal. E esse investidor se sentiu inseguro. Com razão! Ele queria garantias! Algo que eu não podia dar. Eu estava embarcando nessa pela música, pelo rock, pelos discos. Estava fazendo mais pelo prazer de concretizar o sonho do que pela grana. Quando fomos colocar na ponta do lápis, calcular tudo, não parecia tão interessante do ponto de vista financeiro. Ao menos não a curto prazo. Foi aí que, juntos, concluímos que o risco era alto, o retorno incerto e não tão significativo. A ideia do selo estava indo por água abaixo… Mas pra mim era tarde demais. Eu estava disposto a concretizar o projeto de qualquer forma. E comecei a ser cobrado pelas bandas, fabricantes e aqueles com quem havia conversado sobre o selo.

Tu tava pilhadíssimo e não podia desistir. Como é que as coisas voltaram a dar certo?!

Era um impasse. Tu tem razão, eu não podia voltar atrás. Pensei em sacrificar minha coleção de discos. Eu ia dar um jeito. Levantar a grana de alguma forma. Foi aí que aconteceu uma daquelas viradas do destino. Consegui montar algumas parcerias legais com bandas, fabricantes, lojistas. Tudo com a credibilidade do meu trabalho de anos como jornalista independente no meio musical. Foi nesse momento que apareceu o Leonardo Marmitt, que além de músico — é baixista na banda Reino Elétron — também é empresário e produtor cultural. Um cara que já viabilizava projetos nesse ramo, que tinha toda uma bagagem que me faltava, principalmente no âmbito administrativo. Sabe projetar as coisas e encontrar os melhores meios para concretizá-las. Além de já ter muita experiência por ter trabalhado com vários artistas e bandas. É um cara que já é do meio, tem bagagem no mundo da música. Mesmo conhecendo o panorama e estando ciente dos riscos, resolveu abraçar a causa junto comigo. Firmamos uma sociedade que está se revelando bem produtiva. Ele me mostrou que, realmente, eu não ia conseguir dar conta de tudo como imaginava. Sem ele, o selo estaria comprometido.

Que virada, hein! Com todas as ideias organizadas e a parte prática solucionada, era só começar a trabalhar pra valer?

É! Faltava só todo o trabalho. (Risos)

Então vamos lá: qual é a do selo, afinal?

Aí que está. Estão pipocando vários selos de vinil pelo país nesse momento. O que é ótimo! O mercado está aquecido e a cultura do vinil está sendo fomentada por todos os lados. Mas queríamos um diferencial. Algo especial! O selo é todo conceitual, começando pelo nome. Um LP com prensagem de 180 gramas é o que existe de qualidade máxima no mercado de discos. Com isso em mente, decidimos que iríamos fazer os melhores discos do país! Queríamos um produto com qualidade superior. Independente dos custos, resolvemos abraçar esse ideia. Por todo esse trabalho que já comentei no ramo do jornalismo musical, nos sintonizamos com o que estava rolando de melhor com o vinil em todo o planeta. Resolvemos implementar algumas estratégias aqui e cuidar de todas as etapas do processo com esmero. Os lançamentos do 180 Selo Fonográfico não seriam um mero produto para ganhar uma grana…


Por que são os melhores discos do Brasil? Como eles são feitos e o que têm de especial??
 
Começando pela parte gráfica, fizemos uma opção que a maioria das empresas não encararia. É o seguinte: quando as pessoas falam da experiência com o vinil, costumam citar o fato de a arte ser grande. E realmente, estar com uma capa grandona nas mãos é muito legal. Então percebemos que os discos costumam ser bem poluídos: textos, logotipos, código de barras… Resolvemos tirar tudo isso das nossas capas! Os lançamentos do Selo 180 trazem uma arte limpa. Só o nome da banda e o título do disco na capa e a lista de faixas na contracapa. Mas claro, precisávamos colocar os detalhes técnicos e informações para o consumidor, como rotação, gramatura, essas coisas. Então optamos por um OBI!

OBI?

Não sei se há um nome específico em português, mas é como chamam isso no vinil em todo o mundo. É uma cinta de papel que vem em absolutamente todos os discos produzidos no Japão. Eles possuem uma lei que exige que os lançamentos estrangeiros tragam todas as informações — como nome do disco, das músicas e todo texto do LP — traduzidas para japonês. Então, preservam a arte original e incluem essa filipeta de papel cheia de ideogramas. Todos os lançamentos do Selo 180 virão com OBI trazendo o texto técnico, logo, código de barras, ISRC das músicas e o que precisar. Com isso, vamos preservar a arte.

Muito fino. E o som?

Também estamos investindo na melhor qualidade de áudio. É preciso ressaltar que, no universo do vinil, não há unanimidades. As pessoas costumam pensar no vinil como algo velho. Mas a verdade é que houve um avanço imenso em técnicas de produção nos últimos anos. Tecnicamente, tudo indica que os melhores discos são os prensados utilizando o corte DMM (Direct Metal Mastering). Se trata de uma tecnologia que foi muito aprimorada na última década. A fabricação de um LP tradicional, como era produzido no passado, começa com o corte do acetato. Se pega uma peça de acetato e os sulcos por onde corre a agulha são cortados no tamanho exato das faixas. A partir dessa peça é feita a matriz madre, em metal, e dessa matriz de metal são feitas outras, maleáveis, que são utilizadas para prensar os discos propriamente. O processo de corte em DMM pula todos esses processos. Os sulcos são cortados diretamente nas matrizes de prensagem, com equipamento de altíssima precisão, que já faz os sulcos analisando por computador exatamente como eles devem ser para resultar na melhor qualidade sonora possível. Apenas cinco fábricas no mundo possuem essa tecnologia. Uma dessas máquinas está nos lendários estúdios Abbey Road. Quem masteriza lá pode levar a matriz já cortada. Enfim, mesmo sendo mais caro, optamos por produzir nossos discos em uma fábrica que cortasse no processo DMM. Aí que entrou o Clenio, um representante da GZ Vinyl que é a maior fábrica de discos do mundo. Fica no Leste Europeu, na República Checa. O parque industrial dos caras é imenso. É onde os discos dos Beatles, Rolling Stones, The Who, Lou Reed, entre outros, são prensados atualmente. Estamos colocando no mercado um produto importado, mas de banda nacionais.

Foda! Algo mais?

Por fim, há todo um trabalho de pós-produção. Ao invés de entregar o disco lacrado, para o comprador rasgar o celofane e jogar fora, já vamos entregar o LP no plástico de capa próprio para ser armazenado. Pronto para o colecionador guardar na estante. É uma forma de o comprador poder manusear o play antes de comprar. Temos certeza: quem pegar um dos nossos discos na mão vai ficar louco para levar ele para casa! Além disso, queremos que cada título do nosso catálogo tenha uma prensagem limitada e numerada em vinil colorido. O primeiro LP já vai sair assim. Serão apenas 100 cópias nesse formato e o restante da tiragem em vinil preto. Essas cópias coloridas e limitadas serão vendidas em ocasiões especiais ou fornecidas em promoções. E ainda há outros detalhes, que não vamos revelar para deixar os colecionadores descobrirem, como mensagens secretas no dead wax…

E quem vai ser a primeira banda a ter um disco desses pelo 180?

Estávamos em tratativas com várias bandas e artistas. Mas ficamos radiantes por ter conseguido firmar uma parceria com a banda Cachorro Grande. É uma satisfação enorme por vários sentidos. Primeiro porque somos fãs do grupo e acompanhamos a trajetória deles desde os primeiros shows. É uma banda de verdade! Não foram fabricados. Não sei se existe, hoje, nome mais autêntico e com integridade artística no rock nacional. Eles já têm toda uma trajetória sólida, uma carreira de respeito. Outro motivo que nos agradou muito foi o fato deles terem sido uma das bandas que mais valorizou e incentivou a volta do vinil no Brasil. Desde a época do primeiro CD, eles sempre falaram em vinil. Nas entrevistas, diziam para as pessoas colecionarem. Ressaltavam o valor, a importância e a qualidade da música analógica. Tanto é que quando a Polysom — única fábrica de discos do continente — foi reaberta, um dos primeiros lançamentos foi um álbum deles! Por tudo isso, não podia haver um nome melhor para ser o nosso primeiro lançamento. Ficamos felizes pra caralho! E o mais incrível é o fato deles também serem audiófilos e colecionadores. Todos são fissurados em vinil. Isso permitiu que decidíssemos juntos todos os detalhes do lançamento, fazendo as escolhas certas para criar realmente o melhor disco do país!

Como vai ser esse disco da Cachorro? É algo inédito?

Então, vamos começar lançando pela primeira vez em formato analógico o álbum Baixo Augusta. É o trabalho de estúdio mais recente deles e tem uma história muito legal. Foi gravado nos estúdios Trama, que é o melhor do país! Todo projetado pelo Rogério Duprat, o George Martin brasileiro e o segundo (ou talvez o primeiro) maestro mais genial e importante da história da música pop. Tem uma acústica perfeita! Inacreditável mesmo. As sessões de gravação podiam ser acompanhadas ao vivo pela internet. E, seguindo esse mesmo espírito, o disco foi lançado em dezembro de 2011 para download digital inteiramente grátis através do site Álbum Virtual Trama. Já faz algum tempo que a banda está desenvolvendo trabalhos com uma sonoridade toda elaborada. Explorando texturas e timbres. Gravando discos de estúdio mesmo. Cada música guarda surpresas que são descobertas em audições sucessivas. E Baixo Augusta é um ponto alto nessa linha de gravações. É um álbum que foi feito para ser ouvido em um sonzão enorme! Creio que o fato de ter saído primeiro para download possa ter ofuscado a recepção. As pessoas começaram ouvindo no computador, naquelas caixinhas que têm um som magrinho. Musicalmente é bem diversificado e muitas das melhores músicas da banda estão aí! Esse LP vai ressaltar toda a grandiosidade do disco.

Transformar esse material em disco exigiu algum tratamento especial?

As músicas foram todas remasterizadas especialmente para o formato analógico. Esse trabalho foi feito no Turan Audio, em Oxford, na Inglaterra. O Tim Turan é um engenheiro de som que já trabalhou com nomes como Red Hot Chili Peppers, Ramones, Gaz Coombes, Deep Purple, Bob Dylan, Tom Petty, Thin Lizzy, Slade e uma infinidade de outros artistas. A masterização para CD é completamente diferente do vinil. São outras frequências, outro rage dinâmico. Ele realçou a sonoridade alcançada nos estúdios da Trama. Quando a agulha descer no play, vai derrubar as paredes da casa dos ouvintes! E outro detalhe que faz toda a diferença: o trabalho gráfico é demais! Desenvolvido pelo fotógrafo Cisco Vasquez, é uma capa digna da Hipgnosis [grupo de design gráfico mais famoso da história da música]! E como fomos preciosistas na nossa política de realçar a arte, ficou tudo lindo demais. Decidimos até mesmo a textura do papel usado na capa interna. Estou pra ver disco mais lindo que esse!

Só esse primeiro disco já seria um marco. Mas e aí, o que vem depois?

Já temos outros dois títulos encaminhados. Não serão LPs, mas compactos de 7 polegadas, com uma faixa em cada lado. Devem ser lançados juntos. Um deles trará duas músicas inéditas da Cachorro Grande. Essas faixas não estarão em nenhum outro lançamento físico do grupo. São outtakes do Baixo Augusta e a parte gráfica seguirá a mesma linha estética do álbum. O outro compacto será da banda General Bonimores [capa ao lado]. São versões diferentes para músicas que já foram lançadas no CD de estreia do grupo. Esses dois títulos também vão ganhar uma prensagem limitada e numerada em vinil colorido. Ainda não tem data, mas é para esse semestre. Na sequência virão outros LPs. Temos coisas bem legais programadas, mas ainda não posso adiantar detalhes. E estamos negociando para fazer relançamentos históricos no ano que vem. Serão edições de aniversário, expandidas, de alguns clássicos do rock nacional. Estamos apenas definindo alguns detalhes de como vamos disponibilizar tudo isso. Também devemos estar estreando em breve com um programa de rádio. Vai ser semanal, ao vivo e poderá ser ouvido pela internet. E, claro, todo feito só com vinil!

Ok, agora que já deixou todo mundo a fim, explica como faz pra conhecer e comprar os discos do 180 Selo Fonográfico.

Vamos focar em lojas de discos que trabalham com vinil. Queremos as pessoas frequentando esses lugares. Consumindo não só o nosso produto, mas mantendo viva essa cultura! Vamos tentar colocar nossos discos no maior número de lojas assim e divulgar quais são elas pelas nossas redes socias e em nosso site. E, claro, na nossa página na internet tem uma loja virtual que, além dos nossos produtos, tem outros títulos para venda. A galera pode comprar, pagar parcelado e receber as bolachas em casa. Barbada!

Que outros atrativos tem esse site?

Além de site institucional do selo, com nosso catálogo, também vai ter a loja, como comentado. Mas o site do Selo 180 também vai ser uma agência de notícias sobre vinil. Será alimentado regularmente com informação e novidades. É para se tornar uma referência para os viciados em vinil na internet. Visite com frequência que sempre terá novidades!

Tá, mas pra me convencer de vez, dá tua última cartada: por que gastar uma nota preta por um punhado de músicas que estão lá de graça na internet?

Sabe aquela história de que “a mágica acontece fora da sua zona de conforto”? Pois é, com a música é a mesma coisa. Você pode baixar e curtir aquele som magrinho. A vantagem do MP3 e os formatos digitais é meramente a praticidade. O MP3 é a versão moderna da fita K7, inclusive pela qualidade de som. Você pode montar a coletânea só com Help, Satisfaction e Like a Rolling Stone, colocar no pendrive e ouvir no som do carro. O vinil é para fãs. Fãs da banda, do formato e de música! Para quem entende os álbuns como obras acabadas em si, em sua totalidade. Não é para o cara que está atrás só dos hits. É para aquelas pessoas que querem curtir o som em toda a sua grandiosidade. Que se relacionam com a música de uma maneira diferenciada. É um momento especial: agora vou tirar uma hora para ouvir um disco, e não soltar o som para ir fazer uma faxina. E como qualquer coisa colecionável, tem o fetiche da materialidade do produto, de se relacionar com algo tangível. E mesmo que você prefira ver apenas como um produto, uma mercadoria, uma peça de pop art, é algo que tende apenas a valorizar com o passar do tempo, se for bem conservado. Pela minha experiência, posso garantir: comprar e conservar arte é um investimento. Fazer uma coleção é construir um patrimônio. Rende mais que qualquer aplicação. Pessoalmente, prefiro pensar na música, no bem imaterial que está contido naquele suporte físico. É como um show: o que vale é a experiência. A sensação, o efeito que me causa um álbum como Revolver é algo que não tem preço. E curtir ele num bolachão de 180 gramas é a forma mais incrível possível de tomar contato com aquelas canções. Me ofereçam bolachas como essa que eu abro a carteira e dou todo o meu dinheiro rapidinho, sem pensar duas vezes.


Por Ricardo Seelig

Reckless Love: crítica de Spirit (2013)

quarta-feira, setembro 04, 2013
O hard rock escandinavo dos anos 2000 pode ser dividido em duas correntes: há os grupos que simplesmente reproduzem com fidelidade os clichês da década de 1980, não agregando nada de novo ao gênero, e há os que apontam para o futuro — com um pé cravado no passado, ok, mas não se deixando levar pela fórmula cujo desgaste levou à ruína no início dos anos 1990. Misturando o que há de melhor no passado e o que se salva no futuro, o Reckless Love acaba de lançar Spirit, seu terceiro álbum em aproximadamente quatro anos de dedicação total do vocalista Olli Herman à banda que inicialmente o revelou. E não tem como não dar graças à Dio por ele ter metido o pé do Crashdïet, afinal, o saldo foi positivo para ambos os grupos.

Em matéria de som, Spirit é mais comercial e, com isso, mais palatável que seus antecessores Reckless Love (2010) e Animal Attraction (2011). Parece haver, por parte do quarteto, uma preocupação imensa com cada mínimo detalhe referente às canções. É perceptível o cuidado na execução de cada nota nos solos, bem como o alinhamento dos backing vocals, a uniformidade do som da cozinha e a voz, nos quesitos volume e altura. O visual glamouroso, obviamente, agride os olhares dos xiitas chapéu-e-bigode, mas basta deixar o preconceito de lado para ser levado pelo hard radiofônico aqui oferecido.

"Night on Fire", cujo clipe circula pela internet desde abril, abre o trabalho em clima de festa. A pegada meio selva/meio L.A. é um convite para farrear regado à uísque e... margaritas, talvez. Um bom amigo notou semelhanças com "Whenever Wherever" da Shakira e eu tive que concordar. Agora peguem "Unskinny Bop" do Poison, adicionem uma bateria mono a la Rick Allen, misture bem e você obterá algo como "I Love Heavy Metal". Nuances de AOR velha guarda marcam presença na primeira balada do álbum, "Edge of Our Dreams". Enquanto isso, "Favorite Flavor" remete diretamente ao tipo de som que você ouviria em Venice Beach a qualquer hora do dia duas décadas atrás.

O nível cai de leve em "Sex, Drugs & Reckless Love", a mais fraca do álbum, mas sobe a níveis alarmantes em "Dying to Live", que foi a que mais me chamou a atenção por aqui. A atmosfera por trás da canção é sinistra, emana uma maturidade que até então o Reckless Love não havia transparecido — não que Olli e seus amigos sofram de alguma síndrome de Peter Pan, apenas ouçam e comprovem. Na tentativa de soar como um mantra metaleiro, "Metal Ass" mais se aproxima de um Steel Panther, só que sem as boas sacadas que fazem dessa uma das bandas mais sensacionais da história. Na reta final, "So Happy I Could Die", oportunamente escolhida como segunda música de trabalho e mais uma balada, e "Hot Rain", onde o destaque vai todo para a interpretação light FM de Olli.

Ante o que foi lançado até agora em 2013, Spirit tem vaga garantida na minha lista dos melhores do ano. Talvez até vença na categoria hard rock do prêmio Marcelo Vieira. Mas independentemente disso, é um álbum vigoroso, que assegura o Reckless Love no Olimpo da farofa escandinava do novo milênio.

Nota 8,0

1. Night On Fire 
2. Bad Lovin' 
3. I Love Heavy Metal 
4. Favorite Flavor 
5. Edge Of Our Dreams 
6. Sex, Drugs & Reckless Love 
7. Dying To Live 
8. Metal Ass 
9. Runaway Love 
10. So Happy I Could Die
11. Hot Rain
 
Por Marcelo Vieira

O Rappa: crítica de Nunca Tem Fim (2013)

quarta-feira, setembro 04, 2013
Quando a canção "O Horizonte é Logo Ali" abre o novo disco d'O Rappa, Nunca Tem Fim, com uma levada venenosa de guitarras e a voz de Falcão distorcida por uma série de efeitos eletrônicos, já fica claro: este é, talvez, o disco da banda com a produção mais esmerada e ambiciosa, nas mãos do conceituado Tom Saboia. A tradicional mistura de rock e reggae do grupo ganha tons eletrizados aqui, um belo naipe de metais ali. É realmente tudo muito bonito, esteticamente. Mas…

…por algum motivo, o resultado final parece soar plástico demais, um tanto sem espírito. Nem estou me referindo aqui à falta de Marcelo Yuka, seu principal letrista, cuja saída de fato deixou um rombo na carreira dos caras. Mas acho que ainda é mais do que isso. A produção parece ter lhes tirado uma boa dose da autenticidade que fica explícita em Rappa Mundi (1996), uma vivacidade, uma originalidade que soa natural, experimentações que soam verdadeiras. Nunca Tem Fim, seu primeiro de inéditas em cinco anos, parece robótico, uma belíssima estátua paralisada e sem vida.

O exemplo mais claro é "Cruz de Tecido", talvez a mais comentada canção do disco. A música tem letra esforçada e um tema inusitado, mas que faz sentido para o histórico de letras sociais do grupo: a impunidade no caso da queda do avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em 2007. Mas o resultado final é tão óbvio que chega a ser cansativo, e poderia estar em qualquer um dos discos anteriores da banda. Acaba se parecendo, em estrutura e sonoridade, com uma espécie de irmã-gêmea de "Minha Alma", justamente um de seus maiores sucessos.

O mesmo pode ser dito dos dois primeiros singles, "Anjos" (sobre a fé, com direito até a citações à Bíblia) e "Auto-Reverse" (com uma típica mensagem de superação para o brasileiro mediano, que rala um bocado), que parecem sair do repertório-padrão dos caras, como que feitas à base de um template único, de uma linha de fabricação. É muito pouco para um coletivo de músicos que sempre provou não ter medo de ousar, de tocar com parceiros do axé, heavy metal, forró e punk rock, sem exceções, sem preconceitos, tudo em nome da boa música.

Justiça seja feita, no entanto, já que o disco tem lá alguns momentos que merecem destaque – como o empolgante refrão de "Doutor, Sim Senhor", que mescla uma pegada pesada de guitarra com uma interessante camada de metais, gerando um resultado bastante convidativo. Numa linha mais sutil, enquanto o vocalista Marcelo Falcão canta as mazelas típicas do povo brasileiro em uma ótima interpretação, os metais criam um clima poético na igualmente intensa "Sequência Terminal". E a faixa final, "Um Dia Lindo", além dos versos incidentais de "Praia e Sol", samba-rock do veterano Bebeto, traz a participação especial dos vocais incisivos de Edi Rock, dos Racionais MCs. A mistura gera uma canção quase que de auto-ajuda, mas que funciona bem – o suficiente para se ficar imaginando como ela seria impactante ao vivo.

Talvez Marcelo Falcão e seus parceiros devessem, numa próxima bolacha, experimentar mais desta simplicidade. Reunidos, cada um com seu instrumento, nos quatro cantos de um estúdio caseiro de gravação, cantando juntos, livres e desimpedidos. Depois de cinco anos sem lançar nada, eles demoraram apenas nove meses para forjar Nunca Tem Fim. Talvez um pouco mais de tempo tivesse ajudado a amadurecer um pouco mais a obra. Talvez um pouco mais de sujeira ajudasse a tornar a mensagem mais limpa. Mereceria.

Nota 6,5

Faixas:
O Horizonte é Logo Ali
Auto-Reverse
Boa Noite Xangô
Cruz de Tecido
Fronteira (D.U.C.A)
Anjos (Pra Quem Tem Fé)
Doutor, Sim Senhor!
Sequência Terminal
Vida Rasteja
Um Dia Lindo (Participação Especial Edi Rock)


Por Thiago Cardim

3 de set de 2013

Apanhado death/thrash/black de agosto

terça-feira, setembro 03, 2013
Agosto foi um mês corrido e contou com várias novidades no heavy metal. Para que algumas das notícias mais relevantes não passem batidas, segue um rápido apanhado death/thrash/black com o que rolou de interessante nos últimos trinta dias.

Deicide

O Deicide anunciou detalhes de seu novo álbum, que se chamará In The Minds of Evil e tem previsão de lançamento para 26 de novembro via Century Media. Sucessor de To Hell With God (2011), o disco foi gravado por Jason Suecof no AudioHammer Studios, na Flórida. Além do líder e fundador Glen Benton (baixo/vocal), atualmente também estão na banda a dupla de guitarristas Jack Owen e Kevin Quirion, e o baterista Steve Asheim. Confira o track list:

1 In the Minds of Evil

2 Thou Begone
3 Godkill
4 Beyond Salvation
5 Misery of One
6 Between the Flesh and the Void
7 Even the Gods Can Bleed
8 Trample the Cross
9 Banished by Evil
10 Kill the Light of Christ
11 End the Wrath of God

Sarke
Prestes a colocar nas lojas Aruagint, terceiro disco de estúdio e com lançamento previsto para o próximo dia 20 de setembro via Indie Recordings, o Sarke disponibilizou o streaming da faixa "Walls of Ru". Track list, capa e outros detalhes do trabalho já haviam saído e podem ser vistos aqui.

Confira "Wall of Ru":

 


Gorguts
Quem também disponibilizou streaming de material novo foram os canadenses do Gorguts. Na verdade, Colored Sands, que saiu no último dia 30 pela Season of Mist, já pode ser ouvido por completo e legalmente na internet. Em breve uma resenha do disco deve pintar aqui na Collector's. "An Ocean of Wisdom" e "Forgotten Arrows" demonstram um pouco da brutalidade e complexidade da nova bolacha após hiato de 12 anos.

Toxic Holocaust
Detalhes de Chemistry Of Consciousness, quinto e mais novo álbum de estúdio dos americanos do Toxic Holocaust, também já estão na rede. O disco sairá pela Relapse Records no fim de outubro (28 nos Estados Unidos e 29 nos demais países).

1 Awaken the Serpent
 

2 Silence  
3 Rat Eater  
4 Salvation Is Waiting  
5 Out of the Fire  
6 Acid Fuzz  
7 Deny the Truth  
8 Mkultra  
9 I Serve ...  
10 International Conspiracy  
11 Chemistry of Consciousness

Violator
Ligado nos anseios de quem realmente ouve música de olho em algo além, o Violator idealizou um vídeo bem bacana e diferente do usual. Um faixa a faixa do novo álbum, Scenarios of Brutality, no qual Pedro Poney e Pedro Capaça analisam a concepção lírica e instrumental de cada uma das nove canções, bem como processo de gravação do disco na Alemanha. Impressionante como a própria banda ficou satisfeita com o trabalho. Entusiasmo que exala pelo brilho no olhar dos caras.



Roadburn Festival e Mikael Åkerfeld
Caberá a Mikael Åkerfeldt, a mente maligna por trás do Opeth e de vários outros projetos, como o Storm Corrosion, e ex-Bloodbath, a curadoria da edição de 2014 do Roadburn, festival realizado anualmente nos Países Baixos desde 1995.

No próximo ano, o Roadburn será realizado entre 10 e 13 de abril. O Opeth, naturalmente, foi o primeiro headliner anunciado e fechará uma das noites. O festival é um dos mais aclamados e concorridos do cenário europeu. Os ingressos costumam se esgotar em questão de horas. Electric Wizard, Uncle Acid & the Deadbeats, Asphyx, Pallbearer, Kadavar e Jess & the Ancient Ones foram alguns dos principais nomes da edição 2013.

Carcass
Após divulgar o áudio de "Captive Bolt Pistol", primeiro single de Surgical Steel, disco que marca seu retorno depois de um hiato de 17 anos, o Carcass disponibilizou recentemente o lyric video da música. Pouco mais de três minutos que provam que os ingleses pais do death/goregrind voltaram com tudo. Quem já ouviu o disco inteiro, sabe.



Grave
Outro lyric video que já rola na rede há algum tempo é o de "Venial Sin", petardo mais recente do Grave. Death metal sueco puero e genuíno. A música está em Morbid Ascent, EP sucessor de Endless Procession of Souls (2012)recém lançado pela banda e que conta ainda com mais uma inédita, além de duas regravações e um cover dos noruegueses do Satyricon. A magnífica capa mais uma vez ficou a cargo de Costin Chioreanu.

1 Venial Sin 
2 Morbid Ascent 
3 Possessed (Satyricon cover) 
04. Epos (remix)
05. Reality of Life (remix)



Hirax
Em outubro, sai o novo álbum do Hirax. Immortal Legacy foi o nome escolhido por Katon De Pena e seus comparsas para o trabalho, a ser lançado via SPV/Steamhammer no dia 22. Bill Metoyer foi o produtor. Coube a Philip Lawvere, que já criou para Kreator - Pleasure to Kill (1986) - e Celtic Frost - Emperor's Return (1985), desenvolver a arte da capa.

1 Hellion Rising 
2 La Boca de la Bestia - Mouth of the Beast  
3 Mass Hysteria  
4 Tied to the Gallows Pole  
5 Atlantis - Journey to Atlantis (instrumental)
6 Victim of the Dead  
7 Black Smoke  
8 Sign of the Wolf  
9 Immortal Legacy  
10 Violence of Action  
11 Deceiver  
12 Mephistopheles  
13 Earthshaker (instrumental)
14 The World Will Burn (Suffer the World)

Inbreeding Rednecks
Os dinamarqueses do Inbreeding Rednecks farão sua estreia em outubro, com o álbum Abnormal Life Portrayed. Trata-se de uma banda nova, formada por ex-membros de nomes como Mercenary, Autumn Leaves e Frameless Scar.

1 World of Haste  
2 An Observation  
3 Eyes of Deception  
4 The Grand Misconception  
5 Wilted Flowers  
6 Defeated Demons  
7 Division Wreckage  
8 Misery the Agenda  
9 The Law of Man Betrayed

Pathology
O Pathology também divulgou detalhes de seu novo álbum, Lords Of Rephaim, e disponibilizou uma faixa inédita para streaming: "Empire".

1 Mountain of the Dead  
2 Lords of Rephaim  
3 Excisions  
4 Autumn Cryptique  
5 Dead Commandments  
6 Empire
7 Ascending Below  
8 Among Skinwalkers  
9 Dies Irae...  
10 It's in the Blood  
11 Reign from Above  
12 Path of the Divine  
13 Code Injection

Onslaught
Os veteranos do Onslaught retornam em 2013 com VI, disco novo a ser lançado em poucos dias, em 20 de setembro pela AFM Records. Gravado na Suécia, o álbum será o sucessor de Sounds of Violence (2011). Mais thrash/punk britânico a caminho! "Chaos is King" já está disponível.

1 A New World Order (instrumental)
2 Chaos Is King
3 Fuel for My Fire
4 Children of the Sand
5 Slaughterize
6 66’Fucking’6
7 Cruci-Fiction
8 Dead Man Walking
9 Enemy of My Enemy


Por Guilherme Gonçalves

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