21 de mar de 2014

Sonata Arctica (Teatro Rival Petrobras, Rio de Janeiro, 18/03/2014)

sexta-feira, março 21, 2014

Quem poderia imaginar uma banda internacional do primeiro escalão do metal mundial em turnê pelo Brasil com duas datas no Rio de Janeiro, "o túmulo do rock"? Parece lorota, mas não é. 

O Sonata Arctica foi um dos grupos responsáveis pela projeção do power metal a níveis globais lá pro início dos anos 2000 — época que o gênero viveu o seu melhor momento em termos de quantidade/qualidade e popularidade.


Para celebrar os 15 anos de Ecliptica, seu disco de estreia e hoje um clássico indiscutível, os finlandeses desembarcaram no Brasil para cinco apresentações, sendo duas — sim, duas! — em solo carioca. A promessa do quinteto formado por Tony Kakko (vocal), Tommy Portimo (bateria), Henrik Klingenberg (teclados), Elias Viljanen (guitarra) e o ainda novato Pasi Kauppinen (baixo) era dar ênfase total nos primórdios da banda, que inclui também os álbuns Silence (2001) e Winterheart's Guild (2003). 

É com muita satisfação que eu vos informo que foi exatamente o que aconteceu... e em dose dupla para quem pode dar as caras no Teatro Rival Petrobras tanto na segunda (17) quanto na terça-feira (18).


Confesso que cheguei meio desconfiado, duvidando que a banda subisse ao palco com o mesmo gás do dia anterior. A desconfiança aumentou ainda mais após rumores de que o vocalista havia passado mal durante o dia e quando vi a caixa da bateria toda manchada de vermelho — a exemplo de Zakk Wylde em 2009, Portimo não arregou, mesmo com o sangue jorrando de sua mão acidentada. 

A desconfiança se esvaiu por completo já na abertura com a nova "The Wolves Die Young" — ainda que a resposta do público, formado por mais ou menos 400 cabeças, não só a essa, mas a praticamente todas as músicas pós-Unia (2007), tenha deixado a desejar.


É aquilo: por mais que as músicas novas — bem, em alguns casos, nem tão novas assim — tenham qualidade, fã que é fã vai querer ver os clássicos, as canções que o introduziram ao som da banda, que marcaram determinadas fases de sua vida. Nessa categoria, entram "FullMoon", "My Land", "Victoria's Secret" e "Kingdom for a Heart", tocada em medley com a feroz "Wolf & Raven". Voleio na nuca de quem (ainda) sente a falta do ex-guitarrista Jani Liimatainen. 

Teve também "Last Drop Falls", "Tallulah" e "Replica", para derreter mesmo os corações mais gelados. No quesito baladas, o Sonata é campeão. Só faltou justo a favorita deste que vos fala: "Shy".


Tony Kakko se move para lá e para cá, interage e arranca risadas da plateia com o seu jeito meio bobão — postura louvável em se tratando de um vocalista de metal. Já Kauppinen é só caretas, sorrisos e a vasta cabeleira se avolumando a cada bateção de cabeça mais forte. Estava feito pinto no lixo em seu novo emprego. 

Interessante também é observar como os refrões são entoados com emoção por quem está lá assistindo. Olhos fechados, cada palavra a plenos pulmões, como se estivessem exorcizando demônios internos.


Em comparação ao show realizado na noite anterior, apenas duas mudanças (pois até o figurino dos músicos era o mesmo): "San Sebastian" assumiu o lugar de "The Cage" no bis e a estreia nos palcos de uma canção inédita, "Cloud Factory". 

O Sonata Arctica segue para Chile, Uruguai e Argentina antes de voltar para a Europa, onde tem datas confirmadas até agosto. 

Texto: Marcelo Vieira 
Fotos: Daniel Croce

20 de mar de 2014

Toda a magia da música em tracks isoladas de canções dos Beatles, The Who, David Bowie, Derek and The Dominos, Rolling Stones e outros

quinta-feira, março 20, 2014
Com o lançamento de novo formatos de áudio e a popularização dos serviços de streaming, o número de track isoladas que encontramos na web é imensa. Tratam-se de arquivos que contém apenas um canal de uma determinada canção, tornando possível ouvir apenas o vocal, ou a guitarra, ou a bateria, de determinada faixa. E, muitas vezes, essa experiência oferece ao ouvinte uma percepção totalmente nova para uma composição que faz parte da sua vida há anos.

Abaixo, selecionamos algumas das tracks isoladas mais legais que conhecemos. Ouça e divirta-se:


Por Ricardo Seelig

Trivium deve lançar novo disco em 2014

quinta-feira, março 20, 2014
O quarteto norte-americano Trivium anda com o pé no fundo. A banda liderada pelo vocalista e guitarrista Matt Heafy lançou em 2013 o ótimo Vengeance Falls e, poucos meses depois, já está trabalhando em composições para o seu sucessor.

O baixista Paolo Gregoletto declarou que todos estão compondo material novo, e o guitarrista Corey Beaulieu postou em seu perfil no Twitter uma imagem que dá a entender que a banda já está gravando algumas coisas em estúdio. Além de tudo, há um rumor crescente de que Kevin Churko (Five Finger Death Punch, Ozzy Osbourne, Slash) deve produzir o novo álbum do Trivium, uma vez que o trabalho de David Draiman em Vengeance Falls sofreu muitas críticas.

2014 está prometendo!

Por Ricardo Seelig

Novo álbum do Opeth deve ser lançado ainda no primeiro semestre

quinta-feira, março 20, 2014
Uma das bandas mais originais, criativas e desafiadoras do metal, a sueca Opeth anunciou que pretende lançar o seu novo disco ainda no primeiro semestre.

Mikael Akerfeldt, vocalista, guitarrista, principal compositor e líder do grupo, declarou: “O álbum tem algumas partes que soam como Opeth e algumas passagens mais pesadas que Heritage. Em alguns momentos soa bem melódico, há muito foco na melodia. Nós somos uma banda progressiva que às vezes soa como uma banda de metal”.

Heritage (2011), último disco do grupo, dividiu fortemente os fãs do Opeth por mostrar a banda se afastando totalmente do metal dos primeiros anos. O disco é, essencialmente, um trabalho de rock progressivo e com passagens bastante suaves. Pessoalmente, nós aqui da Collectors Room gostamos bastante de Heritage. Ao que parece o novo trabalho virá no mesmo caminho.

Estamos aguardando, já com água na boca (e nos ouvidos).

Por Ricardo Seelig

Assista “War Eternal”, novo clipe do Arch Enemy e estreia da nova vocalista, Alissa White-Gluz

quinta-feira, março 20, 2014
O Arch Enemy divulgou o clipe da faixa-título do seu novo disco, War Eternal. A gravação é a primeira a contar com a nova vocalista, Alissa White-Gluz, que substituiu Angela Gossow.

Musicalmente, a banda soa um pouco mais melódica do que de costume, mas isso não tem nada a ver com Alissa, mas sim com as guitarras, que derramam baldes de melodia. A nova frontwoman do Arch Enemy soa muito bem em “War Eternal”, e seu timbre, apesar de diferente do de Angela, casou bastante com o som dos suecos.

War Eternal será lançado em junho pela Century Media.

Assista ao clipe no player abaixo e divida conosco, nos comentários, o que achou da estreia do novo Arch Enemy.



Por Ricardo Seelig

Lá fora: as novas edições das revistas de música ao redor do planeta

quinta-feira, março 20, 2014
Voltando com as novas edições das principais revistas de música do planeta. Dê uma conferida, escolha a sua preferida e mergulhe nas livrarias e bancas brasileiras, já que alguns títulos estão disponíveis aqui no Brasil também - ou, se preferir, acesse os sites de cada uma e compre online.






















Por Ricardo Seelig

19 de mar de 2014

Behemoth anuncia show no Brasil em novembro

quarta-feira, março 19, 2014
A banda polonesa Behemoth, que lançou este ano o ótimo The Satanist, retornará ao Brasil no mês de novembro. O grupo se apresentará em São Paulo no dia 08/11 no Carioca Club. Esta é, até o momento, a única data confirmada em solo brasileiro.

A última passagem da banda por aqui rolou em outubro de 2012, e o grupo foi aclamado em um show considerado excelente.

Abaixo, o serviço completo:

Data: 08 de novembro de 2014
Local: Carioca Club
End: R. Cardeal Arcoverde, 2899 – próximo ao Metrô Faria Lima
Hora: 19h

Ingressos Pista Estudante/Promocional: R$80,00 (1º lote) | R$100,00 (2ºlote)* | R$150,00 (na porta)
Ingressos Camarote : R$120,00 (1º lote) | R$150,00 (2ºlote)* | R$200,00 (na porta)
 

Pontos de Venda:
Carioca Club – R. Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros
Galeria do Rock: Loja Hellion (1 andar – 11 3223.8855) e Mutilation (2 andar – 11 3222.8253)
Santo André: Metal CDs – 11 4994-7565 – R. Dr. Elisa Flaquer, 184
 

Internet: www.ticketbrasil.com.br
Infos: sobcontroleproducoes@yahoo.com.br
Imprensa: press@theultimatemusic.com


Por Ricardo Seelig

Os 30 melhores álbuns ao vivo de todos os tempos segundo a poeira Zine

quarta-feira, março 19, 2014
Em edição especial lançada há alguns anos e dedicada à histórias e causos vividos na estrada por grandes nomes do rock, a poeira Zine, excelente revista brasileira criada e levada a cabo pelo jornalista Bento Araújo, publicou uma lista com os melhores discos ao vivo de todos os tempos.

Para chegar ao resultado final foram convidados diversos jornalistas e músicos de todo o Brasil, e com base nesses votos a lista final foi construída. Além disso, cada um dos títulos eleitos trazia um texto especial a seu respeito, com detalhes e informações do álbum em questão.

Aos interessados, a revista ainda está à disposição aqui. Recomendamos, e muito, não apenas esta edição da pZ, mas todas já lançadas por Bento e sua equipe.

Abaixo, os 30 melhores discos ao vivo de todos os tempos segundo a poeira Zine. Comente, concorde, discorde, argumente. E também poste nos comentários os seus 10 álbuns ao vivo preferidos.

30 Rush - Exit ... Stage Left (1981)
29 Focus - Focus at the Rainbow (1973)
28 Gentle Giant - Playing the Fool (1977)
27 Wishbone Ash - Live Dates (1973)
26 Ten Years After - Recorded Live (1973)
25 Motörhead - No Sleep ‘Til Hammersmith (1981)
24 Peter Frampton - Frampton Comes Alive! (1976)
23 Grand Funk Railroad - Caught in the Act (1975)
22 Humble Pie - Performance: Rockin’ the Fillmore (1971)
21 Free - Free Live! (1971)
20 Crosby, Stills, Nash & Young - 4 Way Street (1971)
19 Jimi Hendrix - Band of Gypsys (1970)
18 Judas Priest - Unleashed in the East: Live in Japan (1979)
17 Yes - Yessongs (1973)
16 Iron Maiden - Live After Death (1985)
15 Queen - Live Killers (1979)
14 Scorpions - Tokyo Tapes (1978)
13 Slade - Slade Alive! (1972)
12 Kiss - Alive! (1975)
11 Rainbow - On Stage (1977)
10 Lynyrd Skynyrd - One More From the Road (1976)
9 UFO - Strangers in the Night (1979)
8 Uriah Heep - Live (1973)
7 AC/DC - If You Want Blood, You’ve Got It (1978)
6 Led Zeppelin - The Song Remains the Same (1976)
5 Thin Lizzy - Live and Dangerous (1978)
4 The Rolling Stones - Get Year Ya-Ya’s Out!: The Rolling Stones in Concert (1970)
3 The Who - Live at Leeds (1970)
2 The Allman Brothers Band - At Fillmore East (1971)
1 Deep Purple - Made in Japan (1972)

Por Ricardo Seelig

“Lords of Summer”, nova música do Metallica, em versão demo gravada no estúdio

quarta-feira, março 19, 2014
Agora dá pra sacar mais as coisas: o Metallica postou uma versão demo da inédita “Lords of Summer” gravada ao vivo no estúdio. Não é a gravação que estará no eternamente postergado novo álbum da banda, mas já dá para entender e perceber melhor o desenvolvimento da canção, ao contrário da versão ao vivo que postamos há alguns dias.

Levante o volume e bata cabeça!



Por Ricardo Seelig

Assista “Sweet Tea”, primeiro clipe do California Breed

quarta-feira, março 19, 2014
O trio California Breed, nova banda de Glenn Hughes e Jason Bonham ao lado do guitarrista Andrew Watt, divulgou o seu primeiro single e clipe. A música escolhida foi “Sweet Tea”, um hard classudo onde o destaque é a guitarra de Watt.

O disco de estreia do grupo - capa acima - será lançado em maio pela Frontiers e foi produzido por Dave Cobb (Rival Sons).

Abaixo o tracklist completo da bolacha e o clipe de “Sweet Tea”:

1 The Way
2 Sweet Tea
3 Chemical Rain
4 Midnight Oil
5 All Falls Down
6 The Grey
7 Days They Come
8 Spit You Out
9 Strong
10 Invisible
11 Scars
12 Breathe



Por Ricardo Seelig

18 de mar de 2014

Discografia Comentada: Opeth - Parte 2

terça-feira, março 18, 2014
 
Dando continuidade à Discografia Comentada do Opeth, paramos no momento em que, com o reconhecimento de Blackwater Park, a banda não apenas estabeleceu-se, mas aparentemente renovou-se e deu início ao frenesi criativo que originou todos os álbuns a seguir. O ápice ocorreu em meados de 2002, quando Åkerfeldt se viu com as contrastantes influências de sua sonoridade irem cada vez mais longe: enquanto as partes atmosféricas e tranqüilas caminhavam cada vez mais para o lado progressivo da coisa, a sua personalidade extrema tornava-se mais e mais agressiva e descontrolada. E por sugestão de Jonas Renkse (Katatonia) decidiu separar as composições em duas obras distintas, desconstruindo os conflitos da sua sonoridade em um patamar muito além do que já havia sido feito, mas que ao seu modo complementam uma a outra.

Deliverance (2002)

Ambos os discos foram gravados entre julho e setembro daquele ano, em um dos mais psicologicamente catastróficos períodos para o Opeth, quando tiveram de finalizar e gravar mais de 100 minutos de material em uma apertadíssima agenda. Dando continuidade a parceria com a Music For Nations e Steven Wilson, Deliverance foi a primeira das duas personificações, lançada em 12 de novembro de 2002, apresentando, como sugerido pela assombrosa capa, a libertação daqueles demônios que possuíam o lado mais obscuro e malévolo em seis composições que violentamente trazem a maturidade para toda a face mais pesada já abordada por eles nos discos anteriores: o despejo visceral de riffs nos 11 minutos de “Wreath”, através de lúgubres atmosferas e hipnóticas passagens tribais que levam a uma das mais brutais composições, as estonteantes mudanças de andamento e quebras de ritmo quase meshuggianas da faixa título, o descanso mental na mórbida balada “A Fair Judgement” e no interlúdio instrumental “For Absent Friends” , e a retomada do caos nas referências ao death metal e ao doom primordial de “Master’s Apprentices” e na megalomania experimental e perturbadora na espiral progressiva fora de controle “By The Pain I See In Others”, que figura entre os mais intrigantes materiais deles. O nervosismo era tamanho nesta época, que quando o disco foi finalizado e enviado para que Andy Sneap mixasse no Backstage Studios, Åkerfeldt estava sofrendo com vertigens e defecando cinza (palavras dele) – refletindo nas entrevistas, sempre pesarosas e negativas, sobre como este poderia (mais uma vez) ser o último álbum do Opeth e tudo tinha ficado horrível. Por sorte, tudo não passou de uma crise de estresse. Afinal de contas, eles tinham mais um álbum para terminar... (Nota 9)

Damnation (2003)

Logo após o lançamento, o grupo se dirigiu para o No Man’s Land Studios (de Steven Wilson) para finalizar o processo de gravação das vozes que fariam parte de Damnation. Não apenas isso, mas este período funcionou como uma terapia intensiva para que o Opeth se restaurasse antes de iniciar a vindoura turnê, de quase duzentas datas. Lançado em 14 de abril de 2003, o sétimo álbum afunda completamente nas nuances ambientais e melancólicas já ouvidas antes, em ritmos lentos e com agressividade quase nula, explorando de forma livre os aspectos mais serenos da banda. A atmosfera inglesa transborda do álbum logo nas primeiras linhas de “Windowpane”, simples e com sábias interseções levemente distorcidas ao lado de uma rachada e insistente melodia no mellotron que percorre todos os seus sete minutos, e como “In My Time Of Need”, transmite a parte melancólica do momento pelo qual a banda passava, com letras profundas e focadas na mudança. Assim como “Death Whispered A Lullaby”, que ao seu modo apresenta a visão de Wilson sobre o que é a música do Opeth. Semelhante às passagens mais tranqüilas de Blackwater Park, “Closure” apresenta mudanças de andamento inesperadas envolvidas por efeitos e camadas sonoras imundas, enquanto “Hope Leaves” ecoa como uma segunda parte de In My Time Of Need em um dos mais belos e deprimentes momentos do disco. Há ainda uma acidez obscura na soturna “To Rid The Disease”, uma trilha sonora de terror tocada por uma caixinha de música do inferno. O instrumental “Ending Credits” esbarra levemente com o neo prog em um prelúdio para “Weakness”, que assim como By The Pain I See In Others, se revela a mais complexa e experimental do trabalho, um tipo de krautrock e psychedelic que se combinam para transmitir a sensação de estar se esvaindo, apagando lentamente. Deliverance e Damnation demonstraram como o Opeth consegue criar atmosferas semelhantes, sempre obscuras e negativas, por mais ambíguas e complexas que sejam os métodos utilizados. A forma como somos transportados para a paisagem úmida e abandonada – sugerida pela própria arte visual dos dois álbuns – se mostra uma experiência das mais vívidas e empáticas, sob as mais diversas interpretações. E talvez isto seja exatamente aquilo que sintetiza o desenvolvimento da banda neste período. (Nota 8,5)

Ghost Reveries (2005)

Após a longa turnê, que culminou na gravação e lançamento do DVD Lamentations (no Shepherd’s Bush Empire), o Opeth recebeu a oferta de ingressar no catálogo da Roadrunner Records, algo suficiente para deixar certa parte dos fãs transtornados com o que poderia vir. Porém, ao ser gravado no Fascination Street e sob os cuidados e conselhos de Jens Bogren, o oitavo disco de uma banda que acabara de passar por um estágio de auto reflexão musical dificilmente apresentaria um material duvidoso. E se havia alguma dúvida, ela foi aniquilada em 29 de agosto de 2005, quando Ghost Reveries iniciou sua escalada em direção a se tornar um dos mais importantes discos de música extrema e/ou progressiva da última década. “Ghost of Perdition” é claustrofóbia em mudanças de tempos esquisitos, uma brutalidade trabalhada em um clima gélido e desesperador, de sentimento semelhante ao da adrenalina cadenciada na diabólica impressão de estar sendo perseguido em “The Baying of the Hounds”, onde a paranoia atinge o seu ápice mesmo nas passagens mais calmas – o perigo ainda parece estar a espreita, em todos os lados. A estranheza de “Beneath the Mire” surge logo aos primeiros segundos com uma linha oriental pelos caminhos mais tortuosos do rock progressivo, em direção a psicodelia tribal disfarçada de “Atonement”, uma demonstração ainda inofensiva do que se tornaria o som da banda nos anos seguintes. Os ritmos lentos em “Reverie / Harlequin Forest” e suas soturnas inversões rítmicas que assombram cada uma das faixas, com base em uma estrutura que demonstra de uma vez por todas como a identidade sonora de Blackwater Park ainda era apenas um protótipo ainda sendo desenvolvido. O belíssimo interlúdio “Hours of Wealth” e seu suave andamento aparecem como um momento de lucidez, uma sensação obliterada pela trituradora complexidade rítmica e pelo hipnótico desenrolar que tortura a cada parte de “The Grand Conjuration” e seu death metal cataclísmico. Não bastante, mesmo que seja possível voltar a respirar e fixar o olhar enquanto restaura o equilíbrio, há algo de incomodo e intrigante na beleza de “Isolation Years”, que dentro da normalidade, soa perdida, flutuando sem destino, como um derradeiro último minuto de descanso. Ghost Reveries marcou a popularização final do Opeth em terras americanas. E apesar do temor da época, o resultado foi no mínimo majestoso, aonde o processo de desmontagem da sua identidade nos gêmeos Deliverance/Damnation abriu novas possibilidades, novas técnicas, que permitiram polir ainda mais suas composições, tornando-as mais homogêneas. O resgate do tom ocultista e aquele pesar ao lidar com determinados assuntos, como se aquela imagem outonal da capa assombrasse durante toda a audição do disco, remete de forma praticamente direta à escuridão dos três primeiros álbuns, mas sempre progredindo em busca dos novos caminhos. Não necessariamente intencional, mas definitivamente inevitável. (Nota 9)

Watershed (2008)

Quando tudo parecia ter se estabilizado, um novo baque atinge o grupo: em um espaço de dois anos, tanto Martin Lopez quanto Peter Lindgren anunciam seu desligamento da banda (o baterista por problemas de saúde – o que já havia atrapalhando a sua própria rotina de turnês -, e o guitarrista que inesperadamente decidiu deixar o mundo da música), deixando uma lacuna que não demorou a ser preenchida por Martin Axenrot (que já tocava com o Bloodbath, assim como também já havia substituído Lopez na turnê) e Fredrik Åkesson (recém dispensado pelo Arch Enemy). O processo de composição seguiu a mesma linha de Ghost Reveries, com a banda escrevendo praticamente todo o material sem a pressão de compor dentro do estúdio. Eles retornam então ao Fascination Street, novamente acompanhados de Jens Bogren para dar início às gravações do que seria o seu nono álbum, Watershed. Originando mais um período de mudanças: não apenas musicais, com a banda mergulhando mais nas influências do rock progressivo e nas possibilidades que as músicas ambientais podem trazer (a época, as inspirações citadas iam de The Zombies a Scott Walker), como trazem algumas das mais pessoais letras escritas por Åkerfeldt em toda a sua trajetória – que talvez por tratarem de experiências mundanas bem reflexivas (e até negativas), atingem diretamente em sua espinha. Da serenidade inesperada e intrigante do início de “Coil”, contrastando de forma absurda com os infinitos níveis de profundidade e peso em “Heir Apparent” e “The Lotus Eater”, que abruptamente viajam entre o arrastado e o brutalíssimo, de forma relativamente diferente do que já foi feito nos álbuns anteriores. “Burden”, a hipnótica balada blues que parece levar a um porão perdido em bolor e fumaça aonde os solos de Wiberg ecoam assustadoramente, soa como uma irmã mais nova de Hours of Wealth, enquanto “Porcelain Heart” figura entre um dos mais mórbidos momentos da discografia, oscilando entre o doom e o folk de forma assombrosa. A estranheza permanece na sensação árcade de “Hessian Peel”, com timbres fora do usual, vozes invertidas e ligeiras inserções que se assemelham com o caminhar por uma trilha desconhecida e fechada, que quando menos se espera termina em um dos portões do inferno. Um ciclo psicológico que se encerra em “Hex Omega”, um apanhado desconexo de diversos trechos que inexplicavelmente soam cirurgicamente encaixados. Definitivamente um importantíssimo passo para começar a caminhar em direção a próxima década. A banda soa rejuvenescida com a mudança de formação, mas ao mesmo tempo segura, tentando ampliar ainda mais o seu escopo de influências, de forma que não se desvencilha completamente do que já foi feito anteriormente, mas trazendo novas ideias, novos elementos, novos pontos de vista. Essa proposta faz de Watershed um álbum puramente Opeth em cada nota, agregando os novos elementos, e não coincidentemente tendo vendas consideráveis em mais de quinze países – incluindo os EUA, país aonde os paradigmas do heavy metal iam à época em sentido completamente contrário ao que é este álbum. (Nota 9,5)

Heritage (2011)

Em meados de 2010, quando as primeiras entrevistas sobre o novo álbum da banda começaram a aparecer, apesar de ligeiramente esparsas, todas concordavam em um fator: o novo disco seria diferente de tudo o que o Opeth já tinha feito – Åkerfeldt deixava bem claro que estava cansado do heavy metal e da música extrema, assim como sentia um desgaste na sua voz. Ao mesmo tempo, o grupo alegava que a mudança era necessária, como se as experimentações que estavam por vir fossem as músicas que eles estavam escrevendo para ninguém além de si. Porém, poucos conseguiam prever que o décimo álbum, gravado no lendário Atlantis/Metronome Studios (acompanhado pelo engenheiro de som Janne Hansson) e mixado novamente por Steven Wilson, teria este impacto quando lançado em 14 de setembro de 2011. Focado ainda mais na sonoridade megalomaníaca e dinâmica trazida pela influência de bandas de prog e folkrelativamente desconhecidas, Heritage é definitivamente um marco, extremamente corajoso. A herança musical de Jan Johansson (e do jazz sueco em si) permanece viva na belíssima peça que dá nome ao álbum, como o início de uma viagem temporal até chegar na psicodelia de “The Devil’s Orchard”, uma verdadeira ode ao progressive hard rock dos limiares da década de setenta. Há uma obscura beleza nas folclóricas linhas flutuantes de “I Feel The Dark”, uma complexidade que contrapõe o resgate do heavy metal em seus primeiros protótipos de Slither, mas que também ilustra a tríade “Nepenthe” (quase um blues de tonalidades jazz extremamente ácidas), “Häxprocess” (e seu gélido e cortante sentimento de estar vagando por uma floresta) e “Famine” (um folk dissonante que une algo de prog italiano com trilhas de terror, percussões latinas e instrumentos de sopro). A combinação de baixo e mellotron conduz de forma direta uma das mais destacáveis apresentações de Mendez em “The Lines In My Hand”, uma passagem simplória antes de “Folklore”, acid folk que presta reverência de joelhos às típicas bandas de um álbum só que lançaram verdadeiras obras primas setentistas, antes de serem varridas pelo tempo – pelo menos, até agora. “Marrow of the Earth” fecha a obra com um instrumental contemplativo, de notas belas cuidadosamente escolhidas, a verdadeira calmaria após a tempestade. Heritage mostrou mais uma vez como uma banda pode continuar soando inspirada e desafiadora, inesperada e intrigante mesmo depois de duas décadas em atividade. As influências obscuras e diversificadas convergem em um equilíbrio que facilmente faz frente a muitos dos grandes clássicos da música progressiva e experimental lançados na década de setenta, a época áurea do estilo. E são obras como esta que se tornam atemporais e comprovam como estamos acompanhando a trajetória de algumas das mais geniais mentes criativas contemporâneas e uma banda com uma das mais surpreendentes, assombrosas e praticamente intocáveis discografias. E o mais interessante: torna-se ainda mais difícil esperar o que pode vir nos próximos trabalhos. (Nota 10)

Em tempo, atualmente o Opeth já está trabalhando nas composições para o novo álbum. E as poucas informações até o momento incluem:

- Há uma música nos moldes do que foi feito pela banda italiana Goblin;

- Será gravado no Rockfield Studios, no País de Gales – o mesmo em que Queen gravou Bohemian Rhapsody, apenas para citar um exemplo;

- Em recente entrevista a revista Metal Hammer (edição 253, de fevereiro de 2014), Åkerfeldt disse que tem de tudo um pouco no álbum: faixas calmas, outras realmente pesadas, uma tipicamente heavy metal e – atenção – um épico que remete diretamente aos dois primeiros álbuns;

- A mesma entrevista também tem a frase “This isn’t going to be a death metal record”;

- Pode ser o álbum mais caro da carreira do grupo por conta da inclusão de arranjos orquestrais – elementos com os quais Åkerfeldt se interessou em trabalhar após Storm Corrosion;

E aí, o que acham que pode vir no próximo trabalho? Façam suas apostas.

Por Rodrigo Carvalho

17 de mar de 2014

Morbus Chron: crítica de Sweven (2014)

segunda-feira, março 17, 2014
A Doença de Chron é uma enfermidade que, por meio de células imunológicas, ataca o intestino, causando a corrosão do tubo digestivo e da parede gastrointestinal. Uma das hipóteses é de que trata-se de um distúrbio autoimune, no qual o sistema de defesa agride o indivíduo. De certa forma, é exatamente isso que o Morbus Chron, da Suécia, provoca em sua sonoridade ao lançar o surpreendente Sweven, recém-saído do forno via Century Media. Fazendo jus ao próprio nome, a banda destrói parte do que criou em seu álbum de estreia, três anos atrás, e expele uma nova estética death metal. Muito mais ácida e original do que a anterior.

Se o debut Sleepers in the Rift (2011) apostava alto nos ensinamentos de Entombed, Grave, Carnage e Dismember, tornando-se até um forte candidato ao posto de clássico contemporâneo da escola sueca do death metal, Sweven rompe com esse caráter de simples tributo, extrapola a zona de conforto e expande com louvor as fronteiras do gênero. Ousa e acerta justamente por não se prender em uma fórmula vigente. Uma fórmula de sucesso, mas já um pouco cansada.

Como forma de facilitar a compreensão, é possível afirmar que o Morbus Chron pratica atualmente o que se convencionou a chamar de death metal progressivo. Mas esqueça qualquer alusão a passagens extremamente técnicas ou intrincadas em demasia. Não há em Sweven o menor vestígio de virtuosismo barato. O que gera um certo ar de experimentalismo é a mescla entre distorção e passagens acústicas. O dualismo entre o típico timbre dos riffs suecos e o constante uso de guitarras limpas. A oposição entre vocais guturais e harmonias singelas, porém hipnóticas. Tudo calculado com precisão, bom gosto e sem deixar de lado a veia mais crua e agressiva da banda.

No inglês arcaico, o vocábulo sweven representa algo como sonho, visão. Até mesmo delírio, talvez. Logo, tal atmosfera onírica preenche cada átomo do disco, a começar pela arte da capa. A abertura se dá com "Berceuse", termo que funciona como sinônimo de lullabye - canção de ninar. O que se ouve, porém, é uma instrumental que até se inicia tranquila, mas com uma falsa impressão de segurança e que depois assume contornos sombrios, lúgubres. É a porta de entrada para o labirinto do Morbus Chron. Um lugar opaco, onde prevalece a inconsciência e o torpor.

Após a intro, "Chains" e "Towards a Dark Sky" assumem a tarefa de escancarar, de fato, a nova faceta do quarteto sueco. Ambas alternam passagens limpas com distorção e apresentam, já na reta final, interlúdios interessantes. Quando parecem terminar, na verdade ainda têm mais a dizer. É aquela boa sensação de não saber para onde a música vai, qual será o próximo passo. Se vacilar, você acha que a faixa seguinte já começou e só depois se dá conta que não. "Aurora in the Offing", por sua vez, é mais tradicional. Calcada na fase áurea do Autopsy, mostra que a banda também aprendeu as lições do death metal norte-americano. O riff inicial é maravilhoso.

Em seguida vem "It Stretches in the Hollow", música que sintetiza todo o conceito por trás de Sweven. O comecinho lembra bastante "Lack of Comprehension", presente em Human (1991), do mestre Chuck Schuldiner e seu Death. Dona de uma estrutura variada e muito bem trabalhada, comprova que o Morbus Chron faz questão de privilegiar bem mais o instrumental das cancões do que a linha vocal, que, por vezes, fica em segundo plano. Praticamente não há refrões no disco. Ainda assim, a parte lírica é densa. As músicas são pegajosas e pulsam. Basta ouvir "Ripening Life", um exemplo do que teríamos se o Voivod resolvesse enveredar pelo death metal.

"The Perennial Link" talvez seja a melhor canção do álbum. Riffs orgânicos, vocal inspirado, inúmeras texturas, bela melodia no final... Aliás, não é exagero algum detectar forte influência de Baroness, não apenas nessa faixa, mas em vários momentos do trabalho. Haja vista a trinca que o encerra: as instrumentais "Solace" - curtinha e eficiente -, "Terminus" - lembra os bons tempos das instrumentais do Metallica -, além da genial "Beyond Life's Sealed Abode", que se situa entre as duas e nem parece death metal no começo, mas que depois se transforma em um verdadeiro épico do gênero, com variações de andamento e qualidade indiscutível de execução.

Até hoje a cura para a Doença de Chron não foi descoberta. Ou seja, pode ser que, no futuro, o Morbus Chron resolva novamente aniquilar seu próprio som para reformulá-lo. Esperamos que não, já que a banda encontrou uma singularidade muito bacana. Impressiona a maturidade alcançada pelo jovem quarteto formado por Robert Andersson (vocal/guitarra, 22 anos), Edvin Aftonfalk (guitarra, 21 anos), Adam Lindmark (bateria, 24 anos) e Dag Landin (baixo, 27 anos). Capitaneados em estúdio pelo produtor Fred Estby, ex-batera de Dismember e Carnage, não tinha como dar errado.
  
Apesar de depender de algumas audições para ser entendido por completo - a princípio, dá a impressão de ser pouco energético e não tão contundente -, Sweven cresce ao ponto em que vai sendo destrinchado. Em seguida, torna-se uma obra-prima. Uma pedra rara.

O disco mais desafiador de 2014 até agora. E também o melhor.

Nota: 9,5


Faixas

1 Berceuse 3:18
2 Chains 4:49
3 Towards a Dark Sky 7:49
4 Aurora in the Offing 5:01
5 It Stretches in the Hollow 5:10
6 Ripening Life 6:46
7 The Perennial Link 5:16
8 Solace 2:14
9 Beyond Life's Sealed Abode 5:41
10 Terminus 6:38

Por Guilherme Gonçalves

Rival Sons divulga título, capa e prévia de todas as faixas do seu novo disco

segunda-feira, março 17, 2014
O quarteto californiano Rival Sons revelou um pacotão de informações sobre o seu aguardado quarto álbum, sucessor do ótimo Head Down (2012). O disco tem o título de Great Western Valkyrie e será lançado pela Earache dia 9 de junho. A produção das dez faixas foi assinada por Dave Cobb, que havia trabalhado com a banda em Pressure & Time (2011). O baixista David Beste, que já acompanhava a banda nos shows, estreará em estúdio substituindo Robin Everhart, que deixou a banda em 2013.

Great Western Valkyrie será disponibilizado em quatro formatos, mais a versão digital. Estarão disponíveis um box super luxo incluindo LP duplo na cor branca e um CD com cinco faixas extras, além de material extra; vinil duplo branco com capa gatefold; LP duplo branco splatter e capa gatefold; e CD simples. Todas já estão em pré-venda, com direito a autógrafos e camisetas exclusivas, no site da Earache.




O tracklist completo é o seguinte:

1 Electric Man
2 Good Luck
3 Secret
4 Play the Fool
5 Good Things
6 Open My Eyes
7 Rich and the Poor
8 Belle Starr
9 Where I’ve Been
10 Destination on Course

Faixas extras:
1 Too Much Love
2 My Nature
3 Torture (Live in Gothenburg)
4 Wild Animal (Live in Gothenburg)
5 Manifest Destiny Pt. 2 (Acoustic)

Abaixo você ouve uma prévia de todas as faixas de Great Western Valkyrie:



Por Ricardo Seelig

Martin Popoff lança novo livro sobre a New Wave of British Heavy Metal

segunda-feira, março 17, 2014
O escritor canadense Martin Popoff, um dos mais conhecidos e produtivos autores especializados em heavy metal, está lançando um novo livro. Com o título de Smokin' Valves: A Headbanger's Guide to 900 NWOBHM Records, a obra combina textos atualizados de outro livro de Popoff, The New Wave of British Heavy Metal Singles, com reviews também retrabalhados retirados das edições dedicadas às décadas de 1970 e 1980 da sua série The Collector’s Guide to Heavy Metal.

A obra traz também inúmeras imagens de raros compactos de 45 rotações, notas de 0 a 10 para cada título avaliado, gravadoras, ano de lançamento e número de catálogo de cada título, além de inúmeras outras informações.

Os interessados podem adquirir o livro através do e-mail do próprio Martin ou no site do autor ao custo de 44 dólares, já incluindo despesas de envio.

Martin Popoff já escreveu 45 livros sobre heavy metal e aproximadamente 8 mil reviews. Duas de suas obras - Destruição Desencanada, biografia do Black Sabbath, e Metallica - A História Completa e Ilustrada - já ganharam edições nacionais, e espero que outros títulos seus também saiam por aqui.

Por Ricardo Seelig

Angela Gossow anuncia saída do Arch Enemy

segunda-feira, março 17, 2014
A vocalista Angela Gossow anunciou a sua saída da banda sueca Arch Enemy. Ela estava no grupo desde 2000.

Angela gravou seis álbuns com o Arch Enemy - Wages of Sin (2001), Anthems of Rebellion (2003), Doomsday Machine (2005), Rise of the Tyrant (2007), The Root of All Evil (2009) e Khaos Legions (2011) -, e sua participação durante todo o período foi bastante ativa, levando a banda ao posto de uma das mais populares do metal. Além disso, ela ajudou a popularizar o vocal gutural feminino entre as bandas de metal.

Gossow continuará trabalhando com o Arch Enemy na função de manager, atividade em que poderá se dedicar à sua família, motivo pelo qual justificou a sua saída.


A substituta já foi anunciada e é Alissa White-Gluz, da banda canadense The Agonist.

Vamos ver se essas mudanças dão uma chacoalhada no Arch Enemy e o grupo liderado pelo guitarrista Michael Amott consiga apagar em War Eternal, seu novo disco, a má impressão deixada pelo mediano Khaos Legions.

Por Ricardo Seelig

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