5 de ago de 2016

Avery Molek, o incrível baterista de 8 anos de idade que toca Rush

sexta-feira, agosto 05, 2016

Avery Molek é um garoto norte-americano que toca bateria pra caramba. O canal do menino no YouTube possui mais de 170 mil inscritos e traz dezenas de vídeos do moleque tocando clássicos de bandas como Metallica, System of a Down, Iron Maiden, Dream Theater, Slipknot e inúmeras outras bandas.

Selecionamos quatro vídeos de Avery sentando a mão em canções do Rush, só pra você sentir o clima. 

É ou não é demais?

Eric Clapton anuncia álbum ao vivo com J.J. Cale

sexta-feira, agosto 05, 2016

O guitarrista decidiu lançar oficialmente um show realizado em 2007 durante a turnê do excelente álbum The Road to Escondido, gravado em parceria com o falecido J.J. Cale. Live in San Diego traz dezesseis faixas e participações especiais de nomes como Derek Trucks, Robert Cray e Doyle Bramhal II, além dos próprios Clapton e Cale. 

O material sairá dia 30/09 em CD, LP, DVD, Blu-ray e em formato digital.

Abaixo o tracklist completo de Live in San Diego e a versão ao vivo de “Anyway the Wind Blows”:

1. Tell the Truth
2. Key to the Highway
3. Got to Get Better in a Little While
4. Little Wing
5. Anyday
6. Anyway the Wind Blows
7. After Midnight
8. Who Am I Telling You?
9. Don’t Cry Sister
10. Cocaine
11. Motherless Children
12. Little Queen of Spades
13. Further on Up the Road
14. Wonderful Tonight
15. Layla

16. Crossroads

Saiba mais sobre o novo álbum do Meshuggah

sexta-feira, agosto 05, 2016

O Meshuggah divulgou mais informações sobre o seu novo disco. O oitavo álbum da banda sueca tem o título de The Violent Sleep of Reason e será lançado dia 7 de outubro pela Nuclear Blast. A produção é de própria banda ao lado de Tue Madsen, e o trabalho foi gravado no Puk Studios, na Dinamarca.

A capa foi criada pelo mesmo artista responsável pelas artes de Koloss (2012) e The Ophidian Trek (2014), Keerych Luminokaya, enquanto o título foi inspirado na obra The Sleep of Reason Produces Monsters, de Goya.

The Violent Sleep of Reason será disponibilizado em CD digipak, LP duplo, LP duplo picture e em um box incluindo camiseta, poster e a versão digipak. 

Abaixo está o tracklist e um trailer divulgado pela banda:

1. Clockworks
2. Born in Dissonance
3. MonstroCity
4. By the Ton
5. Violent Sleep of Reason
6. Ivory Tower
7. Stifled
8. Nostrum
9. Our Rage Won't Die
10. Into Decay

Iron Maiden lança anel de prata com o Eddie do álbum 'Killers'

sexta-feira, agosto 05, 2016

A parceria do Iron Maiden com a fabricante de jóias londrina The Great Fog gerou mais um fruto. Depois dos anéis de Powerslave e Piece of Mind, a banda está lançando o anel alusivo ao álbum Killers.

Produzido em prata e numerado individualmente, é mais um item altamente colecionável entregue pelo sexteto inglês ao seu ávido público

Ouça “With This Heart”, nova música do Kansas

sexta-feira, agosto 05, 2016

Um dos nomes mais emblemáticos do prog AOR (não deve existir um gênero com esse nome, mas não consigo encontrar uma definição melhor para o som da banda), o Kansas lançará no próximo 23 de setembro o seu primeiro álbum com canções inéditas em 16 anos, The Prelude Implicit.

Antecipando as coisas e para alegria dos fãs, o grupo divulgou “With This Heart”, música que estará no disco. O que temos? Belos arranjos vocais, as tradicionais intervenções de violino, arranjo cheio de mudanças de curso e aquela sonoridade amigável característica da banda.

Confira abaixo:

Metallica e Rancid tocarão no Lollapalooza Brasil

sexta-feira, agosto 05, 2016

A informação ainda não é oficial, mas vem do jornalista José Norberto Flesch, que tem um alto grau de acerto em relação a vindouros shows por essas terras. Metallica e Rancid devem ser anunciados nas próximas semanas como duas das atrações principais da edição 2017 do Lollapalooza Brasil, que acontecerá no Autódromo de Interlagos nos dias 25 e 26 de março.

Enquanto o Metallica retornará aos braços de uma de suas maiores e mais apaixonadas legião de fãs, o Rancid se apresentará pela primeira vez no Brasil.

4 de ago de 2016

Steve ’N' Seagulls regrava “Aces High”, do Iron Maiden, em seu novo disco

quinta-feira, agosto 04, 2016

O novo álbum do Steve ’N’ Seagulls, Brothers in Farms, será lançado dia 9 de setembro e trará uma atração inesperada para os fãs do Iron Maiden. Os finlandeses regravaram a clássica “Aces High” seguindo o seu estilo, ou seja, inserindo instrumentos acústicos, banjos, sanfonas e afins, transformando totalmente a canção. E o resultado, como você pode ver no clipe abaixo, ficou legal pra caramba.

Brothers in Farms, segundo disco da banda, trará também releituras para clássicos do Metallica, Guns N’ Roses, Nirvana, Megadeth e outros ícones.

3 de ago de 2016

Novas bandas pra você ouvir: Machete Bomb, Gratus e Hazamat

quarta-feira, agosto 03, 2016

O Machete Bomb vem de Curitiba com uma proposta bem interessante que une rap, samba e rock pesado. De modo geral parece um Rage Against the Machine made in Brazil, com destaque para a abordagem do cavaquinho, cheio de pedais e distorção, que assume o papel da guitarra de maneira impressionante. Achei bem original, gostei!




O Gratus é um quarteto capixaba, natural da cidade de Marataízes. O som traz guitarras pesadas, letras em português e bons arranjos vocais, tudo embalada com bastante energia e doses certeiras de melodia. Um som com um toque de agressividade sem perder a acessibilidade. A banda lançou o seu novo disco, Aquário, este ano. Vale a pena conhecer!





O Hazamat vem de João Pessoa e está lançando o seu segundo disco, II. O trabalho acabou de sair e traz uma sonoridade bastante variada, que vai do heavy metal à MPB, passando pelo punk, o prog e o pop pelo caminho. Você pode ouvir o disco completo no player abaixo.


Ouça “Southern Native”, nova música do Blackfoot

quarta-feira, agosto 03, 2016

O veterano Blackfoot está com um line-up rejuvenescido. Rickey Medlocke, atualmente no Lynyrd Skynyrd, recrutou uma nova geração de músicos para levar adiante o legado de sua banda. O atual Blackfoot é formado por Tim Rossi (vocal e guitarra), Rick Krasowski (guitarra), Brian Carpenter (baixo) e Matt Anastasi (bateria). 

A banda liberou o vídeo de “Southern Native”, faixa-título de seu novo disco, que sairá nesta sexta, 5 de agosto. O álbum é o primeiro trabalho do Blackfoot desde After the Reign, de 1994.

Quando a Medlocke, o plano é que o veterano faça participações especiais em alguns shows do novo Blackfoot, conciliando a sua agenda com o Skynyrd. Este clima é evidenciado no vídeo, que reforça o aspecto de passagem do cajado adiante.

“Southern Native” está no player abaixo:

Review: Cattarse - Black Water (2016)

quarta-feira, agosto 03, 2016


Porto Alegre, 2016. Mas pode chamar de Los Angeles, 1971. Essa é a sensação ao ouvir o segundo disco do trio gaúcho Cattarse, Black Water. Lançado em maio, o álbum traz um hard rock vigoroso, que bebe direto e sem filtro da fonte de nomes como Cactus e Grand Funk Railroad. Música pesada, agressiva, vigorosa e com colhões, tudo embalado em uma mixagem poeirenta e espinhenta, que torna o som ainda mais interessante.

A banda é formada pelos irmãos Igor (vocal e guitarra) e Yuri van der Laan (baixo). Completa o time o baterista Diogo Stolfo. Pra usar uma referência mais contemporânea, é stoner rock com um toque da escola sueca e umas pitadas de nomes como Red Fang no meio da mistura.

O fato é que trata-se de um excelente disco. Black Water é o sucessor da auto-intitulada estreia, lançada em 2014, e mostra a banda evoluindo claramente. Os caras sabem inserir ganchos melódicos nas canções, fazendo com que o peso onipresente tenha a companhia constante e sempre agradável de linhas vocais e melódicas cativantes. 



Tendo os riffs de Igor como força motriz, devidamente sustentada pela sólida parceria entre Yuri e Diogo, o Cattarse constrói um monolito sonoro que não fica devendo em nada aos nomes lendários que os influenciaram. Aos que por ventura questionarem essa afirmação, recomendo a audição de Black Water do início ao fim, de preferência usando aquele velho truque: coloque pra rodar para os seus amigos e não diga de onde vem e nem quem é. Depois, no final, revele que é um trio brasileiro e veja a cara de espanto das figuras.

Aqui no Brasil, dá pra colocar o Cattarse próximo do universo sonoro de nomes como Muddy Brothers e até mesmo do Black Drawing Chalks, mas essa associação ocorre muito mais pela crença de que a sonoridade das bandas deve agradar a um público semelhante do que necessariamente por uma grande similaridade musical - ainda que ela, inegavelmente, exista.

Black Water é um excelente disco. Já falei isso nesse texto, mas nunca é demais elogiar um trabalho com um nível de qualidade tão alto. Obrigado pela banda por ter me enviado o dálbum e me proporcionar conhecer o seu trabalho. Adorei o CD, não conhecia o grupo, e desde já estão aqui entre os meus favoritos deste inquieto 2016.

2 de ago de 2016

Assista “Born Free”, primeiro clipe solo de Kai Hansen

terça-feira, agosto 02, 2016

Kai Hansen, que fez história ao lado do Helloween e do Gamma Ray, lançará dia 16 de setembro o seu primeiro álbum solo. Intitulado XXX - Three Decades in Metal, o disco traz o músico alemão ao lado de Eike Freese (guitarra), Alex Dietz (baixo, também guitarrista do Heaven Shall Burn) e Daniel Wilding (baterista, Carcass). 

O trabalho conta com 11 canções inéditas e será lançado em CD, LP duplo e no formato digital.

Pela impressão passada por “Born Free”, a associação de Hansen com músicos mais novos parece ter produzido um disco bem interessante. Assista abaixo:

In Flames: vídeos e detalhes do novo DVD dos suecos

terça-feira, agosto 02, 2016

O In Flames lançará dia 23 de setembro o seu novo DVD, Sounds From the Heart of Gothenburg. O material traz o show realizado pela banda no dia 7 de novembro de 2014 na cidade que batizou a geração de bandas que uniu o death metal à melodia e traz vinte faixas.

Sounds From the Heart of Gothenburg será o primeiro lançamento do In Flames pela Nuclear Blast, gravadora que assinou com a banda recentemente. O título é o primeiro vídeo ao vivo oficial do In Flames desde o box Used and Abused … In Live We Trust, lançado em 2005.

Abaixo você tem dois vídeos sobre o DVD, e a versão de “Everything Gone” presente no material:

Depois do vinil, Selo 180 aposta na nostalgia e lança títulos em fitas K7

terça-feira, agosto 02, 2016


A tal da volta do vinil veio para alguns e passou batida para outros. Enfim, com os preços nas alturas tanto nos lançamentos quanto nos sebos (alguém em sã consciência pagaria R$ 150 por uma edição nacional dupla de um álbum do Metallica? Ninguém, certo?), o retorno dos LPs parece ter encontrado o seu nicho entre os colecionadores e aqueles ouvintes hipsters para os quais importa muito mais possuir um item do que efetivamente consumi-lo - tanto que, em pesquisa recente, ficou comprovado que mais da metade dos jovens compradores de LPs não possuem um aparelho para tocar os seus discos. Faz sentido? Pra mim, não.

Teorias e opiniões à parte, o excelente Selo 180, com sede no Rio Grande do Sul e com artistas como Cachorro Grande, Gustavo Telles & Os Escolhidos, Pata de Elefante, Rodrigo Nassif Quarteto, General Bonimores no catálogo, resolveu dar mais um passo no nicho do colecionismo e está lançando alguns dos seus títulos também em fitas-cassete. Já estão disponíveis em K7 os novos álbuns da dupla Tape & Scandurra - EST, que une a vocalista Silvia Tape e o guitarrista Edgard Scandurra (sim, o cara do Ira!) em um projeto indie - e Selfie, do John Filme, além de outros títulos do selo.


Com o tradicional cuidado de produção característico dos itens do Selo 180, ambas as fitas vem com encarte e um ótimo acabamento gráfico, que tornam a atração pelo item ainda mais forte. Uma iniciativa interessante do Selo 180, que dá sequência à estratégia de produzir itens direcionados aos colecionadores.

A dica é a seguinte: tira a poeira do tape deck, aumente o volume e viva a música em todos os seus formatos!

Como era ter aulas de guitarra com Randy Rhoads

terça-feira, agosto 02, 2016


Atualmente, Janet Robin ensina estrelas de Hollywood a tocar guitarra. Mas quando ela tinha 9 anos, teve aulas com um certo Randy Rhoads. No papo abaixo, Janet conta a sua experiência ao lado do lendário guitarrista, que fez história na banda de Ozzy Osbourne e faleceu precocemente em um trágico acidente de avião em 1982, com apenas 25 anos.

Como você começou a ter aulas com Randy Rhoads?

Comecei a tocar violão clássico aos 6 anos. Meu irmão mais velho já tocava e eu copiava tudo que ele fazia. Alguém que não vou lembrar agora nos indicou Randy, provavelmente um amigo que já estava tendo aulas com ele. A recomendação era de que ele era um guitarrista fantástico e um professor incrível. A pequena escola em que ele lecionava era de sua mãe e ainda existe - hoje, seu irmão Kelle segue dando aulas. Então fomos até lá e começamos a ter lições com Randy. A única que conhecíamos que estava fazendo algo semelhante com a guitarra e totalmente fora de realidade na época era o Van Halen. Nunca tinha visto alguém tocar daquela maneira antes. Aos poucos comecei a trazer os meus amigos comigo e falava “Galera, vocês tem que ver o que esse cara faz!”. As aulas custavam aproximadamente 8 dólares a hora, naquele tempo.

Quais eram os seus métodos de ensino?

Ele não era tão estruturado como se poderia pensar, mesmo com tudo que sua mãe o havia ensinado - e ela era uma professora de piano muito exigente. Ele propunha algumas frases pra gente tocar, e aprendi a tocar guitarra rítmica dessa forma. Ele me mostrava uma progressão, e eu a tocava. Na sequência, ele começa a solar feito louco. Depois, trocávamos de lugar e ele tocava a progressão enquanto eu aprendia escalas e licks. A coisa mais importante que aprendi foi como escrever uma canção a partir de um riff de guitarra. Se você ouvir a minha música, verá que muitas da canções tem como ponto de partida um riff. Não se faz mais muito isso hoje em dia, mas eu sigo essa escola até hoje.

Ele lhe dizia que para escrever uma boa canção era preciso um bom riff?

Não, ele nunca me disse isso, mas mesmo as progressões que ele me passava não eram mudanças de acordes padrão. Eu tento ensinar meus alunos da mesma maneira. Claro, ele precisam aprender o básico antes, mas eu já havia passado por essa fase com meu professor anterior, então cheguei com minha guitarra elétrica e Randy me ensinou os acordes. Eu era uma menina de 9 ou 10 anos, e isso é outra coisa - ele não podia me tratar do mesmo jeito que tratava os meninos. Randy era também un excelente guitarrista de blues, e comecei a me interessar pelo gênero a partir de suas dicas. “Johnny B. Goode” foi a primeira música que ele me ensinou, e não algo do Black Sabbath ou do Iron Maiden. Nos primeiras dias, tudo era blues. Ele me fez entender que se eu não fosse capaz de tocar blues, jamais conseguiria tocar algo mais pesado.

Ele usava métodos padronizados como guias?

Não, não líamos música. Aliás, até hoje não sei ler música. Ele me ensinou de ouvido, e a minha audição passou a ser muito bem desenvolvida para entender o que estava tocando desde então.



Randy te deu algum conselho que ficou com você desde então?

Prática! Apenas a prática. Ele nem precisava me dizer isso. Eu estava tão obcecada com a guitarra na época que enquanto meus amigos brincavam lá fora, eu me trancava no quarto e ficava tocando minha Les Paul. Eu não tinha ninguém pra tocar comigo, então em ficava no quarto com dois toca-fitas. Pensava que era um gênio: gravava uma progressão em um gravador, colocava a fita no outro e tocava meu solo por cima daquilo. Era uma gravação multipista, e eu usava isso pra ver como estava soando o meu som.

Randy chegou a se tornar uma amigo da sua família?

Não, mas ficou muito próximo disso. Houve momentos em que meus pais não podia me pegar, e sua mãe me levava pra casa. Meus pais e eu íamos aos seus shows, ele era um fanático por saúde. Uma vez estava chegando uma frente fria e Randy estava chateado porque poderia ficar gripado e perder um show, então meu pai deu para ela alguns cristas de vitamina C. Naquela época isso vinha em um saco de pó branco, e as pessoas ficavam olhando pra gente pensando “o que uma menina de 10 anos está dando pra esse cara tomar antes do show?” (risos).

Quando foi a última vez que você o viu?

Na última aula antes de ele partir para a segunda turnê com Ozzy. Ele saiu e falou para a minha mãe: “Ela parece ótima, será tão boa ou melhor do que eu quando tiver a minha idade”. Não estou dizendo isso para parecer que tenho um ego enorme, eu jamais cheguei perto de tudo o que ele fez. Mas ele nunca quis que ninguém soasse como ele, ele queria que você encontrasse o seu próprio estilo e desenvolvesse a sua própria relação com o instrumento. Ele me deu confiança pra pensar que não importava que eu fosse uma menina. Meus irmãos não me deixavam jogar futebol com eles porque eu era uma menina, mas Randy nunca me disse uma coisa assim.

Você ainda é amiga da família de Randy?

Somos muito próximos. Toco todos os anos no NAMM, no show em memória a Randy. Sua irmã possui uma sala de degustação de vinhos e há muitos eventos que faço por lá. Na verdade, a família doou para a campanha de financiamento coletivo que fiz para viabilizar meu álbum mais recente. Eles vieram para o meu casamento. Sua mãe faleceu recentemente, mas viveu até cerca de 96 anos. Eu toquei em seu funeral.

Quando você descobriu que ele tinha falecido?

Eu estava na escola. Minha mãe ligou para a escola e eles enviaram uma mensagem para mim na sala de aula, e eu simplesmente perdi o controle. Senti como se alguém tivesse puxado o tapete debaixo de mim. Eu estava tendo aulas com o professor substituto enquanto Randy estava fora, mas não era a mesma coisa. Fiquei muito triste, pois tinha perdido o meu mentor. Foi muito perturbador, eu fiquei chorando na hora de almoço e as pessoas vinham me perguntar o que estava acontecendo. Quando respondia que meu professor de guitarra havia falecido, elas perguntavam “Quem?”. Mas ele ficou muito famoso depois que morreu. Ele estava começando a ficar conhecido com o trabalho com Ozzy, e virou uma lenda depois de sua morte.

Por Thea de Gallier, da Classic Rock Magazine
Tradução de Ricardo Seelig

AC/DC: Angus abre o jogo sobre o futuro da banda

terça-feira, agosto 02, 2016

Todo mundo sabe que o AC/DC passa por uma fase bastante conturbada. Com Malcolm Young e Brian Johnson afastados por problemas de saúde, Phil Rudd enlouquecido e aprontando mil e uma confusões e Cliff Williams anunciando que irá se aposentar ao final da atual turnê, a pergunta que fica no ar é: ainda teremos um AC/DC no futuro?

Angus Young respondeu à Rolling Stone: “Cliff nos comunicou de sua decisão antes de iniciarmos a turnê. Fora eu, ele é o integrante mais antigo do AC/DC e está na banda desde 1977. Ele e Brian são muito próximos, estão na mesma faixa etária e gostavam de sair juntos indo a pubs. Possuíam um vínculo muito forte. Não sei se seguiremos com a banda no futuro. Neste momento, estamos empenhados em terminar esta turnê. Quem sabe o que poderá acontecer mais tarde? Quando você assina um papel, um contrato, dizendo que irá fazer algo, tem que ir lá e fazer aquilo. Essa sempre foi a ideia, especialmente quando éramos mais jovens - eu, Malcolm e Bon.

O AC/DC chamou Axl Rose para substituir Brian Johnson na atual excursão, enquanto Steve Young assumiu o posto de Malcolm e Chris Slade é o atual dono do banquinho que por décadas pertenceu a Phil Rudd.

Metallica: rumores apontam a banda como headliner dos Lollapaloozas sul-americanos

terça-feira, agosto 02, 2016

Rumores cada vez mais fortes indicam que o Metallica deverá ser a principal atração do Lollapalooza na América do Sul. O anúncio oficial deve ser feito nas próximas semanas, confirmando a banda como headliner das edições brasileira (que acontece em São Paulo nos dias 25 e 26 de março de 2017), argentina (em San Izidro nos dias 31/03 e 01/04) e chilena (Santiago nos dias 01 e 02/04).

Para registro, vale mencionar que o Metallica já tocou nas edições de Lolla norte-americano nos anos de 1996 e 2015, causando revolta em uma parcela do público indie.

1 de ago de 2016

Opeth: assista ao vídeo da inédita “Sorceress"

segunda-feira, agosto 01, 2016

O incrível Opeth divulgou o lyric video da faixa-título de seu novo disco, Sorceress. O álbum será lançado dia 30 de setembro e será a estreia da banda pela Nuclear Blast.

A música parece equilibrar a experimentação e a veia progressiva apresentadas em Heritage (2011) ao mesmo tempo em que coloca o pé ainda mais fundo no peso, caminho retomado em Pale Communion (2014). Apressadamente e no calor dos acontecimentos, dá pra caracterizar essa nova canção como uma espécie de stoner progressivo, com hipnotizantes passagens instrumentais, variações constantes de andamento/dinâmicas e excelente linhas vocais, tanto no principal quanto nos coros. 

Exploda a sua cabeça!

26 bandas para o Matias: P de Pink Floyd

segunda-feira, agosto 01, 2016

Eu não vou lembrar a primeira vez em que ouvi Pink Floyd. E a razão é simples: tenho a impressão de que a banda inglesa está ao meu lado desde sempre. Por essa mesma razão, chego à conclusão de que não saberei dizer qual será a última vez em que escutarei a banda. Ela, simplesmente e em toda a sua magnitude, está no ar que me rodeia, nas cores que iluminam os meus dias, nos sentimentos que fazem a vida sempre valer a pena.

Mas, como tudo é diferente pra todo mundo, tenho as minhas particularidades em relação ao grupo. Não gosto da fase com Syd Barrett e de pouquíssima coisa pré-1973. Me julguem, me critiquem, façam o que quiserem: simplesmente é assim. O Pink Floyd começa a fazer sentido aos meus ouvidos com The Dark Side of the Moon, segue transcendente em Wish You Were Here, aprofunda o relacionamento em Animals e fica maior que a vida em The Wall. Quatro álbuns lançados em um período de apenas 6 anos, que mudaram a carreira da banda para sempre e que são os responsáveis por ela ser o que é até hoje. Depois, alguns lampejos aqui e ali em discos medianos como The Final Cut, A Momentary Lapse of Reason e The Division Bell, devidamente compensados com álbuns ao vivo fantásticos e obrigatórios como Delicate Sound of Thunder e Pulse.

Um novo parágrafo para novas particularidades. Roger Waters é um gênio, ninguém discute isso. A sua mente foi a principal fonte criativa dos discos citados acima. Mas meu integrante preferido sempre foi David Gilmour. Aquela voz carinhosa, aveludada e calma, com uma beleza onipresente, já garantiria um arsenal de eternos elogios. Mas tem a guitarra … Ah, a guitarra … O estilo de Gilmour talvez seja o mais facilmente reconhecível da história do rock. Notas elegantes, curtas, que soam como gotas de melodia. E quando o rapaz resolve usar todos os seus poderes, entrega obras de arte arrebatadoras como “Comfortably Numb”, “Money”, “Time" e inúmeras outras.

Por tudo isso, é claro que o Matias já ouviu o Pink Floyd. E bastante. Tanto através de mim quanto através do Chico, seu outro pai. Nós temos paixões em comum, e duas delas são o nosso filho e o Pink Floyd. Afinal, “Another Brick in the Wall” faz parte do inconsciente coletivo, todo mundo sabe disso.

Continuo não lembrando a primeira vez em que ouvi Pink Floyd. Mas isso não importa. O que interessa é que tenho a certeza de que a banda já faz parte da trilha sonora da minha vida e certamente também terá um papel importante nas experiências musicais do Matias. 

Vai filho, experimenta todas as cores do lado escuro da lua: vai ser incrível, papai garante!

Discoteca Básica Bizz #061: Roberto Carlos - É Proibido Fumar (1964)

segunda-feira, agosto 01, 2016


Na história da música brasileira, não há nada tão pitoresco. Aos seis anos de idade, um garoto pobre de Cachoeiro do ltapemirim é colhido por um trem e perde a perna direita. Quem o socorre é um madeireiro, que o leva para o hospital local após ter improvisado um garrote com seu próprio terno. É o madeireiro quem arca com as despesas do hospital. Mais tarde ele seria homenageado pelo garoto com um convite para ser seu padrinho de batismo. Mais uma peculiaridade: até os vinte anos, Roberto Carlos ainda não tinha sido batizado.

No final dos anos 1950, Roberto inicia sua carreira tocando violão e cantando músicas de bossa nova na Boate Plaza, no Rio de Janeiro. Em 1961 grava seu primeiro LP, Louco Por Você. Sem sucesso imediato, algumas de suas canções começam a ser executadas em programas como Peça Bis pelo Telefone e Hoje é Dia de Rock. Surgem os primeiros convites para apresentações, mas até aí nada de excepcional.

Os primeiros sucessos vem com seu segundo LP, lançado em 1963, que traz "Parei na Contramão" e "Splish Splash". Com estas músicas, Roberto Carlos começa a ser conhecido em todo o Brasil via programas de TV. O grande estouro e a "coroação" já se esboçam, mas só chegam de fato após o álbum Roberto Carlos Canta para a Juventude (1965). 

Motivada pela explosão mundial da Beatlemania, a TV Record cria um programa de auditório voltado exclusivamente para o público jovem, convocando Roberto Carlos para comandá-lo - ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléia. A Jovem Guarda rapidamente vira uma febre, bate todos os recordes de audiência. Gírias como "é uma brasa, mora?", "bicho" e "carango" são incorporadas ao linguajar dos aficionados pelo programa, que também usam roupas e adereços à maneira do ídolo, A coisa rola como uma bola de neve. O cineasta Roberto Faria transforma o LP Em Ritmo de Aventura, de 1967, em um filme que vira paixão nacional. Em 1968, na Itália, o "rei" vence o Festival de San Remo. A coroa está definitivamente conquistada.



A história mais recente, dos anos 1970 para cá, dispensa comentários, Mas nada disso teria acontecido se, em 1964, a frase fixada em ônibus, trens e elevadores não tivesse parado na capa de um LP: É Proibido Fumar, obra-prima que deu à música brasileira moderna seu maior mito. 

O disco estava em sintonia com a música jovem do mundo todo e contou com várias colaborações. Rossini Pinto, o tradutor dos grandes sucessos internacionais (inclusive "Hey Jude", gravada por Kiko Zambianchi), contribuiu com uma canção de seu próprio punho, "Um Leão Está Solto nas Ruas". Roberto verteu dois sucessos: "Unchain My Heart" (originalmente gravada por Ray Charles) que virou"Desamarre o Meu Coração", e "Amapola", de Lacalle, continuou com o título original. Erasmo, mais dois: "Born to Cry", de Dion DíMucci ("Nasci para Chorar"), e aquela que marcaria para sempre a carreira de Roberto, "O Calhambeque" ("Road Hog"), de Gwen e John Loudermilk. 

A dupla Roberto e Erasmo compôs, além da faixa-título e "Louco Não Estou Mais", a primeira surf music destas praias: "O Broto do Jacaré". A vertente romântica também aparece em É Proibido Fumar nas músicas "Rosinha" (Oswaldo Audi e Athayde Julio), "Jura-me" (Jovenil Santos), "Meu Grande Bem" (Helena Santos) e "Minha História de Amor" (José Messias). 

É curioso que a maior parte do repertório não seja de Roberto (ou Erasmo). Como intérprete ele também não é nenhum "rei da voz". Mas é o "rei". Para entender as razões que lhe garantiram o trono, ouça É Proibido Fumar.

(Texto escrito por Celso Masson, Bizz #061, agosto de 1990)

31 de jul de 2016

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