13 de mai de 2017

Minha Coleção: hard rock e muita sonzeira no acervo de Rafael Pereira

sábado, maio 13, 2017

De colecionador pra colecionador, faça uma breve apresentação para os nossos leitores.

Meu nome é Rafael Pereira, tenho 43 anos. Ouço rock desde 1988, quando peguei emprestado com um tio três discos (Led IV, Pearl da Janis e Soundtrack Recordings From the Film Jimi Hendrix), e daí não parei mais. Gosto principalmente de hard rock de fim dos anos 1960, começo dos 1970, heavy metal 70/80, rock progressivo, power metal, blues, bandas da invasão britânica dos anos 60 e folk rock. Artistas preferidos: Led Zeppelin (o favorito), Rush, Pink Floyd, AC/DC, Iron Maiden, Judas Priest e Jethro Tull. Também curto bastante The Band, Deep Purple, Van Halen, Metallica, Mountain, Eric Clapton, Helloween, Blind Guardian, Rolling Stones, The Who, Aerosmith, Beatles, Crosby, Stills & Nash. De rock nacional cito O Terço, Legião Urbana, Mutantes, Engenheiros do Hawaii e Titãs.

Quantos discos você tem em sua coleção?

Cerca de 900 CDs. Tenho uns 10 discos de vinil sobreviventes, da época em que fui vendendo ou trocando e comprando tudo em CD. Tenho também uns 250 DVDs e Blu-rays de shows, e vários livros sobre rock.

Quando você começou a colecionar discos?

Comecei a ouvir rock em 1988, mas colecionar mesmo foi lá pelo começo dos anos 2000, quando comecei a ter mais grana para gastar.

Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem em sua coleção?

Meus primeiros CDs foram do Led Zeppelin. Já tinha toda obra deles em vinil e gravada em K7, e o primeiro que comprei em CD foi o Physical Graffiti.


Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um ouvinte de música, mas sim um colecionador de discos?

Foi quando começou a me dar vontade de ter toda a obra de bandas e artistas de que gostava. Só uma coletânea ou só baixar músicas não me satisfazia. Para algumas bandas o basicão The Best Of até que é suficiente, mas para aquelas que realmente curto, só tendo tudo mesmo!

Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de gêneros ou usa algum outro critério? 

Organizo por ordem alfabética, e depois por ordem cronológica de lançamento dos discos. Os que ainda não ouvi com o tempo merecido eu deixo separados em várias sacolas plásticas (aquelas que as lojas dão quando se compra o CD). À medida que vou ouvindo, vou guardando na ordem mencionada.

Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo? 

A grande maioria não fica no meu apartamento, por falta de espaço. O que está em ordem eu guardo em um armário, e os que estão nas sacolas ficam em várias prateleiras.


Que dica de conservação você dá para quem também coleciona discos? 

Os que estão organizados estão dentro do armário, longe de poeira, pó, a uma temperatura que não prejudica os CDs. Já os outros estão acondicionados nas sacolas, também protegidos. Caso eu veja que o disco está sujo, com alguma marca, limpo com uma flanela.

Você já ouviu tudo que tem? Consegue ouvir os títulos que tem em sua coleção frequentemente?

Como todo colecionador de discos, livros, revistas, tenho vários que ainda não ouvi com aquela atenção especial que eu gosto de dispensar. Gosto de ouvir cada faixa, de "pegar o espírito" de cada música do disco. Às vezes tu tem que ouvir a música umas 3 ou 4 vezes para absorver e gostar, curtir (especialmente aquelas com 10, 15 minutos...). Às vezes antes de ir em um show eu pego todos os CDs que tenho daquela banda e ouço. Ou então quando me reúno com amigos e levo alguns discos para uma "audio session". Tenho um grupo fiel, e nos encontramos frequentemente para as reuniões "rocker". Todos gostariam que as reuniões fossem mais seguidas, mas é difícil de conseguir conciliar trabalho, família, férias, viagens, etc.

Qual o seu gênero musical favorito e a sua banda preferida?

Hard rock do final dos anos 1960, começo dos 1970. E, naturalmente, minha banda preferida é o Led Zeppelin.


De qual banda você tem mais itens em sua coleção? 

Rush e Deep Purple tenho mais de 30 itens. De Led, Jethro Tull e Iron Maiden tenho entre 25 e 30 títulos. De Judas Priest, Helloween, Stones e Eric Clapton, cerca de 20 cada. 

Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Alguns bootlegs do Led, como Led Zeppelin Live In Dallas 1975, Straitjacket de 1980 e Led Zeppelin The Cover Versions; The Who-Quadrophenia edição deluxe; Rush - Bad Boys In Cleveland (Bootleg); Captain Beyond (o primeiro); Trapeze - Medusa; The Zombies - Odessey And Oracle; Beck, Bogart & Appice. Também gosto bastante do  AC/DC Live duplo (que vem com uma cédula de dinheiro), Deep Purple Live in London e Jethro Tull - Heavy Horses. 

Você é daqueles que precisa ter várias versões do mesmo disco em seu acervo, ou se contenta em completar as discografias das bandas que mais curte?

Não sou aquele que compra qualquer coisa da banda: discos iguais, mas lançados em países diferentes com um detalhezinho diferente na capa, ou discos só com entrevistas com a banda, isso não me interessa. Estou comprando as reedições deluxe dos álbuns do Led agora porque todas têm material inédito, em CDs duplos ou triplos. Mas várias versões da mesma coisa não é comigo.


Além de discos (CDs, LPs), você possui alguma outra coleção?

Desde criança sempre gostei de colecionar, desde álbuns de figurinhas (que volta e meia ainda faço, agora com meu filho) até gibis. Tenho a coleção completa dos gibis da Marvel lançados pela editora abril entre 1979 e 1988.

Em uma época como essa, onde as lojas de discos estão em extinção, como você faz para comprar discos? Ainda frequenta alguma loja física ou é tudo pela internet?

Infelizmente, em Porto Alegre, onde trabalho, várias lojas de discos fecharam nos últimos anos. Resido em São Leopoldo, a 30 km de Poa. Em Novo Hamburgo, cidade vizinha, existem duas lojas que frequento: a Jam Sons Raros e a Hocus Pocus. Gosto de frequentar lojas físicas, mas também compro bastante pela internet. As lojas da Galeria do Rock em SP são as minhas preferidas (Paranoid, So What!, Die Hard, Volumen Brutal), e às vezes dou uma olhada nas grandes redes (Saraiva, Cultura, Submarino, Extra). Também já comprei vários CDs em Buenos Aires e Montevidéu (cerca de uma centena) nas vezes em que viajei para lá.

Que loja de discos você indica para os nossos leitores?

Para comprar via internet, indicaria a Paranoid. O acervo é bem grande. E para quem gosta de som mais extremo, tem muita coisa. Mas também tem bastante material de vários gêneros de rock. Para quem mora em Porto Alegre indicaria a Toca do Disco, do Rogério. E as duas lojas de Novo Hamburgo citadas antes.


Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos?

Uma loja de velas em Gramado, uma locadora de vídeo em Nova Petrópolis (perto de Gramado), uma loja R$ 1,99 em Estância Velha (região metropolitana de Porto Alegre).

O que as pessoas pensam da sua coleção de discos, já que vivemos um tempo em que o formato físico tem caído em desuso e a música migrou para o formato digital?

Os amigos que gostam de música valorizam e admiram, embora sempre exista algum comentário de que está tudo disponível na internet, Spotify, etc. Mas em geral as pessoas devem achar, no mínimo, excêntrico. Só que elas não falam nada para mim (risos).

Você se espelha em alguma outra coleção de discos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Não. Penso que sou diferente dos colecionadores mais aficionados, em que suas coleções são muito mais volumosas e às vezes concentradas em uma ou duas bandas. Não me considero um fanático. Gosto de garimpar e sou resistente à novidades. Prefiro mesmo o rock clássico. Para mim a melhor época da música é entre 1966 e 1976 (pré-punk). Sobre os anos 1990 e 2000, são pouquíssimos os artistas que me chamaram atenção.


Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de discos?

Assim como uma biblioteca, o valor agregado de conhecimento e cultura é muito significativo. Mas para mim não basta apenas comprar e colecionar. Tem que se aprofundar, realmente procurar aprender e conhecer a obra dos artistas. Esse é realmente o colecionador. Conheço gente que possui terabytes de músicas no HD do micro, milhares e milhares de bandas, mas que não conhece, não sabe nada sobre e nem ouviu 0,5% do que possui.

Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais discos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Não, não... é utopia. Sempre vai haver uma nova velha banda dos anos 60/70 que a gente descobre, sempre vai ter um relançamento com inéditas, material tirado do baú, gravações ao vivo nunca lançadas... Talvez isso acabe algum dia, mas vai demorar... e já vou ter ido desta para melhor até lá...


O que significa ser um colecionador de discos?

É onde gasto a maior parte dos meus momentos de lazer. É um mundo à parte. Uma terapia. Quando fico entre os discos, ouvindo, organizando, lendo os encartes, limpando, esqueço dos problemas. Música para mim é mais do que um hobby, um passatempo. Já enchi muito o saco de amigos e parentes querendo que ouvissem algum disco, ou vissem algum show. Hoje estou bem melhor, mas tenho umas recaídas.

Pra fechar: o que você está ouvindo e o que recomenda para os nossos leitores?

No momento estou ouvindo Sly & The Family Stone - The Woodstock Experience, CD duplo em que um deles é o Stand!, disco de estúdio, e o outro é a apresentação deles em Woodstock. Muita gente, inclusive artistas de renome, acham que o melhor show daquele festival foi o desse grupo. Indicaria algumas bandas não tão conhecidas, como Captain Beyond, Warhorse e Blodwyn Pig. Também tenho que indicar The Band, Mountain e, é claro, Led Zeppelin, pra aqueles que ainda não conhecem (existe alguém?!?).

12 de mai de 2017

Novo disco do Living Colour sai em setembro

sexta-feira, maio 12, 2017

O Living Colour anunciou que lançará seu novo álbum em setembro. O disco, cujo título é Shade, chegará às lojas dia 08/09 pela Megaforce Records. O sexto CD do quarteto norte-americano encerra um longo período de 8 anos sem material inédito, desde The Chair in the Doorway, que saiu em 2009.

A produção é de Andre Betts , produtor que já trabalha com o grupo há mais de vinte anos. O tracklist e maiores detalhes sobre o disco ainda não foram revelados.

A banda sairá em uma turnê para promover o trabalho a partir de 18 de setembro, com o primeiro show já marcado para o The Opera House, em Toronto, no Canadá.

Rhapsody of Fire mostra nova versão de “Land of Immortals”

sexta-feira, maio 12, 2017

Com data de lançamento marcada para 26 de maio, Legendary Years traz o Rhapsody of Fire mostrando a sua nova formação através de regravações de alguns de seus maiores clássicos. 

Formado atualmente por Giacomo Voli (vocal), Roby de Michaelo (guitarra), Alex Staropoli (teclado), Alessandro Sala (baixo) e Manu Lotter (bateria), o Rhapsody of Fire é um dos braços do legado da banda italiana que surgiu em meados da década de 1990 unindo o power metal à música clássica de maneira profunda, e tem como centro criativo Staropoli. No outro lado da moeda, o guitarrista Luca Turilli também tem a sua versão da banda, com a qual já gravou dois discos: Ascending to Infinity (2012) e Prometheus, Symphonia Ignis Divinus (2015).

Abaixo você ouve a nova versão de “Land of Immortals”, música presente originalmente no primeiro disco do Rhapsody, Legendary Tales (1997), e que aqui tem os vocais de Voli no lugar dos originais de Fabio Lione.

Review: Irmão Carlos - Irmão Carlos (2017)

sexta-feira, maio 12, 2017

Irmão Carlos chega ao seu primeiro disco levando para todo o Brasil um trabalho que jé é conhecido na cena musical de Salvador e pelo público baiano. Equilibrando influências de black music e algumas pitadas de blues rock, o rapaz entrega um disco interessante e com vários bons momentos para a cabeça.

Musicalmente, o que temos nesse primeiro disco de Irmão Carlos é uma sonoridade construída com muitos instrumentos eletrônicos, e que divide espaço com a pegada orgânica da banda que acompanha o protagonista. Carlos vagueia entre o funk, a disco music e, surpreendentemente, o rock com pegada blues, e o resultado é uma sonoridade que traz influências claras de nomes como Banda Black Rio, Tim Maia e Raul Seixas, além de ícones mais contemporâneos como Chico Science & Nação Zumbi.

São dez faixas, algumas delas regravações de músicas já registradas anteriormente ao lado de sua banda anterior, O Catado, mas que aos ouvidos deste escriba sulista soam inéditas e refrescantes. Com bom gosto nos arranjos e letras muito bem escritas, Irmão Carlos sai com tiradas inteligentes e aforismos que fazem pensar, tudo embalado por uma musicalidade pulsante e, na maioria das vezes, extremamente dançante.

Se você está em busca de algo legal sendo produzindo na música brasileira atual, recomendo sem medo este disco de estreia de Irmão Carlos. Não sei se ele está disponível nas lojas de todo o Brasil - espero que sim! -, mas qualquer dúvida é só acompanhar o cara pelas suas redes sociais e cair no groove.




Accept revela capa de novo disco

sexta-feira, maio 12, 2017

Chegará às lojas no dia 4 de agosto o novo álbum do Accept. The Rise of Chaos é o décimo-quinto disco da banda alemã e foi produzido por Andy Sneap (Saxon, Opeth, Amon Amarth, e que assinou os últimos três CDs do grupo). 

O trabalho marca a estreia do guitarrista Uwe Lewis (ex-Rebellion e Grave Digger) e do baterista Christopher Williams (ex-Blackfoot e Andrew W.K.), substitutos de Herman Frank e Stefan Schwarzmann, respectivamente. A belacapa foi criada pelo artista húngaro Gyula Havancsák.


The Rise of Chaos, que é o quarto trabalho com o vocalista Mark Tornillo, terá o seu show de lançamento no festival Wacken Open Air dia 3 de agosto. A apresentação será especial e contará com três blocos: o primeiro apenas com clássicos e músicas novas, o segundo com canções do álbum solo que o guitarrista Wolf Hoffmann lançou em 2016 (Headbangers Symphony) e com participação da Czech National Symphony Orchestra, e a terceira parte com o Accept tocando ao lado da orquestra. 

Tem cheiro de que tudo isso vai virar um mega lançamento ao vivo nos próximos meses, né não?

Não vai rolar Desert Trip este ano

sexta-feira, maio 12, 2017

O festival Desert Trip reuniu lendas do rock em outubro de 2016 na California, com shows de Rolling Stones, Paul McCartney, Bob Dylan, Neil Young, Roger Waters e The Who. No entanto, o evento, que reuniu 150 mil pessoas em sua primeira edição, não acontecerá em 2017.

A confirmação veio de Paul Tollett, fundador e promotor do Desert Trip e do Coachella. Tollett afirmou que a primeira edição foi incrível, mas que não há planos para este ano. Porém, deixa a porta aberta para que nova edições aconteçam nos próximos anos.

11 de mai de 2017

Minha Coleção: conheça Beto Ferris, o cara que vendeu seus discos dos Mutantes para Mike Patton, do Faith No More

quinta-feira, maio 11, 2017

De colecionador pra colecionador, faça uma breve apresentação para os nossos leitores.

Meu nome é Beto Ferris, tenho 43 anos, sou designer e mestre cervejeiro. Também sou um ex-músico (fui vocalista de uma banda de metal de Belo Horizonte). Comecei a ouvir rock ainda no início dos anos 1980, quando ganhei alguns LPs de tios e amigos de escola.

Quantos discos você tem em sua coleção?

Minha coleção nem sempre foi minha, herdei de um tio que me deixou cerca de 700 LPs e compactos de diferentes bandas e estilos, alguns eu não gosto tanto, mas outros eu realmente adoro, bandas que tem mais haver comigo.

Quando você começou a colecionar discos?

Desde criança quando ganhei meus primeiros LPs. Eu já gostava de ouvi-los na casa dos vizinhos. Como eu era bem novo e não tinha aparelho de som, o jeito foi apelar para os mais velhos roqueiros da vizinhança. Lembro que minhas primeiras experiências foram bem no início dos anos 1980.


Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem em sua coleção?

Meu primeiro álbum ganhei de uma amiga de escola, que me deu o Led Zeppelin In Through the Out Door, o Black Sabbath Heaven and Hell e um K7 do Metallica Kill Em All. E ganhei também do meu falecido tio três LPs da Hollywood, coletânea da marca de cigarros com músicas das propagandas, como Whitesnake, Journey e Survivor. Estes tenho até hoje.

Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um ouvinte de música, mas sim um colecionador de discos?

Nos anos 80 era muito difícil ter coleções. O que acontecia era juntar os amigos e na casa de alguém passar o dia todo ouvindo os LPs e gravando em K7. Na virada pros anos 90 foi que eu comecei a trabalhar e pude começar uma coleção. Meus primeiros salários foram exclusivamente para comprar discos.Minha primeira compra foi o Mötley Crüe Girls, Girls, Girls, Metallica Ride the Lightning” e o Def Leppard Hysteria.

Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de gêneros ou usa algum outro critério?

Basicamente por ordem alfabética. Como são todos em vinil, cada capa tem seu plástico de proteção, mas não tem jeito. Como em minha coleção a maioria dos LPs veio de outra pessoa, tem alguns com certo excesso de uso, digo das capas, pois os vinis estão todos 100%, exceto aquele da banda Blitz (risos) que tem duas faixas arranhadas de fábrica devido à censura na época. Este LP é meio raro.


Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo?

Eles estão guardados num móvel comum. Eu bem que queria algo que pudesse deixá-los à mostra, mas como são muitos eu não tenho tanto espaço. Alguns títulos eu coloquei na parede, como quadros, como os solos do Kiss, que ficaram bonitos expostos!

Que dica de conservação você dá para quem também coleciona discos?

O manuseio é muito importante no caso de vinil. Acho que pelo tamanho superior ao CD, a fragilidade é bem maior. Uma dica importante quando se tem muitos LPs juntos é deixa-los num lugar sem umidade, de preferência com aqueles saquinhos de silicone, e ficar de olho em traças, aqueles insetos que comem tudo pela frente.

Você já ouviu tudo que tem? Consegue ouvir os títulos que tem em sua coleção frequentemente?

Como a coleção é uma herança que ganhei, muitos dos títulos não são de coisas que eu gosto muito, digamos que 50% da coleção é de bandas que eu gosto, ou aprendi a gostar, no caso do Bee Gees, que tenho a coleção completa e aprendi a gostar e respeitar. Mas infelizmente o toca-discos que eu tinha não funciona mais e deixei ele de lado. Meu principal formato para ouvir músicas hoje em dia é via streaming, assino a Apple Music e não tenho nada a reclamar.


Qual o seu gênero musical favorito e a sua banda preferida?

Sempre fui muito eclético, ouço o que a alma pede no momento, vai de The Roots a Black Sabbath, de Slayer a Laura Marling, de Abbath a Steel Panther. Basicamente meu gosto tende para o metal mesmo. O estilo que mais ouço é o hard e o southern rock e todos os seus derivados. Banda preferida é difícil falar, porque varia de tempos em tempos, mas a banda que me influenciou muito a entrar pra música profissionalmente foi o Pantera, então respeito muito.

De qual banda você tem mais itens em sua coleção?

Infelizmente meu falecido tio não tinha o gosto que eu tenho, minha coleção é muito a cara dele, apesar de ter muita coisa que eu gosto. Ele era um cara que gostava muito de soul music e funk americano dos anos 1960 e 1970. Bee Gees é uma banda que tem bastante LPs na coleção, Rita Lee também. Aliás tudo relacionado a ela tem na coleção, exceto Mutantes, que por intermédio meu ele vendeu toda a coleção para o Mike Patton do Faith No More, numa visita dele aqui em Belo Horizonte no final dos anos 90.

Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Acho que raros são principalmente os compactos dos Beatles, Rolling Stones, Creedence Clearwater Revival e Jackson Five, por não serem comuns. O primeiro LP da banda Blitz pode se dizer que é raro também, nesta prensagem em que o vinil vem com duas faixas arranhadas a mão pela fábrica, devido à censura da ditadura na época. Os que eu mais gosto são os clássicos como Deep Purple, Rainbow, Creedence, Kiss, Black Sabbath e Frank Zappa.


Você é daqueles que precisa ter várias versões do mesmo disco em seu acervo, ou se contenta em completar as discografias das bandas que mais curte?

Se for uma edição especial muito diferente do que eu já tenho, eu poderia ter mais de uma versão do mesmo álbum, o que é o caso de eu ter alguns álbuns do Kiss em vinil e em CD, mas no geral eu fico de boa tendo ou um ou outro apenas.

Além de discos (CDs, LPs), você possui alguma outra coleção?

CDs pra falar a verdade não tenho muitos, cerca de uns 100 apenas. Já DVD/Blu-ray tenho bastante, mais de 100 tranquilamente, na maioria de música pesada. Colecionar é uma coisa que é meio mania aqui em casa, temos coleção de cards da NBA, milhares … Selos, milhares … moedas, zilhões …

Em uma época como essa, onde as lojas de discos estão em extinção, como você faz para comprar discos? Ainda frequenta alguma loja física ou é tudo pela internet?

Raramente vou em alguma loja física hoje em dia. Antigamente eu ia muito, principalmente pra ver os amigos e beber cerveja na porta das lojas, e claro comprar algo de música, mas hoje em dia mudou muito, compro tudo pela internet. Eventualmente, quando visito São Paulo, passo na Galeria do Rock e compro algo. Hoje em dia uma loja que não faz venda on-line tá perdendo dinheiro.


Que loja de discos você indica para os nossos leitores? 

Eu acho que para o seguimento metal, a melhor dica de lojas é dar uma olhada nas Galerias do Rock - em São Paulo tem e em Belo Horizonte também. Lá é o lugar, se não for o único que tem uma grande variedade de coisas ligadas à música pesada, como lançamentos e raridades, que não se acha em qualquer lugar da cidade.

Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos?

Já comprei LPs em bancas de camelô, aliás nem eram bancas, os discos ficavam no passeio mesmo. Lembro de ter visto no meio de várias porcarias sertanejas álbuns do Grand Funk, Rush e Humble Pie. Comprei todos. Paguei na época o equivalente a 5 reais por cada, e para minha surpresa, eram importados. Vai saber como isso foi parar lá.

O que as pessoas pensam da sua coleção de discos, já que vivemos um tempo em que o formato físico tem caído em desuso e a música migrou para o formato digital?

Confesso que eu uso mais o formato digital, mas gosto de ter a coleção comigo. Já me desfiz de muitas coisas que hoje me arrependo. Esta coleção grande que era do meu tio, passou pra mim como se eu fosse um guardião dos LPs, porque com certeza após a morte dele alguém ia fazer dinheiro com eles ou deixar apodrecendo em algum lugar. Eu tenho orgulho de mostrar para as pessoas, a maioria acha bacana, mas ter só por ter sei que não é tão legal, tem que e ouvir. Estou providenciando a vitrolinha, no mínimo irá render umas festas boas em casa.


Você se espelha em alguma outra coleção de discos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Colecionar principalmente vinil é uma coisa que vem de anos e anos adquirindo coisas raras e de época. Gosto muito da coleção do Gastão Moreira. Apesar de nunca ter visto, eu sei que ele tem 99% das coisas que eu gostaria de ter. Nossos gostos são muito parecidos e sei que tem bastante coisa bacana lá.

Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de discos?

Dizem que vinil é um item que está voltando. Bom, eu não vejo muito isso. Claro que tem pessoas de lojas focadas só neste formato, mas só quem tem mais de 30 anos vai entender o valor cultural dos LPs. Eu tenho uma filha de 4 anos que não tem ideia de como era esperar meses para chegar um certo álbum de um banda que você gosta, de abrir o lacre da capa e sentir aquele cheiro típico de vinil novo. Isso não existe mais. Esta coleção terá o mesmo valor cultural e histórico quando estiver nas mãos dela, quando ela tiver idade suficiente pra isso.


Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais discos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Sempre terá mais e mais coisas que vão aparecendo que a gente vai coçar a mão pra ter, lançamentos ou não. Exemplo: a coleção do AC/DC que vem dentro de um case personalizado. Tendo dinheiro é compra certa.

O que significa ser um colecionador de discos?

Hoje é muito muito fácil ouvir música e uma coleção não é só volume gigantesco de itens. Uma pequena quantidade já caracteriza “coleção”. Ter 10 CDs em casa já é uma pequena coleção. Eu não acho que o formato físico dure tanto tempo mais. Cabe à nós, cada um à sua maneira, não deixar morrer esta paixão por CDs, DVDs, LPs e etc.


Qual o papel da música na sua vida?

A música é tudo na minha vida desde sempre. Moldou quem eu sou e eu sou muito grato por isso. Foi difícil crescer gostando de heavy metal numa família conservadora e cheia de preconceitos. Lutei muito para não deixar ninguém me impedir de ouvir Kiss, por exemplo, com 10, 12 anos de idade, numa época onde a banda era considerada satânica pela minha família. Graças a minha perseverança, a música me levou pra um caminho onde hoje eu olho pra trás e só sinto orgulho.

Pra fechar: o que você está ouvindo e o que recomenda para os nossos leitores?

Bom, eu tenho ouvido muita coisa antiga, porque estou meio que nesta fase agora, hahaha… Bandas que todos estão muito cansados de ouvir, tipo Black Sabbath, Van Halen, Frank Zappa, Stevie Ray Vaughan, Rainbow, Lynyrd Skynyrd, então vou recomendar bandas dentro do estilo que eu ouço mais, que é o hard rock.

The Defiants - The Defiants (com membros do Danger Danger, Paul Layne no vocal)
Warrant - Louder Harder Faster (novo da banda, Warrant não tem erro)
Glenn Hughes - Resonate (empolgante!)
Dead Daises - Make Some Noise (John Corabi e Doug Aldrich)
Crashdïet - Rest in Sleazy (porque é um clássico)
Mind Funk - Mind Funk (banda criada nos anos 90 com membros do MOD e o ex-baterista do Celtic Frost, sonoridade hard/grunge, excelente primeiro disco)

De extremo:
Abbath - Abbath (Porque tem qualidade sim)

De southern rock:
Van Zant - Red, White & Blue (porque amo Lynyrd Skynyrd)

De porrada:
Morgoth - Feel Sorry for the Fanatic (álbum injustiçado até pela banda, que é de death metal e quis ousar e experimentar, mas eu adoro, sonoridade a lá Voivod)

De curioso:
Tragedy - We Rock Sweet Balls and Can Do No Wrong (banda de hard rock que faz um tributo ao Bee Gees)

E, por fim, a trilha sonora do filme Rock of Ages, com versões bem legais de clássicos.



Para Michael Anthony, está na hora de uma turnê de reunião do Van Halen

quinta-feira, maio 11, 2017

Em entrevista para Eddie Trunk, Michael Anthony declarou em entrevista que está na hora de o Van Halen fazer uma turnê de reunião, e contando com David Lee Roth e Sammy Hagar dividindo o mesmo palco. 

Se você ouvir as entrevistas recentes de Sammy, tá na cara que as portas estão abertas. E acho que os fãs não iriam se desapontar se conseguirmos fazer algo nessa linha”, disse o baixista.

Vale lembrar que Anthony retomou contato com David recentemente, após anos sem falar com o vocalista.

Sim, seria ótimo se algo assim rolasse. E o Van Halen poderia dar uma variada e fazer uns shows fora dos Estados Unidos também, né gente? Uma descidinha pra cá seria muito bem-vinda.

Gene Simmons está compondo novas músicas, mas não tá afim de lançar um novo disco do Kiss

quinta-feira, maio 11, 2017

Em entrevista ao jornalista Michael Cavacini, Gene Simmons falou sobre a possibilidade de o Kiss gravar um novo disco, sucedendo o mais recente trabalho da banda, Monster, lançado em 2012.

Compus algumas coisas. Escrevi uma canção chamada ‘Your Wish is My Command’ e ficou muito bom, algo épico que poderia estar em Love Gun, talvez. Mas não estou motivado para fazer isso e um moleque cheio de espinhas fazer o download de tudo em um site gratuito. Desculpe, mas não trabalho para isso. Ouço pessoas dizendo que eu já tenho dinheiro suficiente. É realmente disso que eu preciso: uma criança de 18 anos me dizendo que o que tenho já é o bastante! Isso não me afeta em nada, assim como não afeta os Stones, o U2 e um monte de outras bandas. O mais triste de tudo isso é que as próximas grandes bandas que surgirem não terão mais a chance que nós tivemos, porque não há mais uma indústria da música. Eles vão ter que dar a sua música praticamente de graça para as pessoas”.

Novo álbum de Alice Cooper tem data de lançamento confirmada

quinta-feira, maio 11, 2017

Paranormal, o vigésimo-sétimo álbum solo de Alice Cooper, chegará às lojas dia 28 de julho. O disco será disponibilizado nos seguintes formatos: CD duplo digipak, LP duplo e um box limitado cujo material ainda não foi divulgado, além dos serviços de streaming.

O trabalho foi produzido por Bob Ezrin, colaborador de longa data de Alice, e traz doze faixas gravadas em Nashville. O pacote inclui um disco bônus com três novas músicas compostas e gravadas pelos integrantes originais do Alice Cooper Group - Dennis Dunaway, Neal Smith e Michael Bruce, além de material ao vivo. Já o disco em si traz as participações especiais de Billy Gibbons (ZZ Top), Larry Mullen Jr. (U2) e Roger Glover (Deep Purple).

10 de mai de 2017

Novo documentário conta a revolução musical dos Beatles em Sgt. Peppers

quarta-feira, maio 10, 2017

Comemorando os 50 anos do clássico Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, o canal de TV britânico PBS produziu um documentário onde conta a revolução musical perpetrada pelo Beatles no disco. 

Com o título de Sgt. Peppers Musical Revolution, o filme tem estreia marcada para o dia 3 de junho e promete acesso até então inédito aos arquivos do Abbey Road Studios, incluindo as conversas entre os membros da banda enquanto gravavam o disco e tracks isoladas dos vocais e instrumentos.

O documentário tem apresentação de Howard Goodall, compositor e apresentador veterano da TV inglesa.

Para Lars, Phil Rudd seria o seu substituto ideal no Metallica

quarta-feira, maio 10, 2017

Em entrevista para uma rádio de Baltimore, Lars Ulrich respondeu sobre quem gostaria que o substituísse no Metallica caso não pudesse mais tocar com a banda. E a resposta foi surpreendente: "Se pudesse escolher, se pudesse ter a oportunidade de ouvir algúem colocando a batida para os riffs de James, eu pegaria Phil Rudd. Acho legal o seu tipo de vibração, como ele faz as coisas. Ele tem sido a minha principal fonte de inspiração desde que fizemos Justice, Black Album e Load. Ele tem todo esse lance de groove e seria legal vê-lo tocando com James".

E aí, já imaginou como soaria o Metallica com Phil Rudd? Eu confesso que essa associação nunca havia passado pela minha cabeça.

Minha coleção: o amplo universo discográfico de Mário Orestes, de Manaus

quarta-feira, maio 10, 2017

De colecionador pra colecionador, faça uma breve apresentação para os nossos leitores.

Me chamo Mário Orestes Silva, nascido em 1972 na cidade de Manaus (AM). Sou administrador autônomo e em minhas horas vagas produzo arte gráfica e escrita. Em meu blog pessoal dá pra se ter ideia da personalidade do produtor do lido agora. Audiófilo apaixonado pelo formato analógico, não conseguiria viver sem música, que considero tão vital quanto alimentação ou sexo.

Quantos discos você tem em sua coleção?

Sinceramente, não tenho o número exato. Em planilha do Excel tenho listados 1.639. Contudo, na planilha não incluo os singles promocionais, destinados a divulgação em rádios, nem os compactos de 7 polegadas. Então, no chute, deve ser por volta de 1.800 a 1.900 exemplares de LPs, incluindo um pouco mais de 100 CDs. O que não é grande coisa, visto colecionadores que possuem 10 mil, 20 mil itens. 

Porém, não saio catando tudo que se encontra, só pra dizer que possuo milhares de exemplares, como fazem alguns hipsters. Só adquiro aquilo que me interessa. Jamais terei discos de escolas de samba, de apresentadora de programas infantis ou com hinos de times de futebol. Não tenho nada contra os estilos variados e respeito seus lugares no mercado. Apenas procuro adquirir aquilo me agrada. Posso dar como exemplo disto o Pink Floyd. Não curto a fase sem Roger Waters, apesar de ainda gostar de algumas músicas do Division Bell. Porém, minha coleção deles acaba no The Final Cut. Por mais que um dia encontre um LP da fase de David Gilmour, em bom estado, a preço acessível, não o comprarei.

Também tenho o sério problema com falta de espaço. Então evito fazer compras em grandes proporções, o que já usado como argumento pra economia (risos).

Nas fotos que envio pra ilustrar este bate papo é possível se ver roupas por cima de discos e outras coleções dividindo praticamente o mesmo espaço que os LPs. Isto não se deve a desorganização de minha parte, mas sim pura falta de espaço mesmo. Hoje, mais do que nunca, sou obrigado a priorizar a qualidade, em vez de quantidade.

Quando você começou a colecionar discos?

Ainda na adolescência, quando conheci o rock and roll. De lá pra cá, já tive duas gerações de coleção de discos que me foram perdidas devido a furtos, empréstimos mal sucedidos etc. Quando comecei a montar a terceira coleção, passei a tomar o cuidado de não emprestar e não vender, mantendo a austeridade até a presente data.

Você lembra qual foi o seu primeiro disco? Ainda o tem em sua coleção?

Meu primeiro vinil foi o compacto de 7 polegadas "Jailbreak" do AC/DC. Já o meu primeiro LP foi o Love at First Sting dos Scorpions. Ambos se perderam junto com a minha primeira coleção. Hoje já consegui recomprar o "Love at First Sting". Já o 7 polegadas do AC/DC jamais consegui readquirir.

Quando caiu a ficha e você percebeu que não era só um ouvinte de música, mas sim um colecionador de discos?

A síndrome teve alguns sintomas (risos). O primeiro foi quando comecei a ir atrás de discos que faltavam nas discografias das bandas que curto. O segundo foi quando passei a fazer (quase) tudo pra adquirir um exemplar em específico.

Para um colecionador, quando ele procura um item por anos e, por acaso, este item aparece na frente dele injustamente quando ele se encontre sem dinheiro pra comprá-lo, não há dor pior. É o próprio viciado dependente, sem dinheiro para aquele placebo.

O sintoma mais hilário foi quando minha mãe começou a reclamar que os discos estavam ocupando o lugar das roupas no guarda-roupas. 

Vale lembrar que o colecionismo está muito próximo da Síndrome de Diógenes (termo clínico para a doença do acumulador compulsivo). Logo, é sempre bom ter noção de limites, em todos os sentidos.


Como você organiza a sua coleção? Por ordem alfabética, de gêneros ou usa algum outro critério?

Por ordem alfabética. Fica mais fácil e rápido pra localizar um item. Quando passa de 1.000 itens, se não houver critérios de ordem, fica complicado. Mantenho uma planilha no Excel que é dividida em abas de Nacional, Internacional, Regional, CDs, LPs e Geral. Cada aba com as colunas de Banda/Artista, Título do Álbum e Ano de Lançamento.

Interessante que só mantenho a ordem de organização na coleção de discos. Já a coleção de gibis (que tem quantidade equivalente a dos discos) está toda misturada e sempre demoro pra localizar um item quando preciso. (risos)

Onde você guarda a sua coleção? Foi preciso construir um móvel exclusivo pra guardar tudo, ou você conseguiu resolver com estantes mesmo?

Guardo no mesmo cômodo que eu durmo. Como não é um cômodo grande, tenho limitação esgotada de armazenagem. A limitação não comporta estantes grandes, então tenho de separar as coleções em espaços milimetricamente calculados. Pretendo conseguir um lugar maior, não pra me dar mais conforto, mas sim pra poder voltar a adquirir mais discos e alimentar a fome de meu colecionismo.


Que dica de conservação você dá para quem também coleciona discos?

Nunca guarde-os na horizontal. Mantenha-os mais verticalmente possível. Isso impede que o produto envergue. No caso de discos em vinil, logicamente. Conserve os plásticos internos e externos limpos, sendo os internos guardados com a "boca" pra dentro da capa, evitando que o vinil tenha contato com poeira. Estoque de plástico é imprescindível pra quando há aquisições na coleção.

Nunca coloque os dedos na área dos sulcos dos vinis. Pegue-os sempre pelas bordas e pelo selo no centro. Esqueça os scratches que os DJs fazem! Pode ser o melhor DJ do mundo, mas que ele faça scratches nos discos dele, não nos seus. Por mais legal que possa ser, o contato com os dedos sempre deixa partículas de poeira, gordura ou outras impurezas que certamente entrarão nos sulcos e comprometerão a qualidade do som.

Pra quem compra em sebos, inevitavelmente terá que lavar os discos e limpar as capas e os encartes. A limpeza pode se dar através de líquidos específicos (loções de silicone e equivalentes) ou com água e sabão (sempre sabão neutro) e com secagem natural. Nada de passar toalhas ou flanelas, que também soltam partículas minúsculas que ocupam os sulcos. Já com as capas e encartes o maior problema é o mofo, que pode proliferar se não extraído. Pior ainda quando se trata de lugar com o clima muito úmido. Há aparelhos desumidificadores, mas manutenção é crucial.

Você já ouviu tudo que tem? Consegue ouvir os títulos que tem em sua coleção frequentemente?

Pra aquisição tenho o seguinte ritual: quando chego com o disco, coloco-o separado dos outros. Ele será analisado por completo. Cada centímetro de encarte é aberto e a capa é verificada. Se algum vestígio de sujeira ou impureza for encontrado, é imediatamente limpo. Se o disco estiver sujo, segue pra lavagem.

Em seguida tento eliminar (caso haja, na parte gráfica) rasuras a lápis ou canetas, para na sequência já tentar reparar de danos. Às vezes uma capa rasgada pode ser reparada com cola e paciência. Um trabalho artesanal, mesmo de recuperação. Na sequência coloco plásticos novos, que sempre tenho em estoque.

Após toda a frescura, o álbum será catalogado pra finalmente ser escutado. Terminada a audição, ele poderá ser "despachado" pro seu devido lugar dentre os demais na coleção. Claro que todo o processo pode levar vários dias. Quando o álbum me agrada muito, escuto-o por algum tempo seguido.

Já pra audição do que já tenho, é outro ritual. Gosto de escutar disco apropriado pra datas, pra sentimento no momento e em saudação a artista que vão falecendo. Mas também gosto de fazer as chamadas "saladas". Por exemplo, escutar um álbum de punk rock, depois um de MPB, depois um thrash metal, depois um jazz, depois uma ópera, depois um reggae, etc. Neste aspecto, a lógica esperada me é tão apropriada quanto o non sense. Só procuro escutar o álbum escolhido, por inteiro. Dificilmente escuto músicas soltas.


Qual o seu gênero musical favorito e a sua banda preferida?

O que mais preenche o coração é o punk rock com o classic rock. Mas escuto quase todos os estilos. Jazz, reggae, música erudita, metal extremo, jovem guarda, grindcore, techno, new age, etc. Contudo, o estilo, por muitas vezes, me é adequado conforme o momento. Por mais que eu ame punk rock, na solidão da madrugada me é consolador um Miles Davis. Após a ingestão de Ayahuasca, nada melhor do que Björk. Para acasalar, Vangelis na trilha sonora de Blade Runner. Quanto estou com raiva o Reek of Putrefaction do Carcass, e por aí vai.

Ainda consigo escutar e ter títulos escolhidos a dedo de estilos que não curto. Por exemplo, não gosto de pagode, mas tenho alguns discos, gosto e escuto Bezerra da Silva. Não gosto de forró, mas tenho alguns discos, gosto e escuto Luiz Gonzaga. Exceções, mas não tenho problema nenhum em assumi-las.

A banda internacional que mais gosto é o Ramones. Nacional, Marcelo Nova. Mas não significa que escuto-os direto. Ao contrário, raramente escuto um deles, porque estou sempre escutando e conhecendo coisas novas. Outro fator condicionante é que tenho medo de enjoar do que gosto muito. Logo, quando se deixa passar um bom tempo sem escutar, a audição fica mais prazeirosa, do que a executada frequentemente.

De qual banda você tem mais itens em sua coleção?

Ramones, com 25 discos no total (incluindo LPs e CDs, sendo alguns repetidos em mídias diferentes. O Mondo Bizarro é o único que tenho em LP, CD e fita-cassete originais). Sem considerar camisetas, pôsteres, quadros, revistas, livros, bottons, etc. Não é muito, mas há várias outras bandas/artistas que tenho quantidade próxima de discos oficiais.

No mundo em que vivemos, pra se ter quantidade consumível basta se ter dinheiro o suficiente pra isso. Eu não tenho muitos, porque não tenho dinheiro pra isso. Bem que gostaria de ter a coleção completa de todos. 

Você quer comprar a coleção completa dos Ramones? Dos Stones? Dos Paralamas do Sucesso? De qual banda você quer? Você encontra o site! Tem forma de pagamento no cartão, Paypal ou código o barras. Você escolhe.

Quais são os itens mais raros, e também aqueles que você mais gosta, na sua coleção?

Acredito que os mais raros sejam os autografados pelos artistas. Nomes como Ira!, Inocentes, Taurus, Marcelo Nova, Blues Etílicos, Kid Vinil, Ressonância Mórfica, Vulcano, Garotos Podres, Autoramas, Rock Rocket e Cólera (ainda com Redson). São alguns que consegui autógrafos, sem considerar a enorme quantidade de artistas locais. Alguns destes já tiveram seus autores titulares falecidos. Naturalmente que estes se tornam mais raros. O vinil A Amazônia Canta com Anísio Mello (de 1976), autografado pelo saudoso mestre, com certeza é um dos mais raros.

Os que particularmente mais gosto? Bem, há vários discos que amo em minha coleção. Considero estes álbuns perfeitos, sem pontos baixos. Discos que da primeira à última faixa, pode deixar tocar que me agradarão plenamente. Dois que eu coloco como os maiores amores sem dúvida nenhuma são o Setting Sons do The Jam (de 1979) e o Halfway to Sanity dos Ramones (de 1987). O Jam tenho em LP e CD importados. Infelizmente o Halfway dos Ramones só o tenho em CD importado.

Também amo vários outros como o primeiro do The Stooges, o Duplo Sentido do Camisa de Venus, o London Calling do Clash, o Place Without a Postcard do Midnight Oil, o Fresh Fruit for Rotting Vegetables dos Dead Kennedys, o Vivendo e Não Aprendendo da Ira!, o The Number of the Beast do Iron Maiden, o A Verdadeira História de Um Brasileiro do Não Religião, o Never Mind the Bollocks - Here's the Sex Pistols, o Dois da Legião Urbana, o Reign in Blood do Slayer, o Adeus Carne dos Inocentes, o Nós Vamos Invadir Sua Praia do Ultraje a Rigor, o Orgasmatron do Motörhead, o Histórias de Sexo e violência dos Replicantes e o Animals do Pink Floyd.

Ainda tem aqueles que amo, mas infelizmente não os tenho, o que daria uma outra lista à parte (risos). A lista de Procura-se. (risos)

Você é daqueles que precisa ter várias versões do mesmo disco em seu acervo, ou se contenta em completar as discografias das bandas que mais curte?

Ter diferentes versões do mesmo disco me seria muito agradável, mas sempre fui limitado financeiramente para isto, então não cheguei a ter este foco, com a exceção dos Ramones, que eu demorei alguns anos pra conseguir completar a coleção da discografia de discos oficiais, sem considerar os bootlegs. Como já disse acima, tenho o Mondo Bizarro dos Ramones em três formatos oficiais. Ter toda a discografia deles assim seria um sonho, mas não corro atrás disso participando de leilões ou garimpando sites de vendas. Logo, somente alguns da coleção tenho repetidos em LP e CD

Confesso que hoje sou bem menos apegado de como era há vinte anos atrás às minhas coleções, mesmo que agora esteja mais estabilizado do que em 1997. Isso não diminuiu em nada meu amor aos discos que prezo, apenas há outro tipo de simbiose. Minha audição hoje já é compreensiva, analítica e bem menos possessiva. Coisa que veio com a idade mesmo.

Tem um outro fator amenizador da possessão colecionista, que diz respeito à facilidade de hoje devido à internet. Não existem mais "discos raros". Não apenas discos, mas qualquer raridade já ficou potencialmente mais acessível através da web. Basta você ter a quantia de dinheiro que o preço pede, porque o contato, o “encontrar", já é bem mais fácil agora do que na época que não tínhamos a internet popularizada. Com uma boa conexão, em alguns minutos você está acessando a fanpage de um antiquário localizado no outro lado do mundo. Daqui de onde digito estas palavras posso participar de um leilão lá da Suécia ou da África do Sul que esteja vendendo um item que procuro. Nos anos 1980 não tínhamos isso.


Além de discos (CDs, LPs), você possui alguma outra coleção?

Gibis e comic books, sendo muitos autografados. Tenho uma modesta biblioteca, DVDs, fanzines, pôsteres e fitas-cassete, mas não são tão significantes quanto os discos em termos de quantidade.

Da infância pra adolescência cheguei a ter coleções de chaveiros, etiquetas de roupas (risos), cartões telefônicos e selos postais, mas quando fui contaminado pelo rock and roll passei a gostar de discos e todo o resto deixou de me interessar tanto.

Em uma época como essa, onde as lojas de discos estão em extinção, como você faz para comprar discos? Ainda frequente alguma loja física ou é tudo pela internet?

Cheguei a fazer algumas compras pela internet e faria novamente, dependendo das circunstâncias, mas indiscutivelmente que visitar lojas e sebos é um tipo de compra que lhe remete ao acaso mais minimalista do que simplesmente visitar o site de uma ponto com qualquer.

Algo indispensável pra qualquer colecionador são os contatos. Conhecer outros colecionadores, participar de fóruns, visitar feiras, sebos, antiquários, sites especializados, convenções, clubes, etc. Numa dessas oportunidades você encontra um disco que procura há anos (olha de novo aí o "acaso minimalista") ou se desfaz de um repetido indesejado que seria ouro pra outro.

Qualidade de contato é quando este te satisfaz alguma demanda, seja qual for a sua natureza. Comprei por muito tempo de um ex-colecionador que se desfez de sua coleção, vendendo-a aos poucos. Ele me telefonava com uma lista, eu separava o que queria e ele me entregava em casa, nas minhas mãos. Tinha muita pérola dos anos 60, 70 e 80.

Outra dica é ficar atento também à vendas inesperadas. Loja que fecha as portas geralmente queima estoque a preço promocional. Quando um colecionador falece e os herdeiros vendem a coleção, também é um filé. Adoro quando algum "rockeiro" vira crente e vende sua coleção. Geralmente eu compro um monte deles (risos). Ruim é quando eles queimam os discos.

Quando tenho oportunidade de visitar outra cidade também sempre procuro lojas ou sebos locais. Em algumas viagens a trabalho às vezes não dá tempo pra se fazer isso, mas quando se é possível, garimpar pode trazer ouro.

Que loja de discos você indica para os nossos leitores?

Bem, não frequento lojas com frequência. Como moro na cidade de Manaus, não tenho muitas opções. Então a saída é partir pros independentes. Posso indicar daqui do green hell a Oficina Rock Underground Wear, a Underground Brasil Distro, os malucos do Mama Records, a Distro dos Infernos, o sebo Edipoeira, a Garagem do Disco, a Manaós Distro, o sebo Alienígena e o sebo Império. Como também consumo livros, gibis e DVDs, vez ou outra visito a sessão de discos das grandes comerciantes Saraiva e Leitura.

Qual foi o lugar mais estranho em que você já comprou discos?

Não lembro de ter comprado disco em algum lugar especificamente estranho. Já comprei em lugares não convencionais como banco de praça, mesa de bar, dentro de um carro em movimento e festa de aniversário.


O que as pessoas pensam da sua coleção de discos, já que vivemos um tempo em que o formato físico tem caído em desuso e a música migrou para o formato digital?

Há pessoas que sabem valorizar uma coleção, mas pra outras não passa do acúmulo de material obsoleto, um elefante cor de rosa que não serve pra nada. Tenho um sobrinho que está saindo da adolescência, começando a gostar de rock, já arranha uma guitarra. Este provavelmente será o herdeiro da minha coleção. Mas por questões de segurança, prefiro que todos pensem que eu tenho apenas um elefante cor de rosa.

Você se espelha em alguma outra coleção de discos, ou outro colecionador, para seguir com a sua? Alguém o inspira nessa jornada?

Não me espelho ou inspiro em outros colecionadores, mas o colecionismo é, no mínimo, curioso. Há alguns casos que valem ser lembrados, como por exemplo o gringo Rutherford Chang que coleciona somente exemplares do White Album dos Beatles. Esse cara conseguiu apurar a loucura saudável do colecionismo.

O caso de Selva Raja (especializado em trilhas sonoras de cinemas) chega a impressionar, porque a Malásia tem uma censura severa que proíbe a veiculação de muito material. Ele tem muita dificuldade em manter sua coleção.

No Brasil, o caso que mais chama atenção é o de Zero Freitas, que leva o colecionismo a uma seriedade profissional, de estrutura empresarial com um quantitativo universal. Quem conhecer a Biblioteca de Babel, de Jorge Luis Borges, pode imaginar o equivalente a uma discoteca. O Zero deve ter vinil gravado até por ET.

Na minha cidade natal (Manaus) o caso mais notável é o de mestre Joaquim Marinho, que não possui apenas uma coleção de discos. Ele coleciona coleções. Ele tem coleção de discos, de cartões postais, de cartões telefônicos, de VHS, de DVDs, de carrinhos, de objetos sexuais, de selos postais e de algo mais que eu desconheço. Ele mesmo assume que sua casa é uma loucura. E é mesmo (risos).

Qual o valor cultural, e não apenas financeiro, que você vê em uma coleção de discos?

A máxima que vinha impressa na contracapa de muitos discos (Disco é cultura!) é verídica. Um disco é um registro cultural, feito em determinada época, por determinadas pessoas, em determinado local. Mesmo os álbuns de um só artista são feitos com o trabalho de vários profissionais envolvidos. Lógico que em se tratando da indústria cultural, alguns exemplos são de banalidade inegáveis, mas em contraponto há aqueles registros que são verdadeiras obras de arte. Alguns indiscutivelmente ajudaram a moldar a cultura pop mundial.

Particularmente amo a arte gráfica dos discos em vinil, que jamais serão reproduzidas em outras mídias com o mesmo expressionismo dos long plays. Por exemplo, a capa do disco psicodélico de Milton Nascimento (Milagre dos Peixes, de 1976). Aquilo em CD deve ficar ridículo se comparado com o poster, quase gigante, do vinil. Há dezenas de álbuns pensados pro formato analógico que jamais terão esse minimalismo equivalente nos formatos digitais. O Stand Up do Jethro Tull, Come Out and Play do Twisted Sister, o encarte do Fresh Fruit dos Kennedys, E Pluribus Funk do Grand Funk, Metal Box do Public Image LTD, o Physical Graffiti do Led, o Sticky Fingers dos Stones e por aí vai. E isso não se limita à música velha. Jack White nos provou em Lazaretto que a tecnologia, além de ajudar a manter e a ampliar a qualidade, inovou o conceito de execução do vinil.

Especificamente divulgando apenas as artes gráficas de álbuns em vinil é que, uns anos atrás, eu joguei no ar este blog. Como eu fazia postagens diárias de imagens, rapidamente preenchi o espaço virtual gratuito cedido pela prestadora Blogger. Depois de um tempo, a administração deles me fez contato, alegando que eu já tinha esgotado o espaço virtual gratuito e que se eu quisesse mais espaço, teria de comprar um plano assim e assado. Pra contornar a situação eu simplesmente abri outro blog. Como continuei com postagens diárias, logo esgotei o espaço do segundo também. Um dia penso em abrir um terceiro, só pra fechar uma trilogia. Detalhe curioso é que optei por colocar os blogs com tudo em inglês, visando um público mais amplo. As estatísticas do Blogger mostram que os acessos nos dois endereços são mais efetivados pelos gringos do que pelos brasileiros. Também não é segredo que os estrangeiros adoram a música brasileira e tem muita coisa de música brasileira nos blogs.


Vai chegar uma hora em que você vai dizer "pronto, tenho tudo o que queria e não preciso comprar mais discos", ou isso é uma utopia para um colecionador?

Ter tudo o que se quer é meio utópico, sim. É latente no ser humano contemporâneo sempre desejar mais do que se tem. Se o ser humano for um colecionador, então ele está fadado a ser surpreendido a qualquer momento pela disponibilização de um item novo, ou uma nova versão daquilo que ele coleciona. Lá vai ele adquirir. No meu caso em particular, não compro discos com a mesma frequência e quantidade de décadas atrás, mas também não sei se um dia pararei definitivamente de comprar. Isso é bem relativo.

O que significa ser um colecionador de discos?

Subjetivo isto. Conheci um cidadão que tem uma coleção enorme de trilhas sonoras de telenovelas. A coleção dele é só isso, mas são centenas. Pra ele, colecionar discos é algo totalmente diferente do que pra mim. Assim como o significado pra mim já é diferente do significado pra Luiz Calanca. Voltamos pra máxima do Disco é Cultura!

Posso arriscar genericamente que se trata de uma preservação cultural. Discos estão relacionados diretamente a áudio e isto engloba não apenas música, mas cinema, teatro, poesia, jornalismo, etc. Há discos de entrevistas, há discos que são recitais, discos só com efeitos sonoros, discursos gravados, só com rezas, ruídos de animais, etc. Colecionar isto já é categorização juntada conforme o perfil buscado pelo coletor.


Pra fechar: o que você está ouvindo e o que recomenda para os nossos leitores?

Gosto de pegar discografias inteiras (no formato MP3) e ir escutando com o passar dos dias. Assim, sempre estou buscando um disco que me toque, ao ponto de considerá-lo perfeito. Quando encontro, o disco passa pra lista de "procura-se" e se encontrá-lo no formato analógico, compro-o. Aplico isso pra bandas/artistas conhecidos, desconhecidos que existem ou existiram em algum lugar do mundo, a grupos novos surgidos há pouco tempo.

O que estou escutando agora? Bem, eu vou misturando em alternância aleatória os discos das discografias que pego pra escutar. Uns meses atrás estava digerindo a discografia do Polysics do Japão, a discografia do Judas Priest, discografia do Bad Religion e a discografia do CCCP Fedeli Alla Linea da Itália. No momento estou escutando a discografia do Gregorian (da Alemanha), discografia dos americanos do Radio 4 e do Godhead, discografia do Peter Pan Speedrock (da Holanda), a discografia da Plebe Rude, discografia dos Scorpions e discografia do Saxon. A média é uma audição de 4 discos por dia. Tem dias que não consigo escutar um álbum sequer, mas outros escuto até 7 ou 8 álbuns. Não sei quais discografias pegarei pra escutar depois. (risos)

Como recomendação não tem como não falar do rock local. O primeiro disco da Espantalho, homônimo a banda lançado no ano de 2003, é um dos álbuns que considero perfeitos e amo. Outros merecem audição com carinho como o Beyond the Scenes da Several de 1999 (neste primeiro disco a banda ainda tinha o nome de Several Skin), o Soda Billy de 2010, o EP Vozes do Inferno da Flash de 1988, o Tulipa Negra de 2001, o Zona Tribal de 2003, o Amazônico do Adal de 1984, o Alchemy of Chaos da Mystical Vision de 2013, o Aqui no Mato Tem Ska da Deskarados de 2001, o Chá de Flores de 2003, o Zumbi de Bar da Antiga Roll de 2015 (que tem tiragem em LP), o Paranormal Songs da Malbec de 2012 (também com tiragem em LP), o Lago das 7 Ilhas do Antonio Pereira de 1996, o Quero Ver Até Onde Vocês Vão da Playmobils de 2013, o Vale dos Suicidas da Infection de 2012, o Garota Rock n' Roll da The Mones de 2015, os dois álbuns da Luneta Mágica, o Shadows of Insanity da Evil Syndicate de 2012, qualquer coisa da banda Dpeids, o A Idéia Não Morre dos Cabanos de 2008, o Nervo da Infâmia de 2013, o Hecatombe da Gordons de 2015, o Mezatrio de 2006, o The Dark Path da Nekrost de 2014, o Escândalo Fônico de 2012, o Motim Massacre da Disritmiaa de 2009, o Sentapua de 2004, o A Divina Comédia Cabocla do Nicolas Jr. de 2005, o Regional Experimental dos Tucumanos de 2008 e o Mezatrio de 2006. 

Alguns não tiveram uma produção muito bem acabada, mas vale conferir: o Senta a Pua da banda Tudo Pelos Ares de 2010, o Holocausto Social da Auto Destruição de 2015, o Prepare Um Drink e Alguns Tragos da Rolleta Rock de 2015, o Brutal Instinct of Retalliation da Mortificy de 2003, os dois volumes da coletânea Além da Fronteira de 2001 e o Território Perdido da Brutal Exuberância de 2011.

Eis um panorama bem representativo da cena local. Há muitos outros nomes que poderiam ser recomendados, mas como seus estilos já não me agradam tanto, não saberia nem indicar. Pode parecer muito a quantidade de nomes citados e dificilmente alguém procurará escutar por se tratar de nomes não conhecidos. Porém, na audição pode ser encontrado algo que não deve muito pra medalhões do mainstream ou algo que simplesmente agradará plenamente. Basta arriscar.

Paz e saúde a todos!

ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE