4 de ago de 2018

Back Street Crawler, o único (e ótimo) álbum solo de Paul Kossoff

sábado, agosto 04, 2018

Back Street Crawler é o primeiro álbum solo de Paul Kossoff, guitarrista do Free. Na época de seu lançamento, Kossoff estava afundado em drogas, jogando pelo ralo o seu imenso talento. O que ele havia feito com o Free, em álbuns como Tons of Sobs (1968), Free (1969) e Fire and Water (1970), já bastava para colocá-lo entre os grandes guitarristas do rock. Unindo a sua paixão pelo blues a uma generosa dose de peso, Kossoff desenvolveu um estilo único, onde as principais características eram a pegada agressiva, o grande senso melódico e, principalmente, as bases e riffs marcantes, cujo maior exemplo é a clássica "All Right Now".

Esse disco, gravado na sequência do primeiro e único trabalho do Kossoff, Kirke, Tetsu & Rabbit (projeto montado por amigos para manter Kossoff longe do vício e que lançou seu único registro em 1972), traz todos os integrantes do Free, além de nomes como Alan White (Yes), Jess Roden (Bronco), John Martyn (Eric Clapton, David Gilmour), Tetsu Yamauchi (Free, Faces), Rabbit (Who, Roger Waters, Free) e outras feras. O resultado é um álbum que, apesar de curto, exemplifica com exatidão toda a força da música de Paul Kossoff.

"Tuesday Morning" é uma longa suíte hard, que abre o disco de forma bombástica, tomando conta de todo o lado A do vinil. Nela o brilho de Kossoff é intenso, com solos faiscantes e melodias infinitas brotando de sua guitarra. Um clássico do rock setentista, sem dúvida. "Time Away" une as guitarras de Kossoff e John Martyn, com passagens tão belas que chegam a emocionar. Já "Molten Gold" é a faixa mais conhecida do trabalho, muito pela participação de Paul Rodgers nos vocais dessa balada com um bem-vindo apelo pop, que ganhou tanta projeção que acabou virando até título de coletânea do Free. O álbum fecha com a faixa que dá nome ao disco, mais uma interessante instrumental onde o talento de Kossoff é o grande destaque.


Back Street Crawler foi relançado em 2008 em uma deluxe edition que trouxe 14 faixas extras, limpando os arquivos que deram origem às suas músicas.

O guitarrista perderia a luta contra o vício em 19 de março de 1976, privando-nos de seu talento e da música que poderia estar produzindo até hoje. Back Street Crawler, ainda que não se compare aos álbuns que Kossoff gravou ao lado do Free, é um belo trabalho deste músico singular, dono de um dos estilos mais peculiares e influentes de todos os tempos.

Paul Francis Kossoff foi um dos grandes, e seu nome nunca será esquecido.

Discoteca Básica Bizz #106: Muddy Waters - Folk Singer (1964)

sábado, agosto 04, 2018

Demorou, mas como já dizia a minha avó: antes tarde do que nunca. Aqui está ele, "apenas" o mais influente de todos os mestres de blues, nascido Mckinley Morganfield em pleno Delta do Mississippi em 1915 e que passou seus 68 anos de vida dedicados de coração ao blues.

Seu estilo de cantar e de tocar guitarra foram imitados por incontáveis artistas, número que só pode se comparar ao de músicas que compôs - uma delas, "Rollin´ Stone", inspirou tanto o nome do famoso grupo britânico como o daquela conceituada revista norte-americana.

Mas uma nota musical de Muddy vale mais do que mil palavras sobre ele. E este álbum, totalmente acústico, é a grande pedida, por ter sido gravado na época em que o bluesman já estava idolatrado por grupos de rock and roll e rhythm & blues dos dois lados do Atlântico como gênio na guitarra elétrica.

Muddy teve álbuns mais famosos do que este, como Muddy Waters Live At Newport (1960) e o "psicodélico" Eletric Mud (1968), ambos discos eminentemente elétricos - como a maioria dos álbuns gravados por ele. Mas Folk Singer é bem adequado para esta época em que todo mundo está ligado no unplugged. Muddy sabia - e demonstrou muito bem aqui - que existe uma diferença entre o tocar alto e ser eloquente.

Bem, que história é esta de chamar um bluesman - e logo um dos mais importantes - de "cantor folk"? Muito simples: Muddy foi descoberto para o público branco em 1941 por uma dupla de pesquisadores do folclore norte-americano, John e Alan Lomax (pai e filho). E vários temas que ele interpretava eram adaptações de canções ou blues folclóricos.



Folk Singer saiu no início de 1964, quando a folk music - território de Bob Dylan, Peter, Paul and Mary e quetais - era o "quente" para os jovens que não gostavam de pop rock (leia-se as maravilhas dos Beach Boys, Phil Spector ou o brega feito pelos Pat Boones da vida, pois a tal da Beatlemania ainda estava para dobrar a esquina nos EUA).

Neste disco, Muddy ora toca e canta sozinho, ora faz dueto com um jovem muito talentoso, Buddy Guy (assim como Waters, outra notória influência de Jimi Hendrix). Em algumas faixas temos a simplicidade e a eficiência do contrabaixista Willie Dixon (um mestre nas produções do selo Chess) e do baterista Clifton James. Há que se falar ainda do co-produtor do álbum (junto a Dixon), o grande Ralph Bass, cujas glórias incluíram o trabalho com feras como Howlin Wolf e os jazzistas Charley Parker e Dizzy Gilespie, além da descoberta de James Brown. 

Das "canções folk" constam a célebre "Good Morning School Girl" e outras que - mesmo soando estranhas para quem só conhece os hits como "Rollin' and Tumblin'" e "Got My Mojo Workin'" - devem ser investigadas por aqueles que se interessam por blues sem toques modernosos (camas de teclados, caixa de bateria em primeiro plano, etc).

Para o verdadeiro blues, um bom violão já é mais do que suficiente, como prova "Feel Like Going Home", o belo clímax do disco, onde Muddy se descabela sozinho no vocal e na slide guitar. É aqui que ele demonstra ser a melhor transição entre Robert Johnson e os bluesmen dos anos 1960. 

Enfim, como diz o texto que está na contracapa do Folk Singer: "Não importa se Muddy é folk ou blues, o importante é ouvi-lo".

Texto escrito por Ayrton Mugnaini Jr. e publicado na Bizz #106, de maio de 1994

Discografia de Michael Jackson é relançada em LPs picture

sábado, agosto 04, 2018

A Sony lançará dia 24 de agosto praticamente toda a discografia solo de Michael Jackson em novos vinis picture. Ganharão novas edições os álbuns Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991), HIStory (1995) e Invincible (2001). As novas versões de Dangerous, HIStory e Invincible são duplas.

Os discos Got to Be There (1972), Ben (1972), Music & Me (1973) e Forever, Michael (1975), gravados na transição da infância para a adolescência do Rei do Pop e lançados pela Motown antes de Michael virar um artista multiplatinado, não fazem parte do pacote. 

Já existem vinis pictures de Michael, mas essa será a primeira vez que eles serão lançados dentro de uma mesma coleção.


3 de ago de 2018

Top Collectors Room: os 100 melhores discos do rock brasileiro

sexta-feira, agosto 03, 2018
Antes de tudo, alguns pontos e parâmetros adotados: para esse levantamento sobre os melhores discos do rock brasileiro, optamos por incluir apenas álbuns gravados na língua portuguesa. A razão é que, no nosso modo de vista, a língua é essencial como fator característico do rock produzido neste país tropical, diferenciando o rock brasileiro do que é feito lá fora. Portanto, nada de Sepultura e afins.

O segundo ponto é que há uma certa dificuldade em definir o que é rock e o que não é rock propriamente dito, principalmente em alguns álbuns lançados no final dos anos 1960 e início dos 1970. Dito isso, não consideramos o clássico Tropicália ou Panis et Circensis (1968) e os LPs de Caetano Veloso e Gilberto Gil em nosso levantamento, por considerá-los, prioritariamente, como discos de música brasileira onde o rock aparece esporadicamente.

Há quatro décadas de música na lista abaixo. Da década de 1960 até os anos 2000, álbuns que contam a história e a trajetória do rock no Brasil. Talvez você não concorde com a inclusão de alguns ou a ausência de outros, mas isso sempre acontece em listas desse porte. Se for o caso, poste nos comentários as suas observações e a sua lista.

Os 100 melhores discos do rock brasileiro:

100 Titãs - Titanomaquia (1993)
99 Olho Seco - Olho por Olho (1989)
98 Ratos de Porão - Brasil (1989)
97 Camisa de Vênus - Batalhões de Estranhos (1985)
96 Casa das Máquinas - Casa de Rock (1976)
95 Ratos de Porão - Anarkophobia (1980)
94 Bacamarte - Depois do Fim (1983)
93 Cólera - Tente Mudar o Amanhã (1985)
92 RPM - Revoluções por Minuto (1985)
91 Módulo 1000 - Não Fale com Paredes (1972)
90 Os Cascavelettes - Os Cascavalettes (1988)
89 Engenheiros do Hawaii - Gessinger, Licks & Maltz (1992)
88 Os Replicantes - Histórias de Sexo e Violência (1987)
87 Peso - Em Busca do Tempo Perdido (1975)
86 Inocentes - Adeus Carne (1987)
85 Garotos Podres - Mais Podres do que Nunca (1985)
84 Made in Brazil - Minha Vida é Rock’n’Roll (1981)
83 A Bolha - É Proibido Fumar (1977)
82 Walter Franco - Revolver (1975)
81 Terreno Baldio - Terreno Baldio (1975)
80 Legião Urbana - V (1991)
79 Los Hermanos - Bloco do Eu Sozinho (2001)
78 Sociedade da Grã-Ordem Kavernista - Sessão das 10 (1971)
77 Mundo Livre S/A - Guentando a Ôia (1996)
76 Os Mutantes - Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets (1972)
75 Os Paralamas do Sucesso - O Passo do Lui (1984)
74 Os Novos Baianos - Novos Baianos F.C. (1973)
73 Os Paralamas do Sucesso - Big Bang (1989)
72 Made in Brazil - Paulicéia Desvairada (1978)
71 Léo Jaime - Sessão da Tarde (1985)
70 Os Replicantes - O Futuro é Vortex (1986)
69 Rita Lee & Lúcia Turnbull - Cilibrinas do Éden (1973)
68 Planet Hemp - Usuário (1995)
67 Os Mutantes - Jardim Elétrico (1971)
66 Lobão - Vida Bandida (1987)
65 Los Hermanos - Ventura (2003)
64 Sá Rodrix & Guarabyra - Terra (1973)
63 Os Novos Baianos - É Ferro na Boneca (1970)
62 Os Cascavelettes - Rock’a’Ula (1989)
61 Ira! - Mudança de Comportamento (1985)
60 Ronnie Von - A Máquina Voadora (1970)
59 Raimundos - Lavô Tá Novo (1995)
58 Som Nosso de Cada Dia - Snegs (1974)
57 Raul Seixas - O Dia em que a Terra Parou (1977)
56 Wander Wildner - Baladas Sangrentas (1996)
55 Violeta de Outono - Violeta de Outono (1987)
54 O Rappa - Rappa Mundi (1996)
53 Made in Brazil - Jack O Estripador (1976)
52 Moto Perpétuo - Moto Perpétuo (1974)
51 Os Mutantes - Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)
50 Barão Vermelho - Maior Abandonado (1984)
49 Engenheiros do Hawaii - Longe Demais das Capitais (1986)
48 Cólera - Pela Paz em Todo Mundo (1986)
47 Som Imaginário - Matança do Porco (1973)
46 Júpiter Maçã - A Sétima Efervescência (1997)
45 Ira! - Psicoacústica (1988)
44 Capital Inicial - Capital Inicial (1986)
43 Arnaldo Baptista - Loki (1974)
42 Blitz - As Aventuras da Blitz (1982)
41 Ratos de Porão - Crucificados pelo Sistema (1984)
40 Erasmo Carlos - Carlos, Erasmo ... (1971)
39 Cachorro Grande - Cachorro Grande (2001)
38 Inocentes - Pânico em SP (1986)
37 Plebe Rude - O Concrete Já Rachou (1985)
36 Ratos de Porão - Cada Dia Mais Sujo e Agressivo (1987)
35 Cazuza - Cazuza (1985)
34 Mundo Livre S/A - Samba Esquema Noise (1994)
33 Legião Urbana - Legião Urbana (1985)
32 TNT - TNT (1987)
31 Raul Seixas - Há 10 Mil Anos Atrás (1976)
30 Garotos da Rua - Não Basta Dizer Não (1988)
29 Camisa de Vênus - Camisa de Vênus (1983)
28 Barão Vermelho - Barão Vermelho (1982)
27 O Terço - Criaturas da Noite (1975)
26 Titãs - Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987)
25 O Rappa - Lado B Lado A (1999)
24 Legião Urbana - Que País é Este (1987)
23 Chico Science & Nação Zumbi - Afrociberdelia (1996)
22 Titãs- Õ Blésq Blom (1989)
21 Roberto Carlos - Em Ritmo de Aventura (1967)
20 Os Paralamas do Sucesso - Selvagem? (1986)
19 Rita Lee & Tutti Frutti - Fruto Proibido (1975)
18 Raul Seixas - Krig-ha, bandolo! (1973)
17 Lula Côrtes & Zé Ramalho - Paêbirú (1975)
16 Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia (1985)
15 Raimundos - Raimundos (1994)
14 Ira! - Vivendo e Não Aprendendo (1986)
13 Cazuza - Ideologia (1988)
12 Os Mutantes - Mutantes (1969)
11 Legião Urbana - As Quatro Estações (1989)
10 Chico Science & Nação Zumbi - Da Lama aos Caos (1994)
9 Raul Seixas - Gita (1974)
8 Novos Baianos - Acabou Chorare (1972)
7 Titãs - Cabeça Dinossauro (1986)
6 Os Mutantes - A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado (1970)
5 Engenheiros do Hawaii - A Revolta dos Dândis (1987)
4 Legião Urbana - Dois (1986)
3 Secos & Molhados - Secos & Molhados (1973)
2 Raul Seixas - Novo Aeon (1975)
1 Os Mutantes - Os Mutantes (1968)


Discoteca Básica Bizz #105: Gil Scott-Heron - Pieces of a Man (1971)

sexta-feira, agosto 03, 2018

"Sou um negro dedicado à expressão. Expressão do prazer e do orgulho da negritude. Não me considero poeta, compositor ou músico. São meras ferramentas usadas por caras sensíveis para esculpir uma peça bela e verdadeira, que eles esperam conduzir à paz e à salvação."

Assim Gil Scott-Heron se apresentava em Small Talk at 125th and Lenox (1970), seu álbum de estreia. Nada mal para um jovem escritor que aos 19 anos lançou o conto The Vulture (O Abutre), seguindo por uma coleção de poemas (com o título que daria ao disco) e outro livro, The Nigger Factory (algo como A Fábrica de Crioulos). Os temas? Combate ao racismo e críticas ferinas ao consumismo, ao poder das mídias e às aspirações medíocres da classe média americana. Só isso faria dele um precursor do rap, mesmo não se levando em conta que foi o pioneiro nesse estilo de canto falado.

Nascido em Chicago e criado no Tennessee, o cara acabou no Bronx, violento bairro de Nova York, onde foi forjar sua revolta diante da miséria do gueto. Mas, ao invés de bandidagem, ele preferiu usar a poesia como arma. Ganhou uma bolsa para a Universidade Lincoln, na Pensilvânia, desenvolvendo a militância anti-racista, a verve literária e a paixão pela música negra, do blues ao soul, passando - principalmente - pelo improviso intuitivo do jazz. Uma influência vinda de Brian Jackson, colega pianista de quem se tornou parceiro. A esta altura, Gil já lançara Small Talk at 125th and Lenox, com seus vocais proto-rap e percussão afro - em faixas como "Whitey on the Moon", "No Knock", "Brother" e "The Revolution Will Not Be Televised" (contundente poema de protesto, regravado por grupos como The Last Poets e LaBelle).


Bob Thiele - dono do Flying Dutchman, selo que editou o disco - chapou com os versos afiados de Gil aliados ao fino som da banda de Jackson: Pretty Purdie (o baterista) And The Playboys - com feras como Hubert Laws (flauta/sax) e Ron Carter (baixo). Acabou gravando um segundo álbum, Pieces of a Man - em apenas dois dias -, que começava com um arranjo definitivo para "The Revolution Will Not Be Televised" ("Você não será capaz de ficar em casa, brother / A revolução não será televisionada / A revolução não terá reprise, brother / A revolução será ao vivo!"). 

Abordava dilemas nas relações familiares ("Home is Where the Hatred Is" e a faixa-título) e amorosas ("When You Are Who You Are"), além de conter baladas inspiradas em Marvin Gaye ("Save the Children", "I Think I´ll Call It Morning") e um tributo ao sax de um de seus heróis ("Lady Day and John Coltrane"). 

Em 1972, Gil faria Free Will, com "Sex Education: Ghetto Style", "The Get Out of the Ghetto Blues" e "Did You Hear What They Said?". Depois mudou de gravadora e teve certa projeção com canções como "The Bottle", "Johannesburg" e "We Almost Lost Detroit". Sua associação com Jackson - chamada de Midnight Band - durou até o fim dos anos 1970, quando as suas apresentações tornaram-se esporádicas e Gil passou a dividir o tempo entre a música, a literatura e o jornalismo.

O trabalho de Gil Scott-Heron tornou-se inconstante, mas seus lemas de liberdade e não conformismo permaneceram perenes, pautados na inteligência e no refinamento, a anos-luz da truculência explícita do gangsta rap ou das variantes do estilo. O lamentável é que, com toda essa onda jazz rap e acid jazz, o cara mantenha-se pouco conhecido - e não reconhecido como um dos seus maiores criadores.

Texto escrito por Celso Pucci e publicado na Bizz #105, de abril de 1994

Assista "When the Curtain Falls", o novo clipe do Greta Van Fleet

sexta-feira, agosto 03, 2018

O Greta Van Fleet divulgou o clipe do seu novo single, a ótima "When the Curtain Falls". O vídeo foi gravado totalmente na vertical e foi feito sob medida pra você assistir no celular em em outros aparelhos do tipo.

A música faz parte do novo álbum da banda norte-americana, que deve ser lançado até o final do ano.

Divirta-se!


Alice Cooper, Ian Gillan e Nashville Pussy: os novos lançamentos da Shinigami Records

sexta-feira, agosto 03, 2018

A Shinigami Records confirmou o lançamento no Brasil de diversos discos bastante interessantes pra quem curte rock e metal. O primeiro deles é A Paranormal Evening At The Olympia Paris, novo álbum ao vivo de Alice Cooper, que sairá por aqui graças à parceria entre a gravadora e a eAR Music. O título foi gravado durante a turnê europeia de Alice, em show realizado na capital francesa no dia 7 de dezembro de 2017. Clássicos como "School´s Out", "No More Mr. Nice Guy" e outros fazem parte do repertório, além de músicas do mais recente disco de Cooper, Paranormal (2017).


Outro lançamento legal para os fãs de classic rock é o álbum Ian Gillan & The Javelins, em que o vocalista do Deep Purple une forças à banda que fazia parte nos anos 1960 e entrega um trabalho com canções de artistas dos anos 1950. Boa dica para colecionadores e para os apreciadores de uma das maiores vozes da história do hard rock.



E para quem curte um som mais pesado, a dica é o novo do Nashville Pussy, Pleased to Eat You, onde essa espécie de AC/DC de saias dá sequência a sua carreira. A banda norte-americana era uma das preferidas do falecido Lemmy Kilmister, então sempre vale aquela ensinamento imortal: se o Lemmy falou que é bom, quem somos nós para discordar?


Assista aos clipes e prévias desses três lançamentos, que estarão disponíveis em breve nas lojas brasileiras e no site da Shinigami:


2 de ago de 2018

Miles Davis causando uma explosão sonora na terra do sol nascente

quinta-feira, agosto 02, 2018

Tá certo que escutar Miles Davis é o antídoto perfeito para combater o stress, relaxar e mergulhar profundamente nas ondas do jazz. Mas em algumas circunstâncias, os efeitos colaterais de tal audição podem ser devastadores. Um bom exemplo é este Agharta (1975), composto explosivo fabricado no Japão, que traz o genial trompetista norte-americano em mais um momento de fúria jazzística. Atente para a possibilidade deste disco causar sérias dependências musicais e acelerar os batimentos cardíacos ... Aí então, meu camarada, o ataque sonoro rumo à outra dimensão será iminente.

De sua fase elétrica de álbuns fantásticos - e falo de uma época iluminada, um estágio avançado, onde Miles Davis mostrava a sua genialidade promovendo seguidas obras-primas como In a Silent Way (1969), Bitches Brew (1970), A Tribute to Jack Johnson (1971), On the Corner (1972), Big Fun (1974) e Get Up With It (1974), não me recordo de explosão sônica tão visceral e alucinada como essa.

Gravado em terras japonesas, no Osaka Festival Hall na tarde de 1° de fevereiro de 1975, Agharta é o primeiro de dois álbuns gerados no mesmo dia – o outro é o concerto noturno registrado no disco Pangaea, lançado em 1976. Ambos fazem parte da trilogia iniciada com Dark Magus (lançado em 1977 e que traz uma apresentação de 1974, em Nova York). Três LPs duplos muito bons, repletos de experimentações e improvisos, trazendo nos créditos quase a mesma formação. Mas o ápice demencial é mesmo este Agharta.


Plugando um trompete envenenado a um pedal wah-wah, o Príncipe das Trevas assombra uma multidão, construindo texturas atmosféricas repletas de efeitos e ecos, irradiando ondas elétricas jazzísticas por todos os lados. E o baque é forte: uma música agressivamente funky, com plena liberdade para improvisos coletivos a partir de alguns temas preestabelecidos. Seguindo essas pegadas, uma feroz tropa de choque pronta para implodir o jazz: Sonny Fortune (sax / flauta), Michael Henderson (baixo), Al Foster (bateria), Mtume (conga / percussão), Pete Cosey (guitarra / sintetizador / percussão) e Reggie Lucas (guitarra). Sai de baixo!

Disco duplo, cinco temas longos, sonoridade adrenalítica e caótica desprovida de qualquer tipo de harmonia. Começa denso e perturbador com os quase de 30 minutos de “Prelude” (partes um e dois), em uma demonstração insana de free jazz, com destaque para os solos selvagens de Davis, Fortune e Cosey. A performance de Cosey, por sinal, é um capítulo à parte: auxiliado por um conjunto de aparelhos de distorções eletrônicas, encarna Jimi Hendrix, solando de forma animalesca, chegando mesmo a fritar os dedos na guitarra. Em se tratando de jazz é nitroglicerina pura.

O álbum segue ameaçando breve trégua em “Maiysha” - providencial para os excelentes trabalhos de flauta de Fortune e percussão de Mtume. Prossegue suando frio pelos andamentos nervosos de “Interlude”, onde “So What” (faixa do lendário álbum Kind of Blue, de 1959) serve de parâmetro para um novo arregaço de improvisos espetaculares. E acaba em completa falta de ar, lá no fim do túnel, com “Theme From Jack Johnson”, num compasso mais frenético e nervoso que o apresentado em outras versões. No mínimo, perturbador! É o final apoteótico de uma maratona desenfreada pelos improvisos do jazz, com o septeto injetando solos desesperados e enfurecidos, experimentações sonoras ensurdecedoras, rock, funk, groove, plutônio, urânio … outra bomba atômica em solo nipônico!


Era desta forma - com um novo bombardeio de jazz supersônico - que o conturbado e irrequieto trompetista resolvera responder aos seus detratores. Acusado de ser um traidor do estilo - um músico que denegriu o jazz ao fundi-lo ao acid rock, blues, funk e aos experimentalismos da música contemporânea -, Davis mostrava cada vez mais não se importar com a opinião dos conservadores de plantão. Agharta (que teve edições lançadas com duas capas diferentes, como mostram as imagens deste post) comprova isso: um digníssimo “will be fuck” para os críticos e um “viva” para os fãs, que compravam seus discos a rodo e lotavam seus shows. Consagração total!

Após este registro, o trompetista ficaria cinco anos sem lançar discos ou fazer shows, se recuperando dos problemas de saúde relacionados ao seu intenso consumo de drogas e álcool. Só retornaria em 1981 com o lançamento de The Man With the Horn, iniciando o último ciclo de sua trajetória genial como músico.



Whitesnake anuncia box com raridades acústicas

quinta-feira, agosto 02, 2018

O Whitesnake lançará dia 19 de outubro Unzipped, que reúne faixas raras e inéditas em formato acústico. O material será disponibilizado em CD simples, CD duplo, LP duplo, box super deluxe com 5 CDs e 1 DVD, e nos formatos digitais. A caixa inclui Starkers in Tokyo, acústico lançado pela banda de David Coverdale em 1997.

Tracklist completo abaixo:

Disc One: Unzipped ... In The Studio: The Love Songs
"Love Is Blind"
"One of These Days" *
"All The Time In The World" *
"Wherever You May Go"
"Easier Said than Done" *
"Fare Thee Well" *
"Summer Rain"
"Forevermore"
"'Till The End Of Time"

Bonus Tracks:
"Wherever You May Go" (Instrumental) Strings only *
"Love Is Blind" (Instrumental) Strings only *

Disc Two: Starkers In Tokyo
"Sailing Ships"
"Too Many Tears"
"The Deeper The Love"
"Love Ain't No Stranger"
"Can't Go On"
"Give Me All Your Love"
"Don't Fade Away"
"Is This Love"
"Here I Go Again"
"Soldier Of Fortune"

Bonus Tracks
"Only My Soul" (Acapella) *
"Fool For Your Loving" (Excerpt) *

Disc Three: Snakeskin Boots: Starkers In Europe
Starkers In Warsaw (Poland, April 18, 1997)
“Intro”
"Sailing Ships"
"Too Many Tears"
"Here I Go Again"

Starkers In Stockholm (Sweden, December 2, 2006)
“Intro”
"Give Me All Your Love"
"Ain't Gonna Cry No More"
"Only My Soul" (Acapella)
"All I Want Is You"
"Dog"
"Here I Go Again"

Starkers In Cologne (Germany, November 24, 2006)
“Intro”
"Give Me All Your Love"
"Ain't Gonna Cry No More"
"All I Want Is You"
"Slow & Easy"
"Dog"

Starkers In Paris (France, November 30, 2006)
"Give Me All Your Love"
"Ain't Gonna Cry No More"
"Northwinds" (Acapella)
"All I Want Is You"
"Dog"
"Blindman" (Acapella)
"Here I Go Again"

Disc Four: More Starkers
Promo Tour Rehearsals (2005)
"If You Want Me" *
"Give Me All Your Love" *
"Slow & Easy" *
"All I Want Is You" *
"Judgement Day" *
"Ain't Gonna Cry No More" *
"Dog" *

Starkers In New York (New York City, April 10, 2008)
"Give Me All Of Your Love"
"Can You Hear The Wind Blow"
"All I Want All I Need"
"Lay Down Your Love"
"Fool For Your Loving"
"The Deeper The Love"
"Ain't No Love In The Heart Of The City"
"Here I Go Again"

"WSTV Jams" Excerpts (2012)
"Easier Said Than Done"
"Fare Thee Well"
"Love Will Set You Free"
"Mistreated"
"Slide It In"
"'Till the End of Time"
"Shake My Tree"

"Made In Japan" Soundcheck Versions (2011)
"Good To Be Bad"
"Tell Me How"

Disc Five: Up Close & Personal
"Wherever You May Go" (Demo Version) *
"Surrender" *
"Ain't No Doubt About My Girl" *
"Scat Man Blues" *
"Love's A Crazy Game" *
"I Will Love You" *
"Oh Baby You're The One" *
"So Long" (Acapella) *
"So Long" *
"It Would Be Nice" *
"Slide Thingy Blues" *
"Down To The River" *
"Feel Your Love Grow Stronger" *
"Blues Jam Riff" *
"Fun Lick Blues" *
"Don't Wanna Change The World" *
"It's So Hard" *
"River Song" (Early Version) *
"Let's Have A Drink Before I Go" *
"Can You Ever Forgive Me" *
"So Much To Live For" *
"Another Lick While The Missus Is Busy In The Kitchen" *
"Just The Two Of Us (Together You And I)" *
"Oh S___ Blues" (featuring Jessica) *
"Seasons" *

DVD
Starkers In Tokyo (1997)
“Sailing Ships”
“Too Many Tears”
“The Deeper The Love”
“Can't Go On”
“Is This Love”
“Give Me All Your Love”
“Here I Go Again”
“Soldier Of Fortune”
“Love Ain't No Stranger”
“Don't Fade Away”
“Only My Soul” (Acapella)
“Fool For Your Loving” (excerpt)

Starkers In New York (2008)
"Give Me All Of Your Love"
"Can You Hear The Wind Blow"
"All I Want All I Need"
"Lay Down Your Love"
"Fool For Your Loving"
"The Deeper The Love"
"Ain't No Love In The Heart Of The City"
"Here I Go Again"

Starkers In Warsaw (Poland, April 18, 1997)
“Intro”
"Sailing Ships"
"Too Many Tears"
"Here I Go Again"

Starkers In Stockholm (Sweden, December 2, 2006)
“Intro”
"Give Me All Your Love"
"Ain't Gonna Cry No More"
"Only My Soul" (Acapella)
"All I Want Is You"
"Dog"
"Here I Go Again"

Starkers In Cologne (Germany, November 24, 2006)
"Give Me All Your Love"
"Ain't Gonna Cry No More"
"All I Want Is You"
"Dog"

Starkers In Sofia (Bulgaria, November 24, 2015)
"Soldier Of Fortune"

Starkers In Paris 2 (France, June 4, 2009)
"Blindman"

Starkers In Wolverhampton (England, June 16, 2011)
"Fare Thee Well"

Starkers In Glasgow (Scotland, June 15, 2011)*
"One Of These Days"

Bonus Features
One-on-One with David Coverdale and Adrian Vandenberg discussing "Starkers"
Poor Albert's Last: Photographic Slideshow (featuring audio from "Sailing Ships")
Purplesnake's "Forevermore" Video
"Love Is Blind" Music Video

* previously unreleased

Discoteca Básica Bizz #104: The Monkees - Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd. (1967)

quinta-feira, agosto 02, 2018

Esqueça tudo sobre Velvet Underground ou Syd Barrett. Os sujeitos mais injustiçados de toda a história da música pop foram do quarteto The Monkees.

Os termos que a imprensa usa hoje (hype, armação, etc) foram utilizados por veículos musicais sérios para definir o grupo como uma cria do estúdio Columbia, que em 1965 selecionou - entre mais de quinhentos candidatos - quatro mancebos para estrelarem uma série de TV nos moldes dos filmes A Hard Day's Night e Help!, dos Beatles, para o cobiçado papel do conjunto de rock: Mickey Dolenz (bateria/voz), David Jones (guitarra/voz) , Peter Tork (baixo/voz) e Michael Nesmith (guitarra/voz).

O seriado estreou em 1966 e detonou uma verdadeira Monkeemania, que se estendeu aos discos. Nos dois primeiros, The Monkees (1966) e More of The Monkees (1967) eles só cantavam, acompanhados por músicos de estúdio. As canções eram de proveteiros como Neil Diamond, David Gates, Tommy Boyce e Bobby Hart. Só que, impulsionados pela maluquíssima série de TV (produzida pelo não menos maluco Bob Rafelson), os álbuns grudavam feito pixe nas paradas, para ódio dos críticos-cabeças, que viam neles algo tão relevante quanto, digamos, o desenho Os Impossíveis

A situação não agradava a banda que, junto ao sucesso que obtia, exigia liberdade para tocar e compor como gente grande. Largaram de seus produtores e lançaram Headquarters (1967), decidindo sobre toda a elaboração do disco. Ganharam a admiração de Frank Zappa ("Pelo menos são bem produzidos", disse o saudoso Mr Z), Jack Nicholson (roteirista de Head - no Brasil batizado como Os Monkees Estão à Solta), James Frawley e outros desqualificados sociais.


Foi aí que se viram com a liberdade de conceber a maior bizarrice que um grupo dito "descartável" jamais ousou lançar: o álbum Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd. A maioria das faixas eram na tradição do acid rock, tipo Jefferson Airplane e Grateful Dead, recheadas com vinhetas esquisitas e instrumentação atípica. "She Hangs Out" tinha aqueles tecladinhos vagabundos com os quais os Charlatans sonham toda noite. "Cuddly Toy" era psicodelia light, tipo A Fantástica Fábrica de Chocolate. "Words" era psicodelia de verdade, lembrando 13th Floor Elevators (!). 

As baladas estavam entre as melhores do grupo: "Hard to Believe" (parecia um Neil Diamond descontrolado) e "Don't Call On Me" (com clima de happy hour para casais freaks apaixonados). "Pleasant Valley Sunday", o grande hit, foi regravada por Wedding Present e Magnapop. "Daily Nightly" tinha rajadas de sintetizadores (aqui usados com pioneirismo histórico) e órgãos Hammond alucinados, construindo o fundo para a voz de Dolenz. "Star Collector" fechava o disco num clima fantasmagórico, tipo Scooby Doo.

Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd. foi o grande disco deles. A série de TV acabou em 1968 e eles fizeram o filme Head (também dirigido por Rafelson), tão biruta e experimental que foi um grandioso fracasso. Tork saiu do grupo que, como trio, gravou mais dois álbuns, antes de notar que a magia e a espontaneidade eram coisas do passado.

Em 1986, Jones, Dolenz e Tork fizeram Pool It! e a turnê Happy Together - de encomenda para velhinhas saudosistas -, numa das mais constrangedoras jogadas da história. Nesmith preferiu preservar os Monkees na memória, certo de que estarão sempre vivos com sua fama nos anos 1960, de famosos bubblegummers psicodélicos.

Texto escrito por Ricardo Alexandre e publicado na Bizz #104, de março de 1994

Novo ao vivo do Lynyrd Skynyrd traz convidados especiais

quinta-feira, agosto 02, 2018

O Lynyrd Skynyrd lançará dia 21 de setembro o ao vivo Live in Atlantic City. O material será disponibilizado em CD + Blu-ray digipak, LP duplo, DVD, Blu-ray e nos formatos digitais.

Um dos atrativos é a presença de convidados especiais. 3 Doors Down, Bo Bice e Hank Williams Jr. participam do disco, sendo que o tracklist conta com cada um dos artistas convidados tocando ao lado do Skynyrd músicas de sua própria autoria - “Kryptonite”, “The Real Thing” e “Born to Boogie", respectivamente.

Tracklist completo abaixo:

"Workin' For MCA "
"Red White and Blue (Love It Or Leave) "
"Gimme Three Steps "
"The Real Thing " (featuring Bo Bice)
"Gimme Back My Bullets " (featuring Bo Bice)
"Down South Jukin’ "(featuring Hank Williams Jr.)
"Born To Boogie " (featuring Hank Williams Jr.)
"That Smell " (featuring 3 Doors Down)
"Kryptonite " (featuring 3 Doors Down)
"Saturday Night Special " (featuring 3 Doors Down)
"Call Me the Breeze "
"Sweet Home Alabama "
"Free Bird"


Single raríssimo do Sex Pistols é colocado à venda

quinta-feira, agosto 02, 2018

Um dos singles mais raros do rock está à venda no Discogs. Trata-se de “God Save the Queen”, segundo compacto do Sex Pistols, lançado em 1977. O disquinho está à venda na plataforma por 16.450 libras, o que dá em torno de 81 mil reais.

Esse single é bem raro por uma razão bastante conhecida. A banda assinou com a A&M Records em 10 de março de 1977, em uma cerimônia realizada em frente ao Palácio de Buckingham. Porém, devido às confusões causadas pelo grupo, o contrato foi rescindido apenas seis dias depois. Neste tempo, a gravadora chegou a produzir 25 mil cópias do compacto de 7 polegadas, que foram então destruídas pela gravadora. No entanto, apenas nove cópias sobreviveram ao processo, e essa é uma delas.

Após a rescisão com a A&M, o Sex Pistols assinou com a Virgin e relançou “God Save the Queen” pela nova gravadora. O single, então, atingiu o segundo lugar nas paradas britânicas, e o resto é história.

Caso você queira acompanhar a venda ou dar o seu lance, o single está à venda neste link.





Documentário sobre Quincy Jones estreará na Netflix em setembro

quinta-feira, agosto 02, 2018

A Netflix incluirá no seu catálogo um documentário sobre o influente produtor Quincy Jones, o cara por trás de Thriller, de Michael Jackson, e inúmeros outros clássicos. Intitulado Quincy, o filme foi produzido por Rashida Jones, filha de Jones, e conta toda a trajetória de Quincy Jones na música.

O filme estará disponível na Netflix a partir do dia 21 de setembro.

Sons of Apollo cancela todos os seus shows nos festivais europeus

quinta-feira, agosto 02, 2018

Notícias estranhas no reino do Sons of Apollo. O supergrupo formado por Mike Portnoy, Derek Sherinian, Billy Sheehan, Ron “Bumblefoot" Thal e Jeff Scott Soto cancelou todas as participações nos festivais de verão europeus devido a “circunstâncias imprevistas”.

Não há maiores informações sobre o que pode estar acontecendo com a banda, se tudo isso foi motivado por algum problema interno (o que acho improvável) ou por motivos de saúde. 

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

1 de ago de 2018

Galeria de Fotos: imagens surreais do festival finlandês Tuska Open Air

quarta-feira, agosto 01, 2018

O Tuska Open Air é um festival que acontece em Helsinque, capital da Finlândia, desde 1998. Com edições anuais, já recebeu bandas do porte de Ghost, Mastodon, Avantasia, Alice Cooper, Anthrax, Testament e dezenas de outros, e chegou em 2018 a sua vigésima-primeira edição.

O Tuska 2018 aconteceu entre 29 de junho e 1 de julho e teve entre suas atrações Arch Enemy, Clutch, Body Count, Gojira, Europe e dezenas de outras bandas. Um relato sobre tudo que rolou no festival pode ser lido nesta excelente matéria publicada pelo Judão

Além disso, o festival rendeu também uma coleção de imagens incríveis, postadas nas redes sociais do evento. Selecionamos as melhores pra você sentir o clima, a atmosfera e tudo que cerca o público e as bandas que fazem história no Tuska todos os anos.




















ONLINE

PAGEVIEWS

PESQUISE