O Blues Pills chega ao terceiro disco com uma mudança importante: sai o guitarrista Dorian Sorriaux, que foi substituído pelo próprio baixista da banda, Zack Anderson. Para o baixo chegou Kristoffer Schander. Some-se isso ao fato de a banda sueca ter gravado um segundo trabalho bastante diferente da sua estreia, e o que temos é um disco que mostra o Blues Pills dando mais um grande passo na evolução da sua sonoridade. Se no primeiro e autointitulado álbum (que saiu em 2014) fomos apresentados a uma sonoridade que passeava pelo hard e pelo blues rock dos anos 1970, em Lady in Gold (2016) a banda acrescentou muitos elementos de soul. Já em Holy Moly! (lançado no Brasil pela Shinigami Records) o quarteto sueco consegue colocar quase o corpo todo para fora da bolha setentista sem abrir mão de suas influências. A produção é em grande parte responsável por isso, mas o fato é que o modo de tocar de Anderson é bastante diferente do de Sorriaux, explorando uma abordagem mais atual. São ao...