Por Ricardo Seelig Colecionador Collector´s Room Durval Discos é um ótimo exemplo de um filme que tinha tudo para ser muito interessante, mas que se revela um exercício estilístico sem pé nem cabeça, que joga no lixo uma ideia que tinha tudo para dar muito certo. Vendido como uma espécie de Alta Fidelidade tupiniquim (uma alusão ao ótimo filme do diretor inglês Stephen Frears, baseado no livro homônimo de Nick Hornby), Durval Discos conta a história do simpático Durval, um bolha paulistano padrão, dono de uma loja de discos usados, colecionador e amante dos LPs, e que, como não poderia deixar de ser, mora com a mãe. O problema é que o roteiro da também diretora Anna Muylaert escorrega ladeira abaixo em clichês pseudo-intelectuais, com a história caminhando para um caminho teoricamente insólito a partir do momento em que a diretora/roteirista decide, equivocadamente, inserir uma menina sequestrada na vida de Durval e sua mãe. A partir daí o filme tenta entrar em uma espécie de realis...