Riffs torrenciais, explosões de bateria esparsas, sintetizadores melancólicos e evolução sonora gradual; esta é a fórmula base das construções (ou desconstruções) atmosféricas que envolvem o post-metal. Formado em 2001, o Pelican é um dos pilares (ao lado do Isis e Neurosis) desse gênero, graças a álbuns como Australasia (2003). E o que os diferencia é a não utilização de vocais em suas músicas. Uma das coisas que eu aprecio em canções instrumentais é como elas dão ao ouvinte a liberdade de aplicar as suas próprias interpretações para a música no lugar de letras. Mas em seu novo EP, a banda ousa utilizar vocalizações; antes, haviam feito isto apenas em “Final Breath”, do álbum What We All Come To Need (2009). Assim como há seis anos atrás, o responsável por isso é Allan Epley (Shiner, The Life And Times). Desta vez a banda revisitou a faixa “The Cliff”, do último disco Forever Becoming , e adicionou-lhe as partes do referido sujeito. A primeira música é tranquilamente épica, constr...