Há, no mínimo, duas maneiras de incluir um álbum em sua discoteca básica. A primeira engloba aqueles LPs que, durante a infância ou a adolescência, graças à sua excelência musical, moldaram o seu gosto, deram contornos largos ao seu universo emocional, enfim, fizeram de você uma pessoa melhor, ou ao menos mais feliz . Discos que acompanharam você desde sempre como um pequeno ursinho de pelúcia incrustado na memória do coração. A segunda é a descoberta de tais obras fundamentais numa outra época. Subitamente, você repara num imenso lapso deixado pela desatenção, ou até mesmo pela simples ignorância. É o meu caso com 4 Way Street , de Crosby, Stills, Nash & Young. Este texto destina-se àqueles que, como eu, gastaram muitos anos de suas vidas desconhecendo a magia desse trabalho. Terceiro álbum do quarteto, trata-se, inegavelmente, de uma obra-prima! Gravado ao vivo em 1970 entre Nova York, Chicago e Los Angeles, 4 Way Street captura momentos sublimes. No formato de um C...