O ano de 1966 foi o princípio de um sonho e o início de um pesadelo. Há exatos 50 anos o movimento hippie ganhava corpo e vivia seu momento mais florido e idealista. Se o auge de popularidade do movimento viria a ser no ano seguinte e até o fim da década (com os festivais e o surgimento de grandes artistas como Jimi Hendrix e Janis Joplin), foi em 1966 que o amor primeiro se opôs à guerra, e o sonho de uma realidade jovem e nova em mentes expandidas melhor se levantou contra o sistema e o velho establishment. De 1967 até 1970 a situação política não só nas Américas e na Europa como na África e na Ásia se agravaria de tal forma que o que era puro sonho rapidamente se tornaria um confuso e assustador pesadelo. Mas em 1966, tudo ainda eram flores, de um sonho contundente e verdadeiramente questionador. O movimento hippie foi, afinal, o último grande levante popular que quis realmente transformar o mundo, para além das artes e das comunidades, em um projeto jovem, novo e radica...