Por Marcelo Vieira Nota: 9 Lembro com muita saudade de 2002, ano em que comecei a ouvir rock and roll pra valer e, por conta disso, iniciei minha trajetória como músico. Entre as primeiras bandas que ouvi estava o The Vines, que juntamente com Strokes e The Hives encabeçava o chamado revival do rock de garagem. Mas ao contrário dessas duas, o Vines era mais pesado, mais sujo, tinha mais atitude – o hit “Get Free” que o diga – e, por isso, era a minha predileta das três. O primeiro álbum dos caras, Highly Evolved (2002), consistia em uma mistura de Beatles com Nirvana e ainda incorporava um pouco da complexidade sonora de seus compatriotas do Silverchair. A recepção foi a melhor possível, tanto pelo público quanto pela crítica. O trio recebeu prêmios – incluindo discos de ouro e platina em alguns países – e se estabeleceu como uma das principais lideranças do então “novo rock”. Mas assim como o Strokes e o Hives, que após estourarem com Is This It e Veni Vidi Vicious com...