18 de set de 2009

California Jam: os 35 anos do festival que reuniu Deep Purple e Black Sabbath

sexta-feira, setembro 18, 2009

Por Vitor Bemvindo
Colecionador e Historiador

Transporte-se para meados da década de 1970! O que seria preciso para se fazer um grande festival de música naquela época? Que tal duas bandas da tríade sagrada do hard rock? Acha pouco? Então vamos somar a eles um dos maiores nomes da história do rock progressivo. Ficaria perfeito, não!? Pois bem, esse festival existiu, e foi realizado em Ontario, nos Estados Unidos, há 35 anos, reunindo grupos do naipe do Black Sabbath, Deep Purple e Emerson Lake & Palmer.

Em 06 de abril de 1974 duzentas mil pessoas se aglomeraram no circuito oval Ontario Motor Speedway para assistir algumas das grandes bandas daquele momento. O espaço, normalmente utilizado para corridas da Nascar e da Fórmula Indy, foi utilizado para o festival California Jam. Idealizado por Sandy Feldman e Lenny Stogel, o evento tinha clara inspiração na onda de festivais de verão de fins dos anos 1960, como o Monterey Pop, o Miami Pop Festival e até mesmo o Woodstock.

Porém, diferentemente de seus antecessores, o California Jam possuía um forte teor comercial, ausente nos anteriores, que tinham como lema a paz e o amor hippies. É verdade que o movimento hippie naquele momento não era mais tão forte e a onda de festivais tinha esfriado, principalmente após os acidentes ocorridos no Altamont Free Concert. No festival em Altamont, organizado pelos Rolling Stones, ocorreram diversas confusões devido à ingerência na segurança do evento de um grupo de motociclistas conhecido como Hell's Angels. Houve diversos confrontos entre os seguranças e o público, ocasionando uma morte e algumas vítimas feridas.

Com isso, os festivais entraram em descrédito e poucos se aventuraram a organizar eventos de grandes proporções, temendo incidentes semelhantes. Porém, em 1974, os produtores supracitados viram em um evento musical uma grande possibilidade de alavancar a indústria musical da época. O California Jam foi grandioso e, apesar de ter sido mais curto que seus antecessores, contou com um grande aparato tecnológico, não só para a melhor qualidade de áudio possível, mas também para a transmissão ao vivo para todo o país.

Pela primeira vez um festival de rock contava com o apoio institucional de uma grande rede de televisão norte-americana, a ABC, e com grandes patrocinadores, como a Goodyear. O evento foi transmitido por diversas emissoras de rádio e, algumas partes, pela televisão. A estrutura do festival foi tão grandiosa que contava, entre outras extravagâncias, com um helicóptero que levava as bandas de Los Angeles ao circuito, além de um dirigível que fazia tomadas áreas e 54 mil watts de potência de áudio.

O festival seria o segundo grande espetáculo musical a ser transmitido via satélite, ao vivo, para todo os Estados Unidos, somando aos milhares de presentes milhões de telespectadores. Experiência semelhante só havia acontecido em 1973, com a apresentação de Elvis Presley mais tarde lançada como o álbum Aloha From Hawaii.

Um grande palco foi montado na pista de corridas. Nele foi feito um cenário com um gigantesco arco-íris, que viraria o símbolo do festival. As imagens das bandas tocando à frente do arco-íris se transformariam em clássicas, graças à grande disseminação de fotos e vídeos do evento. Não é raro encontrar essas imagens em encartes de discos ou vídeos dos grupos que participaram do California Jam.

Seriam doze horas quase ininterruptas do melhor do rock, com o máximo da tecnologia disponível na época. Todo o elenco de bandas tinha boa aceitação do público norte-americano, apesar de algumas delas ainda não serem um sucesso absoluto de audiência.

Os responsáveis por abrir os trabalhos foram os detroitianos do Rare Earth, grupo conhecido por misturar o rock característico da cidade do motor com levadas swingadas influenciadas pelo soul e o funk. O grupo havia lançado, no ano anterior, o seu mais bem-sucedido álbum, Ma, lançado pela Motown (gravadora especializada em música negra, mas que dera espaço para os branquelos de Detroit). O público presente foi ao delírio com o maior clássico da banda, "I Just Want to Celebrate", que ocupou o topo das paradas em 1971.

Em seguida veio mais um ícone da Motown, o Earth Wind & Fire. O grupo liderado por Maurice White vinha de um estrondoso sucesso após o lançamento de Head to the Sky, em 1973. A apresentação do grupo no California Jam foi responsável por aumentar ainda mais o alcance da banda, que possuía a simpatia tanto de negros quanto de brancos, por misturar funk, soul e jazz, com alguns componentes de rock.

A primeira banda mais ligada ao rock a se apresentar foi o Eagles. Apesar de ainda estar distante do estrelato alcançado com Hotel California, em 1976, o grupo tinha grande aceitação junto ao público local, pois eram de Los Angeles. A levada folk da banda agradava em cheio aos californianos, que acolheram muito bem artistas do gênero, como a The Band. A transmissão do festival para todo os EUA ajudou a banda a angariar fãs para além da costa oeste.

O sucesso da balada "Summer Breeze", lançada no álbum de mesmo nome, de 1970, levou a dupla Jim Seals e Dash Crofts (que formavam o Seals & Crofts) a ser conhecida em todo o país. Por isso, eles fizeram parte do California Jam. O estilo soft rock da dupla destoou um pouco do restante do elenco do festival, porém os texanos foram bem recebidos pelo público.

O southern rock (estilo de rock feito por bandas do sul dos EUA, que mistura raízes do country e blues com a distorção do rock) foi representado no festival pelo Black Oak Arkansas. O estilo performático e a voz rasgada de Jim "Dandy" Mangrum foi responsável por levantar o platéia, que participou ativamente da apresentação. Em "Mutants of the Monster", a introdução do baixo arrastado foi incessantemente acompanhada pelas palmas dos presentes.


O show do Black Oak Arkansas serviu para esquentar o clima para a apresentação mais pesada do dia, a do Black Sabbath. Para muitos a banda encontrava-se no auge, mas a apresentação divide a opinião dos fãs. Tony Iommi e seus companheiros já haviam lançado cinco grandes álbuns, sucessos absolutos de crítica e público, e estavam excursionado para a divulgação do excelente Sabbath Bloody Sabbath, de 1973.

A turnê iniciou-se no mês de lançamento do álbum, dezembro, e o combinado era que ela se estenderia até final de fevereiro. Depois disso a banda entraria em recesso até meados de maio, tentando amenizar o estresse de cinco turnês consecutivas, que eram sempre emendadas, sem intervalos, nas sessões de gravações de discos. O Sabbath começava a apresentar seus primeiros sinais de estafa e problemas de relacionamento. As férias seriam fundamentais para assentar os ânimos.

O acordo entre os membros do grupo acabaria rompido pelo produtor/empresário Patrick Meehan, conhecido pela ganância e atitudes impositivas. Sem consultar a banda, Meehan assinou um contrato com a produção do festival, que previa uma multa de cem mil dólares caso o Sabbath não se apresentasse. Assim, Ozzy, Iommi, Butler e Ward foram obrigados a interromper suas férias para se apresentar no California Jam.


Mesmo assim, a banda se apresentou com honestidade e energia, apesar de alguns críticos da época destacarem somente a confusão de alguns arranjos. Esse aspecto é ressaltado no título do bootleg que registrou o show, encontrando no mercado negro com o nome de Cannabis Confusion. A referência à "erva mardita" parece ser apenas alegórica, já que não há nenhum registro que ligue a apresentação da banda no festival ao consumo de maconha.

A verdade é que o Sabbath fez um barulho ensurdecedor em Ontario e assustou aqueles que não estavam acostumados com a banda no palco. O set apresentou algumas canções já clássicas, como "War Pigs" e "Paranoid", mas foi focado em faixas dos dois álbuns mais recentes da banda, Vol. 4 e Sabbath Bloody Sabbath. Em "Supernaut", Tony Iommi fez uma longa e barulhenta introdução, acompanhada pela nervosa bateria de Bill Ward, que encerrou a canção com um nervoso solo.

A voz de Ozzy Osbourne na apresentação parecia um tanto quanto esganiçada, um pouco mais do que o habitual, mas o vocalista demonstrou toda a sua presença de palco, deixando a platéia bastante entusiasmada. O show do Sabbath foi um dos mais aplaudidos e entrou para os anais da banda. Além disso, a dobradinha com o Black Oak Arkansas seria repetida na retomada da turnê, na Europa, com o BOA abrindo os concertos.

Apesar de toda a organização do festival, ocorreu um fato inusitado. A programação dos shows, que normalmente atrasa em eventos desse porte, ficou adiantada em quase uma hora. Isso fez com o Sabbath entrasse no palco às quatro da tarde e finalizasse a sua apresentação ainda com o sol brilhando intensamente (durante a primavera na costa oeste dos EUA costuma anoitecer entre 6 e 7 horas da tarde). Com isso, a banda subsequente, o Deep Purple, teria que subir ao palco ainda sob a luz do dia.


Esse motivo foi o suficiente para tirar o excêntrico guitarrista Ritchie Blackmore do sério. Segundo alguns relatos, o músico, conhecido pelos seus hábitos noturnos e as roupas pretas, se trancou em seu quarto e se recusou a se apresentar enquanto o sol não se pusesse. Eram então por volta de cinco e meia da tarde e todos teriam que esperar no mínimo uma hora para que o ambiente ficasse propício para que o "morcego" saísse da caverna.

Os organizadores do evento e os diretores de TV ficaram possessos e exigiram uma postura profissional do grupo. Os mais lúcidos da banda, Ian Paice e Jon Lord, tiveram que intervir e levaram o guitarrista praticamente à força para o palco. As confusões de Blackmore estavam apenas começando ...

O Deep Purple em 1974 estava em um radical momento de transformação. Após a saída de Ian Gillan e Roger Glover, com quem a banda havia gravado quatro conceituados álbuns de estúdio, havia uma enorme expectativa para a apresentação da nova formação. Eles foram substituídos pelo baixista/vocalista do Trapeze, Glenn Hughes, e pelo vocalista David Coverdale, um inexperiente garoto com apenas 23 anos.

Eles haviam lançado o disco Burn menos de dois meses antes do California Jam, mas já vinham se apresentando com a nova formação desde finais de 1973. O show em Ontario fazia parte de uma turnê norte-americana iniciada antes mesmo do festival. O Purple chegou aos Estados Unidos com o status de banda mais lucrativa do mundo, e seria a grande presença do evento.

O quinteto britânico apresentou cinco das oito faixas do álbum recém-lançado, executando apenas três canções da antiga formação. Isso fez com que o público se mostrasse um pouco contido, já que mais da metade das músicas ainda eram pouco conhecidas.

O show foi a primeira apresentação de David Coverdale para um grande público, e no vídeo pode-se notar a sua timidez. Ele pouco se movia pelo palco, se limitando a cantar parado e com uma das mãos apoiadas no pedestal do microfone. A atuação nem de longe lembra o Coverdale performático dos anos 80, quando, no Whitesnake, usava o pedestal para demonstrar o seu sex appeal.

Ao contrário do vocalista principal, Glenn Hughes demonstrava grande desinibição, exibindo uma nova característica do Deep Purple: a forte presença de backing vocals. Em alguns momentos, o baixista assumia, até mesmo, o papel de voz principal, protagonizando duetos memoráveis com Coverdale. A inquietação de Hughes saltava aos olhos, já que o seu antecessor se limitava a tocar comportadamente, sem se aventurar cantando. Em certos pontos da apresentação, essa postura beirava ao exagero.

Jon Lord e Ian Paice demonstravam a habilidade de sempre, mas as atenções se voltaram quase que exclusivamente para o guitarrista da banda. Mostrando-se contrariado, Blackmore se desentendeu diversas vezes com a produção do evento, reclamando incessantemente da presença de uma câmera que estava ao seu lado. A antipatia característica contrastava com seu talento, evidenciado em longo solos, improvisações e duelos com o órgão Hammond de Lord.

No fim do show, quando os músicos executavam improvisações entremeadas por "Space Truckin'", Blackmore, após um belo solo, começa a fazer uma de suas famosas performances, arremessando sua guitarra para o alto, pisando sob as cordas e fazendo um barulho ensurdecedor. A primeira Fender Stratocaster (na cor creme, como a maioria que o Homem de Preto empunhava) se perdeu quando o guitarrista resolveu sustentá-la apenas pelo cabo, deixando-a cair no fosso que separava a platéia do palco. Logo ele apanhou um novo instrumento, idêntico ao anterior, e continuou o espetáculo de destruição. Após esfregar as cordas no corpo, Blackmore inesperadamente começou a bater com a guitarra na câmera que o acompanhou durante o show. A Strato ficou completamente destruída e o prejuízo com a câmera foi orçado em oito mil dólares. Alguns dos destroços foram atirados em alguns jornalistas que estavam junto ao palco. O corpo do instrumento foi lançado para o público.


Depois disso, com ajuda do staff do grupo, Blackmore ateou fogo em um conjunto de amplificadores, causando uma grande explosão. O fogo se alastrou pelo palco e por muito pouco não atingiu o músico, que saltou rapidamente. Uma segunda explosão aumentou o fogo, que logo foi contido por extintores. A sandice do guitarrista causou um belo espetáculo visual, mas por pouco não acarretou um acidente de proporções graves.

Foi o ato final de uma apresentação que entrou para a história mais pelas confusões de Ritchie Blackmore do que pela qualidade do espetáculo. O show ficou marcado na história do Deep Purple, sendo lançado em vídeo e posteriormente em DVD. O áudio foi lançado em um bootleg nos anos 90, relançado pela Purple Records, e mais tarde remasterizado e lançado com o set completo da apresentação.


A noite foi fechada pelos papas do rock progressivo Emerson Lake & Palmer. No final do ano anterior o trio havia lançado o seu álbum de estúdio mais bem-sucedido comercialmente, Brain Salad Surgery, e a apresentação no California Jam marca o auge da banda.

O novo álbum foi privilegiado, mas o trio executou canções de discos anteriores, como "Lucky Man", do seu primeiro trabalho, de 1970. O destaque foi para o desempenho de Keith Emerson, que em seu órgão Hammond e no piano demonstrou todo seu talento em improvisações hipnotizantes. A performance do tecladista rendeu-lhes elogios de grandes nomes da música, como Count Basie – lendário pianista de jazz –, que ao ver a apresentação pela TV ligou para Emerson para felicitá-lo pelo talento.


Recentemente, a banda lançou um box de DVDs chamado From the Beginning, que compila algumas apresentações clássicas. Entre elas, está o show na íntegra do ELP no California Jam.

Uma versão de "Great Gate of Kiev", parte da suíte clássica "Quadros de uma Exposição", do compositor russo Modesto Mussorgsky, fechou um dia histórico para o rock and roll. Doze horas seguidas da nata das bandas dos anos setenta, num evento que combinou a magia do clima paz e amor com o máximo de tecnologia e qualidade sonora. Um evento que aliou arte de primeira linha com uma organização grandiosa, entrando para história como um dos maiores acontecimentos já televisionados.

O
California Jam teria uma nova edição em 1978, mas sem o mesmo brilho e energia. Mesmo assim, o novo evento contaria com bandas de peso, como Aerosmith, Foreigner, entre outros. Mas isso é assunto para um próximo artigo.

O
Mofodeu celebra os 35 anos do California Jam com um programa especialíssimo, só com gravações originais do festival. O melhor do que aconteceu naquele mágico 06 de abril de 1974. Para ouvir, basta acessar o site e buscar pelo programa de número #58.

Leia também: Deep Purple - Stormbringer (1974)

Curso de Jornalismo Musical

sexta-feira, setembro 18, 2009

Por Ugo Medeiros
Colecionador e Jornalista
Coluna Blues Rock

A partir do dia 02 de outubro ministrarei um curso de Jornalismo Musical na PUC-Rio. A realização é do Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS). As aulas serão às sextas e segundas, das 15 às 17h. Todos que tenham interesse na área de comunicação e música podem participar. Valor do curso: R$10.

Justificativa

A música tem importante papel na sociedade, pois ela representa uma manifestação que ultrapassa apenas a esfera cultural. A música, independente do estilo ou nacionalidade, aponta para as características de um dado lugar, é uma forma de investigação. Desde o aparecimento de uma cultura pop e estilos mundialmente conhecidos e consumidos, o jornalismo teve relações com o cenário musical. Entretanto, com o crescimento da indústria fonográfica e a explosão dos meios de comunicação de massa, falar sobre música transcendeu textos técnicos (resenhas e críticas). Falar e escrever sobre música é ter uma profunda leitura sobre cultura, comunicação de massa, história, relações econômicas e choques de identidade, todos temas de largo interesse ao estudante de comunicação social.

Objetivo

Capacitar o aluno, com uma visão crítica, a entender o que representa, de fato, a música. Dá-lo ferramentas técnicas (padronização de textos e dicas jornalísticas) e teóricas (leituras e exercícios de reflexão). Ao final do curso, o aluno entenderá como se dá a relação músico/mercado/consumidor.

Conteúdo

1ª aula – Abertura. Algumas técnicas de escrita a partir de leitura de reportagens. O que era o jornalismo musical e o que ele é hoje em dia;

2ª aula – Apresentação de vídeos de diferentes épocas, desde o blues, jazz, samba e rock. Exercícios;

3ª aula – Exposição de trabalhos dos alunos. Apresentação de vídeos. Introdução ao debate sobre o mercado fonográfico;

4ª aula – O que é o espetáculo? A música como mercadoria. Exercícios;

5ª aula – Debate: Jornalismo musical e as perspectivas da indústria musical. Exercício final: resenha de um show realizado CACOS;

Carga horária: 10h.

Horário: Segundas e sextas, das 15h às 17h.

Local: Centro Acadêmico de Comunicação Social, CACOS.

Turma: Entre 10 e 15 alunos.

Professor

Ugo Medeiros – Geógrafo formado em Geografia pela PUC-Rio, licenciatura e bacharelado. Ex-editor do site Rio Rock & Blues, editor do blog Coluna Blues Rock, colaborador do site da revista Blues’n’Jazz, colaborador do blog Collector´s Room e da revista Poeira Zine. Participou da cobertura de festivais, como o 3º Festival Nacional de Blues (2007) e Rio das Ostras Jazz & Blues Festival (2007, 2008 e 2009).

Bibliografia Básica

• CANCLINI, Néstor Garcia.
Consumidores e Cidadãos – Conflitos Multiculturais da Globalização. Editora UFRJ. 2008, Rio de Janeiro;

• DEBORD, Gui.
A Sociedade do Espetáculo. Editora Contraponto. 1997, Rio de Janeiro;

• CLAPTON, Eric.
Eric Clapton: A Autobiografia. Editora Planeta. 2007, São Paulo;

• WENNER, Jann S. e LEVY, Joe (Orgs).
As Melhores Entrevistas da Revista Rolling Stone. Editora Larousse. 2008, São Paulo;

• HARRIS, John.
The Dark Side of the Moon: Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd. Jorge Zahar Editor. 2005, Rio de Janeiro;

• BANGS, Lester.
Reações Psicóticas. Editora Conrad. 2005, São Paulo;

• DIMERY, Robert (Org).
1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer. Editora Sextante. 2007, Rio de Janeiro;

• Artigos das revistas
Rolling Stone, Poeira Zine e Blues’n’Jazz.

Bibliografia Complementar

• MARCUS, Greil.
A Última Transmissão. Editora Conrad. 2006, São Paulo;

• RIBEIRI, Helton.
Blues. Editora Abril. 2005, São Paulo;

• FRIEDLANDER, Paul.
Rock and Roll – Uma História Social. Editora Record. 2006, Rio de Janeiro;

• CHACON, Paulo.
O Que é Rock. Editora Brasiliense. 1982, São Paulo;

• LAWRENCE, Sharon.
Jimi Hendrix – A Dramática História de Uma Lenda do Rock. Jorge Zahar Editor. 2008, Rio de Janeiro;

• MEDEIROS, Ugo.
Um Brinde à Farsa de Woodstock. 2009, Rio de Janeiro.

Uncut traz The Who na capa de sua nova edição

sexta-feira, setembro 18, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

A revista britânica Uncut estampa um dos maiores nomes da história do rock inglês, o The Who, na capa de sua nova edição. A publicação elegeu as 30 maiores canções compostas pelo grupo, com a participação de Pete Townshend e Roger Daltrey em pessoa, além de uma trupe de amigos do grupo, como Peter Buck do R.E.M., Eddie Vedder do Pearl Jam e Bill Wyman e Mick Taylor, ambos ex-Stones.

Além do Who, a Uncut traz matérias e textos bem interessantes sobre os Beatles, com uma análise detalhada sobre o relançamento dos álbuns do grupo; um ensaio especial com fotos inéditas do Led Zeppelin no Bath Festival de 1970; uma entrevista exclusiva com Levon Helm, baterista e vocalista da lendária The Band; discografia comentada do Kraftwerk; um papo com Daevid Allen, do Gong; uma geral no retorno dos Mutantes; e várias outras matérias legais, além do costumeiro CD de brinde, que dessa vez dá uma geral na nova cena psicodélica, com bandas como White Denim, Wooden Shjips, Ganglians e outros.

Para maiores informações, clique aqui.




Classic Rock: nova edição traz Mott the Hoople na capa

sexta-feira, setembro 18, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Acaba de ser lançada a nova edição da excelente revista Classic Rock, uma das melhores publicações para quem curte a música e sua história.

A edição #137 traz o cultuado grupo inglês Mott the Hoople em uma belíssima capa, além de matérias com Pearl Jam, Cheap Trick, Lynyrd Skynyrd, Kiss, Alice in Chains, Beatles, Jet, Black Crowes, Bill Wyman e outros, e o já tradicional bônus CD, dessa vez intitulado Back in the Saddle - 15 Tracks From Returning Heroes and Young Gods.

Para mais informações, clique aqui.

Ótima dica para quem curte música e quer ir além dos que se ouve nos discos!

AC/DC: novo box set a caminho?

sexta-feira, setembro 18, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Informações em diversas publicações especializadas dão conta de que o AC/DC lançará, até o final do ano, um novo box set. A caixa teria o título de Amplifier e contaria com 3 CDs, 2 DVDs e um LP. Um dos CDs teria raridades de estúdio, os outros dois gravações ao vivo nunca lançadas antes, e o DVD traria a terceira parte do DVD Family Jewels, com os videoclipes gravados pelo grupo no período 1992-2009 e um show de 2003 realizado no Circus Krone, na Alemanha. Fechando, o LP teria as já citadas raridades de estúdio, presentes também em um dos CDs.

Além disso, o box viria com um gigantesco livro com 164 páginas e mais vários extras, como litogravuras em preto e branco da banda, fotos inéditas do grupo no Alberts Studio em 1977, um flyer da Look Up Your Daughters UK Tour de 1976 e um poster da turnê européia de Let There Be Rock, de 1977.

Há ainda planos de lançar uma versão mais simples da caixa, chamada Best of the Box Set, contendo um CD com raridades de estúdio, um CD com gravaçõe ao vivo e 1 DVD com a parte três de Family Jewels.

Ainda não há confirmação da data de lançamento, mas tudo indica que teremos mais um box set do AC/DC para fazer a alegria dos colecionadores da banda e para quem gosta de um bom rock and roll!




Mofodeu promove cursos e palestras sobre a história do rock

sexta-feira, setembro 18, 2009

Apresentação

Nenhum gênero musical revolucionou tanto a história da humanidade como o rock. Com origem nos guetos negros dos Estados Unidos, rapidamente se disseminou pelos quatro cantos do planeta, transformando os costumes e trazendo mensagens de liberdade. Na década de 1960 fez parte de um movimento de contracultura que pregava a mobilização e a contestação social. Flertou com correntes filosóficas das mais diversas, do niilismo ao pós-modernismo, se construindo e desconstruindo em mais de cinquenta anos. Os cursos e palestras têm como objetivos traçar um breve panorama do impacto gerado pelo rock nas mais diversas esferas da sociedade, desde os seus primeiros passos até os dias atuais.

Oferecemos diversas modalidades de cursos e palestras voltados para públicos das mais diversas escolaridades (do ensino médio a pós-graduação).

Ministrados por:

Vitor Bemvindo
Historiador
Produtor cultural


Historiador de formação (mestre em História Política), desde 2007 vem trabalhando na produção, direção e apresentação do programa/podcast
MOFODEU. Além disso, tem escrito para sites especializados em rock como Whiplash! e Collector's Room.

Formação Acadêmica:

Mestre em História Política (UERJ-2009)
Bacharel e Licenciado em História (UFF-2005)

Trabalhos relacionados ao tema:

Programa MOFODEU
Artigos publicados no site Whiplash!
Artigos publicados no blog Collector's Room

O MOFODEU é veiculado por:

www.mofodeu.com
Rádio Shock Box

Modalidades

Palestras

Institucionais

Apresentações curtas para congressos, simpósios, convenções, apresentação de produtos, entre outros tipos de eventos.

Público-alvo: jornalistas, historiadores, músicos, estudantes, etc.

Educativas

Apresentações curtas para colégios e faculdades, com intuito de traçar paralelos entre a trajetória de cinquenta anos do rock com a História Contemporânea.

Público alvo: estudantes do ensino médio e de graduação nas áreas de Ciências Humanas (História, Ciências Sociais, Comunicação, entre outros).

Cursos

Cursos Livres

Cursos de curta duração (4 a 8 aulas), voltados para instituições de ensino não-acadêmicas (centros de debates, escolas livres, curso de música, cursos livres, dentre outros).

Público alvo: estudantes, jornalistas, historiadores, músicos, etc.

Programa: b
aixe aqui (proposta apresentada à Casa do Saber)

Curso de Extensão Universitária

Curso de curta duração (4 a 8 aulas), voltado para instituições de ensino superior com objetivo de complementação de conhecimento nas mais diferentes áreas.

Público alvo: estudantes do de graduação nas áreas de Ciências Humanas (História, Ciências Sociais, Comunicação, entre outros).

Disciplina para cursos de Graduação *

Curso de longa duração (1 semestre), que pode ser oferecido como disciplina eletiva em cursos de graduação nas área de Ciências Humanas.

Público alvo: estudantes do de graduação nas áreas de Ciências Humanas (História, Ciências Sociais, Comunicação, entre outros).

* Existe a possibilidade de aprofundamento das questões do curso, com o intuito de ministrá-lo para cursos de pós-graduação (lato ou stricto sensu).

Contatos:
Vitor Bemvindo
(Historiador, produtor e escritor)
Telefones: (21) 2238-2723 / (21) 9442-5726
e-mail: vitorbemvindo@yahoo.com.br

17 de set de 2009

Novo álbum solo de Joe Perry

quinta-feira, setembro 17, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador

Atenção fãs do Aerosmith: o guitarrista Joe Perry agendou para o dia 06 de outubro o lançamento de seu novo álbum, intitulado Have Guitar, Will Travel. O trabalho será o seu quinto disco solo, em uma carreira que já inclui Let the Music Do the Talking (1980), I´ve Got the Rock n´Rolls Again (1981), Once a Rocker, Always a Rocker (1983) - os três primeiros creditados ao The Joe Perry Project -, e Joe Perry (2005).

Anote as faixas:

1. We’ve Got a Long Way to Go
2. Slingshot
3. Do You Wonder
4. Somebody’s Gonna Get (Their Head Kicked in Tonight)
5. Heaven and Hell
6. No Surprise
7. Wooden Ships
8. Oh Lord (21 Grams)
9. Scare the Cat
10. Freedom

O baixista do Joe Perry Project, David Hull, bem como o ícone da cena punk de Boston, Willie "Loco" Alexander, participam do disco.

poeira Zine #26: Led Zeppelin

quinta-feira, setembro 17, 2009

Por Bento Araújo
Colecionador e Jornalista
poeira Zine

1969 foi o ano de Led Zeppelin, e claro que a revista que cobre o melhor da música do melhor dos tempos não iria deixar esse acontecimento passar batido.

Por isso, em sua nova edição, a
poeira Zine vai fazer você mergulhar de cabeça nos 12 meses mais caóticos da história da banda e entender como o Led se tornou o maior fenômeno do rock da década de 70.

O número #26 da
pZ ainda traz uma reportagem sobre a lendária tour de 1977 do Emerson Lake & Palmer, que deixou a banda no vermelho, com seus shows pela América do Norte, os excessos do trio e o famoso tapete persa de Greg Lake; Graham Bond, a fera que descobriu gente como Jack Bruce, Ginger Baker, John McLaughlin, entre outros; uma geral no rock finlandês, onde Marco Gaspari faz um relato dos grupos Blues Section, Wigwan e Tasavallan Presidentti; e as peripécias de Ian Hunter e Mott The Hoople na confecção de "All the Young Dudes".

Confira também uma entrevista exclusiva e bem humorada com o famoso guitarrista canadense Randy Bachman, o homem à frente do Guess Who, Bachman-Turner Overdrive, Iron Horse, Brave Belt, entre outros; um mini perfil do renomando produtor Martin Birch (matéria escrita pelo editor da
Collector´s Room, Ricardo Seelig), matérias sobre Big Star, Rush, Renato e seus Blue Caps, The Tornados, Coven, Marcus (outro texto de autoria de Ricardo Seelig) e demais histórias do mundo da boa música.

Para comprar seu exemplar acesse o
www.poeirazine.com.br

15 de set de 2009

Get Yer Ya Ya´s Out ganha edição especial de 40 anos

terça-feira, setembro 15, 2009

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Um dos mais famosos, importantes e cultuados álbuns ao vivo da história ganhará uma edição especial comemorativa aos seus 40 anos de lançamento.

Get Yer Ya Ya´s Out, lançado pelos Rolling Stones em 04 de setembro de 1970, será relançado em forma de box. A maravilha chega às lojas no dia 03 de novembro (meu aniversário, coincidentemente, então vocês já sabem o que me dar de presente) em duas versões: Deluxe Edition, com 3 CDs e 1 DVD; e Super Deluxe Edition, com 3 CDs, 1 DVD, um livreto com 56 páginas e três réplicas de vinil - essa será lançada no dia 17 de novembro. Ambas as edições contarão com faixas bônus e várias fotos mostrado a sequência de imagens que resultou na clássica capa, onde o baterista Charlie Watts tem a singela companhia de um burro.

A Amazon está fazendo a pré-venda com exclusidade, então corra e garanta já o seu!

Leia também: Uma Temporada no Inferno com os Rolling Stones

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