18 de set de 2010

40 anos da morte de Jimi Hendrix: um pequeno tributo em letras e imagens

sábado, setembro 18, 2010

Por Ronaldo Rodrigues
Colecionador
Apresentador do programa
Estação Rádio Espacial
Collector´s Room

18 de setembro de 1970. Uma triste notícia sacudiu a cabeça de boa parte da juventude mundial – James Marshall Hendrix morreu ao ser levado ao hospital, sufocado no próprio vômito. As causas do fatídico acontecimento daquela manhã de Londres até hoje são controversas. Mas o que se admite de forma geral é que Hendrix teria passado mal por conta de barbitúricos que tomou antes de dormir, além de estar bêbado. São extremamente desinteressantes esses detalhes escabrosos do fim de uma vida, especialmente uma vida intensa e genial como a de Jimi Hendrix. O que importa é que se passaram 40 anos que essa trajetória foi enterrada materialmente, mas a aura do guitarrista é constantemente renovada e sua obra reverenciada com força e constância ao longo dessas quatro décadas de ausência.

O objetivo aqui não é falar de morte, e sim de vida. De uma obra viva, influente e, por incrível que pareça, persistentemente atual. Uma vastidão de adjetivos já foi usada para tentar descrever a tempestade de ideias e renovações que Jimi Hendrix trouxe para a guitarra e para o rock. A despeito de técnica e virtuosismo, quesito em que outros guitarristas estejam em níveis mais elevados que Hendrix (até mesmo na época já havia guitarristas excelentes e virtuosos, como Jeff Beck, John McLaughin, Alvin Lee, Robert Fripp, Roy Buchannan, Larry Coryell, etc), a amplitude que sua obra atingiu é uma coisa praticamente única. São vários os fatores que tornam sua obra transcendente e que cristalizaram sua imagem como um ícone da contracultura.


A musicalidade de Hendrix é riquíssima e sua música abriu vários leques para a explosão de ritmos e o ecletismo predominantes do período da art-rock. Dos primeiros acordes de sua bombástica estreia, Are You Experienced?, de 1967, emana um peso ainda pouco comum ao rock. Tudo bem que os Yardbirds, o The Who e o Cream já faziam estrago, especialmente ao vivo, tocando alto e forte. Mas Hendrix foi um decisivo passo para o irremediável caminho do rock, de se tornar mais pesado e agressivo. A metamorfose do blues, somada a sua malícia e inteligência para captar todo o espírito lisérgico do período, junto com o bom apadrinhamento de Chas Chandler e a competência dos músicos que foram escolhidos para acompanhá-lo em sua meteórica jornada, foi fundamental para logo estabelecer novas divisas e balançar todo o mainstream dos músicos ingleses.


A guitarra peso-pesado de Hendrix e suas composições combinando rock e blues foram o grande legado para a concepção do heavy rock em fins dos anos 60, do qual o grande baluarte, enquanto obra inaugural, seria a estreia do Led Zeppelin. Difícil imaginar algo em 1967 mais pesado (não confundir com “barulhento”) do que “Foxy Lady”, “Purple Haze”, “I Don’t Live Today” e “Spanish Castle Magic”. Daí em diante sua obra foi apresentando momentos ainda mais pesados, principalmente ao vivo, com a bateria esmurrada do grande Mitch Mitchell e do baixo saturado do também grande Noel Redding. Músicas como “Look Over Yonder”, “Voodoo Child (Slight Return)” e “Midnight” são puro hard rock à moda Hendrix, com um inventivo maquinário de riffs que fez (e continua fazendo) escola.

Aliado ao momento de experimentações e múltiplas liberdades musicais, os mesmos trabalhos de onde se extravasa peso e lisergia apresentam uma faceta exuberante da criatividade de Hendrix, onde ele foi capaz de tecer melodias extremamente viajantes e etéreas, abusando de novos recursos sonoros, como pedais wah-wah, flanger, tremolo, técnicas de mixagem invertida, entre outras novidades à época. Tudo isso Hendrix utilizou para elevar sua obra. Os sons siderais de sua guitarra embalam a mente em canções como “May this be Love”, “Third Stone from the Sun”, “Castles Made of Sand”, “Have your Ever Been? (To Electric Ladyland)”, “1983 (A Merman I Should Turn to Be)”, “Drifting”, “Hey Baby (New Rising Sun)” e “New Rising Sun (M.L.K)”.


Sem abdicar de suas raízes e os primórdios de suas experiências com a música, no período 69-70 Jimi Hendrix adentrou com mais força nos terrenos do soul, do funk e do r&b, ora com um acento um pouco mais pop, ora com todo o sangue da música dos guetos. Alguns dos mais notáveis passeios nestes terrenos estão no disco ao vivo da Band of Gypsys, onde somado a Billy Cox (seu amigo desde a época do exército) e o baterista/vocalista Buddy Miles ele destila grooves lancinantes de sua guitarra, junto de uma técnica realmente admirável (o que demonstra como sua potência virtuosa aumentou consideravelmente de 67 a 70).

Também é pródiga nesse sentido a compilação First Rays of New Rising Sun, um disco considerado póstumo como uma obra em si, mas que não se sabe realmente se ele sairia daquela forma, com aquele repertório. Eram as músicas que Hendrix vinha trabalhando entre o fim de 1969 e o começo de 1970, onde é clara a sua aproximação dos estilos citados. Algumas dessas músicas apareceram por primeiro no filme Rainbow Bridge e depois aos poucos em várias compilações que surgiram pouco depois de sua morte. Porém, isso não era de todo uma novidade, pois já em Axis: Bold as Love despontam coisas com essa pegada swingada. Para quem se aventurar nessa abordagem da obra de Hendrix, com certeza passará por “Wind Cries Mary”, “Little Miss Lover”, “Wait Until Tomorrow”, “Long Hot Summer Night”, “Dolly Dagger”, “Room Full of Mirrors”, “Tax Free” (um cover da dupla sueca Hansson & Karlsonn), “Power of Soul”, “Who Knows”, “South Saturn Delta” e a versão funkeada do blues “Bleeding Heart”, de Elmore James.


Em se tratando de covers e versões, Hendrix praticamente cometia verdadeiras safadezas com as músicas alheias, quase sempre as deixando em melhores lençóis do que suas roupagens originais. Desnecessário falar de “All Along the Watchtower”, de Bob Dylan, que ficou tão boa e bem tratada em estúdio que Hendrix praticamente não a executava ao vivo. Se transformaram em releituras raivosas e swingadas canções de blues como “Mannish Boy”, “Hoochie Coochie Man” e “Catfish Blues” de Muddy Waters; “Born Under a Bad Sign” de Albert King e “Killing Floor” de Howlin’ Wolf; rocks como “Johnny B. Goode” de Chuck Berry, “Blue Suede Shoes” e “Hound Dog” de Elvis Presley,;“Day Tripper”, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (a que ele fez uma versão logo após o disco homônimo ser lançado) e “Tomorrow Never Knows” dos Beatles; “Sunshine of your Love” e “Outside Woman Blues” (em lendários improvisos ao vivo) do Cream; “Dear Mr. Fantasy” do Traffic; “Wild Thing” dos Troggs; “Hey Joe” de Billy Roberts (Hendrix fez a versão definitiva dessa música, entre muitas que pipocavam na época com diversos intérpretes), entre muitas outras, especialmente em jam sessions com os muitos amigos músicos que fez.

O caso dos covers de Bob Dylan são a uma coisa a parte, porque Hendrix era muito fã dele e o “presenteou” com fantásticas versões de “Like a Rolling Stone” e “Can You Please Crawl Out your Window?”, além da já citada “All Along the Watchtower”, essa eleita em uma votação como o melhor cover já feito em todos os tempos. A admiração de Hendrix para com Dylan veio a influenciar suas letras, uma capacidade que as pessoas em geral ignoram um pouco, com a qual o guitarrista também deixou na história memoráveis passagens.


Por fim, os palcos. Ali Hendrix demonstrava todo seu poder de fogo. Do rapaz tímido e introspecto nos bastidores, no palco Jimi Hendrix e sua Fender Stratocaster estavam como que em simbiose, numa transa orgânica, em que nem sempre é possível distinguir o músico de seu instrumento. A naturalidade e fluidez com que Hendrix, ao mesmo tempo em que fazia as bases, os solos e os grooves com sua guitarra, cantava e se chacoalhava todo no palco, é algo de encher os olhos, uma verdadeira performance de um artista explosivo, um porta-voz de seu instrumento, cuja música lhe perspassava com um brilho radiante. Seu perfeccionismo aumentaria ao longo dos anos, em performances cada vez mais precisas, porém, sem deixar o senso improvisador de sua música guiá-lo.


Existem registros de concertos de Hendrix aos borbotões e incontáveis momentos maravilhosos (você pode conferir alguns singelos exemplos em vídeos abaixo, no final do texto), em que sua habilidade vem à tona da forma mais crua e natural possível. Por conta de abusos de drogas, alguns momentos ao vivo deixam a desejar, principalmente na parte vocal, mas nada que num todo prejudicasse o espetáculo que sua música causava ao redor. Em Woodstock, mesmo com o monumental atraso do festival e as precárias condições depois das chuvas, ele não deixou a peteca cair, botou pra quebrar e os 40 mil resistentes jovens que o assistiram naquela manhã de segunda-feira presenciaram uma de suas mais intensas performances.

De sua “gestação” no palco do Café Wah, onde Chas Chandler o descobriu, até o ponto final no palco do festival da Ilha de Fehman na Alemanha, foi ali onde Hendrix mais brilhou, e também ali onde recebeu alguns golpes baixos por parte de seu público, que sempre lhe exigia as já consagradas músicas de seu primeiro disco.

Esta data é uma ótima oportunidade de revisitarmos sua obra e nos divertirmos com os novos lançamentos que tem saído, os que virão e todo o legado fonográfico já existente do gênio da guitarra.

Salve Hendrix!








17 de set de 2010

Black Country Communion - Black Country (2010)

sexta-feira, setembro 17, 2010

Por João Renato Alves
Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ****1/2

A expectativa era grande. Houve até a ameaça de não sair mais, graças a fatores externos. Mas aqui está o Black Country Communion, o novo dream team do rock. A ideia nasceu em 2009, após uma jam session envolvendo Glenn Hughes e Joe Bonamassa durante o
Guitar Center’s King of the Blues, na cidade de Los Angeles. Para completar o line-up de feras, foram chamados ninguém menos que o tecladista Derek Sherinian, com sua folha corrida mais que extensa, e o baterista Jason Bonham, simplesmente o “filho do homem”. Após alguns ensaios, ficou provado o potencial para criar músicas próprias. Para ajudá-los, o produtor também deveria ser algum craque. Sendo assim, Kevin “Caveman” Shirley foi convocado.

Uma introdução de baixo seguida de uma verdadeira pedrada tipicamente setentista apresenta o poder de fogo da turma em “Black Country”, som que traz aquele clima nostálgico na cabeça automaticamente. O clima vintage prossegue em “One Last Soul”, com uma pegada simplesmente absurda de Jason em um hard rock dos bons. A veia black do grupo dá as caras em “The Great Divide”, música que é a cara de Glenn Hughes, que dá um show de interpretação, nos remetendo a tempos longínquos. Um riff aparentemente composto às margens do rio Mississipi dá a partida em “Down Again”, com Sherinian realizando sua primeira participação de efeito maior, além de uma sincronia vocal perfeita entre Glenn e Joe.


O peso das primeiras reaparece em “Beggarman”, com um riff sincronizado entre guitarra e baixo de cair o queixo. “Song of Yesterday” começa como uma balada e explode em uma levada funkeada de primeira linha, mostrando que o baterista tem “sangue de zepelim” nas veias. Lá pelo meio vira uma jam cheia de feeling, mostrando o porquê desse projeto ser tão aguardado pelos fãs dos bons sons. E o melhor, sem egocentrismo barato. Quando menos se espera, o rock pesado vem à tona na ótima “No Time”, que poderia facilmente se passar por um dos momentos mais hards do MKIII do Deep Purple. E já que o negócio é vasculhar o passado, nada melhor que uma releitura para “Medusa”, do Trapeze. Aí, a gente tem que ressaltar que mesmo após tanto tempo, Glenn ainda consegue driblar as dificuldades impostas pelo tempo e usar sua categoria na interpretação.

Bonamassa toma conta em “The Revolution in Me”, que poderia muito bem estar em um de seus trabalhos solo, apesar das viagens instrumentais mais elaboradas no meio da faixa. “Stand (At the Burning Tree)” é um ótimo exemplo de como fazer uma batida pulsante, quase dançante, sem perder a veia roqueira de foco - algo que Glenn Hughes sempre gostou de fazer. Uma entrada à la AC/DC chega a assustar no começo de “Sista Jane”. Mas logo entra uma levada mais condizente com o que foi feito até aqui, além de uma alternância vocal excelente entre Hughes e Joe. Hardão com alma negra. Para encerrar, a mais longa de todas. Os onze minutos de “Too Late for the Sun” funcionam como uma espécie de resumo de tudo que se ouviu no álbum, com direito a longa parte instrumental, como era de se esperar.

Não é um disco de fácil assimilação. Logo, não é para todos. Mas quem conseguir absorver a atmosfera proposta pelo quarteto tem tudo para colocá-lo na lista dos melhores trabalhos do ano. Portanto, ouçam com seus espíritos preparados para jams e viagens variadas. Partindo desse pressuposto, temos aqui um excelente trabalho, digno dessa união de feras. Interessante notar que, embora sejam gêneros diferentes, há uma semelhança facilmente perceptível com o novo do Iron Maiden. O fato de quase todas as faixas mais diretas estarem no começo, enquanto as mais complexas ficaram pra depois. Não deve ser mera coincidência o produtor ser o mesmo.


Faixas:
1 Black Country
2 One Last Soul
3 The Great Divide
4 Down Again
5 Beggarman
6 Song of Yesterday
7 No Time
8 Medusa
9 The Revolution in Me
10 Stand (At the Burning Tree)
11 Sista Jane
12 Too Late for the Sun

16 de set de 2010

Hirax - Thrash and Destroy (2008)

quinta-feira, setembro 16, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room


Cotação: ****


Em um mundo justo, a banda norte-americana Hirax teria muito mais reconhecimento do que possui. Um dos pioneiros na fusão do thrash metal ao hardcore e um dos primeiros grupos a acelerar a velocidade de sua música, a banda liderada pelo carismático vocalista Katon W. DePena é uma das mais influentes da cena thrash norte-americana, mas nunca alcançou o nível de popularidade de nomes como Slayer, Anthrax, Testament, Exodus e Death Angel, por exemplo.

Qualidade para isso não falta. Em sua longa carreira, iniciada em 1984, o Hirax lançou trabalhos que hoje são considerados clássicos, como a lendária demo tape
Hirax (1984), o álbum Raging Violence (1985) e o EP Hate, Fear and Power (1986). DePena saiu da banda em 1988 e fundou o Phantasm ao lado de Ron McGovney (baixo, ex-Metallica) e Gene Hoglan (bateria), mas o grupo gravou apenas uma demo e não decolou (para os interessados, as faixas dessa demo foram relançadas em CD e vinil em 2001, com o título Wreckage, pela gravadora Deep Six Records). Para o seu lugar o Hirax convocou Paul Baloff (ex-Exodus), mas logo após a entrada do novo vocalista a banda encerrou as suas atividades. Em 2000 o grupo retomou com o lançamento do EP El Diablo Negro, e desde então tem lançado discos e excursionado com regularidade.

Thrash & Destroy traz a banda tocando na edição de 2007 do festival Keep it True, realizado na cidade alemã de Dittigheim, além de mais doze faixas gravadas durante o show dos caras no Metal Forces Night, realizado também na Alemanha naquele mesmo ano.


A performance do grupo é absurdamente contagiante. Executando seu thrash metal empolgante com extrema competência, o Hirax bota fogo nos headbangers alemães. Katon DePena é a figura central da banda, e isso fica claro em todo o show. Com grande carisma, o vocalista conduz o Hirax em um setlist recheado de clássicos como “The New Age of Terror”, “Chaos and Brutality”, “Hate, Fear and Power”, “Bombs of Death”, “The Plague” e “Unleash the Dogs of War”. A interação do vocalista com o público é espetacular, com Katon puxando os fãs da plateia para o palco para o stage diving, além de dar o microfone para os fãs cantarem trechos das músicas em vários momentos.

Além de DePena, a outra grande força motriz por trás do Hirax é o ótimo guitarrista Lance Harrison, com riifs matadores, solos inspirados e disposição de sobre em cima do palco. Merece destaque também o baterista brasileiro Fabrício Ravelli, que deixou a banda em 2008, e que aqui neste DVD mostra uma pegada pra lá de agressiva, casando com perfeição com o som do Hirax.

Evidentemente, a qualidade das cenas e a produção do DVD não são as mesmas presentes em bandas do primeiro time do metal e do rock atual, mas isso não compromete em nada o vídeo – pelo contrário, dá até um charme a mais.

Fechando o pacote com chave de ouro, a versão brasileira de
Thrash & Destroy, lançada pela Kill Again Records, traz um CD bônus com o áudio completo do show no Keep it True Festival.

Se o mundo reconheceu recentemente, ainda que por linhas tortas, a importância do Anvil para o heavy metal, está na hora de isso acontecer com mais e mais banda fundamentais para o estilo e que hoje sobrevivem do puro amor de seus integrantes à música. O Hirax é um desses grupos, e merece um reconhecimento muito maior do que aquele que possui.

Faça a sua parte, adquira esse DVD e comprove porque Katon W. DePena e sua gangue merecem todos os méritos possíveis.

Para comprar esse e mais itens do Hirax e de outras bandas, acesse o site da
Kill Again Records.



Faixas:

DVD
Keep It True Festival #9 - 03/11/2007 - Germany

1 El Dia De Los Muertos
2 100,000 Strong
3 Lucifer's Infierno
4 Blind Faith
5 The New Age of Terror
6 Chaos and Brutality
7 Hate, Fear and Power
8 Hostile Territory
9 Destroy
10 Broken Neck
11 Bombs of Death
12 El Diablo Negro
13 Barrage of Noise
14 Walk With Death
15 The Plague
16 Mouth Sewn Shut
17 Assassins of War
18 Unleash the Dogs of War

Bonus Tracks - Metal Forces Night - 29/09/2007 - Germany

19 The New Age of Terror
20 Chaos and Brutality
21 Hate, Fear and Power
22 Hostile Territory
23 Destroy
24 Broken Neck
25 Demons Evil Forces
26 El Diablo Negro
27 Barrage of Noise
28 Walk With Death
29 The Plague
30 Bombs of Death

CD
Keep It True Festival #9 - 03/11/2007 - Germany

1 El Dia De Los Muertos
2 100,000 Strong
3 Lucifer's Infierno
4 Blind Faith
5 The New Age of Terror
6 Chaos and Brutality
7 Hate, Fear and Power
8 Hostile Territory
9 Destroy
10 Broken Neck
11 Bombs of Death
12 El Diablo Negro
13 Barrage of Noise
14 Walk With Death
15 The Plague
16 Mouth Sewn Shut
17 Assassins of War
18 Unleash the Dogs of War

15 de set de 2010

Grave Digger - The Clans Will Rise Again (2010)

quarta-feira, setembro 15, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ***

Chris Boltendahl, definitivamente, é um cara pra lá de indeciso. Uma hora, diz que não vai lançar mais álbuns conceituais. Depois faz um disco nesses moldes e diz que vai se prender ao que o Grave Digger fez de mais popular em sua carreira recente – vide a trilogia
Tunes of War (1996) / Knights of the Cross (1998) / Excalibur (1999). The Clans Will Rise Again é o décimo-quinto trabalho de estúdio dos alemães (descontando Stronger Than Ever, lançado apenas sob o nome de Digger), marcando a estreia do novo guitarrista Axel Ritt, que substitui Manni Schmidt. Nele, a temática é a mesma de Tunes of War, embora não siga uma ordem cronológica, abordando fatos e ideias soltas na história de batalhas dos guerreiros escoceses.

A intro “Days of Revenge” já deixa o ouvinte no clima de batalha. Dá até para relembrar William Wallace indo para a peleia com seus amigos. Um riff agressivo desponta em “Paid in Blood”, música até que bacana, mas um tanto quanto previsível. A coisa melhora sensivelmente em “Hammer of the Scots”, que começa com um dedilhado e cai em um metal agressivo e muito consistente, com refrão para ser cantado a plenos pulmões nos shows. A música de trabalho, “Highland Farewell”, traz bastante gaita de fole e uma levada mais cadenciada, bem interessante. A faixa-título traz alguns dos melhores riffs do álbum. Aliás, acho que nesse quesito, Axel ficou devendo em relação a Manni, que trabalhava mais esse aspecto. “Rebels” é uma das melhores. Veloz e com performance incendiária de Chris Boltendahl. Um dos momentos mais power do play.

“Valley of Tears” até que começa interessante, mas depois vai caindo na mesmice. O começo de “Execution” nos leva a crer que será uma balada. Mas depois dos primeiros versos, guitarra e bateria explodem nos alto-falantes. Um piano soturno introduz a arrastada “Whom the Gods Love Die Young”, música um pouco diferente do que se espera da banda, mas que ficou interessante. A carnificina é retomada em “Spider”, pesada mas que também cai na mesma armadilha de algumas anteriores. “The Piper McLeod” é uma curta instrumental, mais uma vez tipicamente escocesa. Eis que chega a música chamada... “Coming Home”! Sim, agora até o Grave Digger tem uma canção com esse nome! O que eu falava sobre previsibilidade mesmo...? Para encerrar, uma faixa bem legal, “When Rain Turns to Blood”. Levada lenta e melodia marcante, uma das melhores.

Faltou algo, definitivamente. Apesar de algumas boas músicas, o Grave Digger ficou abaixo do que pode mostrar, especialmente por ter insistido em uma fórmula pra lá de batida – e pelos próprios, ainda. Prefira os clássicos, ou até mesmo o ótimo trabalho anterior,
Ballads of a Hangman (2009).

Fica pra próxima, Chris!


Faixas:
1 Days of Revenge
2 Paid in Blood
3 Hammer of the Scots
4 Highland Farewell
5 The Clans Will Rise Again
6 Rebels
7 Valley of Tears
8 Execution
9 Whom the Gods Love Die Young
10 Spider
11 The Piper McLeod
12 Coming Home
13 When Rain Turns to Blood



14 de set de 2010

Árvores Genealógicas: de Yardbirds à Nirvana

terça-feira, setembro 14, 2010

Por Fernando Bueno
Engenheiro e Colecionador
Collector's Room

Todo colecionador tem suas manias de organização. Eu gosto de guardar os CDs seguindo um padrão de “famílias”. Como é isso? Vou explicar. Os CDs do Ozzy Osbourne e do Heaven and Hell são guardados juntos aos do Black Sabbath. Outro artista que guardo junto é o Dio. Já junto aos discos do Deep Purple eu coloco o Captain Beyond e o Whitesnake por exemplo.

Os motivos disso são meios óbvios afinal Ozzy e Dio foram vocalistas do Black Sabbath e Rod Evans do Captain Beyond e David Coverdale do Whitesnake foram vocalistas do Deep Purple.


Mas porque estou falando isso? Qual o motivo de eu vir aqui, encher espaço do blog e contar isso para os leitores da Collector’s Room? Bem, finalmente comprei meu primeiro disco do Rainbow (eu sei isso é vergonhoso, mas é verdade) e no início fiquei na dúvida onde guardaria o CD. Junto ao Dio ou junto ao Deep Purple. Resolvi criando mais uma pequena regra. Escolhi que usaria sempre o música mais importante da banda para isso e, assim, coloquei o disco junto ao Deep Purple devido ao Richie Blackmore.



Todo colecionador quer o maior número possível de discos na sua coleção e comecei a perceber que a partir de um momento seguir essa regra ficará muito difícil já que muitas bandas tiveram diversos integrantes que acabaram entrando em diversas outras bandas que continham outros integrantes mais ou menos famosos e isso pode virar uma bola de neve.

Comecei a fazer associações lembrando aquelas árvores genealógicas de bandas feitas por Pete Frame. A mais conhecida por mim é a que saiu no A Real Live One do Iron Maiden e que também saiu no box Eddie´s Archives. Inclusive descobri que ele lançou alguns livros só com essas árvores genealógicas, mas não sei mais nada de informações sobre os livros, só que eles estão disponíveis no Amazon. Abaixo estão as capas de dois deles. Também encontrei um blog muito legal que pode ser acessado aqui. Inclusive nele você pode encomendar alguma dessas árvores genealógicas para comprar em papel especial e assinado pelo autor. Os preços são salgados, mas sabemos que tem gente para tudo.


Percebi que fazendo associações começando pelo Deep Purple daria para relacionar as outras duas bandas da Santíssima Trindade do hard rock setentista e muitas outras bandas como o Iron Maiden. Como? Simples. Depois de sua saída do Deep Purple, o vocalista montou uma banda que tinha o Janick Gers futuro guitarrista do Iron Maiden. Engraçado que fazendo esse tipo de associação poderíamos citar outras bandas como o Fish e o Marillion e até o Samson.

Do Deep Purple para chegar ao Black Sabbath é muito simples também. Como já citado acima Richie Blackmore montou o Rainbow com o Dio que depois foi vocalista da banda do Tommy Iommi. Outros vocalistas do Black Sabbath foram componentes do Deep Purple: Ian Gillan e Gleen Hughes.

Mas seguindo o próprio Rainbow podemos chegar na banda de Yngwie Malmsteen de duas maneiras, ambas por vocalistas. Joe Lynn Turner foi vocalista da banda do guitarrista sueco e também do Rainbow, mas outro vocalista da banda, Grahan Bonnet, também tocou com o Malmsteen no Alcatraz, que já teve também o Steve Vai que já gravou com David Lee Roth (chegamos no Van Halen), com o Whitesnake e com o Chickenfoot (podemos chegar ao Red Hot Chilli Peppers).

Estou citando apenas os componentes mais importantes dessas bandas, mas se entrarmos mais a fundo esse texto não teria fim. Agora qual é a importância disso tudo? Os fãs de hard rock, heavy metal e outros estilos próximos têm esse tipo de interesse. Isso é um dos motivos que fazem com que esses estilos sejam tão apaixonantes e viciantes. Afinal se você conhece o Deep Purple pode um dia chegar a conhecer, apenas por associação, o Winger. Basta lembrar que o atual guitarrista do Deep Purple, Steve Morse, tocava no Dixie Gregs banda que Rod Morgenteins também foi integrante.

Nas minhas associações lembrei-me ainda de muitas bandas como o Quiet Riot e Def Leppard e percebi o quanto ainda tenho que conhecer (e adquirir) muitos discos. Também percebi que um dia esse meu critério de organização deverá ser modificado.

Agora para explicar a associação feita no título da matéria. Como ir de Yardbirds até o Nirvana? Jimmy Page que foi guitarrista do Yardbirds, montou o Led Zepellin com Robert Plant, John Bonham e Jonh Paul Jones. Esse último recentemente criou o Them Crooked Vultures junto ao Josh Homme, do Queens of the Stone Age e Dave Grohl do Foo Fighters e Nirvana.

Alguém lembra de uma associação maluca? Até mesmo inusitada como a de uma banda clássica como o Yardbirds e Led Zeppelin com bandas como Nirvana e Foo Fighters?

13 de set de 2010

Vem aí box de raridades de Jimi Hendrix

segunda-feira, setembro 13, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

A Legacy Records e a Experience Hendrix anunciaram o lançamento de um mega box de raridades de Jimi Hendrix. Intitulada West Coast Seattle Boy – The Jimi Hendrix Anthology, a caixa virá com 4 Cds e 1 DVD em uma embalagem de luxo, com mais de quatro horas de material inédito. Anotem na agenda: West Coast Seattle Boy chega às lojas no dia 16 de novembro.

O conteúdo do box abrange o período entre 1964 e 1970, partindo do lado pouco conhecido de Hendrix, quando era apenas um sideman acompanhando artistas de rhythm and blues, até o sucesso internacional proporcionado pelo lançamento de sua estreia,
Are You Experienced?, em 1967. West Coast Seattle Boy é uma compilação sem precedentes, reunindo nada mais nada menos que 45 faixas – entre gravações ao vivo e de estúdio – nunca antes lançadas para o público. Há desde demos e versões alternativas de canções presentes nos álbuns Are You Experienced?, Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968) até inédita versão de Hendrix para a clássica “Tears of Rage”, de Bob Dylan, gravada originalmente pela The Band.

Entre as faixas há também versões acústicas para músicas de
Electric Ladyland como “Long Hot Summer Night” e “1983 (A Merman I Shall Turn to Be)”, canções gravadas ao vivo nos shows da Band of Gypsys em Berkeley e no Fillmore East em 1969 e novas composições de Jimi como “Hear My Freedom”, “Hound Dog Blues” e “Lovely Avenue”.

Um dos atrativos principais do box é a compilação do material gravado por Hendrix antes da formação do Experience. Estão na caixa singles que o guitarrista gravou ao lado de nomes como The Isley Brothers, Little Richard, King Curtis e outros.

West Coast Seattle Boy inclui também um documentário de 90 minutos intitulado Jimi Hendrix Voodoo Child, repleto de cenas e performances inéditas, dirigido por Bob Smeaton, o cara por trás do multipremiado Beatles Anthology e do também excelente Festival Express.


Confira abaixo o tracklist completo de
West Coast Seattle Boy – The Jimi Hendrix Anthology:

CD 1:
1. Isley Brothers - Testify (1964)
2. Don Covay & the Goodtimers - Mercy, Mercy (1964 - #1 Cashbox R&B - #35 Billboard Hot 100)
3. Don Covay & the Goodtimers - Can't Stay Away (1964)
4. Rosa Lee Brooks - My Diary (1965 - written by Arthur Lee)
5. Rosa Lee Brooks - Utee (1965)
6. Little Richard - I Don't Know What You Got But It's Got Me (1965)
7. Little Richard - Dancing All Around The World (1965)
8. Frank Howard & The Commanders - I'm So Glad (1966 - written by Billy Cox)
9. Isley Brothers - Move Over And Let Me Dance (1965)
10. Isley Brothers - Have You Ever Been Disappointed (1965)
11. Ray Sharpe - Help Me (Get The Feeling) (Part I) (1966)
12. The Icemen - (My Girl) She's A Fox (1966)
13. Jimmy Norman - That Little Old Groovemaker (1966)
14. Billy Lamont - Sweet Thang (1968)
15. King Curtis - Instant Groove (1969)

CD2:
1. Fire (1967) - Previously Unreleased Alternate Recording
2. Are You Experienced (1967) - Previously Unreleased Recording
3. May This Be Love (1967) - Previously Unreleased Alternate Recording
4. Can You See Me (1967) - Previously Unreleased Alternate Recording
5. Love Or Confusion (1967) - Previously Unreleased Alternate Recording
6. Little One (1967) - Previously Unreleased Recording (featuring Dave Mason on sitar)
7. Mr. Bad Luck (1967) - Previously Unreleased Alternate Recording
8. Cat Talking To Me (1967) - Previously Unreleased Alternate Recording
9. Castles Made Of Sand (1967) - Previously Unreleased Recording
10. Tears Of Rage (1968) - Previously Unreleased Recording
11. Hear My Train A Comin' (1968) - Previously Unreleased Recording
12. 1983 (A Merman I Shall Turn To Be) (1968) - Previously Unreleased Recording
13. Long Hot Summer Night (1968) - Previously Unreleased Recording
14. My Friend (1968) - Previously Unreleased Recording
15. Angel (1968) - Previously Unreleased Recording
16. Calling All The Devil's Children (1968) - Previously Unreleased Recording
17. New Rising Sun (1968) - Previously Unreleased Alternate Recording

CD3:
1. Hear My Freedom (1968) - Previously Unreleased Recording
2. Room Full Of Mirrors (1969) - Previously Unreleased Recording
3. Shame, Shame, Shame (1969) - Previously Unreleased Recording
4. Messenger (1968) - Previously Unreleased Recording
5. Hound Dog Blues (1969) - Previously Unreleased Recording
6. Untitled Basic Track (1968) - Previously Unreleased Recording
7. Star Spangled Banner (1969) - Previously Unreleased Original Mix
8. Purple Haze (1969) - Previously Unreleased Original Mix
9. Young/Hendrix (1969) - Previously Unreleased Alternate Recording
10. Mastermind (1969) - Previously Unreleased Recording
11. Message To Love (1969) - Previously Unreleased Alternate Recording
12. Fire (1969) - Previously Unreleased Recording
13. Foxey Lady (1969) - Previously Unreleased Recording

CD4:
1. Stone Free (1969) - Previously Unreleased Recording
2. Burning Desire (1970) - Previously Unreleased Recording
3. Lonely Avenue (1969) - Previously Unreleased Recording
4. Everlasting First (1970) - Previously Unreleased Alternate Recording (featuring Arthur Lee)
5. Freedom (1970) - Previously Unreleased Recording
6. Peter Gunn/Catastrophe (1970) - Previously Unreleased Alternate Recording
7. In From The Storm (1970) - Previously Unreleased Alternate Recording
8. All God's Children (1970) - Previously Unreleased Recording
9. Red House (1970) - Previously Unreleased Recording
10. Play That Riff [Thank You] (1970) - Previously Unreleased Recording
11. Bolero (1970) - Previously Unreleased Alternate Recording
12. Hey Baby (New Rising Sun) - Previously Unreleased Alternate Recording
13. Suddenly November Morning (1970) - Previously Unreleased Recording


Além do box, estará disponível também uma versão simplificada de
West Coast Seattle Boy em um CD com o melhor do box, com a opção de ter ou não um segundo disco com o filme incluso. E, para os colecionadores, a cereja do bolo é uma edição especial em vinil da caixa contendo oito Lps de 12 polegadas com todo o conteúdo.

Um item obrigatório não só para os fãs de Jimi Hendrix, mas também para toda e qualquer pessoa que se interessa por música.

Angra - Aqua (2010)

segunda-feira, setembro 13, 2010

Por João Renato Alves
Jornalista e Colecionador
Collector´s Room

Cotação: ****

Após o controverso
Aurora Consurgens (2006), que dividiu opiniões entre os fãs, o Angra parece ter decidido simplificar a fórmula e fazer um disco bem básico. Tão simples quanto seu título, Aqua vai facilmente se tornar um dos preferidos do ano para os apreciadores de um heavy mais voltado ao lado melódico do gênero. De cara, destaca-se o fato de apenas uma música ultrapassar os seis minutos.

Mas se a sonoridade não se mostra tão complexa, a temática é extremamente inspirada, baseando-se na obra
A Tempestade, de William Shakespeare. Também é preciso destacar o fato desse ser o primeiro trabalho desde Fireworks (1998) que não é produzido por Dennis Ward. Os próprios músicos, com auxílio de Brendan Duffey e Adriano Daga, assumiram a linha de frente nesse processo.

Sinos e trovões anunciam a intro “Viderunt Te Aquæ”, que desemboca na canção escolhida como primeiro single. “Arising Thunder” traz aquilo que se espera de uma abertura de álbum do grupo. Rápida, melódica e com refrão bombástico, vai fazer a galera se esgoelar nos shows. Uma ótima levada faz com que “Awake From Darkness” torne-se facilmente outro ponto alto, com sincronia impressionante da cozinha formada por Felipe Andreoli e o filho pródigo Ricardo Confessori. Aliás, é importante citar que o baterista mostra-se mais direto que Aquiles Priester, optando por fazer o usual em boa parte do álbum. Mas seu entrosamento é latente.

A trabalhada “Lease of Life” traz um trabalho vocal diferenciado de Edu Falaschi, conduzindo de maneira calma, mesmo não se tratando de uma balada. A música conta com a participação da cantora Débora Reis. Nos primeiros segundos, parece que “The Rage of the Waters” é uma extensão da melodia anterior. Mas logo se torna um power metal típico. Não tão empolgante como a primeira faixa de trabalho, mas consistente.

Uma belíssima entrada anuncia “Spirit of the Air”, som com um clima todo especial, difícil até de explicar. É como se tivessem conseguido unir todas as influências históricas da banda em apenas cinco minutos. Uma verdadeira viagem. O peso volta a predominar no início de “Hollow”, que consegue envolver passagens orquestradas em um clima soturno. No meio da música, uma levada acústica, retornando à proposta inicial antes do fim. “A Monster in Her Eyes” tem uma cadência bem interessante, mesclando um estilo mais arrastado com momentos de pura inspiração instrumental.

Em “Weakness of a Man”, a mais longa do trabalho, temos uma característica sempre exaltada pelo grupo: a capacidade de mesclar o heavy metal com elementos sonoros incomuns para fãs do gênero. E mais uma vez eles mostram que dominam como poucos essa fórmula.

O encerramento vem com a semi-balada “Ashes”. Melancólica, com um bonito piano conduzindo a melodia e trazendo um solo de guitarra marcante, é uma ótima fechada de cortina. Ainda há um remix para “Lease of Life”, mais curto. Vale como bônus, não acrescentando muita coisa ao contexto inicialmente proposto.

Quem gosta só dos sons mais velozes pode acabar sentindo falta de alguma coisa em
Aqua. Mas o saldo final é positivo, mostrando que, problemas à parte, o Angra ainda é uma das bandas mais relevantes da cena.


Faixas:
1 Viderunt Te Aquae
2 Arising Thunder
3 Awake From Darkness
4 Lease of Life
5 The Rage of the Waters
6 Spirit of the Air
7 Hollow
8 A Monster in Her Eyes
9 Weakness of a Man
10 Ashes

Prense seus restos mortais em um disco de vinil

segunda-feira, setembro 13, 2010

Por Tony Aiex
Colecionador
Tenho Mais Discos que Amigos!



Quando o álbum que é a vida finalmente chega ao fim, não seria legal manter esse disco rodando pela eternidade?”.

É assim que a empresa And Vynyly apresenta seu serviço em seu site oficial. E qual seria o serviço? Prensar um disco de vinil com as suas cinzas quando você morrer. O disco pode tocar sua voz, suas músicas favoritas ou até mesmo seu testamento.

O criador do serviço, Jason Leach (também fundador da Death To Vinyl Records), diz que um dos motivos para ter iniciado a ideia foi ter visto um programa de televisão onde as cinzas de um ente querido foram colocadas em fogos de artifício. Além disso, ele diz que ter suas cinzas prensadas em vinil “
é um pouco mais interessante do que ficar guardado em um pote em uma prateleira”.

Durante o processo de prensagem do LP, as cinzas são colocadas no material que irá compor o disco antes que eles sejam “amassados”, ou efetivamente prensados.

Pra completar o pacote, a capa do disco no modo básico traz apenas o nome do “artista” e dados sobre sua vida, já a versão estendida traz um retrato pintado pelo artista James Hague - utilizando mais cinzas, é claro, só que dessa vez misturadas à tinta.

E aí, ficou interessado em virar um bolachão após a morte? Por via das dúvidas,
o site dos caras é esse aqui e o pacote mais barato sai por 2.000 libras.

Lançamentos interessantes pra quem gosta de jazz

segunda-feira, setembro 13, 2010

Por Ricardo Seelig
Colecionador
Collector´s Room

Estão chegando nas lojas vários lançamentos bem interessantes para quem gosta de jazz. Tratam-se de registros históricos de momentos marcantes de alguns dos maiores ícones do gênero, sendo que muitos deles nunca haviam sido lançados anteriormente.

Se você é um colecionador do estilo, ou se interessa por música de qualidade, confira abaixo:

Bill Evans – Live in Koblenz 1979

Dois discos com performances totalmente inéditas de uma das últimas apresentações do lendário Bill Evans Trio – Evans no piano, Marc Johnson no baixo e Joe Barbera na bateria. Gravado no período em que Bill Evans já estava afundado em drogas e álcool, vícios que o levariam à morte em 15 de setembro de 1980. O CD duplo inclui um encarte de doze páginas.

Dave Brubeck Quartet – Live in Portland 1959

Show inédito de um dos maiores grupos da história do jazz em seu auge. Com a formação Dave Brubeck (pano), Paul Desmond (sax), Gene Wright (baixo) e Joe Morello (bateria), a apresentação ocorreu em abril de 1959, antes do lançamento do álbum
Time Out (1959), um dos discos mais vendidos da história do jazz. Inclui encarte de oito páginas e a única versão conhecida para “When the Saints Go Marchin In” com esse line-up.

John Coltrane Quartet – The Complete 1962 Copenhagen Concert

Edição limitada com o raro concerto realizado pelo quarteto de John Coltrane em Copenhagen, em 22 de novembro de 1962 – não confundir com os shows de 1961 e 1963, já lançados em CD. Dois discos com o line-up Coltrane (sax), McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (baixo) e Elvin Jones (baixo), com ótima qualidade sonora e uma excelente versão de “Bye Bye Blackbird”

Eric Dolphy – The Complete Last Recordings in Hilversum & Paris 1964

Edição limitada com os todas as gravações européias realizadas por Dolphy entre maio e junho de 1964. Inclui um livreto com dezesseis páginas repleto de textos, fotos raras e memorabilia sobre o período.

Ornette Coleman Quartet – Reunion 1990

Lançado pela primeira vez oficialmente, traz o encontro do quarteto original de Ornette Coleman, em 1990. O show aconteceu na cidade de Reggio Emilia, na Itália, trinta anos depois da gravação do primeiro álbum que Colem
an, Don Cherry, Charlie Haden e Billu Higgins fizeram juntos, o clássico Shape of Jazz to Come, de 1959.

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