Amanhã, dia 11 de maio, completaremos três semanas do maior fiasco da história do heavy metal aqui no Brasil. Amanhã, dia 11 de maio, fará três semanas que o festival Metal Open Air teve início. Amanhã, dia 11 de maio, fará três semanas que as dezenas de shows prometidos se transformaram em um festival de cancelamentos, desrespeito e falcatruas com as bandas, os profissionais contratados e, principalmente, com o público.
Hoje, porém, apenas três semanas depois do maior 171 da história do metal brasileiro, ninguém fala mais nada sobre o ocorrido. Hoje, apenas TRÊS SEMANAS depois! Meros 21 dias! Nessas horas, é de se pensar que os irresponsáveis por trás do festival de atrocidades que foi o MOA e o público que, aparentemente, gostou de ser enganado por eles, realmente se merecem.
Se não, vejamos. Cansei de ler comentários em sites e redes sociais de pessoas que foram ao festival dizendo que, pelo preço que pagaram pelo ingresso, estava de bom tamanho ver as bandas que conseguiram assistir. Sim, você leu corretamente: pagaram por quarenta bandas, mas estão felizes por terem visto apenas treze. Sei lá, mas, pessoalmente, acho que isso é caso de interdição por incapacidade mental.
Além disso, qualquer matéria publicada sobre o assunto está repleta de comentários do tipo “ah, já deu”, “como vocês são chatos”, “parem de falar nisso”. Não, não paramos! Não dá pra alguém parar de falar no que aconteceu! Esqueceram que os campings estavam localizados em estábulos? Esqueceram da falta de estrutura? Esqueceram da falta de segurança? Esqueceram da falta de higiene? Esqueceram do que foi prometido e não foi cumprido?
Enquanto isso, resenhas claramente direcionadas para isentar uma das partes surgiram em sites de projeção nacional - leia aqui. Uma das (ir)responsáveis pelo MOA, a Negri Concerts, continua promovendo shows com, aparentemente, casas cheias, como se nada tivesse acontecido e não estivesse envolvida nas falcatruas do festival. Além disso, posta em seu site notas onde tira o seu da reta e joga tudo nas costas da outra (ir)responsável, a Lamparina Produções - aqui. Uma das porta-vozes da Negri, ciente da imensa bola fora que deu, mudou o seu sobrenome nas redes sociais e agora assina, estranhamente, com um até então inédito “Mello”. Já o dono da empresa, que antes discursava aos quatro ventos, sumiu de circulação e não é mais visto online. Dá até para criarmos um jogo intitulado Por Onde Andará o Produtor do Evento, que tal?
Aqui, é preciso fazer um elogio público para a matéria publicada na última edição da Roadie Crew sobre o Metal Open Air. Escrita por Maicon Leite, que esteve e acompanhou pessoalmente tudo o que aconteceu no Maranhão, mostra um posicionamento claro da revista em relação a tudo o que aconteceu, fato raro na nossa mídia especializada, que geralmente não diz o que precisa ser dito porque fulano de tal é amigo do ciclano e por aí. Mas isso não aconteceu na matéria da Roadie Crew, que critica veementemente os absurdos do MOA e faz revelações até então inéditas da relação da revista com o Wacken Open Air. Parabéns, mais uma vez, pela forma como publicaram o texto.
Amanhã fará três semanas que o sonho do Metal Open Air virou um pesadelo. Não se esqueça disso. Nunca. Se você foi ao MOA, vá atrás dos seus direitos. Se não foi, o mínimo que você tem que fazer é não dar as caras em shows promovidos tanto pela Negri Concerts quanto pela Lamparina Produções. Ou, se achar melhor, não faça nada e assine embaixo da fama de acomodado que o brasileiro possui. O que você prefere?