18 de mai de 2012

Slash: crítica de ‘Apocalyptic Love’ (2012)

sexta-feira, maio 18, 2012


Nota: 8


Apocalyptic Love marca um novo capítulo na carreira de Slash. Acompanhado novamente por uma banda, o guitarrista encontrou um grande parceiro no vocalista Myles Kennedy (também no Alter Bridge). Todo esse clima otimista é facilmente perceptível no novo disco do músico, um álbum que pode ser definido com apenas uma palavra: rock!


Produzido por Eric Valentine (Queens of the Stone Age, Good Charlotte, John Fogerty), o mesmo do anterior e repleto de participações especiais Slash (2010), Apocalyptic Love exala frescor e energia. As treze músicas do álbum exploram caminhos variados, mas sempre com os dois pés fincados no bom e velho rock and roll.


Uma das principais qualidades de Apocalyptic Love é o grande trabalho de composição, a cargo da dupla Slash e Myles Kennedy. Afinados e falando a mesma língua, os dois mostram uma força criativa inegável. Slash encontrou em Myles o parceiro ideal, e o resultado está na qualidade das músicas. Indo do hard rock puro e direto da faixa-título ao balanço malandro de “Bad Rain”, da energia vibrante de “One Last Thrill” a canções grudentas e com cara de hits como “You’re a Lie” e “No More Heroes”, Apocalyptic Love conquista o ouvinte de forma instantânea. 




Slash está em ótima fase. Suas principais qualidades - o feeling e o incrível senso de melodia -, estão presentes em todo o play. Aluno exemplar da escola de Jimmy Page, o guitarrista mostra, mais uma vez, que não é preciso ter uma técnica absurda para fazer a diferença. Tocando de maneira solta e descontraída, conduz o ouvinte de forma agradável por todo o disco. Mas é na hora dos solos que a coisa realmente pega fogo. Uma das principais características do ex-Guns N’ Roses sempre foi a capacidade singular de criar solos memoráveis, pequenas composições com vida própria dentro de cada faixa. Isso se repete de maneira brilhante em todo o disco, com melodias sendo derramadas de maneira constante sobre o ouvinte.


É preciso também reconhecer o ótimo trabalho de Myles Kennedy. Ainda que alguns não simpatizem com o seu timbre agudo - e confesso que em alguns momentos isso realmente incomoda um pouco -, o vocalista mostra que a sua posição não é a de um mero coadjuvante. Esbanjando segurança e confiança, Myles varia de maneira constante a sua voz, o que torna o álbum ainda mais forte. Além disso, suas linhas vocais são um destaque a parte, mostrando inspiração de sobra. 


Entre as faixas, as que mais me agradaram foram “Halo”, “We Will Roam”, a ótima “Anastasia - provavelmente a melhor de todo o disco -, a balada “Not For Me” e a excelente “Far and Away”, com ecos de Led Zeppelin.


Não há exagero algum em apontar Apocalyptic Love como o melhor trabalho de Slash desde os dois volumes de Use Your Illusion, lançados pelo Guns N’ Roses no distante 1991. Consistente e inspirado, o álbum não apenas comprova o talento do guitarrista como confirma o acerto da parceria com Myles Kennedy. Um grande disco, e ponto final!



Faixas:
  1. Apocalyptic Love
  2. One Last Thrill
  3. Standing in the Sun
  4. You’re a Lie
  5. No More Heroes
  6. Halo
  7. We Will Roam
  8. Anastasia
  9. Not For Me
  10. Bad Rain
  11. Hard & Fast
  12. Far and Away
  13. Shots Fired

Algumas palavras sobre Bill Ward e o Black Sabbath

sexta-feira, maio 18, 2012


Amanhã, dia 19 de maio, sábado, o Black Sabbath tocará na O2 Arena de Birmingham, na Inglaterra, cidade natal da banda. Será o primeiro show do grupo desde o anúncio do retorno da formação original, em novembro, e a triste notícia de que Tony Iommi foi diagnosticado com câncer. Essa semana, o baterista Bill Ward divulgou uma nota dizendo que não irá participar desta apresentação e dos concertos do Sabbath no Download Festival e no Lollapalooza, lançando uma imensa dúvida sobre os milhões de fãs em todo o mundo: o que está rolando? Quem é o vilão da história? Porque tudo isso está acontecendo?


Levantamos vários dados com pessoas próximas à banda, e reunimos algumas informações que podem ajudar a elucidar o que está ocorrendo nos bastidores da banda mais importante e influente da história do heavy metal. Desde o início, a principal preocupação de Iommi, Ozzy e Geezer Butler era com a condição de saúde de Ward. Se você pesquisar as diversas entrevistas concedidas pela banda no período em que o grupo anunciou o seu retorno, verá que em várias delas os demais músicos externam essa preocupação, deixando claro que seria preciso ver se Bill Ward teria ou não condições de tocar um show inteiro. Quem acompanha a carreira do baterista sabe que Ward anda mal das pernas faz tempo, fruto dos excessos cometidos durante toda a sua carreira. O músico completou 64 anos no último dia 5 de maio e não é mais nenhuma criança. 


Por este motivo, por saber da debilidade física e técnica de Bill, a banda propôs a Ward um contrato onde ele faria participações especiais nos shows tocando entre 3 ou 4 músicas em cada apresentação. Foi esse contrato que ofendeu o baterista e o levou a lançar para a imprensa aquele comunicado publicado há alguns meses atrás. Iommi, Ozzy e Butler ficaram extremamente chateados com a postura do baterista, e a relação azedou. O que conseguimos apurar, então, é o seguinte: a rixa entre Ward e os outros três músicos não tem nada a ver com dinheiro, mas sim com o fato de, por um lado, a banda propor um contrato prevendo “participações especiais” de Bill Ward em cada show justamente por saber que, infelizmente, o baterista não tem mais condições de saúde e técnicas para dar conta de uma apresentação completa do grupo; e, de outro, Ward se recusando a assinar esse contrato por se sentir ofendido pela proposta do grupo. Me parece que o trio está tentando proteger a integridade de Bill Ward e não expor as suas atuais limitações ao grande público, mas o baterista não admite isso e quer participar, a todo custo, deste momento histórico, o que é compreensível.




No comunicado que publicou essa semana, Ward fala, em determinado trecho, que os empresários propuseram que ele fizesse o show de amanhã, em Birmingham, de graça, e que ele se sentiu insultado com isso. Aqui também cabe um esclarecimento: o Black Sabbath tocará de graça amanhã. A banda não receberá NADA, nenhum cachê. O valor arrecadado com o show será repassado para a instituição Help for Heroes, que dá apoio a ex-combatentes ingleses das duas guerras mundiais. Ou seja, não há nada de insulto ou ofensa no fato de os demais músicos terem proposto a Ward tocar de graça em Birmingham, porque os próprios Tony Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler também tocarão de graça em Birmingham. Butler, inclusive, publicou uma nota em sua página oficial no Facebook externando o descontentamento da banda com o comportamento dos cambistas, que estão revendendo os ingressos para o show, que é beneficente, a um preço exorbitante - leia aqui.


Me parece que Ward está sendo extremamente mau assessorado e, mesmo que sem querer, está jogando a opinião do público contra os demais músicos. A situação de Iommi, por exemplo, é bem mais complicada, já que envolve um claro risco à vida do guitarrista. Mas, ao contrário, em nenhum momento Tony saiu jogando palavras bombásticas para a imprensa. 




Em relação ao substituto de Ward, é bastante provável - diria até mesmo quase certo - que o nome escolhido seja o de Tommy Clufetos, atual baterista da banda de Ozzy. Não dá para afirmar isso com certeza absoluta, só saberemos neste final de semana, mas acredito que Clufetos deva tocar não apenas com o trio restante no show em Birmingham, mas também ir além. E é aí que entra o tão sonhado novo álbum de inéditas do Black Sabbath, produzido por Rick Rubin.


Quando a banda anunciou o seu retorno, a previsão era que o novo disco saísse até a metade de 2012. Pois bem, já estamos na metade de 2012 e até agora nada. Ao invés de um trabalho de inéditas, o que teremos é mais uma coletânea, claramente tapando um buraco inesperado. Muito disso se deve, claro, ao problema de saúde de Tony Iommi. Mas as notícias que chegam são boas, e dão conta que o guitarrista está muito bem. Toda essa pendenga com Ward deve gerar outra alteração nos planos, que é a ausência do baterista no novo disco do Sabbath. É bem provável, novamente, que Tommy Clufetos seja anunciado como o baterista que tocará no álbum e se transforme no novo integrante do Black Sabbath. Não estou afirmando isso, não há nada confirmado ainda, mas as coisas parecem ir para esse caminho.


Já escrevi sobre esse assunto há um tempo atrás, deixando clara a minha opinião sobre a discussão Ward x Sabbath. Continuo pensando a mesma coisa e estou louco para ouvir o novo trabalho da banda, seja lá quem for o baterista. Porém, acho extremamente simplista jogar toda a culpa de uma história pra lá de complexa e cheia de implicações em apenas um lado. Pessoalmente, acho a conduta de Bill Ward nesse processo todo pra lá de contestável, porém entendo perfeitamente quem se posiciona a seu favor. Música é, antes de tudo, coração e emoção, e agir com a razão em um assunto como esse, que envolve a formação original da banda mais importante da história da música pesada, por mais que seja extremamente difícil, é bastante recomendável.


P.S.: depois de publicar o texto, vi que as fotos de Bill Ward foram apagadas no site oficial do Black Sabbath. Mais uma evidência de que o baterista está fora e foi excluído totalmente da reunião. Ou alguém ainda duvida disso?

Metallica: assista o trailer do documentário ‘Mission to Lars’

sexta-feira, maio 18, 2012


Certas situações exemplificam de maneira perfeita o poder que a música exerce sobre as pessoas. Essa aqui é uma delas. Tom Spicer é um fã do Metallica. Ele é autista e tem uma obsessão por Lars Ulrich. Seus irmãos William e Kate Spicer decidem fazer tudo para tornar o sonho de Tom realidade. 


Toda essa história é contada no documentário Mission to Lars, que estreia no próximo dia 6 de junho. Classificado pela crítica como uma espécie de Pequena Miss Sunshine real - uma alusão ao ótimo filme dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris, com Abigail Breslin, Greg Kinnear e Alan Arkin no elenco -, a saga dos Spicer emociona e prova, de novo e mais uma vez, que a música tem um significado gigantesco na vida das pessoas - importância essa muitas vezes menosprezada.


Assista o arrepiante trailer de Mission to Lars abaixo:

17 de mai de 2012

Metallica na capa de edição especial da Rolling Stone

quinta-feira, maio 17, 2012


O Metallica está na capa da Big Issue, edição especial da Rolling Stone lançada para marcar o início do verão norte-americano. Na revista, que tem como foco a palavra "big", a publicação lista os grandes nomes do atual mercado musical norte-americano. O Metallica é classificado como a maior banda dos EUA, com destaque para o festival que o grupo está promovendo e o filme em 3D que está sendo produzido sobre o conjunto.


Para ver um preview online da edição, clique aqui.

Dorsal Atlântica: banda retorna com formação original em CD financiado de forma coletiva pelos fãs

quinta-feira, maio 17, 2012


Crowd funding é um sistema de colaboração coletiva onde diversas pessoas doam um pequeno valor para, juntas, tornarem possível a realização de algo. É operando assim que o Dorsal Atlântica pretende gravar o seu novo disco, que contará com a formação clássica do trio - Carlos Lopes (vocal e guitarra), Cláudio Lopes (baixo) e Hardcore (bateria).


Qualquer pessoa pode ajudar o grupo. Existem faixas de valores para doação, indo de R$ 40 a R$ 1.000, ou mais. Em cada uma delas, quem colaborar com a banda receberá uma recompensa específica - para saber mais, clique aqui. O Dorsal precisa arrecadar 40 mil reais para poder gravar o seu novo disco.


O crowd funding vem ficando cada vez mais popular em todo o mundo nos últimos anos. Aqui no Brasil já existem diversos exemplos de iniciativas bem sucedidas, como as diversas levadas a cabo pelo site Catarse e pelo Nós Queremos - esse último, focado exclusivamente na realização de shows.


Assista abaixo um vídeo onde os integrantes do Dorsal explicam como funciona o projeto, e, depois, se puder, doe e ajude a banda a viabilizar o seu novo álbum:

Ouça "Transatlantic Blues", mais uma ótima prévia do The Night Flight Orchestra

quinta-feira, maio 17, 2012


O novo projeto do vocalista Björn Strid (Soilwork) e do baixista Sharlee D'Angelo (Arch Enemy), The Night Flight Orchestra, liberou mais uma faixa do seu primeiro disco, Internal Affairs, que sairá no início de junho.


"Transatlantic Blues" é um pop com mais de oito minutos de duração, com algumas influências de nomes como o Styx. Se o álbum todo seguir a ótima qualidade desta faixa e da liberada anteriormente, "West Ruth Ave", teremos um trabalho excelente.


Ouça abaixo "Transatlantic Blues":


16 de mai de 2012

Resultado da promoção Unisonic: veja se você foi um dos ganhadores e irá conhecer a banda!

quarta-feira, maio 16, 2012


A promoção UNISONIC está encerrada e os sortudos que irão levar pra casa o kit com: 


- 1 par de ingressos com direito a Meet & Greet
- 1 CD Unisonic
- 1 EP Ignition, do Unisonic 


São:


Da Hellion Records 
- José Augusto Zambelo Batista 
- Eduardo Duda Soares 
http://sorteie.me/fb/gys 


Da Collector's Room
- Rafael Marques
- Alexandre Simões Martins 
http://sorteie.me/fb/gyl 


Da Pensadores do Rock
- André Fideles
- Guilherme Camuci 
http://sorteie.me/fb/gyK 


Clique aqui e saiba como proceder para retirar o seu prêmio!

3 Inches of Bood lança vídeo em homenagem a Dio

quarta-feira, maio 16, 2012


A banda canadense 3 Inches of Blood divulgou um vídeo em homenagem a Ronnie James Dio, que faleceu há exatos dois anos, em 16 de maio de 2010. A faixa "Look Out", dedicada ao vocalista e presente no último disco dos caras, o ótimo Long Live Heavy Metal, ganhou um lyric video produzido em tributo a Ronnie James.


Lembrando que "look out" era um dos termos mais usados por Dio em suas apresentações ao vivo, seja no meio das canções ou enquanto conversava com o público.


Assista abaixo a homenagem do 3 Inches of Blood ao falecido vocalista:

Ryan Adams: ouça versão para “Mother”, do Danzig

quarta-feira, maio 16, 2012


O bis do show que Ryan Adams fez em Paris, no último dia 4 de maio, foi especial. O cantor norte-americano, um dos principais nomes do alt-country, mandou ver em uma arrepiante versão acústica da clássica “Mother”, do Danzig.


Adams, para quem não sabe, é fã confesso de heavy metal, é fotografado frequentemente com camisetas de bandas do estilo e já gravou versões para músicas do Iron Maiden, Ratt e Dio.


Ouça abaixo o que ele fez com a faixa do Danzig:

15 de mai de 2012

King Diamond na nova Sweden Rock Magazine

terça-feira, maio 15, 2012


King Diamond está na capa da nova edição da Sweden Rock Magazine. O músico fala sobre os recentes problemas de saúde que enfrentou e os planos para o presente e futuro de sua carreira.


O número 93 da Sweden Rock tem também matérias como Joe Bonamassa, Arjen Lucassen, Sabaton, Kee Marcello, Flower Kings, Sepultura e outros nomes do hard e do heavy metal, e traz um CD de brinde.


Para comprar, acesse o site oficial.



Rolling Stones em edição especial da Rolling Stone francesa

terça-feira, maio 15, 2012


Em comemoração aos 50 anos de carreira dos Rolling Stones, a edição francesa da revista Rolling Stone está lançando um especial sobre aquela que é considerado por muitos a maior banda de rock de todos os tempos. 


A revista traz, além da obrigatória retrospectiva e história de toda a carreira do grupo, a lendária entrevista concedida por Mick Jagger a Jann S. Werner, fundador da Rolling Stone, publicada pela primeira vez no número 723 da matriz norte-americana, em 14 de dezembro de 1995.

Children of Bodom: versão para clássico do Dropkick Murphys

terça-feira, maio 15, 2012


Um dos maiores atrativos da coletânea Holiday At Lake Bodom (15 Years of Wasted Youth), que comemora os quinze anos de carreira da banda finlandesa Children of Bodom, é a versão dos caras para “I’m Shipping Up to Boston”, um dos maiores clássicos do grupo norte-americano Dropkick Murphys. A faixa, junto com o cover de “Jessie’s Girl”, de Rick Springfield, é a única inédita da compilação.


Ouça abaixo e confira o que o Children of Bodom aprontou dessa vez:

Bill Ward fora da reunião do Black Sabbath?

terça-feira, maio 15, 2012


O baterista Bill Ward publicou um longo texto em seu site oficial - você pode ler o comunicado completo, em inglês, neste link - informando que não participará dos shows que o Black Sabbath fará em Birmingham (19 de maio), no Download Festival (10 de junho) e no Lollapalooza (3 de agosto). Segundo Ward, ele não chegou a um acordo com os outros três membros da formação original do Sabbath - Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler.


Não fica claro na nota de Ward se ele está envolvido ou não na gravação do aguardado novo disco do grupo, produzido por Rick Rubin. Se alguém tiver mais informações sobre isso, por favor nos informe nos comentários deste post.


Como já noticiamos anteriormente, o provável substituto de Bill Ward será Tommy Clufetos, baterista da banda de Ozzy.

The Night Flight Orchestra: novo projeto une o vocalista do Soilwork ao baixista do Arch Enemy

terça-feira, maio 15, 2012


Björn Strid, vocalista do Soilwork, juntou forças com Sharlee D’Angelo, baixista do Arch Enemy, em um novo projeto chamado The Night Flight Orchestra. Ao lado da dupla estão o guitarrista David Andersson, o tecladista Richard Larsoon e o baterista Jonas Källsbäck.


O primeiro disco do grupo, Internal Affairs, já está disponível para venda, e você pode ter uma amostra do que é o som do grupo no player abaixo. Mas antes, um aviso importante: o The Night Flight Orchestra não tem nada a ver com heavy metal. A música da banda é classificada pelos integrantes como classic rock, é bem na linha do pop dos anos oitenta e apresenta inflluência de nomes como Bob Seger, Bruce Springsteen, Boston, Journey, Steely Dan e Kiss. Pessoalmente, gostei muito de ouvir Bjorn cantando com a voz limpa e fazendo um som totalmente diferente. 


Confira abaixo o primeiro single do grupo, a grudenta “West Ruth Ave”:

A história dos Ramones na NME da semana

terça-feira, maio 15, 2012


A edição desta semana da NME tem como destaque de capa uma matéria especial sobre a história não-contada dos Ramones. O semanário inglês repassa a trajetória da lendária banda norte-americana e, de lambuja, analisa o novo disco póstumo de Joey Ramone.


Além disso, a nova NME tem uma análise da discografia dos Beastie Boys, um guia de novas bandas, pôsteres de David Bowie, Liam Gallagher, Amy Winehouse e Paul Weller e muitas coisas mais.


Para comprar a nova edição, acesse o site oficial.





Testament: veja a capa do novo álbum

terça-feira, maio 15, 2012

O Testament divulgou a capa do seu novo álbum, Dark Roots of Earth. O disco sairá no próximo dia 27 de julho pela Nuclear Blast e foi produzido pelo respeitado Andy Sneap (Arch Enemy, Nevermore, Megadeth), responsável também pelo último disco do grupo, The Formation of Damnation, de 2008.

Confira a capa de Dark Roots of Earth abaixo:



Slash: crítica de ‘Apocalyptic Love’ (2012)

terça-feira, maio 15, 2012


Por Fabiano Negri


Nota : 7,5


Slash é uma referência no mundo da guitarra. Por mais que alguns queiram desmerecer o músico dizendo que ele é mais pose do que qualquer outra coisa, é inegável que o guitarrista é dono de um estilo único e um compositor muito acima da média, tanto nos riffs e quanto em solos marcantes.


Após uma ótima estreia solo – Slash (2010), que contou com vários vocalistas convidados - o cartoludo aposta suas fichas em Apocalyptic Love, agora com todos os vocais a cargo de Myles Kennedy, do Alter Bridge. E é ai que mora o divisor de águas do álbum. Kennedy desperta sentimentos contraditórios nos ouvintes. Alguns adoram, outros não. Apesar de ser um bom cantor, Myles tem um timbre difícil, principalmente nas partes altas, e que acaba enjoando após a bolacha rolar algumas vezes. Mas, apesar desses problemas ainda estarem presentes, sua performance é muito melhor do que no ao vivo Made in Stoke (2011).

Musicalmente, Apocalyptic Love é um disco de rock bem básico, totalmente direcionado para a guitarra de Slash. Não possui nenhuma música ruim, mas nenhum momento digno da palavra brilhante. Tecnicamente, Slash está no auge. Nunca ele soou tão firme e variado. Seu timbre está mais agressivo e encorpado. Muito disso se deve ao fim de sua relação conturbada com o álcool e as drogas. Sem essas porcarias no sangue, sobra muito mais tempo para o instrumento!

A faixa-título é uma boa abertura, um rockão movido por um riff arrasa-quarteirão e com boa performance de Myles Kennedy. O mesmo não se pode dizer da segunda faixa, “One Last Thrill”. A música remete diretamente aos tempos do Velvet Revolver, mas não convence. Um trabalho melódico mais cativante seria necessário para fazê-la decolar.

Em compensação, o vocalista acerta a mão nas duas próximas, criando seus melhores momentos no play. “Standing in the Sun” tem muito swing e uma bela melodia, enquanto “You’re a Lie” – o primeiro single - remete diretamente aos tempos áureos do Guns N’ Roses.

As sombras do Guns voltam a ocupar a bolacha em “Halo”, contagiante até os ossos. Outro merecido destaque vai para as guitarras de “Anastasia”, um belo trabalho que mescla influência cigana, licks neo clássicos e rock and roll, tudo isso muito bem amarrado, resultando no melhor momento do instrumento em Apocalyptic Love. O restante do álbum fica no terreno do previsível. Com certeza não vai decepcionar os fãs, mas não será o clássico que os mais afoitos estão pregando por aí.

Apocalyptic Love é um disco honesto e direto de hard rock, às vezes soando requentado e com um vocalista que não é unanimidade. Como o nome Slash está na capa, as pessoas esperam por algo genial, o que não aconteceu dessa vez. Mas pode aumentar o som e curtir sem medo, que a diversão é garantida!



Faixas:
  1. Apocalyptic Love
  2. One Last Thrill
  3. Standing in the Sun
  4. You’re a Lie
  5. No More Heroes
  6. Halo
  7. We Will Roam
  8. Anastasia
  9. Nor For Me
  10. Bad Rain
  11. Hard & Fast
  12. Far and Away
  13. Shots Fired

Músico de black metal eleito para o parlamento grego

terça-feira, maio 15, 2012


Giorgos Germenis, conhecido como Kaiadas e baixista da banda grega de black metal Naer Mataron, foi eleito para o parlamento grego representando o distrito da Grande Atenas. O partido de Germenis, batizado como Golden Dawn, tem sido acusado de ter uma política fascista, o que a banda nega.


Segundo Giorgios, a solução para os graves problemas econômicos vividos pela Grécia nos últimos anos não é fácil, mas o músico tem uma filosofia bem clara para enfrentar as dificuldades pelas quais o país passa: “Nós não precisamos da União Européia ou de qualquer outra pessoa. Nós precisamos apenas ser gregos”.


Aproveitando a oportunidade, que músico brasileiro de heavy metal você gostaria de ver em nosso Congresso Nacional?

Guns N' Roses na Kerrang da semana

terça-feira, maio 15, 2012


A edição desta semana da Kerrang traz uma entrevista exclusiva com Slash e Duff McKagan contando tudo o que rolou nos tempos dourados do Guns N' Roses e como a banda foi da glória absoluta a implosão total. Além disso, a revista conversou com diversos músicos sobre o que o Guns representa para eles, e integrantes do Slayer, Asking Alexandria, We the Kings e outros grupos falaram o que pensam da maior banda de hard rock dos anos oitenta.


A nova Kerrang tem também matérias com Cradle of Filth, Skip the Foreplay, Feed the Rhino, Avenged Sevenfold, Against Me! e muitos outros nomes.


Para comprar, acesse o site oficial.

14 de mai de 2012

Enquete da semana: o melhor álbum de metal de 2011

segunda-feira, maio 14, 2012


Fechando a nossa série de enquetes sobre os melhores álbuns de heavy metal lançados ano a ano desde 1980, chegamos a 2011. O primeiro lugar ficou com um trabalho que já pode ser considerado um clássico do estilo, o fenomenal Unto the Locust do Machine Head. Merece destaque a segunda posição para o belíssimo Heritage, do Opeth, um disco que não foi muito bem aceito quando saiu mas parece ter ganhado força com o passar do tempo.


A partir de agora nossas enquetes mudam de foco e serão sobre hard rock. Pra começar, a desta semana é sobre o melhor álbum de hard lançado até 1968. Porque até 1968? Porque, antes disso, o estilo não estava consolidado como um gênero propriamente dito, e foi apenas a partir do final da década de 1960 que se formatou definitivamente. 


Aqui vale uma informação muito importante: durante toda a década de 1970 houve uma constante discussão sobre o que era metal e o que seria hard rock. Por essa razão, e antes que alguém se pronuncie reclamando, já aviso: em algumas enquetes aparecerão trabalhos que, com o passar dos anos, se convencionou classificar como heavy metal, mas que, na época, foram enquadrados como hard rock. Entendido? Não preciso explicar de novo? Beleza então. Vamos fazer a mesma viagem que fizemos com o metal: a cada semana um disco diferente, até 2011. Preparados?


Confira abaixo o resultado dessa semana, e comente:


Machine Head – Unto the Locust - 37%
Opeth - Heritage - 34%
Anthrax – Worship Music - 32%
Mastodon – The Hunter - 32%
Trivium – In Waves - 22%
Megadeth - Th1rt3en - 21%
Iced Earth – Dystopia - 20%
Krisiun – The Great Execution - 17%
Royal Hunt – Show Me How to Live - 15%
Arch / Matheos – Sympathetic Resonance - 14%
Hammers of Misfortune - 17th Street - 13%
Leprous - Bilateral - 13%
Symphonic X - Iconoclast - 13%
Devin Townsend – Deconstruction - 12%
Protest the Hero – Scurrilous - 12%
Black Dahlia Murder - Ritual - 11%
Amon Amarth – Surtur Rising - 10%
Saxon – Call to Arms - 8%
Amorphis – The Beginning of Times - 7%
Devil's Blood – The Thousandfold Epicentre - 6% 
Nightwish - Imaginaerum - 6%
Anvil – Juggernaut of Justice - 5%
Arch Enemy – Khaos Legions - 5%
In Flames – Sounds of a Playground Fading - 5%
Vader – Welcome to the Morbid Reich - 5%
Hell – Human Remains - 4%
Uncle Acid and the Deadbeats – Blood Lust - 4%
Vektor – Outer Isolation - 4%
Blood Ceremony – Living with the Ancients - 3%
Crowbar – Sever the Wicked Hand - 3%
Rhapsody of Fire – From Chaos to Eternity - 3%
Riot – Immortal Soul - 3%
Septic Flesh – The Great Mass - 3%
Stratovarius - Elysium - 3%
Evergrey – Glorious Collision - 2%
Ghost Brigade – Until Fear No Longer Defines Us - 2%
Novembers Doom – Aphotic - 2%
Jag Panzer – The Scourge of the Light - 1%
Myrath – Tales of the Sands - 1%
Powerwolf – Blood of the Saints - 1%
Primordial – Redemption at the Puritan's Hand - 1%
Scar Symmetry – The Unseen Empire - 1%
Skeletonwitch – Forever Abomination - 1%
Within Temptation – The Unforgiving - 1%

Baroness: ouça a inédita “Take My Bones Away”

segunda-feira, maio 14, 2012


A banda norte-americana Baroness divulgou “Take My Bones Away”, a primeira faixa do seu aguardado terceiro disco, Yellow & Green. O álbum, que sucede Blue Record, de 2009, será duplo, terá nada mais nada menos que 18 faixas e chegará às lojas dia 17 de julho via Relapse Records.


Ouça “Take My Bones Away” abaixo:

Shadows Fall: crítica de ‘Fire From the Sky’ (2012)

segunda-feira, maio 14, 2012


Nota: 8


Sétimo álbum do Shadows Fall, Fire From the Sky traz a banda norte-americana de volta depois de um longo silêncio - o último trabalho do grupo, Retribution, saiu em setembro de 2009. Produzido por Adam Dutkiewicz, guitarrista do Killswitch Engage, o disco traz o quinteto formado por Brian Fair (vocal), Matt Bachand (guitarra e vocal), Jonathan Donais (guitarra), Paul Romanko (baixo) e Jason Bittner (bateria) em grande forma.


O som cristalino deixa ainda mais evidentes as qualidades do Shadows Fall. O trabalho de guitarras é estupendo, com bases pesadas e melodias onipresentes. Isso dá ao som uma cara amigável que contrasta com a agressividade natural do grupo. A bela voz de Bachand, responsável pelos vocais limpos, é o elemento que faz com que, por mais extremos que alguns trechos possam soar, essa sonoridade radical convive, em todos os momentos, lado a lado com melodias e linhas vocais sempre agradáveis. É o metalcore provando que ainda pode soar relevante.


Paul Romanko e Jason Bittner formam uma das melhores seções rítmicas do metal atual, e comprovam isso com um trabalho estupendo em Fire From the Sky. Enquanto o baterista mostra uma inventividade surpreendente, o baixista passeia pelos mais diversos caminhos, criando linhas que teimam em fugir do lugar comum.


A banda acerta em cheio em faixas como “The Unknown”, “Nothing Remains”, “Lost Within” e “Fire From the Sky”, onde mostra uma intensidade inspiradora. Com uma sonoridade sofisticada onde o peso e a melodia se complementam, o Shadows Fall leva o metalcore ao encontro do clássico som de Gotemburgo, principalmente daquele presente nos álbuns lançados pelo In Flames no início da carreira. Ouça “Save Your Soul” e “Blind Faith” e comprove isso facilmente. E, quando não faz isso, continua a fazer o que sempre mostrou em sua carreira, flertando descaradamente com o thrash metal em faixas como “The Wasteland”, por exemplo. 

Fire From the Sky reafirma o porque do Shadows Fall ser considerada uma das melhores bandas norte-americanas. Se depender do novo álbum, esse status só crescerá nos próximos anos.




Faixas:
  1. The Unknown
  2. Divide and Conquer
  3. Weight of the World
  4. Nothing Remains
  5. Fire From the Sky
  6. Save Your Soul
  7. Blind Faith
  8. Lost Within
  9. Walk the Edge
  10. The Wasteland

Machine Head na capa da nova Terrorizer

segunda-feira, maio 14, 2012


O Machine Head está na capa da nova edição da revista inglesa Terrorizer. Na matéria, Robb Flynn fala sobre toda a carreira da banda e o ótimo momento atual que o grupo atravessa.


O número 223 da Terrorizer traz também Ihsahn, Watain, Torche, Storm Corrosion, Tesseract, High on Fire, King Diamond e muito mais.


Para comprar, acesse o site oficial da publicação.

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