19 de abr de 2013

Ouça “God is Dead?”, o novo single do Black Sabbath

sexta-feira, abril 19, 2013
Para tudo, para tudo, para tudo! Foi revelado o primeiro single do disco mais esperado do ano. O Black Sabbath acaba de divulgar “God is Dead?”, primeira faixa de 13, primeiro álbum do grupo com Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler em 35 anos.

Ouça no player abaixo e conte pra gente o que achou:

 

Por Ricardo Seelig

Lordi: crítica de To Beast or Not to Beast (2013)

sexta-feira, abril 19, 2013
Em 2006, com seu disco The Arockalypse, os monstruosos finlandeses do Lordi chegaram ao topo de sua carreira – para o bem e para o mal. Abrindo os olhos dos fãs de todo o planeta para o seu shock rock influenciado por Kiss, Alice Cooper e Twisted Sister, eles venceram o concurso Eurovision com a canção “Hard Rock Hallelujah” e desfrutaram de toda a merecida glória pelo excelente trabalho. Mas dois anos se passaram e, com Deadache (2008) veio uma curva descendente.

Optando por um som mais pesado, a exemplo do que tinham feito em 2004 com The Monsterican Dream, eles pareciam ter perdido o rumo da própria sonoridade, conseguindo emplacar de verdade pouquíssimas canções. Já o álbum seguinte, Babez For Breakfast (2010), seguiu por um caminho diametralmente oposto – embora tenha retornado ao tipo de hard rock que é o que a banda faz de melhor, o líder e principal compositor Mr Lordi mergulhou demais nas influências dos anos 80, entregando letras que resvalaram no lado mais brega da década perdida.

Este ano, com seu sexto disco de estúdio, que atende pelo divertido título de To Beast or Not to Beast, o Lordi parece ter se reencontrado, fazendo uma mescla bem equilibrada de peso, melodia e bom-humor. O resultado é uma espécie de primo bem próximo de The Arockalypse – o que é, sem dúvida alguma, uma excelente notícia.

Apesar do videoclipe bem produzido, a escolha de "The Riff" para primeiro single talvez não tenha sido a mais adequada. É uma canção divertida, grudenta, mas muito nota 6, do tipo que está longe de refletir o que é o restante da bolacha. Melhor se deixar levar pela pegada quase cavalgada de “We're Not Bad for the Kids (We're Worse)”, com um refrão viciante e que parece já apresentar, em poucos minutos, uma injeção de energia renovada que o quinteto ganhou com a entrada dos novos membros da família, a tecladista Hella e o baterista Mana.

Ou, quem sabe, pela força hard ‘n metal de “Something Wicked This Way Comes”, do tipo que consegue ser ao mesmo tempo nervosa e cheia de melodia, sem dúvida alguma a melhor canção dos sujeitos desde, sei lá, qualquer uma das faixas de The Arockalypse. Esta é daquelas músicas que simplesmente não me canso de ouvir, repetidamente. É rigorosamente o mesmo caso da incrível “Horrifiction”, cujo teclado tétrico embala uma fantástica canção sobre os fãs de filmes de terror, com diversas menções ao psicopata do clássico Sexta-Feira 13 e que ainda termina com a genial frase “movies cannot make you a killer”.

Em tempo: a tradicional faixa “SCG (Scarctic Circle Gathering)”, que geralmente costuma abrir os discos do Lordi com um gracejo que dá ao restante da audição um tom de trailer de filme de terror ou então de uma autêntica invasão zumbi, está justamente no final de To Beast or Not to Beast. Aqui, no entanto, a canção instrumental é uma espécie de solo de bateria, em homenagem a seu falecido baterista, Tonmi Lillman, conhecido pela alcunha de Otus. Tonmi, que já tinha tocado em bandas como Sinergy e To/Die/For, faleceu aos 38 anos, de causas até o momento não reveladas. Um tributo em altíssimo astral, que não recorre a um expediente taciturno e sombrio para honrar um companheiro morto. É exatamente o tipo de postura que se espera de um monstro que se preze, aliás.

Mr. Lordi, fica aqui então a dica: nos próximos discos, vamos fazer o favor de nos manter neste mesmo rumo, ok?

Nota 8

 
  
Faixas:
1 We're Not Bad for the Kids (We're Worse)
2 I Luv Ugly
3 The Riff
4 Something Wicked This Way Comes
5 I'm the Best
6 Horrifiction
7 Happy New Fear
8 Schizo Doll
9 Candy for the Cannibal
10 Sincerely with Love
11 SCG6: Otus' Butcher Clinic

Por Thiago Cardim

Amorphis: crítica de Circle (2013)

sexta-feira, abril 19, 2013
Entre os grandes nomes do melodic death metal escandinavo, o Amorphis evoluiu da sonoridade basicamente extrema dos primeiros trabalhos até a construção de uma forte personalidade musical, sempre apoiada em elementos da música folk finlandesa e rock progressivo, além da inspiração nos épicos poemas da sua terra natal para as letras e conceitos em seus álbuns.

Gravado nos estúdios Petrax e 5K, Circle é o primeiro disco da banda desde Far From the Sun (de 2003) a não ser produzido pelo baixista e vocalista do Nightwish, Marco Hietala, função esta que ficou sob responsabilidade de ninguém menos que Peter Tägtgren. O décimo-primeiro trabalho dos finlandeses está novamente sendo lançado pela Nuclear Blast, e traz um conceito original, desenvolvido pelo compositor Pekka Kainulainen.

Os já característicos elementos de folk da sonoridade do Amorphis aparecem ainda mais forte na faixa de abertura “Shades of Gray”, que se não traz grandes inovações no que se trata de estruturas musicais e influências, se destaca pela performance dos vocais de Tomi Joutsen, que explora novas e versáteis possibilidades, ainda que sem arriscar muito. A constante e extremamente melódica “Mission” parece afundar ainda mais os finlandeses em suas raízes culturais, e assim como a belíssima “The Wanderer” e a épica “Narrowpath”, mostram um grupo cada vez mais distante do metal extremo de outrora.

“Hopeless Days”, com um agressivo início e notas que lembram vagamente o melodic black metal, parece resgatar um pouco a sonoridade do início da carreira, porém, revela um Amorphis flertando novamente com passagens mais alternativas e progressivas, explicando porque foi escolhida para ser o primeiro single de Circle. O lado mais death metal da banda volta a aparecer apenas em “Nightbird’s Song”, um excelente épico que alterna entre o clássico death metal escandinavo com etéreas passagens de teclados e flautas, tornando-se facilmente memorável.

O lado progressivo se mostra presente novamente na cadenciada “Into the Abyss”, com aqueles riffs e ritmos quebrados próprios da identidade do Amorphis dos últimos álbuns, e peca exatamente por não trazer algo que seja realmente interessante, e soa relativamente apagada, principalmente por estar entre a já citada “Nightbird’s Song” e “Enchanted by the Moon”, sendo essa último uma efetiva amostra da união do melodic death metal com carregadas atmosferas, com notável destaque para as camadas de teclado de Santeri Kallio. E essas atmosferas também se mostram extremamente importantes em “A New Day”, a balada que encerra o trabalho de maneira grandiosa, remetendo a conclusão de épicos cinematográficos.

Aliás, é interessante notar como o Amorphis elevou a sua música para um espectro relativamente mais interpretativo, como se cada uma das faixas fosse uma história sendo contada por alguém. E o fator que contribui de forma mais significativa para esse direcionamento claramente foi a opção pelo uso predominante de vozes limpas, aproximando-os ainda mais da sua faceta folk, melódica e progressiva, em detrimento da música extrema do início de carreira.

Uma mudança brusca? De forma alguma, já que esse processo se mostra como uma progressão natural do que vem sendo feito nos últimos álbuns, cada vez mais voltado para a música folclórica do seu país, não se limitando às letras e a a algumas intervenções ao longo do disco.

A identidade musical do Amorphis é extremamente forte e característica, de forma que é possível saber o que esperar a cada novo lançamento. Mas isso não significa que as chances de ser surpreendido positivamente não existam. E com Circle eles provam mais uma vez que sim, de fato, elas existem.

Nota 8

 
  
Faixas:
1. Shades of Gray


2. Mission

3. The Wanderer

4. Narrowpath

5. Hopeless Days

6. Nightbird’s Song

7. Into the Abyss

8. Enchanted by the Moon

9. A New Day

Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

Edição especial do novo disco do Black Sabbath terá três faixas bônus

sexta-feira, abril 19, 2013
O aguardado novo disco do Black Sabbath, 13, será lançado dia 11 de junho pela Vertigo Universal. Com produção de Rick Rubin, é o primeiro álbum de estúdio completo a reunir Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler desde Never Say Die! (1978). A bateria ficou a cargo de Brad Wilk, do Rage Against the Machine, que assumiu o posto do integrante original Bill Ward após desavenças entre o baterista e os demais músicos.

O trabalho terá oito faixas, mais três inéditas na versão deluxe. “God is Dead?”, primeiro single, já foi divulgada, enquanto “End of the Beginning”, a música de abertura, fará a sua estreia mundial no episódio final da atual temporada da série CSI, que irá ao ar dia 15 de maio nos Estados Unidos.

As três faixas inéditas se chamam “Methademic” (cuja letra fala sobre a dependência em metanfetamina), “Peace of Mind” e “Pariah”. Vale lembrar que Ozzy, Tony e Geezer deram declarações afirmando que gravaram entre quinze e dezesseis novas canções, o que nos faz concluir que quatro ou cinco faixas permanecerão inéditas e podem aparecer em b-sides de singles.

Confira o tracklist final da deluxe edition de 13, cuja duração total é de 68 minutos e 42 segundos:

1. End of the Beginning (8:05)
2. God is Dead? (8:52)
3. Loner (4:59)
4. Zeitgeist (4:37)
5. Age of Reason (7:01)
6. Live Forever (4:46)
7. Damaged Soul (7:51)
8. Dear Father (7:20)

Deluxe-edition bonus tracks:

9. Methademic (5:57)
10. Peace of Mind (3:40)
11. Pariah (5:34)


Por Ricardo Seelig

Cathedral: crítica de The Last Spire (2013)

sexta-feira, abril 19, 2013
Quando Lee Dorian deixou o Napalm Death lá pelos idos de 1989, alegando estar cansado da cena punk inglesa e tampouco contente com o direcionamento cada vez mais extremo adotado pela banda, com certeza sequer imaginava a proporção e influência que a sua nova banda, o Cathedral, teria mais de duas décadas depois.

Partindo do arrastado e mórbido doom metal do clássico Forest of Equilibrium (1991), passando pelas influências do empoeirado hard setentista e pelos inesperados e momentâneos lapsos de disco music, até a megalomania progressiva em The Guessing Game (2010), o grupo liderado por Dorian e Gaz Jennings apresenta uma versátil e interessante discografia, mesmo tendo permanecido no underground do heavy metal em toda a sua trajetória.

The Last Spire é o seu décimo e derradeiro trabalho de estúdio, a ser lançado no fim de abril pela Rise Above Records e pela Metal Blade, jogando o último punhado de terra sobre a história da banda.

O estalar de uma fogueira e um ruído grave e distorcido servem de base para a intensa e interminável repetição da frase “bring out your dead” na longa introdução “Entrance to Hell”, o prelúdio para a lenta e arrastada “Pallbearer”, praticamente uma ode de doze minutos ao doom metal do início da carreira e a todas as bandas que influenciaram Lee Dorian a formar o Cathedral, em um distante 1989. Interessante notar a opção por uma produção mais suja e rústica, na linha do EP A New Ice Age (2011, lançado apenas em vinil) e bem diferente do som relativamente cristalino dos últimos discos de estúdio, seguindo a tendência do doom/occult rock que basicamente atingiu o ápice da popularidade nos últimos anos.

Mais direta do que a faixa anterior, “Cathedral of the Damned” não traz grandes variações musicalmente falando, retomando a orientação por riffs extremamente graves sobre uma batida cadenciada, sempre com aquelas notas dissonantes trazidas por Gaz Jennings, uma fórmula que se repete em “Tower of Silence”, porém com a adição de sutis, mas bem encaixadas, passagens psicodélicas.

Estas intervenções mais viajantes, aliás, voltam a figurar em “Infestation of Grey Death” e suas inúmeras mudanças de andamento, atravessando tortuosos caminhos pelo doom, hard rock, space rock e heavy metal, enquanto “An Observation” vai ainda mais fundo nas raízes mórbidas do Cathedral, em uma lisérgica faixa carregadíssima de linhas de órgão, lembrando em muito um híbrido de occult e psicodélico que ficou perdido no tempo desde a metade da década de 60.

“The Last Laugh”, uma curta e óbvia continuação do início do álbum, faz a introdução para “This Body, Thy Tomb” (nome bem condizente com a última música do último álbum – a princípio – da banda) melancólica e arrastada, aonde tanto o instrumental quanto as linhas vocais desempenham com maestria o papel de tornar o esquisito sentimento quase palpável, mesmo quando os ruídos vão lentamente diminuindo, na derradeira faixa da carreira dos ingleses.

The Last Spire talvez não seja o melhor álbum da carreira do Cathedral, e ainda assim é um importante registro do heavy metal, que vai muito além do fato de ser o seu último disco de estúdio antes do encerramento das atividades. Apesar de ser considerada uma das bandas que melhor agregou em sua sonoridade a influência dos obscuros (ou nem tanto) grupos dos primórdios do heavy e doom metal, os ingleses aos poucos desenvolveram uma identidade sonora bem peculiar e se tornaram também referência para a maioria das bandas de occult rock que explodiram ao redor do mundo desde o início desta década. Algumas destas bandas, aliás, foram apadrinhadas pelo próprio Lee Dorian e a sua icônica Rise Above Records, lançando para o mundo vários novos nomes com proposta parecida com a do Cathedral, que já a colocava em prática há mais de duas décadas.

Mas o mais importante, em questões musicais, é como o quarteto continua com notável inspiração, direcionando inclusive os seus esforços para uma sonoridade ainda mais próxima desse resgate do metal sessentista/setentista em alta no mercado, soando como um genuíno retorno às suas próprias raízes e como se o seu próprio ciclo se encerrasse nesse momento. É muito improvável que um novo se inicie.

Portanto, apenas nos resta usufruir de um dos grandes legados da história do heavy metal.

Nota 8,5

 

Faixas:
1. Entrance to Hell


2. Pallbearer

3. Cathedral of the Damned

4. Tower of Silence

5. Infestation of Grey Death

6. An Observation

7. The Last Laugh

8. This Body, Thy Tomb

Por Rodrigo Carvalho, do Progcast

18 de abr de 2013

+ R.I.P. Storm Elvin Thorgerson +

quinta-feira, abril 18, 2013
Faleceu hoje, aos 70 anos, o designer gráfico Storm Thorgerson, autor de inúmeras capas clássicas para álbuns de gigantes como Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Genesis, Dream Theater, Muse e várias outras bandas.

Storm foi colega de Syd Barrett e Roger Waters na Cambridgeshire High School for Boys, onde teve o primeiro contato com os músicos da banda para quem, mais tarde, criaria uma das mais fortes identidades visuais do rock.

No final da década de 1960 abriu o estúdio Hipgnosis com Aubrey Powell e, pouco depois, também Peter Christopherson. Foi com a Hipgnosis que Storm escreveu o seu nome definitivamente na história do rock, criando capas que ficaram famosas.

O trabalho mais importante e emblemático de Thorgerson foi a capa do clássico Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Para a banda, também criou as artes dos discos Wish You Were Here, Animals, Ummagumma, Atom Heart Mother e diversos outros. A relação com o grupo foi muito mais profunda, e Storm se tornou o projetista-chefe do Pink Floyd, desenvolvendo palcos e praticamente todas as artes para os mais variados produtos lançados pela banda.

Para outros grupos, seus trabalhos mais conhecidos são as capas de A Change of Seasons do Dream Theater, Presence e In Through the Out Door do Led Zeppelin, Absolution e Black Holes and Revelations do Muse, Bent Out of Shape do Rainbow, Pressure & Time do Rival Sons, entre outros.

A nota divulgada pela família sobre a morte de Storm Thorgerson diz o seguinte:

Ele estava doente há algum tempo, com câncer. Storm havia tido uma notável recuperação do acidente vascular cerebral que sofreu em 2003. Ele deixa a sua mãe Vanji, seu filho Bill, sua esposa Barbie Antonis e suas duas crianças Adam e Georgia.

O Pink Floyd divulgou um breve comunicado oficial sobre a morte de Storm:

Estamos muito tristes com a notícia da morte de nosso amigo de muito tempo, gênio e colaborador. Nossos pensamentos estão com a sua família e muitos amigos.

David Gilmour também se pronunciou:

Storm e eu nos conhecemos na adolescência. Nos reuníamos no Sheep’s Green, um lugar a beira do rio em Cambridge, e Storm estava sempre cheio de ideias e entusiasmo. Ele tem sido uma força constante em minha vida, tanto no trabalho como no âmbito privado. Um ombro para chorar e um grande amigo. Vou sentir sua falta.

Nossos sentimentos aos fãs, aos amigos e à família desse gênio chamado Storm Thorgerson.

Por Ricardo Seelig

Assista “Stone”, o novo clipe do Alice in Chains

quinta-feira, abril 18, 2013
O Alice in Chains revelou o clipe da faixa “Stone”, música presente em seu novo disco, The Devil Put Dinosaurs Here, com data de lançamento marcada para 28 de maio. A direção é de Robert Shober, que já assinou vídeos para bandas como Metallica, Mastodon e Green Day.

“Stone” é o segundo single do álbum, sucedendo “Hollow”.



Por Ricardo Seelig

Lothlöryen lança lyric video e disponibiliza novo EP para download gratuito

quinta-feira, abril 18, 2013
Uma das melhores bandas de metal surgidas no Brasil nos últimos anos está lançando um novo EP, e escolheu a Collectors Room para divulgar essa novidade aos seus fãs. 

Os bardos do Lothlöryen, juntamente com o selo alemão Power Prog, acabam de lançar um novo EP retirado da regravação de Some Ways Back no More (2008), segundo álbum do grupo.


O trabalho, intitulado Unfinished Fairytale, conta com três músicas: duas versões regravadas, remixadas e remasterizadas de seu segundo álbum, e uma bônus retirada do mais recente álbum.
 A regravação e remixagem das duas primeiras faixas ficou a cargo de Rafael Augusto Lopes no estúdio Casanegra, e a masterização foi feita pelo próprio selo Power Prog.

Confira o tracklist:


1. Unfinished Fairytale

2. White Lies

3. Face Your Insanity

Para baixar gratuitamente o EP, visite o Facebook oficial do selo Power Prog.

O Lothlöryen continua no processo de finalização para enfim relançar seu segundo disco, Some Ways Back no More, e recentemente anunciou a participação especial dos músicos Bill Hudson (Hellish War), Eduardo Custódio (Vetor), Aníbal Pontes (Ex-Rygel) e Rafael Augusto Lopes (Fanttasma, ex-Torture Squad).


Mais detalhes sobre este trabalho serão revelados em breve.

Sonzeira de qualidade, como você pode conferir no lyric video abaixo:



Por Ricardo Seelig

Volbeat: crítica de Outlaw Gentlemen & Shady Ladies (2013)

quinta-feira, abril 18, 2013

Dentro do heavy metal, é difícil encontrar uma banda com tanto potencial mercadológico como o Volbeat. Formada em outubro de 2001 na Dinamarca, o grupo liderado pelo guitarrista e vocalista Michael Poulsen faz uma música particular, que constrói a sua personalidade unindo o metal a elementos de hard rock, country, rockabilly, punk e pop. Essa mistura tornou os caras gigantescos em sua terra natal e muito populares em toda a Europa.

Outlaw Gentlemen & Shady Ladies é o quinto disco do grupo. Há uma mudança significativa na formação, com a saída do guitarrista Thomas Bredahl, substituído por Rob Caggiano, ex-Anthrax e também produtor do trabalho. O álbum foi lançado em 5 de abril passado pela Universal e estreou em nono lugar no Top 200 da Billboard, principal medidor de vendas do mercado norte-americano.

As quatorze faixas apresentam um trabalho de composição bastante focado e eficaz. A contribuição de Rob Caggiano é evidente, com riffs fortes e melodias muito bem construídas, que tornam o som do Volbeat ainda mais eficientes. Os vocais de Michael Poulsen seguem com o seu estilo particular e cativante, transitando em um meio termo entre Elvis Presley e James Hetfield. Outlaw Gentlemen & Shady Ladies é um álbum com uma sonoridade variada, porém sempre muito acessível.

Entre os momentos mais pops estão “Pearl Hart”, "Cape of Our Hero” e “Lola Montez", que sem muito esforço podem ser imaginadas facilmente sendo executadas pelo Green Day, o que incomoda um pouco. Mas esse fator é compensado por faixas agressivas como “Room 24”, que vai do Black Sabbath ao thrash e conta com a participação mais do que especial de King Diamond, naquela que é a primeira gravação lançada pelo Rei Diamante após o ataque cardíaco que quase o matou - me corrijam se eu estiver errado. Outro destaque é a ótima “The Hangman’s Body Count”, que explora as influências variadas do conjunto de maneira exemplar e soa como uma espécie de cruzamento entre Johnny Cash e o Metallica.

Há vários pontos de destaque no disco. “Black Bart” tem toques de death metal, punk e guitarras gêmeas na linha do Thin Lizzy. Já “Lonesome Rider”, com participação de Sarah Blackwood, cantora da banda canadense Walk off the Earth e ex-Dubstar e Client, é um punk country grudento e com cara de hit certo. O banjo de “Doc Holliday”, que conta a história do lendário pistoleiro, traz o clima das trilhas de Ennio Morricone para o álbum, repetindo a agradável sensação da intro de abertura, “Let’s Shake Some Dust”.

Outlaw Gentlemen & Shady Ladies é um bom disco, e também o turning point do Volbeat. Com ele, a banda tem tudo para estourar de vez no mercado norte-americano e, consequentemente, em todo o mundo. O quarteto está a um passo do estrelato, e o seu novo álbum é o passaporte para essa transformação.

Nota 8


 

Faixas:
1 Let’s Shake Some Dust
2 Pearl Hart
3 The Nameless One
4 Dead But Rising
5 Cape of Our Hero
6 Room 24
7 The Hangman’s Body Count
8 My Body
9 Lola Montez
10 Black Bart
11 Lonesome Rider
12 The Sinner is You
13 Doc Holliday
14 Our Loved Ones

Por Ricardo Seelig

Iron Maiden confirma shows em São Paulo e Curitiba, ambos com abertura do Slayer e do Ghost

quinta-feira, abril 18, 2013
Confirmando o que já era esperado, o Iron Maiden anunciou hoje em seu site mais duas datas no Brasil este ano, além do show no Rock in Rio, dia 22 de setembro.

A banda se apresentará também em:

20/09 - São Paulo - Jockey Club
24/09 - Curitiba - TBC


Ambas as apresentações contarão com Slayer e Ghost como bandas de abertura. Em relação ao Maiden, o setlist é baseado na turnê Maiden England, de 1988, e que acaba de sair em DVD e Blu-ray.

Bem, não é preciso nem dizer que tratam-se de shows imperdíveis.

Nos vemos lá?


Por Ricardo Seelig

17 de abr de 2013

Top Collectors Room: os 100 melhores discos de heavy metal de todos os tempos

quarta-feira, abril 17, 2013
Apontar a origem exata do heavy metal é tarefa das mais árduas. O rock foi ficando cada vez mais pesado durante a década de 1960, com artistas como Cream, Jimi Hendrix Experience, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin, Blue Cheer, Deep Purple, Uriah Heep e Black Widow levando o gênero para caminhos sempre mais agressivos. Esse processo culminou com o primeiro disco do Black Sabbath, lançado na sexta-feira, 13 de fevereiro de 1970, e ao qual se convencionou apontar como o marco zero do estilo. Não há uma fronteira, uma divisão clara, entre o que é classificado como hard rock e que é apontado como heavy metal nesses primeiros anos, porém o surgimento do Black Sabbath é considerado o divisor de águas de todo esse processo.

Durante os anos 1970, o metal alcançou enorme popularidade e se consolidou como gênero musical. Bandas vindas principalmente da Inglaterra e dos Estados Unidos desenvolveram o estilo, distanciando-o de suas raízes blues e formatando-o com as características que conhecemos hoje.

A década de 1980 viu o surgimento de diversas bandas que se tornariam lendárias, e é apontada como o auge do heavy metal. Realmente foi um período muito fértil, mas o metal não parou de se desenvolver, e durante os anos 1990, 2000 e até hoje, nos entrega grupos fantásticos e que merecem muita atenção.

Toda essa história viu nascer inúmeros subgêneros, que levaram o som pesado aos mais variados extremos. Os rótulos são muitos, e entre os mais conhecidos e idolatrados estão o thrash,  death, black, gothic, groove, metalcore, power, prog, sludge, entre outros.

A lista abaixo tenta contar, através dos títulos presentes nela, a história do desenvolvimento de um dos gêneros mais populares do nosso tempo. Estão presentes nela discos de todas as décadas, e também procurei contemplar os mais variados estilos. Para construí-la, usei como base outras semelhantes, além de seleções de publicações e sites especializados conceituados. No final, coloquei um toque pessoal baseado na minha própria experiência de quase trinta anos como ouvinte, consumidor, colecionador e pesquisador do gênero.

Você vai sentir falta de algum álbum? Sim, vai, afinal são apenas cem. Não vai concordar com a presença de alguns títulos? Também, afinal toda lista tem um toque pessoal de quem a construiu. E, antes que alguém pergunte sobre onde estão discos obrigatórios de nomes como Led Zeppelin, AC/DC, Rainbow, Deep Purple e outros, eles estão no nosso top 100 sobre hard rock, que você pode ler aqui.

Nos comentários, peço que vocês deixem os seus top 10 sobre o metal, e também espero que tracem algumas linhas sobre a centena de álbuns presentes aqui. Seria legal também ouvir dicas sobre quais gêneros vocês gostariam que os próximos Top Collectors Room falassem.

Chega de papo. Com vocês, os 100 melhores discos de heavy metal de todos os tempos:

100 Korn - Issues (1999)
99 Celtic Frost - To Mega Therion (1985)
98 Dio - The Last in Live (1984)
97 Avantasia - The Metal Opera (2001)
96 Morbid Angel - Altars of Madness (1989)
95 Meshuggah - Destroy Erase Improve (1995)
94 Machine Head - Burn My Eyes (1994)
93 Dimmu Borgir - Enthrone Darkness Triumphant (1997)
92 Immortal - At the Heart of Winter (1999)
91 Nevermore - This Godless Endeavor (2005)
90 Judas Priest - Sin After Sin (1977)
89 Death - Human (1991)
88 At the Gates - Slaughter of the Soul (1995)
87 Burzum - Hvis lyset tar oss (1994)
86 Nevermore - Dead Heart in a Dead World (2000)
85 Orphaned Land - Mabool: The Story of the Three Sons of Seven (2004)
84 Testament - The Legacy (1987)
83 Agalloch - The Mantle (2002)
82 Machine Head - The Blackening (2007)
81 Metallica - ... And Justice for All (1988)
80 Opeth - Ghost Reveries (2005)
79 Pantera - Vulgar Display of Power (1992)
78 Electric Wizard - Dopethrone (2000)
77 Sepultura - Beneath the Remains (1989)
76 Emperor - Anthems to the Welkin at Dusk (1997)
75 Mayhem - De Mysteriis Dom Sathanas (1994)
74 Candlemass - Epicus Doomicus Metallicus (1986)
73 Dark Tranquillity - The Gallery (1995)
72 Paradise Lost - Draconian Times (1995)
71 Megadeth - Countdown to Extinction (1992)
70 Tool - Ænima (1996)
69 Black Sabbath - Sabotage (1975)
68 Sepultura - Arise (1991)
67 Black Sabbath - Vol 4 (1972)
66 King Diamond - Abigail (1987)
65 Bruce Dickinson - The Chemical Wedding (1998)
64 Accept - Balls to the Wall (1983)
63 Black Sabbath - Mob Rules (1981)
62 Cynic - Focus (1993)
61 Mastodon - Crack the Skye (2009)
60 Blind Guardian - Imaginations From the Other Side (1995)
59 Judas Priest - Defenders of the Faith (1984)
58 Venom - Black Metal (1982)
57 Death - The Sound of Perseverance (1998)
56 Tool - Lateralus (2001)
55 Sepultura - Roots (1996)
54 Iron Maiden - Killers (1981)
53 Carcass - Heartwork (1993)
52 Ozzy Osbourne - Diary of a Madman (1981)
51 Death - Individual Thought Patterns (1993)
50 Kamelot - The Black Halo (2005)
49 Exodus - Bonded by Blood (1985)
48 Motörhead - Overkill (1979)
47 Emperor - In the Nightside Eclipse (1994)
46 Megadeth - Peace Sells ... But Who’s Buying? (1986)
45 Judas Priest - Sad Wings of Destiny (1976)
44 Queensrÿche - Operation: Mindcrime (1988)
43 Dream Theater - Metropolis Pt. 2: Scenes From a Memory (1999)
42 In Flames - The Jester Race (1996)
41 Blind Guardian - Nightfall in Middle-Earth (1998)
40 Helloween - Keeper of the Seven Keys Part I (1987)
39 Death - Symbolic (1995)
38 Pantera - Cowboys From Hell (1990)
37 Opeth - Blackwater Park (2001)
36 Mercyful Fate - Don’t Break the Oath (1984)
35 Slipknot - Slipknot (1999)
34 Judas Priest - Hell Bent for Leather (1978)
33 Anthrax - Among the Living (1987)
32 Iron Maiden - Somewhere in Time (1986)
31 Dissection - Storm of the Light’s Bane (1995)
30 Helloween - Keeper of the Seven Keys Part II (1988)
29 Mercyful Fate - Melissa (1983)
28 Judas Priest - Stained Class (1978)
27 Accept - Restless and Wild (1982)
26 Slayer - South of Heaven (1988)
25 Iron Maiden - Iron Maiden (1980)
24 Judas Priest - Painkiller (1990)
23 Metallica - Metallica (1991)
22 Dream Theater - Images and Words (1992)
21 Iron Maiden - Seventh Son of a Seventh Son (1988)
20 Judas Priest - Screaming for Vengeance (1982)
19 Metallica - Kill ‘Em All (1983)
18 Sepultura - Chaos A.D. (1994)
17 Ozzy Osbourne - Blizzard of Ozz (1980)
16 Black Sabbath - Heaven and Hell (1980)
15 Judas Priest - British Steel (1980)
14 Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath (1973)
13 Motörhead - Ace of Spades (1980)
12 Slayer - Seasons in the Abyss (1990)
11 Black Sabbath - Black Sabbath (1970)
10 Iron Maiden - Piece of Mind (1983)
9 Dio - Holy Diver (1983)
8 Megadeth - Rust in Peace (1990)
7 Iron Maiden - The Number of the Beast (1982)
6 Black Sabbath - Master of Reality (1971)
5 Metallica - Ride the Lightning (1984)
4 Iron Maiden - Powerslave (1984)
3 Slayer - Reign in Blood (1986)
2 Metallica - Master of Puppets (1986)
1 Black Sabbath - Paranoid (1970)


Por Ricardo Seelig

Assista ao trailer de Epitaph, novo DVD e Blu-ray do Judas Priest

quarta-feira, abril 17, 2013
Com data de lançamento marcada para 28 de maio, Epitaph é o novo vídeo ao vivo do lendário quinteto inglês Judas Priest, um dos mais influentes nomes da história do heavy metal. Disponível em DVD e Blu-ray, o material conta com 23 faixas gravadas durante a última turnê da banda, anunciada como a derradeira da carreira do grupo.

O tracklist conta com músicas de cada um dos álbuns gravados com o vocalista Rob Halford, em uma retrospectiva emocionante para os fãs. Além disso, Epitaph também é o primeiro registro do Judas Priest com o guitarrista Richie Faulkner, que substituiu K. K. Downing em abril de 2011. Mais detalhes aqui.

Assista ao trailer de Epitaph abaixo:



Por Ricardo Seelig

16 de abr de 2013

Entrevista exclusiva: batemos um lero com Erasmo Carlos

terça-feira, abril 16, 2013

Erasmo Carlos não precisa provar mais nada a ninguém. Rumo aos 72 anos de idade, um dos líderes da Jovem Guarda, o movimento embrionário do rock nacional, membro da dupla de compositores mais popular da música brasileira, o Tremendão poderia muito bem curtir uma merecida aposentadoria.

Mas como quase todo roqueiro, Erasmo não se acomoda facilmente. Ele não só permanece na ativa como continua se reinventando com boas doses de ousadia. Um de seus últimos discos de estúdio é rock n´roll até no nome e só perde em atitude para o seu trabalho mais recente, Sexo (2011).

Com uma capa pra lá de sugestiva, o disco propõe uma reflexão mais amorosa sobre uma prática tão banalizada, analisa o músico. Se tivesse sido gravado por uma banda mais jovem possivelmente não teria tanto significado, já que o próprio Erasmo reconhece que relacionar sua maturidade com sexo é um estímulo à polêmica, principalmente no Brasil. “Eu gosto de polêmicas e de assuntos interessantes. E por eu estar com 70 anos falando de sexo as coisas se agravam, desperta coisas do tipo ‘ah, o cara tá lá pensando que é um menino’. Pensando não, eu sou um menino”, debocha.

Em passagem pelo Paraná com a turnê de divulgação de seu disco mais recente, 50 Anos Ao Vivo, Erasmo conversou com a Collectors Room sobre música, sexo, drogas e até sobre o que anda rolando em seu MP3 player. 


 

Como é a sensação de completar 50 anos na estrada?

É bonito, cara. É bonito por que eu sinto que eu sou querido nos lugares onde eu passo. Isso me faz acreditar que minha passagem na Terra está sendo bonita, que estou fazendo coisas boas, que as pessoas estão entendendo as minhas propostas e retribuindo com carinho.

Me sinto realizado e reflito com tudo isso. Vou revirar meu interior, me vejo como pai, como família, com meus amigos e tudo o mais. Então, nesse apanhado legal, eu fico muito feliz de como eu estou hoje.

Penso nos erros também, pois toda carreira e toda vida tem altos e baixos, que eu consegui administrar muito bem, e isso o que me tornou o ser humano que eu sou hoje. Eu falei isso tudo para dizer que eu me amo.


Depois de tanta experiência você ainda tem alguma grande ambição?

Não cara, eu nunca tive. Claro, eu sempre gostei de música e queria viver de música de alguma forma. Sempre fiz as coisas que tive oportunidade de fazer e dei muita sorte de estar no momento certo nas horas certas, e também sempre procurei tirar proveito dos meus erros, pelo menos pra ter como exemplo.

No início eu só queria ter um teto pra morar, comprar uma casa pra minha mãe, então o que eu tive foi muito maior do que eu imaginei, sabe? Por isso eu não peço nada, eu só agradeço as coisas que eu tenho. E eu não faço planos não; eu tenho é que fazer a minha música, pois isso puxa outras coisas que vão acontecendo em função disso.

No início do ano passado, por exemplo, não imaginava que eu ia gravar um DVD no (Theatro) Municipal (do Rio de Janeiro), com o Roberto Carlos e a Marisa Monte como convidados; eu não sabia que eu ia pro Rock in Rio Lisboa; tudo isso aconteceu por que eu estou trabalhando, por que eu estou na ativa.


Seus dois últimos discos foram bastante ousados, tanto na sonoridade quanto nos temas abordados. Um se chama Sexo, outro Rock n´ Roll. O nome do próximo vai fechar o famigerado slogan do rock, ou a sequência de títulos foi só coincidência?

Drogas no Brasil sempre foi uma coisa copiada do exterior. Vieram os Rolling Stones com aquela coisa de sexo, drogas e rock n´roll, acompanhada pelos hippies, mas aquele tempo passou. Naquela época quem consumia drogas, como eu, por exemplo, não sabia dos efeitos colaterais das coisas, era uma novidade, usar drogas era “in”, sabe? Hoje em dia já se sabe os efeitos colaterais, já se sabe a desgraça que é. Já perdi muitos amigos. Eu, graças a Deus sobrevivi e jamais faria um disco chamado “drogas”. Meu próximo disco deve se chamar Gigante Gentil.

Por que fazer um disco dedicado ao sexo?

Minhas músicas sempre falaram da relação homem/mulher. Na primeira música que eu gravei, por exemplo, “O Terror dos Namorados”, canto “eu beijo, beijo, beijo” por que eu não podia dizer “eu fodo, fodo, fodo”. Era aquela coisa de o idioma não deixa, a censura não deixa, o consenso não deixa, o horário não deixa, é um monte de limitações. Então uma música acaba sendo romântica, mas as palavras poderiam ser outras, se existisse uma maior liberdade para se falar.

Baseado nisso eu comecei a pensar no sexo, que é uma coisa linda cara. O sexo dá vida pra gente. Aí imaginei o big bang como a primeira manifestação de sexo no universo, que gerou planetas com vida, e que apesar de tudo isso ele é sempre um tabu, é uma coisa que diretamente é sempre levado pra sacanagem, pra libidinagem, pra pornografia.

Quase nunca se lembra do sexo como uma coisa pura, é sempre como uma coisa banal, e isso me fez achar que ele seria um assunto interessante. Eu gosto de polêmicas e de assuntos interessantes. E por eu estar com 70 anos falando de sexo as coisas se agravam, desperta coisas do tipo “ah, o cara tá lá pensando que é um menino”. Pensando não, eu sou um menino.


O que você anda ouvindo ultimamente?

Cara, eu ouço de tudo. Ontem mesmo eu vinha ouvindo samba no ônibus, gosto muito de MPB, rock eu ouço muito. Eu vinha ouvindo Durval Ferreira, Fats Domino, meu MP3 é muito variado.

Muitos dos seus fãs gostam de dizer que você e o Roberto são uma espécie de Lennon e McCartney para o rock brasileiro. Você se vê dessa forma?

Cara, eu não gosto de me ver, não. Eu gosto que os outros me vejam e me encaro como um compositor atuante. Pela história a minha parceria com o Roberto é uma das mais famosas em termos de sucesso. A nossa parceria teve muito sucesso e continua tendo, graças a Deus. Isso me dá um espaço confortável para me sentir como um dos bons, mas comparações eu deixo para os outros fazerem. 



Por Nelson Júnior

Promoção da semana Contra Grife: concorra a duas camisetas exclusivas do Led Zeppelin

terça-feira, abril 16, 2013
Essa semana a promoção da Collectors com a Contra Grife é dedicada aquela que muitos consideram a maior banda da história do rock: o Led Zeppelin.

Vamos sortear duas camisetas exclusivas do grupo, entre as estampas disponibilizadas abaixo. Para concorrer, você precisa curtir as páginas da Collectors Room e da Contra Grife no Facebook. Depois, vá até este link e clique em Quero Participar. Mas preste atenção: você precisa curtir as duas páginas para concorrer!

O sorteio será realizado na próxima segunda-feira, dia 22 de abril. E neste mesmo dia também teremos uma nova promo aqui no site, em parceria com a Contra Grife.

Boa sorte!



Equipes Collectors Room e Contra Grife

Volbeat lança clipe para “The Hangman’s Body Count”

terça-feira, abril 16, 2013
Uma das melhores faixas do último disco do Volbeat ganhou um clipe à altura. O vídeo de “The Hangman’s Body Count”, presente no novo álbum dos dinamarqueses, Outlaw Gentlemen & Shady Ladies (2013), foi todo composto em animação com ilustrações que mantém o estilo da capa do trabalho e mostra uma trama que se passa no faroeste.

Animal, como a música. Confira!



Por Ricardo Seelig

Ozzy admite recaída nas drogas e no álcool, mas nega estar se separando de Sharon

terça-feira, abril 16, 2013
A reunião do Black Sabbath com Ozzy Osbourne parece ter mexido pra valer com o lendário vocalista. Em nota postada em seu Facebook, o cantor admitiu que não apenas a parceria com Tony Iommi e Geezer Butler foi retomada, mas também alguns hábitos que todos julgavam estarem superados.

Leia o que Ozzy escreveu em sua página na rede social:

Durante o último um ano e meio estive bebendo e usando drogas. Estava em um lugar muito sombrio e fui um cuzão com as pessoas que amo: a minha família. No entanto, estou feliz em dizer que estou sóbrio há 44 dias. Pra deixar claro, Sharon e eu não estamos nos divorciando. Apenas estou tentando ser uma pessoa melhor. Quero pedir desculpas à Sharon, minha família, amigos e colegas de banda pelo meu comportamento insano neste período, e aos meus fãs também.

Vale lembrar que o Black Sabbath ficou famoso na década de 1970 não apenas pela música. A banda era conhecida pela quantidade industrial de drogas que consumia, principalmente cocaína - o disco Vol 4 (1972), por exemplo, foi composto sobre montanhas do pó branco, fato admitido por Ozzy e pelos demais músicos.

A dependência química não tem nada de romântico ou belo. Ela é deprimente, corrói e destrói a vida não apenas dos viciados, mas de todos que estão ao seu redor. Era de se esperar que Ozzy, um dos junkies mais notórios do rock e que viveu o lado mais baixo desse processo, já o tivesse superado, mas a estrada para a sobriedade é longa e difícil para todos. Esperamos que o vocalista - pai, avô e ídolo de gerações de jovens e adultos do alto dos seus 64 anos - consiga se manter sóbrio daqui em diante.

Por Ricardo Seelig

Justiça 1 x 0 Falcatruas: produtores do Metal Open Air são denunciados pelo Ministério Público do Maranhão

terça-feira, abril 16, 2013
A 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Maranhão denunciou os organizadores do Metal Open Air, que foi realizado de forma parcial em abril de 2012, por crimes de estelionato e indução do consumidor, na sexta-feira, 12. 

Luiz Felipe Negri de Mello e Natanael Francisco Fereira Júnior organizaram o festival que estava marcado para os dias 20, 21 e 22 daquele mês, no ano passado, mas que acabou cancelado por falta de estrutura e bandas que não compareceram por falta de pagamento. 
 A promotoria pede o congelamento dos bens de ambos os produtores assim como das respectivas empresas, Negri Produções Artísticas e Lamparina Produções

O festival, dedicado ao heavy metal, foi anunciado como o maior do gênero nas Américas, tinha programado até a vinda do ator Charlie Sheen como convidado especial. Haviam sido anunciadas 47 bandas, nacionais e internacionais. Dentre as maiores, apenas o Megadeth tocou. 

Os valores dos ingressos variaram entre R$ 250 a R$ 850. Ao todo, foram vendidos 7.865 ingressos e arrecadados R$ 1.982.955

O MP do Maranhão quer a condenação dos produtores por danos morais e materiais causados pelos consumidores, com a devolução dos valores pagos e outras despesas, todos atualizados, e quer o pagamento de uma indenização no valor de R$ 2 milhões, montante que será revertido ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor. 

Na ação, a promotora Lítia Cavalcanti cita a falta de comunicação vinda do próprio festival, que não anunciou o oficialmente o seu fim, algo que só ficou claro quando funcionários começaram a desmontar os palcos. "Somados todos estes fatores, o resultado foi o total desastre do evento, maculando a cidade de São Luís, o Maranhão e o Brasil", escreveu ela. 

Fonte: Rolling Stone Brasil

15 de abr de 2013

Top Collectors Room: os 100 melhores álbuns de hard rock de todos os tempos

segunda-feira, abril 15, 2013
O hard rock é um estilo muito amplo. Vai do som praticado pelos pioneiros surgidos no final dos anos 1960 e início da década de 1970, passa por misturas como a aproximação com o country e o blues promovida pelas bandas sulistas norte-americanas e chega até à ensolarada Califórnia oitentista. Toda essa jornada é construídas sobre riffs inspirados, vocalistas carismáticos, solos antológicos, baixos poderosos e bateristas que fizeram história.

Abaixo, dando sequência ao Top Collectors Room, está uma lista com os 100 melhores discos do gênero. Ela foi construída, como as demais publicadas aqui no site, tendo como base outras listas similares, minha experiência pessoal e um toque particular.

Vai causar discussão? Espero que sim. É pra você concordar? Claro que não. Só precisa postar o seu top 10 do gênero e também a sua opinião sobre ela, nos comentários. E, é claro, serve como guia para você ir atrás e conhecer alguns discos que, por ventura, ainda não tenha entrado em contato.

Com vocês, os 100 melhores álbuns de hard rock de todos os tempos:

100 Thin Lizzy - Johnny the Fox (1976)
99 Mötley Crüe - Shout at the Devil (1983)
98 Aerosmith - Pump (1989)
97 Whitesnake - Slide It In (1984)
96 Uriah Heep - The Magician’s Birthday (1972)
95 Thin Lizzy - Fighting (1975)
94 Sweet - Desolation Boulevard (1974)
93 Deep Purple - Come Taste the Band (1975)

92 ZZ Top - Eliminator (1983)
91 Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)
90 Gov’t Mule - Life Before Insanity (2000)
89 Ted Nugent - Ted Nugent (1975)
88 The Michael Schenker Group - The Michael Schenker Group (1980)
87 Trapeze - Medusa (1970)
86 UFO - Lights Out (1977)
85 Whitesnake - Whitesnake (1987)
84 Budgie - Budgie (1971)
83 Grand Funk Railroad - Grand Funk (1969)
82 Scorpions - In Trance (1976)
81 ZZ Top - Degüello (1979)
80 Golden Earring - Moontan (1973)
79 Armageddon - Armageddon (1975)
78 Skid Row - Slave to the Grind (1991)
77 Soundgarden - Badmotorfinger (1991)
76 Bad Company - Bad Company (1974)
75 Cheap Trick - In Color (1977)
74 Blue Öyster Cult - Tyranny and Mutation (1973)
73 Cream - Wheels of Fire (1968)
72 Lynyrd Skynyrd - Street Survivors (1977)
71 Kiss - Creatures of the Night (1982)
70 Alice Cooper - Welcome to My Nightmare (1975)
69 Scorpions - Love at First Sting (1984)
68 James Gang - Rides Again (1970)
67 AC/DC - Dirty Deeds Done Dirt Cheap (1976)
66 Grand Funk Railroad - We’re an American Band (1973)
65 Montrose - Montrose (1973)
64 Scorpions - Lovedrive (1979)
63 AC/DC - High Voltage (1976)
62 Alice Cooper - Love It to Death (1971)
61 Kyuss - Blues for the Red Sun (1992)
60 Uriah Heep - Look at Yourself (1971)
59 Lucifer’s Friend - Lucifer’s Friend (1970)
58 Gov’t Mule - Dose (1998)
57 Boston - Boston (1976)
56 The Black Crowes - The Southern Harmony and Musical Companion (1992)
55 Mountain - Climbing! (1970)
54 Groundhogs - Thank Christ for the Bomb (1970)
53 Rainbow - Long Live Rock ‘n’ Roll (1978)
52 Deep Purple - Stormbringer (1974)
51 Nazareth - Hair of the Dog (1975)
50 Def Leppard - Hysteria (1987)
49 Kiss - Destroyer (1976)
48 Alice Cooper - Killer (1971)
47 Thin Lizzy - Bad Reputation (1977)
46 Cheap Trick - Heaven Tonight (1978)
45 Deep Purple - Fireball (1971)
44 Scorpions - Blackout (1982)
43 Queens of the Stone Age - Songs for the Deaf (2002)
42 Rush - Permanent Waves (1980)
41 Gov’t Mule - The Deep End Volume 1 (2002)
40 Buffalo - Volcanic Rock (1973)
39 Free - Fire and Water (1970)
38 Van Halen - MCMLXXXIV (1984)
37 Atomic Rooster - Death Walks Behind You (1970)
36 Wishbone Ash - Argus (1972)
35 AC/DC - Let There Be Rock (1977)
34 Alice Cooper - Billion Dolar Babies (1973)
33 ZZ Top - Tres Hombres (1973)
32 Def Leppard - Pyromania (1983)
31 Led Zeppelin - Led Zeppelin III (1970)
30 Rush - 2112 (1976)
29 Captain Beyond - Captain Beyond (1972)
28 Budgie - Never Turn Your Back on a Friend (1973)
27 Flower Travellin’ Band - Satori (1971)
26 Blue Öyster Cult - Secret Treaties (1974)
25 Cheap Trick - Cheap Trick (1977)
24 Cream - Disraeli Gears (1967)
23 Thin Lizzy - Black Rose: A Rock Legend (1979)
22 Uriah Heep - Demons and Wizards (1972)
21 Led Zeppelin - Led Zeppelin (1969)
20 Lynyrd Skynyrd - Second Helping (1974)
19 Aerosmith - Toys in the Attic (1975)
18 Jeff Beck Group - Truth (1968)
17 Lynyrd Skynyrd - (pronouced ‘leh- ‘nerd ‘ski-‘nerd) (1973)
16 Aerosmith - Rocks (1976)
15 Rainbow - Rising (1976)
14 Pearl Jam - Ten (1991)
13 Guns N’ Roses - Appetite for Destruction (1987)
12 Led Zeppelin - Houses of the Holy (1973)
11 Deep Purple - Deep Purple In Rock (1970)
10 Rush - Moving Pictures (1981)
9 Led Zeppelin - Led Zeppelin II (1969)
8 Van Halen - Van Halen (1978)
7 AC/DC - Highway to Hell (1979)
6 Thin Lizzy - Jailbreak (1976)
5 Deep Purple - Burn (1974)
4 Led Zeppelin - Physical Graffiti (1975)
3 AC/DC - Back in Black (1980)
2 Deep Purple - Machine Head (1972)
1 Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)


Por Ricardo Seelig

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