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Mostrando postagens com o rótulo Concrete Blonde

35 Anos de Bloodletting (1990): a obra-prima sombria do Concrete Blonde

Lançado em 15 de maio de 1990, Bloodletting é o terceiro álbum do Concrete Blonde e, sem dúvida, o ponto mais alto da carreira da banda liderada pela vocalista e baixista Johnette Napolitano. Um disco sombrio, introspectivo e carregado de emoção, Bloodletting mergulha em atmosferas góticas e letras confessionais, refletindo a dor, o desejo e a angústia de forma visceral – tudo isso amarrado por uma sonoridade que equilibra o rock alternativo com ecos do pós-punk e do gothic rock. Enquanto os dois primeiros álbuns da banda (o homônimo Concrete Blonde , de 1986, e Free , de 1989) já mostravam uma sonoridade alternativa interessante, foi com Bloodletting que o Concrete Blonde encontrou sua identidade definitiva. A produção – a cargo de Chris Tsangarides e da própria banda – trouxe uma atmosfera mais densa, influenciada pelo rock gótico britânico, mas com o peso emocional característico da cena alternativa americana. O álbum abre com a faixa-título, “Bloodletting (The Vampire Song)”...

Cantoras incríveis e seus discos maravilhosos

Sou apaixonado por vozes femininas, e falo sobre algumas delas nesse vídeo do canal da Collectors Room no YouTube. São cinco dicas de álbuns ótimos e que significam muito para a minha vida.  Assista, comente, inscreva-se e acompanhe a Collectors também em vídeo:

Um pequeno texto sobre Free, uma das pérolas do Concrete Blonde

O Concrete Blonde é uma banda que toda pessoa que bate o olho, gosta. Ou melhor: uma banda que todo mundo, ao ouvir, quer saber mais. Hard rock, gótico, pop rock: liderado pela vocalista e baixista Johnette Napolitano, o Concrete Blonde variou entre trios e quartetos durante sua história, que teve início no final dos anos 1980 e foi até a década de 2010. A força das canções da banda vem toda de Johnette, uma compositora muito fora da curva e que deu ao mundo músicas inesquecíveis a todos que, um dia, tiveram contato com algum de seus discos. Free é o segundo álbum do grupo e foi lançado em 1989. Nele estão desde hits como "God is a Bullet" a pérolas pop como "Happy Birthday", passando por joias como a delicada "Little Conversations" e a cativante "Carry Me Away". O tracklist conta ainda com uma versão para "It's Only Money", do Thin Lizzy. Ouça. Você vai descobrir a sua nova banda favorita.

Review: Concrete Blonde – Still in Hollywood (1994)

O Concrete Blonde é uma das melhores bandas do rock alternativo norte-americano. Formada em Los Angeles em 1982, permaneceu na ativa até 2012. Foram ao todo sete álbuns de estúdio, duas dezenas de singles, um duplo ao vivo, quatro coletâneas e um disco colaborativo ao lado dos Los Illegals. Tendo como figura central a vocalista, baixista e compositora Johnette Napolitano, o Concrete Blonde nunca estourou comercialmente, porém formou uma base apaixonada de fãs, inclusive aqui no Brasil. A banda contava também com o ótimo guitarrista James Mankey e com o baterista Harry Rushakoff, substituído mais tarde por Paul Thompson, ex-Roxy Music. Still in Hollywood é uma compilação de material inédito, b-sides, gravações ao vivo e covers lançada em 1 de novembro de 1994. Na cronologia do grupo é o sucessor do excelente Mexican Moon (1993), um dos melhores álbuns do trio. O material foi disponibilizado inicialmente em CD e k7, e ganhou uma reedição em LP duplo em 2017. As 16 faixas servem c...

Quase Famosos: o som único do Concrete Blonde

Música é algo muito pessoal. Cada pessoa tem uma relação diferente com os sons. Uma banda que significa muito para mim pode não dizer nada para você, assim como uma composição que marcou um momento da sua vida muito provavelmente não terá o mesmo significado para outro indivíduo.  Escrevo isso porque é exatamente essa situação que me veio à cabeça quando decidi escrever sobre a banda norte-americana Concrete Blonde. A relação que tenho com a música do grupo é muito profunda, intensa, repleta de memórias. Mas, provavelmente, outras pessoas não sintam algo parecido ou, até mesmo, nunca tenham ouvido falar dos caras.  O Concrete Blonde me traz de volta os tempos de universidade durante a década de 90. Foi nesse período que conheci e me apaixonei pela música desta banda única e fascinante. Vamos ver se eu consigo contar a história deles pra vocês.

Johnette Napolitano, 54 anos hoje

Começando a coleção: Concrete Blonde

Por Ricardo Seelig Colecionador Collector´s Room O Concrete Blonde é uma das minhas bandas favoritas desde sempre. Ouvia muito o grupo na década de noventa, e ele fez parte dos dias e aventuras dos meus vinte e poucos anos. Formado em 1986 em Los Angeles, o trio tem como figura principal a baixista, vocalista e compositora Johnette Napolitano, dona de uma das mais belas vozes femininas do rock. Ao seu lado sempre esteve o fiel escudeiro Jim Mankey, cuja guitarra possui um timbre personalíssimo. O posto de baterista do conjunto sempre apresentou alta rotatividade, com Harry Rushakoff ocupando a banqueta entre 1986-1990 e 2001-2002, Paul Thompson entre 1990-1995 e Gabriel Ramirez-Quezada no período 2002-2006. O som do Concrete Blonde, apesar de ser comumente rotulado como rock alternativo, na verdade não tem nada disso. A música da banda está a quilômetros de distância de baluartes indies como Sonic Youth e Dinosaur Jr, por exemplo. Não há em sua música o noise desses dois grupos. Para m...