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Mostrando postagens com o rótulo Dire Straits

Dire Straits e a revolução digital do rock com Brothers in Arms (1985)

Lançado em 13 de maio de 1985, Brothers in Arms é um dos álbuns mais emblemáticos da década de 1980 e o maior sucesso da carreira do Dire Straits. Combinando sofisticação técnica, produção de ponta e composições maduras, o disco solidificou a posição da banda liderada por Mark Knopfler como uma das mais respeitadas daquele período. Mais do que um simples sucesso comercial, Brothers in Arms influenciou o rumo do rock na era do CD e marcou uma virada na forma como os álbuns eram produzidos e consumidos. Brothers in Arms foi um dos primeiros álbuns de rock a ser gravado totalmente em tecnologia digital, o que o tornou uma referência em qualidade de som. A versão em CD foi um divisor de águas: enquanto os LPs e cassetes ainda dominavam, o álbum ajudou a impulsionar o formato digital no mercado fonográfico. O som cristalino e detalhado, principalmente nas baladas atmosféricas como "Your Latest Trick" e "Why Worry", demonstrava o potencial dos novos recursos tecnológ...

Alchemy (1984): a energia visceral do Dire Straits em um clássico ao vivo

Lançado em 1984, Alchemy: Dire Straits Live é o primeiro álbum ao vivo da banda britânica Dire Straits. Gravado durante dois shows no Hammersmith Odeon, em Londres, em julho de 1983, o disco captura a essência do grupo no auge de sua fase inicial, antes da explosão comercial de Brothers in Arms (1985). O álbum não é apenas uma coletânea de performances ao vivo, mas uma reinterpretação das músicas da banda com arranjos expandidos, solos mais elaborados e uma energia visceral que se destaca em comparação com as versões de estúdio.   O grande diferencial de Alchemy está na liberdade instrumental que a banda assume no palco. Mark Knopfler, líder, vocalista e guitarrista, transforma cada música em uma jornada sonora única, com solos hipnóticos e uma precisão impressionante em sua técnica de fingerpicking – ele toca sem palheta e faz isso de forma sensacional. As canções, já sofisticadas em estúdio, ganham novas nuances ao vivo, muitas vezes estendendo-se para longas sessões instrum...

O disco seguinte: álbuns que sucederam campeões de vendas

Alcançar um grande sucesso é difícil. Repetir o feito, mais ainda. E isso fica claro quando analisamos alguns dos álbuns mais vendidos de todos os tempos e os discos que vieram a seguir na carreira dessas bandas. Não que o sucesso de vendas e de público tenha algo a ver com a qualidade desses trabalhos, mas a pressão em repetir os números alcançados anteriormente certamente foi um dos fatores centrais na produção dos álbuns abaixo. Michael Jackson – Bad (1987) Bad teve a tarefa mais ingrata de todas: ser o sucessor de Thriller (1982), o disco mais vendido da história. E fez isso bem, tanto artisticamente quanto comercialmente. Oito das dez faixas do álbum foram lançadas como single, e seis deles alcançaram o top 10 nos Estados Unidos. Musicalmente, Bad é uma evolução de Thriller , com o som ficando mais encorpado e pesado, além de incorporar características marcantes da década de 1980 como os teclados em destaque e o uso constante da bateria eletrônica. No total, Bad vendeu ma...

O novo disco de Mark Knopfler

Mark Knopfler, o Dire Straits, lançará dia 16 de novembro o seu nono álbum solo. Down the Road Wherever é o sucessor de Tracker (2015) e será disponibilizado pelo próprio selo do vocalista e guitarrista, o British Glove, com distribuição da Universal Music. Down the Road Wherever  vem com quatorze canções inéditas gravadas no próprio estúdio do músico, em Londres. A banda que acompanha Mark no álbum conta com o chapa dos tempos do Dire Straits, o tecladista Guy Fletcher, que também responde pela produção do disco ao lado de Knopfler. Os outros músicos são Jim Cox (teclado), Nigel Hitchcock (saxofone), Tom Walsh (trompete), John McCusker (violino), Mike McGoldrick (flauta e sopros), Glenn Worf (baixo), Ian Thomas (bateria) e Danny Cummings (percussão).  Os guitarristas Richard Bennett (Billy Joel, Barbra Streisand) e Robbie McIntosh (The Pretenders, Paul McCartney), mais o trombonista Trevor Mires, fazem participações especiais, enquanto o quarteto formado por La...

Mark Knopfler não tocará com o Dire Straits no Rock and Roll Hall of Fame

Na próxima semana acontecerá a cerimônia de indução ao Rock and Roll of Fame de 2018, e o Dire Straits será uma das bandas que entrará no clubinho fechado do rock and roll. Além disso, o grupo inglês tocará no palco do evento, porém sem sua principal figura. Mark Knopfler não tocará na cerimônia, e a informação veio do tecladista Alan Clark, que revelou que ele, o guitarrista Guy Fletcher e o baixista John Illsley tocarão no palco do RARHOF, apresentado uma versão de “Telegraph Road” com ukulele e banjo, com os três dividindo os vocais. Os motivos para a ausência de Knopfler não foram mencionadas por Alan Clark. O irmão de Mark, David Knopfler, que tocou guitarra com a banda entre 1977 e 1980 e gravou os dois primeiros álbuns da banda, também não estará no evento. David alegou que não irá porque o Rock and Roll Hall of Fame não pagará os custos para o seu deslocamento o local do show. O Dire Straits se separou em 1987 após a turnê do álbum Brothers in Arms (1985), u...

Música do Dia: Mark Knopfler - Privateering

Mark Knopfler: crítica de Privateering (2012)

Mark Freuder Knopfler completou 63 anos no último 12 de agosto. A banda que o tornou famoso, o Dire Straits, encerrou as atividades há 17, em 1995. Desde então, o vocalista e guitarrista gravou diversos álbuns solos e trilhas para filmes, distanciando-se cada vez mais do som que o consagrou e o tornou conhecido em todo o mundo. Privateering é o sétimo disco solo de Knopfler. O trabalho é duplo e traz generosas vinte faixas. A sonoridade é calcada no folk blues e no country, com a inclusão de instrumentos como sanfona, banjo, violino e órgão, entre outros. Esse direcionamento é até certo ponto surpreendente, visto que a música do trabalho é profundamente inspirada e calcada no universo sonoro norte-americano, e Mark Knopfler, pra quem não sabe, é escocês (ele nasceu em Glasgow). Porém, desde a dissolução do Dire Staits, Knopfler tem caminhado para uma sonoridade cada vez mais focada no blues. Um ponto que chama a atenção é o quanto a voz de Mark Knopfler adquiriu um timbre ma...

System of a Down tocando "Sultans of Swing", do Dire Straits!