Radical Romantics é o novo álbum do Fever Ray, pseudônimo da sueca Karin Dreijer, que integrou o duo de música eletrônica The Knife ao lado irmão entre 1999 e 2014. Não muito prolífico – a estreia, batizada apenas como Fever Ray , foi lançada em 2009, e o segundo disco, Plunge , saiu em 2017 -, o som do Fever Ray merece a sua atenção. Talvez pela capa, o nome de Peter Gabriel me veio à mente quando ouvi Radical Romantics . E a referência ao ex-vocalista do Genesis se intensificou ao longo da audição da dez faixas do disco, não pela similaridade sonora, mas pelo desejo de inovação e o objetivo de sempre buscar novos caminhos. Essa abordagem é constante em Radical Romantics , o que torna o álbum interessantíssimo. A base do trabalho de Karin é a música eletrônica. Sintetizadores constroem as melodias e os arranjos, enquanto batidas que vão de influências mais dançantes até momentos mais tribais – ouça “New Utensils” – imprimem o ritmo. Os timbres, predominantemente graves, flertam s...