O Incantation não está entre os pilares do death metal em termos de genialidade ou apelo. Não é sucesso de crítica, tampouco público. Há quem diga que seja do segundo escalão do gênero, o que, provavelmente, faz sentido. Porém, a banda capitaneada pelo maestro John McEntee alcançou algo tão ou mais importante do que qualquer reverência estética: respeito e credibilidade. McEntee, uma das lendas do underground norte-americano, formou a banda em 1989. São pelo menos 25 anos empunhando a bandeira de um estilo que passou por mutações, absorveu influências diversas e ainda se mostra um tanto quanto vigoroso, apesar das intempéries. É nítido que o death metal reagiu melhor ao tempo, sempre implacável, do que o thrash e o black, seus irmãos de sangue. Em meio a tudo isso, o Incantation conseguiu forjar uma trajetória linear. Regular ao extremo, não oscilou entre álbuns acima da média e trabalhos decepcionantes, como alguns de seus pares. Sempre constante, desenvolveu sua identidade...